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Introdução ao estudo da Literatura. Arte: representação da realidade, o artista interpreta o mundo e tenta representá-lo.

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1 Introdução ao estudo da Literatura

2 Arte: representação da realidade, o artista interpreta o mundo e tenta representá-lo.

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5 O que é literatura? Imitação da realidade com finalidade estética ou transfiguração da realidade visando à emoção.

6 Arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra. (Aristóteles, séc.IV a.C.) Assim: Literatura como imitação da realidade; Manifestação artística; A palavra como matéria-prima; Manifestação da expressividade humana.

7 Características do texto literário Ficcionalidade; Emoção; Verossimilhança; Subjetividade; Plurissignificação; Conotação.

8 Para que serve a Literatura? A leitura de um texto literário desperta no leitor uma constelação mental, ativando sua capacidade de fantasiar ao depositar no texto uma alta carga de emoção. (Sigmund Freud)

9 A literatura revela os mecanismos de opressão que afetam as personagens de um romance, por exemplo. (Karl Marx)

10 Funções da literatura Função estética: é literário todo texto que tenha a intenção de ser um objeto artístico; Função catártica: a partir da identificação que construímos com as personagens da trama, sofrendo com elas as dificuldades que lhes são impostas durante seu percurso, possamos avaliar valores como justiça, dignidade, fidelidade etc.

11 Função pragmática: revela qual visão do homem e da sociedade o texto veicula: adequada aos interesses dos poderosos, libertária, apocalíptica ou alienada, entre outras; Função lúdica: ocorre quando o texto literário cumpre a tarefa de entreter, de divertir;

12 Função cognitiva: todo texto literário produz um saber que pode ser acessado por aquele que o lê. Nesse sentido, a literatura faz o leitor pensar sobre a realidade em que se situa e entrar em contato com situações, valores, crenças e ideologias diferentes das suas.

13 Dicas para ter um bom resultado nas provas de Literatura No momento da avaliação, reserve um tempo para a leitura atenciosa dos enunciados. Na maioria das vezes, a questão já evidencia qual é o melhor caminho para uma resposta; Nas questões de múltipla escolha, lembre- se de que todas as alternativas devem ser lidas, ainda que você tenha certeza de que uma das primeiras é a correta;

14 Nas questões dissertativas, procure esboçar a resposta antes de escrevê-la definitivamente. Muitas vezes, uma segunda redação da resposta elimina problemas de falta de clareza, imprecisão vocabular e repetições; Não há uma preocupação em descobrir se os alunos decoraram os livros. É avaliada a capacidade de ler um texto e manifestar um ponto de vista sobre ele.

15 GÊNEROS LITERÁRIOS A LITERATURA É A ARTE QUE SE MANIFESTA PELA PALAVRA, SEJA ELA FALADA OU ESCRITA.

16 GÊNEROS LITERÁRIOS Na Antiguidade Clássica os textos literários dividiam em em três gêneros:

17 GÊNEROS LITERÁRIOS G ÊNERO LÍRICO G ÊNERO DRAMÁTICO G ÊNERO ÉPICO

18 Gênero Lírico

19 Seu nome vem de lira, instrumento musical que, entre outros, acompanhava os cantos dos gregos. Textos de caráter emocional, centrados na subjetividade dos sentimentos da alma. Tem a presença do eu-lírico, a voz que fala no poema. O emissor é personagem única desse tipo de mensagem,

20 GÊNERO LÍRICO Predominam as palavras e pontuações de 1ª pessoa. Segundo Aristóteles, a palavra cantada.

21 É importante ressaltar que o eu-lírico pode ser masculino ou feminino independente do autor.

22 EU - LÍRICO Assim, podemos encontrar: Autor masculino eu-lírico masculino Autor masculino eu- lírico feminino Autor feminino eu- lírico feminino Autor feminino eu- lírico masculino

23 EXEMPLO DE GÊNERO LÍRICO Autor masculino – eu lírico masculino Trecho do poema Ainda Uma Vez, Adeus, de Gonçalves Dias, que escreveu este poema após encontrar-se pela última vez, em Portugal, com sua amada Ana Amélia, à qual renunciara por imposição da família da jovem, de diferente classe social, destinada a casar- se com outro.

24 Ainda uma vez adeus... "Enfim te vejo! - enfim posso, Curvado a teus pés, dizer-te Que não cessei de querer-te, Pesar de quanto sofri. Muito penei. Cruas âncias, Dos teus olhos afastado, Houveram-me acabrunhado A não lembrar-me de ti! (...)

