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Estratégia de Intervenção  para o Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico (CH) de Abrantes Abrantes, Junho de 2011.

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1 Estratégia de Intervenção  para o Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico (CH) de Abrantes
Abrantes, Junho de 2011

2 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo
ÍNDICE 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo 2 – Diagnóstico Territorial Prospectivo 3 – Visão e Estratégia de Intervenção 4 – Debate

3 8 Ws 172 Realização Participantes Workshops Metodologia 20
15h – 18.00h ESTA 13 de Jan 2011 Ws - ESTA 23 21h – 24h Biblioteca 12 de Jan 2011 Ws - Promotores 40 15h – 17.30h Escola Secundária Ws - Secundário 21h – 00.30h 14 de Dez 2010 Ws - Líderes 14 14.30h – 18h Ws - Técnicos 26 15h – 18.40h 4 de Dez 2010 Ws - Residentes 29 21h – 1.00h 3 de Dez 2010 Ws - Comerciantes Participantes Duração Local Data Ws 8 Ws Participantes 172

4 Estrutura das Sessões Workshops
Metodologia Estrutura das Sessões Apresentação e enquadramento aos objectivos da Iniciativa por eleitos da CM Apresentação e enquadramento dos objectivos e funcionamento dos Workshops Construção colectiva de um SWOT Exercícios “Votação do SWOT” “Mapeamento de Apropriações e Usos” “Jogo de Sentido” Debate Geral

5 SWOT – Temas e Sub-Temas
11 Sub-Temas 49 SWOT 494 ideias (total de 570) SWOT – Temas e Sub-Temas Workshop SWOT Outras Moradores 70 10 Comerciantes 79 3 Lideres 58 23 Promotores 80 12 Técnicos 67 13 Secundário 81 15 ESTA 59 TOTAL 494 76

6 Incidência Temas SWOT – Incidência Incidência Sub-Temas

7 TOP 10 SWOT Incidência temática do conteúdo do TOP 10 de Sub-Temas
Sub-Temas reúnem ideias que remetem, sobretudo, para… 1. Localização de Equipamentos & Serviços … para a discussão da relocalização de alguns equipamentos e serviços (ex: CMA, ESTA, Segurança Social, Tribunal, Hospital, etc.), já efectivada, ou na calha para ser efectivada, e em torno do seu potencial de ancoragem para a revitalização e sustentabilidade de desenvolvimento do CH; 2. Tendência da Dinâmica Populacional … para o sentimento de “perda” populacional, envelhecimento e desvitalização (“morte”) do CH - ainda que com o reconhecimento de existência de moradores - e da discussão do potencial da sua vocação residencial; 3. Opções Estratégicas … para o questionamento da abordagem e do sentido atribuído e/ou a atribuir a opções estratégicas de planeamento e de gestão, bem como de discussão em torno das suas dimensões motrizes e de garantias de sustentabilidade; 4. Segurança & Criminalidade … para o sentimento de insegurança associado ao CH 5. Tipo de Oferta Comercial … para a discussão da centralidade do comercio e da sua vocação no processo de (des)vitalização do CH 6. Estacionamento … para a discussão das dificuldades sentidas com o estacionamento no CH - que emergiram sobretudo nas suas condicionantes ao uso quotidiano e atractividade do CH - e de eventuais soluções para minimizar e/ou ultrapassar essas dificuldades; 7. Atitudes, Vontades & Comunicação … para uma atitude pautada de descrença e “mágoa” face à actuação dos decisores, mas também de discussão de valores e vontades a mobilizar e da qualidade de comunicação a incentivar em processos de mobilização e de co- produção no quadro da prossecução de uma estratégia para o CH, seu planeamento e gestão; 8. Sentido de Comunidade … para o grau de abertura e/ou fechamento da comunidade face ao “novo” e/ou “diferente, sobre o seu perfil identitário e para o debate em torno da sua “força” e “resiliência” endógena; 9. Circulação Viária … para as dificuldades sentidas em termos de mobilidade viária e para a discussão em torno da sua funcionalidade potencial 10. Eventos & Oferta Cultural … para a discussão em torno das necessidades e potencialidades de promoção de eventos em torno da oferta cultural e da valorização de uma vocação identitária em torno deste segmento, como estruturante para a (re)vitalização do CH no seu potencial de resposta ao quotidiano e de reforço identitário e simbólico TOP 10

8 Incidência por Workshop
SWOT Incidência por Workshop % 2,02 6,28 8,91 12,35 9,72 19,03 10,53 9,51 5,06 4,86 11,74 100 Geografia Espaço Urbano Edifícios & Imobiliário Cultura Dinâmica Populacional Economia Equipamentos & Serviços Acessibilidade & Transportes Segurança Relação com a Região Planeamento & Gestão TOTAL MOR % 0,0 6 8,6 7 10,0 10 14,3 5 7,1 9 12,9 1 1,4 70 100 COM % 1 1,3 4 5,1 9 11,4 5 6,3 17 21,5 6 7,6 13 16,5 3 3,8 11 13,9 79 100 LID % 1 1,7 3 5,2 6 10,3 11 19,0 9 15,5 4 6,9 2 3,4 58 100 PROM % 1 1,3 7 8,8 16 20,0 15 18,8 4 5,0 14 17,5 5 6,3 9 11,3 80 100 TECN % 2 3,0 5 7,5 9 13,4 3 4,5 16 23,9 8 11,9 1 1,5 4 6,0 67 100 SEC % 1 1,2 4 4,9 10 12,3 7 8,6 22 27,2 14 17,3 8 9,9 3 3,7 81 100 ESTA % 4 6,8 2 3,4 6 10,2 8 13,6 11 18,6 5 8,5 3 5,1 7 11,9 59 100

9 Incidência por Tendência | Temas
SWOT Incidência por Tendência | Temas Tot % Fq Op Am Geografia 10 3 30 4 40 2 20 1 Espaço Urbano 31 13 42 11 35 Edifícios & Imobiliário 44 25 57 12 27 6 14 Cultura 61 22 36 8 41 Dinâmica Populacional 48 29 60 7 15 Economia 94 43 46 24 26 16 Equipamentos & Serviços 52 9 17 Acessibilidade & Transportes 47 32 68 23 Segurança Relação com a Região 33 Planeamento & Gestão 58 50 34

