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Escola de Dirigentes do M.C.C.

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Apresentação em tema: "Escola de Dirigentes do M.C.C."— Transcrição da apresentação:

1 Escola de Dirigentes do M.C.C.
1. O Homem em busca de Deus Formação Básica da Fé I Escola de Dirigentes do M.C.C.

2 1ª Escola – O Homem em busca de Deus
Sumário: A questão do sentido e do fundamento: a busca de Deus Tentativas de resposta: 2.1 - O ateísmo e a descrença 2.2 - O absurdo 2.3 - A Ciência 2.4 - A Filosofia e a razão 2.5 - A Religião: não-cristãs e o cristianismo A Revelação Natural Um caso concreto de busca de Deus: Alexis Carrel Bibliografia aconselhada

3 1. A questão do sentido e do fundamento: a busca de Deus

4 1 . A questão do sentido e do fundamento: a busca de Deus
Todo o Homem deseja conseguir a sua auto-realização, alcançar a felicidade… Nesse projecto, integram-se os acontecimentos e actividades do dia-a-dia, que têm um sentido parcelar e próximo… Um exemplo…

5 1 . A questão do sentido e do fundamento: a busca de Deus
Estes sentidos parcelares não conseguem dissipar as grandes questões do sentido último, do significado e termo final da vida humana… Por que é que existo? Por que é que existe o mundo? Por que é que existe o mal? Qual o sentido disto? Qual o sentido do Homem, da natureza, da história? Qual o fundamento? Em que "assenta" tudo isto? As “situações-limite” ajudam a despertar o homem para a busca do sentido…

6 1 . A questão do sentido e do fundamento: a busca de Deus
«O Homem é essencialmente o ser aberto que procura, que busca para lá de cada resposta, de cada dado. Busca o seu próprio sentido, busca a explicação última para a Natureza que o rodeia, para a História em que está inserido. Busca o porquê e o para quê, o como e o para onde. Busca quando pergunta explicitamente, na Filosofia, na Ciência e na Religião. Busca, implicitamente, na sua actividade, na procura da Verdade, do Valor e do Bem. Busca que não é algo lateral ao Homem, (…= o Homem-é-o-ser-que-busca, é um grito para Deus: o Homem é o ser que espera pela Revelação». António Vaz Pinto, Revelação e Fé, S.I., Pp 91 e 92. Procurar o sentido fundamental, último, de todas as coisas, é a busca de Deus; todo homem O procura, embora até não acredite n’Ele, O negue, ou até nem Lhe chame Deus! O problema de Deus é o problema essencial do Homem; ao procurar responder quem é o Homem?, necessariamente terá de responder à questão: quem é Deus? Sem Deus, a Verdade, a Beleza, o Infinito, o Supremo Bem, o Homem não se encontra a ele próprio! «O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso (…)» CIC nº 27 Aconselha-se a leitura dos nºs 27 a 49 do C.I.C.

7 1 . A questão do sentido e do fundamento: a busca de Deus
«Deus não cessa de existir mesmo que o homem cesse de acreditar n’Ele» «Às vezes sou o Deus que trago em mim E então eu sou o Deus e o crente e a prece » «Deus cala-se, mas em tudo em mim exige Deus» Sartre Fernando Pessoa Alexis Carrel «Tu não me procurarias (diz Deus) se já não me tivesses encontrado» «Queria encontrar Deus, tanto o procuro!» Edith Stein «Deus é verdade. Quem procura a verdade está na busca de Deus, queira ou não queira..» «Se Deus existe, tudo é possível..» Florbela Espanca Dostoievski Santo Agostinho A BUSCA DE DEUS É COMUM A TODO O HOMEM… AS RESPOSTAS A QUE SE CHEGAM É QUE SÃO DIFERENTES, como veremos a seguir…

