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OS PAPÉIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE EUGÊNIO VILAÇA MENDES.

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Apresentação em tema: "OS PAPÉIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE EUGÊNIO VILAÇA MENDES."— Transcrição da apresentação:

1 OS PAPÉIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE EUGÊNIO VILAÇA MENDES

2 Sistema de Acesso Regulado Registro Eletrônico em Saúde Sistema de Transporte em Saúde Sistema de Apoio Diagnóstico e Terapêutico Sistema de Assistência Farmacêutica Teleassistência Sistema de Informação em Saúde RT 1 PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIOS E TERCIÁRIOS SISTEMAS DE APOIO SISTEMAS LOGÍSTICOS A ESTRUTURA OPERACIONAL DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIOS E TERCIÁRIOS RT 2 PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIOS E TERCIÁRIOS RT 3 PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIOS E TERCIÁRIOS RT 4 ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE POPULAÇÃO APS E PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA Unid. de Atenção Primária à Saúde - UAPs H H Ambulatório Especializado Microrregional Ambulatório Especializado Macrorregional Hospital Microrregional Hospital Macrorregional H H H H H H H H

3 OS PAPÉIS DA APS NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE A RESPONSABILIZAÇÃO A RESOLUBILIDADE A COORDENAÇÃO ASSISTENCIAL Fonte: Mendes EV. A atenção primária à saúde no SUS. Fortaleza, Escola de Saúde Pública do Ceará, 2011

4 O PAPEL DA RESPONSABILIZAÇÃO DA APS A MUDANÇA DO MODELO DE GESTÃO DA APS A ADSCRIÇÃO DE UMA POPULAÇÃO A UMA EQUIPE DE APS O PRINCÍPIO DA RESPONSABILIZAÇÃO O CONHECIMENTO MÚTUO ENTRE A EQUIPE DE APS E AS PESSOAS E AS FAMÍLIAS ADSCRITAS A ADVOCACIA DOS INTERESSES DAS PESSOAS E FAMÍLIAS ADSCRITAS PELA EQUIPE DE APS A CONSTRUÇÃO E O FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS POR MEIO DA ATENÇÃO CENTRADA NAS PESSOAS E NAS FAMÍLIAS A COORDENAÇÃO DOS FLUXOS DAS PESSOAS PELOS DIFERENTES PONTOS E SISTEMAS DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012

5 UMA MUDANÇA FUNDAMENTAL NA GESTÃO EM REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE DA GESTÃO DA OFERTA GESTÃO DE BASE POPULACIONAL A ATENÇÃO À SAÚDE BASEADA NA POPULAÇÃO É A HABILIDADE DE UM SISTEMA DE ATENÇÃO EM ESTABELECER AS NECESSIDADES DE SAÚDE DE UMA POPULAÇÃO ESPECÍFICA CONFORME A ESTRATIFICAÇÃO DOS RISCOS, DE IMPLEMENTAR E AVALIAR AS INTERVENÇÕES SANITÁRIAS RELATIVAS A ESTA POPULAÇÃO E DE PROVER O CUIDADO PARA AS PESSOAS NO CONTEXTO DE SEUS VALORES E DE SUAS PREFERÊNCIAS Fonte: Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2011

6 A POPULAÇÃO DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE O QUE NÃO É: A POPULAÇÃO IBGE O SOMATÓRIO DE INDIVÍDUOS QUE DEMANDAM O SISTEMA DE ATENÇÃO À SAÚDE O QUE É: A POPULAÇÃO EFETIVAMENTE CADASTRADA NA APS E QUE VIVE EM UM TERRITÓRIO DEFINIDO Fonte: Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2011

7 O PROCESSO DE VINCULAÇÃO DA POPULAÇÃO NA APS O PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO O CADASTRAMENTO DAS FAMÍLIAS A CLASSIFICAÇÃO DAS FAMÍLIAS POR SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE SANBITÁRIA E SOCIAL A VINCULAÇÃO DA POPULAÇÃO ÀS EQUIPES DE APS: OS TERRITÓRIOS ÁREA DE ABRANGÊNCIA E MICRO ÁREA A IDENTIFICAÇÃO DAS SUBPOPULAÇÕES COM FATORES DE RISCO PROXIMAIS A IDENTIFICAÇÃO DAS SUBPOPULAÇÕES COM FATORES DE RISCO BIOPSICOLÓGICOS A IDENTIFICAÇÃO DAS SUBPOPULAÇAÕES COM CONDIÇÕES DE SAÚDE ESTABELECIDAS POR ESTRATOS DE RISCOS Fonte: Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2011

8 O PAPEL DA RESOLUBILIDADE DA APS A ECOLOGIA DOS SISTEMAS DE ATENÇÃO À SAÚDE A SINGULARIDADE DA CLÍNICA DA APS A NATUREZA DA DEMANDA DA APS O POTENCIAL DE RESOLUBILIDADE DA APS

9 1.000 pessoas em um mês 800 apresentam sintomas 217 procuram um médico 8 são internadas em hospital local 1 é internada em hospital terciário Fonte: Green LA et al. The ecology of medical care revisited. New Engl.J.Med, 344: , 2001 A ECOLOGIA DOS SISTEMAS DE ATENÇÃO À SAÚDE