10 Incidência por Tendência
SWOT Incidência por Tendência Por Temas Por Workshop POS NEG POS/NEG Cultura 47 14 3,36 Espaço Urbano 16 15 1,07 Geografia 5 1,00 Relação com a Região 12 Economia 36 58 0,62 Equipamentos & Serviços 18 34 0,53 Edifícios & Imobiliário 13 31 0,42 Dinâmica Populacional 35 0,37 Acessibilidade & Transportes 0,34 Planeamento & Gestão 9 49 0,18 Segurança 2 23 0,09 POS NEG POS/NEG 0,84 43 36 Comerciantes 0,63 43 27 Moradores 0,62 50 31 Secundária 0,52 44 23 Técnicos 0,51 39 20 Esta 0,51 53 27 Promotores 0,49 39 19 Lideres

11 As mais dependentes de Pressões Internas
SWOT Análise de Pressão Indice de Internalização / externalização de factores [Forças e Fraquezas / Oportun. e Ameaças] Espaço Urbano 3,43 Dinâmica Populacional 2,69 Acessibilidade & Transportes 2,36 Geografia 2,33 Equipamentos & Serviços 1,89 Edifícios & Imobiliário 1,44 Economia 1,41 Planeamento & Gestão 1,07 Cultura 0,97 Segurança 0,67 Relação com a Região 0,33 As mais dependentes de Pressões Internas As mais dependentes de Pressões Externas

12 SWOT Mapeamentos

13 SWOT Mapeamentos

14 SWOT Mapeamentos

15 SWOT Mapeamentos

16 Síntese de Resultados Mapeamento – que correspondência física entre o CH e a opinião sobre o CH percepção e utilização do território do CH bastante assimétrica e desigual entre os grupos; estudantes da ESTA e promotores apresentam a utilização e percepção mais polarizada do CH (espaços de frequência mais restritos); estudantes do secundário apresentam a utilização mais equilibrada do território (repartem pontos de interesse/frequência), sinalizando locais de frequência aparentemente sem uso pelos restantes inquiridos (Castelo e área envolvente, estacionamento junto à Ladeira dos Quinchosos); área central (envolvente à Praça Barão da Batalha, Largo Ramiro Guedes, Praça Raimundo Soares Mendes, Praça da República e Convento de São Domingos) é a mais frequentada, agradável e emblemática. Grupos do Secundário e ESTA focam alguns cafés, bares e o Parque Radical como locais de frequência significativa; os espaços emblemáticos são essencialmente o património monumental e religioso, o Jardim do Castelo e o Outeiro de São Pedro, bem como os locais de maior frequência de cada grupo; existem espaços sinalizados como “agradáveis” e “emblemáticos” que não são frequentados (ex: Jardim Castelo), surgindo sinalizados como espaços “complicados/evito ir” e sugerindo potencial desaproveitado (por ex., Outeiro de São Pedro, Castelo e sua envolvente); os espaços “complicados/evito ir” variam muito, sugerindo que parte dos problemas poderão ser mais de percepção de insegurança do que de insegurança real desses espaços. Constância nos parques de estacionamento sinalizados como espaços “complicados/evito ir”; existem amplas zonas sem qualquer tipo de referência.

17 Temas Transversais aos diversos workshops
Síntese de Resultados Temas Transversais aos diversos workshops Percepção de um processo de declínio continuado e esvaziamento do CH (Subtema Tendência da Dinâmica e Localização dos Equipamentos & serviços); Visão negativa das opções e processos de planeamento (Subtemas Opções Estratégicas, Modelo de Crescimento, Expansão Urbana e Atitudes, Vontades & Comunicação); As características físicas do CH não são vistas como uma das causas da sua falta de atracção e declínio, mas como uma das suas maiores forças e oportunidades (Subtemas Património Cultural e Histórico, Castelo, Beleza, Escala & Agradabilidade e Qualidade, Coerência, Homogeneidade); Existência de um conjunto de recursos a potenciar (Subtemas Recursos a Potenciar, Devolutos, Património Cultural e Histórico, Castelo, Tejo e Capacidade de Atracção); Existência de lacunas de oferta e adequação ao nível das actividades económicas e equipamentos (Subtemas Tipo de Oferta Comercial, Qualidade e Adequação da Oferta Comercial, Oferta de Restauração e Lazer, Actividade Turística & Hoteleira); Aumento da oferta cultural e da realização de eventos como via para dar resposta às aspirações dos utilizadores actuais e como meio de aumentar a atractividade do CH (Subtema Eventos e Oferta Cultural); Sentimento generalizado de insegurança (Subtemas Segurança & Criminalidade e Actuação das Instituições).

18 Especificidades dos diversos workshops
Síntese de Resultados Especificidades dos diversos workshops Comerciantes e Promotores – para além dos aspectos gerais focados anteriormente, ressalta a falta de um clima de confiança (entre entidades, nas opções, no futuro, etc.) de segurança e de cooperação como um dos principais, senão mesmo o principal, obstáculo ao investimento e à acção. Residentes e Comerciantes – onde a questão do estacionamento marcou mais presença, denotando a importância da mesma para o quotidiano da população e dos utilizadores mais directos do CH. Promotores – grande atenção dada às questões da propriedade, edifícios, projectos e obras. Ws em que o património foi abordado de forma mais ampla (histórico, arquitectónico, monumental, vernacular, doméstico, móvel e imaterial), sendo de destacar a grande sensibilidade expressa face às questões do património e da sua conservação (uma mais- valia a ter em conta). Líderes e ESTA – muito discutida a ideia de Abrantes como uma comunidade fechada e pouco inclusiva (hostil aos de fora, ao novo, ao que vem do exterior). Merece atenção particular o sentimento generalizado dos estudantes da ESTA de estarem “à margem” da comunidade, de serem excluídos dessa mesma comunidade Secundário e ESTA – destaque para as lacunas do CH, indo desde a desadequação da oferta comercial às suas aspirações, à falta de equipamentos para a infância e a juventude, de eventos e oferta cultural e de espaços de estar, lazer e socialização (em particular, cinema, bares e restaurantes).

