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1 © Landor 1 CloNAgem By: Ana Rita Eliana João Pedro e Sofia índice

2 © Landor 2 CloNAgem By: A.rita Eliana João Pedro e Sofia O que É A clonaGEm; cloNAgem sIM ou NÃo; CLonaGem TErapeutica; Um eM 277; Wilmut??????; AS dieTAs esTÃo na MOda; Mais…;

3 © Landor 3 BiBlioGRafia; Em JEIto de conCLusão…; Voltar acima; DúVIdas???; gaLEria dE ImAgens; B.D. (banda desenhada); o QUe se PEnsa por Aí; CloNAgem By: A.rita Eliana João Pedro e Sofia

4 © Landor 4 O que É a CloNAgem entraríndice ver imagens

5 © Landor 5 Clonagem é o processo pelo qual podemos reproduzir indivíduos geneticamente iguais a partir de um único progenitor (é portanto um processo de reprodução assexuada). A clonagem pode ser natural ou induzida artificialmente. Há já centenas de anos que têm sido clonados determinados tipos de organismos; a natureza fê-lo ao longo de milhões de anos. Sempre que uma porção de planta foi cortada com a finalidade de multiplicação vegetativa (por exemplo, propagação por estaca), um organismo estava a ser clonado (clonagem natural). A clonagem é natural em todos os seres originados a partir de reprodução assexuada, ou seja, na qual não há participação de células sexuais (gâmetas), como é o caso das bactérias, dos seres unicelulares e mesmo da grama de jardim. Os cientistas sempre tentaram desenvolver técnicas de laboratório que permitissem clonar organismos. O seu primeiro objectivo não foi produzir organismos idênticos com características genéticas específicas mas responder a uma questão biológica básica. Poderá uma célula, com características específicas, tais como a folha de uma árvore ou a pele de um mamífero, conter toda a informação genética que possibilite a génese de um indivíduo completo? O que É a CloNAgem continuar

6 © Landor 6 A clonagem induzida artificialmente é uma técnica da engenharia genética aplicada em vegetais e animais, ligada à pesquisa científica. A clonagem induzida em vegetais baseia-se na plantação de brotos e na criação de enxertos, nos quais são implantados brotos de plantas seleccionadas em caules de outros vegetais. Esta técnica é utilizada em larga escala em muitas culturas comerciais, com a finalidade de aumentar a produção, melhorar a qualidade e uniformizar a colheita. Em 1958, Frederic Steward e os seus colegas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos da América, isolaram células da raiz de uma planta a que retiraram a parede celular - protoplastas - e colocaram-nas num meio apropriado de cultura. As células proliferaram, formando uma massa que designaram por "gomo". Do "gomo" pôde então desenvolver-se uma planta completa possuindo todos os tipos das diversas células normalmente presentes. Pôde assim concluir-se que a célula da raiz colocada no meio de cultura era totipotente, isto é, capaz de gerar um indivíduo completo. Esta técnica é hoje utilizada para a obtenção de plantas com determinadas características específicas e sua multiplicação. É o caso da batateira, do tomateiro, da couve, da túlipa, do lírio, etc. O que É a CloNAgem continuar

7 © Landor 7 A clonagem induzida em animais pode usar como matéria-prima células embrionárias ou células somáticas (todas as células do corpo humano com exceção das reprodutivas), que são introduzidas em óvulos anucleados (sem núcleo) artificialmente. Em 1952 é realizada a primeira experiência do gênero, a clonagem de rãs a partir de núcleos de células somáticas. Em 1970 são feitas pesquisas com embriões de ratos e, nove anos depois, com ovelhas. Em 1993, cientistas norte-americanos clonam embriões humanos, mas posteriormente destroem as sementes. Em Fevereiro de 1997, o inglês Ian Wilmut (ver Wimut???), um embriologista, anunciou a primeira clonagem de um mamífero adulto a partir de uma célula somática: uma ovelha baptizada de Dolly.ver Wimut???Dolly Antigamente os indivíduos geneticamente iguais eram obtidos a partir de embriões, pequenos ovos gerados a partir do encontro de um óvulo com um espermatozóide, a técnica de clonagem partia da multiplicação forçada de embriões. Reproduziam-se num tubo de ensaio diversos embriões de uma matriz, que depois eram colocados nos úteros de várias fêmeas. O que É a CloNAgem continuar

