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Patricia L. F. Lofiego Larissa R. Amaral Sandra M. Adegas Maternidade Frei Damião – João Pessoa – PB Março 2010.

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1 Patricia L. F. Lofiego Larissa R. Amaral Sandra M. Adegas Maternidade Frei Damião – João Pessoa – PB Março 2010

2 UTI NEONATAL: Peso de Nascimento ( PN ) < 1500g ou Idade Gestacional (IG) < 34 semanas Desconforto respiratório com indicação de CPAP ou Ventilação Mecânica Boletim de Silverman-Andersen > 5 Apnéia neonatal que não respondeu com xantinas (aminofilina e/ou cafeína) Anóxia grave ( Apgar 6 de Portman Sinais de insuficiência circulatória – necessidade de aminas vasoativas, arritmia cardíaca, hipotensão arterial, hipertensão arterial, perfusão periférica lentificada Hidropsia Fetal

3 UTI NEONATAL Sepse Nutrição Parenteral Pós-operatório Risco ou ocorrência de apnéia Exsanguineotransfusão Distúrbios cardiovasculares: insuficiência cardíaca, arritmias, choque, etc. Enterocolite necrosante Instabilidade de parâmetros vitais por causas diversas: insuficiência renal e supra-renal, hemorragia cerebral, coma, convulsão, anomalias congênitas, etc.

4 UNIDADE INTERMEDIÁRIA Prematuridade (Quando IG < 36 semanas e PN < 2.000g) – primeiras 24 a 48h – mínimo. Baixo peso ao nascer (Quando PN < 2000g) - primeiras 24 a 48h – mínimo. Asfixia Perinatal ( Apgar de 5º min < 6 ) - primeiras 24 a 48h – mínimo Filho de mãe diabética - primeiras 24h – mínimo Desconforto respiratório leve – até a retirada do oxigênio (Hood com FiO2 até 50%) Em fototerapia com níveis de bilirrubina próximos aos níveis de exanguineotransfusão Malformação congênita – até estabilidade clínica Distúrbio hidroeletrolítico – até estabilização

5 UNIDADE INTERMEDIÁRIA Que necessite de venóclise para infusão de glicose e eletrólitos Infecção perinatal provável ou clínica Nutrição parenteral em transição Malformações em espera de cirurgia Cardiopatias compensadas sem possibilidade de permanência em alojamento conjunto e sem indicação de UTI Submetidos a procedimentos cirúrgicos e estáveis clinicamente Paciente com labilidade clínica / laboratorial, mas que não se enquadra em critérios de UTI Tranferências da UTIN.

6 UTI NEONATAL Peso > 1500g ou IG > 34 semanas (*) Estabilidade hemodinâmica e das funções vitais Alimentação enteral ou parenteral em transição Sepse controlada Necessidade de oxigênio em Hood com Fi < 40%

7 UNIDADE INTERMEDIÁRIA Recém-nascidos estáveis, em condições de Alojamento Conjunto ou Enfermaria Canguru ou Alta Hospitalar

8 O banho do RN requer cuidados Primeiro banho - usar luvas de procedimento como precaução padrão. O vérnix em excesso pode ser removido, mas com cuidado Não está recomendado o banho de rotina (diário) para RN doente ou grave. Nestes casos, proceder somente a higiene no leito e com a incubadora fechada. A higiene do períneo deve ser feita após todas as evacuações com sabonete neutro, mesmo em RN grave

9 Tipo de solução de limpeza para o primeiro banho: RN < 32 semanas – água estéril (ou pelo menos fervida e esfriada) RN 32 a 37 semanas – sabonete neutro RN > 37 semanas – sabonete com clorexidine 0,4% Freqüência dos banhos: RN < 32 semanas – banhos no leito em dias alternados somente com água morna RN 32 a 37 semanas – banhos no leito ou de imersão em dias alternados somente com água morna RN > 37 semanas – banhos no leito ou de imersão diários, intercalando água morna e sabonete neutro

