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Reflexões pós-birita Pessoal, a discussão de ontem foi bem interessante e, apesar de claramente não conseguirmos equacionar o problema e resolvê-lo, de.

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1 Reflexões pós-birita Pessoal, a discussão de ontem foi bem interessante e, apesar de claramente não conseguirmos equacionar o problema e resolvê-lo, de forma racional, analítica (que aliás a nossa humildade certamente não nos deixaria almejar!!) me trouxe inspiração para reunir algumas idéias e reflexões que, apesar de não serem de minha autoria, cabem muito bem dentro de mim... como diz o poeta: Certas canções que ouço Cabem tão dentro de mim Que perguntar carece Como não fui eu que fiz?* e acho que de muitos de vocês... Espero que gostem. * Certas Canções – Tunai/Milton Nascimento Certas canções que ouço/Cabem tão dentro de mim/Que perguntar carece/Como não fui eu que fiz? Certa emoção me alcança/Corta-me a alma sem dor/Certas canções me chegam/Como se fosse o amor Contos da água e do fogo/Cacos de vidas no chão/Cartas do sonho do povo/E o coração pro cantor/Vida e mais vida ou ferida/Chuva, outono, ou mar/Carvão e giz, abrigo/Gesto molhado no olhar Calor que invade, arde, queima, encoraja/Amor que invade, arde, carece de cantar

2 Nossa Inquietação vem do fato que as questões que discutimos são Complexas, Polêmicas e Transtornantes... Sem dúvida o Impacto é um trade-off entre algumas variáveis, como: Consumo, População e Tecnologia Que a matemágica nos permite traduzir de forma singela como I = T x C x P* Portanto, racionalmente, caberia a pergunta, qual das variáveis escolher? Uma possível resposta seria: todas, em ritmos, intensidades e urgências diferentes. Não há dúvida (ver quadro a seguir) que, considerando a atual configuração sócio- econômica-cultural da nossa civilização, diminuir C nos países mais industrializados** e altamente consumistas tem um efeito arrasadoramente superior sobre o I (isso mesmo Carol!!!) * Também, despretensiosamente, conhecida como Equação do Mario **Ver nota da editora no próximo slide

3 **Não usei o termo desenvolvidos propositalmente. Explico: estes países destruíram as florestas, a fauna e flora que lá viviam antes que eles se apropriassem, se espalhassem e multiplicassem por milhares de anos... Escravizaram e exterminaram minorias; liquidaram e expulsaram muitos povos nativos para cultivar e colher seus alimentos e extrair toda a sorte de recursos, para? se multiplicar! Subjugaram outros povos não só, mas principalmente, por meio de suas colônias (Nota da Nota) explorando seus recursos à exaustão; provocaram centenas (seriam milhares?) de guerras – duas mundiais – causando a morte de incontáveis pessoas – só na década de 90 foram quase 100 guerras que causaram morte de ~ 6 milhões de civis (2, pg. 115). Estão acabando com o pouco que resta de água na África subsaariana para cultivar flores que enfeitam seus vasos (?!?!?), enquanto animais e africanos humanos são mantidos à distância por cercas eletrificadas de 2 m de altura, encravadas na terra (3). Nota da Nota: um exemplo chocante é o da Guerra do Ópio na China em meados do século XIX (1) ou o caso da Peste na Índia (Quando a peste atingiu a Índia, então sob administração britânica, uma campanha de saúde pública sem precedentes foi organizada para enfrentá-la. Quando a doença deixou de constituir um perigo para os ingleses que lá viviam, os fundos e os recursos evaporaram; a peste foi declarada endêmica entre os nativos e os indianos foram deixados em uma miséria pior do que antes.) (2, pg. 146) (1)O Fim da Pobreza – Jeffrey Sachs (2)O Relatório Lugano – Susan George (3)O Mundo sem Nós – Alan Weisman

4 De fato, dado o abissal desnível de consumo entre países ricos e pobres, a redução do impacto ambiental será muito mais eficaz se diminuirmos a contribuição do fator C, ou seja o consumo dos países ricos... População EUA/Índia = 1/3 (sem comentários)