19 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo
ÍNDICE 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo 2 – Diagnóstico Territorial Prospectivo 3 – Visão e Estratégia de Intervenção 4 – Debate

20 Diagnóstico Territorial Prospectivo
A capacidade competitiva e a atractividade de Abrantes está numa posição intermédia face ao conjunto de centros urbanos mais próximos, nunca perdendo em absoluto mas também nunca ganhando em absoluto, nos vectores que contribuem para explicar a afirmação de hierarquias urbanas. De facto, Abrantes beneficia: de uma localização relativamente favorável à fixação empresarial e à fixação de pessoas, ainda que superada por Torres Novas do ponto de vista rodoviário pelo seu posicionamento mais próximo de Lisboa na A23, e pelo Entroncamento do ponto de vista ferroviário; de uma tradição industrial e de um património histórico com visibilidade, mas que são superados por Tomar, pela conjugação do simbolismo da sua riqueza patrimonial com a oferta de argumentos complementares de atractividade (oferta hoteleira, ensino superior, saúde, …), e por Castelo Branco, pelo efeito de polarização induzido pelo facto de ser Capital de Distrito; de um perfil relativamente diversificado que lhe tem permitido manter a disputa de diversos argumentos de afirmação com outros concelhos, mas em relação aos quais tenderá a perder terreno se continuar a efectuar uma aposta de diversificação como resposta a estratégias que evidenciam forte capacidade de especialização (a competição pela localização empresarial, logística e distribuição ganha-se no posicionamento face aos eixos viários de circulação; a competição pelo grande comércio e pelos grandes equipamentos e infra-estruturas ganha-se no equilíbrio entre bacia populacional e facilidade de acessos, …); de uma significativa capacidade de polarização funcional exercida sobre concelhos de menor dimensão (enquanto pólo de emprego, acesso a serviços, equipamentos, …).

21 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Dinâmica Populacional (Abrantes e Áreas de Concorrência e Influência) Área 2009 Pop. Res Densidade Pop. (hab./km2 – 2009) TCMA Índice Envelh % pop. Habil. Sec. ou Sup. 2001 Abrantes 715 39.623 55,4 -0,8% 192,2 43,4% Área de Concorrência Torres Novas 270 36.814 136,3 -0,1% 169,6 35,6% Entroncamento 14 22.169 1.618,2 2,2% 112,0 43,0% Tomar 351 41.689 118,7 -0,4% 178,4 39,7% Castelo Branco 1.438 53.626 37,3 177,4 40,0% Área de Influência Sardoal 92 3.759 40,8 -1,0% 229,3 60,3% Mação 400 6.916 17,3 -2,1% 390,0 27,0% Constância 80 3.726 46,3 -0,3% 151,0 42,7% VN Barquinha 50 8.228 165,9 1,0% 187,4 20,9% Gavião 295 3.928 13,3 -2,2% 437,2 37,2% Ponte de Sor 840 16.915 20,1 -0,6% 188,5 24,6% Vila de Rei 192 3.041 15,9 277,0 15,8% Área de Referência Centro 28.200 84,4 0,2% 149,7 32,7% Médio Tejo 2.306 100,1 162,9 39,3% GRL 26.083 161,4 0,6% 120,0 47,8% Portugal 92.207 115,4 0,4% 117,6 38,9% Fonte: INE, Estimativas da População Residente, 2009 e Censos 2001 Abrantes numa posição de perda populacional semelhante à dos restantes concelhos das áreas interpretadas como de concorrência e influência, com excepção do Entroncamento e Barquinha. Aliam-se a esta tendência índices de envelhecimento elevados, o que traça um cenário futuro pouco favorável à melhoria da capacidade de atracção populacional induzida por Abrantes. Abrantes com nível médio de habilitações mais elevado que o dos concelhos da sua envolvente.

22 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Capacidade de polarização de postos de trabalho Assiste-se ao reforço da capacidade de polarização de Abrantes enquanto concelho receptor de força de trabalho: comprovado pelo aumento entre do peso dos postos de trabalho gerados em Abrantes que são ocupados por residentes nos concelhos de Castelo Branco, Entroncamento, Tomar e Torres Novas (de 9% em 1991 para 20% em 2001). Já na relação com os concelhos dos territórios de proximidade se verifica a situação inversa, reduzindo-se entre o peso dos postos de trabalho de Abrantes ocupados por residentes oriundos desses concelhos (de 50% em 1991 para 37% em 2001). Assiste-se à redução da intensidade de deslocação laboral de abrantinos dirigida à área de concorrência: se, em 1991, 21% da mão-de-obra residente em Abrantes que trabalhava fora do concelho se dirigia aos concelhos de Castelo Branco, Entroncamento, Tomar e Torres Novas, em esse peso reduz-se para 15%. Esta tendência também se verifica para a área de influência (de 37% em 1991 para 33% em 2001). Conclui-se acerca de uma alteração do perfil de centralidade económica de Abrantes, que entre vê acentuar-se a sua capacidade de absorção de força de trabalho proveniente dos concelhos seus concorrentes, o que, muitas vezes, no jogo de equilíbrio das colocações no mercado de trabalho traduz o reflexo da “ambição” de ascensão na carreira por via do local onde é exercida a função, podendo, portanto, ser encarado como um sintoma que confirma mais o efeito de reforço da centralidade económica de Abrantes do que o efeito de perda de centralidade.