10 A temperatura central pode ser obtida de forma intermitente por via axilar ou contínua por meio de sensor abdominal. A temperatura periférica pode ser aferida nos membros, mais comumente nos pés. Não se recomenda a avaliação da temperatura retal A temperatura da pele sobre o fígado tem sido bastante usada como indicador da temperatura central. (sensor na linha média da porção superior do abdome, estando o recém-nascido em supino, ou colocar o sensor no dorso do recém-nascido, na região escapular)

11 Faixa de normalidade: 36,5 a 37 °C Hipotermia: Potencial estresse do frio (hipotermia leve): temperatura entre 36,0 e 36,4°C Hipotermia moderada: temperatura entre 32,0 e 35,9°C Hipotermia grave: temperatura < 32,0°C Hipertermia: temperatura > 37,5°C

12 Prevenção da Hipotermia: Manter a temperatura da sala de parto maior ou igual a 25 o C Ligar a fonte de calor radiante antes do nascimento e pré-aquecer os campos Recepcionar o recém-nascido em campos aquecidos e colocá-lo sob calor radiante Secar e remover os campos úmidos Uso de gorro de algodão Cobertura oclusiva com filme de polietileno, polivinil ou poliuretano (< 32 semanas) Uso de saco plástico (<28 semanas)

13 AMBIENTE TERMONEUTRO Peso ao nascer e idade gestacional <1500g < 34 sem g sem 2500g 37 sem 1 o dia de vida 33,5 a 35 o 32 a 34 o 31 a 34 o 2 o dia de vida 33 a 35 o 31,5 a 33,5 o 30,5 a 33,5 o 3 o dia de vida 33 a 34 o 31,2 a 33,4 o 30,1 a 33,2 o 4 o dia de vida 33 a 34 o 31 a 33,2 o 29,8 a 32,8 o 5 – 14 dias de vida 33 a 34 o 31 a 33 o 29 a 32,5 o

14 TEMPERATURA DE AJUSTE DA INCUBADORA

15 HOOD Respiração espontânea BSA < 5 SatO2 < 89% PaO2 < 50mmHg

16 CPAP NASAL Respiração espontânea BSA > 5, independente de valores gasométricos Necessidade de Hood com mais de 60% de FiO2 para manter SatO2 entre 89% e 93% Apnéia da prematuridade Traqueomalácia Pós-extubação – principalmente em RN <1500g

17 VENTILAÇÃO MECÂNICA BSA > 7 Apnéia recorrente (2 ou mais episódios em intervalo de 1 hora) Distúrbio hemodinâmico grave Asfixia neonatal grave Doenças neuromusculares Acidose metabólica grave Acidose respiratória PaO2 60% e CPAP nasal de 6 a 8cmH2O SatO2 60% e CPAP nasal de 6 a 8cmH2O PaCO2 > 60mmHg persistente

18 O2 (l/min) 140,95 130,940,90 120,940,890,84 110,930,880,830,79 100,930,870,820,770,74 090,920,860,800,760,720,68 080,910,840,780,710,700,660,63 070,900,820,760,680,670,640,600,58 060,890,800,740,670,640,600,570,550,53 050,870,770,700,660,600,570,540,510,490,47 040,840,740,660,600,560,530,500,470,450,440,42 030,800,690,600,550,500,470,450,430,410,390,380,37 020,740,600,530,470,440,410,390,370,350,340,330,32 010,600,470,400,360,340,320,300,290,28 0,27 0, Ar (l/min) Retenção de O2IdealVarredura C á lculo da FiO2 para Hood: FiO2 = (fluxo de oxigênio) + (fluxo de ar comprimido x 0,21) Fluxo de oxigênio + fluxo de ar comprimido Tabela de FiO2

19 Parâmetros012 GemênciaAusenteAudível com esteto Audível sem esteto Batimento de asa de narizAusenteDiscretoAcentuado Tiragem intercostalAusente3 últimas intercostais Mais de 3 intercostais Retração esternalAusenteDiscretaAcentuada BalancimAusenteDiscretoacentuado BOLETIM DE SILVERMAN-ANDERSON

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21 SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO Critérios diagnósticos: Evidências de prematuridade e imaturidade pulmonar. Início do desconforto respiratório nas primeiras 3 horas de vida. Batimento de asa de nariz; gemido expiratório; taquipnéia; bradipnéia (prematuros); retrações; apnéia Evidências de complacência pulmonar reduzida, CRF diminuída e trabalho respiratório aumentado. Necessidade de oxigênio inalatório e/ou suporte ventilatório não-invasivo ou invasivo por mais de 24 horas para manter os valores de gases sanguíneos dentro da normalidade. Radiografia de tórax mostrando parênquima pulmonar com velamento reticulogranular difuso e broncogramas aéreos entre 6 e 24 horas de vida.

