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Estratégia de Intervenção para o Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico (CH) de Abrantes Abrantes, Junho de 2011.

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1 Estratégia de Intervenção para o Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico (CH) de Abrantes Abrantes, Junho de 2011

2 ÍNDICE 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo 2 – Diagnóstico Territorial Prospectivo 3 – Visão e Estratégia de Intervenção 4 – Debate

3 Realização 8 Ws Participantes h – 18.00hESTA13 de Jan 2011Ws - ESTA 2321h – 24hBiblioteca12 de Jan 2011Ws - Promotores 4015h – 17.30hEscola Secundária 12 de Jan 2011Ws - Secundário 2021h – 00.30hBiblioteca14 de Dez 2010Ws - Líderes h – 18hBiblioteca14 de Dez 2010Ws - Técnicos 2615h – 18.40hBiblioteca4 de Dez 2010Ws - Residentes 2921h – 1.00hBiblioteca3 de Dez 2010Ws - Comerciantes Nº Participantes DuraçãoLocalDataWs Metodologia Workshops

4 1.Apresentação e enquadramento aos objectivos da Iniciativa por eleitos da CM 2.Apresentação e enquadramento dos objectivos e funcionamento dos Workshops 3.Construção colectiva de um SWOT 4.Exercícios a)Votação do SWOT b)Mapeamento de Apropriações e Usos c)Jogo de Sentido 5.Debate Geral Estrutura das Sessões Metodologia Workshops

5 Temas 11 Sub-Temas 49 SWOT – Temas e Sub-Temas SWOT 494 ideias (total de 570) WorkshopSWOTOutras Moradores7010 Comerciantes793 Lideres5823 Promotores8012 Técnicos6713 Secundário8115 ESTA590 TOTAL49476

6 Incidência Sub-Temas Incidência Temas SWOT – Incidência

7 TOP 10 Incidência temática do conteúdo do TOP 10 de Sub-Temas SWOT TOP 10 de Sub-TemasSub-Temas reúnem ideias que remetem, sobretudo, para… 1. Localização de Equipamentos & Serviços … para a discussão da relocalização de alguns equipamentos e serviços (ex: CMA, ESTA, Segurança Social, Tribunal, Hospital, etc.), já efectivada, ou na calha para ser efectivada, e em torno do seu potencial de ancoragem para a revitalização e sustentabilidade de desenvolvimento do CH; 2. Tendência da Dinâmica Populacional … para o sentimento de perda populacional, envelhecimento e desvitalização (morte) do CH - ainda que com o reconhecimento de existência de moradores - e da discussão do potencial da sua vocação residencial; 3. Opções Estratégicas … para o questionamento da abordagem e do sentido atribuído e/ou a atribuir a opções estratégicas de planeamento e de gestão, bem como de discussão em torno das suas dimensões motrizes e de garantias de sustentabilidade; 4. Segurança & Criminalidade … para o sentimento de insegurança associado ao CH 5. Tipo de Oferta Comercial … para a discussão da centralidade do comercio e da sua vocação no processo de (des)vitalização do CH 6. Estacionamento … para a discussão das dificuldades sentidas com o estacionamento no CH - que emergiram sobretudo nas suas condicionantes ao uso quotidiano e atractividade do CH - e de eventuais soluções para minimizar e/ou ultrapassar essas dificuldades; 7. Atitudes, Vontades & Comunicação … para uma atitude pautada de descrença e mágoa face à actuação dos decisores, mas também de discussão de valores e vontades a mobilizar e da qualidade de comunicação a incentivar em processos de mobilização e de co- produção no quadro da prossecução de uma estratégia para o CH, seu planeamento e gestão; 8. Sentido de Comunidade … para o grau de abertura e/ou fechamento da comunidade face ao novo e/ou diferente, sobre o seu perfil identitário e para o debate em torno da sua força e resiliência endógena; 9. Circulação Viária … para as dificuldades sentidas em termos de mobilidade viária e para a discussão em torno da sua funcionalidade potencial 10. Eventos & Oferta Cultural … para a discussão em torno das necessidades e potencialidades de promoção de eventos em torno da oferta cultural e da valorização de uma vocação identitária em torno deste segmento, como estruturante para a (re)vitalização do CH no seu potencial de resposta ao quotidiano e de reforço identitário e simbólico

8 COM% 11,3 45, ,4 56,3 1721,5 67,6 1316,5 33,8 67,6 1113, LID% 11,7 35,2 610, ,0 915,5 46,9 23,4 2 35,2 1119, PROM% 11,3 78,8 1620,0 1518,8 45,0 1417,5 56,3 78,8 11, , TECN% 23,0 57, ,4 34,5 1623,9 811,9 57,5 11,5 46,0 913, SEC% 11,2 44, ,3 78,6 2227,2 1417,3 89,9 44,9 33,7 44, ESTA% 46,8 23, ,2 813,6 1118,6 58,5 35,1 711,9 610,2 58, % 2,02 6,28 8,91 12,35 9,72 19,03 10,53 9,51 5,06 4,86 11, MOR% 00,0 68,6 710,0 68,6 1014,3 57,1 1014,3 912,9 710,0 11,4 912, Geografia Espaço Urbano Edifícios & Imobiliário Cultura Dinâmica Populacional Economia Equipamentos & Serviços Acessibilidade & Transportes Segurança Relação com a Região Planeamento & Gestão TOTAL Incidência por Workshop SWOT

9 TotFç%Fq%Op%Am% Geografia Espaço Urbano Edifícios & Imobiliário Cultura Dinâmica Populacional Economia Equipamentos & Serviços Acessibilidade & Transportes Segurança Relação com a Região Planeamento & Gestão Incidência por Tendência | Temas SWOT

