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Prof. Dr. Wanderley Messias da Costa. REGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO.

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1 Prof. Dr. Wanderley Messias da Costa

2 REGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO

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4 Aspectos Demográficos Em 2008, a população da região era de habitantes, ou 47,9% do total estadual, possuindo a densidade demográfica mais elevada do Estado (2.479,6 habitantes por km2, diante da estadual de 165,8 hab./km2). De 1900 a 1950, a população do município de São Paulo cresceu a uma taxa média de 4,5% ao ano. Tendo atingido uma taxa de urbanização de 88%, em 1950, a partir daí seu crescimento extravasou para os municípios vizinhos, que passaram a crescer a um ritmo ainda mais acelerado, dando início ao processo de periferização da população em direção a locais cada vez mais distantes da capital. Entre 1950 e 1970, Taboão da Serra, Embu e Itapecerica da Serra, municípios situados no eixo da Rodovia BR-116 em direção ao sul do país, tiveram crescimento populacional de 622%; Diadema e São Bernardo, no eixo da Rodovia Anchieta, 1.010%; e Guarulhos e Arujá, na direção do Rio de Janeiro, 640%. Os aglomerados urbanos dos subúrbios, à medida que foram adquirindo certo grau de desenvolvimento, atraíram fábricas e população, intensificando os movimentos migratórios para esta área. No decorrer dos anos 1980, o ritmo de crescimento populacional na RMSP reduziu-se à metade do verificado na década anterior. O desaquecimento da economia no período, a redução na taxa de fecundidade, as políticas estaduais de descentralização do desenvolvimento industrial e a busca por redução de custos por parte das empresas explicam essa diminuição.

5 Nesta edição do IPRS, a Região Metropolitana de São Paulo – RMSP apresenta o segundo melhor indicador de riqueza e ocupa a sexta e oitava posições nos indicadores de longevidade e escolaridade, respectivamente. Em 2006, pouco menos da metade dos municípios que formam a RMSP (49%) integra o Grupo 2, com bons indicadores de riqueza, mas deficiência em pelo menos uma das dimensões sociais. No Grupo 1, que reúne cidades com bons resultados nos três aspectos avaliados, classificaram-se apenas São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Ribeirão Pires, Mauá, Mogi das Cruzes, Caieiras e Barueri. No Grupo 3, composto por localidades com baixo nível de riqueza e bons indicadores sociais, somente um município foi classificado: Santa Isabel. Dos municípios restantes, sete pertencem ao Grupo 4, com baixo nível de riqueza e um dos indicadores sociais insatisfatório, e três integram o Grupo 5, com níveis insatisfatórios em todos os quesitos. Essas classificações refletem a heterogeneidade econômica e social observada nos 39 municípios que formam a região.

6 O indicador agregado de riqueza na região aumentou 5%, ritmo pouco inferior à média estadual (6%), entre 2004 e Apenas Rio Grande da Serra apresentou decréscimo nesse índice, enquanto seis municípios mantiveram-se relativamente estáveis em relação aos níveis de Os demais municípios cresceram, especialmente Francisco Morato, Salesópolis, Embu e Ferraz de Vasconcelos, com aumentos relativos superiores a 10%. Nota-se que somente 11 municípios ultrapassaram a média estadual (55), em 2006, destacando-se Santana de Parnaíba, Barueri, São Caetano do Sul, São Paulo e São Bernardo do Campo, que, inclusive, superam a média da região (61). Um grande intervalo separa o município de menor escore na região, Biritiba Mirim (37), dos maiores, Barueri e Santana de Parnaíba (70), expressando a heterogeneidade intermunicipal no que se refere à riqueza.

