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QUESTÕES DA CESGRANRIO LÍNGUA PORTUGUESA

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Apresentação em tema: "QUESTÕES DA CESGRANRIO LÍNGUA PORTUGUESA"— Transcrição da apresentação:

1 QUESTÕES DA CESGRANRIO LÍNGUA PORTUGUESA
MARTA DUWE

2 REDAÇÃO OFICIAL Banco do Brasil 2010

3 REDAÇÃO OFICIAL Em “(B) escolher a forma de tratamento “Vossa Senhoria”, se o destinatário for mulher.” O pronome de tratamento “Vossa Senhoria” pode ser utilizado se o destinatário for mulher ou homem. Em “(C) fechar o texto com “respeitosamente”, para pessoas do mesmo nível hierárquico.” Deve-se utilizar “atenciosamente” para pessoas do mesmo nível hierárquico. Em “(D) usar a expressão “Digníssimo Senhor” para o destinatário em posição hierárquica superior.” De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD). A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. Em “(E) usar o pronome “vosso”, no caso de ter sido escolhida a forma de tratamento “Vossa Excelência”.” De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado“, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito“; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita“. O verbo e o pronome possessivo concordam com a terceira pessoa do singular.

4 CARTA CIRCULAR OFÍCIO REQUERIMENTO RELATÓRIO ATA MEMORANDO OU CI
Documento semi-oficial que serve para se responder a uma cortesia, fazer uma solicitação, convite, agradecimento. Tem caráter impessoal(quem assina responde pela firma ou órgão). Correspondência externa. Linguagem formal Usada entre Empresas privadas ou de Órgãos públicos para empresas Privadas. MEMORANDO OU CI (Comunicação interna) Comunicação interna utilizada Para situações simples freqüentes da atividade administrativa em geral. Correspondência interna. Linguagem simples e breve. Usada em órgãos públicos e empresas privadas. CIRCULAR Informação de circulação interna. Destinada aos órgãos interessados. Constitui um aviso, porém com responsabilidade quanto ao cumprimento. O desconhecimento implica responsabilidade. Correspondência interna multidirecional: mesma mensagem, vários destinatários, subordinados ao remetente. ORDEM DE SERVIÇO Comunicação para a transmissão de ordens de chefe ou subchefe dirigida a seus funcionários sobre procedimentos, ordens, proibições, caracterização de atividades competentes ao órgão etc. Correspondência interna, por meio da qual um superior hierárquico estabelece normas e revoga ordens. OFÍCIO Correspondência oficial de caráter externo, com fins de informações sobre assuntos oficiais da competência de quem a envia. Correspondência externa Utilizada entre órgãos públicos de administração direta e indireta. REQUERIMENTO Texto breve, que se constitui do próprio objeto do pedido. Documento de solicitação, de forma padronizada. Processo formal de solicitar algo que pareça legal ao requerente.  RELATÓRIO Relatórios podem ser periódicos ou eventuais e podem conter anexos, constando de gráficos, quadros, mapas. Histórico ou relato de assunto específico, ocorrências ou serviços executados. ATA Histórico. Relato de uma sessão ou reunião para tomada de decisões ou providências. Documento de registro, com forma padronizada e linguagem formal utilizada por órgãos públicos e empresas privadas.

5 FONOLOGIA REFAP 2007

6 FONOLOGIA A questão quer a seqüência em que a letra x corresponde ao mesmo fonema em todas as palavras. FONEMA é um elemento que faz parte do som da palavra, Já a LETRA é o símbolo que representa visualmente o fonema. Em “(A) exonerar – expelir – extinto.” temos o fonema /z/ para “exonerar”, fonema /x/ para “expelir” e fonema /x/ para “extinto”. Em “(B) sexo – afixar – inexeqüível.” Temos o fonema /ks/ para “sexo”, fonema /ks/ para “afixar” e fonema /z/ para “inexeqüível”. Em “(C) exuberante – excitar – exótico.” Temos o fonema /z/ para exuberante, fonema /s/ para “excitar” e fonema /z/ para “exótico”. Em “(D) máximo – sintaxe – tórax.” Temos o fonema /s/ para “máximo”, fonema /s/ para “sintaxe” e fonema /ks/ para “tórax”. Em “(E) exuberante – exumar – exonerar” temos o fonema /z/ para “exuberante”, fonema /z/ para “exumar” e fonema /z/ para “exonerar”.