25 Lerás porém algum dia Meus versos d'alma arrancados, D'amargo pranto banhados, Com sangue escritos; e então Confio que te comovas, Que a minha dor te apiade Que chores, não de saudade, Nem de amor, de compaixão, (Gonçalves Dias, Ainda uma vez adeus)

26 GÊNERO LÍRICO C omo podemos observar, o gênero lírico é aquele que expressa um sentimento pessoal S egundo Hegel, seu conteúdo "é a maneira como a alma, com seus juízos subjetivos, alegrias e admirações, dores e sensações, toma consciência de si mesma no âmago deste conteúdo"

27 VEJA A SEGUIR UM EXEMPLO DE OBRA LÍRICA CUJO AUTOR É MASCULINO E O EU- LÍRICO É FEMININO.

28 Com açúcar, com afeto Chico Buarque de Holanda Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto Pra você parar em casa, qual o quê! Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito Quando diz que não se atrasa Você diz que é um operário, sai em busca do salário Pra poder me sustentar, qual o quê! No caminho da oficina, há um bar em cada esquina Pra você comemorar, sei lá o quê! Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto Discutindo futebol E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias Coloridas pelo sol Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo Você vai querer cantar Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo Pra você rememorar Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança Pra chorar o meu perdão, qual o quê! Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida Pra agradar meu coração E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado Como vou me aborrecer? Qual o quê! Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato E abro os meus braços pra você.

29 ASSIM, OBSERVE AS MARCAS DE 1ª PESSOA... Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança Pra chorar o meu perdão, qual o quê! Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida Pra agradar meu coração

30 AGORA VAMOS VER UM EXEMPLO DE OBRA LÍRICA CUJO AUTOR E EU- LÍRICO SÃO FEMININOS. OBSERVE COMO HÁ MARCAS DE GÊNERO FEMININO EM VÁRIAS PARTES DO POEMA.

31 ANA CAROLINA - GARGANTA Minha garganta estranha quando não te vejo Me vem um desejo doido de gritar Minha garganta arranha a tinta e os azulejos Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar Venho madrugada perturbar teu sono Como um cão sem dono me ponho a ladrar Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar Sei que não sou santa, às vezes vou na cara dura Às vezes ajo com candura pra te conquistar Mas não sou beata, me criei na rua E não mudo minha postura só pra te agradar Vim parar nessa cidade, por força da circunstância Sou assim desde criança, me criei meio sem lar Aprendi a me virar sozinha e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar

32 RETOMANDO... GÊNERO LÍRICO: Tem a presença do eu lírico – que é a voz que fala no poema -Expressa os estados de alma, as emoções, os sentimentos vividos intensamente pelo eu lírico. -Predomínio da 1ª pessoa

33 GÊNERO DRAMÁTICO

34 Drama, em grego, significa "ação". Textos feitos para serem representados. O Gênero Dramático se assenta em três eixos importantes: o ator, o texto e o público sem o que não há espetáculo teatral. Segundo Aristóteles é a palavra representada

35 GÊNERO DRAMÁTICO O Gênero Dramático compreende, entre outras, as seguintes modalidades: Tragédia: É a representação de ações dolorosas da condição humana, no caso são pessoas comuns. A ação visa provocar no espectador piedade e terror, terminando em geral de forma fatal. O objetivo era provocar a "catarse" ou purificação. Ex." Édipo Rei de Sófocles

36 ÉDIPO REI – SÓFOCLES Oráculo de Delfos - Morada do Deus Apolo O Oráculo de Délfos (espécie de adivinho da antiguidade) previu que o filho de Laio (rei de Tebas) e Jocasta mataria o pai e se casaria com a mãe

37 ÉDIPO REI - SÓFOCLES Para evitar esse trágico destino: Servo de Laio deveria matá-lo abandona a criança um pastor o encontra leva-o ao rei de Corinto este o adota como seu filho

38 ÉDIPO REI - SÓFOCLES Já adulto, Édipo fica sabendo de tal maldição e, para não matar os seus pais, foge à Tebas. No caminho é maltratado por Laio, - que também estava de viagem e que acaba sendo morto por Édipo.

39 ÉDIPO ENCONTRA-SE COM A ESFINGE E CONSEGUE DECIFRÁ-LA.

40 Édipo Rei - Sófocles COM A MORTE DA ESFINGE, ÉDIPO É ACLAMADO PELA POPULAÇÃO, CASA-SE COM JOCASTA E TORNA-SE REI DE TEBAS.