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9 RMC

10 Caracterização Regional A Região Metropolitana de Campinas – RMC é formada por 19 municípios, em uma área de km2 ou 1,5% do território paulista. A área de influência do município de Campinas corresponde a uma rede urbana fortemente integrada, de fácil acesso e deslocamento interno, pelas curtas distâncias e pelas características do sistema viário. A RMC é servida por um sistema viário amplo e de boa qualidade, cujos eixos principais são: Rodovias Bandeirantes e Anhangüera, ligando a região à capital e ao interior paulista; Rodovia SP-304, rumo a Piracicaba; Rodovia D. Pedro I, que faz a ligação com o Vale do Paraíba; Rodovia Presidente Dutra, rumo ao Rio de Janeiro; Rodovia Fernão Dias (Belo Horizonte); Rodovia Adhemar de Barros (SP-340), ligando Campinas ao sul de Minas Gerais; Rodovia Santos Dumont, que dá acesso à Rodovia Castello Branco e à região de Sorocaba, passando pelo Distrito Industrial de Campinas. A região conta também conta com o Aeroporto Internacional de Viracopos, o segundo maior do país, que se destaca pelo volume de cargas transportadas, e com grandes empresas de carga expressa. Viracopos registra um fluxo de aproximadamente 154 mil toneladas/ano de cargas embarcadas e desembarcadas em vôos internacionais. Um terço das mercadorias exportadas e importadas pelo Brasil passa por esse aeroporto; somando-se os de Guarulhos e do Rio de Janeiro, obtêm-se 93% do fluxo anual de cargas aéreas do país.

11 Em 2008, a população da região correspondia a habitantes ou 6,6% da estadual. A densidade demográfica, de 742,9 habitantes por km2, apresenta-se ainda mais elevada nos municípios de Hortolândia (3.140,0 hab./km2), Sumaré (1.513,3 hab./ km2) e Campinas (1.333,8 hab./ km2). Dos 19 municípios da região, apenas dois possuíam, em 2008, população inferior a 20 mil habitantes (Engenheiro Coelho e Holambra). Campinas ( habitantes), Sumaré, Americana, Santa Bárbara, Hortolândia, Indaiatuba e Valinhos são os maiores, com população superior a 100 mil habitantes, e concentravam 76% da população regional. A densidade estadual média é de 165,8 habitantes por km2. Região Metropolitana de Campinas A região possui dinamismo superior ao de muitas metrópoles nacionais que são capitais estaduais e, nas últimas três décadas, apresentou taxas de crescimento demográfico maiores do que as da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP. Campinas, a sede da região, tornou-se um dos 20 maiores municípios brasileiros, abrigando 39,2% dos habitantes da RMC. A população regional, em 1980, correspondia a habitantes. Entre 1991 e 2000, ela cresceu 2,59% ao ano, enquanto no Estado a taxa anual foi de 1,82%. E entre 2000 e 2008, essas taxas foram, respectivamente, de 1,88% e 1,34%. Assim, a RMC vem incrementando sua participação no total do Estado; passou de 3,8% em 1970, para 5,1% em 1980, 5,9% em 1991 e 6,6% em A intensidade desse processo se manifestou, entre 1980 e 2008, com a diminuição da taxa de crescimento populacional do município de Campinas em relação aos demais da área, marcando a formação do espaço urbano metropolitano e a configuração de subcentros regionais, para os quais, em movimento pendular, uma crescente população se locomove diariamente. RMC Aspectos Demográficos

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14 Panorama Social – O Índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS10 Alta complexidade econômica – com distribuição das atividades produtivas, comerciais e de serviços pelo território metropolitano – é uma das principais características da Região Metropolitana de Campinas. Sua importância é revelada pelo IPRS, em que apresenta escore superior à própria Região Administrativa de Campinas, a qual ocupa o quarto indicador de riqueza entre as regiões do Estado. De acordo com os indicadores de longevidade, a RM de Campinas está posicionada entre as melhores do Estado, mas em escolaridade possui escore inferior à média estadual, ficando aquém da Região Metropolitana de São Paulo. A distribuição dos 19 municípios que compõem a Região Metropolitana de Campinas pelos cinco grupos do IPRS mostra predominância no Grupo 1, que reúne bons indicadores nas três dimensões do índice, já que dez municípios (53%) classificam-se nesse grupo. No Grupo 2, que congrega bons indicadores de riqueza, mas aspectos socioeconômicos insatisfatórios, incluem-se cinco municípios (26%). No Grupo 4, com baixos níveis de riqueza e indicadores sociais intermediários, encontram-se três municípios, enquanto apenas o município de Cosmópolis foi classificado no Grupo 5, com indicadores de riqueza, longevidade e escolaridade menos favoráveis. Nenhum município da região foi incluído no Grupo 3, correspondente a localidades que, mesmo não apresentando índice de riqueza elevado, exibem indicadores sociais satisfatórios.