7 CRASE BNDES 2008

8 CRASE Em “(A) Caminhava a pé refletindo sobre a situação.” é incorreto o emprego do acento grave, pois a crase não ocorre diante de palavras masculinas (pé). Em “(B) Dia a dia enfrentava novos desafios.” é incorreto o emprego do acento grave já que em expressões com palavras repetidas o “a” é preposição, situação que não permite o uso do acento grave. Em “(C) Pense a respeito do que lhe disse.” É incorreto o emprego do acento grave, pois o “a” aparece em uma locução prepositiva que o núcleo é masculino (respeito). Em “(D) As vezes em que chegava cedo dormia tarde.” É incorreto o emprego do acento grave quando o “as vezes” é uma locução adverbial feminina que possui o sentido de “nas vezes”. IMPORTANTE! Quando “às vezes” funciona como locução adverbial de tempo indeterminado significando “de vez em quando” deve receber o acento indicativo da crase. Em “(E) Pôs fim a discussão iniciada há dias.” Está correto visto que o verbo “pôr” é rege a preposição “a” que une-se com “a” artigo feminino relativo ao substantivo “discussão”. Então, temos a (preposição) + a (artigo) = à discussão.

9 SINTAXE Petrobras 2010

10 SINTAXE O adjunto adverbial é o termo que se junta ao verbo para indicar circunstância do fato expresso pelo verbo. No fragmento “No momento em que saía de casa,”, o termo “em que” indica o tempo em que ocorre o fato verbal, portanto, é adjunto adverbial de tempo. Em “(A) Na casa em que ela morava antigamente não faltava água.” pode-se perceber que o “em que” é adjunto adverbial de lugar, portanto, está incorreto. Em “(B) Existem determinadas histórias em que, às vezes, não acreditamos.” pode-se perceber que o “em que” é, na presente passagem, objeto indireto. O objeto indireto é o complemento do verbo transitivo indireto (VTI). No fragmento, o termo “em que” indica o alvo/destinatário do fato verbal (complemento), e é regido por preposição (em), portanto é objeto indireto. Em “(C) Foi providencial a época em que conheci pessoas tão generosas.” pode-se perceber que o “em que” é, na presente passagem, adjunto adverbial de tempo. O fragmento indica o tempo em que ocorre o fato verbal, portanto, é adjunto adverbial de tempo. Assim, possui as mesmas características sintáticas do “em que” contido no enunciado, sendo a alternativa correta. Em “(D) O argumento em que você se baseava foi rejeitado pelo diretor.” é complemento verbal do verbo basear, portanto, está incorreto. (objeto indireto). Em “(E) O projeto de reciclagem em que tinham absoluta confiança foi indeferido.” pode-se perceber que o “em que” é, na presente passagem, complemento nominal. O complemento nominal se relaciona a um substantivo abstrato, um adjetivo ou advérbio. Ele é sempre iniciado por uma preposição. No fragmento “O projeto de reciclagem em que tinham absoluta confiança foi indeferido.”, o termo “em que” completa o sentido de “confiança” – quem confia, confia em alguém – portanto, é complemento nominal.

11 CONJUNÇÕES Petrobras 2010

12 CONJUNÇÕES Em “Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o condomínio em frente sempre produz muitos sacos plásticos.”, como a oração destacada tem valor explicativo, a resposta correta é a letra D, já que o “pois” tem valor explicativo e pode ser substituído por porquanto, visto que. Atenção! O “pois” pode ter valor conclusivo e pode ser substituído por “logo”, “portanto”. Nesse caso o “pois” vem entre vírgulas e posposto ao verbo. “Ex: Conheci, pois, Ari Ferreira, quando comecei a trabalhar em Clínica Médica, portanto em 1924.”