8 © Landor 8 Wilmut revolucionou a técnica de fazer um clone. Ele eliminou a necessidade do encontro de espermatozóide com um óvulo, que até aqui era indispensável. Wilmut produziu a sua criatura usando um óvulo virgem, que nunca tinha sido fecundado. Para isso, retirou desse óvulo o seu núcleo original e colocou no seu lugar os genes de uma célula comum de outra ovelha, sendo esta clonada. O cientista inglês produziu um embrião com genes de uma célula comum, ou especializada. Essa célula tem origem de uma glândula mamária. Dali nasceria uma ovelha idêntica à dona da mama. Há duas diferenças básicas entre a clonagem induzida em animais feita a partir de células embrionárias e a realizada com células não reprodutivas. Os clones obtidos a partir de células embrionárias são limitados, pois cada ovo oferece somente de oito a 16 células capazes de gerar embriões. Além disso, como o embrião-clone derivou de um ovo, não se pode saber qual é o resultado final, pois ele é o produto de uma fecundação que contém uma combinação genética desconhecida, que ainda não manifestou as suas características. Quanto aos clones obtidos a partir de células não reprodutivas, o resultado é certo, pois já se conhece o ser adulto que vai originar os clones. Neste caso, pode ser feito um número ilimitado de cópias. O que É a CloNAgem continuar

9 © Landor 9 A ousadia do cientista inglês foi coroada pelos Britânicos, e foi merecidamente a sensação do planeta. O desenvolvimento e a expansão da técnica da clonagem e da própria engenharia genética abrem a possibilidade para a reprodução de órgãos humanos vitais para transplantes (ver clonagem terapêutica), a melhoria genética de vegetais e raças animais e a multiplicação de animais de espécies em extinção, como o urso panda e o rinoceronte branco. Ao mesmo tempo inicia uma discussão sobre os limites éticos e científicos da clonagem.ver clonagem terapêutica O que É a CloNAgem índice

10 © Landor 10 CloNAgem sIM ou NÃo entraríndice ver sondagens

11 © Landor 11 Há várias razões que sustentam que a clonagem somática humana para fins reprodutivos não deve ter lugar. Essas razões são de ordem prática, científica, legal e ética. Como razões práticas, deverá ser tida em consideração a baixíssima rentabilidade dos métodos descritos até agora. Mesmo as experiências que levaram à produção da ovelha Dolly ainda não foram reproduzidas (ver um em 277).ver um em 277 Em relação às razões científicas, haverá que ter em consideração o elevado nível de ignorância actual, nomeadamente no que respeita às formas de ultrapassar as consequências do encurtamento dos telómeros e do imprinting, a necessidade de atender à precaução como princípio a respeitar face à falta de estudos prévios em animais, capazes de conceder segurança ao método, e ao registo de problemas de saúde nos animais em que foi utilizada esta metodologia. Também sob o ponto de vista científico é possível demonstrar o atentado à diversidade que representaria a clonagem para fins reprodutivos, sabendo-se que a diversidade é a maior riqueza para a sobrevivência das espécies. Esta demonstração assenta na falta de crossing-over, de segregação independente dos cromossomas e de polialelismo. diversidade CloNAgem sIM ou NÃo continuar

12 © Landor 12 Portugal já rectificou o Protocolo Adicional à Convenção sobre Direitos Humanos e Bio medicina, [1] com efeitos a partir do dia 1 de Dezembro de Neste Protocolo é proibida a clonagem humana para fins reprodutivos, por a criação deliberada de seres humanos geneticamente idênticos ser considerada uma instrumentalização de seres humanos contrária à dignidade humana e um mau uso da biologia e da medicina. Entre as razões éticas destacam-se o facto de um embrião clonado não reproduzir as potencialidades que decorrem da diversidade presente nos embriões obtidos por fecundação, pelo que é negada a essência e o potencial da criação, inerentes a uma nova vida humana, na sua unicidade; será, por isso reprodução, mas não criação! Por isso, atenta contra a identidade do ser clonado e acarreta o risco de marginalização quando vier a ser confrontado com o facto de não ter pai nem mãe, por ser uma cópia e não um indivíduo, com previsíveis e graves consequências do âmbito da sua auto-imagem, afectivo, emocional e social. Tendo a sua origem, muito provavelmente, uma motivação egoísta e/ou narcisista de alguém que procura viver para além da morte, a sua autonomia, liberdade e crescimento como pessoa estarão ameaçados pela influência opressiva desse alguém que deseja reproduzir um seu igual. CloNAgem sIM ou NÃo continuar

