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Desejo de Deus PILAR: ESPIRITUALIDADE ESCOLA DE ANIMADORESABRIL 2013 ISABEL DIZ NUNES.

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Apresentação em tema: "Desejo de Deus PILAR: ESPIRITUALIDADE ESCOLA DE ANIMADORESABRIL 2013 ISABEL DIZ NUNES."— Transcrição da apresentação:

1 Desejo de Deus PILAR: ESPIRITUALIDADE ESCOLA DE ANIMADORESABRIL 2013 ISABEL DIZ NUNES

2 Espiritualidade Algumas das características distintivas de uma espiritualidade são: uma imagem de Deus e da sua relação com a criação uma forma de olhar o mundo e de atuar nele uma maneira de rezar uma escolha de estilo de vida um modo de construir a identidade pessoal como vocação um modelo de Igreja

3 Desejo de Deus Descobrir quem sou Descobrindo a natureza do meu desejo mais profundo Reparar na ação de Deus na minha vida Respondo aos movimentos do meu coração

4 Desejo de Deus A nossa vivência na fé começa com uma abertura à Transcendência : a Deus e ao ser humano em todas as suas possibilidades. Reconhecemos o divino no ser humano e na criação inteira. Oferecemos ao mundo um sentido da vida e da esperança. ( Processo de Crescimento em CVX – (PCC 34) ) O primeiro passo no crescimento humano e espiritual são os desejos. O interesse com que se persegue um ideal e o influxo que este tem na transformação da pessoa dependem da força dos desejos. (…) …a formação deverá estar motivada por desejos fortes, por querer algo mais, por querer dar um significado à vida. (PCC 67) Os desejos vão-se transformando em busca, a busca em descoberta e a descoberta em confirmação (PCC, 67-78)

5 Desejo de Deus Partir das expectativas e dos desejos das pessoas; O meu desejo de chegar aos outros O meu desejo de partilhar com aqueles em quem confio O meu desejo de responder à beleza do mundo O meu desejo de me expressar de forma criativa Os desejos- -ramo Os desejos- -raiz A minha necessidade de alimento A minha necessidade de segurança O meu anseio de ir mais longe na oração A minha necessidade de ser aceite e amado

6 enfermeira EU QUERO SER EU Eu quero ser livre Eu quero ser livre Eu quero ser Eu quero ser atraente Eu quero dar Eu quero ser precisado Eu quero ser Eu quero usar os meus talentos Eu quero usar os Eu quero deixar de fumar Eu quero deixar de fumar Eu quero mudar de emprego Eu quero mudar de emprego Eu quero que me aches interessante Eu quero perder peso Eu quero que me achem interessante Eu quero perder peso Eu quero ganhar a lotaria Eu quero saber mais sobre ti Eu quero ganhar a lotaria Eu quero saber mais sobre ti Eu quero um bebé Eu quero ser Eu quero um bebé Eu quero ser enfermeira Eu quero ter boas notas Eu quero um emprego melhor Eu quero ter boas notas Eu quero amar e ser amado Eu quero amar e ser amado A semente de DEUS em mim A semente de DEUS em mim Refletir nos desejos que consigo identificar,…da infância, no trabalho, nas minhas relações…. Os desejos têm raízes profundas e escondidas. Se seguirmos essas raízes até à sua origem (já que a nossa direção é para Deus) vamos descobrir que os nossos desejos profundos, na sua origem, estão ligados ao nosso desejo de Deus e ao nosso desejo de ser a pessoa que Ele sonha que nós sejamos…

7 As coisas que não posso mudar... Quais são as circunstâncias da minha vida? ONDE estou? Reconstruir a própria história -1 De que sou feita/o ? O que me faz ser como sou? Que circunstâncias ajudaram a forjar em mim o que tenho e sou de melhor? Recordar os momentos em que lutei contra os factos por achar que só assim me libertaria... Que sentimentos geram em mim essas circunstâncias? Circunstâncias, ambiente Desejo de Deus

8 ONDE estou? As minhas circunstâncias... Olho para a vida que tenho, as coisas com que interajo: afetam-me bem ou mal mas não me retiram a capacidade de resposta. Olho para as circunstâncias da minha vida que ajudaram/ajudam a construir-me mas em relação às quais tive e tenho poder de decisão COMO estou? De que sou feita/o ? O que me faz ser como sou? Que aprendi com este processo de decisão? Consegui perceber porque razão a decisão foi certa? Ou errada? Recordo a última vez que senti o peso de uma decisão difícil, de uma escolha... Que critérios coloquei nos pratos da balança? Quais pesaram mais? Escolhas, decisões Reconstruir a própria história -2 Desejo de Deus

