A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

LITERATURA NO BRASIL CONTEXTO HISTÓRICO IDADE MÉDIA: ALTA IDADE MÉDIA: Sec V / Sec XI-XII BAIXA IDADE MÉDIA: Sec XI-XII / XV - QUEDA DE ROMA (476) (Fim.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "LITERATURA NO BRASIL CONTEXTO HISTÓRICO IDADE MÉDIA: ALTA IDADE MÉDIA: Sec V / Sec XI-XII BAIXA IDADE MÉDIA: Sec XI-XII / XV - QUEDA DE ROMA (476) (Fim."— Transcrição da apresentação:

1 LITERATURA NO BRASIL CONTEXTO HISTÓRICO IDADE MÉDIA: ALTA IDADE MÉDIA: Sec V / Sec XI-XII BAIXA IDADE MÉDIA: Sec XI-XII / XV - QUEDA DE ROMA (476) (Fim do Império Romano /Ocidente) - EXPANSÃO DO CRISTIANISMO - Entre o MOSTEIRO (Papa) e a CORTE (Rei) Os príncipes têm o poder na Terra, os sarcerdotes, sobre a Alma. E assim como a alma é muito mais valiosa que o corpo, assim mais valioso é o clero do que a monarquia […] Nenhum rei pode reinar com acerto a menos que sirva devotamente ao vigário de Cristo. - RELIGIÃO E CULTURA: Textos sagrados, tradução dos filósofos que não contradiziam a Igreja, Latim como língua literária …

2 A ERA MEDIEVAL ERA CLÁSSICA 1a. ÉPOCA (Séc XII a XIV) 2a. ÉPOCA (Séc XV e Início do XVI) SÉCULO XVI TROVADORISMOHUMANISMOCLASSICISMO POESIAPOESIA LÍRICA - Cantigas de Amor - Cantigas de Amigo SATÍRICA - Cantigas de escárnio - Cantigas de maldizer POESIA PALACIANA - Cancioneiro Geral de Garcia de Resende LÍRICA: Luís de Camões ÉPICA: Os Lusíadas, de Luís de Camões PROSAPROSA Novelas de Cavalaria Hagiografias Cronicões Nobiliários Crônicas de Fernão Lopes Novelas sentimentais Novelas de cavalaria Crônicas históricas Crônicas de viagens TEATROTEATRO Mistérios Milagres Moralidades Autos Sortties O Teatro leigo de Gil Vicente A CASTRO, de Antônio Ferreira – 1a. peça de influência clássica do Teatro português

3 TROVADORISMO IDADE MÉDIA: Nova Organização Social FEUDALISMO: Rei, Senhores feudais, Nobreza, Cavaleiros, Camponeses livres e Servos Suserano, Vassalos, Exército do Senhor Feudal. TROVADORISMO: Poesia e Cortesia Projeto Literário: Literatura Oral (entreterimento) Cavaleiros (novo papel), Vassalagem (amorosa), Teocentrismo e Amor Cortês*. Agentes do Discurso: TROVADORES: Autores JOGRAIS: Recitadores, Cantores e Músicos ambulantes.

4 LITERATURA PORTUGUESA PORTUGAL 1140 – Estado Independente 1o. Rei: D. Afonso Henriques Língua: Galego-português A Literatura Portuguesa nasce com o próprio país. Os trovadores galego-portugueses são, inicialmente,influenciados pela literatura provençal. Primeiro texto: Cantiga da Ribeirinha, 1189.

