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COLOQUIALISMO EM ESTRUTURAS E DOENÇAS ABDOMINAIS: COMO SURGIRAM OS NOMES? ASPECTOS HISTÓRICOS Revisão da Literatura André Spenzieri C. De Mendonça Ricardo.

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1 COLOQUIALISMO EM ESTRUTURAS E DOENÇAS ABDOMINAIS: COMO SURGIRAM OS NOMES? ASPECTOS HISTÓRICOS Revisão da Literatura André Spenzieri C. De Mendonça Ricardo Tavares Daher Diogo Figueiredo Guedes Damorim Centro de Reabilitação e Readaptação – Goiânia - GO

2 Introdução Epônimos e termos coloquiais são rótulos que fornecem dois tipos de informações: o primeiro homenageia o descritor de determinada estrutura ou patologia, enquanto o segundo fornece informações sobre o padrão de determinada patológia. O trabalho ilustra o contexto histórico de muitos dos termos e nomes coloquiais comuns aplicados a estruturas anatômicas do abdome vistos na prática diária do radiologista.

3 Introdução Devido a uma determinação do Comitê Internacional de Nomenclatura Anatômica, em 1955, a utilização dos epônimos foi proibida na nomenclatura macroscópica. Esta proibição facilitou a comunicação, já que muitas estruturas anatômicas tinham diversos epônimos relacionados, no entanto a proibição enfraqueceu a tradição histórica e a busca por cultura. A utilização de epônimos valoriza o aspecto histórico e homenageia o descobridor e descritor da estrutura anatômica.

4 Francis Glisson Médico, anatomista e escritor britânico. Foi durante quarenta anos Professor de física em Cambridge. Contribuições na anatomia do fígado, estudos sobre o raquitismo e o mecanismo da contração muscular. Descreveu a capsula de Glisson: capsula que envolve o fígado

5 Jean-François Calot Cirurgião francês estudioso do tratamento de curvatura angular da coluna no Mal de Pott e métodos para tratamento de tuberculose. Estudou medicina em Paris e descreveu o trígono de Calot em sua tese de doutorado Fundou o Instituto de Ortopedia de Berck em O final de sua carreira foi voltado para cirurgia ortopédica, particularmente no tratamento de lesões de guerra

6 Trígono de Calot: espaço anatômico limitado medialmente pelo ducto hepático comum, inferiormente pelo ducto cístico e superiormente pela artéria cística. Importante durante a realização de colecistectomias laparoscópicas ou abertas.

7 Dimitrie D. Gerota 1867–1939 Anatomista e cirurgião romeno. Estudou em Bucareste, aonde recebeu o doutorado em 1892 e foi habilitado para anatomia topográfica em Professor de anatomia cirúrgica e cirurgia experimental na Universidade de Bucareste. Primeiro radiologista de seu país.

8 Também foi professor na academia de artes de Bucareste aonde realizou o trabalho chamado "Ecorché", estudo anatômico esculpido dos músculos. Fáscia de Gerota: condensação membranosa de fáscia extraperitoneal que circunda a os rins e a gordura perirenal.

9 Giovanni Domenico Santorini Anatomista italiano, nascido em Veneza graduou-se em medicina em Pisa em Seu trabalho mais renomado foi a publicação Observationes anatomicae em 1724, no qual detalhada aspectos anatômicos do corpo humano. Foi o primeiro a descrever várias estruturas anatômicas, entre elas o Ducto de Santorini: ducto pancreático acessório.

10 James Douglas Médico obstetra e anatomista escocês. Mestre pela Universidade de Edinburgo e doutorado em medicina em Reims Eleito Fellow of the Royal Society of London em 1706.

11 Como resultado de seus estudos sobre a pelve feminina muitas estruturas anatômicas levam seu nome. Saco de Douglas: extensão da cavidade peritoneal entre o reto e a parede posterior do útero.

12 Gabriele Falloppio 1523 –1562 Anatomista e cirurgião italiano. Trompas de Falópio: duas finas tubas recobertas por epitélio ciliado comunicando os ovários com o interior do útero. Estudou medicina em Ferrara, aonde se tornou professor de anatomia Trabalho na anatomia do crânio, contribuindo bastante para o estudo anatômico da orelha interna.

13 Estudou os órgãos reprodutivos de ambos os sexos e descreveu as trompas de falópio: duas finas tubas recobertas por epitélio ciliado comunicando os ovários com o interior do útero. Escreveu tratados sobre ulceras e tumores, cirurgia e comentários a repeito do livro de Hipocrates sobre doenças da cabeça. Em seu tratado sobre sífilis já recomendava o uso do preservativo masculino como forma de proteção.

14 Anders Retzius) Professor de anatomia sueco. Iniciou seus estudos em medicina na universidade de Lund em 1812, Professor e supervisor titular do Instituto Karolinska. Estudos a respeito da anatomia dos dentes, crânio, músculos e sistema nervoso.