22 PROTOCOLO DE USO DE SURFACTANTE PULMONAR Posologia: Survanta® – dose = 4ml/kg (100mg/kg); intervalo de 6 horas entre as doses e uso de até 3 doses Curosurf® – dose = 2,5ml/kg (1ª dose) e 1,25ml/kg (demias doses); intervalo de 12 horas entre as doses e uso de até 3 doses Indicações: SDR : O RN deve estar sob ventilação mecânica, com necessidade de FiO 2 maior ou igual a 0,40 para manter a PaO 2 entre 50 e 70 mmHg ou SatO 2 entre 86 e 93%. Indicar nova dose, se o paciente permanecer em ventilação mecânica e se mantiver dependência de concentrações de oxigênio acima de 30% Sempre afastar a possibilidade de complicações ou outros diagnósticos antes do uso da nova dose. Prematuros com peso de nascimento abaixo de g: considerar a administração do surfactante após estabilização das condições hemodinâmicas. Procurar instilar a droga até 1 hora de vida Outras situações – (SAM, pneumonias congênitas, hemorragia pulmonar, SDRA e hérnia diafragmática congênita): considerar a reposição de surfactante se o paciente apresentar insuficiência respiratória grave, necessitando de ventilação pulmonar mecânica invasiva. Podem-se utilizar os mesmos critérios da SDR.

23 PREVENÇÃO DA SDR: Indica-se o uso do corticoide antenatal nas seguintes situações Todas as gestantes entre 24 e 34 semanas de gestação com risco de parto prematuro devem ser consideradas como candidatas ao tratamento pré-natal com corticosteroides. As pacientes elegíveis para terapia com tocolíticos também podem ser elegíveis para o tratamento com corticoides. O tratamento consiste de duas doses de 12 mg de betametasona administradas por via intramuscular a cada 24h ou quatro doses de dexametasona administradas por via intramuscular a cada 12h. Os efeitos benéficos são mais evidentes 24 horas após o início da terapia e perduram por sete dias. Em virtude do tratamento com corticoides por menos de 24 horas também estar associado a reduções significativas da mortalidade neonatal, incidência de SDR e HPIV, os corticoides pré-natais devem sempre ser empregados, a menos que o parto imediato seja previsto. Na ruptura prematura de membranas antes de 30 a 32 semanas de gestação e na ausência de corioamnionite clínica, o uso pré-natal de corticosteroides está recomendado. Em gestações complicadas, quando o parto antes de 34 semanas é provável, o uso pré-natal de corticoides está recomendado, a menos que existam evidências de que terá um efeito adverso definido na mãe ou de que o parto seja iminente.

24 CONDUÇÃO INICIAL DA VENTILAÇÃO MECÂNICA

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27 Score ou < 3 E PCR em Fatores de risco: Aminiorrexe prolongada (>18horas) Corioamnionite (temperatura da mãe > ou = 38ºC, taquicardia fetal, fisometria, leucocitose mãe – GB > ou elevação 100% do nível basal). Infecção do trato urinário em vigência de tratamento ou não tratada Idade gestacional < 37 semanas Colonização vaginal ou retal com Streptococos do grupo B Filho anterior com doença por Streptococos do grupo B > 34 sem < 34 sem RN assintomático e > 34 SEM < 34 SEMRN sintomático ATB intraparto >4h ATB intraparto <4h HMG+PCR com 6 horas Não avaliar/ não tratar Alta 72 hs HMG+PC R imediato Score < 3 E PCR < 1 Score 3 OU PCR > 1 Score 3 E PCR > 1 Repetir c/ 24h HMC + LCR ATB Score <3 E PCR < 1 Score ou < 3 E PCR em ASSINTOMÁTICOSINTOMÁTICO Repetir após 18 h Alta hospitalar HMC Repetir HMG + PCR em 72h e 5 dias de tratamento Repetir a cada18h até PCR<1/ score <3 Pré natal RNT 34 – 37s – Repetir HMG+PCR em 18h – Garantir 2 exames negativos