5 Cantiga da Ribeirinha No mundo non sei parella, Mentre me for como me vay, Mia senhor branca e vermelha, Queredes que vos retraia Quando vus eu vi em saia! !Mao dia me levantei, Que vus enton non vi fea! E, mia senhor, des aquel di!ay! Me foi a mi muyn mal, E vós, filha de don Paay Moniz, e ben vus semelha Daver eu por vós guarvaya, Pois eu, mia senhor, dalfaia Nunca de vos ouve nem ei Valia d~ua correa. Paay Soares de Taveiroos Não há no mundo ninguém que se compare a mim em infelicidade, enquanto a minha vida continuar assim, porque morro por vós e, ai, minha senhora branca e de faces rosadas, quereis que vos retrate quando vos vi sem manto. Mau dia foi esse em que me levantei, porque vos vi tão bela, melhor seria se vos tivesse visto feia. E, minha senhora, desde aquele dia, ai, tudo para mim foi muito mal, mas vós, filha de D. Paio Moniz, parece-vos muito bem que eu tenha de vós uma garvaia (manto de luxo) quando nunca recebi de vós o simples valor de uma correia. (Tradução livre)

6 O TROVADORISMO* PRIMEIRAS MANISFESTAÇÕES LITERÁRIAS - PROSA - TEATRO - POESIA – memorizada e difundida oralmente CANTIGAS ( Trovas, rimas, canções populares nos gêneros lírico e satírico) CANCIONEIROS (coletâneas de poemas): - Cancioneiros da Ajuda (Sec XIII) - Cancioneiro da Vaticana (Sec XV) - Cancioneiro da Biblioteca Nacional (Sec XIV)

7 CANTIGAS CARACTERÍSTICAS: Eu lírico, Assunto, Estrutura, LINGUAGEM (funções, figuras) 4 Tipos: GÊNERO LÍRICO: Cantigas de Amigo* - tema central: Saudade Cantigas de Amor* - Coita de amor GÊNERO SATÍRICO: Cantigas de Escárnio* - Crítica (duplo sentido) Cantigas de Maldizer* - Crítica direta (baixo calão)

8 2a. Época Medieval – HUMANISMO RENASCIMENTO (Séc XVI) Transição medieval para o Mundo Moderno Consolidação da Prosa Historigráfica e do Teatro Poesia afasta-se da música e ganha formalidade POESIA PALACIANA Melhor elaboração em relação às Cantigas Sensualidade e Intimidade # Visão idealializada e platônica da mulher amada Figuras de Linguagem (metonímia)

9 PROSA HISTORIOGRÁFICA Crônicas Acontecimentos históricos de Portugal FERNÃO LOPES – principal cronista Importância do Povo no processo histórico TEATRO Ligado à Igreja / Datas religiosas Passagens da Bíblia / Histórias de santos GIL VICENTE – início do Teatro leigo português, livre da influência da Igreja – pai do Teatro Português – Teatro, crítica e humor.

10 GIL VICENTE Séc XVI – laicização da cultura portuguesa Diversidade de classes e grupos sociais GIL: Missão moralizante e reformadora Não atingia as Instituições, mas os inescrupulosos. Objetivo: - Demonstrar como o ser humano, independentemente de classe social, sexo ou religião; é egoísta, falso, mentiroso, orgulhoso e frágil diante dos apelos da carne e do dinheiro. Produção rica e variada.

11 CLASSICISMO # QUINHENTISMO (Portugal) (Brasil) RENASCIMENTO Movimento artístico, cultural e científico / Séc XVI, Inspirado na cultura greco-latina; DANTE ALIGHIERE: Divina comédia, Medida nova; PETRARCA: Cancioneiro com 350 poemas (sonetos) – amor platônico espiritualizado por Laura; BOCCACCIO: Decameron – crítica realidade / época; TRANSFORMAÇÕES DE TODA ORDEM: Fé medieval => Razão; Cristianismo => Cultura greco-latina; Antropocentrismo; Domínio e transformação do mundo

12 CONTEXTO HISTÓRICO RENASCIMENTO: Idade Média Era Moderna: Grandes Navegações e Descobrimentos; Formação dos Estados Modernos; Reforma da Igreja Católica Romana (1517); Revolução Comercial (início Séc XV); Fortalecimento da Burguesia comercial; Teoria Heliocêntrica de Copérnico; Inflências estenderam-se ao Sec XVII; Era Clássica: Classicismo, Barroco, Arcadismo.

