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Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

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Apresentação em tema: "Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos"— Transcrição da apresentação:

1 Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos
Câmara Municipal de São Paulo - Março / 2009 A Crise Financeira Mundial e a Economia Brasileira Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

2 A Crise Financeira A crise financeira que se originou nos EUA está se alastrando por todo o mundo. Trata-se da maior crise dos últimos 80 anos.  O Brasil já está sofrendo as consequências desta crise, principalmente em relação à liquidez do sistema financeiro e linhas de crédito, desvalorização e volatilidade do câmbio. Como a refilmagem de um clássico, sabemos o roteiro que a crise seguirá, mas em cada país terá o seu tempo e sua intensidade. 2

3 A Crise Financeira e a Economia Brasileira
O Brasil está sofrendo as consequências deste período econômico conturbado: Forte desvalorização e volatilidade cambial; Falta de liquidez do sistema financeiro, com reflexos na concessão de linhas de crédito. Forte reversão do Crescimento Econômico Fechamento de Postos de Trabalho A velocidade da mudança de cenário é assustadora e sem precedentes.

4 O número de países em estresse financeiro é bem maior
Esta crise é severa. O número de países em estresse financeiro é bem maior Fonte: Relatório do FMI – Out/08

5 CICLOS ECONÔMICOS

6 Esta crise é severa. Mas os EUA passam sempre por ciclos de crescimento

7 O Brasil vai sentir, porém está mais preparado.
% Brasil – PIB (% ao ano) 16,0 Metas de Inflação 14,0 Metas de Inflação Milagre Econômico 12,0 10,0 FORECAST 8,0 Década Perdida Plano Real 5,7 6,0 5,4 5,1 Real Plan 5,1 4,0 3,2 2,0 Entre 0 e 1% ? 0,0 -2,0 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 -4,0 -6,0 Os fundamentos macroeconômicos do Brasil são fortes, diferentemente de anos anteriores.

8 Origens da crise e tamanho do mercado hipotecário nos EUA
Mas onde a crise surgiu? Origens da crise e tamanho do mercado hipotecário nos EUA 8 8

9 EUA versus Emergentes antes da crise
1. EUA: Responsáveis por grande parte da demanda mundial: Forte Consumo Déficit Fiscal Déficit Comercial 2. Emergentes: Superávit Comercial Acúmulo de Reservas Financiamento do Tesouro Americano

10 Em Set/99 inicia-se um processo de facilitação do crédito Subprime
“Fannie Mae facilita crédito para ajudar empréstimo hipotecário”  Fannie Mae estava sob grande pressão da administração Clinton para expandir empréstimos às pessoas de renda média e/ou baixa.  Ao mover para essa nova área de empréstimo, a Fannie Mae passou a assumir riscos bem mais significantes.

11 Taxa de juros abaixo de 2%, de Nov/01 a Nov/04, impulsionou operações de crédito

12 As origens da crise do Subprime
2 3 IMOBILIÁRIAS BANCOS 1 4 COMPRADORES DE IMÓVEIS SECURITIZAÇÃO 6 5 EMPRESAS DE RATING INVESTIDORES Fonte: Bloomberg; Adaptação: DEPECON

13 Preços dos Imóveis nos EUA sobem de 1998 a 2004
Fonte: Standard & Poor´s/Case-Shiller Elaboração: Fiesp/Ciesp

14 Percentual das hipotecas subprime do total de hipotecas
Evolução das Hipotecas Subprime Percentual das hipotecas subprime do total de hipotecas Em 2008, a projeção era um mercado de hipotecas de US$ 13 tri (1 PIB dos EUA) Fonte: RC Consultores

15 Evolução Recente da Crise Americana
15 15

16 Lehman Brothers Lehman Brothers:
O banco entra em concordata (recuperação judicial) em 15 de setembro de 2008; A quebra do Lehman Brothers marca o início da fase mais aguda da crise financeira; Há uma forte queda das bolsas mundiais; Quando o 4º maior banco de investimento quebra, qualquer outro pode quebrar; Há uma crise de confiança por não se saber quem seria o próximo a quebrar.