10 CAMPOAPSATENÇÃO ESPECIALIZADA AMBIENTE DO CUIDADOFOCO NA PESSOA FOCO NA SAUDE FOCO EM PROBLEMAS POUCO DEFINIDOS VISTOS NO INÍCIO AMBIENTE POUCO MEDICALIZADO FOCO NO ORGÃO OU SISTEMA FOCO NA DOENÇA FOCO EM PROBLEMAS BEM DEFINIDOS VISTOS MAIS TARDE AMBIENTE MUITO MEDICALIZADO FORMAS DE ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS EXAMES MAIS SENSÍVEIS QUE ESPECÍFICOS ACEITAM-SE FALSOS NEGATIVOS QUE PODEM SER MINIMIZADOS PELA REPETIÇÃO DE EXAMES CUIDADO DISPERSO EM VÁRIOS PROBLEMAS MAS COM CONCENTRAÇÃO RELATIVA NUM NÚMERO PEQUENO DE PROBLEMAS EXAMES MAIS ESPECÍFICOS QUE SENSÍVEIS ACEITAM-SE SOBREDIAGNÓSTICOS MAS NÃO SE ACEITAM FALSOS NEGATIVOS CONCENTRAÇÃO DO CUIDADO NUM ÚNICO PROBLEMA OU NUM NÚMERO MÍNIMO DE PROBLEMAS CONTINUIDADE DO CUIDADOCONTINUIDADE SUSTENTADACONTINUIDADE RELATIVA RESULTADOSMENORES CUSTOS E IATROGENIAS MAIORES CUSTOS E IATROGENIAS A SINGULARIDADE DA CLÍNICA DA APS Fontes: Cunillera R. Arquitetura e modelo de atenção: níveis e gestão de processos assistenciais. Rio de Janeiro: ENSP/FIOCRUZ; Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, 2012

11 A NATUREZA DA DEMANDA NA APS É UMA DEMANDA QUE ENVOLVE UM AMPLO ESPECTRO DE CONDIÇÕES DE SAÚDE É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM CONDIÇÕES DE SAÚDE É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM PESSOAS USUÁRIAS É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM CONDIÇÕES GERAIS E INESPECÍFICAS É UMA DEMANDA CONCENTRADA EM ENFERMIDADES É UMA DEMANDA QUE APRESENTA VARIAÇÕES TEMPORAIS TEM UM COMPONENTE SIGNIFICATIVO DE DEMANDA ADMINISTRATIVA TEM UM COMPONENTE SIGNIFICATIVO DE CUIDADOS PREVENTIVOS É UMA DEMANDA QUE TEM ALTA RESOLUBILIDADE É UMA DEMANDA DIVERSIFICADA QUE EXIGE DIFERENTES PADRÕES DE OFERTA PARA SUA RESPOSTA Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

12 A DEMANDA NA APS ENVOLVE UM AMPLO ESPECTRO DE CONDIÇÕES DE SAÚDE PESQUISA REALIZADA EM FLORIANÓPOLIS MOSTROU QUE, EM MÉDIA, FORAM IDENTIFICADOS PROBLEMAS DE SAÚDE NAS UNIDADES DE APS Fonte: Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2009

13 A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM POUCAS CONDIÇÕES DE SAÚDE ESTUDOS REALIZADOS NOS ESTADOS UNIDOS MOSTRARAM QUE 26 CONDIÇÕES DE SAÚDE RESPONDERAM POR 50% DAS CONSULTAS DA APS RESULTADOS SEMELHANTES FORAM ENCONTRADOS EM PAÍSES EUROPEUS ESTUDOS REALIZADOS NO BRASIL MOSTRARAM QUE 28, 32 E 40 CONDIÇÕES DE SAÚDE RESPONDERAM, RESPECTIVAMENTE, POR 50,4 %, 50,0% E 58,9% DA DEMANDA TOTAL ESTUDO REALIZADO EM BETIM, MINAS GERAIS, MOSTROU QUE 51 CONDIÇÕES DE SAÚDE FORAM RESPONSÁVEIS POR 61,7% DA DEMANDA Fontes: Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília, UNESCO/Ministério da Saúde, 2002 Okkes IM et al. Episodes of care in Dutch Family Practice: epidemiological data based on the routine use of the International Classification of Primary Care in the Transtion Project of the Academic Medical Center of Amsterdam ( ). In: Okkes IM et al. ICPC in the Amsterdam Transition Project Amsterdam, Academic Medical Center/University of Amsterdam, 2005 Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde Coletiva, 17: , 2012 Takeda S. A organização de serviços de atenção primária à saúde. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 201 3