13 © Landor 13 Na reflexão ética sobre a clonagem somática, deve ser tida ainda em consideração a utilização de ovócitos humanos e a possibilidade de instrumentalização da mulher como dadora de ovócitos. Poderá ser avançado um registo utilitarista para justificar a clonagem somática para fins reprodutivos, por invocação da necessidade médica deste processo para prevenir doenças hereditárias. Contudo, trata-se de um argumento que é anulado pelo recurso à fecundação in vitro, para obtenção de embriões, seguida de diagnóstico genético pré-implantatório, se não forem consideradas as questões éticas resultantes da eliminação de embriões humanos. Por outro lado, a sua defesa para combater formas de esterilidade que não teriam outras soluções, choca com as razões éticas antes aduzidas contra a clonagem reprodutiva. Quanto à clonagem somática para fins terapêuticos, encontra-se num estádio experimental muito precoce e as aplicações enunciadas correspondem a hipóteses, dentro do que é racionalmente expectável! Mantêm-se, por isso, as objecções de natureza científica e prática. No campo ético, existe a possibilidade de não ser atribuído o mesmo nível de dignidade ao embrião obtido por clonagem somática, em comparação com a dignidade intrínseca do potencial único de vida humana do embrião resultante da fecundação. Ponderando este aspecto e a CloNAgem sIM ou NÃo continuar

14 © Landor 14 eventual necessidade de recorrer à clonagem terapêutica para fins médicos, como único recurso para tratar casos extremos de doença grave numa pessoa, poder-se-á chegar a um ponto em que a ponderação dos valores em causa sustente a sua realização. Naturalmente que um embrião obtido por clonagem somática para fins terapêuticos não diverge biologicamente de um embrião que seja clonado, pelo mesmo processo, para fins reprodutivos. O abuso estará mais do lado de quem utilize este tipo de metodologia para fins reprodutivos, ignorando o atentado que fará ao processo de criação de vida humana, pelas limitações deste tipo de embrião, e as consequências graves por que se teme, actualmente, para o ser humano daí resultante. Em caso de abuso, um recurso médico pensado para tratar o sofrimento poderia vir a ser transformado em fonte de sofrimento para o ser humano que, eventualmente, viesse a desenvolver-se por este processo. A argumentação anterior relativamente à clonagem somática para fins terapêuticos poderá estar no fio da navalha! Poderá mesmo ser perigosa, quando atribui às finalidades e à mobilização ou não dos meios para as atingir (implantação ou não do embrião clonado no útero materno) a razão para o ganho de dignidade desta forma de vida humana, ou para a ausência dessa dignidade e a sua CloNAgem sIM ou NÃo continuar

15 © Landor 15 transformação ipso facto em recurso terapêutico! Talvez que, nesta fundamentação, haja inclusive algum nível de contaminação decorrente do utilitarismo positivista! Contudo, e como contraponto, regresse-se ao embrião humano criado por fecundação. Este embrião é facilmente compreendido como vida humana única e com dignidade intrínseca, determinada por uma só finalidade natural e servida por um só caminho (as células gaméticas haplóides são produzidas exclusivamente para a criação de um novo ser humano). Na clonagem somática, a génese do embrião é determinada por métodos contra natura, a finalidade tem determinação exógena ao embrião (a informação diplóide do DNA do núcleo de uma célula somática nunca seria o DNA de um embrião sem uma vontade extrínseca e tem limitações quando usada para esse fim) e, geneticamente, não se verifica unicidade no que à informação do DNA nuclear diz respeito. Contudo, se as finalidades de uma clonagem somática forem abusivamente alteradas no sentido da reprodução, e embora tal determinação exógena não altere as previsíveis limitações biológicas do embrião assim clonado, as finalidades passam a ser sobreponíveis às do embrião criado por fecundação. Não ganhando, por isso, qualidades idênticas às deste, ganhará idêntica dignidade, através das finalidades. CloNAgem sIM ou NÃo continuar