23 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Dimensão Económica Comercial do Concelho de Abrantes Abrantes posicionado entre os concelhos com maior dimensão média dos estabelecimentos do sector “Comércio, Hotelaria e Restauração”, embora com indícios pouco favoráveis de capacidade de sustentação futura desta posição (em ritmo de crescimento de postos de trabalho, Abrantes só ultrapassa Tomar); Castelo Branco com a maior bolsa de estabelecimentos (2.211) e postos de trabalho (14.715) afecta ao comércio, hotelaria e restauração, ainda que com menor relevância na sua estrutura produtiva (40,3% dos estab. e 29,3% dos postos de trabalho do concelho) comparativamente aos restantes concelhos (T. Novas e Entroncamento surgem como maiores centros urbanos concorrenciais); Conclui-se acerca da posição intermédia de Abrantes na capacidade de sustentação e reforço do seu tecido comercial e de serviços, evidenciando ritmos de crescimento (nº estabelecimentos e de postos de trabalho) superiores aos de Tomar e do Entroncamento (perdendo contudo, posição para o Entroncamento no que se refere a postos de trabalho), e inferiores aos de Torres Novas e Castelo Branco. Nº Estabelecimentos (2008) Nº Postos Trabalho Dimensão Média Estabelecimentos (2008) Taxa Média Anual Crescimento (TMAC) Total % Comérc. restaur. hotelaria % Comérc. restaur. e hotelaria Comérc., restaur. e hotelaria Total Estab. Estab. Comerc., restaur.Hoteleiros Emprego Total Emprego Comercial, restaur. e hotelaria Abrantes 1.251 43,3% 8.574 29,7% 6,9 4,7 4,0% 2,8% 1,6% 1,9% Área de Concorrência Torres Novas 1.389 45,9% 10.899 33,0% 7,8 5,6 4,6% 5,6% Entroncamento 661 50,7% 4.838 26,0% 7,3 3,8 4,3% 1,1% 2,3% Tomar 1.601 43,8% 9.294 31,1% 5,8 4,1 3,6% 2,0% 0,9% Castelo Branco 2.211 40,3% 14.715 29,3% 6,7 4,8 3,8% 2,9% 3,0% 3,7% Área de Proximidade Sardoal 148 31,8% 711 21,7% 3,3 11,5% 10,1% 9,8% 13,9% Mação 249 35,7% 1.546 20,6% 6,2 3,6 6,2% 7,5% 8,9% Constância 99 33,3% 1.106 8,0% 11,2 2,7 5,0% 3,4% -4,3% VN Barquinha 140 45,0% 685 22,8% 4,9 2,5 4,8% 3,2% 4,4% 0,0% Gavião 105 39,0% 537 16,9% 5,1 2,2 2,5% 2,1% Ponte de Sor 656 36,9% 4.257 23,2% 6,5 3,3% 1,7% 2,4% 2,2% Vila de Rei 139 31,7% 701 5,0 6 ,8% 6,1% 7,9% Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, 2008

24 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Pessoal ao serviço por subsectores do Comércio, Hotelaria e Restauração, 2008 “Comércio por Grosso” - representatividade semelhante à de Cast. Branco e Tomar, mais expressiva que no Entroncamento e inferior à registada em T. Novas; “Restauração” - representatividade superior na bacia de emprego de Abrantes; “Comércio e reparação de Veículos, Acessórios e Combustível” e “Comércio a Retalho em supermercados e hipermercados” - 14% do emprego de Abrantes, superando Entroncamento e Torres Novas na expressão do emprego dedicado ao “comércio e reparação de veículos, acessórios e combustível” (5% e 9%, respectivamente) e ficando atrás destes no “comércio a retalho em supermercados e hipermercados” (22%, respectivamente); Distribuição Comércio de Rua *inclui: Pastelarias, casas de chá e outros estabelecimentos de bebidas Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, Anel Exterior: Área de Concorrência Anel Interior: Abrantes “Comércio de têxteis, calçado e vestuário” e “comércio a retalho de artigos de uso doméstico” – pesos menos expressivos em Abrantes. Pode ser um elemento em que Abrantes perde capacidade concorrencial (na capacidade de captação de pessoas motivada pela diversidade e perfil de oferta do tecido comercial), face à posição que já teve quando “as pessoas de outros concelhos vinham fazer compras a Abrantes”.

25 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Ranking por variável etária, antiguidade e habilitações, 2008 ciclo de dinâmica comercial recente ( ) mais positiva para Castelo Branco, Entroncamento e Torres Novas que registam aumentos da dimensão média dos respectivos estabelecimentos comerciais, do que para Abrantes e Tomar, que seguem a tendência nacional de diminuição. Abrantes e Tomar apresentam estabilidade dos recursos humanos mais vincada (21% e 22% dos trabalhadores trabalham no mesmo estabelecimento há mais de 10 e menos de 19 anos) Abrantes e Tomar com maior expressão do peso de trabalhadores com idades compreendidas entre os 51 e os 64 anos, indícios de que a estrutura comercial de Abrantes e Tomar seja mais conservadora e que o processo de rejuvenescimento e modernização seja mais notório em Castelo Branco, Entroncamento e Torres Novas.

26 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Perfil do emprego no Comércio, Hotelaria e Restauração Em Abrantes e Tomar aumenta peso do emprego com habilitação de nível secundário/superior, embora sem atingir o patamar nacional. Abrantes com patamar de rigidez salarial dos trabalhadores com ensino superior que o aproxima do padrão salarial de Castelo Branco, Entroncamento e Tomar. Emprego com habilitações de nível secundário ou superior (1998 e 2008) Diferencial do salário mediano face ao País (euros) por nível de habilitações, 2008

27 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Dimensão Populacional da Cidade de Abrantes, 2001 Cidade de Abrantes com uma dimensão “média” no contexto das cidades de concorrência e equiparação a Tomar em termos de representação da cidade em população e área, mas populacionalmente menos densa; Perda populacional e um índice de envelhecimento populacional elevado no CH de Abrantes, o que confirma a urgência de reconversão dos vectores de atractividade residencial e de fruição do espaço público. Perda populacional no CH mas ganhos na “Cidade Alargada”. População activa residente no CH com perfil de habilitações mais elevado. Área (Km2) 2001 Pop Res. 2001 % pop. do concelho Densidade pop. (hab./Km2) 2001 TCMA Índice Envelh. 2001 % pop. Econ. activa Habil. Sec. Ou Sup. 2001 Centro histórico 1,45 2.801 7% 1.931,7 -1,9% 228 67,7% Cidade Alargada* 40,41 12.548 30% 310,5 1,5% 140 52,9% Abrantes 714,73 42.235 100% 58,9 -0,8% 186 43,4% * Freguesias de São João e São Vicente.. Fonte: INE, Censos 2001