28 Esquemas de antibioticoterapia na UTI Neonatal /Unidade de Cuidados Intermediários Sepse neonatal precoce (manifestação até 48 horas de vida) 1º esquema: Penicilina cristalina + Gentamicina (cobertura para cocos gram-positivos e bacilos gram-negativos) Obs – em casos de sepse / meningite por Listeria monocytogenes substitui-se a penicilina por ampicilina 2º esquema: Oxacilina + Amicacina (cobertura para bactérias hospitalares como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e bacilos gram-negativos – E coli ; Enterobacter spp ; Klebsiella spp ; Pseudomonas aeruginosa ) Obs – em caso de resistência, a oxacilina pode ser substituída por vancomicina

29 Esquemas de antibioticoterapia na UTI Neonatal /Unidade de Cuidaods Intermediários Sepse neonatal tardia (manifestação após 48 horas de vida) 1º esquema: Oxacilina + Amicacina (cobertura para bactérias hospitalares como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e bacilos gram-negativos – E coli; Enterobacter pss; Klebsiella spp; Pseudomonas aeruginosa ) Obs – em caso de resistência, a oxacilina pode ser substituída por vancomicina 2º esquema: Vancomicina + Cefotaxime – usar preferencialmente em infecções por bactérias resistentes

30 DEFINIÇÃO DE CASO

31 ROTEIRO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Mãe com VDRL+ * FTA- Abs ou TPHA - Mãe não tratada ou inadequadamente tratada Mãe adequadamente tratada Falso + Não avaliar o RN RN sintomático RN assintomático Raio-X ossos, punção lombar e hemograma LCR Normal LCR alterado (neurosífilis) Exames normais e VDRL negativo Tratar (cristalina/ procaína) Tratar (cristalina) Tratar (benzatina) RN assintomático RN sintomático Raio-X osso, punção lombar e hemograma LCR Normal LCR alterado (neurosífilis) Tratar (cristalina/ procaína) Tratar (cristalina) Materno > Materno Negativo Infecção Pouco Provável Raio-X osso, punção lombar e hemograma VDRL LCR alterado (neurosífilis) Exames Alterados LCR Normal Tratar (cristalina) Tratar (benzatina) 2 VDRL neg até 24 semanas VDRL títulos ascendentes VDRL títulos ascendentes Não infectado Infectado Exames normais LCR normal Tratar (crist/proc) FTA-Abs ou TPHA + Tratar (benzatina) ou observar *Na impossibilidade de realizar teste confirmatório, e na ausência de testes sequenciais na gestação, a mãe deve ser considerada portadora de sífilis Todas as crianças, tratadas ou não, devem ter garantido o retorno para documentação da cura ( 2 testes VDRL negativos com intervalo mínimo de 30 a 40 dias)

32 RN até 4 semanas de idade: Penicilina G Cristalina (EV) UI/Kg/dose; 2 doses por dia (12/12hs) na 1 a semana; 3 doses por dia (8/8 hs) entre a 2 a e a 4 a semanas Duração do tratamento: 10 dias Penicilina G Procaína (IM) UI/Kg/dose, dose única diária, por 10 dias Penicilina G Benzatina (IM) UI/Kg/dia, dose única. Crianças com idade maior que 4 semanas Penicilina G Cristalina (EV) UI/Kg/dose, 4/4 hs, 10 dias. Penicilina G Procaína (IM) UI/Kg/dose, 12/12 hs, por 10 dias Penicilina G Benzatina (IM) UI/Kg/dia, dose única. TRATAMENTO