9 COMO estou? A forma como decido... Quem sou eu realmente... Aquele/a que Deus sonhou… A minha verdadeira identidade, A minha verdade! QUEM sou? Semente de DEUS De que sou feita /o ? O que me faz ser como sou? ONDE estou? As minhas circunstâncias... Identidade, verdade Reconstruir a própria história -3 A semente de Deus, é Deus fechado no meu coração, à espera de ser libertado, num ato de germinação, um ato de ressurreição Desejo de Deus

10 COMO QUEM pérola preciosa Eu SOU Identidade, verdade ONDE A semente de Deus ganha vida… Os valores do REINO Deus em mim afecta as minhas escolhas de vida As minhas escolhas de vida afetam o mundo em que vivo

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12 Escrever o seu próprio obituário é uma maneira de entrar em contacto com o seu próprio desejo básico. Como gostaria eu de ser recordada/o? Características das pessoas que admiramos – pessoas reais ou de ficção podem tb revelar desejos, superficiais ou outros mais profundos– a admiração pode abrir-nos a novos e mais profundos níveis de desejo... (Sto Inácio e os santos seus heróis...) O desejo só pode ser controlado por um desejo mais forte. Quanto mais atenção dermos ao nosso desejo básico, mais forte ele se torna. Desejo de Deus

13 Tomar consciência da presença de Deus na minha história de vida. Exercício de memória sobre a história pessoal: percorrer e anotar os momentos importantes, os momentos alegres, os difíceis, as pessoas que marcaram. Ver onde se sentiu a presença de Deus, mas também onde se sentiu a sua ausência (ou o nosso afastamento dEle). Tentar, agora a esta distância, tomar consciência do fio condutor que me trouxe até aqui. Uma proposta possível para este exercício é pegar no álbum de fotografias e percorrê-lo com uma atenção orante. Outra hipótese será dividir este olhar sobre a história pessoal em várias fases: na segunda e terça recordar a infância, quarta e quinta a juventude e sexta e sábado a vida adulta. Desejo de Deus

14 Sou como um rio que vai ganhando caudal para chegar ao mar Um rio nasce sempre num ponto algo indefinido, algures no meio da vegetação, entre as rochas. Mas a nascente minúscula transforma-se numa corrente ampla da qual pescadores tiram alimento fértil e à beira da qual árvores frondosas têm as suas raízes para darem folha e fruto no tempo devido. Olho para trás e penso no percurso que este rio que sou já fez até aqui. Penso no ponto preciso do tempo em que fui apenas nascente. Que conheço e valorizo sobre as minhas próprias origens? O rio condiciona a paisagem onde está inserido mas a paisagem também condiciona o rio. O rio cava o seu próprio leito; a paisagem abre espaço para que a corrente flua mas também lhe resiste. Assim se vão definindo os contornos e o percurso que fazem o rio o rio que ele é. Em que paisagem tem corrido o rio da minha vida? Que circunstâncias e influências foram e são determinantes para a minha formação enquanto pessoa? Que tipo de obstáculos e fronteiras tenho enfrentado? Já alguma vez senti que o rio estava a secar, desperdiçando-se? Já senti que o rio da minha vida se estava a perder por entre pântanos? Que curvas e desvios fez já o meu rio? Senti-me puxado para fora daquilo que sou nesses desvios? Ao longo do seu trajeto, o rio encontra uma encosta mais inclinada ou uma planície aberta, terrenos propícios ao fluir das águas, terrenos onde as águas correm libertas e se tornam verdadeiramente férteis. Que coisas na minha vida têm sido para mim fonte de energia e alegria? Olho para trás e vejo que este rio que sou já correu por muitos espaços diferentes, umas vezes mais rápido, outras mais lento; umas vezes correu em terreno difícil, outras espraiou-se na planície, alimentando terra fértil. À medida que o meu olhar vagueia pelo percurso deste rio, que marcos e pontos importantes me fazem sentir agradecido?