15 Antropólogo, tendo realizado estudos sobre o formato do crânio em diferentes etnias. Cavo de retzius: espaço que separa o púbis da bexiga, limitado anteriormente pelo púbis e fáscia transversal e posteriormente pela fáscia umbilical pré-vesical. Contem gordura, tecido conjuntivo frouxo e plexo venoso.

16 Friedrich Gustav Jakob Henle Médico, patologista e anatomista alemão. Após completar seus estudos em medicina em Heidelberg e Bonn, começou a trabalhar como assistente de dissecção em Berlim. Professor de anatomia, patologia e fisiologia em Heidelberg.

17 Descreveu o ligamento de Henle Publicou diversos estudos, entre os mais importantes Manual of Rational Pathology e Handbook of Systematic Human Anatomy. Descreveu duas importantes estruturas renais, as alças e os túbulos de Henle. Cofundador da teoria de que microrganismos eram os causadores das doenças infecciosas.

18 Vàclav Treitz – ângulo de Treitz Nasceu na República Tcheca Patologista tcheco Estudou medicina em Praga e fez pós-graduação em Viena Professor do Instituto de Anatomia Patológica de Praga Cometeu suicídio com a ingestão de cianeto de potássio.

19 Descreveu diversas estruturas anatômicas abdominais que levam seu nome. Angulo de Treitz: angulo formado na junção entre duodeno e jejuno. Fascia de Treitz: fascia posterior a cabeça do pâncreas. Ligamento de Treitz: estrutura fibrosa que fixa a junção duodeno-jejunal a parede posterior da cavidade abdominal.

20 Antonio Scarpa 9/5/1752 – 31/12/1832 Anatomista italiano Professor da universidade de Modena Descreveu: – Fáscia de Scarpa – Forame de Scarpa – Gânglio de Scarpa – Triângulo de Scarpa – Fluído de Scarpa

21 Petrus Camper 11/05/1722 – 07/04/1789 Anatomista, antropólogo e naturalista holandês Aluno de Herman Boerhaave (Sd de Boerhaave) Professor da Universidade de Franeker Descreveu: – Fáscia de Camper – Ângulo Facial

22 Abraham Colles 23/07/1773 – 16/11/1843 Cirurgião e anatomista irlandes Professor do Royal College of Surgeons, Irlanda Descreveu: – Fáscia de Colles – Fratura de Colles

23 Franz Kaspar Hesselbach 27/01/1759 – 24/07/1816 Cirurgião e anatomista alemão Descreveu: – Trígono de Hesselbach – Fáscia de Hesselbach – Ligamento de Hesselbach

24 Jacob B. Winslow 1669 – 1760 Anatomista dinamarquês Professor de anatomia na Jardin du Roi, Paris Descreveu: – Forame de Winslow – Fisiologia dos músculos digástricos

25 Ruggero Oddi 20/07/1864 – 22/03/1913 Anatomista e fisiologista italiano Chefe do Instituto de Fisiologia da Universidade de Genoa Esfíncter de Oddi foi descrito por Francis Glisson, porém Oddi foi o primeiro a descrever sua fisiologia.

26 Abraham Vater – Ampôla de Vater 9/12/1684 – 18/11/1751 Anatomista alemão Doutor pela Universidade de Wittenberg Descreveu: – Ampola de Vater – Contribui com descrição dos corpúsculos de Vater- Pancine

27 James R.Morison – Espaço de Morison James R.Morison 1853 – 1939 Cirurgião inglês Professor da Universidade Durham Descreveu: – Bolsa de Morison – Incisão de Rutherford Morison (apendicectomia)

28 Johann G. Wirsung – Ducto de Wirsung Johann Georg Wirsung(1589 – 1643) Anatomista alemão lembrado pela descoberta do ducto pancreático descoberto durante a dissecção de um homem que tinha sido recentemente enforcado por assassinato. O reconhecimento da autoria da descrição do ducto de Wirsung foi solicitada por vários anatomistas, empasse que resultou no assassinato de Johann Georg Wirsung pelo anatomista Giacomo Cambier.

29 Conclusão Numerosos epônimos são descritos na anatomia do trato gastro-intestinal, apesar de entendermos que a proibição do uso dos epônimos facilitou o entendimento e comunicação nos meios médicos, este trabalho teve como objetivo familiarizar com algumas destas estruturas para melhor e homenagear os mestres que as descreveram.

30 Bibliografia Kanne JP, Rohrmann CA Jr, Lichtenstein JE. Eponyms in radiology of the digestive tract: historical perspectives and imaging appearances. I. Pharynx, esophagus, stomach, and intestine. KanneJP, Rohrmann CA Jr, Lichtenstein JE. Eponyms in radiology of the digestive tract: h.istorical perspectives and imaging appearances. II. Liver, biliary system, pancreas, peritoneum, and systemic disease. Hall FM. Medical Eponyms.


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