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17 Aspectos Demográficos A taxa de crescimento anual da população da RMBS, no período , foi de 1,53% ao ano, superior à média estadual, de 1,34%. São Vicente, Guarujá e Praia Grande vêm aumentando sua participação no total da população regional. Em 2008, São Vicente respondia por 19,7% dos habitantes da RMBS, Guarujá, por 18,4%, e Praia Grande, por 14,6%. No sentido oposto, Santos apresenta participação decrescente: em 1970, sua população representava 52,3% do total da RMBS; em 2008, era de 25,9%. O município de Santos é o mais populoso da região, com habitantes, seguido por São Vicente ( habitantes) e por Guarujá ( habitantes). Com mais de 100 mil habitantes estão Praia Grande e Cubatão e, com menos de 100 mil habitantes, Itanhaém, Peruíbe, Bertioga e Mongaguá. Cerca de 80% da população regional concentra-se em quatro cidades – Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande. Santos é um dos municípios mais densamente povoados do Estado, com 1.537,4 habitantes por km2 (a média estadual é de 165,8 hab./km2 e, da RMSP, de 2.479,6 hab./km2 ), possuindo áreas, em morros, indevidamente ocupadas. Além disso, a população de municípios vizinhos é atraída pela maior oferta de postos de trabalho em Santos, Guarujá e Cubatão e utiliza os serviços públicos dessas cidades.

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20 RMBS A Região Metropolitana da Baixada Santista possui os mais elevados indicadores de riqueza, entretanto, conserva os piores índices de longevidade e, em 2006, correspondeu ao segundo pior indicador de escolaridade. A totalidade dos nove municípios que compõem a região foi classificada no Grupo 2 do IPRS, que agrega bons indicadores de riqueza, mas deficiência nas dimensões sociais. Observe-se que houve mudança apenas para Santos, que deixou o Grupo 1. Entre 2004 e 2006, o indicador agregado de riqueza cresceu quatro pontos nessa região, passando de 61 para 65. Esse crescimento foi ligeiramente superior ao observado no conjunto do Estado, de 3 pontos, resultando na manutenção da RMBS no topo do ranking para essa dimensão em comparação com as outras regiões do Estado. Com maior ou menor grau, quase todos os municípios da região registraram avanços no indicador de riqueza, com destaque para Guarujá, Mongaguá, São Vicente e Praia Grande, que tiveram aumentos superiores a 10%, entre 2004 e Mantiveram-se relativamente estáveis Bertioga, Cubatão e Itanhaém.

21 Região Administrativa de São José dos Campos

22 Aspectos Demográficos A população da RA era, em 2008, de habitantes ou 5,5% do total estadual. A densidade demográfica, nesse mesmo ano, foi de 139,3 habitantes por km2, ainda inferior à taxa estadual, de 165,8 habitantes por km2. Com o desenvolvimento industrial, o grau de ocupação urbana não parou de crescer. A dinâmica populacional da região, sobretudo em São José dos Campos e municípios vizinhos, modificou-se profundamente no século XX, apresentando saldos migratórios positivos, devido à atração exercida pela instalação de importantes indústrias e pólos científicos e tecnológicos no seu interior. Assim, uma grande parte da População Economicamente Ativa – PEA é originária de outros municípios paulistas ou de outros Estados da Federação. Assim como em anos anteriores, no período a taxa de crescimento anual da população regional, de 1,57%, foi superior à média estadual, de 1,34%.

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26 Panorama Social – O Índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS2 São José dos Campos, município-sede da Região Administrativa, é um dos centros industriais e de serviços mais importantes do interior paulista. A região ocupa a terceira posição na dimensão riqueza do IPRS, comparada com as demais regiões do Estado, é a nona, no indicador de escolaridade, e a 11ª em longevidade. Parte da realidade socioeconômica regional pode ser observada pela distribuição dos municípios nos cinco grupos do IPRS, que atesta a grande diversidade existente entre os mesmos. No Grupo 1, que reúne localidades com bons indicadores nas três dimensões do índice, classificam-se as maiores cidades da região: São José dos Campos, Jacareí, Guaratinguetá e Taubaté, além de São Sebastião e Ilhabela; oito municípios integram o Grupo 2, por apresentarem bons indicadores de riqueza, mas pelo menos um dos indicadores sociais insatisfatório; somente Monteiro Lobato compõe o Grupo 3, ao passo que nos Grupos 4 e 5 foram classificados 9 e 15 municípios, respectivamente. Estes dois grupos congregam as piores situações de riqueza, longevidade e escolaridade, sendo que os classificados no Grupo 4 encontram-se em situação melhor que os do Grupo 5, pois apresentam resultado satisfatório em uma das dimensões sociais. No indicador agregado de riqueza, a Região Administrativa de São José dos Campos cresceu ligeiramente entre 2004 e 2006, seu escore passou de 52 para 54, mas permaneceu abaixo da média estadual.