10 POSNEGPOS/NEG Cultura47143,36 Espaço Urbano16151,07 Geografia551,00 Relação com a Região12 1,00 Economia36580,62 Equipamentos & Serviços18340,53 Edifícios & Imobiliário13310,42 Dinâmica Populacional13350,37 Acessibilidade & Transportes12350,34 Planeamento & Gestão9490,18 Segurança2230,09 Incidência por Tendência SWOT 0,493919Lideres 0,515327Promotores 0,513920Esta 0,524423Técnicos 0,625031Secundária 0,634327Moradores 0,844336Comerciantes POS/NEGNEGPOS Por Temas Por Workshop

11 Indice de Internalização / externalização de factores [Forças e Fraquezas / Oportun. e Ameaças] Espaço Urbano3,43 Dinâmica Populacional2,69 Acessibilidade & Transportes2,36 Geografia2,33 Equipamentos & Serviços1,89 Edifícios & Imobiliário1,44 Economia1,41 Planeamento & Gestão1,07 Cultura0,97 Segurança0,67 Relação com a Região0,33 As mais dependentes de Pressões Externas As mais dependentes de Pressões Internas Análise de Pressão SWOT

12 Mapeamentos SWOT

13 Mapeamentos SWOT

14 Mapeamentos SWOT

15 Mapeamentos SWOT

16 percepção e utilização do território do CH bastante assimétrica e desigual entre os grupos; estudantes da ESTA e promotores apresentam a utilização e percepção mais polarizada do CH (espaços de frequência mais restritos); estudantes do secundário apresentam a utilização mais equilibrada do território (repartem pontos de interesse/frequência), sinalizando locais de frequência aparentemente sem uso pelos restantes inquiridos (Castelo e área envolvente, estacionamento junto à Ladeira dos Quinchosos); área central (envolvente à Praça Barão da Batalha, Largo Ramiro Guedes, Praça Raimundo Soares Mendes, Praça da República e Convento de São Domingos) é a mais frequentada, agradável e emblemática. Grupos do Secundário e ESTA focam alguns cafés, bares e o Parque Radical como locais de frequência significativa; os espaços emblemáticos são essencialmente o património monumental e religioso, o Jardim do Castelo e o Outeiro de São Pedro, bem como os locais de maior frequência de cada grupo; existem espaços sinalizados como agradáveis e emblemáticos que não são frequentados (ex: Jardim Castelo), surgindo sinalizados como espaços complicados/evito ir e sugerindo potencial desaproveitado (por ex., Outeiro de São Pedro, Castelo e sua envolvente); os espaços complicados/evito ir variam muito, sugerindo que parte dos problemas poderão ser mais de percepção de insegurança do que de insegurança real desses espaços. Constância nos parques de estacionamento sinalizados como espaços complicados/evito ir; existem amplas zonas sem qualquer tipo de referência. Mapeamento – que correspondência física entre o CH e a opinião sobre o CH Síntese de Resultados

17 Percepção de um processo de declínio continuado e esvaziamento do CH (Subtema Tendência da Dinâmica e Localização dos Equipamentos & serviços); Visão negativa das opções e processos de planeamento (Subtemas Opções Estratégicas, Modelo de Crescimento, Expansão Urbana e Atitudes, Vontades & Comunicação); As características físicas do CH não são vistas como uma das causas da sua falta de atracção e declínio, mas como uma das suas maiores forças e oportunidades (Subtemas Património Cultural e Histórico, Castelo, Beleza, Escala & Agradabilidade e Qualidade, Coerência, Homogeneidade); Existência de um conjunto de recursos a potenciar (Subtemas Recursos a Potenciar, Devolutos, Património Cultural e Histórico, Castelo, Tejo e Capacidade de Atracção); Existência de lacunas de oferta e adequação ao nível das actividades económicas e equipamentos (Subtemas Tipo de Oferta Comercial, Qualidade e Adequação da Oferta Comercial, Oferta de Restauração e Lazer, Actividade Turística & Hoteleira); Aumento da oferta cultural e da realização de eventos como via para dar resposta às aspirações dos utilizadores actuais e como meio de aumentar a atractividade do CH (Subtema Eventos e Oferta Cultural); Sentimento generalizado de insegurança (Subtemas Segurança & Criminalidade e Actuação das Instituições). Temas Transversais aos diversos workshops Síntese de Resultados

18 Comerciantes e Promotores – para além dos aspectos gerais focados anteriormente, ressalta a falta de um clima de confiança (entre entidades, nas opções, no futuro, etc.) de segurança e de cooperação como um dos principais, senão mesmo o principal, obstáculo ao investimento e à acção. Residentes e Comerciantes – onde a questão do estacionamento marcou mais presença, denotando a importância da mesma para o quotidiano da população e dos utilizadores mais directos do CH. Promotores – grande atenção dada às questões da propriedade, edifícios, projectos e obras. Ws em que o património foi abordado de forma mais ampla (histórico, arquitectónico, monumental, vernacular, doméstico, móvel e imaterial), sendo de destacar a grande sensibilidade expressa face às questões do património e da sua conservação (uma mais- valia a ter em conta). Líderes e ESTA – muito discutida a ideia de Abrantes como uma comunidade fechada e pouco inclusiva (hostil aos de fora, ao novo, ao que vem do exterior). Merece atenção particular o sentimento generalizado dos estudantes da ESTA de estarem à margem da comunidade, de serem excluídos dessa mesma comunidade Secundário e ESTA – destaque para as lacunas do CH, indo desde a desadequação da oferta comercial às suas aspirações, à falta de equipamentos para a infância e a juventude, de eventos e oferta cultural e de espaços de estar, lazer e socialização (em particular, cinema, bares e restaurantes). Especificidades dos diversos workshops Síntese de Resultados

19 ÍNDICE 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo 2 – Diagnóstico Territorial Prospectivo 3 – Visão e Estratégia de Intervenção 4 – Debate