13 CONECTORES BNDES 2006

14 CONECTORES O segundo período “(…) Nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” (l ) mostra a causa, o motivo de termos “deixado de criar”. Notamos que é necessário um conector causal. Desse modo, a leitura dos dois primeiros períodos do texto dá-nos a compreensão, que o segundo período explica (a razão da afirmativa contida no primeiro período). Em “(A) Deixamos de criar no entanto nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.”, está incorreto, pois “no entanto” é um conector de valor adversativo e o seu uso promoverá um desvio semântico. Em “(B) Deixamos de criar mesmo que nos apeguemos aos padrões que nos impeçam de crescer, ampliar e inovar.” Está incorreto, pois “mesmo que” é um conector de valor concessivo e o seu uso promoverá um desvio semântico. Em “(C) Deixamos de criar a fim de que nos apeguemos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” Está incorreto, pois “a fim de que” é um conector com valor de finalidade e o seu uso promoverá um desvio semântico. Em “(D) Deixamos de criar uma vez que nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” Está correto, pois “uma vez que” é um conector com valor causal que mostra a causa, o motivo de termos “deixado de criar”. Em “(E) Como deixamos de criar, nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” Está incorreto, pois o uso “como” apresentou uma inversão da relação de causa e efeito entre os dois períodos. Com isso, não reproduziu com exatidão o sentido do texto original.

15 TIPOLOGIA TEXTUAL Petrobras Março 2010

16 TIPOLOGIA TEXTUAL Os tipos textuais abordados na questão são: narrativo e descritivo. Em “(A) “Ela estendeu o jato d’água e ele se deliciou.” (l.23)” é um trecho narrativo, pois está centrado no relato de um fato. Percebe-se o uso das formas verbais no pretérito perfeito (estendeu e deliciou) indicando uma ação. Em “(B) “O sol no céu azul estava de arrebentar mamona e o alto da rua oscilava sob o efeito do calor.” (l. 5-27)” é um trecho descritivo, pois é uma caracterização de um ambiente, representando um retrato verbal (aparência) do que é descrito. Tem como característica a ausência de ação e a SINESTESIA (fusão dos 5 sentidos – visão, tato,…). Em “(C) “Na esquina de baixo, o caminhão parou,” (l. 31) )” é um trecho narrativo, pois está centrado no relato de um fato. Percebe-se o uso da forma verbal no pretérito perfeito (parou) indicando um processo. Em “(D) “Parei na sombra de uma quaresmeira para observar o trabalho deles…” (l ) é um trecho narrativo, pois está centrado no relato de um fato. Percebe-se o uso da forma verbal no pretérito perfeito (parei) indicando um processo. Em “(E) “O caminhão arrancou e eu fiquei pensativo, enquanto esperava o “busun”.” (l ) é um trecho narrativo, pois está centrado no relato de um fato. Percebe-se o uso da forma verbal no pretérito perfeito (arrancou) indicando uma ação.

17 CRASE Eletrobras julho 2010

18 CRASE Em “(A) Só consegui comprar a televisão à prestações.” Está incorreto o emprego do acento grave, pois, a crase não ocorre antes de palavras femininas no plural precedidas de um a no singular. Em “(B) O comerciante não gosta de vender à prazo.” Está incorreto o emprego do acento grave, pois a crase não ocorre diante de substantivos masculinos (prazo). Em “(C) Andar à pé pela orla é um ótimo exercício.” Está incorreto o emprego do acento grave, pois a crase não ocorre diante de substantivos masculinos (pé). Em “(D) Entregue o relatório à uma das secretárias.” Está incorreto o emprego do acento grave, pois o verbo entregar é VTDI (Verbo transitivo direto e indireto – entregar algo a alguém) e rege a preposição a, mas não admite-se artigo feminino a para que ocorra a crase. Em “(E) Chegaremos ao trabalho à uma hora da tarde.” Está correto o emprego do acento grave, pois “à uma hora da tarde” expressa indicação de hora específica. Importante! Não confunda com as indicações de horas não especificadas, pois, estas não recebem o acento grave. Ex: Chegarei a qualquer hora.

19 REGÊNCIA VERBAL BNDES

20 REGÊNCIA VERBAL Em “Ser aceito implica mecanismos mais sutis e de maior alcance…”, o “implica” é verbo transitivo direto (VTD) com sentido de “pressupor”. (A) Lembrar-se. Está incorreto, pois como verbo pronominal é transitivo indireto (VTI) , que rege a preposição “de”. (B) Obedecer. Está incorreto, pois é verbo transitivo indireto (VTI) que rege a preposição “a”. (C) Visar (no sentido de almejar). Está incorreto, pois é verbo transitivo indireto (VTI) que rege a preposição “a”. (D) Respeitar. Está correto, pois o verbo “respeitar” ” é verbo transitivo direto (VTD). (E) Chegar. Está incorreto, pois é verbo intransitivo (VI).