27 Região Administrativa de São José do Rio Preto

28 Aspectos Demográficos A população regional, em 2008, era de habitantes, ou 3,5 % do total estadual. Os municípios de São José do Rio Preto, Mirassol, Votuporanga, Catanduva e Fernandópolis abrigavam mais de 50% do total regional. Nesse mesmo ano, São José do Rio Preto, Mirassol e Votuporanga apresentaram taxas de crescimento superiores à da região. No período de 2000 a 2008, enquanto a taxa de crescimento anual da população da RA foi de 1,16%, inferior à taxa estadual (1,34%), a população do município de São José do Rio Preto cresceu a uma taxa anual de 1,81%, superior à do Estado e à de outras RAs situadas no oeste do Estado (Marília, Presidente Prudente e Araçatuba). A maior parte da RA é composta por pequenos municípios. Cerca de 56% deles possuem até 5 mil habitantes e 18%, de 5 mil a 10 mil habitantes. Os maiores municípios localizam-se ao longo dos eixos da ferrovia e da rodovia que liga a RA de São José do Rio Preto ao Mato Grosso do Sul. A sede regional, São José do Rio Preto, e Catanduva são os únicos municípios que possuem mais de 100 mil habitantes.

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30 Panorama Social – O Índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS2 A RA de São José do Rio Preto, na comparação com as demais regiões do Estado, ocupa o 11º lugar no ranking de riqueza do IPRS, em 2006, mas é a primeira em longevidade e, em escolaridade, fica atrás apenas da RA de Araçatuba. Os 96 municípios que compõem a região distribuem-se nos cinco grupos do IPRS da seguinte maneira: no Grupo 1, que agrega municípios com bons indicadores nas três dimensões, classificam-se São José do Rio Preto, Ariranha, Catanduva, Nova Aliança, Novo Horizonte, Onda Verde, Orindiúva, Paraíso e Santa Adélia; no Grupo 2, que reúne bons indicadores de riqueza, mas pelo menos um dos indicadores sociais insatisfatório, inclui-se apenas Icém; no Grupo 3, correspondente a municípios com baixo nível de riqueza, mas indicadores sociais satisfatórios, classificam-se 57 localidades; nos Grupos 4 e 5 enquadraram-se 27 e 2 municípios, respectivamente. Estes grupos agregam os municípios em piores situações de riqueza, longevidade e escolaridade, sendo que os classificados no Grupo 4 encontram-se em situação melhor que os do Grupo 5, pois apresentam resultado satisfatório em uma das dimensões sociais. Em resumo, cerca de 59% dos municípios da região se encontram no Grupo 3 e 28%, no Grupo 4 do IPRS, denotando certa homogeneidade da RA. Em comportamento semelhante ao do conjunto do Estado, o indicador agregado de riqueza da RA de São José do Rio Preto cresceu de 41 para 43, no período entre 2004 e 2006, movimento observado na quase totalidade dos municípios da região. O consumo de energia elétrica no comércio, na agricultura e nos serviços também acompanhou o ritmo estadual, com acréscimo em cerca de 84% dos municípios da RA.