20 Diagnóstico Territorial Prospectivo A capacidade competitiva e a atractividade de Abrantes está numa posição intermédia face ao conjunto de centros urbanos mais próximos, nunca perdendo em absoluto mas também nunca ganhando em absoluto, nos vectores que contribuem para explicar a afirmação de hierarquias urbanas. De facto, Abrantes beneficia: de uma localização relativamente favorável à fixação empresarial e à fixação de pessoas, ainda que superada por Torres Novas do ponto de vista rodoviário pelo seu posicionamento mais próximo de Lisboa na A23, e pelo Entroncamento do ponto de vista ferroviário; de uma tradição industrial e de um património histórico com visibilidade, mas que são superados por Tomar, pela conjugação do simbolismo da sua riqueza patrimonial com a oferta de argumentos complementares de atractividade (oferta hoteleira, ensino superior, saúde, …), e por Castelo Branco, pelo efeito de polarização induzido pelo facto de ser Capital de Distrito; de um perfil relativamente diversificado que lhe tem permitido manter a disputa de diversos argumentos de afirmação com outros concelhos, mas em relação aos quais tenderá a perder terreno se continuar a efectuar uma aposta de diversificação como resposta a estratégias que evidenciam forte capacidade de especialização (a competição pela localização empresarial, logística e distribuição ganha-se no posicionamento face aos eixos viários de circulação; a competição pelo grande comércio e pelos grandes equipamentos e infra-estruturas ganha-se no equilíbrio entre bacia populacional e facilidade de acessos, …); de uma significativa capacidade de polarização funcional exercida sobre concelhos de menor dimensão (enquanto pólo de emprego, acesso a serviços, equipamentos, …).

21 Dinâmica Populacional (Abrantes e Áreas de Concorrência e Influência) Diagnóstico Territorial Prospectivo Fonte: INE, Estimativas da População Residente, 2009 e Censos 2001 Abrantes numa posição de perda populacional semelhante à dos restantes concelhos das áreas interpretadas como de concorrência e influência, com excepção do Entroncamento e Barquinha. Aliam-se a esta tendência índices de envelhecimento elevados, o que traça um cenário futuro pouco favorável à melhoria da capacidade de atracção populacional induzida por Abrantes. Abrantes com nível médio de habilitações mais elevado que o dos concelhos da sua envolvente. Área 2009 Pop. Res Densidade Pop. (hab./km2 – 2009) TCMA Índice Envelh % pop. Habil. Sec. ou Sup Abrantes ,4-0,8%192,243,4% Área de Concorrência Torres Novas ,3-0,1%169,635,6% Entroncamento ,22,2%112,043,0% Tomar ,7-0,4%178,439,7% Castelo Branco ,3-0,4%177,440,0% Área de Influência Sardoal ,8-1,0%229,360,3% Mação ,3-2,1%390,027,0% Constância ,3-0,3%151,042,7% VN Barquinha ,91,0%187,420,9% Gavião ,3-2,2%437,237,2% Ponte de Sor ,1-0,6%188,524,6% Vila de Rei ,9-1,0%277,015,8% Área de Referência Centro ,40,2%149,732,7% Médio Tejo ,10,2%162,939,3% GRL ,40,6%120,047,8% Portugal ,40,4%117,638,9%

22 Assiste-se ao reforço da capacidade de polarização de Abrantes enquanto concelho receptor de força de trabalho: comprovado pelo aumento entre do peso dos postos de trabalho gerados em Abrantes que são ocupados por residentes nos concelhos de Castelo Branco, Entroncamento, Tomar e Torres Novas (de 9% em 1991 para 20% em 2001). Já na relação com os concelhos dos territórios de proximidade se verifica a situação inversa, reduzindo-se entre o peso dos postos de trabalho de Abrantes ocupados por residentes oriundos desses concelhos (de 50% em 1991 para 37% em 2001). Assiste-se à redução da intensidade de deslocação laboral de abrantinos dirigida à área de concorrência: se, em 1991, 21% da mão-de-obra residente em Abrantes que trabalhava fora do concelho se dirigia aos concelhos de Castelo Branco, Entroncamento, Tomar e Torres Novas, em 2001 esse peso reduz-se para 15%. Esta tendência também se verifica para a área de influência (de 37% em 1991 para 33% em 2001). Conclui-se acerca de uma alteração do perfil de centralidade económica de Abrantes, que entre vê acentuar-se a sua capacidade de absorção de força de trabalho proveniente dos concelhos seus concorrentes, o que, muitas vezes, no jogo de equilíbrio das colocações no mercado de trabalho traduz o reflexo da ambição de ascensão na carreira por via do local onde é exercida a função, podendo, portanto, ser encarado como um sintoma que confirma mais o efeito de reforço da centralidade económica de Abrantes do que o efeito de perda de centralidade. Capacidade de polarização de postos de trabalho Diagnóstico Territorial Prospectivo