15 Tomar consciência das falsas imagens de Deus, para chegar ao Deus de Jesus Cristo. Para que seja possível avançar na relação com Deus, é necessário tomar consciência das falsas imagens de Deus, fruto da educação, de uma catequese deficiente, etc. De forma mais ou menos inconsciente, é frequente estarmos influenciados por imagens deturpadas de Deus, seja a de um deus castigador, do deus Pai Natal, do deus totalitário, etc. Ora, é fácil perceber como estas imagens limitam e distorcem a nossa relação com Deus. Tomando consciência dessas imagens distorcidas, prepararmos o terreno para recebermos no nosso coração o Deus verdadeiro, que se quer dar e revelar a cada um de nós pessoalmente. Podemos percorrer mais uma vez alguns episódios da nossa vida. Como era o deus da minha infância, que imagens tinha dele, que sentimentos quando me falavam de Deus; e na adolescência? E por aí em diante. Depois, confrontar as ideias sobre Deus com os sentimentos sobre Deus. Tomar consciência e em seguida refletir. Que dizem as pessoas sobre Deus? E eu, que digo eu? Desejo de Deus

16 Deus como problema intelectual O Deus Pai-Natal O Deus bombeiro O Deus do medo: juiz, polícia, contabilista,.. O Deus sem corpo ou Deus energia O Deus sem Espírito O Deus comerciante ou máquina automática O Deus capataz ou Treinador implacável O Deus snob …QUEM É O DEUS DE JESUS CRISTO? Desejo de Deus

17 9 falsas imagens de Deus 1. O Deus como problema intelectual Quando penso que, antes de mais, tenho que resolver as minhas questões filosóficas: provar que Ele existe, saber explicar tudo sobre Ele... É um perigo – parece que tenho que primeiro compreender Deus, dominá-Lo como se fosse um objecto de investigação. Deus é mistério! Deus não é uma ideia intelectual, é um Deus vivo, Deus de sentimento, de ternura de amor, de relação. Encontramos a Deus primeiro com o nosso coração, e só depois com a nossa mente. 2. O Deus Pai-Natal O Deus bonacheirão, que dá prendas, que é tão acessível quando tudo corre bem... mas que nos desilude quando as coisas começam a correr mal e, então, faço birra – já não gosto dEle O Deus bombeiro Assim é que Ele devia ser – sempre pronto a solucionar (se os pudesse evitar, melhor ainda) todos os meus problemas. O Deus extintor das contrariedades da vida que não sabemos resolver. Às vezes, de Deus, só guardamos o telefone de emergência, 118, a utilizar em caso de exames, acidentes, neuras… E é suposto que Ele responda sempre prontamente...

18 4. O Deus do medo: juiz, polícia, contabilista... Se há imagem de Deus de que a Bíblia e Jesus nos querem libertar é esta: a de um Deus do medo, a de um Deus castigador. Uma e outra vez Jesus repete aos seus discípulos: Não tenham medo!. Esta imagem de Deus é a projeção do super ego ou de um espírito mesquinho: um Deus polícia que vigia as nossas infrações (e, como, contabilista, mantém uma ficha de cada um...) e pede contas pelos pequenos prazeres da vida – é um desmancha-prazeres. Um Deus adversário, de que é melhor precavermo-nos... E os sofrimentos, se calhar, são castigo de Deus... Imaginamos Deus como um Juiz implacável, quando somos nós mesmos o nosso juiz intransigente. Abba, o Deus Pai-querido de Jesus não é o Pai freudiano… 5. O Deus sem corpo O Deus sem corpo é puro Espírito. É o Deus que esqueço que encarnou. Só se pode relacionar com aquilo que é puro, espiritual, luminoso e claro – num ambiente imaculado e todo branco. Tudo o resto, a confusão, a sujeira, isso não se Lhe pode apresentar. É um Deus asséptico, que não me pode ajudar nas coisas mais mundanas, carnais, sensuais... Acaba por ser um Deus que não se identifica com aquele que sofre, não conhece a nossa realidade, não é um Deus real.

19 6. O Deus sem Espírito Por outro lado, Deus sem Espírito é aquele que encarna apenas como instituição e norma. De facto não chega a fazer-se carne mas regra, prescrição, puro dever, sem alma ou ânimo, sem carisma e sem liberdade. Diante de um Deus assim não se pode dançar e muito menos rir. O Sábado era o dia do Senhor para os Judeus, mas Jesus denunciou um sábado que o homem tem de servir em vez de um Sábado que sirva o homem (dia de descanso para apreciar a criação e a companhia de Deus). 7. Deus comerciante, ou máquina automática Penso que tenho que merecer o que Ele me dá, esquecendo que tudo é graça... Troco sacrifícios por ajudas... (mete moeda, sai coca-cola...) Um Deus com conta- corrente, com deve e haver... Dá o céu em troca de créditos acumulados, e eu coleciono cupões para depois resgatar. Não há relação pessoal, só negócios.