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33 Região Administrativa de Sorocaba

34 Caracterização Regional Situada na porção centro-sul do Estado de São Paulo, a Região Administrativa de Sorocaba é a maior do Estado e ocupa área de km2, que corresponde a 16,5% do território estadual. É composta por 79 municípios,1 distribuídos em cinco regiões de governo: Avaré, Botucatu, Itapetininga, Itapeva e Sorocaba. A RA possui posição privilegiada quanto à logística, sendo servida por importantes rodovias, como a Castelo Branco (SP-280) e a Raposo Tavares (SP-270), que ligam a região com a capital e constituem passagem para o oeste paulista; a Santos Dumont (SP-075), que une Sorocaba a Campinas; e a Marechal Rondon (SP-300). A rede ferroviária operada pela Ferroban possibilita a conexão com a capital e o Porto de Santos. O Aeroporto Estadual de Sorocaba é importante polo de manutenção de aviões, registra uma das maiores movimentações do Estado em pousos e decolagens. O município de Conchas possui um porto fluvial, na Hidrovia Tietê-Paraná, que possibilita a saída de mercadorias para o Centro-Oeste e o Sul do Brasil, constituindo alternativa de integração com o Mercosul.

35 Aspectos Demográficos A RA de Sorocaba, em 2008, contava com habitantes, ou 6,8% da população estadual, apresentando densidade demográfica de 68,7 habitantes por km2, inferior à média estadual, de 165,8 habitantes por km2. Terceira área de concentração da população paulista, a RA de Sorocaba exibiu taxa de crescimento anual da população de 1,64%, entre 2000 e 2008, a maior entre as regiões administrativas do Estado. Tal resultado deve-se tanto aos movimentos migratórios quanto aos nascimentos. De acordo com dados da Fundação Seade, a região encontra-se entre as primeiras no que diz respeito à taxa líquida de migração e à taxa de fecundidade. O município-sede, Sorocaba, detém taxas anuais de crescimento da população ainda superiores às da região: 3,0%, no período , e 2,2%, no período

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37 Perfil Econômico A RA de Sorocaba possui economia diversificada, com relativa importância nos diferentes setores econômicos. Em 2006, os 37,9 bilhões de reais gerados na região contribuíram com 4,7% do PIB paulista, colocando a RA na quarta posição em importância no Estado, ficando atrás apenas da RMSP e das RAs de Campinas e São José dos Campos. A agropecuária, apesar de ser o setor menos importante na geração do VA e na ocupação formal da região, como se observa no Gráfico 4, participa com cerca de 13% tanto do VA setorial quanto do emprego formal paulista. Isso faz dessa região a segunda mais importante na agropecuária do Estado, atrás apenas da região de Campinas. Além da produção de canade-açúcar e de carne bovina, que, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola – IEA, são as que mais contribuem para o valor da produção regional, a região também se destaca pela produção de leite, carne suína, aves, ovos, citros, frutas, hortaliças, cebola, alho, batata, feijão e milho, entre outros.

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39 Panorama Social – O Índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS2 No âmbito do IPRS, a região posiciona-se em sétimo lugar na dimensão riqueza. Nas dimensões sociais, entretanto, situa-se em patamares inferiores e ocupa a 13ª posição em longevidade e a 12ª em escolaridade. A região revela certa heterogeneidade interna, o que se confirma pelo exame da situação de cada um dos municípios e pela sua distribuição nos cinco grupos do IPRS. No Grupo 1, que reúne localidades com bons indicadores nas três dimensões, foram classificados Sorocaba, Alumínio, Boituva, Porto Feliz e Salto; no Grupo 2 estão oito municípios, todos com bons níveis de riqueza, mas pelo menos um dos indicadores sociais insatisfatório; no Grupo 3 foram incluídos dez municípios, que, mesmo não apresentando indicador de riqueza elevado, exibem níveis sociais satisfatórios; nos Grupos 4 e 5, concentram-se 26 e 30 municípios, respectivamente. Estes grupos agregam as localidades em piores situações de riqueza, longevidade e escolaridade, sendo que as do Grupo 4 encontram-se ligeiramente melhores, pois apresentam resultado satisfatório em uma das dimensões sociais. Esses grupos, congregam cerca de 70% dos municípios da região. Na RA de Sorocaba, a dimensão riqueza, no período de 2004 a 2006, cresceu de forma semelhante ao conjunto do Estado. Cerca de 95% dos municípios da região registraram aumentos no escore do indicador ou permaneceram estáveis. A expansão do nível de riqueza na RA de Sorocaba deveu-se ao crescimento do consumo anual de energia elétrica no comércio, na agricultura e nos serviços e aos pequenos aumentos ocorridos nas demais variáveis que compõem o indicador sintético. Deve-se ressaltar que, dos 79 municípios da região, somente, Ibiúna, Alumínio, Itu e Araçariguama apresentaram escores superiores à média do Estado (55). Já Iporanga, Itaóca, Ribeirão Branco, Ribeira, Itapirapuã Paulista, Riversul e Barra do Chapéu registraram valores inferiores a 20 pontos no indicador de riqueza.

