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UM DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS Boaventura de Sousa Santos Aluna: Fernanda Machado Amarante

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Apresentação em tema: "UM DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS Boaventura de Sousa Santos Aluna: Fernanda Machado Amarante"— Transcrição da apresentação:

1 UM DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS Boaventura de Sousa Santos Aluna: Fernanda Machado Amarante

2 BIOGRAFIA nasceu em Coimbra, a 15 de Novembro de Curso de licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, ingresso em 1958 e conclusão em Professor assistente na Faculdade De Direito da Universidade de Coimbra, de 1964 a Década de 60: ditadura portuguesa, Guerra Fria e Marxismo influência no pensamento

3 BIOGRAFIA (cont.) Morou no Rio de Janeiro em Doutor em Sociologia do Direito pela Universidade de Yale (1973). Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick. Recebeu diversos prêmios, dentre eles: Prêmio Penclub Português (1994); Título de Cidadão Paulistano (1996); Grande oficial da Ordem do Rio Branco (1996); Prêmio Jabuti (2001).

4 OBRAS Publicou trabalhos versando sobre globalização, sociologia do direito, epistemologia, democracia e direitos humanos, tanto em português, como em espanhol, inglês, italiano, francês e alemão.

5 OBRAS (cont.) - Portugal. Ensaio contra a autoflagelação. - Para uma revolução democrática da justiça. - Renovar a teoria crítica e reinventar a emancipação social. - Fórum Social Mundial: Manual de Uso. - A Universidade no Séc. XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatória da Universidade. - Democracia e Participação: O Caso do Orçamento Participativo de Porto Alegre.

6 OBRAS (cont.) - A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência. - Reinventar a democracia. Lisboa - Pela Mão de Alice: O Social e o Político na Pós-Modernidade, Porto: Afrontamento - Estado e Sociedade em Portugal - Introdução a uma Ciência Pós-Moderna. Porto: Afrontamento - Um Discurso sobre as Ciências.

7 UM DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS Este texto é uma versão ampliada da Oração de Sapiência proferida na abertura solene das aulas da Universidade de Coimbra, no ano letivo de 1985/86

8 PONTOS CENTRAIS DA OBRA Ruptura com o paradigma dominante. Ciência e senso comum ampliação do acesso ao conhecimento. Ciência pós-moderna voltar-se para e tornar-se senso comum.

9 Introdução Final do século XX fase de transição; Ambigüidade e complexidade; Progressos científicos; Ciência diminuir o fosso na nossa sociedade entre o que é e o que aparenta ser; Crítica ao positivismo.

10 Introdução (cont.) [...] é possível dizer que em termos científicos vivemos ainda no século XIX e que o século XX ainda não começou, nem talvez comece antes de terminar. (p. 6)

11 1ª parte: O paradigma dominante Revolução científica: ruptura com o que precedeu; Serena arrogância; Racionalidade; Domínio das ciências naturais; Matemática: instrumento a favor da ciência; Rigor científico: medições;

12 1ª parte: O paradigma dominante (cont.) Conhecer: dividir + classificar. Objeto: quantificável x qualificável; Formulação de leis; Idéia de mundo-máquina; Determinismo mecanicista;

13 1ª parte: O paradigma dominante (cont.) Empirismo baconiano + Racionalismo cartesiano Positivismo oitocentista

14 1ª parte: O paradigma dominante (cont.) Ciência moderna influência no campo do comportamento social Leis da natureza e leis da sociedade

15 1ª parte: O paradigma dominante (cont.) Séc. XIX emergência das ciências sociais; adoção da metodologia das ciências naturais Durkheim 2 modelos adoção de metodologia própria Max Weber

16 1ª parte: O paradigma dominante (cont.) Crítica aos modelos: ambos valorizam as ciências naturais em detrimento das sociais. [...] ambas as concepções de ciência social a que aludi pertencem ao paradigma da ciência moderna, ainda que a concepção mencionada em segundo lugar represente, dentro desse paradigma, um sinal de crise e contenha alguns componentes da transição para um outro paradigma científico. (p. 23)

17 2ª parte: A crise do paradigma dominante A crise resulta das seguintes condições teóricas: 1. teoria da relatividade, de Einstein; 2. mecânica quântica, de Heisenberg e Bohr; 3. incompletude da matemática, demonstrada por Gödel; 4. ordem a partir da desordem; de Prigogine