28 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Estrutura sectorial das actividades económicas localizadas no CH de Abrantes, 2008 Por Estabelecimentos Por Pessoal ao Serviço A destacar: peso da dimensão de prestação de serviços (38,3% em estabelecimentos e 54,7% em pessoal ao serviço); peso do sector do comércio, agregadamente considerado (51,7% dos estabelecimentos e 27,2% do pessoal ao serviço), onde o “Comércio de Têxteis, Calçado e Vestuário” representa a maior parcela. Fonte: Com base Quadros de Pessoal, 2008

29 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Dinamismo das actividades económicas localizadas no CH de Abrantes (TMAC, estabelecimentos e emprego, ) A taxa média anual de crescimento de estabelecimentos e respectivo pessoal ao serviço entre 1998 e 2008 demonstra: a extinção dos segmentos ligados à comercialização sob a forma de super e hipermercado, referindo-se a estreita correlação que existe entre a extinção deste segmento comercial no CH de Abrantes e a rarefacção de residentes no CH de Abrantes em relação aos quais este segmento depende directamente pelas suas características de comércio de proximidade; o surgimento de novas linhas de negócio relacionados com os bens culturais e recreativos e artigos domésticos e o comércio a retalho de bens alimentares, bebidas e tabaco. Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, 1998 e 2008

30 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Ranking por variável etária, antiguidade e habilitações, 2008 % Pessoal ao serviço com idade entre anos % Pessoal ao serviço com antiguidade inferior ou igual a 9 anos % Pessoal ao serviço com habilitações secundário ou superior Comércio de produtos farmacêuticos, cosméticos e higiene 6,7% 90,0% 60,0% Serviços 19,8% 70,8% 52,4% Outro Comércio a Retalho 4,7% 51,2% 39,5% Comércio a retalho de artigos de uso doméstico 0,0% 61,5% 30,8% Comércio de bens culturais e recreativos 50,0% 30,0% Comércio Têxteis, Calçado e Vestuário 5,7% 62,5% 26,8% Pastelarias e Casas de Chá 16,7% Cafés, Bares e Cervejarias 28,6% 14,3% Restauração 25,0% 83,3% 8,3% Comércio por Grosso 10,5% 5,3% Outras Actividades 3,2% 74,5% 4,3% Comércio e Reparação de Veículos, Acessórios e Combustível 100,0% Predominância de permanência do pessoal ao serviço (antiguidade) no estabelecimento, no intervalo igual ou inferior a 9 anos, o que pode indiciar alguma “juventude” do perfil de atendimento oferecido por estes estabelecimentos e evidência de maior “maturidade” do sector “Comércio por Grosso”, em que a estabilidade dos postos de trabalho é traduzida no facto de 37% destes postos de trabalho serem ocupados pelo mesmo trabalhador há mais de 30 anos. o comércio de produtos farmacêuticos, cosméticos e higiene e os serviços são os que concentram maior proporção de emprego com habilitações de nível secundário ou superior (60% e 52%, respectivamente). Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, 2008

31 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Diferença do salário mediano por sectores face ao referencial do concelho Remunerações medianas do pessoal ao serviço em estabelecimentos localizados no CH de Abrantes estabelecem-se em níveis inferiores ao referencial concelhio, o que: demonstra o baixo nível de atractividade à fixação de trabalhadores no CH, eventualmente, repelindo-os para outros estabelecimentos localizados fora do CH; sugere os reflexos de volumes de vendas mais baixos e consequente incapacidade de acompanhar os padrões salariais de referência no concelho. Exclui-se neste conjunto, o subsector nomeado por “outras actividades”, que agrupa outros sectores, tais como panificação ou reparação de calçado e de artigos de couro. Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, 2008

32 Diagnóstico Territorial Prospectivo
Dinâmica de entrada, saída e deslocalização de funções/ equipamentos O CH tem vindo a ser alvo da saída progressiva de equipamentos e de serviços públicos. Este facto é apontado como uma das causas do processo de progressiva desertificação e perda de vitalidade do CH de Abrantes ao longo dos últimos anos. Configura-se a necessidade de promover uma dinâmica de equilíbrio de impactes entre os equipamentos/funções que “saíram” do CH e aquelas que “entraram” no decorrer dos últimos anos. Tendo como referência o conjunto de projectos previstos para o futuro prevê-se a criação de um conjunto de equipamentos e serviços (de maior ou menor proximidade) que fomentarão novas lógicas e dinâmicas no CH. Fonte: Com base em dados CMA

33 Perfil do CH – posição competitiva do concelho e CH (I)
Abrantes posiciona-se numa posição intermédia face aos principais núcleos urbanos com os quais concorre, sendo perspectivado como “second best” e não a primeira linha de preferência, nos vectores explicativos das hierarquias urbanas instaladas (atractividade à fixação de pessoas e empresas, posicionamento face aos eixos vários de circulação, dimensão da bolsa de emprego e de população, tradição industrial e tendências de alteração do perfil de especialização produtiva, oferta de funções e equipamentos de hierarquia superior como ensino e saúde, oferta hoteleira, dinâmica do comércio tradicional e moderno). Abrantes manifesta tendências de êxodo e envelhecimento populacional que colocam problemas à sustentabilidade do seu desenvolvimento (económico e social). O elevado patamar médio de habilitações da população contrabalança positivamente este cenário. Assiste-se a um fenómeno de reequilíbrio espacial do modelo de concentração populacional no concelho de Abrantes (a população residente no concelho de Abrantes e no seu CH tende a diminuir, mas a população residente na cidade de Abrantes tende a aumentar), nitidamente correlacionado com a atractividade do modelo residencial oferecido pelas novas urbanizações (relação qualidade-preço da habitação, estacionamento, proximidade de grandes superfícies de espaços comerciais, etc.).