17 EUA: Pacote Financeiro – OBAMA:

18 EUA: Pacote Financeiro – OBAMA 18-03:
Emissão de até US$ 1 trilhão (US$ 500 bi novos) para: Ampliar a oferta de dinheiro a banco, empresas e companhias de crédito imobiliária. Dos quais: Em 6 meses - US$ 300 bilhões para compra de títulos de longo prazo US$ 750 bilhões em papéis garantidos por dívidas imobiliárias

19 Brasil: Atualmente, os fundamentos macroeconômicos do país estão em melhor situação

20 Dinâmica da crise no passado
Crise de Confiança Aumento de Inflação Pressão no câmbio Aumento da Dívida Pública/PIB (indexada ao dólar)

21 Dinâmica atual da crise
Crise de Confiança Aumento de Inflação Pressão no câmbio Diminuição da Dívida Pública/PIB

22 Mas quando comparamos com a aversão ao risco do mundo

23 Reservas Internacionais em US$ 186,88 bilhões

24 Dívida Líquida do Setor Público

25 Dívida Externa

26 Uma dívida pública em queda e com uma parcela reduzida indexada ao câmbio
Fonte: STN

27 Investimento Estrangeiro Direto em US$ 23,05 milhões

28 Em Resumo: O Brasil está melhor preparado para a Crise, mas isto não significa que estamos imunes

29 Reflexos da Crise na Economia Brasileira
Mas isso não significa imunidade Reflexos da Crise na Economia Brasileira 29 29

30 A Economia Brasileira não está imune
A crise financeira internacional chegou ao Brasil via crédito internacional e acaba pressionando a taxa de câmbio. O risco aumentou. Os bancos continuam relutantes em dar crédito: mais escasso e mais caro. PIB 4ºTRI 2008 caiu 3,6% Fechamento de 800 mil empregos com carteira assinada (Nov-Jan)

31 Taxa de Câmbio Mensal Fev/09  41,29% Fev/08

32 Há bolsas com perdas ainda maiores

33 TAXA DE JUROS CRÉDITO

34 BCs reduzem taxa de juros, Brasil reduz, mas continua alta

35 Fonte: UPtrend Elaboração: Fiesp
Evolução da taxa Selic Fonte: UPtrend Elaboração: Fiesp

36 Custo do Crédito continua alto mas mostra tendência de queda
Capital de Giro: Taxa de Juros em % ao ano Fonte: Bacen; Elaboração: Fiesp

37 Custo do Crédito continua alto mas mostra tendência de queda
Capital de Giro: Taxa de Juros em % ao ano Fonte: Bacen; Elaboração: Fiesp

38 Volume de Novas Operações de crédito 14% abaixo de setembro
Fonte: Banco Central Elaboração: Fiesp/Ciesp

39 Atividade Econômica 39 39

40 PIB

41 Forte reversão no 4º trimestre
Fonte: IBGE

42 O Brasil foi o segundo país com maior perda de crescimento
Fonte: IBGE

43 SPI: Bom indicador antecedente da Produção Industrial

44 PMC - Acumulado 12 meses

45 EMPREGO

46 Taxa de Desemprego 46

47 Fevereiro com ajuste sazonal -2,09%
Emprego Industrial: Perda de 43 mil vagas em fevereiro Fevereiro com ajuste sazonal -2,09% Desde outubro de 2008, já foram fechados postos de trabalho. Fonte: Fiesp/Ciesp

48 Fonte: Caged Elaboração: Fiesp/Ciesp
CAGED: Fevereiro de 2009 Fonte: Caged Elaboração: Fiesp/Ciesp

49 Caged: criados 9.179 postos de trabalho em fevereiro
Fonte: Caged Elaboração: Fiesp/Ciesp Apesar do resultado positivo em fevereiro, os dados acumulados entre outubro e fevereiro de 2005 a 2009, continuam extremamente negativos

50 CONFIANÇA DO CONSUMIDOR INDICADOR ANTECEDENTE
SENSOR CONFIANÇA DO CONSUMIDOR INDICADOR ANTECEDENTE

51 = 50  estabilidade > 50  expansão < 50  retração
A sensibilidade dos empresários para atividade econômica = 50  estabilidade > 50  expansão < 50  retração 51 51

52 FGV: Confiança do Consumidor declina no 4º trimestre de 2008
Fonte: FGV Elaboração: Fiesp/Ciesp

53 Indicadores Antecedentes da OCDE
- Out/08: As previsões eram de desaceleração moderada para o Brasil. - Jan/08: O Brasil já estava no grupo de países com previsão de forte desaceleração

54 PROBLEMAS E MEDIDAS TOMADAS

55 Câmbio e o Crédito: Problemas Adicionais
Operações de Hedge Tóxico: Sadia, Aracruz, Grupo Votorantim, Usina Sta Elisa. Perda de captação dos bancos pequenos.