8 2. Tentativas de resposta

9 2. Tentativas de resposta: 2.1 – O ateísmo e a descrença
O ateísmo é aquela concepção que nega o Divino e o Absoluto de qualquer tipo, que não se identifique com o homem e com o mundo da nossa experiência empírica e dos seus princípios imanentes. O ateísmo nega a Deus como: Um ser princípio e causa de tudo; um ser transcendente; um ser Imanente que fundamenta o ser e o actuar de tudo. «Sim, insensatos são todos aqueles homens em que se instalou a ignorância de Deus e que, a partir dos bens visíveis, não foram capazes de descobrir aquele que é, nem, considerando as obras, reconheceram o Artífice». (Sab 13…) Já no A.T. se fala no ateísmo… «O ímpio diz, na sua arrogância: "Ele não me castigará! Deus não existe!" É só nisto que ele pensa». (Sal 10, 4)

10 2. Tentativas de resposta: 2.1 – O ateísmo e a descrença
OS DIVERSOS TIPOS DE ATEÍSMO: ATEÍSMO TEÓRICO: sustenta doutrinariamente que Deus não existe. ATEÍSMO CIENTÍFICO: apenas é certo aquilo que se pode submeter ao método experimental; como Deus não é objecto de experiência e a ciência e a técnica explicam muitos fenómenos que antes se atribuíam a Deus, Deus passa a ser uma hipótese inútil, à qual apenas recorrem os ignorantes (Comte…) ATEÍSMO ANTROPOLÓGICO: Deus é um ser imaginado pelo Homem, que responde aos anseios e à busca da perfeição por parte do Homem. Mas dessa consciência de infinito não se deduz que o ser infinito seja imaginário. Por exemplo, o materialismo de Feuerbach. Uma página do livro de Marx, de 1844: Contribuição para a crítica da filosofia do Direito em Hegel: introdução; «a religião é o ópio do povo». ATEÍSMO MARXISTA: a alienação religiosa é um reflexo da alienação mais profunda, que é a económica (Marx, Engels, Lenine). OUTROS ATEÍSMOS: PSICOANALÍTICO (a religião é apenas uma projecção correspondente a necessidades psicológicas (por exemplo, Freud); VITALISTA (o homem pelo seus próprios impulsos vitais, rompe o esquema e afirma a morte de Deus; Nietzsche); EXISTENCIALISTA (o homem é «existência», absoluta liberdade, que podia ser impedida por Deus, logo Ele não existe! Sartre)… ATEÍSMO PRÁTICO: trata-se de viver como se Deus não existisse. DEÍSMO: Deus criou tudo, mas não se relaciona com o mundo; por exemplo, a Maçonaria. INDIFERENÇA RELIGIOSA: não me interessa Deus, nem preciso d’Ele, eu cá vivo a minha vida! SECULARISMO ATEU: sistema de organização da vida social e política que nega ou prescinde de Deus.

11 2. Tentativas de resposta: 2.1 – O ateísmo e a descrença
Deve-se distinguir também ATEÍSMO NEGATIVO de ATEÍSMO POSITIVO: o negativo diz respeito a uma ignorância inculpável da existência de Deus, nunca tiveram a ideia de Deus e o ateísmo positivo nega a existência de um Ser divino diferente do mundo e pessoal. Comte Feuerbach Marx Nietzsche Freud Russell Sartre Principais figuras do ateísmo (filósofos) «A religião é o ópio do povo». Materialismo Dialéctivo: a Realidade explica-se por um processo de transformação da matéria. Deus serve para satisfazer as necessidades de protecção e segurança dos homens. Deus é uma projecção imaginária do homem. O Homem deve libertar-se de Deus: ser um «super-homem». Proclamou a «Morte de Deus». «Toda a concepção de Deus é uma concepção derivada dos antigos despotismos Orientais. É uma concepção Inteiramente indigna de homens livres» Existencialista ateu. Se não há Deus, tudo é permitido. O Homem está abandonado à sua sorte, «é condenado a ser livre», o que é motivo de angústia. A lei dos 3 estados. No 3º a Humanidade alcançaria o positivismo, com uma nova religião, a da Humanidade que substituiria Deus. «O homem que só encontrou o reflexo de si mesmo na realidade fantástica do céu, onde buscava um super-homem, já não se sentirá inclinado a encontrar somente a aparência de si próprio, o não-homem, já que aquilo que busca e deve necessariamente buscar é a sua verdadeira realidade. A religião não faz o homem, mas, ao contrário, o homem faz a religião: este é o fundamento da crítica irreligiosa. A religião é a autoconsciência e o autosentimento do homem que ainda não se encontrou ou que já se perdeu. (…) A miséria religiosa é, de um lado, a expressão da miséria real e, de outro, o protesto contra ela. A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo. A verdadeira felicidade do povo implica que a religião seja suprimida, enquanto felicidade ilusória do povo. (…) A religião é apenas um sol fictício que se desloca em torno do homem enquanto este não se move em torno de si mesmo». Karl Marx, Contribuição para a crítica da filosofia do Direito em Hegel.