16 © Landor 16 Apesar de todo o envolvimento emocional e dos interesses materiais actualmente associados à clonagem somática para obtenção de células pluripotentes, talvez que, num futuro próximo, se venha a diluir a sensação de necessidade prática de a desenvolver, mesmo para fins terapêuticos. As células pluripotentes existem em grande número, na fase embrionária da vida humana, em número muito significativo no sangue fetal e em número reduzido ao longo da vida adulta. Na vida adulta, tem sido possível a sua identificação, nomeadamente na medula óssea e no sangue periférico. A investigação está a ser desenvolvida no sentido de caracterizar o seu potencial, em termos de obtenção de células diferenciadas que possam ser usadas para fins terapêuticos, por indução da diferenciação. Por outro lado, o sangue do cordão umbilical também possui células indiferenciadas que poderão vir, igualmente, a constituir-se como alternativa à clonagem para fins terapêuticos. Haverá ainda a possibilidade de recolher células indiferenciadas a partir de fetos que tenham sido objecto de aborto espontâneo. Nesta, como noutras áreas do conhecimento, não será o medo de alguns, em relação ao uso indevido do conhecimento, que evitará o progresso científico e técnico, mas será uma consciência ética bem formada de todos os cidadãos que evitará desmandos e usos indevidos desse mesmo progresso! Há pois lugar para a CloNAgem sIM ou NÃo continuar

17 © Landor 17 educação especificamente dirigida para a compreensão da ciência e para o seu potencial e finalidade, no que respeita à promoção do bem-estar humano que pode conceder e ao mal que, por abuso ou inconsciência, pode provocar. CloNAgem sIM ou NÃo índice

18 © Landor 18 CLonaGem TErapeutica entraríndice ver imagens

19 © Landor 19 De que se trata???? A clonagem não-reprodutiva com finalidade terapêutica começa, tal como a clonagem reprodutiva, pela transferência do núcleo de uma célula somática (isto é, não sexual) de um adulto para um ovócito (ou óvulo) a que previamente se havia extraído o seu núcleo. Se esse ovócito transnucleado entrar em divisão celular e originar um "embrião", este, em vez de ser transferido para o útero de uma mulher (como na clonagem reprodutiva), será desenvolvido in vitro até à fase de blastocisto com cerca de centena e meia de células, para se extrairem então, do seu interior, umas células especiais chamadas estaminais (stem cells). Estas são ainda suficientemente indiferenciadas. Em determinados meios podem multiplicar-se in vitro indefinidamente, mantendo a sua indiferenciação. Mas, cultivadas noutros meios, podem diferenciar-se in vitro de modo a produzirem, à imitação do que sucede in vivo, os vários tecidos do adulto (tecido nervoso, muscular, cartilagíneo, ósseo, etc.) que são então transplantados para o dador do núcleo com a esperança de o curar de doenças como Alzheimer, Parkinson, imunodeficiências primárias, afecções de ossos ou cartilagens, paraplegias, cancro e muitas outras. Nestas transplantações não haverá o problema de imuno-rejeição, visto haver identidade genética entre os tecidos do dador e os do receptor. CLonaGem TErapeutica continuar

20 © Landor 20 Dificuldades. São várias. Em primeiro lugar, para obter um "embrião" por este método, são necessárias centenas de tentativas fracassadas, o que exige que muitas mulheres estejam na disposição de fornecerem ingloriamente os seus ovócitos, com o perigo de que se caminhe para o sacrifício injusto da mulher ou para a tão condenada comercialização de gâmetas femininos. Em segundo lugar, os clones de mamíferos até agora obtidos (ovelha Dolly e muitos outros) sofrem de várias doenças e malformações. É de supor que as mesmas deficiências afectem os tecidos obtidos pela clonagem não-reprodutiva, que poderão ter efeitos negativos no paciente. Finalmente, até o próprio "pai" da ovelha Dolly, Ian Wilmut, acha que a técnica de clonagem não-reprodutiva é demasiado complexa e dispendiosa para se aplicar a cada paciente. Será mais viável partir das células estaminais dos muitos embriões que sobram de técnicas de reprodução assistida. Só que, nesse caso, não haverá identidade genética entre essas células e as do paciente, e será preciso ultrapassar o problema da imuno-rejeição. Perplexidades éticas. Trata-se de, para benefício próprio, interromper e desviar um processo embrionário que poderia dar origem a um ser humano como eu. Sacrifico uma vida humana em embrião, para a transformar num stock de CLonaGem TErapeutica continuar