18 2ª parte: A crise do paradigma dominante (cont.) EINSTEIN: - Teoria da relatividade; - Simultaneidade de eventos (no mesmo local e em locais diferentes); - Concepções de tempo e espaço (de Newton) reformuladas - Leis da física: locais MECÂNICA QUÂNTICA + PRINCÍPIO DA INCERTEZA (HEISENBERG E BOHER): - Interferência no objeto observado; - Leis da física: probabilidade; - Mecanicismo: inviabilidade - Complexidade da divisão sujeito/objeto

19 2ª parte: A crise do paradigma dominante (cont.) GÖDEL: - Questionamento ao rigorismo matemático; - Proposições indecidíveis; - Leis da natureza rigor: matemática carência de fundamento. PRIGOGINE: - Ordem através das flutuações; - História x eternidade; - Determinismo x imprevisibilidade; - Mecanicismo x interpenetração; - Ordem x desordem; - Necessidade x criatividade e acidente.

20 2ª parte: A crise do paradigma dominante (cont.) A crise resulta das seguintes condições sociais: 1. Reflexão proposta pelos próprios cientistas; [...] nunca houve tantos cientistas-filósofos como actualmente, (p. 30) 2. A reflexão abrange questões que antes eram deixadas aos sociólogos; [...] papel de relevo na reflexão epistemológica. (p. 30)

21 3ª parte: O paradigma emergente Via especulativa; paradigma de um conhecimento prudente para uma vida decente (p. 37) Paradigma científico e social

22 3ª parte: O paradigma emergente (cont.) Todo o conhecimento científico-natural é científico-social: Colapso das distinções dicotômicas; Orgânico x inorgânico; Distinção corpo x alma, natureza x cultura, natural x artificial, mente x matéria, observador x observado; Ciências naturais e ciências sociais aproximação das humanidades; Valorização dos estudos humanísticos.

23 3ª parte: O paradigma emergente (cont.) Todo o conhecimento é local e total Ciência moderna: especialização do conhecimento segregação; Paradigma emergente: conhecimento total totalidade universal pensamento ilustrado; Fragmentação é temática; Ampliação do objeto e avanço do conhecimento; Conhecimento determinístico e descritivista x conhecimento sobre as condições de possibilidade; Pluralidade de métodos – transgressão metodológica. Transdisciplinaridade.

24 3ª parte: O paradigma emergente (cont.) Todo o conhecimento é auto- conhecimento Homem: sujeito epistêmico x sujeito empírico; Valores humanos e religiosos; Antropologia e sociologia; Regresso do sujeito conhecimento científico ressubjetivado; Deus pode estar em vias de regressar. Regressará transfigurado, sem nada de divino senão o nosso desejo de harmonia e comunhão com tudo o que nos rodeia. (p. 52) A ciência é autobiográfica; Sobreviver x saber viver.

25 3ª parte: O paradigma emergente (cont.) Todo o conhecimento científico visa constituir-se em senso comum Senso comum: superficial, ilusório e falso? Senso comum: enriquecer a relação com o mundo; Conhecimento científico x conhecimento pelo senso comum; Conhecimento e auto-conhecimento; Tecnologia e sabedoria;

26 3ª parte: O paradigma emergente (cont.) A condição epistemológica da ciência repercute-se na condição existencial dos cientistas. Afinal, se todo o conhecimento é auto-conhecimento, também todo o desconhecimento é auto-desconhecimento. (p. 58)

27 PONTOS POSITIVOS DA OBRA Redação simples e objetiva fácil acesso ao conteúdo; Democratização do conhecimento; Interdisciplinaridade.

28 PONTOS NEGATIVOS DA OBRA Seria um discurso demagógico?

29 QUESTÕES PARA DEBATE Crítica ao positivismo. Tanto nas sociedades capitalistas como nas sociedades socialistas de Estado do leste europeu, a industrialização da ciência acarretou o compromisso desta com os centros de poder econômico, social e político, os quais passaram a ter um papel decisivo na definição das prioridades científicas. (p. 34) Colapso das distinções dicotômicas: reflexo na dicotomia clássica direito público x direito privado. Ensino e a idéia da cientificidade natural – modelo de verdade e valorização das ciências naturais e ciências sociais;

30 Referências DUARTE, Ícaro de Souza; CRUZES, Maria Soledade Soares. A metodologia da pesquisa no direito e Boaventura de Sousa Santos. in PAMPLONA FILHO, Rodolfo; CERQUEIRA, Nelson (coord.). Metodologia da pesquisa em direito e a filosofia. São Paulo: Saraiva, pp SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. 7. ed. Porto: Edições Afrontamento, mepage.php, acesso em 23 de ago. de mepage.php


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