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Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas BACIAS DE DISSIPAÇÃO.

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1 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas BACIAS DE DISSIPAÇÃO DE ENERGIA_Parte A Engª da Água em Zonas Rurais 1 Considerações gerais Bacias de dissipação por ressalto hidráulico. Tipos Dimensionamento

2 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas excesso de energia dos escoamentos; obras onde ocorra a dissipação da energia; restituição dos caudais feita em condições que se aproximam das naturais. Considerações gerais Porque é necessário dissipar a energia dos escoamentos 2

3 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Como se processa a dissipação da energia do escoamento Energia mecânica da água Energia de turbulência Calor atrito interno e com as fronteiras dissipação de energia em excesso nos escoamentos num curto desenvolvimento ocorrência de escoamentos com elevada intensidade de turbulência requer 3 As estruturas de dissipação são, pelo exposto, colocadas a jusante de canais, descarregadores, quedas, etc. São dimensionadas de modo a: desencadearem a ocorrência de um ressalto hidráulico, dissipador de energia; criarem um caudal de restituição (tailwater) com velocidade igual à do canal receptor a jusante.

4 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas O ressalto hidráulico, que ocorre na transição do regime rápido para o regime lento, é um escoamento rapidamente variado, com elevada intensidade de turbulência e, consequentemente, com significativa dissipação de energia. Outros escoamentos macro turbulentos frequentemente utilizados como meio de dissipação de energia: formação de vórtices de eixo horizontal; existência de macro rugosidades nos canais; penetração de jactos em colchões de água; impacto de jactos em fronteiras sólidas; cruzamento de jactos; queda livre 4

5 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Tipos de estruturas mais frequentemente adoptadas para dissipação da energia dos escoamentos: Bacias de dissipação por ressalto hidráulico; Bacias de dissipação por roller; Bacias de dissipação de impacto; Macrorugosidades 5

6 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 6 L Z0Z0 Z1Z1 Z2Z2 Z3Z3 LMLM LBLB LJLJ h0h0 h1h1 h2h2 h3h3 SoSo SMSM SJSJ Canal de acesso Canal de restituição 1. BACIAS DE DISSIPAÇÃO POR RESSALTO HIDRÁULICO

7 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Condições de dimensionamento das bacias de dissipação por ressalto: características do escoamento à entrada da bacia (h 1, v 1 e F R1 ) e características do escoamento no curso de água na secção de restituição (h 3, V 3 e F R3 ). (ver esquema) características geométricas da bacia: comprimento, largura e dimensões dos acessórios que se pretenda introduzir com o objectivo de reduzir o comprimento do ressalto hidráulico, de promover a fixação do ressalto hidráulico dentro da bacia ou de evitar as escavações imediatamente a jusante da bacia de dissipação; cota da soleira da bacia de dissipação; localização da secção de montante da bacia de dissipação. O dimensionamento das bacias de dissipação de energia por ressalto implica a determinação dos seguintes parâmetros: 7

8 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas L Z0Z0 Z1Z1 Z2Z2 Z3Z3 LMLM LBLB LJLJ h0h0 h1h1 h2h2 h3h3 SoSo SMSM SJSJ W0W0 W M = B WJWJ Dimensionamento das bacias de dissipação Objectivos do dimensionamento: Obter uma estrutura que contenha o ressalto hidráulico; Estabilizar o ressalto para controlo do escoamento a jusante; Minimizar o comprimento da bacia. 8

9 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Refere-se à opção por um dos diversos tipos de bacias de dimensões normalizadas propostas por alguns organismos de investigação; Destaca-se o USBR (1987), que propõe três tipos de bacia de dissipação em função do número de Froude na secção de montante da bacia. De entre as diversas bacias passíveis de ser aplicadas, deve escolher-se a que tiver menores dimensões. Escolha do tipo de bacia de dissipação por ressalto hidráulico 9