21 © Landor 21 tecidos meus, sobresselentes, que me curem a mim. Soa a atroz egoísmo e quase neo-escravatura. Mas mesmo entre os autores que não subscrevem esta objecção, muitos se mostram preocupados com a transformação do estatuto da vida humana incoativa em algo semelhante a uma fábrica de produtos úteis. E essa preocupação aumenta ao constatarem-se as pressões comerciais que impulsionam a investigação em embriões humanos. Pode caminhar-se para a erosão do respeito pela dignidade intrínseca da vida humana. Melhor alternativa. As células estaminais não existem apenas nos embriões. Encontram-se também, ainda que em menor número, em órgãos do adulto. Há claras indicações de que elas se podem diferenciar in vitro em tecidos vários, diferentes daquele de que são originárias. Esta é uma alternativa válida, contra a qual não há objecções éticas, e em que o paciente é tratado com tecidos obtidos a partir das suas próprias células estaminais, evitando-se assim os problemas de imuno-rejeição. É possível que não seja economicamente tão rentável como a utilização de embriões, e por isso seja preterida, já que o poder económico domina hoje o progresso da ciência. CLonaGem TErapeutica índice

22 © Landor 22 Um eM 277 entraríndice

23 © Landor 23 Com o impacto da descoberta, vários detalhes a respeito da ovelha Dolly passaram quase em branco, como por exemplo o facto da clonagem ter, de uma forma geral, funcionado muito bem. Afinal, o clone nasceu com boa saúde. Contudo, a experiência, no seu todo, teve um resultado fraco se tivermos em conta que Ian Wilmut apenas conseguiu clonar uma ovelha, tendo sido implantados 277 embriões, originários de células comuns, em ovelhas utilizadas como mães de aluguer. Assim sendo, de um total de 277 embriões, apenas um filhote nasceu: Dolly. Para além disso, Wilmut realizou outras experiências utilizando embriões verdadeiros em vez de células comuns. A clonagem de embriões já é conhecida mas emprega embriões muito jovens. Wilmut testou estádios mais avançados de desenvolvimento para observar as diferenças. De 557 tentativas, apenas 7 filhotes nasceram. Esta baixa estatística indica que ainda falta aperfeiçoar bastante as técnicas na área da clonagem. Outro facto, citado pelo cientista no seu artigo publicado na revista inglesa Nature, é a possibilidade de Dolly não ter nascido de uma célula da mama mas de algum embrião real da ovelha de aluguer. Seria um grande banho de água fria. As chances são muito remotas mas todas as suspeita devem ser consideradas e investigadas. Um eM 277 índice

24 © Landor 24 Wilmut?????? entraríndice ver imagens

25 © Landor 25 Aos 52 anos e pai de 3 filhos, Wilmut é discreto e metódico. Não tem o perfil comum de uma grande estrela da ciência. Há já 20 anos que faz parte da equipa de 300 investigadores do Instituto Roslin, na pequena cidade com o mesmo nome. Situado a 10 quilómetros da capital escocesa, Edimburgo, o instituto fica numa grande planície onde a criação de ovelhas é uma actividade económica importante. Visto de fora, pode ser confundido com um grande estábulo. É natural que, nesse ambiente, a carreira de Wilmut se tenha orientado muito mais para a solução prática das questões básicas da pecuária e menos para as grandes indagações teóricas de Genética. A clonagem nunca foi o verdadeiro motor das minhas pesquisas, declarou Wilmut à agência de notícias Reuters logo após o sucesso com Dolly. O meu primeiro trabalho foi conseguir congelar um espermatozóide de porco. Mas é evidente que Wilmut acumulou um conhecimento acima do normal sobre o aparelho reprodutor dos animais, especialmente nos primeiros momentos da gestação, em que os embriões ainda têm escala microscópica de umas poucas células. Essa experiência parece ter sido decisiva para a façanha de transformar, pela primeira vez na história, uma célula adulta num embrião. Wilmut?????? índice

