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A História da Língua Portuguesa Dos romanos a Camões.

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1 A História da Língua Portuguesa Dos romanos a Camões

2 Universidade Estadual do Maranhão UEMA Benedito Salazar Sousa Licenciado em Letras pela UEMA-Cesi Especialista em Ensino de Língua e Literatura pelo Unasp - SP

3 Organograma da Língua Indo - europeu Grupo Itálico Latim Latim Arcaico Latim Vulgar Romance Romance Ocidental Português Português Brasileiro

4 2000 a.C O surgimento do Latim Arcaico ( séc. VII a.C. até o fim do séc. II a.C.) Deslocamento dos povos indo – europeus para a região do Lácio; LÁCIO: (do Latim Latium), onde se encontrava o povo romano.

5 2000 a.C O surgimento do Latim Arcaico ( séc. VII a.C. até o fim do séc. II a.C.) Agricultores e criadores de animais; Habitavam região vizinha ao norte dos etruscos e ao sul dos gregos; ROMANOS:

6 2000 a.C O surgimento do Latim Arcaico ( séc. VII a.C. até o fim do séc. II a.C.) Entre 700 a.C e 500 a.C.: construção da cidade Roma; Os latinos falavam latim arcaico; Formaram um dos mais formidáveis impérios do mundo. ROMANOS:

7 500 a.C O Latim domina a Península Itálica Período da criação da escrita padronizada; 500 a.C.: início da expansão latina; 270 a.C.: domínio cultural e lingüístico da Península Itálica;

8 500 a.C O Latim domina a Península Itálica Registros de documentos; Textos literários, como os de Cícero que se tornaram imortais;

9 400 a.C A língua da expansão – o latim vulgar Em Roma, falava – se: O latim culto: utilizado na política, nos documentos do império, no texto de ciências e artes; E o latim vulgar, falado nas ruas pela maior parte da população, em geral analfabeta.

10 O latim vulgar É um termo empregado para designar os dialetos vernáculos do latim falado principalmente nas províncias ocidentais do Império Romano. Considera-se que tenha perdurado até o século IX aproximadamente, ou seja, até a diferenciação das línguas românicas. Latim vulgar (em latim, sermo vulgaris);

11 O LATIM VULGAR curiosidades

12 Comparação Anfiteato em PompéiaArena em Cartago 300 a.C

13 Latim Vulgar - A Importância dos Grafitos de Pompéia Comunicação pictográfica formal : sistema primitivo de escrita em que se exprimiam as idéias por meio de cenas figuradas ou simbólicas; Comunicação para o público: escrita em qualquer suporte (muro, pedra, madeira, etc.); Os grafitos de Pompéia não são as primeiras manifestações de escrita alternativa.

14 Os graffiti (grafitos em italiano) têm grande importância para a história da sociedade romana do século I, mas para a Filologia estas inscrições foram importantes porque contribuíram para o conhecimento do latim vulgar. Latim Vulgar - A Importância dos Grafitos de Pompéia

15 As paredes da parte nobre da cidade (Fórum) funcionavam como jornais murais para informar a comunidade. Estavam cobertas de grafitos com temas diversos.

16 Foram encontrados cerca de dessas manifestações populares. Algumas de caráter pornográfico, outras de provocação a desafetos, muitas como propaganda política e tantas e tantas declarações de amor. Latim Vulgar - A Importância dos Grafitos de Pompéia

17 Vejamos alguns grafitos: Propaganda Política Peço seu voto para eleger Gaius Julius Polybius duúnviro vereador. Ele tem bom pão. Os ladrõezinhos apóiam Vatia para vereador. Os adoradores de Ísis unanimemente querem a eleição de Guacus Helvius Sabinus vereador.

18 Esportes Vinte pares de gladiadores de Decimus Lucretius Satrius Valens, sacerdote vitalício de Nero filho de César Augusto, e dez pares de gladiadores de Decimus Lucretius Valens, seu filho lutarão em Pompéia nos dias 8,9,10,11 e 12 de abril. Haverá um programa completo de lutas com feras e toldos (para os espectadores) Aemilius Celer (pintou) sozinho ao luar.

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22 Declarações de Amor Marcus ama Spendusa. Cornelia Hele amatur ab Rufus. Cornelia Hele é amada por Rufus. Quisquis amat valeat. Boa sorte a quem quer que ame!

23 Outros Lucrum gaudium. O lucro é felicidade. Pituita me tenet. Peguei um resfriado. Virgula Tertio suo: indecen es. Virgula ao seu Tertius: Você é um inconveniente. Suspirum puellarum Cedalus thraex. Cedalus, o trácio, faz as garotas suspirar. Oppi, emboliari, fur, furuncule. Oppius, palhaço, ladrão, ladrãozinho.