34 Perfil do CH – posição competitiva do concelho e CH (II)
O tecido comercial de Abrantes apresenta uma importante estabilidade e maturidade, embora possa derivar nalgum conservadorismo e rigidez à mudança, características que prejudicam a descolagem em relação aos centros urbanos concorrentes. Abrantes apresenta crescimentos mais significativos em número de estabelecimentos do que em termos de criação de postos de trabalho, o que indicia uma tendência futura de redução dos patamares actuais de dimensão dos estabelecimentos comerciais. As actividades económicas do CH de Abrantes estão polarizadas em torno do comércio e serviços, evidenciando, no entanto, uma tendência de extinção de segmentos ligados ao comércio tradicional de proximidade, em larga medida associado à perda de massa crítica induzida pela desertificação do CH. Contudo, assiste-se ao “nascimento” em Abrantes de novos perfis de comércio, na área dos bens culturais e recreativos. Abrantes "sente-se" numa dinâmica fraca, em perda, expectante mas condicionada e pressionada a “mexer-se”, ao mesmo tempo que apresenta um capital humano interessado e com potencial de dinâmica.

35 Perfil do CH… no despoletar envolvimento e participação na reabilitação
Abrantes é uma comunidade fechada, com dificuldades em lidar/aceitar os “diferentes” e “os de fora”, sobretudo se portadores de modelos alternativos. É uma comunidade que aprendeu a fechar-se para se preservar e defender de uma permanente pressão de “newcomers” ou “população em trânsito” face à sua posição geográfica estratégica e ao seu historial de crescimento e desenvolvimento (as décadas de convivência com a comunidade “militar” sediada na zona são praticamente omitidas nas suas narrativas). Apresenta-se também como uma comunidade que alimenta algum “elitismo”, e autocentrada na sua história fundadora (ver a relevância que o património simbólico histórico ganha nos discursos, mesmo dos mais novos!). Mais do que “saudade” de “uma identidade perdida”, esta comunidade apresenta uma identidade fundadora bastante forte assumida como um “ bem” distintivo e a “defender” e pelo qual orienta e estrutura a sua capacidade de “resiliência” a todo um historial de choques e pressões, apesar de apresentar dificuldade em identificar claramente e de forma consensual e generalizada uma “vantagem” ou “especificidade” “única” em todo esse património (à excepção da particularidade da sua gastronomia e doçaria!) Apresenta-se focalizada no passado. Qualquer futuro ou novidade é encarado como um “ataque” e uma “consolidação” do seu percurso de “perda”.

36 Perfil do CH… no cruzamento entre sentimento apreendido e reflexos do quotidiano
Apresenta problemas do quotidiano por resolver, que emergem “amplificados”, em decorrência do seu sentimento de “abandono” (“ninguém nos protege”) e “incompreensão”. Trata-se de uma comunidade interessada, atenta, informada, qualificada, e por isso, também, mais exigente e sensível ao que poderá estar para além do “visível” e com uma sensibilidade prévia nas “dinâmicas” de partilha de um processo colectivo. Apresenta consciência de problemas, Forças e Oportunidades e apesar de apresentar condições para se envolver, demonstrou interesse e disponibilidade para o processo. Sobre o sentimento generalizado de “insegurança” manifestado transversalmente, parece consolidar-se a hipótese de que para além de uma eventual expressão evidente da sua manifestação, este traduz a transferência para este domínio de um sentimento de “desprotecção” e de “falta de cuidado” por quem deveria cuidar (as instituições). Questão do estacionamento surge como um constrangimentos quotidianos com maior impacto na vivência do CH, sendo apontado como uma das externalidades que tem conduzido à perda de influência do CH. Entendimento generalizado de que o CH está “velho”, “pouco cuidado”, “abandonado”, o que se traduz numa percepção generalizada de território “pouco atractivo” e “com pouco futuro”. O estado de conservação do património edificado do CH de Abrantes surge como um dos aspectos mais apontados ao longo das sessões de auscultação realizadas, sendo o licenciamento urbanístico apontado como um dos entraves à própria “regeneração” e à “mudança de imagem” do CH.

37 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo
ÍNDICE 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo 2 – Diagnóstico Territorial Prospectivo 3 – Visão e Estratégia de Intervenção 4 – Debate

38 Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção
Os pilares da Estratégia PILARES DA ESTRATÉGIA [ orientação estratégica ] Necessidade despoletar de um processo mobilizador e que se alimente cumulativamente dos impactos das primeiras iniciativas e da credibilidade que estas conseguirem reunir. Incorporam as expectativas e sensibilidades recolhidas no Diagnóstico de modo a orientar a estruturação de princípios e a definir processo de abordagem mais adequado para a decisão sobre as intervenções concretas. 38

39 Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção
Os pilares da Estratégia PILARES DA ESTRATÉGIA [ orientação estratégica ] Pilar “Desbloqueador” - Estratégia, Planeamento e Gestão Pilar “Sinalizador” da mudança - Vivência dos Quotidianos Pilar “Mobilizador” de iniciativas e contributos - Identidade e Relações 39

40 Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção
Os princípios da Estratégia PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ] Nortearam a definição da Estratégia de regeneração urbana do CH de Abrantes; Devem ser tidos em conta e orientar a prossecução da Estratégia a todos os níveis das fases de programação, implementação e monitorização da mesma, numa abordagem que considera o processo como parte inerente e fundamental da própria regeneração. Devem ainda servir de norma aos juízos práticos que tiverem de ser tomados ao longo do tempo. 40

41 Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção
Os princípios da Estratégia PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ] Nortearam a definição da Estratégia de regeneração urbana do CH de Abrantes; Devem ser tidos em conta e orientar a prossecução da Estratégia a todos os níveis das fases de programação, implementação e monitorização da mesma, numa abordagem que considera o processo como parte inerente e fundamental da própria regeneração. Devem ainda servir de norma aos juízos práticos que tiverem de ser tomados ao longo do tempo. Concluindo, de forma diferente dos objectivos e das acções, que devem ser respectivamente alcançados e concretizados, os princípios são para ser mantidos e respeitados em todas as situações. 41