41 Porém uma maldição recai sobre a cidade, os deuses enviam uma peste a cidade de Tebas, pois os homens estavam desobedecendo ao Oráculo. Édipo, preocupado com a situação envia seu cunhado, Creonte, ao Oráculo de Delfos para saber qual era a causa da peste que assolava a cidade de Tebas. A resposta do Óráculo foi que a cidade estava naquela situação por causa da morte de Laio e que para solucionar o problema o assassino deveria ser descoberto e punido.

42 Édipo vai em busca de assassino de Laio. Ao longo da tragédia, Édipo descobre que Pólibo e Meréope não eram seus pais e que seu verdadeiro pai era Laio e sua verdadeira mãe era Jocasta. Não suportando a verdade de ser o assassino de seu pai, Édipo fura os próprios olhos para não ver sua dura realidade, e Jocasta comete suicídio.

43 Complexo de Édipo - Freud Freud baseou-se na tragédia de Sófocles ( a.C.),Édipo Rei, para formular o conceito do Complexo de Édipo, a preferência velada do filho pela mãe, acompanhada de uma aversão clara pelo pai. O complexo de Édipo é muito importante porque caracteriza a diferenciação do sujeito em relação aos pais.. A figura do pai representa a inserção da criança na cultura, é a ordem cultural. A criança também começa a perceber que o pai pertence à mãe e por isso dirige sentimentos hostis a ele.

44 COMÉDIA De origem grega, apresentava originalmente personagens de caráter vicioso e vulgar, que protagonizavam atitudes ridículas. A comédia é uma sátira de comportamentos individuais e coletivos com o intuito moralizante. Atualmente a comédia representa aspectos da vida cotidiana como tema, provocando o riso. Ex. "As Aves" de Aristófanes; "Meno-Male!" de Juca de Oliveira; "O Juiz de Paz na Roça" e "O Noviço" de Martins Pena.

45 GÊNERO DRAMÁTICO Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Farsa: pequena peça teatral, de caráter ridículo e caricatural, que crítica a sociedade e seus costumes, visando provocar o riso. Ex. "Farsa de Inês Pereira" de Gil Vicente,

46 GÊNERO ÉPICO OU NARRATIVO

47 A palavra "epopéia" vem do grego épos, verso+ poieô, faço e se refere à narrativa em forma de versos, de um fato grandioso e maravilhoso que interessa a um povo.

48 O GÊNERO ÉPICO O gênero épico: narrações de fatos grandiosos, centrados na figura de um herói. Tem a presença de um narrador Segundo Aristóteles, a palavra narrada. É provavelmente a mais antiga das manifestações literárias. Ele surgiu quando os homens primitivos sentiram necessidade de relatar suas experiências, centradas na dura batalha de sobrevida num mundo caótico, hostil e ameaçador.

49 Os elementos essenciais... Na estrutura épica temos: o narrador, o qual conta a história praticada por outros no passado; a história, a sucessão de acontecimentos; as personagens, em torno das quais giram os fatos; o tempo, o qual geralmente se apresenta no passado e o espaço, local onde se dá a ação das personagens.

50 Neste gênero, geralmente, há presença de figuras fantasiosas que ajudam ou atrapalham no curso dos acontecimentos. Presença de mitologia greco-latina - contracenando heróis mitológicos e heróis humanos. Quando as ações são narradas por versos, temos o poema épico ou Epopeia. Dentre as principais Epopeias, temos: Ilíada e Odisséia.

51 ILÍADA E ODISSÉIA As obras Ilíada e Odisséia são obras atribuídas ao poeta greco-romano Homero, o qual teria vivido por volta do século VIII a. C..

52 ILÍADA A Ilíada se passa durante o décimo e último ano da guerra de Tróia e trata da ira do herói e semideus Aquiles, filho de Peleu e Tétis. A ira é causada por uma disputa entre Aquiles e Agamenom, comandante dos aqueus quando este resolve tomar a escrava Briseida de Aquiles. Helena, a mais bela mulher do mundo era casada com Menelau, rei de Esparta e irmão de Agamenon.

53 Quando Páris, príncipe de Tróia, foi a Esparta em missão diplomática, se enamorou de Helena e ambos fugiram para Tróia, enfurecendo Menelau. Os gregos, seguindo a estratégia proposta por Ulisses articularam um plano para resgatá-la por intermédio de um grande cavalo de madeira, chamado de Tróia, o qual é levado à cidade de mesmo nome como presente. Durante a madrugada, os soldados gregos que estavam dentro da barriga daquele animal madeirado atacam a cidade e ganham a guerra.

