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CURATIVOS Enfª. Ir. Liliane Pereira Enfª. Marina Sanchez.

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1 CURATIVOS Enfª. Ir. Liliane Pereira Enfª. Marina Sanchez

2 CONCEITO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida.

3 OBJETIVOS Tratar e prevenir infecções; eliminar os fatores desfavoráveis que retardam a cicatrização e prolongam a convalescência, aumentando os custos do tratamento. Diminuir infecções cruzadas, através de técnicas e procedimentos corretos.

4 FINALIDADES reduzir a infecção das lesões contaminadas; evitar a contaminação das feridas limpas; facilitar a cicatrização; remover as secreções; promover a hemostasia; proteger a ferida; aliviar a dor; manter medicamentos no local; manter um ambiente umedecido; remover corpos estranhos;

5 Cont. Reaproximar bordas separadas; Preencher espaço morto e evitar a formação de sero-hematomas; Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrótico; Reduzir o edema; Fornecer isolamento térmico; Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida; Dar conforto psicológico.

6 TIPOS DE CURATIVOS SEMI-OCLUSIVO Este tipo de curativo é absorvente e comumente é utilizado em feridas cirúrgicas. Ele tem várias vantagens: permite a exposição da ferida ao ar; absorve exsudato da ferida; isola o exsudato da pele saudável adjacente.

7 Cont. OCLUSIVO Este tipo de curativo não permite a passagem de ar ou fluidos, sendo uma barreira contra bactérias. Tem como vantagens: vedar a ferida, a fim de impedir pneumotórax; impede a perda de fluidos; promove o isolamento térmico e de terminações nervosas; Impede a formação de crostas.

8 Oclusivo

9 Cont. COMPRESSIVO É utilizado para reduzir o fluxo sangüíneo, ou promover estase, e ajudar na aproximação das extremidades do ferimento.

10 Compressivo

11 Cont. SUTURA COM FITA ADESIVA Após limpeza da ferida, as bordas do tecido seccionado são unidas e fixa-se a fita adesiva. Este tipo de curativo é apropriado para cortes superficiais e de pequena extensão.

12 Aproximação das bordas da ferida

13 Cont. CURATIVOS ABERTOS São realizados em ferimentos descobertos e que não tem necessidade de serem ocluídos. Algumas feridas cirúrgicas (após 24 horas), cortes pequenos ou escoriações, queimaduras etc. são exemplos deste tipo de curativo.

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15 CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO DE CICATRIZAÇÃO Feridas de cicatrização de primeira intenção: não há perda de tecidos, as bordas da pele ficam justapostas. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com requisitos de assepsia e sutura das bordas. Feridas de cicatrização por segunda intenção: houve perda de tecidos e as bordas da pele ficam distantes. A cicatrização é mais lenta do que primeira intenção. Feridas de cicatrização por terceira intenção: é corrigida cirurgicamente após a formação de tecido de granulação, a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos.

16 CONCEITO DE CICATRIZAÇÃO Cicatrização conjunto de processos complexos, interdependentes, cuja finalidade é restaurar os tecidos lesados.

17 FASE INFLAMATÓRIA Reação local não específica a danos teciduais ou invasões por microrganismos. Seu início é imediato e a duração é 3 a 5 dias. É o processo que ocorre no organismo como defesa à lesão tecidual que envolve reações neurológicas, vasculares e celulares que destroem ou barram o agente lesivo e substituem as células mortas ou danificadas, por células sadias. Tem a função de ativar o sistema de coagulação, promover o debridamento da ferida e a defesa contra microrganismos.

18 São sinais de inflamação: rubor, calor, edema e dor. Quanto maior a área da ferida, maior será a duração desta fase.

19 FASE DE REVASCULARIZAÇÃO (GRANULAÇÃO OU PROLIFERAÇÃO) São geradas novas células e forma-se o tecido de granulação (uma espécie de tecido temporário para o preenchimento da ferida). Fibrosblastos penetram na ferida em grandes quantidades, inicia-se a síntese do colágeno e os capilares movem-se para o centro da ferida. E quando estas transformações ocorrem, reduz-se a quantidade de exsudato tornando o tecido vermelho com um bom fluxo sanguíneo.

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21 FASE DE REPARAÇÃO - EPITELIZAÇÃO Fase de cobertura da ferida pelas células epiteliais. A diferença entre os tecidos torna-se cada vez mais evidente. As bordas da ferida deslocam-se para o centro e a ferida fica gradualmente coberta de tecido epitelial. À medida que a ferida se contrai o tecido vai se formando, o processo de cicatrização fica concluído.