23 Dimensão Económica Comercial do Concelho de Abrantes Diagnóstico Territorial Prospectivo Nº Estabelecimentos (2008) Nº Postos Trabalho (2008) Dimensão Média Estabelecimentos (2008) Taxa Média Anual Crescimento (TMAC) Total % Comérc. restaur. hotelaria Total % Comérc. restaur. e hotelaria Total Comérc., restaur. e hotelaria Total Estab. Estab. Comerc., restaur.Hoteleiros Emprego Total Emprego Comercial, restaur. e hotelaria Abrantes ,3% ,7%6,94,74,0%2,8%1,6%1,9% Área de Concorrência Torres Novas ,9% ,0%7,85,64,6%4,0%2,8%5,6% Entroncamento66150,7% ,0%7,33,84,3%1,9%1,1%2,3% Tomar ,8% ,1%5,84,13,6%2,0%1,6%0,9% Castelo Branco ,3% ,3%6,74,83,8%2,9%3,0%3,7% Área de Proximidade Sardoal14831,8%71121,7%4,83,311,5%10,1%9,8%13,9% Mação24935,7% ,6%6,23,66,2%7,5%4,6%8,9% Constância9933,3%1.1068,0%11,22,75,0%4,6%3,4%-4,3% VN Barquinha14045,0%68522,8%4,92,54,8%3,2%4,4%0,0% Gavião10539,0%53716,9%5,12,22,9%2,5%2,0%2,1% Ponte de Sor65636,9% ,2%6,54,13,3%1,7%2,4%2,2% Vila de Rei13931,7%70122,8%5,03,66,8%4,3%6,1%7,9% Abrantes posicionado entre os concelhos com maior dimensão média dos estabelecimentos do sector Comércio, Hotelaria e Restauração, embora com indícios pouco favoráveis de capacidade de sustentação futura desta posição (em ritmo de crescimento de postos de trabalho, Abrantes só ultrapassa Tomar); Castelo Branco com a maior bolsa de estabelecimentos (2.211) e postos de trabalho (14.715) afecta ao comércio, hotelaria e restauração, ainda que com menor relevância na sua estrutura produtiva (40,3% dos estab. e 29,3% dos postos de trabalho do concelho) comparativamente aos restantes concelhos (T. Novas e Entroncamento surgem como maiores centros urbanos concorrenciais); Conclui-se acerca da posição intermédia de Abrantes na capacidade de sustentação e reforço do seu tecido comercial e de serviços, evidenciando ritmos de crescimento (nº estabelecimentos e de postos de trabalho) superiores aos de Tomar e do Entroncamento (perdendo contudo, posição para o Entroncamento no que se refere a postos de trabalho), e inferiores aos de Torres Novas e Castelo Branco. Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, 2008

24 Pessoal ao serviço por subsectores do Comércio, Hotelaria e Restauração, 2008 Diagnóstico Territorial Prospectivo *inclui: Pastelarias, casas de chá e outros estabelecimentos de bebidas Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, Comércio de Rua Distribuição Anel Exterior: Área de Concorrência Anel Interior: Abrantes Comércio por Grosso - representatividade semelhante à de Cast. Branco e Tomar, mais expressiva que no Entroncamento e inferior à registada em T. Novas; Restauração - representatividade superior na bacia de emprego de Abrantes; Comércio e reparação de Veículos, Acessórios e Combustível e Comércio a Retalho em supermercados e hipermercados - 14% do emprego de Abrantes, superando Entroncamento e Torres Novas na expressão do emprego dedicado ao comércio e reparação de veículos, acessórios e combustível (5% e 9%, respectivamente) e ficando atrás destes no comércio a retalho em supermercados e hipermercados (22%, respectivamente); Comércio de têxteis, calçado e vestuário e comércio a retalho de artigos de uso doméstico – pesos menos expressivos em Abrantes. Pode ser um elemento em que Abrantes perde capacidade concorrencial (na capacidade de captação de pessoas motivada pela diversidade e perfil de oferta do tecido comercial), face à posição que já teve quando as pessoas de outros concelhos vinham fazer compras a Abrantes.

25 Ranking por variável etária, antiguidade e habilitações, 2008 Diagnóstico Territorial Prospectivo ciclo de dinâmica comercial recente ( ) mais positiva para Castelo Branco, Entroncamento e Torres Novas que registam aumentos da dimensão média dos respectivos estabelecimentos comerciais, do que para Abrantes e Tomar, que seguem a tendência nacional de diminuição. Abrantes e Tomar apresentam estabilidade dos recursos humanos mais vincada (21% e 22% dos trabalhadores trabalham no mesmo estabelecimento há mais de 10 e menos de 19 anos) Abrantes e Tomar com maior expressão do peso de trabalhadores com idades compreendidas entre os 51 e os 64 anos, indícios de que a estrutura comercial de Abrantes e Tomar seja mais conservadora e que o processo de rejuvenescimento e modernização seja mais notório em Castelo Branco, Entroncamento e Torres Novas.

26 Perfil do emprego no Comércio, Hotelaria e Restauração Diagnóstico Territorial Prospectivo Emprego com habilitações de nível secundário ou superior (1998 e 2008) Diferencial do salário mediano face ao País (euros) por nível de habilitações, 2008 Em Abrantes e Tomar aumenta peso do emprego com habilitação de nível secundário/superior, embora sem atingir o patamar nacional. Abrantes com patamar de rigidez salarial dos trabalhadores com ensino superior que o aproxima do padrão salarial de Castelo Branco, Entroncamento e Tomar.

27 Dimensão Populacional da Cidade de Abrantes, 2001 Diagnóstico Territorial Prospectivo * Freguesias de São João e São Vicente.. Fonte: INE, Censos 2001 Cidade de Abrantes com uma dimensão média no contexto das cidades de concorrência e equiparação a Tomar em termos de representação da cidade em população e área, mas populacionalmente menos densa; Perda populacional e um índice de envelhecimento populacional elevado no CH de Abrantes, o que confirma a urgência de reconversão dos vectores de atractividade residencial e de fruição do espaço público. Perda populacional no CH mas ganhos na Cidade Alargada. População activa residente no CH com perfil de habilitações mais elevado. Área (Km2) 2001 Pop Res % pop. do concelho Densidade pop. (hab./Km2) 2001 TCMA Índice Envelh % pop. Econ. activa Habil. Sec. Ou Sup Centro histórico 1, %1.931,7-1,9%22867,7% Cidade Alargada* 40, %310,51,5%14052,9% Abrantes714, %58,9-0,8%18643,4%