10 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas A) Bacia de planta rectangular e fundo horizontal, Tipo I (USBR) Devem ter as dimensões necessárias para confinar o ressalto formado para o caudal de dimensionamento, sem nenhuma estrutura adicional. Condições de utilização quedas superiores a 60 m e caudais por unidade de largura < 45 m 2 /s Geralmente não é uma estrutura prática devido ao seu comprimento excessivo (uma vez que não tem estruturas adicionais); Para ajudar a fixação do ressalto e diminuir o comprimento da bacia, utilizam-se diversos dispositivos (originam as bacias do tipo II, III e IV). O seu dimensionamento fornece a base para o calculo dos restantes tipos de bacias. Às três referidas, junta-se a mais simples, Tipo I: 10

11 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Passo 1- Determinar condições hidráulicas na saída do canal de acesso: q 0, h 0, v 0, F R0 Procedimento geral para todos os tipos de bacias (baseado nas bacias do tipo I) Canal de acesso Canal de restituição [como o regime é rápido (comandado por montante), h 0 = h u, podemos considerar j = so] 11

12 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Passo 2 - Determinar condições hidráulicas no canal de recepção: v 3, hu 3 Fr 3 Sem bacia o ressalto formar-se-ia no canal de recepção, o que é indesejável => é necessária uma BDE que acomode o ressalto Passo 3 – Estimar a altura conjugada de h 0, para verificar a necessidade de bacia por comparação com h 3 (ou h TW ) Passo 4 1ª tentativa de cálculo da cota da soleira da bacia (Z 1 ), da largura da bacia (W B ), dos declives de montante (S M ) e de jusante (S J ). determinação das condições à entrada da bacia q 1, h 1, v 1, F R1. seleccionar o tipo de bacia com base no nº Froude, Fr C é a relação entre as alturas a montante e a jusante (tailwater)

13 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Determinar a cota da soleira da bacia (Z 1 ), de modo a acomodar a altura conjugada do ressalto (h 0 ). É aconselhável utilizar um factor de segurança de 5 % aplicado à TW Escolher largura da bacia, W B e declives dos taludes S M e S J (começa por se atribuir valores típicos, W B = W C e S M e S J = 0.5) Calcular o comprimento da transição, L M : Verificar se a largura atribuída à bacia é aceitável se Então W B OK 13

14 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Determinar condições à entrada da bacia, h 1, v 1, F R1 Para o cálculo da velocidade e de altura de escoamento à entrada da bacia, é necessário aplicar a equação da energia e da continuidade entre o troço final do canal de acesso e a secção inicial da bacia Resolver iterativamente no excel 14

15 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Calcular o comprimento a jusante, L J Calcular o comprimento da bacia (L B ), a partir da Figura; Verificar se há tailwater suficiente para forçar o ressalto na bacia a montante, comparando (h 2 + Z 2 ) com (h 3 + Z 3 ). Determinar o desnível para o canal de recepção a jusante Se (h 2 + Z 2 ) há ressalto na BDE e seguimos para o próximo passo Se (h 2 + Z 2 ) > (h 3 + Z 3 ) => o ressalto sai da BDE=> voltamos ao passo 4 e alteramos diminuímos a cota da soleira, Z 1 Passo 5 Calcular a altura conjugada do ressalto (h* 1 ) – será o h 2 da Figura 15 Sendo S o o declive do canal de acesso

16 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Passo 6- Determinar o raio da curvatura (m) para a mudança de declives entre o descarregador e a bacia Passo 7- Dimensionar os elementos adicionais, específicos para cada tipo de bacia 16

17 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 17 Exemplo: Dimensionar uma bacia de dissipação por ressalto livre, para as seguintes condições Canal de acesso: Q = 11.8 m 3 s -1 ; b = 3 m; K = 67 m 1/3 s -1 ; S 0 = 6.5 % Z 0 = 30.5 m Canal de restituição: b = 3.10 m; s = 1:2 (V:H); K = 33 m 1/3 s -1 ; S 0 = 0.35 % Passo 1: q 0 = 3.93 m 2 s -1 ; hu 0 = 0.46 m; Fr o = 4.02; v 0 = 8.53 m s -1 Passo 2: hu 3 = 1.25 m; Fr 3 = 0.48; v 3 = 1.69 m s -1 Passo 3: h* o = 2.61 > hu 3 = 1.25 m => é necessária a construção da bacia