12 2. Tentativas de resposta: 2.1 – O ateísmo e a descrença
será a solução, para a busca do sentido último das coisas? Na tentativa de explicarem o sentido do Universo e do Homem, prescindem de Deus, negando a Sua existência… Mas, se Deus não existe, o homem não é nada, a sua vida não tem um sentido: tudo se reduz ao nada! O filósofo William Lane Craig (protestante) apresenta o quadro em que estamos inseridos: “Se cada pessoa deixa de existir quando morre, que sentido fundamental pode ser dado à sua vida? Realmente faz diferença se ela existiu? (…) Sua vida pode ter importância relativa a certos acontecimentos, mas qual é o sentido fundamental desses acontecimentos? Se todos os acontecimentos não têm sentido, então que sentido fundamental pode haver em influenciá-los? No final das contas, não faz diferença.” «Que o homem é o produto de causas que não possuíam conhecimento do fim que estavam alcançando; que sua origem, seu crescimento, suas esperanças e crenças, seus amores e temores, não passam do resultado de colisões acidentais de átomos; que nenhum fogo, nenhum heroísmo e nenhuma intensidade de pensamentos e emoções podem preservar uma vida além do túmulo; que todo labor de todas as eras, todas as devoções, toda inspiração, todo brilhantismo do gênio humano estão fadados à destruição na grande morte do sistema solar (…) Somente sobre a base destas verdades, somente sobre o firme fundamento do desespero incessante, pode-se construir seguramente, de agora em diante, a habitação da alma. Bertrand Russell resposta insuficiente e incapaz de preencher o vazio do Homem

13 2. Tentativas de resposta: 2.1 – O ateísmo e a descrença
Certo dia, numa sala de aulas, a professora estava a explicar a teoria da evolução às crianças. Perguntou então a um dos estudantes: - João, vês as árvores lá fora? - Sim, respondeu o menino. A professora voltou a perguntar: - Vês os campos verdes? Ao que a criança respondeu: - Sim, professora. Depois, mandou o João para fora e disse-lhe que olhasse para cima, para ver se via o céu. João entrou e disse: - Sim, professora, vi o céu. Nesse instante, uma das meninas levantou-se e pediu autorização para fazer perguntas ao João. - João, vês os campos verdes lá fora? - Sim, respondeu. - Vês as árvores? - Siiimmm!!, disse o João. Vês o céu?, voltou a perguntar. Sim. - Vês o cérebro da professora? - Não – disse João. A menina, dirigindo-se para os colegas disse: Meninos, de acordo com o que aprendemos hoje, a professora não tem cérebro! Ela então perguntou-lhe: - Viste a Deus? A criança respondeu que não. A professora, olhando para os restantes alunos na sala, disse: - Isto é que queria dizer. João não conseguiu ver Deus porque Ele não está ali. Ele não existe.

14 2. Tentativas de resposta: 2.2 - O absurdo
Para esta resposta, nada tem sentido; a própria procura do sentido e fundamento é um absurdo; o absurdo é o sem-sentido global, tudo é fruto do acaso… Assim, o Homem está entregue aos seus caprichos e egoísmos… Porém, os sentidos parcelares da História e da Natureza obedecem a um sentido último, a uma coerência, ordem… É uma solução aparente, preguiçosa, derrotista e comodista. Não é uma resposta capaz. Tudo está regido por leis, princípios… Como chamar luz à luz, se não houvesse escuridão?

