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CSO 089 – Sociologia das Artes Aula 9 - 07/05/2012 auladesociologia.wordpress.com

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Apresentação em tema: "CSO 089 – Sociologia das Artes Aula 9 - 07/05/2012 auladesociologia.wordpress.com"— Transcrição da apresentação:

1 CSO 089 – Sociologia das Artes Aula /05/2012 auladesociologia.wordpress.com

2 Pierre Bourdieu ( ) Filósofo que se fez sociólogo. Mais importante autor (mais citado) nas ciências de modo geral. Empreitada sociológica que procura sintetizar discussões insolúveis com respeito aos mais variados objetos. Trabalhou questões de educação, classe, estilo de vida, arte, política, miséria social, religião, filosofia, esportes, fotografia, direito, economia, metodologia etc.

3 Por uma ciência das obras Teoria dos campos culturais. Bourdieu apresenta de modo sintético seu programa de análise da arte, com ênfase na literatura, mas sem prejuízo para as demais formas artísticas. Conceitos centrais a serem compreendidos: campo, habitus, posição, disposição, espaço de possíveis, tomada de posição (obra), capital.

4 Espaço de possíveis Espaço que, ao abrigar as posições já constituídas, anula de antemão outras, dirigindo a produção cultural de forma negativa e relacional. Problemas, referências, marcas intelectuais (personagens-guia), conceitos em ismo – coordenadas necessárias para a produção de algo relevante no campo. Espaço dos possíveis situa produtores e os autonomizam em relação às urgências econômicas e sociais.

5 Espaço de possíveis II Transcende os agentes singulares e fazem com que estejam uns situados objetivamente em relação aos outros, embora não necessitem estar explicitamente referidos. O pressuposto para tal análise é o de que há uma relação de homologia entre as tomadas de posição e as posições no campo social geral.

6 Obra como texto Divisão entre explicações internas (lectores) e externas das obras culturais. Explicações internalistas atinam para a questão da forma, da interpretacão, da absolutização do texto, da interrelação entre textos, sem referências exteriores. Tomam significações como atemporais, universais, necessitando apenas de um deciframento para a sua inteligibilidade. Ordem do discurso possui seu próprio princípio de elucidação.

7 Crítica à análise internalista Ordem cultural não é sistema completamente autônomo. Caso assim o considerem, torna-se impossível traçar a razão das mudanças que ocorrem em seu seio. Mudanças passam a ser vistas como lei natural, ocasionadas em razão de desgastes intrínsecos à própria forma (por exemplo, poesia, literatura, artes pictóricas).

8 Obra como redução a um contexto Lógica do reflexo, que vincula de forma direta as obras às caracteristicas sociais dos autores ou dos grupos destinatários. Análise estatística e seus fracos. Análises de classe e de visões de mundo. Crítica: procuram apenas determinar as funções sociais das obras, deixando de lado a estrutura da mensagem da obra.

9 Campos Bourdieu desenvolve a teoria dos campos no intento de ultrapassar as leituras internalistas e externalistas das obras. Conserva atenção com a lógica interna da estrutura formal das obras e acrescenta a análise da função social que ela pode desempenhar. Campo tem origem na teoria religiosa de Max Weber (profetas, sacerdotes, leigos, mensagem religiosa).

10 Microcosmos sociais Campos são universos dotados de estrutura institucional própria, leis próprias e uma gravitação simbólica. É um espaço de relações objetivas entre posições, seja de agentes ou de instituições. O objetivo em um campo determinado é o de conservar ou modificar o próprio estado do campo. Por isso, a luta perpétua pela imposição de novas visões de mundo e a criação de novas posições.

11 Externo-interno Campo, no entanto, não se encontra isolado da sociedade, das demais forças sociais. Quanto mais autônomo, no entanto, maior capacidade de refração ele possuirá. As crises ecconômicas, políticas etc., por exemplo, incidirão de acordo com a linguagem própria do campo (em termos de gênero, concepções artísticas etc.), não de maneira direta.

12 Posição e tomada de posição Espaço das obras (formas, estilos etc.), espaço relacional de diferenciação interna, imbrica-se com espaço dos criadores ou das escolas, quer dizer, um sistema de posições diferenciais. Ortodoxia encontra-se em perpétua luta contra a heresia. Cada parte se define pela posse de capitais (internos) diferenciados. Esta luta central distingue os agentes de maneira interna ao campo, ensejando possibilidades de mudança ou de conservação, de acordo com o estado anterior do campo e da sociedade.

13 Análise das obras Tomadas de posição dependem da posição, portanto, que o agente ocupe na estrutura do campo. Capital específico (jnstitucionalizado ou não) mais a mediação do habitus inclina o agente à subversão ou à conservação do atual estado ddo campo, ous eja, a uma ou outra posição. É na trinca posição, disposição (habitus) e tomada de posição (obra) que reside a especificidade da empreitada analítica bourdiesiana.

14 Arte pura X Arte comercial Distinção fundamental a cindir os campos de produção artística que está baseada, em última análise, na estrutura do campo do poder, que abriga o da arte. Arte pura: simbolicamente dominante e economicamente dominada. Destinada a um público de pares, inciados, restrito. Arte comercial: simbolicamente dominada e economicamente dominante. Destinada ao grande público, ao sucesso imediato.

15 Autonomia X Heteronomia Arte pura tende à buscar a autonomia formal. Produto destinado ao público de alto capital cultural, intelectualizado, de iniciados, capaz de compreender e deleitar-se com questões formais. Tende a realizar-se, em razão disto, no futuro. Instituições que a abrigam esse tipo de arte sofrem revés da antieconomia, ou da denegação do interesse econômico. Artistas buscam o reconhecimento e a antiguidade. Geralmente divide-se entre vanguardas (estabelecidas ou novas).

16 Autonomia X Heteronomia II Arte comercial tende a realizar-se sem autonomia formal. É espécie de reflexo de questões sociais. Busca sucesso imediato junto a um público difuso, geralmente dotado de baixo capital cultural. Artistas buscam a notoriedade e fogem do envelhecimento. Produtos possuem curta vida temporal. Abrigadas por grandes instituições que não denegam interesse econômico.

17 Referências externas Há de se lembrar que essa disputa interna é a refração da disputa externa, que ocorre no seio da sociedade, no campo global (classes). Quanto mais autônomo o campo for (instituições, linguagem própria, legislação, capitais específicos etc.), mais abertas e explícitas as disputas se encontrarão. Sinal de autonomia: um campo dividido em dois pólos (arte pura X arte comercial).

18 Dinâmica do campo Luta entre os que marcaram época (criação de nova posição no campo), os que lutam para persistir (tornar-se clássicos) e os que desejam enviar ao passado os que querem eternizar o presente (jovens, vanguarda). Tal dinâmica leva a vanguarda a colocar em questão os fundamentos dos gêneros, clamando por um retorno constante à pureza.

19 Essencialização O resultado desse eterno retorno crítico, dessa perene revolução é a essencialização da forma artística. Produtores de vanguarda erigem elementos caros à história do campo como meta a ser superada. Contrapartida é que eles são determinados por esta mesma história até mesmo nas inovações mais radicais. Processo de depuração estilística demanda cada vez mais conhecimento pretérito daqueles que estão inseridos no jogo.

20 Habitus e campo Trajetória, isto é, série de posições ocupadas por um mesmo autor em estados sucessivos no campo, objetiva-se em uma obra. O encontro entre a hierarquia das posições e a hierarquia das origens sociais resolve-se na predisposição a um autor produzir uma obra relativa a um gênero determinado. Vale a pena, por fim, quebrar o encanto da arte via um historicismo radical?


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