54 CONCLUINDO... Assim, podemos entender que Ilíada é uma Epopeia pois: É a narrativa de um fato histórico - A guerra de Tróia Representado por um herói – Aquiles Tem a presença do narrador Tem a presença de deuses da mitologia intervindo em vários momentos

55 GÊNERO NARRATIVO O GÊNERO NARRATIVO é visto como uma variante do Gênero Épico, enquadrando, neste caso, as narrativas em prosa. TIPOS DE NARRATIVA: Romance Novela Conto Fábula

56 GIL VICENTE

57 Não se sabe exatamente quando e onde Gil Vicente nasceu. Os poucos indícios históricos registram seu nascimento entre 1465 e 1470, possivelmente em Guimarães, cidade portuguesa rica em artistas e artesãos. Foi ai que, provavelmente, ele aprendeu o ofício de ourives.

58 GIL VICENTE Gil Vicente viveu a maior parte de sua vida em Lisboa, centro comercial e cultural de Portugal. De origem popular, não se sabe onde adquiriu a vasta e diferenciada cultura que marcou sua obra – todas, ou quase todas, afirmações sobre a vida do dramaturgo são suposições.

59 O teatro de Gil Vicente Em Portugal, o grande nome do teatro no Humanismo (Século XVI) é Gil Vicente. Em 71 anos de vida, estima-se que tenha escrito cerca de 44 peças. Escrita em 1502, sua primeira peça foi o Auto da visitação, em homenagem à rainha D. Maria pelo nascimento de seu filho, o futuro rei D. João III.

60 O teatro de Gil Vicente A obra de Gil Vicente não seguiu um padrão determinado. Não há sinal de que conhecesse o drama grego e não há registro histórico de um teatro leigo português pré-vicentino. Gil Vicente é, portanto, considerado o criador do teatro em Portugal.

61 Teatro, crítica e humor Rico e variado, o teatro de Gil Vicente compõe um painel da época e do mundo em que viveu, fazendo uma dramaturgia crítica, ao mesmo tempo satírica e moralizante. Ou seja, as peças de Gil Vicente têm caráter moralizante e procuram tematizar os comportamentos condenáveis e enaltecer as virtudes.

62 Teatro, crítica e humor A religião católica é tomada como referência para a identificação das virtudes e dos erros humanos. Mas, embora critique o comportamento mundano de membros da Igreja, a formação medieval faz com que as críticas de Gil Vicente sejam sempre voltadas para os indivíduos, jamais para as instituições religiosas.

63 As alegorias no teatro vicentino As alegorias facilitam o reconhecimento, por parte da platéia, do vício ou da virtude a que o texto quer fazer referência. Assim, no Auto da barca do inferno, o agiota traz consigo uma bolsa cheia de moedas que representa, alegoricamente, a sua ganância.

64 Temas sacros e profanos O teatro de Gil Vicente reflete tanto os costumes da época, como na Farsa de Inês Pereira; quanto o religioso alegórico, como no Auto da Barca do Inferno. Essa divisão caracteriza a idéia de um mundo em transição, própria do período Humanista, pois é centrada ora no homem, ora na religião (Idade Média X Renascimento).

65 TEATRO EDUCATIVO O riso desencadeado pelas cenas revelava que o público identificava e censurava uma conduta socialmente inadequada. Assim, ao mesmo tempo que as peças vicentinas divertiam a nobreza, também contribuíam para educá-la.

66 O Auto da barca do inferno

67 No Auto da barca do inferno, percebemos uma galeria de tipos humanos satirizados por Gil Vicente. Esses tipos são passageiros de duas barcas: uma delas é comandada pelo Diabo, e a outra, por um Anjo. Os passageiros, que estão mortos, são submetidos a um interrogatório, após o qual embarcarão rumo ao Inferno ou ao Paraíso (simulando o Juízo Final).

68 A farsa de Inês Pereira

69 O tema da Farsa de Inês Pereira é dado pelo seguinte provérbio: Mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube. A heroína, Inês Pereira, embora pertença à classe popular, sonha com um marido discreto. Repele Pêro Marques, filho dum camponês rico, e casa com um escudeiro pobre, mas pretensioso, que a maltrata.

70 A farsa de Inês Pereira O marido, porém, morre na África, e Inês, ensinada desta vez pela dura experiência, desposa Pêro Marques e depressa aceita a corte dum falso ermitão (monge). Para cúmulo do embuste, é o novo marido que a leva ao eremitério e atravessa um rio com ela às costas.

71 Teatro no Brasil

72 Origens do Teatro no Brasil O teatro no Brasil surgiu quando Portugal começou a fazer do Brasil sua colônia (Século XVI). Os Jesuítas ( padres da chamada companhia de Jesus), com o interesse de catequizar os índios, trouxeram não só a nova religião, católica, mas também uma cultura diferente, em que se incluía a literatura e o teatro. Aliada aos rituais festivos e danças indígenas, a primeira forma de teatro que os brasileiros conheceram foi a dos portugueses, que tinha um caráter pedagógico, baseado na Bíblia.