15 2. Tentativas de resposta: 2.3 - A Ciência
A Ciência na sua diversidade tem todo o valor como resposta parcelar, provisória e limitada (e não última) a um dado ângulo da realidade… A Ciência não deve ultrapassar o seu campo de acção e limites, deve evitar a “invasão” do campo da Fé (e vice-versa), para não cair: - em «Cientismo»: endeusamento de si própria, ateísmo. em Positivismo: atem-se aos factos perceptíveis pelos sentidos, rejeita toda a metafísica. - em Materialismo: toda a realidade se reduz à matéria. Contudo, a Ciência não responde às grandes questões do Homem (do amor, morte, sofrimento, mal, liberdade, valores, etc.) A Ciência e a Fé devem operar um diálogo construtivo e respeitador dos limites de cada um. Para aprofundar:

16 2. Tentativas de resposta: 2.4 - A Filosofia e a Razão
Necessariamente, a filosofia remete para a questão de Deus (existência, atributos, etc.): prende-se com a Teodiceia (Teologia natural ou racional), parte da observação dos factos para se elevar até Deus. A filosofia é a ciência do homem e de tudo aquilo que ele é capaz de conhecer para além do domínio sensível; representa um esforço do homem para compreender a sua situação no mundo; é uma reflexão sobre o conhecimento e sobre os valores que dão sentido à vida humana e à sua acção. Ao longo da história surgiram várias concepções de Deus: TEÍSMO: Deus pessoal, distinto do mundo (a de muitos filósofos e do Deus da Bíblia); PANTEÍSMO (pan-tudo; theos-Deus) – tudo é Deus; Deus impessoal e confundido com o mundo; DEÍSMO: admite um Deus Criador, mas que depois não se interessou mais pelo mundo e o abandonou às leis físicas naturais; assim, nega a providência divina; além disso, nega a revelação divina e o ensinamento de qualquer religião organizada, a razão é a úinica via capaz de assegurar a existência de Deus; AGNOSTICISMO: impossibilidade de demonstrar a existência (ou inexistência) de Deus, pelo que estão abertos à sua existência; na prática, é um ateísmo; pode ser teístas (se acreditam em divindades, sem certezas) ou ateístas (não acredita em divindades); ATEÍSMO: nega a existência de Deus; o Universo é produto das leis de desenvolvimento da matéria em evolução.

17 2. Tentativas de resposta: 2.4 - A Filosofia e a Razão
Já grandes vultos da filosofia clássica e pagã tinham chegado à ideia de Deus, apenas com a Razão humana, ignorando a Revelação judeo-cristã, embora com formulações diversas, por exemplo… Anaximandro a.C. Parmênides a.C. Anaxágoras a.C. Sócrates a.C. Platão a.C. Aristóteles a.C. Plotino a.C. Ideia de divindade que leva o homem a procurar em si o conhecimento do bem supremo e a praticar a virtude. Deus é acto puro, o primeiro motor imóvel, é causa não causada; não é entendido, porém, como um deus providencial. Mundo das ideias (verdadeira realidade) / mundo sensível (das sombras). Ideia de Bem Supremo e Belo. Arché – o princípio de tudo é o infinito. O ser é; é incriado, incorruptível, só ele é completo, imóvel e eterno. Nous: inteligência ou razão ordenadora do mundo e separada deste. Misticismo inspirado em Platão e bastante próximo do Cristianismo. Ao longo da História, perfila-se uma multidão de Filósofos-crentes, tais como… Stº Agostinho Descartes Leibniz Pascal Kant Wittgenstein Deus existe (res infinita) – o Homem como ser que duvida não pode garantir toda a verdade, só um ser Perfeito o pode conseguir. O Homem deverá fazer da sua vida uma Peregrinação a Deus, seu Único e verdadeiro Destino. Integra os ensinamento de Platão. Também admite (como Descartes) o argumento Ontológico (do ser Perfeito), com algumas matizações. «Não mais o Deus dos Filósofos, mas o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob». «O coração tem razões que a razão não conhece» Deus é a máxima realidade e a máxima idealidade. Espécie de aspiração que o homem percebe que não possui em si próprio. «Crer em Deus quer dizer compreender a pergunta acerca do sentido da vida»