14 CONDIÇÃO DE SAÚDEPORCENTAGEMPORCENTAGEM ACUMULATIVA HIPERTENSÃO SEM COMPLICAÇÃO9,8 SEM DOENÇA5,515,4 INFECÇÃO AGUDA DO APARELHO RESPIRATÓRIO SUPERIOR3,818,1 GRAVIDEZ3,522,8 DIABETES NÃO INSULINODEPENDENTE3,025,6 DEPRESSÃO2,728,3 CONTRACEPÇÕES/OUTROS1,730,0 PREVENÇÃO E MANUTENÇÃO DA SAÚDE1,531,5 SINAIS E SINTOMAS NA REGIÃO LOMBAR1,432,9 TRANSTORNO/ESTADO DE ANSIEDADE1,334,2 HIPOTIROIDISMO1,335,4 GASTRENTERITE1,236,7 ALTERAÇÃO NO METABOLISMO DOS LIPÍDEOS1,237,9 DERMATOFITOSE1,139,0 AMIGDALITE AGUDA1,140,1 CISTITE/INFECÇÃO URINÁRIA1,141,2 ASMA0,942,1 DOR ABDOMINAL/CÓLICAS0,943,0 DISPEPSIA/INDIGESTÃO0,943,9 ABUSO DE TABACO0,944,7 OBESIDADE0,945,6 DORES MUSCULARES0,846,4 CEFALEIA0,847,2 VAGINITE/VULVITE NE0,747,9 EXAME MÉDICO/AVALIAÇÃO DE SAÚDE0,748,6 OTITE MÉDIA AGUDA/MENINGITE0,649,2 BURSITE/TENDINITE/SINOVITE NE0,649,8 RINITE ALÉRGICA0,650,4 Fonte: Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, 2012.

15 AS CONDIÇÕES DE SAÚDE MAIS FREQUENTES NA DEMANDA DA APS 28 CONDIÇÕES DE SAÚDE RESPONDEM POR 50,4% DA DEMANDA AS 28 CONDIÇÕES DE SAÚDE DISTRIBUEM-SE POR 13 CAPÍTULOS DA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA 5 CONDIÇÕES DE SAÚDE MAIS FREQUENTES RESPONDEM POR 25,6% DA DEMANDA TOTAL DOS 28 PROBLEMAS MAIS FREQUENTES QUE RESPONDEM POR 50,4% DA DEMANDA, 18 SÃO POR CONDIÇÕES CRÔNICAS QUE RESPONDEM POR 38,9% DA DEMANDA E 10 SÃO CONDIÇÕES AGUDAS QUE RESPONDEM 11,5% DA DEMANDA CONDIÇÕES DE SAÚDE MAIS FREQUENTES NÃO SIGNIFICAM PROBLEMAS SIMPLES OU DE BAIXA COMPLEXIDADE Fontes: Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2009 Lopes JMC. Princípios da medicina de família e comunidade. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, 2012.

16 A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM PESSOAS USUÁRIAS 10% DAS PESSOAS USUÁRIAS DA APS NO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO, EM PORTO ALEGRE, CONCENTRARAM 34% DA DEMANDA TOTAL DE CONSULTAS MÉDICAS HÁ UMA GRANDE CONCENTRAÇÃO DE ATENDIMENTOS DA APS EM PESSOAS HIPERUTILIZADORAS Fonte: Takeda S. Acesso e utilização nas unidades do GHC. Porto Alegre, mimeo, 2013.

17 AS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS NA APS PADRÕES INTERNACIONAIS CONSIDERAM UMA PESSOA HIPERUTILIZADORA QUANDO FAZ MAIS DE 6 CONSULTAS/ANO UMA PESQUISA FEITA NO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO, EM PORTO ALEGRE, MOSTROU OS SEGUINTES RESULTADOS: 44% DE PESSOAS HIPERUTILIZADORAS RESPONDERAM POR 78,7% DAS CONSULTAS A MÉDIA DE CONSULTAS DAS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS FOI 4 VEZES MAIOR QUE DOS UTILIZADORES NORMAIS (12 E 3 CONSULTAS/ANO) 67,8% DAS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS SÃO DO SEXO FEMININO A MÉDIA DE IDADE DAS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS ERA DE 39 ANOS AS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS APRESENTARAM O DOBRO DE PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL EM RELAÇÃO ÀS NÃO HIPERUTILIZADORAS AS PESSOAS DE MAIOR VULNERABILIDADE SOCIAL REPRESENTARAM 1/3 DAS HIPERUTILIZADORAS AS PESSOAS ANALFABETAS TIVERAM MAIOR PROPENSÃO À HIPERUTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS AS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS SÃO MAIS PROPENSAS AO ABSENTEÍSMO Fonte: Fernandes CLC. Análise de demanda e forma de integração do ambulatório multiprofissional de um serviço de atenção primária à saúde de Porto Alegre, Brasil. Porto Alegre, Dissertação de Mestrado, Mestrado Profissional de Epidemiologia, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2013

18 A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM CONDIÇÕES DE SAÚDE GERAIS E INESPECÍFICAS EM BETIM, MINAS GERAIS, 29,8% DAS CONSULTAS NA APS FORAM POR CONDIÇÕES GERAIS E INESPECÍFICAS. EM PESSOAS DE MAIS DE 70 ANOS SUBIU PARA MAIS DE 40%. AS DEMANDAS MAIS COMUNS FORAM CEFALEIA, FEBRE E TOSSE 23% DAS CONSULTAS NO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO EM PORTO ALEGRE FORAM POR CONDIÇÕES GERAIS E INESPECÍFICAS DADOS INTERNACIONAIS SUGEREM QUE 50% DA DEMANDA TOTAL DA APS NÃO PERMITE O ESTABELECIMENTO DE UM DIAGNÓSTICO CLARO Fontes: Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde Coletiva, 17: , 2012 Takeda S. A organização de serviços de atenção primária à saúde. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 2013 Crombie DL. Diagnostic process. J.Coll.Gen.Practit., 6: , 1963 Kloetzel K. O diagnóstico clínico: estratégia e táticas. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 2013