73 Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade. (Oswald de Andrade, Manifesto Antropófago) Família de um chefe Camaca prepararando-se para uma festa. DE Debret.

74 Pelo fascínio da imagem representativa, o teatro era muito mais eficaz do que um sermão,por exemplo. A origem do teatro no Brasil é religiosa, assim como boa parte das manifestações culturais. Seu objetivo maior era evangelizar os índios e apaziguar os conflitos existentes entre eles e os colonos portugueses e espanhóis.

75 Nessa época o Padre Anchieta era o responsável pela autoria das peças. Ele escreveu alguns autos (antiga composição teatral) que visavam a catequização dos indígenas, bem como a integração entre portugueses, índios e espanhóis. Exemplo disso é o Auto de São Lourenço", também conhecido como "Mistério de Jesus", escrito em tupi-guarani, português e espanhol.

76 Como o principal objetivo era a catequese os enredos dos autos estavam impregnados com os dogmas da Igreja Católica. Sendo assim, as comédias e tragédias eram pouco representadas. A opção ficava com os autos sacramentais, que tinham caráter dramático, e, portanto, estavam impregnadas de características religiosas. Além dos autos, outros "estilos teatrais" introduzidos pelos Jesuítas foram o presépio, que passou a ser incorporado nas festas folclóricas, e os pastoris.

77 Até 1584 as peças eram escritas em tupi, português ou espanhol. Os autos tinham sempre um fundo religioso, moral e didático, representados por personagens de demônios, santos, imperadores e algumas vezes apenas simbolismos, como o amor ou o temor a Deus. Os atores eram os índios domesticados, os futuros padres, os brancos e os mamelucos. Todos amadores, que atuavam de improviso nas peças apresentadas nas Igrejas, nas praças e nos colégios.

78 Tematicamente, essas produções mesclavam a realidade local (tanto de índios quanto dos colonos) com narrativas hagiográficas (vidas dos santos). Como toda espécie de dominação cultural requer um conhecimento da cultura do dominado, o Padre Anchieta seguiu o preceito da Companhia de Jesus que determinava ao jesuíta o aprendizado da língua onde mantivessem missões. Assim, foi incumbido de organizar uma gramática da língua tupi, o que fez com sucesso.

79 Poesia e prosa

80 DIFERENÇAS ENTRE UM TEXTO LITERÁRIO E UM NÃO LITERÁRIO. Texto literário e não literário Texto não literário: Ênfase no conteúdo; Linguagem denotativa; Linguagem mais impessoal; Realidade apenas traduzida; Normalmente sem ambiguidade ou duplas interpretações. Texto Literário: Ênfase na expressão; Linguagem conotativa; Linguagem mais pessoal, emotiva; Recriação da realidade; Ambiguidade – recurso criativo.

81 Quanto à disposição gráfica, um texto literário pode ser escrito em: Prosa: em linhas corridas. Poesia (verso): a cada linha dá-se o nome de verso e ao conjunto deles, estrofe. Tipos de estilo: Estilo individual: é o estilo único de determinado escritor, ou seja, sua visão única e modo próprio de criação literária. Estilo de época: características comuns em obras de autores diferentes,mas contemporâneos. Ex. embora Bernardo Guimarães e José de Alencar tenham estilos diferentes, ambos pertencem ao Romantismo. Disposição gráfica e estilo

82 Poesia Uma linguagem metafórica

83 Alguns conceitos A poesia é uma das sete artes tradicionais, através da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos. Tem um caráter abstrato. Num sentido amplo, a poesia identifica-se com a própria arte. É a arte de representar sentimentos por meio da expressão do belo. "Todas as coisas têm seu mistério, e a poesia é o mistério que todas as coisas têm". Garcia Lorca

84 Lembrança do mundo antigo Clara passeava no jardim com as crianças. O céu era verde sobre o gramado, a água era dourada sob as pontes, outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados, o guarda-civil sorria, passavam bicicletas, a menina pisou a relva para pegar um pássaro, o mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era tranqüilo em redor de Clara. As crianças olhavam para o céu: não era proibido. A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo. Os perigos que Clara temia era a gripe, o calor, os insetos. Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas, Esperava cartas que custavam a chegar, nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim pela manhã!!! esperava cartas que custavam a chegar, nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim pela manhã! Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!!! (Carlos Drummond de Andrade)

85 No texto lido, é empregada a linguagem poética, que se caracteriza pela subjetividade (expressa emoções e sentimentos), pela polissemia (possui múltiplos significados) e pelo uso de recursos sonoros, como o ritmo e a rima. É, portanto, um texto literário. É também um poema, pois é estruturado em versos.