33 O trabalho de parto e o parto são os momentos nos quais se transmite a maior parte das infecções pelo HIV da mãe para a criança A aspiração de boca, narinas ou vias aéreas deve ser evitada e se for necessária deve ser cuidadosa. Caso tenha havido deglutição de sangue ou mecônio, pode-se promover a lavagem gástrica cuidadosa O recém-nascido deve ser banhado com água e sabão logo após o parto, assim que esteja estável. Somente após a remoção de secreções maternas pode-se administrar medicações injetáveis

34 Quando não for possível testar a mãe, o recém-nascido deverá ser avaliado laboratorialmente (teste rápido) A profilaxia com ARV deve ser administrada à criança logo após o nascimento (dentro de 12 horas de vida, preferencialmente nas primeiras 2 horas ) A parturiente deve receber zidovudina por meio de infusão endovenosa desde o início do trabalho de parto (devendo ser iniciada no mínimo 3 horas antes do parto cesárea), na dose de 2 mg/kg na primeira hora, seguida de infusão contínua de 1 mg/kg/hora até a ligadura do cordão Evitar a infecção pelo HIV adquirida por meio do aleitamento materno e estabelecer aleitamento artificial seguro

35 Idade gestacional ao nascer Dose oral (mg/kg/dose) Dose endovenosa (mg/kg/dose) Frequência da dose Duração (semanas) > 35 sem21,5A cada 6 horas sem21,5 A cada 12 hs, avançando para cada 8hs com 2 sem de idade pós-natal 6 < 30 sem21,5A cada 12 hs, avançando para cada 8hs com 4 sem de idade pós-natal 6 DOSES DE ZIDOVUDINA PARA PROFILAXIA DA TRANSMISSÃO DO HIV Encaminhar para serviço de referência quando da alta hospitalar

36 O parto cesárea não é indicado para a prevenção da infecção Manobras de ressuscitação e aspiração gástrica devem ser gentis para que se evitem traumas e maior contaminação do recém-nascido com secreções maternas. As secreções devem ser cuidadosamente removidas pelo banho, assim que o recém-nascido estiver estável. As injeções endovenosas ou intramusculares devem ser administradas somente após o banho. O aleitamento materno não é contraindicado.

37 Imunoprofilaxia para transmissão perinatal de Hepatite B Imunoglobulina Hiperimune para Hepatite B (IGHB): 0,5 ml IM (preferencialmente nas primeiras 12 a 24 horas de vida. Não utilizar após 7 dias de vida. Vacina para Hepatite B: 0,5 ml IM. Iniciar até 7 dias de vida, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, em local diferente da administração da IGHB. Repetir com 1 mês e 6 meses de idade. Recomenda-se que em recém-nascidos pré-termo com peso ao nascer < 2000g, que tenham sido expostos à infecção materna pelo VHB, seja feita uma dose de vacina e IGHB até 12 horas de vida e com 1 mês de idade seja iniciada a série de 3 doses Em crianças com peso ao nascer <2000g serão administradas 4 doses no total (ao nascer, com 1 mês, entre 2 e 3 meses e entre 6 e 7 meses pós-natais)

38 DETERMINAÇÃO DA BILIRRUBINEMIA A apresentação da icterícia é céfalo-caudal: Zona 1 – cabeça e pescoço (5,0 – 4,3 a 7,8mg/dl) Zona 2 – até cicatriz umbilical (8,9 – 5,4 a 12,2mg/dl) Zona 3 – até joelhos e cotovelos (11,8 – 8,1 a 16,5mg/dl) Zona 4 – até tornozelos e punhos (15 – 11,1 a 18,8mg/dl) Zona 5 – palmas das mãos e plantas dos pés (>15mg/dl) Avaliação subjetiva. Não é útil na identificação da hiperbilirrubinemia >12mg/dl. TODO RN ICTÉRICO DEVE TER PELO MENOS UMA MEDIDA DE BILIRRUBINA TOTAL E FRAÇÕES.