19 A DEMANDA NA APS É CONCENTRADA EM ENFERMIDADES AS ENFERMIDADES (ILLNESSES) REFEREM-SE AO MODO COMO AS PESSOAS PERCEBEM SUBJETIVAMENTE SUA DOENÇA SINTOMAS MEDICAMENTE NÃO EXPLICÁVEIS, SOFRIMENTO DIFUSO, TRANSTORNO HISTEROSSOMÁTICO, TRANSTORNO SOMATOFORME, SÍNDROME DA NÃO DOENÇA, POLIQUEIXA INTERNACIONALMENTE, METADE DOS CASOS NOVOS ATENDIDOS NA APS SÃO POR SINTOMAS FÍSICOS MEDICAMENTE NÃO EXPLICÁVEIS NO BRASIL, METADE DAS PESSOAS ATENDIDAS NA APS APRESENTAM ENFERMIDADES Fontes: Gray M. Evidence-based healthcare and public health: how to make decisions about health services and public health. Edinburgh, Churchill Livingstone Elsevier, 3d. Ed., 2009 Almeida Filho, N et al. Brazilian multicentric study of psychiatric morbidity: methodological features and prevalence estimates. Br.J.Psychiatry, 171: , 1997 Tófoli LF. Somatização e sintomas sem explicação médica. In: Gusso G, Lopes JMC (Organizadores). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre, Artmed, vol. I, Valla VV. Globalização e saúde no Brasil: a busca da sobrevivência pelas classes populares via questão religiosa. In: Vasconcelos EM. A saúde nas palavras e nos gestos. São Paulo, Hucitec, 2001 Meador CK. The art and science of nondisease. New England J. Medicine. 14: 92-95, 1965 Quinet A. A lição de Charcot. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2005.

20 A DEMANDA NA APS APRESENTA VARIAÇÕES TEMPORAIS PESQUISA FEITA EM BETIM, MINAS GERAIS, MOSTROU QUE AS PESSOAS USUÁRIAS APRESENTAM MAIORES MOTIVOS DE CONSULTA NAS SEGUNDAS E SEXTAS FEIRAS EM RELAÇÃO AOS DEMAIS DIAS DA SEMANA Fonte: Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde Coletiva, 17: , 2012

21 AS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS NA APS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS SÃO DEMANDAS NÃO CLÍNICAS COMO PEDIDOS DE ATESTADO, ENTREGA DE RESULTADO DE EXAME OU BUSCA DE MEDICAÇÃO PESQUISA FEITA EM BETIM, MINAS GERAIS, MOSTROU QUE 20% DO TOTAL DAS CONSULTAS REALIZADAS NA APS FORAM POR DEMANDA ADMINISTRATIVAS Fontes: Landsberg G et al. Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a CIAP. Ciencia Saúde Coletiva, 17: , 2012

22 A DEMANDA POR ATENÇÃO PREVENTIVA NA APS ESTUDO REALIZADO EM FLORIANÓPOLIS MOSTROU QUE A DEMANDA POR ATENÇÃO PREVENTIVA NA APS FOI DE 5% A 7% DA DEMANDA TOTAL Fonte: Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2009

23 A DEMANDA NA APS TEM ALTA RESOLUBILIDADE NESTE NÍVEL DE ATENÇÃO PESQUISA FEITA EM FLORIANÓPOLIS VERIFICOU UM REFERENCIAMENTO PARA A ATENÇÃO ESPECIALIZADA DE 12,5% PESQUISA FEITA EM PORTO ALEGRE (GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO) VERIFICOU UM REFERENCIAMENTO PARA A ATENÇÃO ESPECIALIZADA DE 9% EM ALGUNS PAÍSES EUROPEUS OS REFERENCIAMENTOS PARA A ATENÇÃO ESPECIALIZADA NÃO PASSAM DE 5% Fontes: Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária: 2ª. Edição (CIAP). São Paulo, Tese apresentada à Faculdade de Medicina da USP para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2009 Takeda S. A organização de serviços de atenção primária à saúde. In: Duncan BB et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre, Artmed, 4ª. Ed., 2013 Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília, UNESCO/Ministério da Saúde, 2002

24 O PAPEL DE COORDENAÇÃO ASSISTENCIAL DA APS A COORDENAÇÃO ASSISTENCIAL DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS PELA APS OS PROBLEMAS DA AUSÊNCIA DE COORDENAÇÃO DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCOS DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS OS MECANISMOS DE COORDENAÇÃO DA APS A PROGRAMAÇÃO DE BASE POPULACIONAL PELA APS A REGULAÇÃO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS PELA APS