18 2. Tentativas de resposta: 2.4 - A Filosofia e a Razão
Cinco vias: 1) movimento - primeiro motor; 2) causas eficientes - Causa primeira; 3) contingência - Ser necessário por si mesmo; 4) graus de perfeição - Ser perfeito por essência; 5) finalidade - Ser pelo qual todas as coisas se ordenam para um fim. Um expoente máximo da filosofia, na perspectiva cristã é São Tomás de Aquino ( ). Explica as cinco vias para chegar à existência de Deus (não provas em sentido matemático ou das ciências naturais, pois Deus não é um facto sensível). «Variados são os recursos que o homem possui para prosseguir no conhecimento da verdade, tornando cada vez mais humana a sua existência. De entre eles sobressai a filosofia, cujo contributo específico é colocar a questão do sentido da vida e esboçar a resposta: constitui, pois, uma das tarefas mais nobres da humanidade». João Paulo II, Carta Encíclica «Fides et Ratio» sobre as relações entre a Fé e a Razão Vai mais longe do que a Ciência, mas é incapaz de responder plenamente à questão do Homem, terminando na expectativa, no silêncio perante o mistério que sabe existir, mas não sabe desvendar. A Filosofia, a mais alta expressão da Razão humana, é compatível com a Revelação e a Fé; mas encerrada em si, apenas chegará a um Deus desconhecido, abstracto, teórico, distante, o «Deus dos filósofos».

19 Mas para já pode reflectir, no quadro seguinte…
2. Tentativas de resposta: A Religião: não-cristãs e Cristianismo Pretende responder às questões fundamentais sobre o Homem, o mundo, a história…, sobre o sentido e fundamento últimos. A Humanidade, em todas as épocas chegou à ideia de Deus (monoteísmo) ou de deuses (politeísmo), «forças» sobrenaturais, superiores ao Homem, relacionadas com ele e com a natureza. A Religião é um facto universal e surge do reconhecimento (sentimento religioso) que a sua vida e o Universo estão ligados a Alguém. Religião vem do verbo latino «religare» e «religari» que significa ligar ou sentir-se ligado. Então, se há tantas religiões (como veremos a seguir), e todas procuram o caminho para a salvação do Homem, é indiferente pertencer a uma ou a outra? Luteranismo Lutero 1524 Anglicanismo Henrique VIII 1534 Presbiterianismo João Knox 1560 Metodismo J & C Wesley 1739 Mórmones Joseph Smith 1830 Testemunhas de Jeová Charles T. Russell 1879 Igreja Católica Jesus Cristo 33 Esta resposta terá de ser dada paulatinamente noutras escolas. O cristão deve estar preparado para dar razões da sua fé! Mas para já pode reflectir, no quadro seguinte… «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a mInha Igreja» (Mt 16, 18)

20 2. Tentativas de resposta: 2
2. Tentativas de resposta: A Religião: não-cristãs e Cristianismo Quais são as principais Religiões da Actualidade? Cristianismo (católicos, protestantes, ortodoxos). Islamismo (sunitas e xiitas). Hinduísmo Budismo (theravada e mahayana) Sihkismo Judaísmo Religião mais antiga. Sentido da vida: alcançar a perfeição e a absorção em Brahman. Tríade (politeísmo): Visní, Shiva e Brahman. Vedas. Rio Ganges. Fundador: Maomé. Sentido da Vida: submissão a Deus (Alá). 5 pilares: Credo, Oração, Esmola, Ramadão e Peregrinação a Meca. Alcorão. Meca, Kaaba. Monoteísta. Sidharta Gautama (Buda = iluminado). Reforma o Hinduísmo. Sentido da vida: alcançar o Nirvana, eliminando os desejos. Não fala em Deus. Mistura elementos Muçulmanos com hindús. Baseia-se nos Ensinamentos Religiosos de 10 líderes Espirituais. Fundador: Guru Nanak (séc. XV e XVI). Pedras Angulares: Torá, Povo, Terra Prometida, Amor de Deus. Sentido da Vida: Encontro com Deus. Templo, Sábado e Sinagoga. Monoteísta. São todos aqueles que aceitam Jesus Cristo como Deus e as verdades contidas no Credo Niceno. -Constanti- -nopolitano. Outras religiões: Xamanismo Taoísmo Jainismo Xintoísmo Religiões Tradicionais Africanas (animismo, tribais…), - Etc. Novos Movimentos Religiosos e Seitas: New Age Cientologia Mórmones Moons Adventistas Testemunhas de Jeová, Etc., etc. Sem religião, Agnósticos e Ateus. Confucionismo Espiritismo Fé Bahá’í