86 Linguagem Poética É aquela marcada pela subjetividade, pela polissemia e pelos recursos sonoros. Pode ser usada num texto em verso (poema) ou em prosa (prosa poética). Poema é a unidade da poesia. É estruturado em versos (linhas poéticas), que se agrupam em estrofes.

87 Verso e estrofe Verso é cada linha poética, com um número determinado de sílabas e harmoniosa movimentação entre as sílabas átonas e tônicas. Estrofe é o conjunto de versos de um poema e, conforme o número de versos que a estrofe agrupa, ela recebe denominações específicas. Uma das formas mais tradicionais de poemas é o soneto, que é um poema composto por 14 versos. Normalmente, esses versos estão dispostos em quatro estrofes: as duas primeiras com quatro versos (quartetos) e as duas últimas com três versos (tercetos).

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89 Denominando as estrofes Monóstico: um verso Dístico: dois versos Terceto: três versos Quadra ou quarteto: quatro versos Quintilha: cinco versos Sextilha: seis versos Sétima: sete versos Oitava: oito versos Nona: nove versos Décima: dez versos Observação: Alguns poemas, no fim das estrofes, apresentam um verso ou um grupo de versos que se repete e que recebe o nome de estribilho ou refrão.

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91 Gêneros Poéticos Poema Narrativo Conta uma história e, geralmente, é mais extenso que os outros. O poeta apresenta os ambientes, os personagens e os acontecimentos e lhes dá uma significação. Um exemplo de poema narrativo é Os Lusíadas, de Luís de Camões e como todo poema épico é, geralmente, de longa extensão, grandiloqüente, aborda temas como a guerra ou outras situações extremas. Assim como a epopéia, as baladas e as fábulas (originalmente escritas em versos), são outras formas de poemas narrativos.

92 Poema Lírico Já o poema lírico pode ser muito curto, tendo como objetivo apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional. Muitos carregam grande musicalidade: ritmo e rima às vezes os fazem parecer canções. No poema lírico o autor expressa sua reação pessoal ante as coisas que vê, ouve, pensa e sente.

93 Rimas A literatura foi uma arte exclusivamente oral durante milhares de anos e, para que se pudesse memorizar obras mais facilmente, eram utilizados versos e rimas. Mesmo após o surgimento da escrita, a produção literária que enfatizava a sonoridade continuou muito forte. Juntamente com a sistematização escrita da poesia, surgiram classificações para os elementos que a compõem. Assim, cada frase ou linha de um poema é denominada verso, e a combinação sonora entre elas é denominada rima.

94 NOTURNO Chove. Lá fora os lampiões escuros Semelham monjas a morrer... Os ventos, Desencadeados, vão bater, violentos, De encontro às torres e de encontro aos muros. Saio de casa. Os passos mal seguros Trêmulo movo, mas meus movimentos Susto, diante do vulto dos conventos, Negro, ameaçando os séculos futuros! De São Francisco no plangente bronze Em badaladas compassadas onze Horas soaram... Surge agora a Lua. E eu sonho erguer-me aos páramos etéreos Enquanto a chuva cai nos cemitérios E o vento apaga os lampiões da rua! Acesso: 04/12/10 Verso Estrofe Verso Estrofe Verso Estrofe Pares de rimas

95 Classificações de rima Rima pobre: utiliza palavras da mesma classe gramatical. Esse tipo de rima você encontra no poema "Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem", de Gregório de Matos.

96 Classificações de rima

97 Rima rica: usa palavras de diferentes classes. Esse tipo de rima você encontra no poema "Velhas árvores", de Olavo Bilac.

98 Classificações de rima

99 Rima rara: é obtida com palavras para os quais só haja poucas rimas possíveis. É o caso, entre outros, de [cisne] que só há a rima [tisne]; para [estirpe], só a forma verbal [extirpe]. Eis um exemplo: Um dia um cisne morrerá por certo: quando chegar esse momento incerto, no lago, onde talvez a água se tisne*, nem nade nunca ao lado de outro cisne! (Julio Salusse) Classificações de rima *Tisnar: sujar

100 Rima preciosa: são as rimas artificiais, feitas, forjadas com palavras combinadas, tais como: [múmia com resume-a]; [vence-a com sonolência]; [pântanos com quebranta-nos]; [águia com alague-a], etc. Classificações de rima

101 Classificações da ordem das rimas A ordem em que se apresentam as rimas no poema também recebe classificações especiais: Rimas cruzadas (alternadas): quando sua disposição apresenta o esquema ABAB. Rimas intercaladas (interpoladas): quando sua disposição apresenta o esquema ABBA. Rimas paralelas: quando sua disposição apresenta o esquema AABB.