18 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 18 Passo 4: Z 1 = Z 0 – (2.61 – 1.25) = m Assumir W B = b = 3 m Assumir S M e S J = 0.5 m m-1 Calcular L M = 2.72 m Verificar W B h 1 = 0.39 m, v 1 = 9.8 m s -1 Fr 1 = 5.1 Passo 5: h* 1 = 2.82 m Ábaco=> LB = m L J = 0.21 m Z 3 = m > => voltar ao passo 4 e diminuir z 1

19 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas B) Bacia com blocos de queda e soleira dentada, Tipo II (USBR) Condições de aplicação: F R > 4.5 quedas superiores a 65 m e caudais unitários > 45 m 2 s -1 Foi desenvolvida para utilização em descarregadores de grande queda e canais de grande largura; 19

20 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Consegue reduzir-se para 70%, o comprimento, em relação ao de uma bacia simples, do tipo I; Acessórios utilizados: blocos de queda; soleira de estabilização dentada Blocos de queda Soleira dentada 20

21 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 21 Passo 5: A altura de jusante deve ser igual à altura conjugada do ressalto (h 1 *) podendo atribuir-se um factor de segurança de 0.5 % Procedimento para bacias tipo II USBR Passos 1 a 4 e 6 são iguais ao caso das bacias de ressalto livre (Tipo I) Passo 5: no ábaco escolher a curva relativa à bacia do tipo II => menor comprimento C = 1 ou 1.5 Passo 7: Dimensionar elementos adicionais

22 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas no extremo de jusante cria turbilhões que tendem a estabilizar o fundo a jusante, ainda que construído por elementos móveis. dividem a lâmina líquida em jactos diferenciados, sendo desviados do fundo os que passam sobre os blocos; cria-se um grande número de turbilhões dissipadores de energia, permitindo diminuir a tendência para o ressalto se deslocar para jusante. Blocos de queda Soleira dentada Os acessórios das bacias contribuem para: aumentar a capacidade de fixação do ressalto: reduzir a submersão em relação ao valor requerido numa bacia sem acessórios (em alguns casos). Como actuam: 22

23 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 23 Altura = 0.2 x h 2 ; Espaçamento máximo = 0.15 x h 2 ; Espessura = x h 2 ; Para bacias estreitas, a largura e espaçamento podem ser reduzidas mas devem ser iguais. Soleira dentada: 23 Blocos de queda: nº de blocos, N bq ; Largura dos blocos, W bq ; Espessura dos blocos, E bq ; Altura dos blocos, h bq ;

24 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 24 Altura dos blocos de queda, h bq, deve ser igual a h 1. Se h 1 for menor do que 0.2 m, então h bq = 0.2 m. Sendo N bq o nº de blocos de queda, W B a largura da bacia e h 1 a altura de escoamento à entrada da bacia A largura de bacia que sobrar deve ser dividida igualmente pelos dois espaços entre os blocos e as paredes laterais da bacia; Sendo W 1bq a largura dos blocos, W 2bq o espaçamento entre blocos 24 As equações calculam N blocos e N-1 espaços entre blocos; A largura dos blocos pode ser reduzida, desde que W 1 = W 2

25 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas C) Bacia com blocos de queda, blocos de amortecimento e soleira terminal contínua, Tipo III USBR desenvolvida para utilização em pequenos descarregadores e canais de pequena largura (bacias curtas a jusante de estruturas que transportem caudais relativamente baixos, com velocidades moderadas) Blocos de queda Blocos de impacto Soleira terminal 25 Acessórios utilizados: blocos de queda; blocos de impacto; soleira de estabilização lisa Condições de aplicação: F R > 4.5 caudais unitários < 18 m 2 s -1 velocidades moderadas, m s -1.