28 Estrutura sectorial das actividades económicas localizadas no CH de Abrantes, 2008 Diagnóstico Territorial Prospectivo Por Estabelecimentos A destacar: peso da dimensão de prestação de serviços (38,3% em estabelecimentos e 54,7% em pessoal ao serviço); peso do sector do comércio, agregadamente considerado (51,7% dos estabelecimentos e 27,2% do pessoal ao serviço), onde o Comércio de Têxteis, Calçado e Vestuário representa a maior parcela. Fonte: Com base Quadros de Pessoal, 2008 Por Pessoal ao Serviço

29 Dinamismo das actividades económicas localizadas no CH de Abrantes (TMAC, estabelecimentos e emprego, ) Diagnóstico Territorial Prospectivo Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, 1998 e 2008 A taxa média anual de crescimento de estabelecimentos e respectivo pessoal ao serviço entre 1998 e 2008 demonstra: a extinção dos segmentos ligados à comercialização sob a forma de super e hipermercado, referindo-se a estreita correlação que existe entre a extinção deste segmento comercial no CH de Abrantes e a rarefacção de residentes no CH de Abrantes em relação aos quais este segmento depende directamente pelas suas características de comércio de proximidade; o surgimento de novas linhas de negócio relacionados com os bens culturais e recreativos e artigos domésticos e o comércio a retalho de bens alimentares, bebidas e tabaco.

30 Ranking por variável etária, antiguidade e habilitações, 2008 Diagnóstico Territorial Prospectivo Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, 2008 Predominância de permanência do pessoal ao serviço (antiguidade) no estabelecimento, no intervalo igual ou inferior a 9 anos, o que pode indiciar alguma juventude do perfil de atendimento oferecido por estes estabelecimentos e evidência de maior maturidade do sector Comércio por Grosso, em que a estabilidade dos postos de trabalho é traduzida no facto de 37% destes postos de trabalho serem ocupados pelo mesmo trabalhador há mais de 30 anos. o comércio de produtos farmacêuticos, cosméticos e higiene e os serviços são os que concentram maior proporção de emprego com habilitações de nível secundário ou superior (60% e 52%, respectivamente). % Pessoal ao serviço com idade entre anos % Pessoal ao serviço com antiguidade inferior ou igual a 9 anos % Pessoal ao serviço com habilitações secundário ou superior Comércio de produtos farmacêuticos, cosméticos e higiene6,7%90,0%60,0% Serviços19,8%70,8%52,4% Outro Comércio a Retalho4,7%51,2%39,5% Comércio a retalho de artigos de uso doméstico0,0%61,5%30,8% Comércio de bens culturais e recreativos0,0%50,0%30,0% Comércio Têxteis, Calçado e Vestuário5,7%62,5%26,8% Pastelarias e Casas de Chá16,7%50,0%16,7% Cafés, Bares e Cervejarias0,0%28,6%14,3% Restauração25,0%83,3%8,3% Comércio por Grosso0,0%10,5%5,3% Outras Actividades3,2%74,5%4,3% Comércio e Reparação de Veículos, Acessórios e Combustível0,0%100,0%0,0%

31 Diferença do salário mediano por sectores face ao referencial do concelho Diagnóstico Territorial Prospectivo Fonte: Com base em Quadros de Pessoal, 2008 Remunerações medianas do pessoal ao serviço em estabelecimentos localizados no CH de Abrantes estabelecem-se em níveis inferiores ao referencial concelhio, o que: demonstra o baixo nível de atractividade à fixação de trabalhadores no CH, eventualmente, repelindo-os para outros estabelecimentos localizados fora do CH; sugere os reflexos de volumes de vendas mais baixos e consequente incapacidade de acompanhar os padrões salariais de referência no concelho. Exclui-se neste conjunto, o subsector nomeado por outras actividades, que agrupa outros sectores, tais como panificação ou reparação de calçado e de artigos de couro.

32 Dinâmica de entrada, saída e deslocalização de funções/ equipamentos Diagnóstico Territorial Prospectivo Fonte: Com base em dados CMA O CH tem vindo a ser alvo da saída progressiva de equipamentos e de serviços públicos. Este facto é apontado como uma das causas do processo de progressiva desertificação e perda de vitalidade do CH de Abrantes ao longo dos últimos anos. Configura-se a necessidade de promover uma dinâmica de equilíbrio de impactes entre os equipamentos/funções que saíram do CH e aquelas que entraram no decorrer dos últimos anos. Tendo como referência o conjunto de projectos previstos para o futuro prevê-se a criação de um conjunto de equipamentos e serviços (de maior ou menor proximidade) que fomentarão novas lógicas e dinâmicas no CH.

33 Perfil do CH – posição competitiva do concelho e CH (I) Abrantes posiciona-se numa posição intermédia face aos principais núcleos urbanos com os quais concorre, sendo perspectivado como second best e não a primeira linha de preferência, nos vectores explicativos das hierarquias urbanas instaladas (atractividade à fixação de pessoas e empresas, posicionamento face aos eixos vários de circulação, dimensão da bolsa de emprego e de população, tradição industrial e tendências de alteração do perfil de especialização produtiva, oferta de funções e equipamentos de hierarquia superior como ensino e saúde, oferta hoteleira, dinâmica do comércio tradicional e moderno). Abrantes manifesta tendências de êxodo e envelhecimento populacional que colocam problemas à sustentabilidade do seu desenvolvimento (económico e social). O elevado patamar médio de habilitações da população contrabalança positivamente este cenário. Assiste-se a um fenómeno de reequilíbrio espacial do modelo de concentração populacional no concelho de Abrantes (a população residente no concelho de Abrantes e no seu CH tende a diminuir, mas a população residente na cidade de Abrantes tende a aumentar), nitidamente correlacionado com a atractividade do modelo residencial oferecido pelas novas urbanizações (relação qualidade-preço da habitação, estacionamento, proximidade de grandes superfícies de espaços comerciais, etc.).