26 © Landor 26 AS dieTAs esTÃo na MOda entraríndice

27 © Landor 27 Ian Wilmut, para realizar o sonho impossível de fazer da sua célula especializada um embrião, apostou num palpite sensacional: a fome. Palpite esse que ainda não está inteiramente comprovado mas, pelo menos em teoria, é fabuloso. Primeiro submeteu a célula a uma dieta de sais comuns, como o cloreto de cálcio ou o sulfato de magnésio. Com isso, o núcleo teve que reduzir as suas actividades a quase zero, entrando num estado letárgico que os embriologistas chamam de quiescente. Neste estado, a célula interrompe o seu ciclo de crescimento normal, sendo possível, que ao ser transferida para o óvulo, se assumisse como um embrião, gerando assim uma nova ovelha (a Dolly). AS dieTAs esTÃo na MOda índice

28 © Landor 28 SonDaGEns … menu índice Sabe O que COnsite a Clonagem? 1 Sabe O que COnsite a Clonagem? A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? 2 A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? CloNAgem HUmaNa é: 4 CloNAgem HUmaNa é: é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais? 3 é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais?

29 © Landor 29 índice Sabe O que COnsite a Clonagem? 1 Sabe O que COnsite a Clonagem? A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? 2 A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? CloNAgem HUmaNa é: 4 CloNAgem HUmaNa é: é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais? 3 é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais?

30 © Landor 30 índice Sabe O que COnsite a Clonagem? 1 Sabe O que COnsite a Clonagem? A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? 2 A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? CloNAgem HUmaNa é: 4 CloNAgem HUmaNa é: é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais? 3 é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais?

31 © Landor 31 índice Sabe O que COnsite a Clonagem? 1 Sabe O que COnsite a Clonagem? A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? 2 A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? CloNAgem HUmaNa é: 4 CloNAgem HUmaNa é: é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais? 3 é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais?

32 © Landor 32 índice Sabe O que COnsite a Clonagem? 1 Sabe O que COnsite a Clonagem? A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? 2 A CloNAgem HUmaNa DEve ser PROibida? CloNAgem HUmaNa é: 4 CloNAgem HUmaNa é: é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais? 3 é a FAvoR oU ConTra a CloNAgem de ANiMais?

33 © Landor 33 DúVIdas??? entraríndice

34 © Landor Qual vai ser a idade do clone quando nascer? Terá a mesma idade de um recém-nascido? Essa preocupação surgiu ao verificar-se que o tamanho dos telômeros (as extremidades dos cromossomas que diminuem de tamanho com o envelhecimento celular) estava encurtado na ovelha Dolly. Recentemente, descobriu-se que Dolly está com artrite, uma doença que só aparece em animais mais velhos, confirmando, portanto, que ela está realmente com um envelhecimento precoce. Além disso, pesquisadores do Japão acabam de relatar que camundongos clonados também têm vida mais curta e apresentam problemas como lesões hepáticas, pneumonia grave, tumores e baixa imunidade Outros pesquisadores não observaram uma redução no tamanho dos telômeros em bezerros clonados, embora estes animais ainda não tenham vivido o suficiente para se verificar possíveis consequências da clonagem a longo prazo. De qualquer modo, isso mostra que esta questão, que é extremamente importante, continua em aberto. Sugere que existem diferenças de acordo com a espécie animal e que, portanto, não podemos extrapolar achados em modelos animais para os humanos. DúVIdas??? continuar