21 SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
BACEN 2010

22 SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Em “O novo acordo precisa ir muito além de Kyoto, se a meta for impedir que o aumento da temperatura média da atmosfera ultrapasse 2 °C de aquecimento neste século, como recomenda a maioria dos climatologistas.”, o “se” é um locução conjuntiva condicional, ou seja, introduz orações que indicam hipótese ou condição. “(A) logo que.” é um locução conjuntiva temporal, ou seja, introduz orações que expressam circunstâncias de tempo. “(B) à medida que.” é uma locução conjuntiva proporcional, ou seja, introduz orações que expressam simultaneidade. “(C) no caso de. é uma locução conjuntiva condicional, ou seja, introduz orações que indicam hipótese ou condição. “(D) apesar de. é uma locução conjuntiva concessiva, ou seja, expressa algum sentido de contrariedade, mas é incapaz de impedi-la. “(E) uma vez que. É uma locução conjuntiva causal, ou seja, introduz orações que indicam a circunstâncias de causa.

23 VOZES VERBAIS Petrobras 2010

24 VOZES VERBAIS Em “O futuro é construído a cada instante da vida,” encontramos o emprego da voz passiva analítica “é construído” (Locução verbal: verbo auxiliar + particípio) A resposta correta é a letra A, pois, na passiva sintética, o verbo vai para o mesmo tempo em que estava o verbo auxiliar na passiva analítica ( é: presente; constrói : presente); o verbo da passiva analítica (é construído), assume, na passiva sintética, a forma de verbo indicador de ação + pronome apassivador SE (Constrói-se) Para entender a transposição das vozes verbais utilize os quadros abaixo que mostram as alterações estruturais: 1) Voz passiva analítica: Verbo auxiliar (ser/estar/ficar etc.) + particípio do verbo indicador de ação Voz ativa Transforma-se em Voz passiva analítica Sujeito Agente ———————– Agente da passiva Verbo(VTD ou VTDI) ——————— Locução verbal (verbo auxiliar +particípio) Objeto Direto ——————— Sujeito paciente Objeto Indireto Não se transforma Objeto indireto 2) Voz passiva sintética: É um síntese da passiva analítica. Tem sujeito paciente, VTD ou VTDI + pronome apassivador SE Voz ativa Transforma-se em Voz passiva sintética Sujeito Agente —————————- ——————————– Verbo(VTD ou VTDI) —————————- VTD+SE ou VTDI+SE Objeto Direto —————————- Sujeito paciente Objeto Indireto Não se transforma Objeto indireto 3) Voz passiva analítica x voz passiva sintética Voz passiva analítica Transforma-se em Voz passiva sintética Sujeito Paciente ———————— Sujeito Paciente Locução verbal (verbo auxiliar+particípio) ——————— VTD+SE ou VTDI+SE Importante: Na transposição das voz passiva analítica para voz passiva sintética, o verbo SEMPRE concorda com o sujeito, ou seja, verbo no singular a sujeito no singular; verbo no plural a sujeito no plural.

25 TEMPOS VERBAIS BNDES 2008

26 TEMPOS VERBAIS Em “Isso não quer dizer que seus funcionários sejam preguiçosos,” (l ), o verbo “sejam” corresponde à 3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo. Em “(A) Estejam atentos na hora da reunião.” o verbo “estejam” corresponde à 3ª pessoa do plural do imperativo afirmativo. Em “(B) Os ventos sopram em direção ao mar.” o verbo “sopram” corresponde à 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. Em “(C) Gostaria de que ele fosse mais educado.” o verbo “fosse” corresponde à 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo. Em “(D) Se reouver os documentos perdidos, ficarei aliviado.” o verbo “reouver” corresponde à 3ª pessoa do singular do futuro do subjuntivo. Em “(E) Espero que você cumpra o horário do trabalho.” o verbo “cumpra” corresponde à 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo.