42 Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção
Os princípios da Estratégia PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ] 1. Autenticidade na abordagem dos sentidos e conteúdos: ...a diversidade e a diferença convivem, complementam e dialogam com a tradição e a continuidade sem as ameaçar ou substituir... …reforçar a identidade abrindo-a simultaneamente ao convívio e integração do novo... A regeneração do CH de Abrantes deve consolidar-se como um processo de enriquecimento, de complementaridade, de continuidade evolutiva do CH existente, ao invés se tornar num agente de ruptura, ofuscação e substituição da realidade presente. 42

43 Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção
Os princípios da Estratégia PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ] 1. Autenticidade na abordagem dos sentidos e conteúdos 2. Multi-nível na abordagem das dinâmicas ... reflectir a complexidade do processo de regeneração e a multiplicidade e diversidade de actores e de objectivos atingir:... ... compatibilizar, coordenar, articular: - Quotidiano + Estratégia - Para Dentro + Para Fora - Imediatas + médio/longo prazo - Simbólicas + estruturantes - Público + Privado - Materiais + Imateriais - etc. ... 43

44 Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção
Os princípios da Estratégia PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ] 1. Autenticidade na abordagem dos sentidos e conteúdos 2. Multi-nível na abordagem das dinâmicas 3. Co-Produção na abordagem e gestão do processo ... passagem do desconforto e descrédito para a esperança e o compromisso, através da consolidação, do desenvolvimento e da gestão de um processo no qual a Visão e a Estratégia são fruto de um “trabalho conjunto”... Ponto de partida: desconforto & desesperança vs expectativa; 1º passo: credibilização e esperança; 2º passo: consolidação de sentido e compromisso; 3º passo: co-produção e gestão de percursos 44

45 Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção
Os princípios da Estratégia PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ] 1. Autenticidade na abordagem dos sentidos e conteúdos 2. Multi-nível na abordagem das dinâmicas 3. Co-Produção na abordagem e gestão do processo ... passagem do desconforto e descrédito para a esperança e o compromisso... ... garantir a viabilidade e sustentabilidade da Estratégia de Regeneração: - a análise participada da realidade permite uma visão global dos problemas, recursos e aspirações em presença; - o trabalho conjunto dos actores na definição dos objectivos da intervenção assegura a sua adesão, contribuição e emprenho na prossecução dos objectivos e na concretização das acções; - nenhum processo de regeneração se produz sem uma ampla conjugação de esforços e acções a médio e a longo prazo. 45

46 Visão Pontos de partida Re-Vitalizar Abordagem Tudo de novo
Do que fazer… Trazer mais Vida, atraindo mais pessoas para viver e novos utilizadores Estancar esvaziamento e perda competitiva do CH de Abrantes face a outros territórios Manter residentes actuais e Atrair novos residentes Manter utilizadores actuais e Atrair novos utilizadores Assegurar funcionalidade adequada às novas necessidades (Re)Posicionar Abrantes na sua centralidade geográfica através do re(posicionamento) da centralidade do seu CH Objectivos Estratégia Abordagem Método e Processo … ao como fazer Parte-se do Zero Tudo de novo Não se parte do Zero Enquadramento do que existe Validação qualificada do que existe Reconstrução de um Sentido e qualificação do Programa (conteúdos e processo) 46

47 Visão Cenários alternativos Impacte Sinergia Ponto de Ponto de
Novos Utilizadores Novos Residentes Residentes Actuais Novos População do Concelho População da Região Utilizadores Público-Alvo Monofuncionalidade (especialização sectorial) Massificação Autenticidade + Inovação Quotidiano + Distinção Qualidade na diversidade Impacte Marcar a diferença Ruptura Sinergia Exaltar a identidade Coerência Perfil da Intervenção Consumo Novos Utilizadores Lazer Ponto de Interesse Ponto de Atracção Lazer Consumo Cultura Serviços Ponto de Encontro Ponto de Atracção Motor e Processo (concepção, envolvimento e implementação) 47

48 Visão Cenário Alternativo: Fazer do CH um sítio … Ponto de Encontro
Os objectivos de quem planeia e implementa [ a óptica do quotidiano e do diferenciado] As expectativas de quem usufrui [ a óptica do residente e do utilizador ] … onde se passam coisas, se encontra o que fazer e o que se precisa … ter a certeza que existe … … onde se encontram várias coisas que fazer, com qualidade e diferentes … ter a certeza que é bom … Lazer Consumo Cultura Serviços Ponto de Encontro Autenticidade + Inovação Quotidiano + Distinção Qualidade na diversidade Residentes Actuais Novos População do Concelho População da Região Utilizadores Aprazibilidade “Malha de Percursos” Sinergia Exaltar a identidade Coerência Frequência e cadência de utilização Convívio Dia-a-dia Visão e Objectivos Quotidiano Diferenciação Orientação para o Público-Alvo Âmbito das Intervenções Disponibilidade … onde se passam momentos agradáveis … ter a sensação de que vale a pena ir … … onde se tem de “ir” … ter a sensação de que toda a gente vai … Opção entre cenários alternativos: tradução na Visão para o CH 48

49 Qualificar e Re-Utilizar
Estratégia RE - VITALIZAR Re-Vitalizar Qualificar o Quotidiano de quem lá vive e de quem o usa Qualificar e Re-Utilizar qualificar o quotidiano de quem lá vive, mantendo o seu interesse em lá continuar a viver Trazer mais Vida, atraindo mais pessoas para viver e utilizadores atrair novos residentes, garantindo-lhes qualidade de quotidiano e factores de distintividade (diferenciação) competitiva atrair novos utilizadores (do concelho e região) através da distintividade da oferta comercial e cultural e da exclusividade no acesso a determinados serviços e funções assegurar uma agradabilidade transversal e compatível para residentes e utilizadores assegurar convergência equilibrada e compatível entre múltiplos afazer(es) – consumo, cultura, lazer, serviços – que posicione o CH como “Ponto de interesse (encontro)” de referência na região consolidar um sentido partilhado e a confiança entre os vários actores (residentes, utilizadores, operadores, promotores, …) que viabilize o empenho, o compromisso e a co-operação 49