35 © Landor Como irão comportar-se os genes de imprinting, ou seja, genes que sofrem uma expressão diferente de acordo com a origem parental? Sabemos que existem alguns genes ou regiões cromossômicas que ficam normalmente silenciados (inativas) e que esse processo de "silenciamento", que é muito bem controlado, depende da origem parental (às vezes materna e às vezes paterna). Isto é, em relação a esses genes, o normal é ter somente uma cópia funcional e a outra "silenciada" (não funcional). Se, por um erro genético, uma criança receber duas cópias de um só genitor e nenhuma do outro, terá duas cópias não funcionais para essa região e isso poderá causar uma malformação ou doença genética. Podemos citar como exemplos a síndrome de Prader-Willi, caracterizada por distúrbios de comportamento e uma obesidade mórbida, ou a síndrome de Angelman, que causa um retardo mental profundo e ausência de linguagem. Ambas podem ser causadas se uma criança receber duas cópias do cromossomo 15 de um só progenitor (dissomia uniparental) - o que seria de se esperar no caso de uma clonagem. Estima-se que temos cerca de 30 genes que sofrem esse processo de imprinting, apesar do número exato ainda não ser conhecido. DúVIdas??? continuar

36 © Landor Será que o processo de formação de gametas e fertilização natural não nos protege contra mutações deletérias? Nossos genes sofrem mutações espontâneas o tempo todo, que ocorrem durante a replicação do DNA, antes da divisão celular. Entretanto, como a maioria das nossas células somáticas se divide continuamente, essa mutação, se for prejudicial à célula, provavelmente será logo eliminada. Além disso, se a mutação ocorrer em um gene que não se expressa naquele tecido, ela permanecerá neutra. Por exemplo: se ocorrer uma mutação em um gene que está em uma célula muscular, mas cuja função é fabricar uma enzima hepática, ela será inócua, pois não irá interferir no funcionamento do músculo. Entretanto, se essa mesma mutação estiver presente agora em um óvulo fecundado ou "clonado", ela será deletéria porque se espalhará por todos os tecidos, inclusive o fígado. Ao contrário das células somáticas, que se dividem constantemente, os óvulos já têm uma quantidade predeterminada. As mulheres já nascem com o número total de óvulos, embora normalmente só um amadureça por mês, durante o período reprodutivo. DúVIdas??? continuar

37 © Landor 37 Outra diferença existente é que as células somáticas do resto do corpo, aquelas que vão originar os gametas (masculino e feminino), sofrem um processo chamado meiose, no qual, após duas divisões celulares, o número de cromossomos fica reduzido à metade. Entre o terceiro e quinto mês da vida fetal as oogonias (células que vão originar os óvulos) começam a primeira divisão meiótica. Entretanto, após esse período, entram em um estado de dormência que persiste até a puberdade. Os óvulos só vão completar o processo de meiose (transformando-se, portanto, em um óvulo maduro) após a fertilização pelo espermatozóide.Por outro lado, os espermatozóides, que são produzidos continuamente durante a vida reprodutiva do homem, sofrem uma tremenda seleção no momento da fertilização. Por isso a pergunta: será que todo esse processo não nos protege contra mutações deletérias? DúVIdas??? continuar

38 © Landor O diagnóstico pré-natal permitirá que sejam identificados fetos malformados ou portadores de mutações deletérias? Segundo os defensores da clonagem humana, será possível identificar fetos defeituosos ou com mutações patológicas logo no início da gestação e evitar, assim, o seu nascimento. De fato, a ultra-sonografia e a análise dos cromossomos permitem hoje identificar a maioria das malformações fetais. Entretanto, sabemos que existem mais de 7 mil. doenças genéticas. As malformações congênitas ou as aberrações cromossômicas (no número ou estrutura dos cromossomos) representam uma proporção pequena dentre elas. A grande maioria das doenças genéticas é causada por mutações em um ou mais genes, e é essa a grande dificuldade. Como detectar mutações deletérias nos 30 mil ou mais genes humanos? Algumas doenças, como a fibrose cística, podem ser causadas por cerca de mil mutações diferentes em um único gene! Além disso, existem centenas de doenças graves, como as distrofias musculares progressivas, causadas por mutações gênicas e que só aparecem após o nascimento. Dizer, portanto, que será possível evitar o nascimento de crianças com doenças genéticas é uma utopia, porque hoje é tecnicamente impossível detectar todas essas mutações em um feto. DúVIdas??? continuar

