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IMPULSIVIDADE E TRANSTORNOS DO CONTROLE DO IMPULSO

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Apresentação em tema: "IMPULSIVIDADE E TRANSTORNOS DO CONTROLE DO IMPULSO"— Transcrição da apresentação:

1 IMPULSIVIDADE E TRANSTORNOS DO CONTROLE DO IMPULSO
Usei o tratado da usp para montar a aula

2 IMPULSIVIDADE Reações rápidas e não planejadas
Geralmente sem avaliação das consequências Se houver planejamento, este é pouco elaborado, apenas para driblar barreiras imediatas com finalidade de realizar ato impulsivo Às vezes pode haver algum planejamento para driblar barreiras imediatas para realização e posterior prazer do ato impulsivo (como um estreitamento no campo da consciência), nada elaborado

3 IMPULSIVIDADE Fenômeno transcende o escopo da psiquiatria e se revela uma questão importante na saúde pública e no campo sócio econômico 8% da população sofre de algum transtorno do impulso* Impacto econômico alto, uma vez que se inicia geralmente na adolescência e pode causar incapacitação duradoura ou definitiva. Sem levar em conta uso de substâncias e outras síndromes onde a impulsividade não é a principal alteração psicopatológica.

4 IMPULSIVIDADE Principal impacto negativo é a relação destes transtornos com o comportamento suicida “tentativas de suicídio tem sido correlacionadas amplamente com traços de personalidade impulsivos e agressivos” Também se relaciona com atividade ilegal, abuso de SPA, comportamento sexual de risco Justificando esse grande impacto na saúde pública

5 IMPULSIVIDADE 75% das mortes em adolescentes são causadas por fatores passíveis de prevenção, sempre indireta ou diretamente relacionados à impulsividade. Envolvimento com crimes, condutas antissociais, dirigir embriagado/intoxicado/de forma imprudente, abuso de SPA, condutas sexuais de risco Impossível de negligenciar esses números

6 TRANSTORNOS DO CONTROLE DO IMPULSO
Seria a medicalização do livre arbítrio? “Na verdade o desenvolvimento histórico do conceito de síndromes impulsivas aponta para perturbações no exercício deliberativo que impedem o exercício do livre arbítrio e o aprisionamento em uma rotina repetitiva de condutas irrefletidas que subvertem a autodeterminação do indivíduo” Existe esse questionamento, até quando a impulsividade é uma experiência da natureza de determinadas personalidades humanas

7 TRANSTORNOS DO CONTROLE DO IMPULSO
Fenômeno multidimensional Desinibição comportamental Instabilidade afetiva com perda da ação reguladora dos afetos sobre o comportamento Instabilidade cognitiva por debilidade dos sistemas atencionais e perda de foco Deficiência de empatia que impede a regulação do comportamento pelo contexto social Desejos imperiosos  dependências Dificuldade de contenção de impulsos agressivos Ponto central (ato comportamental fora dos padrões aceitos em sua cultura) // multifatorial

8 AGRESSÃO IMPULSIVA x NÃO IMPULSIVA
Impulsiva  Não tem objetivo estabelecido, reação reflexa desencadeada por frustração Não impulsiva  Objetivo definido, delimitação e defesa de territórios físico, afetivo ou intelectual, disputa por recursos, obtenção e confirmação de domínio social Bidirecional  auto ou hetero agressividade Compartilham mesmas bases fisiopatológicas  liberação de raiva e irritabilidade por debilidade de sistemas inibitórios baseados em transmissão serotoninérgica MESMAS BASES FISIOPATOLÓGICAS

9 FORMAS DE AUTOAGRESSÃO
Lesões autoinfligidas de forma deliberada --> automutilação Cortes, queimaduras, pancadas Atos repetidos estereotipicamente resultando em lesões não intencionadas Arrancar cabelo, cutucar a pele, roer unha Comportamentos inatos geralmente desencadeados por estresse que adquirem forma de automatismo à medida que progridem para formas de expressão mais desajustadas e patológicas Bases etiopatogênicas semelhantes ao TOC

10 TRANSTORNOS DO CONTROLE DO IMPULSO
Transtorno explosivo intermitente Cleptomania Jogo patológico Tricotilomania Transtorno do controle do impulso não especificado Oniomania, impulso sexual excessivo, dermatotilexomania, automutilação recorrente, uso indevido de internet. Síndromes que também envolvem problemas no controle do impulso: TUS, parafilias, TP antissocial, transtorno de conduta, esquizofrenia, transtornos de humor Impulsividade como importante/principal alteração psicopatológica // FORMAS DE APRESENTAÇÃO DESSE DESAJUSTE DE ACORDO COM PERSONALIDADE Esta ultima agrupa sindromes ainda com poucos estudos. TENDENCIA É Q ISSO SE ENQUADRE COMO HIPOMANIA E TUDO SE ENQUADRE NO TAB 2 (DEP BIPOLAR, BOTAR CRITÉRIOS DO CID 11)