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42 Região Administrativa de Ribeirão Preto

43 Aspectos Demográficos A população da RA de Ribeirão Preto, em 2008, era de habitantes, ou 2,9% do total estadual. A densidade demográfica regional foi, em 2008, de 128,3 habitantes por km2, inferior à do Estado, de 165,8 habitantes por km2. A taxa de crescimento anual da população da RA, no período , foi de 1,51%, superior à taxa do Estado de São Paulo (1,34%). Na década de 1970, com a implantação de usinas e plantações e com a excelente malha viária, os municípios menores viram crescer seu contingente populacional, ao abrigarem novos trabalhadores e bóias-frias.

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45 Perfil Econômico A RA de Ribeirão Preto representa uma importante economia do interior paulista, seu PIB de R$ 21,6 bilhões, em 2006, representou 2,7% da composição de todo o PIB do Estado de São Paulo. O Gráfico 4 mostra os serviços como líder entre todos os setores (tanto em vínculos empregatícios, com 65,8% do total, quanto no valor adicionado, com 66,0%), seguindo-se a indústria e a agropecuária. Essa predominância dos serviços se deve à diversificação do setor terciário, que comporta uma rede comercial atacadista e varejista de abrangência regional, um pólo de atendimento em tratamentos de saúde, serviço aeroportuário com vôos regulares para várias capitais brasileiras, infraestrutura no turismo de negócios, ensino universitário, pesquisa, etc. Dois fatores explicam e, ao mesmo tempo, fortalecem esta rede. O primeiro corresponde ao alto poder aquisitivo do mercado consumidor local. O segundo é sua localização de fácil acesso aos centros consumidores do interior paulista e mineiro. A região demonstra forte concentração de atividades nas ciências da vida, que combinam a constituição de um mercado de serviços de saúde (público e privado), a formação acadêmica de recursos humanos especializados no setor e as atividades de pesquisa e desenvolvimento na área. Esse cluster de saúde está situado no município de Ribeirão Preto e agrega uma extensa rede de consultórios, laboratórios, hemocentros, hospitais e comércio de equipamentos clínicos. Um dos destaques do cluster é o Hospital das Clínicas, conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP.

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47 Panorama Social – O Índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS5 Em comparação às demais regiões do Estado, a Região Administrativa de Ribeirão Preto ocupa o 5º lugar no indicador de riqueza, repetindo o resultado do ranking anterior, e o 11º em escolaridade, dimensão em que perdeu duas posições. Já no quesito longevidade perdeu uma posição, ocupando a segunda colocação do Estado, atrás apenas da RA de São José do Rio Preto. Os 25 municípios da RA distribuem-se entre os cinco grupos do IPRS, com 48% deles classificados no Grupo 4. No Grupo 1, que reúne municípios com bons indicadores nas três dimensões do índice, incluem- se Jaboticabal e Ribeirão Preto. No Grupo 2, que congrega bons indicadores de riqueza, mas pelo menos um dos níveis sociais insatisfatórios, classificam-se Sertãozinho, Luís Antônio e Pontal. Com baixo nível de riqueza, mas indicadores sociais satisfatórios, cinco municípios integram o Grupo 3: Cássia dos Coqueiros, Dumont, Guatapará, Monte Alto e Santa Rosa do Viterbo. O Grupo 4 engloba 12 municípios e o Grupo 5, três:Guariba, Santa Cruz da Esperança e Santo Antonio da Alegria. Estes dois últimos grupos agregam os municípios em piores condições de riqueza, longevidade e escolaridade, sendo que os do Grupo 4 encontram-se em situação um pouco melhor, pois apresentam resultado satisfatório em uma das dimensões sociais. O indicador de riqueza da RA acompanhou a tendência de aumento registrada no Estado, passando de 47 para 50 pontos. Com exceção de Luís Antônio, que manteve-se estável, todos os demais municípios aumentaram seu escore nesse indicador. Ainda assim, a referida localidade exibe indicador superior ao conjunto do Estado.

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