21 3. A Revelação Natural

22 3. A Revelação Natural Mas, o que é a Revelação?
Ao lado da REVELAÇÃO JUDEO-CRISTÃ, temos de falar de REVELAÇÃO NATURAL: como vimos, a multiplicidade e universalidade do fenómeno religioso, as «Religiões», por um lado, e o esforço de grandes vultos da história humana, os «Filósofos», por outro lado, chegaram a um conhecimento de Deus muito variável. Revelar = acção de tirar o véu que cobre o rosto. Do latim revelatio (do verbo revelare, «tirar o véu»). Em teologia significa a manifestação que Deus faz aos homens das coisas que estavam escondidas tanto sobre Deus como sobre o mundo. Mas, o que é a Revelação? «Porquanto, o que de Deus se pode conhecer está à vista deles, já que Deus lho manifestou. Com efeito, o que é invisível nele - o seu eterno poder e divindade - tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras» (Rom 1, 19-20). Como Se manifesta Deus? Por dois modos diferentes e complementares: 1 - REVELAÇÃO NATURAL (indirecta, porque é feita através de indícios, do raciocínio…): através da natureza e criação; 2 - REVELAÇÃO SOBRENATURAL (directa ou propriamente dita): através dos Profetas e sobretudo da Palavra incarnada, Jesus Cristo. REVELAÇÃO NATURAL OU INDIRECTA «Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo» (Heb 1, 1-2). REVELAÇÃO SOBRENATURAL OU DIRECTA

23 3. A Revelação Natural A doutrina católica da Revelação fala, então, sobre a revelação sobrenatural e a natural e defende que o conhecimento de Deus pode ser atingido pela razão: «A Santa Igreja, nossa Mãe, atesta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido, com certeza, pela luz natural da razão humana, a partir das coisas criadas». Se esta capacidade, o homem não poderia acolher a revelação de Deus» (C.I.C. 36). Isto foi afirmado no Concílio Vaticano I. Esses caminhos para atingir Deus têm como ponto de partida a criação: o mundo material e a pessoa humana (o mistério do homem, com sua inteligência, atracção pela beleza, experiência do amor). O universo é um sinal da Presença e beleza divinas. Pela existência e pela a ordem admirável do universo (das coisas infinitamente grandes e nas infinitamente pequenas), levam à existência de Deus. O MISTÉRIO DO HOMEM: O homem, sendo mortal e finito, sente-se, porém, sedento do Absoluto e Infinito, da Verdade e da Justiça, do Amor… de Deus! - A experiência de finitude do homem leva-o a perguntar pelo sentido da vida (sofrimento? Morte? Felicidade?..). Há algo absoluto no interior do homem: por exemplo, a consciência que adverte, aprova, repreende. .. Há injustiças que bradam ao céu, como a morte de inocentes, que requer uma “reparação”. Há uma LEI MORAL no interior do homem (do que é certo e do que é errado) que exige um legislador supremo ao homem. Na criação vemos que a existência de seres contigentes (seres cuja existência é indiferente) exige a existência de um ser necessário (só há um, que é Deus); para explicar a existência dos seres contingentes há três hipóteses: ou procedem do nada (o que é absurdo, do nada não pode vir o ser), ou procedem uns dos outros em série infinita (o que repugna à mente) ou procedem de um primeiro ser necessário que lhes deu existência).