11 SUBGRUPO DOS TCI TUS Vou passar rapidamente pelas síndromes para discutir depois

12 DEPENDÊNCIAS COMPORTAMENTAIS
- JOGO PATOLÓGICO - CLEPTOMANIA - ONIOMANIA SEMELHANÇA COM DEP QUÍMICA

13 JOGO PATOLÓGICO

14 JOGO PATOLÓGICO TCI mais estudado Muito semelhante ao TUS
“dependência comportamental” Grave comprometimento psicossocial Comorbidade é quase regra Fatores genéticos e neurobiológico compartilhados

15 JOGO PATOLÓGICO (1) preocupação com jogo (preocupação com experiências passadas, especulação do resultado ou planejamento de novas apostas, pensamento de como conseguir dinheiro para jogar); (2) necessidade de aumentar o tamanho das apostas para alcançar a excitação desejada; (3) esforço repetido e sem sucesso de controlar, diminuir ou parar de jogar; (4) inquietude ou irritabilidade quando diminui ou para de jogar; (5) jogo como forma de escapar de problemas ou para aliviar estado disfórico (sentimentos de desamparo, culpa, ansiedade, depressão); (6) depois da perda de dinheiro no jogo, retorna freqüentemente no dia seguinte para recuperar o dinheiro perdido; (7) mentir para familiares, terapeuta ou outros, a fim de esconder a extensão do envolvimento com jogo; (8) cometer atos ilegais como falsificação, fraude, roubo ou desfalque para financiar o jogo; (9) ameaçar ou perder relacionamentos significativos, oportunidades de trabalho, educação ou carreira por causa do jogo; (10) contar com outros para prover dinheiro, no intuito de aliviar a situação financeira desesperadora por causa do jogo. 5 de 10

16 CLEPTOMANIA

17 CLEPTOMANIA Ato antecedido de grande tensão e alívio pós consumação, pode ser seguido de remorso genuíno, ou não. Geralmente hábito tem início na adolescência e possuem média de 3 vezes por semana Não procuram tratamento por vergonha, quando pegos preferem sofrer consequências legais do que expor seu problema  Incidência subestimada em 0,6% // 3M:1H Tentativas de suicídio podem ocorrer quando ameaçado de delação ou exposição de sua condição.

18 CLEPTOMANIA Sofrida ambiguidade
Prazer do risco, consecução bem sucedida do furto, prazer da posse do objeto Culpa e medo Crises de desejo  “fissura” por roubar Boa resposta ao modelo TCC aplicada no TUS Inúmeras tentativas frustradas de controlar ou cessar furtos

19 CLEPTOMANIA Comorbidades Qualidade de vida muito comprometida
Bulimia nervosa*  24% fecha diagnóstico para cleptomania Outros TCI (20-46%) TUS (23-50%) Transtornos do humor (45-100%) TP  paranoide > borderline > esquizoide Inicio mais precoce e sintomatologia mais grave Qualidade de vida muito comprometida 80% já foi detido legalmente, 15-20% já cumpriu pena de extensão variável por causa dos furtos Etiopatogenia  ainda desconhecida Maus tratos infância + disfunção CPF (prejuízo da função inibitória e reguladora do comportamento) Farmacoterapia  único testado em estudo controlado e randomizado que se mostrou superior ao placebo foi o naltrexone POREM VOU DISCUTIR DEPOIS MAIS DE UMA FORMA GERAL SOBRE OS TRATAMENTOS

20 CLEPTOMANIA

21 CLEPTOMANIA

22 ONIOMANIA

23 ONIOMANIA Compras compulsivas Prevalência 5-8%  4M : 1H
Forma de lidar com angústia/esquecer frustrações Pouco relatado devido a ganho na economia

24 ONIOMANIA Episódios ocorrem independentes da presença ou ausência de polarização do humor Caráter ego-sintônico, irrefletido e irreprimível das compras que reforçam seu caráter impulsivo Armazenam e zelam pelos objetos comprados Roupas, sapatos, joias, maquiagem Sociedade fica jogando na sua cara o tempo todo que o certo é comprar tudo