20 8. Deus capataz ou treinador implacável Que me exige sempre mais, que nunca vai estar satisfeito com o que eu lhe der... Se é fácil, Ele não irá gostar... Quer sempre o que me é mais difícil... O implacável dono dos talentos que eu tenho que fazer render, ao máximo! 9. Deus snob Só se dá com os bons (os perfeitos). Quando faço asneira, Ele não gosta de mim, por isso escondo-me e afasto-me; tenho que me reabilitar primeiro (provar-Lhe que gosto dEle, compensar...) para me voltar a aproximar...

21 Entender a fé como a minha resposta ao amor de Deus. Pretende-se a tomada de consciência que Deus chama à vida e à vida em abundância; Deus não é adversário da nossa felicidade. Perceber a fé como uma resposta que compromete toda a minha vida. Na verdade, o encontro com o Deus verdadeiro não nos deixa indiferentes. Sentimos o coração a arder, como os discípulos de Emaús. Não o vemos, mas sentimos a sua presença (e às vezes de forma tão real...), sentimos que somos amados, conhecidos, e que já não caminhamos sós. Suscitar a questão da fé. Fé como uma resposta que brota de uma experiência de encontro com Deus, com um Deus confiável. Mais uma vez, a importância de parar e escutar atentamente os nossos movimentos interiores, os nossos desejos profundos. Escutar para responder. Uma proposta concreta será recordar a conversão de Sto Inácio : como experimentou o seu encontro com Deus, a paragem forçada, a atenção à vida interior, aos movimentos internos que experimentava; a diferença que sentiu entre os desejos mundanos e os desejos que vêm de Deus e que chamam à vida; finalmente, a resposta de Inácio. Desejo de Deus

22 O que é e o que não é a Fé «Fé», em hebraico, significa «apoiar-se». É um exercício (é preciso exercitá-la, não é uma coisa estática!) de me entregar confiadamente a Deus, de acreditar que, haja o que houver, não estarei sozinho, que a vida tem um sentido profundo, que os meus anseios hão-de encontrar resposta. Trata-se de estabelecer uma relação de confiança, confiança que me liberta para viver a vida, ajudando-me a superar medos e inseguranças. Porque confio em Deus, adiro ao que Ele me propõe e busco a sua luz para as minhas opções, pois acredito que, em Jesus, me mostra o caminho certo da verdadeira vida. A base da Fé é a convicção de que Deus me ama personalizadamente, a experiência de que a minha vida faz sentido porque sou amado e tenho uma missão que me realizará e fará feliz. A Fé implica sempre risco, dúvidas e inquietações, mas estas não nos devem paralisar. Se fosse completamente transparente já não era fé – era evidência. A Fé i mplica mistério, mas não é contra a razão. É algo que nos ultrapassa sempre, mas em que nos encontramos cada vez mais e cada vez faz mais sentido a partir do que vamos experimentando. A Fé não se confunde com certezas intelectuais. O essencial dela é uma relação pessoal, uma relação de confiança, que leva a fiar-se e a entregar-se. Fé não se mede pelo sentimento, mas pelo sentido experimentado e a segurança recebida. Fé não é um refúgio, nem fuga, para os momentos difíceis. É, antes, uma relação que nos desafia a viver melhor e nos alerta para não desperdiçarmos a vida.

23 Os toques de Deus Deus parece, às vezes, estar ausente na nossa experiência, distante... Mas Ele está sempre presente e faz-se notar muitas vezes: algumas, de forma indubitável, com grandes efeitos até na minha sensibilidade (são claros toques de Deus); a maior parte delas, no entanto, de forma discreta. Para que estas mensagens de Deus não passem despercebidas, é preciso estar atento para O reconhecer. Se estamos só à espera dos «grandes toques», desperdiçamos muito do que Deus nos fala, tomamos por ausência o que é apenas uma presença discreta, mas ativa. A marca distintiva da ação de Deus em mim (consolação) não está nos efeitos na minha sensibilidade. Mas, sim, no facto de que o acontecimento ou a experiência me ajuda a crescer na confiança (fé), na abertura e serviço aos outros (caridade) e na capacidade de acreditar que a vida vale a pena, de acreditar que, apesar de todas as dificuldades, é possível viver com sentido cada situação (esperança). O aumento de fé, caridade e esperança – que traz consigo a paz – isso é que é o essencial do rasto de Deus. Há, assim, um segredo para encontrar Deus sempre, em tudo o que acontece O segredo? O segredo é deixar de classificar o que acontece na tua vida, por dentro e por fora, como agradável ou desagradável, um desastre ou uma sorte, bom ou mau. O segredo é parar e perguntar: - Senhor que me podes dizer com esta situação? - Como posso crescer neste momento? - Que posso aprender com esta morte ou aquele nascimento? - Como posso aproveitar esta situação para me abrir mais aos outros? - Como posso encontrar-te exatamente neste momento em que não te sinto, em que pareces estar tão distante? E ainda mais um segredo: não te compares. Os exemplos dos outros ajudam, estimulam, mas Deus toca-te de um modo pessoal, único e irrepetível. (adaptado de Vasco Pinto de Magalhães, Prefácio ao livro Ele tocou-me de John Powel, sj)