27 CONECTORES BNDES 2008

28 CONECTORES Em “É, pois, um estado de compreensão prévia,”, o conector “pois” tem valor conclusivo. Note que o “pois” está após o verbo da oração coordenada sindética. Assim, no exemplo, há uma oração coordenada sindética conclusiva, caracterizada pelo “pois” após o verbo. Em “(A) Ele é tão irreverente que chega a ser mal educado.”, está incorreto, pois o conector “que” não tem valor conclusivo visto que na relação “…tão…que…”, assume valor de consequência. Em “(B) Como disse a verdade, não foi punido.”, está incorreto, pois o “como” assume valor de causa. Em “(C) Você foi injusto com seu amigo; deve, portanto, desculpar-se com ele.” Está correta, pois o “portanto” tem valor conclusivo na oração coordenada sindética. Assim, possui o mesmo valor semântico que o destacado no enunciado. Em “(D) Não veio à reunião, pois estava acamado.”, está incorreto, já que o “pois” assume valor de causa. Em “(E) Fiquei atento porque você será chamado a seguir.”, está incorreto, pois o “porque” assume valor de causa.

29 NORMA CULTA Termomacaé 2009

30 NORMA CULTA Em “(A) Havia menas ilusões no seu comportamento.” O vocábulo “menas” está incorreto, pois “menos” é advérbio e, portanto, invariável. Em “(B) É necessário calma para falar do outro.” O vocábulo “necessário” está correto, pois o substantivo apresenta-se sem palavra determinante (artigo ou pronome) e por isso o adjetivo fica invariável. Em “(C) Entre mim e você há divergências bastantes.” O vocábulo “bastantes” está correto, pois está empregado como adjetivo e, portanto, é variável. Quando adjetivo pode ser substituído por “muitas”. Em “(D) Ela permanecia meio preocupada consigo mesma.”. O vocábulo “meio” está correto, pois apresenta-se como advérbio e, portanto, é invariável. Quando advérbio pode ser substituído por “um pouco”. Em “(E) Como falavam mal de todos, ficavam sós.” O vocábulo “sós” está correto, pois apresenta-se como adjetivo e, portanto, é variável. Quando adjetivo pode ser substituído por “sozinho(a)(s)”

31 SUBSTANTIVOS COMPOSTOS
BNDES 2006

32 SUBSTANTIVOS COMPOSTOS
A alternativa quer o item que mostra a mesma flexão que em “beija- flores”, ou seja, a flexão ocorrendo somente no segundo elemento. Em “(A) Guarda-florestal” temos a flexão de ambos elementos – guardas- florestais, pois quando temos duas palavras variáveis quanto ao número ambos devem ir para o plural. “Guarda-florestal” é formado por substantivo e adjetivo. Em “(B) Carro-pipa.” temos dois plurais: carros-pipas ou carros-pipa. Em “carros-pipa” somente o primeiro elemento deve ir para o plural, quando o segundo elemento indicar finalidade em relação ao primeiro. “Carro-pipa” é formado por dois substantivos. Em “(C) Bóia-fria.” Temos a flexão de ambos elementos – bóias-frias, pois quando temos duas palavras variáveis quanto ao número ambos devem ir para o plural. “Bóia-fria” é formado por substantivo e adjetivo. Em “(D) Quebra-mar.” a flexão só ocorre no segundo elemento, pois somente o segundo elemento deve ir para o plural quando o primeiro elemento é um verbo. “Quebra-mar” é formado por verbo e substantivo. Em “(E) Bem-te-vi.” Temos a flexão apenas do último elemento – os bem- te-vis. Segundo a Gramática Normativa, os nomes próprios com valor de substantivo apresentam o plural especial.

33 SUBSTANTIVOS COMPOSTOS
BNDES 2009

34 SUBSTANTIVOS COMPOSTOS
A alternativa quer o item que mostra a mesma flexão que em “salva-vidas”, ou seja, a flexão ocorrendo somente no segundo elemento. Em “(A) Guarda-municipal” temos a flexão de ambos elementos – guardas- municipais, pois quando temos duas palavras variáveis quanto ao número ambos devem ir para o plural. “Guarda-municipal” é formado por substantivo e adjetivo. Em “(B) Beija-flor.” a flexão só ocorre no segundo elemento, pois somente o segundo elemento deve ir para o plural quando o primeiro elemento é um verbo.”Beija-flor” é formado por verbo e substantivo. Em “(C) Salário-mínimo.” temos a flexão de ambos elementos – salários- mínimos, pois quando temos duas palavras variáveis quanto ao número ambos devem ir para o plural. “Salário-mínimo” é formado por substantivo e adjetivo. Em “(D) Segunda-feira.” temos a flexão de ambos elementos – segundas- feiras, pois quando temos duas palavras variáveis quanto ao número ambos devem ir para o plural. Em “(E) Navio-escola.” temos dois plurais: navios-escolas ou navios-escola. Em “navios-escola” somente o primeiro elemento deve ir para o plural, quando o segundo elemento indicar finalidade em relação ao primeiro. “Navio-escola” é formado por dois substantivos.