24 200 a.C Latim, língua 0ficial do Império Romano Domínio das regiões em volta do Mar Mediterrâneo. O latim difundiu a escrita entre os povos que não a conheciam e, por séculos, lhe impuseram o domínio. Em seguida, quase toda a Europa.

25 200 a.C Latim, língua 0ficial do Império Romano

26 Celtas ao Norte; 400 a.C – A Península Ibérica A Ibéria era habitada por povos:

27 400 a.C – A Península Ibérica Celtíberos na região central; A Ibéria era habitada por povos:

28 400 a.C – A Península Ibérica Íberos no sul; A Ibéria era habitada por povos:

29 400 a.C – A Península Ibérica Na costa mediterrânea os Gregos e os Fenícios. A Ibéria era habitada por povos:

30 Guerras Púnicas Na primeira guerra: Roma toma a Sicília;

31 Obtém a hegemonia no mediterrâneo central; Guerras Púnicas

32 Os cartagineses passam a olhar a Península Ibérica; Buscam minerais e soldados; Guerras Púnicas

33 Fundam Cartago Nova; Guerras Púnicas

34 A Invasão da Península Ibérica PERÍODO: século III a.C MOTIVO: a Hispania era uma região abundante em riquezas minerais. Os romanos passaram a se interessar pela região. A invasão romana da Península Ibérica iniciou- se no contexto da Segunda Guerra Púnica ( a.C.). Cartago X Roma. Mapa da Localização de Cartago

35 A Segunda Guerra Púnica Início: 218 a.C: os romanos e os cartagineses travam duras batalhas para dominar o comércio da região da Península Ibérica; Sobre os cartagineses:mais experiência naval; Cartago já havia dominado as regiões que hoje são a Espanha e Portugal; Sobre os romanos: melhores tropas de infantaria.

36 A Segunda Guerra Púnica Guerra: cartagineses invadem Sagunto; Os romanos tomam isso como desculpa para atacar; Tropas cartaginesas: General Aníbal; 50 mil soldados; 37 elefantes. Parte da tropa não resistiu, mas Aníbal entrou na Península Itálica em 217 a.C. Percurso: caminharam 190 quilômetros cruzando os Alpes no inverno.

37 A Segunda Guerra Púnica Roma: atraca sessenta e nova embarcações no porto de Ampúrias, atual Tarragona e estabelecem seu centro de operações. O s habitantes da Península dividem-se entre Cartago e Roma; Roma não esperava por esse ataque; Os romanos perderam a batalha; Aníbal não conseguiu invadir Roma; A cidade teve condições de se reerguer e contra-atacar.

38 Mapa da 2 Guerra Púinica

39 A Segunda Guerra Púnica Em 212 a.C, o cônsul Marcelo toma Siracusa e expulsa os cartagineses das terras de Cápua e Campânia; O General Públio Cipião, o Africano, passa a comandar novas legiões em nova incursão; Em menos de dez anos derrota completamente os cartagineses; Uma coisa era vencer a Cartago e outra bem distinta era conquistar a Península, o que somente ocorreu após quase dois séculos.

40 A Segunda Guerra Púnica Cartago não estava completamente exterminada e recuperava-se aos poucos; Tornava-se novamente um incômodo para Roma.

41 A terceira Guerra Púnica Ano de 149 a.C inicia-se a III Guerra Púnica; Em cerca de três anos, os habitantes do norte - africano foram massacrados pelas legiões comandadas por Cipião Emiliano, filho adotivo do lendário Cipião, o Africano; Com essa derrota Cartago passa a ser apenas mais uma província da Península Ibérica; Os romanos provam que não admitem derrota e são implacáveis contra seus inimigos.

42 Guerras internas na Península Houve outras guerras internas, por exemplo, a resistência Lusitânia (atuais Espanha e Portugal); Roma inicia uma guerra sangrenta para expandir seus domínios na Península Ibérica; Queria consolidar seus territórios; A Lusitânia parecia ser um local estratégico para evitar Invasões africanas à Europa; Os lusitanos contavam com o General Viriato, homem decidido a barrar as legiões romanas;

43 Guerras internas na Península Viriato liderou os exércitos locais no período entre 147 a 139 a.C; Venceu muitas batalhas sobre Roma; Os nativos tinham um modo próprio de lutar; Preferia as guerrilhas e emboscadas às batalhas em campo;

44 Guerras internas na Península Era um grande obstáculo para os generais romanos; Tornou-se uma lenda para seu povo; Os romanos derrotaram a Viriato, contratando um assassino e traidor lusitano.