34 O tecido comercial de Abrantes apresenta uma importante estabilidade e maturidade, embora possa derivar nalgum conservadorismo e rigidez à mudança, características que prejudicam a descolagem em relação aos centros urbanos concorrentes. Abrantes apresenta crescimentos mais significativos em número de estabelecimentos do que em termos de criação de postos de trabalho, o que indicia uma tendência futura de redução dos patamares actuais de dimensão dos estabelecimentos comerciais. As actividades económicas do CH de Abrantes estão polarizadas em torno do comércio e serviços, evidenciando, no entanto, uma tendência de extinção de segmentos ligados ao comércio tradicional de proximidade, em larga medida associado à perda de massa crítica induzida pela desertificação do CH. Contudo, assiste-se ao nascimento em Abrantes de novos perfis de comércio, na área dos bens culturais e recreativos. Abrantes "sente-se" numa dinâmica fraca, em perda, expectante mas condicionada e pressionada a mexer-se, ao mesmo tempo que apresenta um capital humano interessado e com potencial de dinâmica. Perfil do CH – posição competitiva do concelho e CH (II)

35 Abrantes é uma comunidade fechada, com dificuldades em lidar/aceitar os diferentes e os de fora, sobretudo se portadores de modelos alternativos. É uma comunidade que aprendeu a fechar-se para se preservar e defender de uma permanente pressão de newcomers ou população em trânsito face à sua posição geográfica estratégica e ao seu historial de crescimento e desenvolvimento (as décadas de convivência com a comunidade militar sediada na zona são praticamente omitidas nas suas narrativas). Apresenta-se também como uma comunidade que alimenta algum elitismo, e autocentrada na sua história fundadora (ver a relevância que o património simbólico histórico ganha nos discursos, mesmo dos mais novos!). Mais do que saudade de uma identidade perdida, esta comunidade apresenta uma identidade fundadora bastante forte assumida como um bem distintivo e a defender e pelo qual orienta e estrutura a sua capacidade de resiliência a todo um historial de choques e pressões, apesar de apresentar dificuldade em identificar claramente e de forma consensual e generalizada uma vantagem ou especificidade única em todo esse património (à excepção da particularidade da sua gastronomia e doçaria!) Apresenta-se focalizada no passado. Qualquer futuro ou novidade é encarado como um ataque e uma consolidação do seu percurso de perda. Perfil do CH… no despoletar envolvimento e participação na reabilitação

36 Apresenta problemas do quotidiano por resolver, que emergem amplificados, em decorrência do seu sentimento de abandono (ninguém nos protege) e incompreensão. Trata-se de uma comunidade interessada, atenta, informada, qualificada, e por isso, também, mais exigente e sensível ao que poderá estar para além do visível e com uma sensibilidade prévia nas dinâmicas de partilha de um processo colectivo. Apresenta consciência de problemas, Forças e Oportunidades e apesar de apresentar condições para se envolver, demonstrou interesse e disponibilidade para o processo. Sobre o sentimento generalizado de insegurança manifestado transversalmente, parece consolidar-se a hipótese de que para além de uma eventual expressão evidente da sua manifestação, este traduz a transferência para este domínio de um sentimento de desprotecção e de falta de cuidado por quem deveria cuidar (as instituições). Questão do estacionamento surge como um constrangimentos quotidianos com maior impacto na vivência do CH, sendo apontado como uma das externalidades que tem conduzido à perda de influência do CH. Entendimento generalizado de que o CH está velho, pouco cuidado, abandonado, o que se traduz numa percepção generalizada de território pouco atractivo e com pouco futuro. O estado de conservação do património edificado do CH de Abrantes surge como um dos aspectos mais apontados ao longo das sessões de auscultação realizadas, sendo o licenciamento urbanístico apontado como um dos entraves à própria regeneração e à mudança de imagem do CH. Perfil do CH… no cruzamento entre sentimento apreendido e reflexos do quotidiano

37 ÍNDICE 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo 2 – Diagnóstico Territorial Prospectivo 3 – Visão e Estratégia de Intervenção 4 – Debate

38 Necessidade despoletar de um processo mobilizador e que se alimente cumulativamente dos impactos das primeiras iniciativas e da credibilidade que estas conseguirem reunir. Incorporam as expectativas e sensibilidades recolhidas no Diagnóstico de modo a orientar a estruturação de princípios e a definir processo de abordagem mais adequado para a decisão sobre as intervenções concretas. Os pilares da Estratégia Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção PILARES DA ESTRATÉGIA [ orientação estratégica ]

39 A.Pilar Desbloqueador - Estratégia, Planeamento e Gestão B.Pilar Sinalizador da mudança - Vivência dos Quotidianos C.Pilar Mobilizador de iniciativas e contributos - Identidade e Relações Os pilares da Estratégia Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção PILARES DA ESTRATÉGIA [ orientação estratégica ]

40 Os princípios da Estratégia Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção - Nortearam a definição da Estratégia de regeneração urbana do CH de Abrantes; - Devem ser tidos em conta e orientar a prossecução da Estratégia a todos os níveis das fases de programação, implementação e monitorização da mesma, numa abordagem que considera o processo como parte inerente e fundamental da própria regeneração. - Devem ainda servir de norma aos juízos práticos que tiverem de ser tomados ao longo do tempo. PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ]

41 Os princípios da Estratégia Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção - Nortearam a definição da Estratégia de regeneração urbana do CH de Abrantes; - Devem ser tidos em conta e orientar a prossecução da Estratégia a todos os níveis das fases de programação, implementação e monitorização da mesma, numa abordagem que considera o processo como parte inerente e fundamental da própria regeneração. - Devem ainda servir de norma aos juízos práticos que tiverem de ser tomados ao longo do tempo. Concluindo, de forma diferente dos objectivos e das acções, que devem ser respectivamente alcançados e concretizados, os princípios são para ser mantidos e respeitados em todas as situações. PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ]