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105 A métrica do verso É a extensão da linha poética, do verso. Dividir o verso em sílabas métricas chama-se escandir. Na poética tradicional, há doze tipos de versos, de acordo com o número de sílabas poéticas que o verso possui: Heptassílabos Octossílabos Eneassílabos Decassílabos Hendecassílabos Dodecassílabos Monosílabos Dissílabos Trissílabos Tetrassílabos Pentassílabos Hexassílabos

106 "Busque amor, novas artes, novo engenho..." (Luis de Camões) Você pode perceber, também, que a contagem ocorre até a ÚLTIMA SÍLABA TÔNICA de cada verso. Divisão Silábica NÚMERO DE SÍLABAS A sílaba poética possui uma contagem um pouco diferente da sílaba normal. Na poesia, as sílabas são contadas de acordo com a SONORIDADE. Dessa forma, se há duas palavras aproximadas por VOGAIS (a primeira terminando em vogal e a segunda iniciando em vogal), as sílabas dessas duas vogais são contadas em apenas uma sílaba.

107 Divisão Silábica Classificação dos versos quanto ao número de sílabas. PENTASSÍLABOS Estes versos de cinco sílabas são chamados de pentassilábicos ou redondilha menor. Foram muito utilizados na poética luso-brasileira. HEPTASSÍLABOS Estes versos de sete sílabas são chamados de heptassilábicos ou redondilha maior. DECASSÍLABOS Estes versos de dez sílabas são chamados de decassilábicos. DODECASSÍLABOS ou ALEXANDRINOS Estes versos de doze sílabas são chamados de dodecassílabos ou alexandrinos.

108 Pentassílabos

109 Heptassílabos

110 Decassílabos

111 Dodecassílabos ou Alexandrinos Messe: campo de cereais em bom estado para serem colhidos Esmorece: diminui a intensidade, apaga-se Cantilenas: cantigas suaves Amenos: delicados, agradáveis

112 Licença poética Permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavras da variante não-padrão ou de marcas de oralidade. Permite ainda os mais diversos desvios à norma poética, desde rimas falsas a versos de métrica irregular; desde temas obscenos em épocas de contenção moral, à mistura de várias formas de expressão literária na mesma composição.

113 Poesia concreta Foi criada visando novo tipo de expressão, baseada em princípios experimentalistas; já não queriam mais o tipo de verbalismo e subjetivismo próprios da poesia convencional. A poesia concreta é produto de uma evolução crítica de formas. Dando por encerrado o ciclo histórico do verso (unidade rítmico-formal), a poesia concreta começa por tomar conhecimento do espaço gráfico como agente estrutural.

114 Alguns exemplos de poesias concreta e visual

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116 É uma noite fria de Abril, eu tenho um pesadelo terrível, acordoÉ uma noite fria de Abril, eu tenho um pesadelo terrível, acordo chorando, meu corpo queima como se estivesse no inferno,chorando, meu corpo queima como se estivesse no inferno, tiro minhas roupas e saio correndo pela rua. Estátiro minhas roupas e saio correndo pela rua. Está chovendo, está chovendo muito. Uma velhachovendo, está chovendo muito. Uma velha mendiga aleijada me pede esmolas,mendiga aleijada me pede esmolas, ela tem fome, ela tem sede, elaela tem fome, ela tem sede, ela não tem vida. Eu sinto a dornão tem vida. Eu sinto a dor dessa mendiga, eu soudessa mendiga, eu sou essa mendiga, e euessa mendiga, e eu não dou esmolas.não dou esmolas. Corro despidoCorro despido pela rua.pela rua. GritoGrito

117 Alguns exemplos de poesias concreta e visual

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119 Prosa

120 É o texto produzido em linha contínuas e parágrafos. Seu conteúdo pode ser objetivo ou subjetivo (nesse caso, é chamado prosa poética). É o nome que se dá à forma de um texto escrito em parágrafos, o qual é uma unidade de sentido. O fluxo de palavras vai até o limite físico da linha, na margem direita. Então, muda-se para a linha seguinte, para continuar desde o início da margem esquerda, e assim sucessivamente.