45 Guerras internas na Península Em 58 a.C a tentativa de ocupação do território de Gália (atual França); Os hélvicos comandados por Vercingetórix principal (líder das tribos celtas), e os romanos por o general Júlio César (100 a.C a 44 a.C). Uma das mais sangrentas guerras; Derrotas célticas; Os romanos cercam e invadem a cidade de Avericum;

46 Guerras internas na Península Morreram mulheres, crianças e idosos; De um povo de ,00 restaram apenas 800. O General Vercingetórix, agrupou inúmeros rebeldes celtas e fez para si um exército que tinha por objetivo destruir Roma. Grandes combates seqüenciaram-se; O alimento da esquadra de Vercingentórix acabara; Ele entregara as armas e se rendera;

47 Guerras internas na Península Ele foi levado para Roma como troféu de guerra. Isso ocorreu no período de 58 à 51 a.C. No ano de 56 a.C, as províncias estavam divididas administrativamente assim: HISPÂNIA CITERIOR E HISPANIA ULTERIOR OBSERVAÇÃO: AINDA ERA ÉPOCA DA REPÚBLICA ROMANA

48 Hispania Hispania: nome dado pelos antigos romanos a toda a Península Ibérica e às duas provícias criadas posteriormente durante a República Romana: Hispânia Citerior;e Hispânia Ulterior. Hispania – Primeira divisão provincial

49 HISPANIA ULTERIOR: compreendia a atual Andaluzia, Portugal, a Extremadura, a província de Leão, grande parte da antiga Castilla la Vieja, a Galiza, Astúrias, Catábria e o País Basco.

50 HISPANIA CITERIOR: compreendia a parte oriental da antiga Castilla la Vieja e as atuais Aragão, Valência, Catalunha e a maior parte da antiga Castilla la Nueva.

51 Ano de 27 a.C: General Marcus Vipsanius: reorganizou a Península em três partes: Hispania Citerior Hispania Ulterior Tarraconense Essa reorganização foi consagrada pelo Imperador Cesar Augusto.

52 Hispania Ulterior Hispania Ulterior Baetica; capital : Córdoba. O rio Anas, ou Annas (atual Guadiana, de Wadi-Anas) separavam a Hispânia Bética da Lusitânia; Hispania Ulterior Lusitania: Capital:Emerita Augusta (atual Mérida); Excluídas a Galécia e as Astúrias;

53 Hispania Citerior Hispania Citerior: Capital: Tarraco (atual Tarragona). Com o tempo, a província ganharia importância e seria conhecida apenas porTarraconensis (Tarraconense); Compreendia a Galécia (atual Galisa); Compreendia norte de Portugal e Astúrias.

54 Províncias imperiais: governador nomeado pelo Imperador; Províncias Tarraconense e Lusitânia; Província senatorial: governador nomeado pelo Senado; Bética: região menos conflituosa. Segunda Divisão - Divisão provincial de Augusto

55 A parte ocidental da Tarraconense foi desanexada: Primeiro como Hispânia Nova; Terceira divisão - Divisão provincial de Diocleciano Depois recebeu o nome de Gallaecia (ou Galécia, hoje Galiza),durante a tetrarquia.

56 O processo de romanização Na península Ibérica, a Romanização iniciou-se no século III a.C. e ocorreu concomitantemente com a conquista. Essa romanização dá-se mais fortemente em locais acerca de Tarragonia do que no norte da Península. Não se deu de igual forma em todas as regiões. Para esse processo de aculturação foram determinantes a fundação de inúmeras cidades e a expansão do latim.

57 Romanização - língua PROCESSOS: O povo conquistado é obrigado a aceitar a língua de seus conquistadores como oficial; Assim, o Latim expandiu junto com as conquistas das legiões romanas; Mistura da língua local com o Latim; Após certo tempo o Latim do Lácio já não era igual ao do Sul da Península Ibérica.

58 Fatores de diferenciação Verificações de alguns fatores: 1.a cronologia da romanização: início no século III a.C; 2. o tipo de romanizador: soldados, mercadores, empregados do Estado como membros e escravos capturados em guerras; Essas classes eram menos instruídas e por essa razão foi o latim vulgar e não o literário a ser expandido.

59 Verificações de alguns fatores: 3. As línguas pré-românicas: em cada região conquistada havia uma língua anterior: Celtas: falavam-se o idioma céltico; o povo celta deixou uma grande contribuição vocabular; ainda hoje usamos palavras de substrato céltico como: cabana (cappana ), cerveja (cervisia), etc. Fatores de diferenciação

60 Comentários: Francisco da Silveira Bueno, A Formação Histórica da Língua Portuguesa, diz que: Em documentos antiqüíssimos encontra Leite de Vasconcelos os antroponômios Cominius, Gallus, Lobesa, (...)Lovesa, Cantius, Tonquios, Reburrus, Adminius, Viriatus, Medamus, Rectygenus, embora pareçam latinos pela terminação, encerram todos em elementos celtas de formação.(p.5) Fatores de diferenciação