22 MATURAÇÃO Leva um ano nas feridas fechadas e mais nas feridas abertas. Nessa fase diminui a vascularização, o colágeno se reorganiza, o tecido de cicatrização se remodela e fica igual ao normal. A cicatriz assume a forma de uma linha fina e branca. Aumenta a força de distensão local.

23 FATORES QUE RETARDAM O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO Gerais: idade, nutrição mobilidade, estado mental, incontinência, saúde e higiene; Uso de substâncias impróprias para limpeza da ferida- algumas soluções são irritantes e citotóxicas; Uso de substâncias impróprias para anti-sepsia- algumas substâncias são lesivas aos fibroblastos; Compressão exagerada na oclusão ou na limpeza mecânica da lesão: pode promover necrose dos tecidos;

24 Cont. Constituição/ peso em relação à altura: na obesidade temos o aumento da espessura do tecido subcutâneo (adiposo), o qual é pobremente vascularizado; Estado de nutrição (alimentação e hidratação) para reconstrução tecidual é necessário aporte de nutrientes, especialmente as proteínas; Diabete: além da diminuição da resposta imunológica, os novos capilares podem ser lesados devido a hiperglicemia; Uso de drogas: esteróides, imunossupressores, citotóxicos;

25 Tabagismo : a nicotina altera o funcionamento do sistema imunológico, as substâncias liberadas pelo cigarro são citotóxicas, além disso, causam vaso-constrição, favorecem aterosclerose e hipóxia tecidual, haja vista a diminuição da capacidade de perfusão alveolar; Infecção : a presença de microrganismos prolonga a fase inflamatória e a lesão tecidual. Cont.

26 ANTES DE INICIAR O CURATIVO, DEVE-SE REALIZAR: Avaliação do estado do paciente, principalmente os fatores que interferem na cicatrização, fatores causais e risco de infecção; Avaliação do curativo a ser realizado, considerando-o em função do tipo de ferida; Orientação do paciente sobre o procedimento;

27 TÉCNICAS Preparar o material no posto de enfermagem; Lavar as mãos; Preparar o local para manuseio dos materiais; Local de descarte; Preparar o campo estéril e material utilizado; Calçar as luvas estéreis e com a mão dominante retirar as primeiras camadas; Logo após com a mão não-dominante (estéril) retira-se a camada mais próxima da ferida;

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29 Cont. Trocar de luva; Lavar a ferida, sem friccionar começando da área limpa e fechada, seguindo-se de ferida aberta não infectada, drenos e por último as colostomias e fístulas em geral; Em presença de tecido de granulação nunca friccione, apenas use jatos de soro fisiológico; Mantenha sempre o leito da ferida úmido e as bordas levemente secas; Nos casos que há presença de dreno e ferida operatória, inicia-se sempre pela ferida- operatória.

30 APÓS A REALIZAÇÃO DO CURATIVO Recomposição do paciente; Recomposição do ambiente; Destinação dos materiais (colocar em sacos no carrinho de curativos encaminhando à C.M.E. o mais rápido possível, ou de acordo com as rotinas do Setor); Lavar as mãos; Evolução/ Anotação: Registro do procedimento incluindo avaliação da ferida; Após cada curativo devem ser anotadas no prontuário do paciente.

31 SOLUÇÕES E MEDICAMENTOS UTILIZADOS SORO FISIOLÓGICO Mantém úmida a ferida; É utilizado para lavagem em jato, remoção não- mecânica de resíduos; Aquecido evita a vaso-constrição e produz conforto. É importante na formação do tecido de granulação.

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33 SULFADIAZINA DE PRATA É o produto mais usado em queimaduras. Tem características bactericidas imediatas e bacteriostáticas residuais e provoca precipitação protéica da membrana bacteriana. Para manter sua ação deve ser trocado a cada 12 h. Se mantida aberta, sua troca deverá ser feita a cada 8 h.

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35 RIFOCINA SPRAY É um antibiótico de elevado poder bactericida. Tratamento tópico das infecções de superfície, causadas por microorganismos sensíveis à rifamicina, ferimentos e feridas infectadas, queimaduras, furúnculos, piodermites, dermatoses infectadas, úlceras varicosas, pós-flebíticas, ateroscleróticas e diabéticas,dermatites eczematóides, curativos de feridas pós-cirúrgicas infectadas.

36 Ferimentos Infectados

37 CLOREXEDINA ALCOÓLICA Indicada na antissepsia de pele e mucosas e na inserção de cateteres vasculares para prevenção de colonização. Não deve ser usada em feridas abertas de qual quer etiologia.