35 VOZES VERBAIS Refap 2007

36 VOZES VERBAIS (A) “ ‘O que eu fiz , nenhum bicho jamais faria.’ ” (l. 14) / O que foi feito por mim não teria sido feito por nenhum bicho.” Está incorreta, pois na primeira oração os verbos produzem voz ativa e na segunda os verbos produzem voz passiva analítica, ou seja, houve mudança de voz verbal. (B) “O poeta espanhol Federico Garcia Lorca… ficou assustado com Nova York.” (l ) / O poeta espanhol Federico Garcia Lorca foi assustado por Nova York.” Está correta, pois não houve mudança na voz verbal. Nas duas orações temos a voz passiva analítica. (C) “Enquanto os turistas admiram a qualidade da comida nos magníficos restaurantes,” (l ) / Enquanto a qualidade da comida é admirada pelos turistas nos magníficos restaurantes. Está incorreta, pois na primeira oração o verbo produz voz ativa; na segunda, voz passiva analítica. (D) “Lorca interpela os que se beneficiam com esse sistema,” (l ) / Os que se beneficiam com esse sistema são interpelados por Lorca. Está incorreta, pois na primeira oração o verbo “interpelar” produz voz ativa, na segunda, voz passiva analítica. (E) (Lorca) “Acusa os detentores do poder e da riqueza de camuflarem a dura realidade social…” (l ) / Os detentores do poder e da riqueza são acusados por Lorca de camuflarem a realidade social. Está incorreta, pois na primeira oração o verbo “acusar” produz voz ativa, na segunda, voz passiva analítica.

37 ORTOGRAFIA EPE- 2007

38 ORTOGRAFIA “(A) Prospec___ão.”É a alternativa correta, pois é grafado com -ç- e deriva de verbos terminados em “–pectar”, orginando o substantivo abstrato “prospecção”. “(B) Discu___ão.” É grafado com -ss- e deriva de verbos terminados em “-tir”. “(C) Preten___ão.” É grafado com -s- e deriva de verbos terminados em “-ender” “(D) Cone___ão.” É grafado com -x- e deriva de verbos terminados em “-nectar”. “(E) Permi___ão.”É grafado com -ss- e deriva de verbos terminados em “-tir”.

39 PRONOME Petrobras – maio de 2010

40 PRONOME As formas oblíquas lhe e lhes funcionam sempre como complemento de verbo e referem-se a substantivos regidos de preposição- verbos transitivos indiretos (VTI). Não devem ser confundidos com os pronomes o,a, os,as, que exercem função de complemento de verbo transitivo direto (VTD), ou seja, sem preposição. Em “(A) De início, o profissional especialista não ____ compreendera.” É incorreto quanto ao uso do pronome “lhe”, visto que o verbo compreender está sendo empregado como VTD que requisita pronome átono “o”. Em “(B) Prevenira- ____ de que, um dia, ela poderia ser alvo de críticas ácidas.” É incorreto quanto ao uso do pronome “lhe”, visto que a regência do verbo prevenir é zero preposição(pessoa) + de (algo). Ou seja, o verbo prevenir rege preposição “de”, que é VTDI, que possui sentido de “avisar antecipadamente”. Assim, na frase acima o uso do pronome “lhe” é incorrteto, pois o pronome “lhe” atua exclusivamente como O.I. Em “(C) Eu ____ vi ontem pedindo desculpas sinceras por seus erros no passado.” É incorreto quanto ao uso do pronome oblíquo átono “lhe”, o que não pode ocorrer pois o verbo ver sendo empregado como VTD, requisita pronome átono “o”. Em “(D) A observação é o caminho que _____ conduzirá a um futuro próspero.” É incorreto quanto ao uso do pronome oblíquo átono “lhe”, o que não pode ocorrer pois o verbo conduzir sendo empregado como VTD, requisita pronome átono “o”. (E) Disse ao amigo que _____ queria muito bem." É correto quanto ao uso do pronome oblíquo átono “lhe” , visto a regência do verbo dizer.