26 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 26 Procedimento para bacias tipo III USBR 26 Passos 1 a 4 e 6 são iguais ao caso das bacias de ressalto livre (Tipo I) Passo 5: no ábaco escolher a curva relativa à bacia do tipo III Passo 5: No cálculo da altura conjugada deve usar-se C=1.0. (o mesmo que para o ressalto livre), embora no mínimo possa utilizar-se um C=0.85 ; C = 1 ou 0.85 Passo 7: Dimensionar elementos adicionais

27 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas recebem o impacto do escoamento criando grandes turbilhões que dissipam energia; Ocorrem grandes flutuações de pressão que podem provocar cavitação e erosão dos blocos. Blocos de impacto dirige as correntes para cima afastando-as do fundo à saída da bacia. Soleira contínua 27

28 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas A espessura de topo dos blocos de impacto deve ser de 0.2h 3, sendo o declive da face de jusante de 1:1; A altura dos blocos de impacto, h bi é calculada como: O nº de blocos de impacto, N bi, é dado por: A largura, W 3bi e o espaçamento, W 4bi dos blocos de impacto são dados por: 28 A altura da soleira contínua de jusante, h sc é calculada como: A distância entre os blocos de impacto e os blocos de queda deve ser = 0.8 h 2 O declive da face de montante da soleira deve ser de 0.5:1 (V:H) => calcular comprimento da soleira. Blocos de impacto Soleira contínua Soleira contínua: Blocos de impacto:

29 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 29 As equações fornecem Ni blocos de impacto e Ni-1 espaçamentos entre eles. O espaço que sobra é dividido igualmente pelos espaços entre os blocos das extremidade e as paredes laterais. A largura e o espaçamento podem ser reduzidos para estruturas mais estreitas, desde que na mesma quantidade. 29

30 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas d) Bacia com deflectores e soleira terminal contínua, Tipo IV USBR O comprimento a dar à estrutura é igual ao definido para a rectangular simples (ressalto livre) Desenvolvida para canais, ou outro tipo de estrutura de aproximação para os quais o nº de Froude é relativamente baixo. Condições de aplicação: Adequadas para o ressalto oscilante, 2.5 > F R < 4.5 quedas < 15 m A sua eficiência para esta gama de baixos Fr, reside no efeito dos deflectores, que atenuam significativamente as ondulações 30

31 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 31 Procedimento para bacias tipo IV USBR Passos 1 a 4 e 6 são iguais ao caso das bacias de ressalto livre (Tipo I) Passo 5: no ábaco escolher a curva relativa à bacia do tipo IV Tipo I Passo 5: No cálculo da altura conjugada deve usar-se obrigatoriamente C=1.1, ou seja a altura de jusante deve ser 10 % superior à altura conjugada. C = 1.1 Passo 7: Dimensionar elementos adicionais (ver procedimento para bacias II e III) a altura dos blocos de queda deve ser 2h 1 ; a face de jusante dos blocos de queda deve ser inclinada a 5º.

32 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 32 nº de blocos de queda, N bq As equações calculam N blocos e N-1 espaços entre os blocos; (A largura dos blocos deve ser menor ou igual que h 1 ) A largura de bacia que sobrar deve ser dividida igualmente pelos dois espaços entre os blocos e as paredes laterais da bacia; A altura da soleira contínua de jusante, h sc é calculada como: O declive da face de montante da soleira deve ser de 0.5:1 (V:H) => calcular comprimento da soleira. Soleira contínua: Blocos de queda Soleira contínua

33 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Expansão e depressão à entrada da bacia de dissipação Quanto maior for o n Froude à entrada da bacias, mais eficiente será o ressalto hidráulico e menor comprimento de bacia será necessário; Para aumentar o nº Fr à medida que a água escoa para a bacia, são usadas expansões e depressões; Estas convertem energia potencial em energia cinética ao permitirem que o escoamento expanda, caia ou ambos; Como resultado a altura de escoamento diminui e a velocidade aumenta, aumentando o Fr. 33

34 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 34 No relatório do trabalho prático nº 2, secção de resultados, os alunos devem apresentar: A) Esquema de dimensionamento em corte longitudinal, com apresentação das dimensões da bacia e das alturas de escoamento nas 4 secções de interesse. Exemplo: Esquema de dimensionamento em corte longitudinal para uma bacia Tipo III (em papel milimétrico e à escala)

35 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 35 B) Esquema de dimensionamento em perspectiva, com apresentação das dimensões da bacia e dos elementos adicionais Exemplo: Esquema de dimensionamento em perspectiva para uma bacia Tipo II (em papel milimétrico e à escala)