13 PROJETO LITERÁRIO DO CLASSICISMO RETOMAR MODELOS DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA (GRECO-LATINA); - Nega a antiguidade medieval (teocentrismo) ADOTAR A RAZÃO PARÂMETRO DE OBSERVAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE; - Império da razão AFIRMAÇÃO DA SUPERIORIDADE HUMANA (ANTROPOCENTRISMO); - A beleza da perfeição humana VALORIZAÇÃO DO ESFORÇO INDIVIDUAL. - Participação social # Busca da felicidade

14 IMPÉRIO PORTUGUÊS - Culminância PORTUGAL Um dos países mais importantes do Mundo, Séc XV e XVI, lidera a expansão marítima e comercial; Amadurecido como Povo, Nação, Estado, Língua, e Cultura; falta-lhe uma Epopeia. LUÍS DE CAMÕES ( ) Estudioso da cultura clássica, cortesão, militar, literato, filósofo – integra sua vivência a conhecimentos de História, Geografia e Política – produz, além da sua primorosa obra lírica, a maior epopeia do Renascimento: OS LUSÍADAS.

15 LÍRICA AMOROSA DE CAMÕES POESIA PALACIANA: Poemas na medida velha (redondilhas) e na medida nova (decassílabos), Sonetos, Odes, Éclogas, Oitavas, Elegias; TEMAS: neoplatonismo amoroso, reflexão filosófica (sobre os desconcertos do mundo) e a natureza (confidente amoroso do amante que sofre); LÍRICA AMOROSA: o Amor como abstração pura e perfeita X realização física do Amor; (p. 86) LÍRICA FILOSÓFICA: queixas dos rumos de seu tempo e insatisfação com a transição para o mundo burguês. (p. 87)

16 POESIA ÉPICA EXALTAÇÃO AOS FEITOS HEROICOS; IMORTALIZAÇÃO DAS GLÓRIAS DE SEU POVO, A EXEMPLO DA ILÍADA E DA ODISSEIA DE HOMERO. LUÍS VAZ DE CAMÕES: OS LUSÍADAS REINVENÇÃO ÉPICA DA HISTÓRIA DE PORTUGAL; EPOPEIA DE IMITAÇÃO, CUMPRIU O PAPEL DE RELEMBRAR A GRANDIOSIDADE DE PORTUGAL, JÁ EM DECADÊNCIA (1572); CRÍTICA À COBIÇA, À TIRANIA, À CORRUPÇÃO E À SEDE DE PODER DESMEDIDO.

17 OS LUSÍADAS ESTRUTURA: 10 CANTOS, NUM TOTAL DE ESTROFES (OITAVAS REAIS = RIMA: ABABABCC), PERFAZENDO VERSOS DECASSÍLABOS. TEMA: CANTAR A GLÓRIA DO POVO NAVEGADOR PORTUGUÊS E A MEMÓRIA DOS REIS QUE FORAM DILATANDO A FÉ, O IMPÉRIO. DIVISÃO DOS CANTOS: - Proposição: apresentação do poema - Invocação: Tágides (musas, ninfas do Rio Tejo) - Dedicatória: D. Sebastião - Narração: episódios da viagem de Vasco da Gama - Epílogo: encerramento – desilusão com a decadência do Império.