38 Antissepsia de pele

39 POLIVINILPIRROLIDONA-IODO (PVP-I): PVP-I aquoso é um composto orgânico de iodo, atualmente não indicado para tratamento de feridas, considerando que não reduz a incidência de infecção nas feridas, não age na presença de materiais orgânicos e eleva o nível sérico de iodo.

40 PVP-I degermante só deve ser usado em pele íntegra, com a finalidade de remover sujidade e reduzir a flora transitória e residente, devendo ser retirado após o uso. Tem indicação também na degermação da pele, mãos, área cirúrgica e procedimentos invasivos.

41 Pele íntegra

42 COLAGENASE É uma pomada enzimática utilizada no debridamento químico. Decompõe as fibras de colágeno natural que constituem o fundo da lesão, por meio das quais os detritos permanecem aderidos aos tecidos- digere as fibras de colágeno natural, as quais estão envolvidas na retenção de tecidos necrosados. Além do caráter enzimático,atua no tecido de granulação, acelerando o crescimento e enchimento do vazio da lesão, bem como sua epitelização. Está indicada exclusivamente nas feridas com tecido necrótico. Não deve ser utilizada em ferida vascular.

43 Tecido Necrosado na região sacra

44 CARVÃO ATIVADO COM PRATA Indicado para lesões infectadas, com média e alta exsudação, com ou sem odor. Usado no curativo primário, exigindo sempre a cobertura com um secundário. Deve ser trocado sempre que estiver saturado, podendo permanecer por até 7 dias.

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46 TIRSCH É um antiinflamatório e antiséptico tópico utilizado em feridas fechadas com presença de rubor, preferencialmente de tipo vascular. Usa- se em forma de compressa. Não é indicado para feridas abertas ou com tecido de granulação.

47 AÇÚCAR Usado em feridas infectadas. Por ser um produto de fácil acesso e baixo custo, é amplamente difundido. Apresenta inúmeros inconvenientes como: necessidade de trocas freqüentes a cada 2 ou 4 horas, dor intensa pela acidificação do meio.

48 ALLEVYN TRACHEOSTOMY Curativo hidrocelular composto por três camadas diferenciadas de poliuretano, sendo uma camada de contato não aderente, outra camada macia e altamente absorvente e uma terceira camada externa de filme resistente à água e bactérias. Possui uma abertura especial que permite seu fácil manuseio quando usado ao redor da cânula de traqueostomia ou de drenos. O curativo pode permanecer por até 7 dias e não deve ser reutilizado.

49 ACTICOAT Indicado como uma barreira antimicrobiana sobre feridas com perda parcial e total de tecido, como as úlceras por pressão, úlceras venosas, úlceras diabéticas, queimaduras, áreas doadoras e receptoras de enxerto e outras feridas infectadas. Uma das camadas é composta por prata promove uma barreira reduzindo o risco de colonização e prevenindo infecção,por isso é contra- indicada quando o paciente for submetido a exames que tenham reação com prata.

50 SOLOSITE GEL Hidrata a ferida e agiliza o desbridamento autolítico do tecido necrótico. Indicado em feridas de qualquer etiologia, que se faça necessário a troca diária. Reduz a dor através da hidratação das terminações nervosas expostas.

51 OPSITE FLEXIFIX Impermeável à água e bactérias, permeável ao oxigênio e aos vapores úmidos, flexível e confortável, em rolo. Indicado na prevenção de feridas (calcâneo, cotovelo, joelho e região sacra), proteção da pele, fixação de tubos, fixação de curativo primário e sob as bolsas de ostomia. É Contra Indicado sobre feridas e sobre locais de inserção de cateteres.

52 IV3000 É um filme transparente, adesivo, usado somente para cateteres intravenosos. Reduz o risco de infecção por prevenir acúmulo de umidade. Mantém a pele seca, o que melhora a aderência e reduz o número de trocas do curativo. Impermeável à água e bactérias, permite que o paciente tome banho com o curativo no local. Por ser hipoalergênico diminui a irritação, que resulta em conforto para o paciente. É transparente e permite a inspeção no local da punção para sinais de infecção ou flebite sem a necessidade de retirar o curativo. Usar somente em pele seca.

53 CONSIDERAÇÕES FINAIS As feridas prejudicam o equilíbrio psico- emocional do paciente, causam intranqüilidade devido ao odor, depressão, estigma social. A Qualidade de vida se altera devido a mudanças em sua mobilidade e atividade. e consequentemente dificuldade de trabalhar e se conseguir trabalho por incapacidade ou rejeição. Por isso, ao realizar um curativo este deve ser feito dentro das técnicas corretas, considerando que a dor vai além da ferida física, esta se insere no psicológico.

54 Embora o tempo cure todas as FERIDAS, é a rotina diária que fornece os curativos. True Story Magazine


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