56 Câmbio e o Crédito: Medidas Tomadas
Intervenções Cambiais: Total = US$ 49,4 bilhões Construção civil: ajuda de 3 a 4 bilhões de reais. Flexibilização do Recolhimento Compulsório: O total previsto de liberação é cerca de R$ 110 bilhões. IOF: medida isenta do IOF as operações de entrada e saída de moeda estrangeira no mercado financeiro. MP 443: Enviada ao Congresso na semana, permite que BB e Caixa comprem instituições financeiras em dificuldades. Governo Federal e Estado de SP: R$ 8 bilhões em crédito para montadoras. Pacote Habitacional

57 Curto Prazo: Outras ações necessárias
Questões Tributárias e Fiscais: Ampliar prazo de recolhimento de tributos Compensar créditos tributários junto a RF para pagamento de outros tributos federais Mercado de Crédito e Política Monetária: Corte mais agressivo da Selic Maior frequência de reuniões do Copom Composição CMN Redução do Compulsório Redução Cunha Fiscal de Crédito Redução do IOF nas operações de crédito Fundo de aval para operações de crédito

58 Curto Prazo: Outras ações necessárias
Mercado de Trabalho: Redução temporária de jornada de trabalho Suspensão temporária de contrato de trabalho Para o Estado de São Paulo: Criação do drawback paulista ICMS: Adiamento da inclusão de novos setores na Substituição tributária do ICMS Ampliação do prazo para pagamento Aceleração de devolução de créditos acumulados Agronegócio Garantia de Preços Mínimos e Recursos do Orçamento

59 Agenda de Médio Prazo Reforma tributária
Contenção dos Gastos Públicos – Déficit Nominal Zero Racionalização do Orçamento Governamental Taxa de juros compatível com a internacional Política Cambial Reforma do sistema monetário – fim da LFT e mudanças no compulsórios  Somente com a colocação em prática destas propostas é que o país poderá vislumbrar taxas de crescimento econômico maiores do que as observadas atualmente. 59

60 PROJEÇÕES

61 Crescimento Econômico Mundial: Sinal de Recessão
O cenário atual indica uma severa recessão mundial em 2009 A intensificação dos problemas do setor financeiro já está afetando a economia real Processo de desalavancagem (vendas de ativos) do setor bancário será doloroso Isso afeta o crédito e gera impacto sobre o Comércio Mundial Exportações dos países emergentes serão afetadas

62 Crescimento Econômico Mundial: Sinal de Recessão
O sinal de recessão já está claro

63 Carry-Over PIM Fonte: Fiesp/Ciesp

64 PIB – Evolução Trimestral

65 Bens por categoria de uso
Bens de Consumo Duráveis: Consumo por um período de tempo longo: máquinas de lavar roupa, geladeiras, automóveis, TV, som entre outros Situação Ruim - Depende do Crédito Bens de Consumo Leves: Consumo por um período curto de tempo: vestuário, calçados, alimentos entre outros Situação Moderada – Depende da Renda (?) e Inversamente do Crédito

66 Bens por categoria de uso
Bens de Capital: Servem para a produção do outros bens: máquinas, equipamentos, material de transporte e construção. Gás/ Indústria de energia/ Petróleo: Situação – Forte Indústria: Situação leve Bens Intermediários: São bens manufaturados ou matérias-primas processadas empregadas na produção de outros bens: açúcar nas balas, os componentes na televisão. Metais e Plásticos {Dependem da Ind. Automobilística - Ruim Exportação { Celulose, Têxteis, Aço depende do crescimento mundial – Ruim

67 CAGED São Paulo

68 CAGED São Paulo


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