121 MISSA DO GALO Machado de Assis Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite. A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito. Acesso: 04/12/10. Parágrafo Espaçamento de Parágrafo Margem

122 Prosa poética Também chamada poesia em prosa, é a poesia escrita em prosa, isto é, sem as características do poema: métrica, ritmo, rima e outros elementos sonoros. Um texto escrito em forma de prosa pode ser considerado poesia", se sua função for poética, ou seja, se exprimir emoções e sentimentos. Como exemplo, podemos citar as obras de Cruz e Sousa: Tropos e Fantasias (1893); Missal (1893); Evocações (1898); Outras Evocações (obra póstuma) e Dispersos (obra póstuma).

123 Textos narrativos A narração é um dos gêneros literários mais fecundos, portanto, há atualmente diversos tipos de textos narrativos que comumente são produzidos e lidos por pessoas de todo o mundo. Entre os gêneros textuais mais conhecidos, estão o Romance, a Novela, o Conto, a Crônica, a Fábula, a Parábola, o Apólogo, a Lenda, entre outros. O principal objetivo do texto narrativo é contar algum fato. E o segundo principal objetivo é que esse fato sirva como informação, aprendizado ou entretenimento. Se o texto narrativo não consegue atingir seus objetivos perde todo o seu valor. A narração, portanto, visa sempre um receptor.

124 Romance: em geral é um tipo de texto que possui um núcleo principal, mas não possui apenas um núcleo. Outras tramas vão se desenrolando ao longo do tempo em que a trama principal acontece. É um texto longo, tanto na quantidade de acontecimentos narrados quanto no tempo em que se desenrola o enredo. O Romance se subdivide em diversos outros tipos: Romance policial, Romance romântico, etc. Textos narrativos

125 Novela: muitas vezes confundida em suas características com o Romance e com o Conto, é um tipo de narrativa menos longa que o Romance, possui apenas um núcleo, ou em outras palavras, a narrativa acompanha a trajetória de apenas uma personagem. Em comparação ao Romance, se utiliza de menos recursos narrativos e em comparação ao Conto tem maior extensão e uma quantidade maior de personagens. Textos narrativos

126 Conto: É uma narrativa curta. O tempo em que se passa é reduzido e contém poucas personagens que existem em função de um núcleo. É o relato de uma situação que pode acontecer na vida das personagens, porém não é comum que ocorra com todo mundo. Pode ter um caráter real ou fantástico da mesma forma que o tempo pode ser cronológico ou psicológico. Textos narrativos

127 Crônica: por vezes é confundida com o conto. A diferença básica entre os dois é que a crônica narra fatos do dia a dia, relata o cotidiano das pessoas, situações que presenciamos e já até prevemos o desenrolar dos fatos. A crônica também se utiliza da ironia e às vezes até do sarcasmo. Não necessariamente precisa se passar em um intervalo de tempo, quando o tempo é utilizado, é um tempo curto, de minutos ou horas normalmente. Textos narrativos

128 Fábula: É semelhante a um conto em sua extensão e estrutura narrativa. O diferencial se dá, principalmente, no objetivo do texto, que é o de dar algum ensinamento, uma moral. Outra diferença é que as personagens são animais, mas com características de comportamento e socialização semelhantes às dos seres humanos. Textos narrativos

129 Parábola: é a versão da fábula com personagens humanas. O objetivo é o mesmo, o de ensinar algo. Para isso são utilizadas situações do dia a dia das pessoas. Textos narrativos

130 Apólogo: é semelhante à fábula e à parábola, mas pode se utilizar das mais diversas e alegóricas personagens: animadas ou inanimadas, reais ou fantásticas, humanas ou não. Da mesma forma que as outras duas, ilustra uma lição de sabedoria. Textos narrativos

131 Anedota: é um tipo de texto produzido com o objetivo de motivar o riso. É geralmente breve e depende de fatores como entonação, capacidade oratória do intérprete e até representação. Nota-se então que o gênero se produz na maioria das vezes na linguagem oral, sendo que pode ocorrer também em linguagem escrita. Textos narrativos

132 Lenda: é uma história fictícia a respeito de personagens ou lugares reais, sendo assim a realidade dos fatos e a fantasia estão diretamente ligadas. A lenda é sustentada por meio da oralidade, torna-se conhecida e só depois é registrada através da escrita. O autor, portanto é o tempo, o povo e a cultura. Normalmente fala de personagens conhecidas, santas ou revolucionárias. Textos narrativos

133 Devido à enorme variedade de textos narrativos, não é possível abordar todos ao mesmo tempo, até mesmo porque cotidianamente novas formas de narrar vão sendo criadas tanto na linguagem escrita quanto na oral, e a partir destas vão surgindo novos tipos de textos narrativos. Textos narrativos


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