25 A AUSÊNCIA DA COORDENAÇÃO NO SISTEMA DE ATENÇÃO À SAÚDE DOS ESTADOS UNIDOS OS ESTADOS UNIDOS GASTAM COM INTERVENÇÕES MÉDICAS DESNECESSÁRIAS 30% A 50% DO GASTO TOTAL EM SAÚDE, O QUE SIGNIFICA ENTRE 500 A 700 BILHÕES DE DÓLARES ANUAIS E ESSES PROCEDIMENTOS INJUSTIFICADOS SÃO RESPONSÁVEIS POR 30 MIL MORTES A CADA ANO (Brownlee, 2008). UM QUARTO DOS BENEFICIÁRIOS DO MEDICARE TEM CINCO OU MAIS DOENÇAS CRÔNICAS E, POR ANO, VISITA UMA MÉDIA DE 13 MÉDICOS E RECEBE 50 PRESCRIÇÕES (Christensen, 2009) Fontes: Brownlee S. Overtreated: why too much medicine is making us sicker and poorer. New York, Bloomsbury USA, 2007 Welch HG, Schwartz LM, Woloshin S. Overdiagnosed: making people sick in the pursuit of health. Boston, Beacon Press, 2011 Christensen CM, Grossman JH, Hwang J. Inovação na gestão da saúde: a receita para reduzir custos e aumentar qualidade. Porto Alegre, Bookman, 2009

26 O MODELO DA PIRÂMIDE DE RISCO COMO BASE DA ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS Fontes: Department of Health. Supporting people with long-term conditions: a NHS and social care model to support local innovation and integration. Leeds, Long Term Conditions Team Primary Care/Department of Health, 2005 Porter M, Kellogg M. Kaiser Permanente: an integrated health care experience. Revista de Innovacion Sanitaria y Atencion Integrada. 1:1, 2008

27 OS MECANISMOS DE COORDENAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES MECANISMOS DE NORMALIZAÇÃO NORMALIZAÇÃO DE HABILIDADES NORMALIZAÇÃO DE PROCESSOS DE TRABALHO NORMALIZAÇÃO DE RESULTADOS MECANISMOS DE ADAPTAÇÃO MÚTUA SUPERVISÃO DIRETA COMUNICAÇÃO INFORMAL DISPOSITIVOS DE ENLAÇAMENTO SISTEMA DE INFORMAÇÃO VERTICAL Fonte: Mintzberg H. Criando organizações eficazes: estruturas com cinco configurações. São Paulo, Ed. Atlas, 2ª ed., 2003

28 OS MECANISMOS DE NORMALIZAÇÃO NA COORDENAÇÃO ASSISTENCIAL DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE PELA APS NORMALIZAÇÃO DE HABILIDADES SISTEMA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE NORMALIZAÇÃO DOS PROCESSOS DE TRABALHO DIRETRIZES CLÍNICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIA PLANEJAMENTO DE BASE POPULACIONAL FEITO NA APS PARA OS PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIOS E TERCIÁRIOS, PARA OS SISTEMAS DE APOIO E PARA OS SISTEMAS LOGÍSTICOS NORMALIZAÇÃO DOS RESULTADOS MONITORAMENTO DOS INDICADORES DE DESEMPENHO DA APS Fontes: Vargas I. et al. Guía para la implantación de mecanismos de coordinación asistencial em Redes Integradas de Servicios de Salud. Washington, Organización Panamericana de la Salud, Mendes EV. A governança das redes de atenção à saúde no SUS. Belo Horizonte, mimeo, 2013.

29 OS MECANISMOS DE ADAPTAÇÃO MÚTUA NA COORDENAÇÃO ASSISTENCIAL DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE PELA APS SUPERVISÃO DIRETA SUPERVISÃO DIRETA POR UM SERVIDOR COM AUTORIDADE FORMAL COMUNICAÇÃO INFORMAL CORREIO ELETRÔNICO TELEFONE INTERNET DISPOSITIVOS DE ENLAÇAMENTO GRUPOS DE TRABALHOS INTERDISCIPLINARES GESTOR DE CASO GRUPOS DE MATRICIAMENTO PLANOS DE CUIDADOS COMPARTILHADOS E INTEGRADOS SISTEMA DE INFORMAÇÃO VERTICAL PRONTUÁRIO ELETRÔNICO INTEGRADO APS/PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIOS E TERCIÁRIOS/SISTEMAS DE APOIO/ SISTEMAS LOGÍSTICOS/SISTEMA DE GOVERNANÇA SISTEMA DE REGULAÇÃO DO CUIDADO INTEGRADO Fontes: Vargas I. et al. Guía para la implantación de mecanismos de coordinación asistencial em Redes Integradas de Servicios de Salud. Washington, Organización Panamericana de la Salud, Mendes EV. A governança das redes de atenção à saúde no SUS. Belo Horizonte, mimeo, 2013.

30 A PROGRAMAÇÃO DE BASE POPULACIONAL NA APS Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. O Plano Diretor da Atenção Primária à Saúde. Belo Horizonte, SESMG/SPAS/GAPS, 2004

31 A REGULAÇÃO ASSISTENCIAL NAS REDES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA E NAS REDES DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS APS Fonte: Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012