50 QUALIFICAR & RE-UTILIZAR (grandes eixos)
Estratégia QUALIFICAR & RE-UTILIZAR (grandes eixos) Quotidiano Diferenciação Essencial CH que funciona Conforto (funcional) Agradabilidade (sensorial) Coerência CH que se sente (gosta) Diversidade de afazer(es) (vivências) Proximidade CH que se vive Mais Valia CH que se distingue Empenho e compromisso (relacional) Governança e Gestão CH que se governa CH que se organiza 50

51 QUALIFICAR & RE-UTILIZAR através …
Estratégia QUALIFICAR & RE-UTILIZAR através … Funcionalidade em termos de circulação e acessibilidade dos espaços públicos Ter o que precisa no quotidiano - acesso a comércio e serviços de quotidiano; Refuncionalização de usos e apropriações Conforto Aprazibilidade e agradabilidade ao uso (espaços cuidados, conservados, mantidos, limpos, …) Coerência e imagem; ter “orgulho de…” Bricolage de pormenor (que distinga da periferia e de outros territórios) Agradabilidade ter o que fazer no território ter oportunidades diferenciadas para vários afazeres e resposta diferenciada a necessidades diversas e especiais (face ao que precisa, ao que aspira, ao que distingue em qualidade) sentir segurança função socialmente útil do património Vivências sentimento de confiança e sentido partilhado oportunidades de diálogo e co-operação Empenho e compromisso 51

52 Estratégia EIXOS (resumo)
EIXO 1. “um CH que funciona” (dimensão funcional e de conforto) – funcionalidade em termos de circulação e acessibilidade dos espaços públicos; ter o que precisa no quotidiano (acesso a comércio e serviços de quotidiano); refuncionalização de usos e apropriações. EIXO 2. “um CH que se sente e se gosta” (dimensão sensorial e de agradabilidade) – aprazibilidade e agradabilidade ao uso (espaços cuidados, conservados, mantidos, limpos, …); coerência e imagem; ter “orgulho de…”; bricolage de pormenor (que distinga da periferia e de outros territórios). EIXO 3. “um CH que se vive” (dimensão das actividades e vivências) – ter o que fazer no território; ter resposta às diversas necessidades do quotidiano; sentir segurança. EIXO 4. “um CH que se distingue” (dimensão das actividades e vivências) – ter oportunidades diferenciadas para vários afazeres e resposta diferenciada a necessidades diversas e especiais (face ao que precisa, ao que aspira, ao que distingue em qualidade); ter características e ofertas que são únicas e conferem uma mais-valia distintiva ao território; função socialmente útil do património e lazer. EIXO 5. “um CH que se governa e organiza” (dimensão relacional, de emprenho e compromisso) – sentimento de confiança e sentido partilhado; oportunidades de diálogo e co-operação. 52

53 Estratégia QUALIFICAR & RE-UTILIZAR (ligação entre eixos e áreas sectoriais) Quotidiano Diferenciação 1 Essencial - CH que funciona Conforto (funcional) Mobilidade Comércio (quotidiano) Edificado (funções) Coerência - CH que se sente (gosta) 2 Espaço Público (bricolage de pormenor; coerência e imagem) Património (geral) Equipamentos (uso; manutenção) Edificado (imagem de conjunto) Agradabilidade (sensorial) Proximidade - CH que se vive 3 4 Mais Valia - CH que se distingue Diversidade de fazer(es) (vivências) Serviços gerais de proximidade Edificado (conservação) Reabilitação património público Segurança Percursos | Espaços Público | Património Cultura | Comércio | Residencial Equipamentos |Serviços (CH como CCultural, CComercial e CResidencial) CH que se governa (1) Governança e Gestão (2) CH que se organiza Empenho e compromisso (relacional) Macro-gestão Animação (reabilitação & cidadania) Instrumentos & Incentivos Gestão do processo; Comunicação 5 Instrumentos Operacionais específicos 53

54 Exemplos de Projectos Estruturantes
Estratégia Exemplos de Projectos Estruturantes Projecto “CH como Condomínio Residencial” Conceito: Oferecer aos residentes no CH de Abrantes a oportunidade de aceder a um conjunto de serviços que se assumam como uma mais-valia de residir no CH. Estes serviços terão por objectivo aumentar a qualidade de vida e o conforto dos residentes, tanto pela adequação da oferta às necessidades específicas do público-alvo e dos modos de vida contemporâneos, como pela minimização dos constrangimentos e limitações inerentes a residir num Centro Histórico. 54

55 Exemplos de Projectos Estruturantes
Estratégia Exemplos de Projectos Estruturantes Projecto “CH como Centro Cultural e Criativo” Conceito: Tornar o CH de Abrantes num território de referência ao nível municipal e regional no que respeita aos bens e eventos culturais e ao fomento das actividades criativas e artísticas. Pretende-se garantir que o CH de Abrantes tem uma oferta cultural regular e diversificada, que não só complemente e qualifique a vivência dos residentes e dos utilizadores, como alcance a capacidade de atrair por si novos utentes. Nesta estratégia a animação do Castelo assume grande importância, pretendendo-se que este se torne num espaço privilegiado de contacto e de encontro social. 55

56 Exemplos de Projectos Estruturantes
Estratégia Exemplos de Projectos Estruturantes Projecto “Centro Comercial a Céu Aberto de Abrantes” Conceito: Introduzir nas principais ruas comerciais do CH de Abrantes uma lógica de funcionamento que beneficie dos métodos de racionalização de custos e de partilha de serviços que as grandes superfícies comerciais introduziram como forma de oferecer uma grande diversidade de opções de consumo num espaço confortável, agradável e propício ao lazer. 56

57 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo
ÍNDICE 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo 2 – Diagnóstico Territorial Prospectivo 3 – Visão e Estratégia de Intervenção 4 – Debate

58 Estratégia de Intervenção  para o Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico (CH) de Abrantes


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