5 Mas o C de Consumo, é também o C de Capitalismo, que muitos acreditam estar por trás da crise que vivemos que é planetária e tem várias dimensões (social, ambiental, econômica, etc, etc, etc) e, sobretudo, uma crise ética, de valores (da sua ausência)... Deixo com vocês um (belíssimo e incômodo!) texto de Boff (4)...Certamente este pragmatismo possui a sua razão de ser: garantir a produção e a reprodução da vida mas nem por isso deixa de ser profundamente redutor na medida em que esquematiza e artificializa a realidade e oculta as dimensões decisivas para a realização do sentido humano da vida. Especialmente a natureza, apesar do entusiasmo pelas descobertas nos primórdios da revolução moderna, foi separada da vida emocional e arquetípica das pessoas; deixou de ser uma das grandes fontes alimentadoras da dimensão simbólica e sacramental da vida, perdendo sua função terapêutica e humanizadora. Evidentemente o homem não deixou de sentir, de vibrar e de relacionar-se sob outras formas. Mas tudo isto é feito sob a hegemonia da razão.

6 Hoje vivemos sob este imperativo: quase tudo é montado em vista da produção. A produção se destina ao mercado de consumo. O consumo para a satisfação das necessidades reais, principalmente daquelas introduzidas artificialmente pela propaganda. A classe burguesa, sujeito histórico portador do projeto da modernidade, realizou só para si os ideais dos fundadores: gestar uma sociedade de abundância. Mas alcançou-o com um custo social exorbitante com a criação de desigualdades e níveis de exploração e pobreza insuportáveis à luz de critérios humanos e éticos. Os setores marginalizados não padecem de uma crise de sentido, antes pelo contrário, encontram sentido na luta pela vida e no compromisso de superação histórica do sistema da modernidade burguesa. A grande sociedade dominante está sendo corroída por dentro, sem esperança e sem futuro. Que fazer depois de ter feito a revolução da fome? Depois de ter satisfeito suas necessidades até à náusea? Como reduziu o sentido do ser à consecução destes ideais, uma vez alcançados, não sabe mais o que fazer. Desempenhou já sua missão histórica; deverá ser sucedida por outro sujeito histórico, operador de outra esperança e agente de outro sentido social.

7 Isto foi dito por um teólogo... Mas vejamos o que diz um homem de negócios, Peter Barnes (5): Eu sou um homem de negócios. Eu acredito que a sociedade deve premiar iniciativas bem sucedidas com lucro. Ao mesmo tempo, eu sei que as atividades que buscam o lucro tem efeitos colaterais nocivos. Elas causam poluição, lixo, desigualdade, ansiedade, e uma não pequena quantidade de confusão sobre o propósito da vida. Eu também sou um liberal, no sentido de que eu não sou avesso a um papel governamental na sociedade. Mesmo assim, a história me convenceu de que um governo representativo não pode proteger satisfatoriamente o interesse de cidadãos comuns. Menos ainda, pode proteger os interesses de futuras gerações, ecossistemas e espécies não-humanas. A razão é que, na maioria das vezes – embora não todas – o governo coloca em primeiro lugar os interesses de corporações privadas. Este é um problema sistêmico da democracia capitalista, não só uma questão de eleger novos líderes.

8 Se você se identifica com os sentimentos acima, então você pode estar confuso e desmoralizado, como eu estive nos últimos tempos. Se o capitalismo como conhecemos é profundamente defeituoso, e o governo não é o salvador, onde fica a esperança? Este me atinge como um dos grandes dilemas do nosso tempo. O capítulo 1 (Time to Upgrade) inicia-se assim: Society is indeed a contract... Between those who are living, those who are dead, and those who are to be born (Edmund Burke, 1972) O capítulo 2 (A Short History of Capitalism), assim: They hang the man and flog the woman that steal the goose off the common, but let the greater villain loose, that steals the common from the goose. (English folk poem, 1750) Nesse capítulo faz uma importante reflexão: Why arent Americans happy yet?