32 A REGULAÇÃO ASSISTENCIAL DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS É REALIZADA DIRETAMENTE PELA APS É REALIZADA COM BASE EM PARÂMETROS DE PROGRAMAÇÃO DE NECESSIDADES É FEITA COM MECANISMOS DE COORDENAÇÃO POTENTES UTILIZA SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO EFICAZES ENTRE UNIDADES DEMANDANTES E OFERTANTES DE SERVIÇOS É REALIZADA, NAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS, DIRETAMENTE PELA APS NO SERVIÇOS DEMANDADOS, UTILIZANDO O PRONTUÁRIO CLÍNICO INFORMATIZADO OU A INFOVIA DO COMPLEXO REGULADOR É FEITA COM BASE EM DIRETRIZES CLÍNICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIA O AJUSTE ENTRE DEMANDA E OFERTA FAZ-SE POR UMA AÇÃO QUE SE INICIA PELA RACIONALIZAÇÃO DA DEMANDA, SEGUIDA, PELA RACIONALIZAÇÃO DA OFERTA E, SE NECESSÁRIO, PELO INCREMENTO DA OFERTA É FEITA COM O USO DE UMA INTELIGÊNCIA REGULATÓRIA, O QUE PRESSUPÕE QUE NEM TODAS AS DEMANDAS ESTÃO CORRETAMENTE ESTABELECIDAS É REALIZADA DE FORMA PESSOAL E ENVOLVE RELAÇÕES DE CONHECIMENTO E TRABALHO MÚTUO ENTRE OS PROFISSIONAIS DAS UNIDADES DEMANDANTES E OFERTANTES, ESPECIALMENTE NA ATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA Fonte: Mendes EV. A regulação assistencial nas redes de atenção à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

33 O AJUSTE ENTRE OFERTA E DEMANDA NA APS PROCURAR ATENDER ÀS PESSOAS O MAIS BREVEMENTE POSSÍVEL PORQUE HÁ EVIDÊNCIAS DE QUE, DESSA FORMA, REDUZEM-SE OS NÃO COMPARECIMENTOS DIMINUINDO O BACKLOG IMPLANTAR A CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS NOS EVENTOS AGUDOS PARA RACIONALIZAR A ATENÇÃO AOS PORTADORES DE CONDIÇÕES AZUIS E VERDES INTRODUZIR A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCOS DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS PARA RACIONALIZAR A OFERTA DE ATENDIMENTOS SEGUNDO O RISCO, RACIONALIZANDO A OFERTA DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS AMPLIAR A EQUIPE DA APS COM OUTROS PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR CONCENTRANDO RELATIVAMENTE O CUIDADO MÉDICO NOS EVENTOS AGUDOS E NOS CUIDADOS DE CONDIÇÕES CRÔNICAS MAIS COMPLEXAS E DESTINANDO OS PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS E OS CUIDADOS DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS MENOS COMPLEXAS À EQUIPE INTERDISCIPLINAR INTRODUZIR NOVAS FORMAS DE ATENDIMENTO SUPLEMENTARES AOS ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS FACE-A-FACE: ATENDIMENTO COMPARTILHADO A GRUPO, ATENDIMENTO POR PARES E ATENDIMENTO CONTÍNUO INCREMENTAR O ATENDIMENTO À DISTÂNCIA: ATENDIMENTO POR TELEFONE, POR INTERNET E SEGUNDA OPINIÃO RACIONALIZAR O ATENDIMENTO AOS PORTADORES DE ENFERMIDADES E ÀS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS RACIONALIZAR A ATENDIMENTO ÀS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS Fontes: Schwartz L. et al. Setting the revisit interval in primary care. J. Gen. Intern. Med., 14: , Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

34 A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA APS PARA O CUMPRIMENTO DOS SEUS PAPÉIS NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE A RESTRIÇÃO DA DEMANDA NA APS O DESEQUILÍBRIO ENTRE ESTRUTURA DE DEMANDA E DE OFERTA AS MUDANÇAS DA APS EM FUNÇÃO DO ADENSAMENTO DA OFERTA O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO SOCIAL DA APS

35 A COMPOSIÇÃO RESTRITA DA DEMANDA NA APS ATENÇÃO À DEMANDA ESPONTÂNEA ATENÇÃO PROGRAMADA ATENÇÃO PREVENTIVA ATENÇÃO A GRUPOS Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

36 POPULAÇÃO COM NECESSIDADES POPULAÇÃO COM DEMANDAS ACOLHIMENTO/ CLASSIFICAÇÃO DE RISCO/ LISTA DE PROBLEMA/ DIAGNÓSTICO ATENÇÃO A PESSOAS HIPERUTILIZADORAS CONDIÇÕES AGUDAS CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS CONDIÇÕES CRÔNICAS / ENFERMIDADES DEMANDAS ADMINISTRATIVAS ATENÇÃO PREVENTIVA ATENÇÃO PALIATIVA ATENÇÃO DOMICILIAR COBERTURA POPULACIONAL CARTEIRA DE SERVIÇOS CUSTOS DE OPORTUNIDADE BARREIRAS FINANCEIRAS BARREIRAS CULTURAIS BARREIRAS GEOGRÁFICAS BARREIRAS ORGANIZACIONAIS BARREIRAS AO ACESSO A COMPOSIÇÃO AMPLIADA DA DEMANDA NA APS Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

37 O DESEQUILÍBRIO ENTRE A DEMANDA E DA OFERTA NA APS COMPOSIÇÃO DA DEMANDA POR CONDIÇÕES AGUDAS POR CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS POR CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS POR CONDIÇÕES CRÔNICAS/ENFERMIDADES POR DEMANDAS DE PESSOAS HIPERUTILIZADORAS POR ATENÇÃO PREVENTIVA POR DEMANDAS ADMINISTRATIVAS POR ATENÇÃO PALIATIVA POR ATENÇÃO DOMICILIAR COMPOSIÇÃO DA OFERTA CONSULTAS MÉDICAS CONSULTAS DE ENFERMAGEM ATENÇÃO ODONTOLÓGICA TRABALHOS EM GRUPOS VACINAÇÃO EXAME PAPANICOLAU VISITAS DOMICILIARES DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS SOLICITAÇÃO/COLETA DE EXAMES COMPLEMENTARES Fonte: Mendes EV. A demanda na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