36 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 36 C) Quadros resumo com os dados do problema e as variáveis de dimensionamento calculadas Quadro 1 - Condições hidráulicas h (m) v (m s -1 ) Frq 0 (m 2 s -1 ) Secção 0 Secção 1 Secção 2 Secção 3 Quadro 2 - Dimensões da bacia de dissipação do Tipo__ Declives (m m -1 ): Canal de acesso Canal de restituição Bacia a montante Bacia a jusante Comprimentos (m): Bacia a jusante Fundo da bacia Bacia a jusante

37 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas 37 Quadro 3 - Dimensões dos elementos adicionais (m) Blocos de queda Largura Espaçamento Altura Comprimento Distância às paredes laterais Blocos de impacto Largura Espaçamento Altura Comprimento Distância às paredes laterais Distância aos blocos de queda Soleira dentada/contínua Altura Comprimento Inclinação

38 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Altura dos muros Os muros da bacia de dissipação de energia devem apresentar coroamento horizontal com uma folga relativamente ao nível de jusante que, segundo BUREC (1987) deve ser f = 0,1(V1 + h2 ), com f [m]; V1 [m/s]; h2 [m] (2) Caso se julgue necessário para protecção do terreno ou estruturas a montante da secção de restituição contra a turbulência do escoamento, poder-se-ão prever muros-ala que ligarão as paredes da bacia ao terreno ou estruturas existentes. Na Figura 3 apresenta-se uma vista dos muros-ala da bacia de dissipação da barragem do Beliche. Aspectos complementares do dimensionamento Escavação a jusante e muros-ala Considera-se adequado prever uma plataforma horizontal a jusante da bacia de dissipação de energia por ressalto, cuja concordância com o terreno envolvente se efectuará mediante rampas de escavação com declive não acentuado, adequado às respectivas características geotécnicas. 38

39 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas Enrocamentos de protecção: No caso da bacia se localizar em terrenos susceptíveis de sofrerem erosões inaceitáveis no decurso do normal funcionamento deste órgão, deve prever-se a jusante da bacia um revestimento com enrocamento de protecção com dimensão adequada à velocidade média do escoamento à saída da bacia e tendo em consideração a elevada turbulência residual que este escoamento ainda possui. 39

40 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas A bacia de dissipação do tipo IV é a que apresenta menor comprimento, seguida pela do tipo III e, finalmente, pela do tipo II. A preferência pelas bacias do tipo III e IV é, assim, evidente. Salienta-se que a bacia do tipo IV se utiliza para 2,5

41 Bacias de dissipação de energia UC Engª Água ZR / 2º ciclo de Eng Ambiente M ª Rosário Cameira /Departamento de Engª Biossistemas A bacia do tipo III necessita de uma altura de água sobre a soleira de apenas 0.8h 2 para que o ressalto se mantenha no seu interior, enquanto que a bacia do tipo II necessita de 0.95h 2 ;. Peterka (1978) refere ser aconselhável considerar alturas de água sobre estas bacias de 1.1h 2 e 0.9h 2 para as bacias do tipo II e III, - medida cautelar em relação à incerteza com que habitualmente se conhece o nível na secção de restituição para o caudal de dimensionamento da obra Para a bacia do tipo IV, recomenda-se uma altura de água h 2. BUREC (1987) refere que não foram efectuados testes relativos à erosão a jusante da bacia do tipo IV e ao carregamento do material para dentro da bacia, pelo que, no caso de não serem efectuados ensaios hidráulicos que permitam estudar este fenómeno, se devem tomar precauções para evitar tal erosão. 41 Bibliografia: Pinheiro, A.N Estruturas hidráulicas: obras de dissipação de energia. Instituto Superior Técnico, Departamento de Engº Civil/secção de Hidráulica Hydraulic Design of Energy Dissipators for Culverts and ChannelsHydraulic Design of Energy Dissipators for Culverts and Channels.Publication No FHWA-NHI , U.S. Department of Transportation., July Lencastre, A Hidráulica Geral. Lisboa


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