24 3. A Revelação Natural Assim, conhecemos Deus por dois modos: pela razão e pela Revelação (propriamente dita): Somente com a força da razão natural, isto é, sem intervenção especial de Deus podemos conhecer várias verdades religiosas, por exemplo que há um só Deus, que temos alma, que existe vida depois da morte, etc. O conjunto de verdades religiosas que o homem pode conhecer pela simples luz da razão chama-se RELIGIÃO NATURAL. A Religião natural não chega: pela razão, Deus só é alcançável indirectamente e não por um conhecimento de Deus em Si; e permanece em aberto a questão de saber se Deus quer ser Infinitude silenciosa, fechada em Si, ou comunhão com o homem… …é necessário que aceitemos a Revelação; Pela REVELAÇÃO, Deus sai ao encontro dos homens, fala-lhes e convida-os a participar da Sua natureza divina e a ser Seus amigos e filhos… A REVELAÇÃO é a manifestação de Deus e da Sua vontade acerca da nossa salvação. Assim, o conteúdo da Revelação Natural tem o carácter de expectativa, de Questão e Abertura ao Mistério Absoluto de Deus... Deus revelou-Se ao homem por amor, oferecendo assim uma resposta definitiva às interrogações que o homem faz sobre o sentido da vida e sobre o fim da sua vida. Veremos a Revelação divina na próxima Escola: Deus vem ao encontro do Homem.

25 4. Um caso concreto de busca de Deus: Alexis Carrel

26 4. Um caso concreto de busca de Deus: Alexis Carrel
Alexis Carrel foi Prêmio Nobel em Medicina. Perdeu a fé de sua infância e entregou-se ao materialismo positivista, sendo descrente e ateu. Aos poucos, porém, foi tomando consciência de que este não respondia a perguntas fundamentais do seu coração. Apesar de ser racionalista e descrente, ofereceu-se em 1903 para trabalhar como médico acompanhante de algumas pessoas doentes, ao Santuário de Lourdes; no seu livro Viagem a Lourdes narra-nos que era sua intenção estudar com rigor científico, se lá se passasse alguma coisa de anormal; preparou uma lista de curas que ele aceitaria como milagre e disse que tal acontecesse se tornaria um crente fanático ou um insano; por exemplo: um membro amputado que crescesse de novo ou uma cura repentina de um tumor canceroso; para ele, Lourdes não podia ir contra as forças orgânicas; estava decidido a não ser influenciado pelo que visse. Alexis Carrel

27 4. Um caso concreto de busca de Deus: Alexis Carrel
Ligou-se mais a um caso de uma jovem da qual diziam os seus médicos que era um caso sem esperança, bem perto da morte; Carrel observou ela a ser mergulhada apenas no abdômen, em virtude de as freiras terem dito que mergulhar far-lhe-ia mal, pois era muito doente; para espanto de Carrel, ao sair as feições da mulher pareciam ter mudado; depois de alguns minutos o tumor no abdómen desaparecera completamente! Escreveu no seu livro :"O Homem esse Desconhecido". "Ä História foi provada pela ciência, sendo oito médicos e oito cientistas, dando seus avais, tanto do corpo lindíssimo de Santa Bernardete, como o milagre da garota cancerosa, retirada do hospital, com cancro alastrado no corpo todo e com 37 quilos“: lá verificou, com todo o rigor científico, a cura da moléstia.

28 4. Um caso concreto de busca de Deus: Alexis Carrel
Isto não foi mais do que o princípio de uma transformação interior em Carrel: naquela noite passa em frente da basílica e lá entra e balbucia uma oração, na qual ainda diz que «Ainda duvido». Mas isto o impressionou profundamente, levando-o a uma busca sincera e sequiosa da verdade. Escreveu contra o materialismo e também contra a religião acomodada ou de fachada, sem, porém, chegar a uma crença definida. No fim da vida, caiu gravemente enfermo; então aguçou-se-lhe o drama do sentido da vida; resolveu entregar-se a Deus como um menino e pediu os sacramentos da Igreja. O empurrão decisivo foi-lhe dado ao presenciar a têmpera forte e heróica de uma órfãzinha. Exclamou então: "Minha salvação está em que uma pobre ignorante me segure a mão e me guie... Sim; quando se trata de não morrer como um cão, mas de terminar a vida nobremente, é somente junto aos humildes adoradores de Deus que os filósofos hão de buscar lições de Lógica". "O homem tem necessidade de Deus como tem necessidade de água e oxigénio."

29 «O nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós»,
Somente Deus pode encher o coração do homem; só se Ele existir, é que a vida tem sentido… «O nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós», Santo Agostinho, Confissões, 1,1.

30 4. Bibliografia recomendada (Escola 1)


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