38 O AJUSTE ENTRE A OFERTA E A DEMANDA NA APS COMPOSIÇÃO DA DEMANDA POR CONDIÇÕES AGUDAS POR CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS POR CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS POR CONDIÇÕES CRÔNICAS/ENFERMIDADES POR ATENÇÃO PREVENTIVA POR ATENÇÃO PALIATIVA POR DEMANDAS ADMINISTRATIVAS POR DEMANDAS DE PESSOAS HIPERUTILIZADORAS POR ATENÇÃO DOMICILIAR COMPOSIÇÃO DA OFERTA CONSULTAS MÉDICAS CONSULTAS DE ENFERMAGEM ATENÇÃO ODONTOLÓGICA CONSULTAS INDIVIDUAIS COM OUTROS PROFISSIONAIS CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS NOS EVENTOS AGUDOS ESTRATIFICAÇÃO DE RISCOS NAS CONDIÇÕES CRÔNICAS GRUPOS OPERATIVOS GRUPOS TERAPÊUTICOS EDUCAÇÃO POPULAR VACINAÇÃO EXAME PAPANICOLAU VISITAS DOMICILIARES DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS SOLICITAÇÃO/COLETA DE EXAMES COMPLEMENTARES ATENÇÃO DOMICILIAR COM APOIO TECNOLÓGICO ATENDIMENTOS COMPARTILHADOS A GRUPOS ATENDIMENTOS CONJUNTOS DE ESPECIALISTAS E GENERALISTAS ATENDIMENTOS CONTÍNUOS ATENDIMENTOS À DISTÂNCIA ATENDIMENTOS POR PARES APOIO AO AUTOCUIDADO GESTÃO DE CASOS ACESSO A SEGUNDA OPINIÃO ACESSO A SERVIÇOS COMUNITÁRIOS Fontes: Bodenheimer T, Grumbach K. Improving primary care: strategies and tools for a better practice. New York, Lange Medical Books, 2007 Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.

39 AS MUDANÇAS NA APS EM FUNÇÃO DO ADENSAMENTO DA OFERTA MUDANÇAS NA ESTRUTURA A AMPLIAÇÃO DA EQUIPE DA APS A NOVA CONCEPÇÃO DE ESTRUTURA FÍSICA MUDANÇAS NOS PROCESSOS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA OS EVENTOS AGUDOS: CONDIÇÕES AGUDAS CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA AS CONDIÇÕES CRÔNICAS: CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS ENFERMIDADES PESSOAS HIPERUTILIZADORAS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA OS CUIDADOS PREVENTIVOS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA OS CUIDADOS PALIATIVOS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA A ATENÇÃO DOMICILIAR A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS PARA AS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS FONTE: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.

40 Macroprocessos e Microprocessos Básicos da Atenção Primária À Saúde 1 Macroprocessos de Atenção aos Eventos Agudos 2 Macroprocessos de Atenção às Condições Crônicas Estabilizadas, Enfermidades e Pessoas Hiperutilizadoras 3 Macroprocessos de Atenção Preventiva 4 Macroprocessos de Demandas Administrativas 5 1 Macroprocessos de Atenção Paliativa Macroprocessos de Atenção Domiciliar O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO SOCIAL DA APS

41 AS ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS PARA A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA APS FOCO: O GERENCIAMENTO DE PROCESSOS OFICINAS TUTORIAIS CURSOS CURTOS AUDITORIA DOS PRODUTOS A SUPERVISÃO Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

42 A CONSTRUÇÃO DOS ALICERCES DA APS OS MACROPROCESSOS BÁSICOS DA APS OS MICROPROCESSOS BÁSICOS DA APS Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo,

43 OS MACROPROCESSOS BÁSICOS DA APS TERRITORIALIZAÇÃO CADASTRAMENTO DAS FAMÍLIAS CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS FAMILIARES DIAGNÓSTICO LOCAL PLANEJAMENTO DA INFRA-ESTRUTURA FÍSICA PLANEJAMENTO DOS RECURSOS HUMANOS ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS ACOLHIMENTO E ATENDIMENTO AOS EVENTOS AGUDOS PROGRAMAÇÃO E MONITORAMENTO AGENDA CONTRATUALIZAÇÃO Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

44 OS MICROPROCESSOS BÁSICOS DA APS DEFINIÇÃO DOS MICROPROCESSOS: RECEPÇAO/ACOLHIMENTO/PREPARO, VACINAÇÃO, CURATIVO, FARMÁCIA, COLETA DE EXAME, PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS, HIGIENIZAÇÃO, ESTERILIZAÇÃO E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS ELABORAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO (POPs) VALIDAÇÃO INTERNA DOS POPs CAPACITAÇÃO DAS REFERENCIAS TÉCNICAS PARA IMPLANTAÇÃO DOS POPs IMPLANTAÇÃO DOS POPs DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA DE AUDITORIA DOS MICROPROCESSOS IMPLANTADOS AVALIAÇÃO DA UNIDADE DE APS EM FUNÇÃO DO SISTEMA DE AUDITORIA Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

