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Finalidades curriculares Contribuir para a formação académica e pessoal, promovendo o gosto pelo saber e a responsabilidade, através da participação em.

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2 Finalidades curriculares Contribuir para a formação académica e pessoal, promovendo o gosto pelo saber e a responsabilidade, através da participação em práticas pedagógicas de desenvolvimento do programa Promover a educação para a arte, a cultura e para o património Objetivos curriculares Perceber o papel de Lisboa no património literário e cultural do século XIX ao presente Ampliar e/ou aplicar conhecimentos adquiridos nas aulas Desenvolver práticas de relacionamento interpessoal favoráveis ao exercício da autonomia, da cidadania e do sentido de responsabilidade. Visita de Estudo Interdisciplinar

3 A cidade de Ulisses * Lenda de Lisboa Diz a lenda que outrora existia aqui um reino chamado Ofiusa, o reino das serpentes, ao qual veio aportar o herói navegador Ulisses. As serpentes tinham a sua rainha meio mulher, meio serpente, com graças e jeitos de menina, para melhor seduzir. A Ulisses porém, não conseguiu. O famoso guerreiro fingiu-se enamorado para que a estranha rainha, desse modo, permitisse que os seus companheiros desembarcassem e se instalassem em terra. Com eles desembarcaram material e ferramentas para se começar a erguer a cidade. Depois de realizados os seus intentos, Ulisses iludiu-a e fugiu. Num grande esforço para alcançar o enganador, a rainha das serpentes quis aglomerar-se sobre a cidade, até ao rio, até ao mar. E daí ficaram as sete colinas, único resultado das contorções finais da pobre rainha ludibriada. Camões, no canto III dos Lusíadas também se refere a Ulisses: Ulisses é o que faz a santa casa/(...) cá na Europa Lisboa ingente funda. Fernando Pessoa, na Mensagem, apresenta deste modo Ulisses e a lenda que o associa à fundação de Lisboa: Este que aqui aportou,/Foi por não ser existindo./Sem existir nos bastou./Por não ter vindo foi vindo/ E nos criou//Assim a lenda se escorre/A entrar na realidade,/E a fecundá-la decorre/. Em baixo, a vida, metade/De nada, morre. * Ulisses (também chamado de Odisseu) - Herói da Odisseia (Homero), epopeia da Grécia antiga.

4 Itinerário de Visita Iremos visitar e/ou explorar locais importantes na vida e na obra de grandes autores da literatura portuguesa, estudados no Programa: Almeida Garrett, Eça de Queirós, Cesário Verde, José Saramago e, em particular, Fernando Pessoa. Sendo a literatura um espelho da sociedade, também é importante conhecer locais do património histórico, cultural e científico que caracterizavam o ambiente da capital e moldaram as vidas e as obras destes escritores dos séculos XIX e XX, e de Portugal. Interessa-nos, por fim, perceber os ecos deste passado na atualidade e testemunhar a presença da cultura, da arte e da ciência no eixo Baixa-Chiado. Saída de Torres Vedras (escola) – 8h15 Manhã: Museu Gulbenkian Tarde: Museu da Farmácia Visita guiada pelo centro histórico Baixa-Chiado, com recurso às palavras dos nossos escritores: Os 4 teatros - Trindade, S. Luís, S. Carlos, D. Maria II. A Estatuária e a toponímia - os nossos escritores nos Largos da Baixa- Chiado: Largos do Carmo, de Camões, do Chiado, do Barão de Quintela, de S. Carlos. Os cafés e livrarias: de Bocage a Pessoa - Nicola, Brasileira do Chiado, Martinho da Arcada. Liv. Bertrand, Sá da Costa. O património arquitetónico – Igrejas de S. Roque, de Nossa Senhora do Loreto, da Encarnação e de S. Domingos; Basílica dos Mártires; ascensores da Glória e de Santa Justa, Teatros Nacionais de S. Carlos e D. Maria II; Baixa pombalina; miradouros de S. Pedro de Alcântara e de Santa Catarina. Noite: Ida ao Teatro Regresso: imediatamente a seguir ao fim da peça (c. 23h)

5 Lisboa de outrora de hoje! «Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras, Acordar da Rua do Ouro, Acordar do Rossio, às portas dos cafés, Acordar E no meio de tudo a gare, que nunca dorme, Como um coração que tem de pulsar através da vigília do sono.» Fernando Pessoa/ Álvaro de Campos