39 PREVISÃO DE HIPERBILIRRUBINEMIA GRAVE EM RN TERMO OU PRÓXIMO AO TERMO

40 Critérios sugestivos de icterícia patológica: Aparecimento antes das 24 horas de vida BT >4mg/dl em sangue de cordão Aumento de BI superior a 0,5mg/h entre 4 e 8 horas nas primeiras 36 horas de vida Aumento de BI superior a 5mg/dl/dia BT 13mg/dl em RNT BT 10mg/dl em RNPT Presença de icterícia por mais de 10 dias em RNT Presença de icterícia por mais de 21 dias em RNPT

41 INVESTIGAÇÃO – ICTERÍCIA PRECOCE BT e frações Tipo sanguíneo da mãe e do RN Coombs direto do sangue do cordão ou do RN Pesquisa de anticorpos maternos anti-D (Coombs indireto) se mãe Rh negativo Pesquisa de anticorpos anti-A ou anti-B no sangue de cordão ou do RN se mãe tipo O e RN tipo A ou B Pesquisa de anticorpos maternos para antígenos irregulares (anti-c, anti-E, anti-Kell, etc.) se RN com Coombs direto positivo Hb e Hto para evidenciar anemia ou policitemia Morfologia das hemácias, contagem de reticulócitos e esferócitos Dosagem quantitativa de G6PD

42 PESOBT < 1000g4 mg/dl 1001 – 1500g6 mg/dl 1501 – 2000g8 mg/dl > 2000g10 mg/dl PESOBT < 1000g8 – 10 mg/dl 1001 – 1500g mg/dl 1501 – 2000g15 – 17 mg/dl > 2000g mg/dl INDICAÇÕES DE FOTOTERAPIA EM PREMATUROS < 35 SEMANAS INDICAÇÕES DE EXSANGUINEOTRANSFUSÃO EM PREMATUROS < 35 SEMANAS

43 INDICAÇÕES DE FOTOTERAPIA EM RN > 35 SEMANAS

44 INDICAÇÕES DE EXSANGUINEOTRANSFUSÃO EM RN > 35 SEMANAS

45 Impregnação bilirrubínica dos núcleos da base. RN de risco para seu desenvolvimento: RN com doença hemolítica Prematuros RN que apresentam fatores agravantes da hiperbilirrubinemia

46 Fase 1: Primeiros dias de vida Letargia Hipotonia Sucção débil

47 Fase 2: Ocorre entre o 4º. e 6º. dias de vida Hipertonia Opistótono Febre Choro agudo Apnéia Óbito ocorre em 90% dos pacientes nessa fase

48 Fase 3: Encefalopatia bilirrubínica crônica Hipotonia Retardo motor Atetose Disartria Perda auditiva neuro-sensorial grave

49 DEFINIÇÃO: Glicemia capilar < 40mg/dl em RN assintomático Glicemia capilar < 45mg/dl em RN sintomático TRIAGEM: RN de risco (PIG, GIG, prematuros): 2h de vida, 4h de vida, 6h de vida, 12h de vida e depois a cada 24 horas até 72h de vida RN filho de mãe diabética: 1h de vida; 2h de vida, 4h de vida, 8h de vida, 12h de vida, e depois a cada 12 horas até pelo menos 2 valores > 50mg/dl Em qualquer RN sintomático

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51 Investigação diagnóstica inicial Sangue Gasometria Na; K; Cl Anion Gap (Na + K) – (Bic + Cl) Glicemia; Lactato; Piruvato; Amônia Hemograma TGO; TGP; γGT Colesterol; Triglicerídeos Ácido úrico Urina Triagem para EIM Cromatografia de aminoácidos Cromatografia de açúcares

52 ACIDOSE METABÓLICA COM CETOSE Hiperglicemia Amônia Normal ou Acidúria orgânica de cadeia ramificada Acidúria metilmalônica Acidúria propiônica Acidúria isovaleica Deficiência de Oxotiolase Normoglicemia Lactato normal Dç do xarope do bordo (leucinose tardia) Acidúrias orgânicas Lactato Acidose lática congênita Doença mitocondrial Acidúria orgânica Hipoglicemia Lactato normal Dç do xarope do bordo Insuficiência adrenal Dç mitocondrial Acidúrias Lactato e Hepatomegalia Glicogenose tipos 0; I; II; III Frutosemia Dç mitocondrial SEM CETOSE Lactato Glicemia normal Deficiência de piruvato desidrogenase Hipoglicemia Defeito da β-oxidação de ácidos graxos Glicogenose tipo I Frutosemia Lactato Normal Glicemia normal Acidose tubular renal tipos I e II Acidúrias orgânicas