41 PROBLEMAS GERAIS DA LÍNGUA
Termomacaé 2009

42 PROBLEMAS GERAIS DA LÍNGUA
(A) POR QUÊ – essa forma só é empregada no final de frase. SENÃO – Essa forma pode ser empregada com dois sentidos. Na frase “Não faça críticas negativas, _________ se arrependerá.” equivale a “caso contrário”. MAL- pode ser advérbio, substantivo e conjunção. Na frase “O que eu disser poderá ser _________ interpretado.” O “mal” é advérbio e significa “erradamente”. Opõe-se a bem. (B) POR QUE – Essa forma pode ser empregada em dois casos. Na frase “As razões _________ não simpatizo com você são muitas.”, o “por que” é uma sequência de preposição + pronome relativo, equivalendo a “pelas quais” e suas flexões (pela qual, pelo qual, pelos quais”). (C) PORQUÊ – Essa forma é empregada com o significado aproximado de razão/motivo. É sempre precedida de artigo ou pronome.Como é um substantivo, pode ser pluralizado em qualquer problema. SE NÃO – Se não surge em orações condicionais. Equivale a “caso não”. MAL- pode ser advérbio, substantivo e conjunção. Na frase “O que eu disser poderá ser _________ interpretado.” O “mal” é advérbio e significa “erradamente”. Opõe-se a bem. (D) PORQUE – é uma conjunção, equivalendo a “pois”, “já que”, “uma vez que”, “como”. MAU – É adjetivo e significa “ruim”, “de má índole”, “de má qualidade”. Opõe-se a bom. (E) PORQUE – é uma conjunção, equivalendo a “pois”, “já que”, “uma vez que”, “como”.

43 ENCONTROS VOCÁLICOS DECEA 2007

44 ENCONTROS VOCÁLICOS (A) mitologia. “Em “mitologia” temos hiato nas duas sílabas finais – mi – to – lo – gi – a. O hiato é o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente.” (B) abaixo. “Em “abaixo” temos ditongo visto que apresenta uma vogal + uma semivogal na segunda síbala – a – bai – xo .O ditongo é o encontro de uma vogal e uma semivogal em uma mesma sílaba. Eles podem ser: crescentes, decrescentes, orais e nasais.” (C) navio.”Em “navio” temos hiato nas duas sílabas finais – na-vi-o.” (D) ainda. Em “ainda” temos hiato nas duas sílabas iniciais – a-in-da.” (E) reencadernar. Em “reencadenar” temo hiato homogêno nas duas sílabas iniciais- re-en-ca-der-nar.”

45 ESTRUTURA DAS PALAVRAS
Petrobras – Março de 2010

46 ESTRUTURA DAS PALAVRAS
“(A) beber – desinência modo-temporal. O segundo “e” de beber é vogal temática verbal. A vogal temática tem a função de preparar o radical para receber as desinências. Outra função é de identificar a conjugação a que o verbo pertence. Exemplos de vogais temáticas verbais: Vogal temática Conjugação Exemplos A ª sonhar E ª viver I ª sorrir “(B) trabalham – tema. O tema é a junção do radical (TRABALH-) + vogal temática (A). O radical é a parte da palavra responsável por sua significação principal. “(C) vizinha – desinência de gênero. A desinência indica as flexões das palavras. Elas podem ser nominais ou verbais. As desinências nominais indicam o gênero(masculino/feminino) e o número(singular/plural). Em vizinha, o “a” é desinência nominal de gênero feminino. “(D) sol – radical. “Sol” é o radical, pois designa o morferma que concentra a significação principal da palavra. “(E) triste – vogal temática. O “e” em “triste” é vogal temática. Importante! Diferença entre vogal temática e desinência nominal de gênero. Exemplos: Livro → “o” é vogal temática, pois não admite flexão de gênero masculino/feminino. Médico → “o” é desinência nominal de gênero, pois admite flexão de gênero feminino (médica).