61 Fenícios e cartagineses: quase há contribuições fenícias ou cartaginesas, já que ambas centravam-se na região da costa do Atlântico de Espanha e não certamente não mantinham comércio com Algarves. Poucas, pois, são as palavras dessas origens que contribuem para a comunicação cotidiana dos falantes de português. Fatores de diferenciação

62 Gregos: o latim incorporou inúmeras palavras recebidas da Magna Grécia. Esses empréstimos ocorreram em três fases: Primeira: os latinos transcreviam algumas consoantes gregas aspiradas como surdas simples; Segunda: o latim adequou às aspiradas gregas segundo a roupagem da Grécia; Terceira: o triunfo do cristianismo; o grego atinge as línguas românicas por meio do latim. Caracteriza-se: o valor do i atribuído ai ditongo ei, oi às vogais ê, y. Fatores de diferenciação

63 A HISTÓRIA DE PORTUGAL

64 Formação de Portugal Portugal está situado na faixa ocidental da Península Ibérica; Formação: conseqüência da Reconquista (processo de retomada pelos cristãos das terras que foram conquistadas pelos mouros na Península Ibérica no século VIII); Mouros: nome genérico dado aos povos: sírios, árabes, mouros (da Mauritânia) e turcos; todos convertidos à Fé Islâmica;

65 Os povos que antes habitaram a Península Ibérica deixaram suas marcas: Na cultura; No idioma; Na religião. Por exemplo os romanos, como o idioma latino. Latim como base do galaico-português, falado nas regiões ao norte e ao sul do Rio Minho. Formação de Portugal

66 Inicia-se um período de inúmeras batalhas da guerra de reconquista e assim inúmeros reinos foram-se: Reinos: Leão; Castela; Navarra; Aragão. Formação de Portugal

67 Reino de Leão: pertencia o Condado Portucalense, território que se estendia do Rio Lima, ao norte, até a região de Coimbra, ao sul, tendo ao centro as terras banhadas pelo Rio Douro. Formação de Portugal

68 História de Portugal A origem de Portugal está ligada à história de dois casamentos e ao condado Portucalense. Final do século XI: o norte da Península era governado pelo rei Afonso VI;

69 História de Portugal As ações do Rei: Luta pela expulsão dos muçulmanos; Cavaleiros para lutar contra os mouros: Dois nobres do ducado de Borgonha: Raimundo e seu primo Henrique. D. Afonso VI tinha duas filhas: Urraca, filha legítima e única herdeira, e Teresa, filha bastarda.

70 Mapa da formação de Portugal

71 História de Portugal Casamentos: Raimundo com Urraca: dote o governo da Galiza (que incluía o Condado Portucalense) Teresa com Henrique: dote o governo do Condado Portucalense. (após muitos fracassos militares de D. Raimundo contra os mouros, Afonso VI decidiu dar em 1096 ao primo deste, o Conde D. Henrique, o governo das terras mais a sul do Condado da Galiza, fundando assim o Condado Portucalense).

72 História de Portugal D. Henrique de Borgonha: Lutou contra os mouros; E anexou novos territórios a seu condado. Morreu em 1112; A regência passa para D. Teresa, durante a menor idade de seu filho D. Afonso Henriques.

73 História de Portugal Independência do Condado Portucalense: em 1128, Afonso Henriques; Início de um longo período de lutas com as forças do reino de Leão; Em 1143, pelo convênio de Zamora, Afonso VII, filho de D. Raimundo e Urraca, rei da Espanha, concedeu a Afonso Henriques o título de rei de Portugal.

74 O primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques VII ( ): Filiação: D. Teresa e Conde D. Henrique; Nasceu em 1109; 1132 e 1135: invasão da terra galega; Mandou na Galiza to castelo de Celmes, Afonso Henriques: defendeu o sul da Leiria, cercada pelos Mouro.

75 O primeiro rei de Portugal Acordos de paz sob pesadas condições, pactuada com o rei de Castela; Foi aclamado imperador em Leão. Morreu em 1185, aos 75 anos e foi sepultado em Santa Cruz de Coimbra; No século XII, os muçulmanos dominavam somente o sul de Portugal; Assume o trono, D. Sancho I, o seu segundo filho.

76 D. Sancho I

77 História de Portugal Mapa das consquistas de Afonso Henriques e sucessores:

78 História de Portugal O Reino de Portugal estabelece-se ao sul; 1255: instalação do centro cultural em Lisboa e Coimbra; 1290: Fundação da Universidade de Lisboa; 1308: Transferência da Universidade para Coimbra.

79 História de Portugal D. Afonso VI e seus cinco sucessores anexaram terras que juntas perfazem cerca de 3 vezes o território inicial. Em , o domínio de Algarve; Conquista da área costeira que se estende até o rio Minho: obtenção das terras de Ribacoa e dos castelos da margem esquerda da Guadiana; D.Dinis alcançou esse território em 12 de setembro de 1297 com a assinatura do Tratado de Alcanices.