53 Abordagem inicial Garantir vias aéreas livres aporte de oxigênio Manter a cabeceira elevada a 30º. Fazer monitorização cardíaca e da saturação de oxigênio. Suspender da dieta. Manter sonda naso ou orogástrica aberta. Coletar de sangue para dosagem de glicose, eletrólitos inclusive magnésio, lactato e gasometria. Garantir acesso venoso em veia calibrosa. Se glicemia for menor que 45 mg/dl (dosagem por fita à beira do leito) tratar a hipoglicemia (ver protocolo) Garantir a manutenção de equilíbrio térmico, hidroeletrolítico e glicêmico Considerar punção lombar, quando a causa não for definida por outros exames, ou na suspeita de infecção. Indicar drogas antiepilépticas

54 Protocolo de condução da crise epilética 1. Fenobarbital EV 20mg/kg/ataque, infundir 1mg/kg/minuto (diluição em soro fisiológico 0,9% ou glicosado 5%). Ao final da infusão, se persistir em crise, passo Fenobarbital 10 mg/kg EV. Se persistir em crise, passo Fenobarbital 10 mg/kg EV. Se persistir em crise, (atingida a dose máxima de 40 mg/kg nas 24 horas), passo Fenitoina EV 20mg/kg/ataque, infundir 0,5 mg/kg/minuto sendo 1mg de fenitoína para 1ml de SF 0,9%(não diluir em soro glicosado). Se a crise não parar durante a infusão, passo Fenitoina EV 10mg/kg, 0,5 mg/kg/minuto. Se não parar a crise durante a infusão – passo Midazolam – 0,15 mg/kg ataque e 0,06 a 0,4 mg/kg/hora (conforme a necessidade e tolerância), por 12h e reduzir lentamente (diluição em SG 5%, SF 0,9% ou água destilada). Se as crises retornarem, novo aumento e manutenção por 12 horas. Durante a infusão de MDZ, o FB e a FNT devem ser mantidos para que não estejam em níveis séricos baixos no momento da retirada desta medicação Se as crises retornarem na retirada, passo Tiopental – 4mg/kg ataque e 3-5mg/kg/hora, manutenção por 6 horas, redução lenta, e, em caso de recidiva, aumentar novamente e manter por 12h, tentando-se sucessivas reduções e aumentos por dias seguidos se necessário. Ao se optar pelo uso de TIO, o FB deve ser interrompido temporariamente, a fim de se evitar o acúmulo de dois barbitúricos

55 Definição Acidemia profunda, metabólica ou mista (pH<7,00) em amostras de sangue de artéria umbilical; Persistência de Boletim de Ápgar de 0 a 3 por mais de 5 minutos; Seqüelas neurológicas clínicas no período neonatal imediato, que incluem a presença de convulsões, hipotonia, coma ou encefalopatia hipóxico-isquêmica; Evidência de disfunção de múltiplos órgãos. Todos estes parâmetros devem estar presentes para que se possa assegurar a ocorrência de asfixia perinatal.

56 Cuidados com o RN Asfixiado 1. UTI neonatal 2. Manipulação mínima 3. Controle de temperatura, colocar o RN na incubadora 4. Monitorização contínua de FC, FR,PA, temperatura corpórea, oxímetro de pulso, débito urinário, densidade urinária, peso (se possível a cada 12h).

57 5. Assistência ventilatória para manutenção de níveis adequados de oxigenação. 6. Fluidoterapia = administração cuidadosa de líquidos; iniciar com 60 ml/Kg/ dia. 7.Controle hemodinâmico = devemos manter a pressão arterial media (PAM) nos níveis de acordo com o peso do paciente : Havendo hipotensão arterial, má perfusão periférica ou acidose metabólica na ausência de hipoxemia = utilizar expansores de volume e drogas vasoativas: SF 0,9%; Dopamina e Dobutamina 8.Alimentação: Jejum até 48 – 72 horas de vida (risco de ECN ) nos pacientes asfixiados (acidose, Apgar 0 a 3 por mais de 5 minutos, alterações neurológicas e disfunção de múltiplos órgãos). Nos pacientes com instabilidade clínica, manter jejum até estabilização do quadro. Ao iniciar alimentação utilizar leite materno, exclusivo da própria mãe ou de doadora, em pequenos volumes e aumentando a oferta gradativamente (até 20 ml/Kg/dia) com observação rigorosa da tolerância alimentar.