47 FONEMAS DECEA 2007

48 FONEMAS “(A) chuva – Paulo – vento. Em “chuva” temos 5 letras e 4 fonemas, haja vista o dígrafo consonantal “ch” em chuva. Em “Paulo” temos 5 letras e 5 fonemas. E em “vento” temos 5 letras e 4 fonemas, haja vista o dígrafo vocálico em “en” em “vento”.” “(B) irreal – amigo – contei. Em “irreal” temos 6 letras e 5 fonemas, haja vista o dígrafo consonantal “rr” em “irreal”. Em “amigo” temos 5 letras e 5 fonemas. Em “contei” temos 6 letras e 5 fonemas, haja vista o dígrafo vocálico em “on” em “contei”.” “(C) guiando – convém – presente. Em “guiando” temos 7 letras e 5 fonemas haja vista o dígrafo consonantal em “gu” e o dígrafo vocálico em “an” em “guiando”. Em “convém” temos 6 letras e 5 fonemas haja vista o dígrafo vocálico em “on” em “convém”. E em “presente” temos 8 letras e 7 fonemas, haja vista o dígrafo vocálico “en”em “presente”. “(D) noite – trouxe – desceu. Em “noite” temos 5 letras e 5 fonemas. Em “trouxe” temos 6 letras e 6 fonemas. E em “desceu” temos 6 letras e 5 fonemas, haja vista o dígrafo consonantal “sc” em “desceu”. “(E) uma – sim – meu. Em “uma” temos 3 letras e 3 fonemas. Em “sim”temos 3 letras e 2 fonemas, haja vista o dígrafo vocálico “im” em “sim”. E em “meu” temos 3 letras e 3 fonemas. Alguns conceitos importantes da Fonologia: Fonema: é um elemento que faz parte da constituição SONORA da palavras, ou seja, é percebido pela audição. Letra: é a representação gráfica do fonema, ou seja, é percebido pela visão. Dígrafos: (di= dois; grafos=letras) é o conjunto de duas letras que representa um único fonema. São divididos em dígrafos vocálicos e consonantais. Dígrafos consonantais: lh, nh, rr, ss, sc, sç, xc, qu (seguido de E e I com som de /k/) e gu (seguido de E e I com som de/G/). Dígrafos vocálicos: são sons nasais e as letras “m” e “n” não representam consoantes, mas somente indicam que a vogal anterior é nasal.São os seguintes: am/an, em/en, im/in, om/on, um/un. Dífono: (di=dois; fono=sono) uma letra que representa dois fonemas. Ex: táxi o “x” representa o som /ks/.

49 REGÊNCIA VERBAL PETROBRAS 2010

50 REGÊNCIA VERBAL (A) Em “…exige de nós a capacidade de atuarmos em áreas…”(l. 4-5) o verbo “exigir” está como verbo transitivo direto e indireto (VTDI), pois o sentido é o de “impor obrigação ou dever de…”. Dica: Podemos identificar a transitividade do verbo transitivo indireto (VTI) através da seguinte frase: “ quem verbo, verbo + preposição + alguém ou alguma coisa”. Exemplo: quem exige, exige de alguém alguma coisa. (VTDI →Verbo transitivo direto e indireto) Quem exige? O mercado Exige de quem? De nós. (OI →Objeto Indireto) O quê? A capacidade.(OD → Objeto Direto) (B) Em “O sentir faz a ponte entre o pensar e o agir.” (l ) o vebo “fazer” está como verbo transitivo direto (VTD), pois o sentido é de “conceber”, “realizar”. (C) Em “… e consequentemente nos leva ao aprendizado.”(l ) o verbo “levar” está como verbo transitivo direto e indireto (VTDI), pois o sentido é de “ampliar”, “aproximar”. (D) Em “alguém perguntou a um velho se ele tinha crescido naquela cidade.” (l ) o verbo “perguntar” está como verbo transitivo direto e indireto (VTDI), pois o sentido é de “solicitar informação”, “indagar”. (E) Em “…que nos ensina a resposta do velho sábio.” (l ) o verbo “ensinar” está como verbo transitivo direto e indireto (VTDI), pois o sentido é de “explicar”, “ministrar conhecimentos teóricos ou/e práticos”. A regência verbal trata das relações entre o verbo e os seus complementos. Os verbos podem ligar- se aos seus complementos diretamente (VTD), indiretamente (VTI) e direta e indiretamente (VTDI).

51 PRONOMES PETROBRAS 2010

52 VERBOS - IMPERATIVO PETROBRAS 2010


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