80 O SURGIMENTO E ETAPAS DA LÍNGUA PORTUGUESA Conforme a formação e contexto histórico de Portugal.

81 O ROMANÇO

82 O período do Romance (600 – 1000) O romance loqui, expressão utilizada pelos romanos para designar o latim vulgar; Romance: língua intermediária entre o Latim Vulgar e as futuras línguas românicas; Não há conhecimentos detalhados sobre esse período, sabe-se apenas que: Variava conforme a região; Não podia ser considerado Latim, já que era diferente daquela língua falada em Roma;

83 Variava quanto ao tempo: Na França ficou até cerca de 800, data do surgimento do primeiro documento francês; Na Ibéria, permaneceu até 1100, por razão não sabida; Romance da Alta Idade Média: divide-se em dois grupos: România Oriental; România Ocidental; O período do Romance (600 – 1000)

84 Romance Oriental: desenvolvido na região da Itália, Romeno e Sardo; Romance Ocidental: falado na região da França, (...) e Portugal; Este está subdivido em: Galo-România: de onde provêm, por exemplo, o Francês; Íbero-România: a que deu origem ao Português; Castelhano e Galego; O período do Romance (600 – 1000)

85 Segundo Ataliba Teixeira de Castilho (lingüísta e professor da Universidade de São Paulo: O período do Romance (600 – 1000)

86 O PERÍODO DO ROMANCE (600 – 1000) O século V marca o início do Romanço- período que se estende até o começo do século IX, em que ocorre a grande diferenciação do latim em uma multidisciplinaridade de falares. Trata-se de uma fase de transição, que resulta no aparecimento de textos escritos nas diversas línguas românicas. Dentre esses falares intermediários, é o romanço Lusitânico, bastante inovador, o que nos interessa principalmente. (Mattoso Câmara)

87 Final do Romance: movimento da Reconquista. Objetivo: expulsão dos mouros, o que só ocorreu no século XV. O período do Romance (600 – 1000)

88 O GALEGO-PORTUGUÊS

89 1000 d.C - O surgimento do galego - português Segundo a autora Mattos e Silva o Português Arcaico passa por duas fases: Primeira fase: o Galego Português – 1110 a 1350; Segunda fase: Português Arcaico – 1350 a 1540.

90 1000 d.C - O surgimento do galego - português No Reino Portucalense falava – se o galego – português, que deu origem à língua portuguesa. O galego-português apareceu durante o século XII e XV; Em documentos oficiais da região de Galiza como em obras poéticas; Os primeiros documentos em galego datam do século VIII, o testamento de Afonso II, em cerca de 1214.

91 Documentos do galego - português As primeiras obras literárias também datam do início do século VIII, são cantigas e estão dividias em quatro partes: Cantigas de amor: eu-lírico masculino; Cantiga de amigo: eu-lírico femino; Cantiga de escárnio: sátirica e grosseira; Cantiga de mal dizer: maledicente e grosseira.

92 D. Dinis Foi o sexto rei de Portugal; Filiação: D. Afonso III e da infanta Beatriz de Castela; Em 1279: aclamação em Lisboa; Foi chamado: O Lavrador ou O Rei-Agricultor; O Rei-Poeta ou O Rei-Trovador; Compôs Cantigas de Amigo e de Amor ; Desenvolveu a poesia trovadoresca.

93 D. Dinis Distribuição de suas cantigas em: 73 cantigas de amor; 51 cantigas de Amigo; 10 cantigas de escárnio e maldizer; Músicas.

94 Cantiga de amigo – D. Dinis Se sabedes novas do meu amigo, aquele que mentiu do que pôs comigo, ai deus, e u é? Se sabedes novas do meu amado, aquele que mentiu do que me há juradoai deus, e u é? (...) Ai flores, ai flores do verde pinho se sabedes novas do meu amigo, ai deus, e u é? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado, ai deus, e u é?

95 Música de D. Dinis Praz-m' a mi, senhor, de moirer e praz-m' ende por vosso mal, ca sei que sentiredes qual míngua vos pois hei-de fazer; ca nom perde pouco senhor quando perde tal servidor qual perdedes em me perder. E com mia mort' hei eu prazer porque sei que vos farei tal míngua qual fez homem leal o mais que podia seer a quem ama, pois morto for; e fostes vós mui sabedor d'eu por vós a tal mort'haver. E, pero que hei-de sofrer a morte mui descomunal, com mia mort'oimais nom m'em cha, por quanto vos quero dizer: ca meu serviç'e meu amor será-vos d'escusar peior que a mim d'escusar viver. E certo podedes saber que, pero s o meu tempo sal per morte, nom há já i al que me nom quer end'eu doer porque a vós farei maior míngua que fez Nostro Senhor de vassal'a senhor prender.