24 Adora e Confia Não te inquietes com as dificuldades da vida, pelos seus altos e baixos, pelas suas deceções, pelo seu futuro mais ou menos sombrio. Quer o que Deus quer. Oferece-lhe, no meio das inquietações e dificuldades, o sacrifício da tua alma simples, que aceita os desígnios da sua providência. Pouco importa que te consideres um frustrado, se Deus te considera plenamente realizado, a seu gosto. Perde-te, confiando cegamente nesse Deus que te quer e que chegará até ti, mesmo que nunca o vejas. Pensa que estás nas suas mãos, tanto mais seguro, quanto mais decaído e triste te encontrares. Vive feliz. Vive em paz. Que nada seja capaz de tirar-te a paz. Nem o teu cansaço. Nem as tuas falhas. E no fundo do teu coração coloca tudo aquilo que te enche de paz. Por isso, quanto te sentires desanimado e triste, Adora e Confia. Teilhard de Chardin

25 Tomar consciência da importância da nossa vida interior: o mais íntimo de mim mesmo, onde Deus fala. Ajudar a passar da tomada de consciência da presença de Deus na nossa história, para a tomada de consciência da presença de Deus no nosso presente; Deus fala-nos em cada dia, no mais íntimo de mim mesmo (Sto Agostinho) e nós, criaturas muito amadas de Deus, temos a capacidade de ouvir essa palavra que Deus nos dirige. A linguagem que Deus usa connosco é a linguagem das moções, a linguagem dos desejos, movimentos interiores de atração ou repulsa. Deus fala-nos sobretudo ao nível dos nossos desejos profundos. Senhor, criaste- nos para Ti e o nosso coração permanecerá inquieto enquanto não descansar em Ti (Sto Agostinho). Porém, é frequente sentirmo-nos habitados por desejos contraditórios, por movimentos de repulsa e atração, difíceis de ler adequadamente. Para ajudar a fazer esta leitura, Sto Inácio criou Regras de Discernimento dos Espíritos a partir da sua própria experiência.. Desejo de Deus Introduzir o exame inaciano na prática quotidiana

26 Introduzir o exame inaciano na prática quotidiana. O exame inaciano é a ferramenta privilegiada de leitura do dia na presença de Deus. Deus fala-nos também através dos factos do dia a dia. Exercício de reflexão sobre a própria vida. Para este tema, propor um momento diário para parar e tomar consciência (apresentar o esquema do Exame Inaciano, com especial relevo para a primeira parte). Poderá propor-se, igualmente, um pequeno diário da presença de Deus na vida de cada dia. Desejo de Deus Exame inaciano

27 Exame para tomar consciência Como é que o Senhor nos está a mover (moções) ao nível afectivo, não moral/intelectual. Estar atento à voz de Deus em mim, através dos meus afectos. Sentir e reconhecer os convites interiores do Senhor a identificar- me com Ele, e rejeitar os movimentos opostos. Não é questão moralista, preocupação com boas ou más acções, respeito por leis ou normas. Desejo de Deus Exame inaciano