6 Rossio - Chiado - os escritores e os cafés de Lisboa Se o país era Lisboa, o eixo Rossio - Chiado era o seu coração. Nele existiam os mais movimentados cafés da capital, onde até altas horas da madrugada se reuniam as tertúlias literárias, artísticas e intelectuais. Alguns já desapareceram, mas outros, felizmente permanecem, como o Nicola, poiso do poeta Bocage, aí perpetuado numa escultura, a Pastelaria Bénard, e, claro, a Brasileira do Chiado e o Martinho da Arcada, o mais antigo café de Lisboa, locais de eleição de Fernando Pessoa. « - Fica agora em Lisboa? – perguntou-lhe Maria Eduarda. /- Não, minha senhora, só o tempo de cumprir o meu dever de cidadão, subindo duas ou três vezes ao Chiado» (Os Maias) «A pequena Lisboa (...) vive entre o Grémio e a Casa Havaneza» (Eça de Queirós, Os Maias) « Não lhe mando o Jornal porque lhe escrevo à pressa, da Brasileira do Chiado.» (Fernando Pessoa, Carta a A. Côrtes Rodrigues)

7 Património histórico-cultural Igreja dos Mártires «O sino da minha aldeia, (...) é o da Igreja dos Mártires, ali ao Chiado. A aldeia em que nasci foi o Largo de S. Carlos (Fernando Pessoa, 1931) Esta era a zona de maior concentração de Teatros, de livrarias, de grémios literários, de lojas de produtos importados, de miradouros panorâmicos, de «novidades» como os ascensores que uniam a alta e a baixa, de grandes e importantes templos. Era, afinal, uma «aldeia» para quem ali nascera ou quem trabalhava, vivia e convivia «entre o Grémio e a Casa Havaneza» (Eça de Queirós)

8 Os 4 Teatros Trindade S. Carlos S. Luís D. Maria II

9 Brevíssima história de Lisboa Lisboa é uma das capitais mais antigas da Europa. Devido à sua posição geográfica privilegiada, a região de Lisboa foi habitada pelo Homem desde épocas muito remotas. Os Fenícios em 1200 a.C. vinham do Mediterrâneo e faziam aqui os seus negócios. Só na época romana, a partir do séc. II a.C., Lisboa passou a ser considerada cidade. A Lisboa romana está toda soterrada. Há alguns vestígios conhecidos. No princípio do século V, com a decadência do Império Romano, Lisboa foi invadida por povos do norte da Europa. Em 714, os Muçulmanos ocuparam todo o sul da península Ibérica e fixaram-se na antiga colónia fenícia, a qual dominaram durante vários séculos. Para se protegerem construíram uma cerca à volta do Castelo, a Cerca Moura. Em 1147, D. Afonso Henriques, 1º rei de Portugal, depois de várias tentativas, conquistou definitivamente Lisboa aos Mouros, com a ajuda de cruzados normandos, flamengos, alemães e ingleses que se dirigiam para a Terra Santa.

10 A partir de meados do século XIII, intensificou-se o comércio e D. Afonso III fez de Lisboa a capital do reino e aí instalou a sua corte, tornando-se o Rossio a principal praça pública de Lisboa. No século XVI, Lisboa tornou-se um dos centros mais dinâmicos da expansão ultramarina. Vasco da Gama chegou à Índia; Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil. Na sequência das Descobertas, as riquezas abundavam e os estrangeiros eram numerosos. D. Sebastião desaparece na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, e Portugal acabou por perder a sua independência A 1 de Dezembro de 1640, em Lisboa, D. João IV, o Restaurador, dá início à 4ª dinastia. Na 1ª metade do século XVIII, com D. João V, a corte viveu novamente com riqueza, devido ao ouro e diamantes do Brasil. No dia 1 de Novembro de 1775, um enorme terramoto destruiu grande parte de Lisboa. Foi totalmente reconstruída do Rossio até ao rio Tejo, pelo Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I. Ficou com um aspeto grandioso e inovador para a época, sendo conhecida pela Baixa Pombalina - "Na parte que abateu no terramoto,/ Muram-se as construções retas, iguais, crescidas(Cesário Verde). Nos séculos XIX e 1ª metade de XX, a Baixa e o Chiado consolidam-se como centros da vida comercial, social e intelectual da cidade. No séc. XX, esta mesma zona de Lisboa foi palco dos dois acontecimentos políticos mais marcantes: a Proclamação da República, em 1910 (Largo do Município); o 25 de Abril de 1974 (Largo do Carmo).


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