96 D. Afonso Sanches Trovador do final do século XIII e início do século XIV; Filho bastardo do rei D. Dinis com sua amante favorita, D. Aldonça Rodrigues da Telha; Como trovador, deixou-nos 15 cantigas, em galego- português; No século XV, dará origem a duas línguas distintas: o galego e o português.

97 1214 Junho 27 Testamento de D. Afonso II. Linha 1 En'o nome de Deus. Eu rei don Afonso pela gracia de Deus rei de Portugal, seendo sano e saluo, temëte o dia de mia morte, a saude de mia alma e a proe de mia molier raina dona Orraca e de me(us) filios e de me(us) uassalos e de todo meu reino fiz mia mãda p(er) q(ue) de Documentos do galego - português

98 Linha 2 pos mia morte mia molier e me(us) filios e meu reino e me(us) uassalos e todas aq(ue)las cousas q(ue) De(us) mi deu en poder sten en paz e en folgãcia. P(ri)meiram(en)te mãdo q(ue) meu filio infante don Sancho q(ue) ei da raina dona Orraca agia meu reino enteg(ra)m(en)te e en paz. E ssi este for Documentos do galego - português

99 Linha 3 morto sen semmel, o maior filio q(ue) ouuer da raina dona Orraca agia o reino entegram(en)te e en paz. E ssi filio barõ nõ ouuermos, a maior filia q(ue) ouuuermos agia'o... Documentos do galego - português

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102 Cantiga de Amor em galego A dona que eu am e tenho por senhor amostrade-mh-a, Deus, se vos em prazer for, se non dade-mh-a morte. A que tenh eu por lume d estes olhos meus e por que choran sempr, amostrade-mh-a, Deus, se non dade-mh-a morte. Essa que vós fezestes melhor parecer de quantas sey, ay Deus!, fazede-mh-a veer, se non dade-mh-a morte. Ai, Deus! qui mh-a fezestes mays ca mim amar, mostrade-mh-a u possa com ela falar, se nom dade-mi-a morte.

103 O cancioneiro da Ajuda Foto tirada no museu da Língua Portuguesa Tradução

104 O declínio do galego-português A partir do século VXI, com o domínio de Castela, introduz-se o castelhano como língua oficial; O galego tem sua importância relegada ao plano secundário.

105 PORTUGUÊS MEDIEVAL

106 Origem da Língua Portuguesa - o Português arcaico O português nasceu no noroeste da Península Ibérica; No século VIX separa-se do galego; Inicia-se com a independência de Portugal (1185) e consolidar-se-á com a expulsão dos mouros em 1249 e com a derrota em 1385 dos castelhanos que tentaram anexar o país.

107 Origem da Língua Portuguesa - o Português arcaico

108 A Demanda do Santo Graal Um dos textos mais antigos conhecidos do português medieval ou arcaico.

109 D. Duarte de Portugal Filiação: João I de Portugal e Filipa de Lencastre.; Sucedeu a seu pai em 1433; Foi chamado O Eloquente ou O Rei-Filósofo; Interessava-se por cultura e conhecimento; Escreveu vários livros de poemas e sobre caça e também o tratado político O Leal Conselheiro.; Seu reinado durou apenas 5 anos; Convidou Fernão Lopes para se guarda mor da Torre do Tombo.

110 D. Duarte de Portugal Fez dele cronista maior do Reino; Estava preparando uma revisão do código civil português quando a doença o vitimou.

111 As crônicas de Fernão Lopes Em 1418, Fernão Lopes foi designado pelo Rei D. Duarte para o cargo de guarda-mor da Torre do Tombo; Escreveria crônicas sobre os reis a primeira dinastia; Executou esse trabalho com afinco: Interrogou testemunhas; Levantou documentos, etc.

112 As crônicas de Fernão Lopes Tinha estilo espontâneo, quase coloquial; Apresenta-se como um historiador seguro; Da vasta obra que redigiu, restaram apenas três: Crônica dEl Rei D. Pedro; Crônica dEl Rei D. Fernando; Crônica dEl Rei D. João I.

113 As crônicas de Fernão Lopes Abaixo trecho da Crônica de D. João I; Em outro dia pela manhã partiu o mestre daquela aldeia u dormira, e começou de andar seu caminho, sem trigança alguma desacostumada; e no caminho dizem que descobriu o Mestre esta cousa a alguns seus, convém a saber: o Comendador de Jerumenha, e a Fernando Álvares (...) p.49 PINHEIRO, Everaldo José de Campos – Literatura Portuguesa, das origens ao Arcadismo.