58 9.Controle dos distúrbios metabólicos: Monitorizar glicemia – destrostix 1, 3, 6 horas de vida e depois de 8/8 horas. Devemos manter glicemia em torno de 75 – 100mg/dl. Logo após a reanimação iniciamos infusão de glicose por via endovenosa Monitorizar cálcio e magnésio com 12, 24, 48 horas de vida. Acidose metabólica – gasometrias arteriais seriadas conforme indicação médica. Se após estabilização hemodinâmica e oxigenação adequada, o pH estiver abaixo de 7,20 com bicarbonato de sódio <15 corrigir acidose metabólica Monitorizar Na – K com 12 a 24 horas de vida. Corrigir a hiponatremia quando Na sérico for < 120 mEq/l para níveis de 125 – 130 mEq/l 10.Avaliação da função renal: -Oligúria (débito 24 horas ). -Urina tipo I(alterada quando lesão renal presente) mostra hematúria, proteinúria e cilindrúria. -Pode-se infundir SF 0,9 % 10ML/Kg seguido de furosemida 1 – 2 mg/Kg e se ocorrer diurese trata-se de lesão pré renal (teste terapêutico) Frente à lesão renal restringir oferta hídrica em 50 ml/Hg/dia mais perdas urinárias. -Dosagens seriadas de uréia, creatinina, eletrólitos séricos e urinários. Para melhorar perfusão renal utiliza-se a dopamina na dose de 1-3 mcg/Kg/ min EV. -Diálise peritoneal se creatinina > 5 mg/dl; hipercalemia incontrolável acarretando arritmia cardíaca; oligúria por mais de 72 horas (ver rotina especifíca) -US renal.

59 11. Monitorização do sistema cardiovascular: 1. RX de tórax pode mostrar uma área cardíaca aumentada. 2. Ecocardiograma pode mostrar disfunção dos ventrículos D e E (em 25% dos bebês asfixiados ) e detecção de hipertensão pulmonar. 3. ECG: aparece isquemia do miocárdio com depressão do segmento S- T e inversão da onda T. 4. CKMB apresenta níveis elevados por danos ao miocárdio (elevação de 5 a 10% dos níveis basais nas primeiras 24 horas de vida) 12.Monitorização da CIVD RN asfixiado pode apresentar comprometimento hepático e lesão do endotélio dos vasos sangüíneos levando a sangramentos pela diminuição da produção dos fatores de coagulação. Dosagem dos farores de coagulação, plaquetas, TGO, TGP, BTF 13. Monitorização clínica das convulsões: Afastar causas metabólicas e instituir tratamento com anticonvulsivantes. US de crânio ( avaliação de HIC e edema cerebral ) 14.Repercussões Neurológicas da asfixia perinatal 1. HIC; 2. Edema cerebral; 3. EHI

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61 MacDonald M G; Mullet M D; Seshia M M K Pathophysiology and Managemento of the Newborn 6 th edition 2005 Kopelman B I; Guinsburg R; Almeida M F B Diagnóstico e Tratamento em Neonatologia 1ª edição 2004 Marba S T M; Mezzacappa Filho F Manual de Neonatologia – Unicamp 1994 Sociedade de Pediatria de São Paulo O Recém-nascido de Muito Baixo Peso 2006 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno. Manual de Atenção a Saúde do Recém-nascido 2010 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Diretrizes para o Controle da Sífilis Congênita. Brasília: Ministério da Sáude; Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Guia de tratamento clínico da infecção pelo HIV em Pediatria Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Recomendações e Profilaxia para Transmissão Vertical do HIV Lobo AH et al. Apostila do Curso de Procedimentos em Neonatologia para a Secretaria Estadual de Saúde. Rio de Janeiro: novembro de 2003.


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