45 OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO AOS EVENTOS AGUDOS O ACOLHIMENTO A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO O ATENDIMENTO AOS EVENTOS AGUDOS AZUL E VERDE O PRIMEIRO ATENDIMENTO E O REFERENCIAMENTO DAS PESSOAS COM EVENTOS AMARELO, LARANJA E VERMELHO Fontes: Cordeiro Junior W. A gestão de risco na urgência. Belo Horizonte, Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, 2008 Mackway-Jones K et al. Sistema Manchester de Classificação de Risco: classificação de risco na urgência e emergência. Belo Horizonte, Grupo Brasileiro de Classificação de Risco,

46 A ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS A ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS NÃO AGUDIZADAS CONTROLADAS NÃO CONTROLADAS A ATENÇÃO ÀS ENFERMIDADES A ATENÇÃO ÀS PESSOAS HIPERUTILIZADORAS 3 Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012

47 OS MACROPROCESSOS DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCOS A ELABORAÇÃO E O MONITORAMENTO DOS PLANOS DE CUIDADO A GESTÃO DE RISCOS DE ATENÇÃO COM FOCO NA SEGURANÇA DAS PESSOAS A EDUCAÇÃO PERMANENTE DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE A EDUCAÇÃO EM SAÚDE E A EDUCAÇÃO POPULAR O AUTOCUIDADO APOIADO A GESTÃO DE CASO O MAPA DE RECURSOS COMUNITÁRIOS OS NOVOS FORMATOS DA CLÍNICA: A ATENÇÃO CONTÍNUA A ATENÇÃO COMPARTILHADA A GRUPO A ATENÇÃO POR PARES O MATRICIAMENTO ENTRE ESPECIALISTAS E GENERALISTAS A ATENÇÃO À DISTÂNCIA Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012

48 OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO PREVENTIVA OS MACROPROCESSOS RELATIVOS ÀS TECNOLOGIAS DE SUPORTE ÀS MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO O MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA A ENTREVISTA MOTIVACIONAL O GRUPO OPERATIVO A TÉCNICA DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO PREVENTIVA O PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA O PROGRAMA DE REEDUCAÇÃO ALIMENTAR O PROGRAMA DE CONTROLE DO TABAGISMO O PROGRAMA DE CONTROLE DO ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS O PROGRAMA DE CONTROLE DO ESTRESSE A VACINAÇÃO OS PROGRAMAS DE RASTREAMENTO O PROGRAMA DE PREVENÇÃO QUATERNÁRIA 4 Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012

49 PRÓXIMOS CAPÍTULOS.... OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO ÀS DEMANDAS ADMINISTRATIVAS OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO DOMICILIAR OS MACROPROCESSOS DA ATENÇÃO PALIATIVA Fonte: Mendes EV. O ajuste entre demanda e oferta na atenção primária à saúde. Belo Horizonte, mimeo, 2013

50 UMA NOVA CLÍNICA NA APS DA CURA PARA O CUIDADO DA QUEIXA-PROBLEMA PARA O PLANO DE CUIDADO DA ATENÇÃO PRESCRITIVA E CENTRADA NA DOENÇA PARA A ATENÇÃO COLABORATIVA E CENTRADA NA PESSOA DA ATENÇÃO CENTRADA NO INDIVÍDUO PARA A ATENÇÃO CENTRADA NA FAMÍLIA O EQUILÍBRIO ENTRE A ATENÇÃO PROGRAMADA E A ATENÇÃO À DEMANDA NÃO ESPONTÂNEA DA ATENÇÃO UNIPROFISSIONAL PARA A ATENÇÃO MULTIPROFISSIONAL A INTRODUÇÃO DE NOVAS FORMAS DE ATENÇÃO PROFISSIONAL O ESTABELECIMENTO DE NOVAS FORMAS DE RELAÇÃO ENTRE A APS E A ATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA O EQUILÍBRIO ENTRE A ATENÇÃO PRESENCIAL E A NÃO PRESENCIAL O EQUILÍBRIO ENTRE A ATENÇÃO PROFISSIONAL E A ATENÇÃO POR PARES O FORTALECIMENTO DO AUTOCUIDADO APOIADO Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012

51 RELATÓRIO ANUAL DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE 2008 Fonte: Organización Mundial de la Salud. La atención primaria de salud: más necessária que nunca. Ginebra, OMS, MUDAR A APS NÃO É TAREFA FÁCIL, NEM MUITO RÁPIDA, NEM BARATA PORQUE REQUER INVESTIMENTOS CONSIDERÁVEIS. ENTRETANTO, É O QUE GERA MAIOR VALOR PARA O DINHEIRO INVESTIDO QUE TODAS AS OUTRAS ALTERNATIVAS DE MUDANÇAS NOS SISTEMAS DE SAÚDE A ADVERTÊNCIA DA OMS: O IMPERATIVO DA MUDANÇA NA APS

52 ...MAS NÃO TEM OUTRO JEITO DE PROMOVER MELHORIAS SUSTENTÁVEIS NOS SISTEMAS DE SAÚDE! Fonte: Organização Mundial da Saúde. Cuidados inovadores para as condições crônicas: componentes estruturais de ação. Brasília, Organização Mundial da Saúde, 2003

53 Disponível para download gratuito em:


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