42 Os princípios da Estratégia Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção 1. Autenticidade na abordagem dos sentidos e conteúdos:...a diversidade e a diferença convivem, complementam e dialogam com a tradição e a continuidade sem as ameaçar ou substituir... …reforçar a identidade abrindo-a simultaneamente ao convívio e integração do novo... A regeneração do CH de Abrantes deve consolidar-se como um processo de enriquecimento, de complementaridade, de continuidade evolutiva do CH existente, ao invés se tornar num agente de ruptura, ofuscação e substituição da realidade presente. PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ]

43 Os princípios da Estratégia Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção 1. Autenticidade na abordagem dos sentidos e conteúdos 2. Multi-nível na abordagem das dinâmicas... reflectir a complexidade do processo de regeneração e a multiplicidade e diversidade de actores e de objectivos atingir: compatibilizar, coordenar, articular: - Quotidiano + Estratégia - Para Dentro + Para Fora - Imediatas + médio/longo prazo - Simbólicas + estruturantes - Público + Privado - Materiais + Imateriais - etc.... PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ]

44 Os princípios da Estratégia Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção 1. Autenticidade na abordagem dos sentidos e conteúdos 2. Multi-nível na abordagem das dinâmicas 3. Co-Produção na abordagem e gestão do processo... passagem do desconforto e descrédito para a esperança e o compromisso, através da consolidação, do desenvolvimento e da gestão de um processo no qual a Visão e a Estratégia são fruto de um trabalho conjunto... Ponto de partida: desconforto & desesperança vs expectativa; 1º passo: credibilização e esperança; 2º passo: consolidação de sentido e compromisso; 3º passo: co-produção e gestão de percursos PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ]

45 Os princípios da Estratégia Do Diagnóstico à Estratégia de Intervenção 1. Autenticidade na abordagem dos sentidos e conteúdos 2. Multi-nível na abordagem das dinâmicas 3. Co-Produção na abordagem e gestão do processo... passagem do desconforto e descrédito para a esperança e o compromisso garantir a viabilidade e sustentabilidade da Estratégia de Regeneração: - a análise participada da realidade permite uma visão global dos problemas, recursos e aspirações em presença; - o trabalho conjunto dos actores na definição dos objectivos da intervenção assegura a sua adesão, contribuição e emprenho na prossecução dos objectivos e na concretização das acções; - nenhum processo de regeneração se produz sem uma ampla conjugação de esforços e acções a médio e a longo prazo. PRINCÍPIOS DA ESTRATÉGIA [ orientação operacional ]

46 Pontos de partida Visão Trazer mais Vida, atraindo mais pessoas para viver e novos utilizadores Estancar esvaziamento e perda competitiva do CH de Abrantes face a outros territórios Manter residentes actuais e Atrair novos residentes Manter utilizadores actuais e Atrair novos utilizadores Assegurar funcionalidade adequada às novas necessidades (Re)Posicionar Abrantes na sua centralidade geográfica através do re(posicionamento) da centralidade do seu CH Validação qualificada do que existe Reconstrução de um Sentido e qualificação do Programa (conteúdos e processo) Não se parte do Zero Parte-se do Zero Tudo de novo Estratégia Re-Vitalizar Do que fazer… Abordagem … ao como fazer Método e Processo Objectivos Enquadramento do que existe

47 Cenários alternativos Visão Novos Utilizadores Novos Residentes Monofuncionalidade (especialização sectorial) Massificação Consumo Novos Utilizadores Lazer Ponto de Interesse Ponto de Atracção Autenticidade + Inovação Quotidiano + Distinção Qualidade na diversidade Lazer Consumo Cultura Serviços Ponto de Encontro Ponto de Atracção Impacte Marcar a diferença Ruptura Residentes Actuais Novos População do Concelho População da Região Utilizadores Sinergia Exaltar a identidade Coerência Perfil da Intervenção Público-Alvo Motor e Processo (concepção, envolvimento e implementação)

48 Cenário Alternativo: Fazer do CH um sítio … Visão Opção entre cenários alternativos: tradução na Visão para o CH … ter a certeza que existe … … ter a certeza que é bom … As expectativas de quem usufrui [ a óptica do residente e do utilizador ] … onde se passam coisas, se encontra o que fazer e o que se precisa … onde se encontram várias coisas que fazer, com qualidade e diferentes … onde se passam momentos agradáveis … onde se tem de ir … ter a sensação de que vale a pena ir … … ter a sensação de que toda a gente vai … Os objectivos de quem planeia e implementa [ a óptica do quotidiano e do diferenciado] Lazer Consumo Cultura Serviços Ponto de Encontro Autenticidade + Inovação Quotidiano + Distinção Qualidade na diversidade Residentes Actuais Novos População do Concelho População da Região Utilizadores Aprazibilidade Malha de Percursos Sinergia Exaltar a identidade Coerência Frequência e cadência de utilização Convívio Dia-a-dia Visão e Objectivos Quotidiano Diferenciação Orientação para o Público-Alvo Âmbito das Intervenções Disponibilidade

49 RE - VITALIZAR Qualificar e Re-Utilizar qualificar o quotidiano de quem lá vive, mantendo o seu interesse em lá continuar a viver Re-Vitalizar Qualificar o Quotidiano de quem lá vive e de quem o usa Trazer mais Vida, atraindo mais pessoas para viver e utilizadores atrair novos residentes, garantindo-lhes qualidade de quotidiano e factores de distintividade (diferenciação) competitiva atrair novos utilizadores (do concelho e região) através da distintividade da oferta comercial e cultural e da exclusividade no acesso a determinados serviços e funções assegurar uma agradabilidade transversal e compatível para residentes e utilizadores assegurar convergência equilibrada e compatível entre múltiplos afazer(es) – consumo, cultura, lazer, serviços – que posicione o CH como Ponto de interesse (encontro) de referência na região consolidar um sentido partilhado e a confiança entre os vários actores (residentes, utilizadores, operadores, promotores, …) que viabilize o empenho, o compromisso e a co-operação Estratégia