28 Desejo de Deus Exame inaciano Os 5 pontos: agradecer, pedir luz, ver hora por hora, pedir perdão, propor emenda Dois primeiros pontos são de descentramento de mim: pedido para ser guiado pelo Espírito, para estar receptivo não uma auto-análise com os meus poderes, [preparar o meu processo para ir a julgamento o modelo de confissão]; reconhecer que tudo é dom, a começar por mim mesmo, sou pobre, dependente… Terceiro: o que tem acontecido em mim, como é que o Senhor tem agido em mim e o que me tem pedido ? Que movimentos fortes durante o dia: alegria, tristeza, paz, raiva… Disposições, sentimentos, anseios, consolações e desolações. Só secundariamente acções [se descubro perturbação por ter faltado à caridade, importante é o chamamento para atender à tendência em mim de ser ríspido, julgar os outros donde é que isso vem?], na medida em que foram ou não resposta ao chamamento de Deus: o que é que Deus me anda a querer dizer? Quarto : Arrependimento: não vergonha nem auto-flagelação, mas descoberta do amor de Deus que me chama a mais, consciência que preciso, que há caminho para andar, reconhecimento dos desejos de Deus para mim que vão para além da minha resposta muito imperfeita Quinto : Não tanto propósito voluntarista, mas avaliar a minha disposição para o futuro : que esperança, que confiança no Senhor, que ânimo para responder ao convite? Desenvolver um coração em constante discernimento. alimentar a minha disponibilidade para crescer Não é fechar um relatório para o dia

29 DISCERNIMENTO MEU DESEJO MAIS PROFUNDO SONHO DE DEUS PARA MIM Distinguir - arrumar, relativizar - ordenar Deus fala-me através da minha própria experiência, daquilo que sinto e experimento interiormente DISCERNIMENTO APRENDER A PODER CONFIAR NO NOSSO CORAÇÃO Desejo de Deus Exame inaciano

30 Para ajudar a compreender melhor o que é desolação e consolação... Estou a afastar-me de Deus De costas para a Luz do centro mais verdadeiro de mim Estou em desolação Sombra, escuridão, medo Estou virado para Deus De frente para a Luz do centro mais verdadeiro de mim Estou em consolação a escuridão para trás de mim Desejo de Deus Exame inaciano

31 Fecha-nos sobre nós próprios Afunda-nos na espiral dos nossos sentimentos negativos Separa-nos da comunidade Faz-nos querer desistir das coisas que costumavam ser importantes para nós Absorve a nossa mente e não deixa ver ao longe Esvazia-nos de energia Dirige o nosso foco para fora e para além de nós mesmos Eleva os nossos corações, para vermos as alegrias e tristezas dos outros Liga-nos mais fortemente à comunidade Gera nova inspiração e ideias Restaura o equilíbrio e refresca a nossa visão interior Mostra-nos onde Deus está ativo nas nossas vidas e para onde nos conduz Liberta nova energia em nós Consolação e Desolação Desejo de Deus Exame inaciano

32 Reconhecer o Bom espírito… Consolação = Liberdade Desolação = Dependência Desejo de Deus

33 Reconhecer o Bom espírito… Consolação = Paz Desolação = Desconforto Desejo de Deus

34 Detectar padrões e mapear as circunstâncias Desejo de Deus Exame inaciano

35 Detectar padrões e mapear as circunstâncias Desejo de Deus Exame inaciano

36 CUIDADO ! DESOLAÇÃO ! Diz a Deus como te sentes e pede-lhe ajuda. 2. Procura acompanhamento. 3. Não ponhas em causa decisões que tomaste em consolação. 4. Relembra um tempo de consolação Volta a ele em imaginação. 5. Procura alguém que precise de ajuda e dá-lhe toda a atenção 6. Volta a 1. BENVINDO ! CONSOLAÇÃO Diz a Deus como te sentes e agradece-lhe. Guarda o momento na memória para voltares a ele em tempo difícil. Usa a energia que sentes para aprofundares os desejos profundos. 4. Canaliza o excesso de energia para as coisas que gostas menos e fá-las. 5. Volta a 1.

37 Sair do túnel… Desejo de Deus Exame inaciano

38 …e seguir na direcção certa. Desejo de Deus

39 Bibliografia: Landmarks an Ignatian Journey,Margaret Silf, Darton,Longman and Todd O Deus das Surpresas, Gerard W. Hughes, Edição AO, O Príncipe e a Lavadeira, Nuno Tovar de Lemos, sj., Tenacitas, Viver o Evangelho, François Varillon, sj., Editorial AO Nem Quero Crer, Vasco Pinto de Magalhães, sj., Tenacitas, God in all things, Gerard W. Hughes, Autobiografia de Santo Inácio, Editorial AO Biblia! Desejo de Deus

40 Desejo de Deus Trabalho de grupo Conversar no grupo: O que me mais chamou a atenção O que foi novidade O que já utilizo Que outras ideias já tive… Pensar numa forma de lançar o exame diário num grupo que está a dar os primeiros passos: Trazer uma ideia/sugestão


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