114 Gil Vicente Nesse período surgem autores como Gil Vicente; Nasceu entre os anos de 1470 e 1475, em local desconehcido; Trabalhou na Casa da Moeda, como mestre de balança;

115 Gil Vicente No ano de 1503, nasce o D. João III: Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação; visitação: idéia Teocentrica (a visita de Deus na Terra trazendo o Rei); Primeira vez que o Teatro sai da Igreja; Auto Pastoril Castelhano: Apresentação em castelhano em homenagem a Rainha; Os reis passaram a ser seus mecenas;

116 Gil Vicente Faz o balanço de duas épocas: Sociedade regida por normas inflexíveis; Sociedade subversora da antiga norma; Faz críticas sociais por meio de sua obra.

117 Sua obra divide-se em três fases: A primeira, 1502 a 1509: predominantemente religiosa e com tendência para o lirísmo; A segunda: apresenta o teatro, crítica social, mas ainda um pouco ligado à religiosidade; A terceira: maturidade e grandes definições de qualidades artísticas do poeta, sendo que suas obras mais representativas são: Gil Vicente

118 Trecho da Farsa de Inês Pereira

119 Trecho do Auto da Barca do Inferno

120 Gil Vicente Principal autor anterior a Camões; Incorpora em sua escrita elementos populares; Tinha prestígio na corte, que manteve o teatro vicentino durante 34 anos. Gil Vicente como normalmente é representado

121 Gil Vicente Deve-se levar em consideração que nessa época: A poesia torna-se popular graças à imporensa; A poesia perde a música, mas não a musicalidade; Acaba-se o distanciamento: NÃO se escreve mais para a nobreza; O sentimento não tem seletividade social, ou seja, as classes não interferem; A primeira vez que o Teatro sai da Igreja.

122 Fim do português arcaico No século XIV surge a prosa literária em português, com a Crónica Geral de Espanha (1344) e o Livro de Linhagens, de dom Pedro, conde de Barcelos.

123 Crónica Geral de Espanha (1344)

124 As grandes navegações PORTUGUÊS MODERNO

125 1400 – As grandes Navegações

126 Portugal ascende com as grandes navegações; Expande a Língua Portuguesa.

127 1400 – As grandes Navegações Portugal investe nas navegações; O mar já não o separa de canto algum.

128 1400 – As grandes Navegações Carta de poder concedida a Cabral como capitão- mor da armada de 1500.

129 1400 – As grandes Navegações Descobrindo novas terras, palavras foram incorporadas ao léxico;

130 O Português Moderno Século XVI: aparecimento das primeiras gramáticas: Definem a morfologia e a sintaxe; A língua entra na sua fase moderna: Os Lusíadas, de Luis de Camões (1572): O português já é muito próximo do atual; Após isso, as mudanças serão menores.

131 O Português Moderno : Portugal foi governado pelo trono espanhol; O português incorpora palavras castelhanas, como bobo e granizo; Sobre essa passagem do português arcaico para o português moderno, assim escreve Clarinda de Azevedo Maia:

132 O Português Moderno "... é costume tomar alguns acontecimentos de caráter extralingüístico para assinalar o fim do período arcaico da língua portuguesa: o aparecimento do livro impresso, em finais do século XV, que teve profundas conseqüências culturais e lingüísticas, ainda não suficientemente avaliadas; a expansão ultramarina, que converte o português em língua de outros territórios, depois de superadas as situações de conflitos de línguas que se criaram paralelamente a situações de conflitos culturais; o início da reflexão lingüística sobre o português, empreendida por gramáticos, a partir de Fernão de Oliveira que, em 1536, publica a Grammatica da lingoagem portuguesa".

133 Primeiras Gramáticas – Fernão de Oliveira Por ordem cronológica, foi Fernão de Oliveira, o primeiro a publicar, em 1536, a Grammática da língoagem portugueza; Forrava-se com citações de Varrão, Cícero, Quintiliano; Observador da pronúncia, notando já várias diferenças dentro do país.

134 Primeiras Gramáticas Foi publicada em 1536 por Fernão de Oliveira; A obra apresentava 50 capítulos: A história da linguagem; Noções de sintaxe; Destaque para os aspectos sonoros. O seu conceito de gramática era clássico: "a arte de falar e escrever corretamente".

135 Primeiras Gramáticas – Fernão de Oliveira

136 Primeiras Gramáticas Há plágio; Fernão de Oliveira cita o próprio João de Barros em sua gramática: vem o fidalgo, reproduz a doutrina do antecessor ampliando-a, certamente, mas nem sequer faz alusão ao trabalho dele. Ao contrário, diz que é o primeiro a publicar uma gramática. Assim farão depois os que se forem servindo do trabalho de seus antecessores, mas calando-lhes os nomes.

137 Primeiras Gramáticas – João de Barros João de Barros publica a sua Grammatica da língua Portugueza em 1540; Trata da ortografia; Capítulo especial dedicado à declinação dos nomes, como em latim; Está ligado ao passado.