39 © Landor E a fertilização in vitro não é a mesma coisa? De acordo com Brigitte Boisselier, a técnica de fabricar cópias humanas seria um método alternativo à reprodução, assim como a fertilização assistida adoptada por casais inférteis ou homossexuais. Os defensores da clonagem humana argumentam que a fertilização in vitro, quando iniciada há 20 anos, também gerou protestos mundiais e hoje temos milhares de crianças que nasceram graças a essa tecnologia. Entretanto, a grande diferença entre as duas tecnologias é que na reprodução assistida utilizam-se as células sexuais, o óvulo e o espermatozóide, que foram programadas para essa função e passaram pelo processo da gametogênese (formação de gametas) e da meiose. A fertilização assistida simplesmente facilita o encontro do óvulo e do espermatozóide quando isso não ocorre naturalmente e não pressupõe o uso de outras células, como as células somáticas, que não foram programadas para gerar um novo ser humano. Depois de todos esses argumentos contra a clonagem humana, quais são os aspectos positivos? O lado bom é que experiências com animais clonados têm nos ensinado muito acerca do funcionamento celular e abre novas perspectivas terapêuticas. DúVIdas??? índice

40 © Landor 40 CloNAgem By: A.rita Eliana João Pedro e Sofia índice Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de CTV, mais concretamente, a pedido da professora Delfina. Para isso colaboraram em conjunto os alunos do décimo primeiro B da escola secundária de Santa Maria da Feira de nomes Ana Rita, Eliana, João, Pedro e Sofia respectivamente números 2, 6, 15, 20 e 23.

41 © Landor 41 Em consequência da diversidade resultante do crossing-over, da segregação independente e do polialelismo, nunca terão existido, desde que o homem é homem, dois seres humanos iguais à face da Terra. No seu conjunto, considerando apenas um crossing-over por cada par de homólogos de cromossomas, a segregação independente e assumindo que as diferenças entre o conteúdo alélico paterno e materno são da ordem de 10%, chega-se à conclusão de que poderão ser produzidos mais do que 6x1043 zigotos diferentes na espécie humana. Este valor é demonstrativo da unicidade de cada ser humano, mesmo considerando apenas a sua dimensão biológica, com base na recombinação da informação genética, a nível nuclear. Após a replicação que antecede uma divisão celular por meiose (a divisão que está na base da formação dos gâmetas), os cromossomas homólogos de cada par juntam-se e ocorre o crossing-over. Este fenómenio consiste na troca de material entre os cromossomas, normalmente em uma, duas ou três regiões. Em cada meiose humana, há cerca de 50 crossing-overs. Contudo, os locais em que ocorre crossing-over não são constantes, pelo que um mesmo par de cromossomas pode originar cromossomas com informação diferente em células diferentes (v.g., um cromossoma 2 herdado do pai, pode ter alguma informação genética diferente em dois gâmetas do mesmo indivíduo). continuar

42 © Landor 42 A segregação independente resulta do facto de os dois cromossomas de cada par de homólogos se ligarem às fibras do fuso mitótico, durante a metafase da meiose: um a fibras de um dos pólos da célula e o outro a fibras do outro pólo da célula. Contudo, a distribuição dos cromossomas de cada par é aleatória, no que respeita à sua origem paterna ou materna. Assim, o homólogo de origem paterna do par 1 pode ligar-se às fibras de um dos pólos da célula em divisão e o homólogo de origem paterna do par 2 pode ligar-se às fibras do outro pólo ou do mesmo. Esta distribuição ao acaso está na base da segregação independente que fundamenta a 2ª lei de Mendel e permite que haja recombinação do complemento cromossómico das células filhas por mistura de cromossomas de origem paterna e materna, com a probabilidade de se formarem 223 ( ) combinações diferentes nos gâmetas. Sendo idêntica a probabilidade de se formar um número igual de gâmetas diferentes no outro membro do casal, o número possível de zigotos diferentes que se podem originar por fecundação de um ovócito por um espermatozóide é de (223)2, ou seja, algo mais do que 70 triliões de possibilidades diferentes. Para comparação das ordens de grandeza envolvidas, refira-se que o número actual de seres humanos é apenas de cerca de 6 biliões! Voltar

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44 © Landor 44 Clonagem Terapêutica Clonagem Terapêutica continuar

45 © Landor 45 continuar O que é a Clonagem O que é a Clonagem

46 © Landor 46 continuar

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