25 ONIOMANIA Comorbidades Tratamento Transtornos do humor TOC TUS
Transtornos de personalidade (50-60%) Border > antissocial > narcisista Tratamento TCC + ISRS em estudos controlados e randomizados se mostram mais eficazes que placebo

26 ONIOMANIA

27 AGRESSIVIDADE IMPULSIVA
-TRANSTORNO IMPULSIVO INTERMITENTE -PIROMANIA AGORA O GRUPO DA

28 TRANSTORNO IMPULSIVO INTERMITENTE

29 TRANSTORNO IMPULSIVO INTERMITENTE
Explosões súbitas de raiva e agressão, com intensidade desproporcional ao fator desencadeante Violência suficiente para produzir lesão corporal ou dano material considerável Episódios recorrentes, que necessariamente geram sofrimento emocional e social Prevalência 4% Média de 43 episódios ao longo da vida

30 TRANSTORNO IMPULSIVO INTERMITENTE
Comorbidades Transtornos do humor Transtornos ansiosos TUS Tratamento  ISRS / APA / TCC

31 TRANSTORNO IMPULSIVO INTERMITENTE

32 PIROMANIA

33 PIROMANIA Desde jovem, fascinado com o fogo e tudo que se relaciona a ele Hipótese diagnóstica surge mais em contextos forenses , nos quais o diagnóstico diferencial se impõe em relação às suspeitas de incêndio criminoso envolvendo fraude securitária, destruição de provas, vingança ou simples crueldade Comorbidades Conduta antissocial TUS Tratamento  tratar condições neuropsiquiátricas associadas Diagnóstico frágil

34 PIROMANIA

35 TRANSTORNOS DE AUTOCUIDADO (GROOMING)
- TRICOTILOMANIA - DERMATOTILEXOMANIA (SKIN PICKING)

36 TRICOTILOMANIA

37 TRICOTILOMANIA Ato de arrancar pelos ou cabelo deve ser intenso e frequente a ponto de causar uma região de rarefação da cobertura capilar que seja visível à olho nu Escalpo > face (cílios, sobrancelhas, barba, bigode) > região púbica > extremidades > axila Apresentação psicopatológica heterogênea Maioria se limita a arrancar os pelos, outros arrancam o fio juntamente com o bulbo piloso e o mordem sentindo-o estourar entre os dentes incisivos, outros passam o fio ao redor ou sobre os lábios Durante atividades de rotina ou relaxamento, como dirigir, assistir tv, falar ao telefone (geralmente quando estão distraídos) Gesto automático, consciência parcial  frequente que paciente se assuste com extensão das lesões

38 TRICOTILOMANIA Uma minoria mastiga e/ou engole o fio, provocando erosões dentárias ou formação de tricobezoar (bola de pelo) no TGI com risco de obstrução que requer intervenção cirúrgica (síndrome de Rapunzel) Comportamentos associados  onicofagia, chupar o polegar, morder a língua ou juntas dos dedos Prevalência 4% Eventos traumáticos / stress se relacionam ao desencadeamento e agravamento da síndrome

39 TRICOTILOMANIA

40 TRICOTILOMANIA Comorbidades
Transtornos do humor > TUS > TOC Tratamento  TRH (terapia de reversão de hábitos) + farmacoterapia Clomipramina, Olanzapina e N-acetil cisteína foram os únicos fármacos que em estudos controlados e randomizados se mostraram superior ao placebo

41 TRICOTILOMANIA

42 CONCLUSÕES SOBRE OS TCI

43 CONCLUSÕES SOBRE OS TCI
DIAGNÓSTICOS FRÁGEIS Fica a dúvida se são síndromes específicas ou uma apresentação de sintomas contidas em síndromes mais amplas Prevalência e impacto social subestimados Impulso sexual excessivo, compulsão alimentar Relação com maior índice de suicídio  Comorbidade com TP ou TUS Seu tratamento significa resgate de características que definem o caráter humano, autocontrole e livre arbítrio Problema de saúde pública // Propagando DST // gerando obesidade que aumenta gastos em saúde

44 CONCLUSÕES SOBRE OS TCI
TRATAMENTO Tendência ao enquadramento destas síndromes no “espectro bipolar” Se dá numa perspectiva que considera que a impulsividade como fenômeno secundário, FARMACOTERAPIA Estabilizadores do humor e AP atípicos Metilfenidato se comorbidade com TDAH *excessão é o uso de ISRS para controle de impulsos agressivos Naltrexona / Topiramato PSICOTERAPIA  TCC MAIS ESTUDADA E COM EVIDENCIAS

45 OBRIGADO!


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