9 Equação de Impacto Ambiental (6) I = T x C x P Impacto (total) é o produto do Impacto ambiental por unidade de produto (Tecnologia) x Consumo per capita x População Uma pergunta: com o aumento da população e do consumo (devido ao crescimento econômico e aumento do nível de renda per capita), como deveria evoluir a Tecnologia para que não se altere o impacto ambiental nos próximos 50 anos?... um pouco de matemática (básica!)

10 I 0 = C x T x P I 50 = C x T x P Vamos assumir, por hipótese, que queremos que o impacto permaneça constante nos próximos 50 anos, isto é I 0 = I 50 População: nos últimos 50 a população mundial cresceu entre 1,3% e 2,2% ou em média ~ 1,8%. Vamos assumir que nos próximos 50 anos a taxa de crescimento seja ligeiramente inferior, aproximadamente 1,4%. Esta taxa implica que em 50 anos a população terá duplicado (1,014^50). Então P = 2P Vamos assumir que o aumento do consumo médio per capita mundial seja 3.3% a.a. (média entre 1980 e 2000). Isto implica em um fator 5 (1,033^50), ou seja, C = 5C Equação de Impacto Ambiental

11 Substituindo C= 5C e P=2P, teremos I 0 = C x T x P I 50 = 5C x T x 2P Se, por hipótese I 0 = I 50, então : C x T x P = 5C x T x 2P Desse modo: T = 10 T Ou seja, o impacto ambiental por produto deverá ser reduzido a 1/10 do atual impacto. Por isso não podemos apostar todas nossas fichas no T! A tabela de PADRÕES DE CONSUMO mostra claramente que reduzir o consumo per capita é absolutamente, indiscutivelmente, essencialmente fundamental e condição imprescindível. Aliás nós mesmos devemos fazer isso! Mas ainda assim, há um limite físico para o crescimento da população. Qual é? Não sabemos! Mas o fato é que a cada ano nascem ~ 70 milhões de pessoas, quase meio Brasil por ano! De fato não devemos colocar o FOCO nesta variável, mas é importante refletir a seu respeito. Não apenas pela quantidade de vidas, mas pela qualidade de vida que estas vidas têm e podem ter.

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13 Sugiro, então, atribuir um outro significado para I, C, T e P. O Importante é a Compaixão, a Ternura e a Paz e o Impacto é inversamente proporcional à sua combinação... Nesse caldo, que é a nossa civilização, falta um ingrediente fundamental, que é o AMOR e falta também um S da Solidariedade... Então, cito Albert Camus: <> <> <<É assim por toda a parte: casam-se, amam-se ainda um pouco, trabalham. Trabalham tanto que se esquecem do amor.>>

14 >.

15 E para contribuir com a nossa discussão sobre sustentabilidade, finalizo com uma reflexão de Moacir Gadotti (7): >

16 (1)O Fim da Pobreza – Jeffrey Sachs (2)O Relatório Lugano – Susan George (3)O Mundo sem Nós – Alan Weisman 9não lembro que página!) (4)São Francisco de Assis – Ternura e Vigor – Leonardo Boff (p. 21 e 22) (5)Capitalism 3.0 – A guide to reclaiming the commons – Peter Barnes (free donwload) – minha tradução (página ix) (6)www.inf.ufes.br/~neyval/Gestao_ambiental/Tecnologias_Limpas/Tec_limp_Cap_I.pdf (7)Pedagogia da Terra – Moacir Gadotti (p. 34 e 35) (8)E não deixem de ler: Ismael, Um Romance da Condição Humana – Daniel Quinn (9)E também, como não poderia deixar de ser, recomendo fortemente o discurso do Bono no congresso americano para o Bush e etc.. (http://www.youtube.com/watch?v=gUdrYDk8rVA). Tem muito a ver com o que falamos, sobre miséria, aids, solidariedade, amor, compaixão, diversidade Não se esqueçam do nosso Arraiá! 30/05

17 Ontem à noite, fuçando na internet achei o site: O nome e conceito se baseiam na simbiose na simbiose todos os participantes na relação contribuem para o sucesso da parceria e todos recolhem os lucros desse trabalho de equipe, uma situação à qual não se pode apontar defeitos E o texto: tem muito a ver com a nossa conversa de ontem


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