138 Luís Vaz de Camões Nasceu entre 1524 e 1525 (não se sabe ao certo), na cidade de Lisboa (outros afirmam que pode ter nascido em Alenquer, Coimbra ou Santarém); Filho de um nobre decaído; Hipoteticamente, um nobre; Freqüentador da corte de D. João III; Isso contribuiu para sua formação intelectual; Leu Petrarca; Aprendeu a fazer um tipo de composição poética com Ariolso;

139 Luís Vaz de Camões Engajou-se no exército por nutrir um amor proibido pela princesa D. Caterina; Em 1547 partiu como soldado raso para Ceuta; Alguns dizem que ele perdeu um olho: Em combate; Em duelo defendendo a honra de uma dama; Olhando uma dama pelo buraco da fechadura e ela percebendo cutucou o olho dele com um palito de cabelo.

140 Luís Vaz de Camões Fez o percurso de Vasco da Gama, chegando a Macau (China); Conheceu Dinamene e por ela se apaixonou; Foi enviado para a Índia (Dinamene foi junto); Em Goah, cuidava dos atestados de óbito; Começou a escrever os Lusíadas; Não queria voltar para Portugal;

141 Luís Vaz de Camões O retorno para Portugal O navio naufragou; Morre Dinamene, sobre esse caso existem algumas versões: Primeira (mais conhecida): Camões preferira salvar Os Lusíadas a Dinamene; Segunda: Camões colocara a obra dentro de uma bolsa de couro impermeável, pois a maresia poderia estragar o livro. O navio naufragou e a bolsa com a obra boiou. O autor agarrara-se á bolsa e assim pudera se salvar.

142 Luís Vaz de Camões Ele escrevera um soneto para a amada: Alma minha gentil que te partiste; Desertou à Marinha; Completou Os Lusíadas em Portugal; Dedicou a obra ao Rei D. Sebastião; Recebe mesada do Rei, a qual mal lhe sustentava. Foi o primeiro sonetista; Maior poeta épico da Língua Portuguesa;

143 Luís Vaz de Camões A língua sob modificações Na época em que Os Lusíadas foi escrito a língua portuguesa passava por grandes modificações. Tentava-se aproximar o português do latim literário; Mexeu-se me todos os vocábulos latinos que se pode, dando assim ao português literário um cunho inteiramente artificial e desusado, ao ponto de não se mais reconhecido como língua materna pelo povo que o não compreendia. (Francisco da Silveira Bueno).

144 Luís Vaz de Camões A língua sob modificações Nem era só vocabulário, mas toda a sintaxe, o estilo com figuras, com seus recursos muito bem regulados pelos tratados de retórica já então conhecidíssimos, tudo fazia do português literário de quinhentos, uma língua muito diversa daquela, por exemplo, em que Gil Vicente havia composto todo seu teatro popular. (Francisco da Silveira Bueno). (...) lingoa, na qual quando imagina, com pouca corrupção crê que he a Latina. (Lus. I – 33)

145 Luís Vaz de Camões A língua sob modificações Obediência ao princípio latino da luta contra a rusticidade do povo; Aparecimento de dois tipos de português: o popular e o literário.

146 O português antes e depois de Luís de Camões O estudo camoniano é de suma importância para a compreensão da língua portuguesa; Camões: um dos primeiros a escrever no que é classificado como português moderno;Ele é o divisor entre a época arcaica e moderna; Em Os Lusíadas, estrofe 33 do Canto I, destaca-se a íntima relação entre o português que se estruturava e o latim; Comparação à Cantiga da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós.

147 O português antes e depois de Luís de Camões Os Lusíadas Escrito em 1572; Português moderno; Vocabulário muito parecido com o contemporâneo; Cantiga da Ribeirinha Escrito em Galego-português; Léxico completamente diferente;

148 O português antes e depois de Luís de Camões Os Lusíadas, estrofe 33 do Canto I Cantiga da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós "No mundo nom me sei parelha, mentre me for' como me vai, ca ja moiro por vos - e ai mia senhor branca e vermelha, queredes que vos retraia quando vos eu vi em saia! Mao dia que me levantei, que vos enton nom vi fea! " "E, mia senhor, des aquel di', ai! me foi a mim muin mal, e vós, filha de don Paai Moniz, e ben vos semelha d'aver eu por vós guarvaia, pois eu, mia senhor, d'alfaia nunca de vós ouve nem ei valia d'ua correa". Vênus bela, Afeiçoada à gente Lusitana, Por quantas qualidades via nela Da antiga tão amada sua Romana, (...) E na língua, na qual quando imagina, Com pouca corrupção crê que é latina.

149 Nomes Berenice Medeiros; Carolina Dzimidas Alvarenga; Ilana Neves Gonçalves; Janierk; Priscila Piccirillo Leite; Vanessa Lucatto da Silva; Viviane Baroni Luttke.


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