50 QUALIFICAR & RE-UTILIZAR (grandes eixos) Quotidiano Diferenciação Conforto (funcional) Agradabilidade (sensorial) Diversidade de afazer(es) (vivências) Empenho e compromisso (relacional) Essencial CH que funciona Coerência CH que se sente (gosta) Proximidade CH que se vive Mais Valia CH que se distingue Governança e Gestão CH que se governa CH que se organiza Estratégia

51 QUALIFICAR & RE-UTILIZAR através … Funcionalidade em termos de circulação e acessibilidade dos espaços públicos Ter o que precisa no quotidiano - acesso a comércio e serviços de quotidiano; Refuncionalização de usos e apropriações Conforto Aprazibilidade e agradabilidade ao uso (espaços cuidados, conservados, mantidos, limpos, …) Coerência e imagem; ter orgulho de… Bricolage de pormenor (que distinga da periferia e de outros territórios) Agradabilidade ter o que fazer no território ter oportunidades diferenciadas para vários afazeres e resposta diferenciada a necessidades diversas e especiais (face ao que precisa, ao que aspira, ao que distingue em qualidade) sentir segurança função socialmente útil do património Vivências sentimento de confiança e sentido partilhado oportunidades de diálogo e co-operação Empenho e compromisso Estratégia

52 EIXO 1. um CH que funciona (dimensão funcional e de conforto) – funcionalidade em termos de circulação e acessibilidade dos espaços públicos; ter o que precisa no quotidiano (acesso a comércio e serviços de quotidiano); refuncionalização de usos e apropriações. EIXO 2. um CH que se sente e se gosta (dimensão sensorial e de agradabilidade) – aprazibilidade e agradabilidade ao uso (espaços cuidados, conservados, mantidos, limpos, …); coerência e imagem; ter orgulho de…; bricolage de pormenor (que distinga da periferia e de outros territórios). EIXO 3. um CH que se vive (dimensão das actividades e vivências) – ter o que fazer no território; ter resposta às diversas necessidades do quotidiano; sentir segurança. EIXO 4. um CH que se distingue (dimensão das actividades e vivências) – ter oportunidades diferenciadas para vários afazeres e resposta diferenciada a necessidades diversas e especiais (face ao que precisa, ao que aspira, ao que distingue em qualidade); ter características e ofertas que são únicas e conferem uma mais-valia distintiva ao território; função socialmente útil do património e lazer. EIXO 5. um CH que se governa e organiza (dimensão relacional, de emprenho e compromisso) – sentimento de confiança e sentido partilhado; oportunidades de diálogo e co-operação. EIXOS (resumo)

53 QUALIFICAR & RE-UTILIZAR (ligação entre eixos e áreas sectoriais) Quotidiano Diferenciação Conforto (funcional) Agradabilidade (sensorial) Diversidade de fazer(es) (vivências) Empenho e compromisso (relacional) Essencial - CH que funciona Proximidade - CH que se vive CH que se governa (1) Governança e Gestão (2) CH que se organiza Coerência - CH que se sente (gosta) Mais Valia - CH que se distingue Percursos | Espaços Público | Património Cultura | Comércio | Residencial Equipamentos |Serviços (CH como CCultural, CComercial e CResidencial) Instrumentos Operacionais específicos Espaço Público (bricolage de pormenor; coerência e imagem) Património (geral) Equipamentos (uso; manutenção) Edificado (imagem de conjunto) Mobilidade Comércio (quotidiano) Edificado (funções) Serviços gerais de proximidade Edificado (conservação) Reabilitação património público Segurança Macro-gestão Animação (reabilitação & cidadania) Instrumentos & Incentivos Gestão do processo; Comunicação Estratégia

54 Exemplos de Projectos Estruturantes Estratégia Projecto CH como Condomínio Residencial Conceito: Oferecer aos residentes no CH de Abrantes a oportunidade de aceder a um conjunto de serviços que se assumam como uma mais-valia de residir no CH. Estes serviços terão por objectivo aumentar a qualidade de vida e o conforto dos residentes, tanto pela adequação da oferta às necessidades específicas do público-alvo e dos modos de vida contemporâneos, como pela minimização dos constrangimentos e limitações inerentes a residir num Centro Histórico.

55 Exemplos de Projectos Estruturantes Estratégia Projecto CH como Centro Cultural e Criativo Conceito: Tornar o CH de Abrantes num território de referência ao nível municipal e regional no que respeita aos bens e eventos culturais e ao fomento das actividades criativas e artísticas. Pretende-se garantir que o CH de Abrantes tem uma oferta cultural regular e diversificada, que não só complemente e qualifique a vivência dos residentes e dos utilizadores, como alcance a capacidade de atrair por si novos utentes. Nesta estratégia a animação do Castelo assume grande importância, pretendendo-se que este se torne num espaço privilegiado de contacto e de encontro social.

56 Exemplos de Projectos Estruturantes Estratégia Projecto Centro Comercial a Céu Aberto de Abrantes Conceito: Introduzir nas principais ruas comerciais do CH de Abrantes uma lógica de funcionamento que beneficie dos métodos de racionalização de custos e de partilha de serviços que as grandes superfícies comerciais introduziram como forma de oferecer uma grande diversidade de opções de consumo num espaço confortável, agradável e propício ao lazer.

57 ÍNDICE 1 – Pré-Diagnóstico colectivo e colaborativo 2 – Diagnóstico Territorial Prospectivo 3 – Visão e Estratégia de Intervenção 4 – Debate

58 Estratégia de Intervenção para o Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico (CH) de Abrantes


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