18 AS GRANDES NAVEGAÇÕES e DESCOBRIMENTOS (Infante Dom HENRIQUE)

19 O PORTUGUÊS QUE NOS PARIU Eis aqui quase cume da cabeça De Europa toda o sonho lusitano Onde a terra se acaba e o mar começa. Luiz de Camões Um povo que venceu o Adamastor, Águas do mar encheu de sangue forte, Águas do As Sabe sofrer como vencer a dor, Sabe lutar como vencer a morte. Fernando Pessoa

20 BANDEIRA NACIONAL PORTUGUESA

21 SENHOR, FALTA CUMPRIR-SE PORTUGAL! 5o. IMPÉRIO – Daniel SONHO DE NABUCODONOSOR Dimensão material e geopolítica: 1.BABILÔNIA 2.MEDO-PERSA 3.GRÉCIA 4.ROMA 5.INGLATERRA (E U A: Nova Inglaterra) 5o. IMPÉRIO – F. Pessoa DIFUSÃO DA LÍNGUA E CULTURA PORTUGUESAS Dimensão Espiritual Poder da Poesia e do Sonho: 1.GRÉCIA 2.ROMA 3.CRISTANDADE 4.EUROPA (pós-renascença) 5.PORTUGAL … Ressurgimento de PORTUGAL: * MINHA PÁTRIA É A LÍNGUA PORTUGUESA.

22 COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA (CPLP)

23 C P L P – Membros Efetivos EFETIVOS

24 C P L P – Membros Observadores e Candidatos GUINÉ EQUATORIAL MAURÍCIA SENEGAL ANDORRA MARROCOS FILIPINAS GALIZA MACAU MALACA GOA CROÁCIA ROMÊNIA UCRÂNIA INDONÉSIA VENEZUELA

25 CPLP – Minha Pátria é a Língua Portuguesa

26 BANDEIRA DA C P L P

27 O QUINHENTISMO NO BRASIL

28 A PRODUÇÃO LITERÁRIA NO BRASIL-COLÔNIA ERA COLONIAL QUINHENTISMOBARROCOARCADISMO Carta de Pero Vaz de Caminha PROSOPOPEIA - Bento de Teixeira Obras de Cláudio Manuel da Costa Pero Vaz de Caminha Pero M. Gandavo Gabriel Soares de Sousa José de Anchieta Gregório de Matos Pe. Antonio Vieira Cláudio Manuel da Costa Tomaz Antonio Gonzaga Silva Alvarenga Santa Rita Durão Basílio da Gama

29 LITERATURA NO BRASIL COLONIAL AINDA NÃO HAVIA OS PRÉ-REQUISITOS: PRODUÇÃO CULTURAL INDEPENDENTE (?) FLORESCIMENTO DA LITERATURA (condições): - PÚBLICO LEITOR ATIVO E INFLUENTE; - GRUPOS DE ESCRITORES ATUANTES; - VIDA CULTURAL RICA E ABUNDANTE; - SENTIMENTO DE NACIONALIDADE; - LIBERDADE DE EXPRESSÃO; - MEIOS DE COMPOSIÇÃO GRÁFICA E IMPRESSÃO. MANIFESTAÇÕES LITERÁRIAS

30 ECOS DA LITERATURA NO BRASIL BRASIL-COLÔNIA: 1500 a 1808 REINO UNIDO BRASIL, PORTUGAL e ALGARVES: I808 a 1821 Século XVI: Garantia do domínio sobre a terra descoberta; Organização em Capitanias Hereditárias; Escravos negros da África; Padres jesuítas para a catequização os índios.

31 ECOS DA LITERATURA NO BRASIL A PRODUÇÃO LITERÁRIA CONTRIBUIU PARA: - AMADURECIMENTO DO ESPÍRITO NACIONALIDADE; -VALORIZAÇÃO DO HOMEM, DO ESPAÇO E DA LÍNGUA; -FUNDAÇÃO DE CIDADES; - ESTABELECIMENTOS DE CENTROS COMERCIAIS; -AFLORAMENTO DE MANIFESTAÇÕES IMPORTANTES: JOSÉ DE ANCHIETA GREGÓRIO DE MATOS ÁRCADES IDEALISTAS E REVOLUCIONÁRIOS

32 ECOS DA LITERATURA NO BRASIL Século XVII: Salvador-BA centro de decisões político-comerciais (virtual capital); Aventureiros, náufragos e degredados; Brancos, Índios, Negros Mestiços; Ciclo do pau-brasil Ciclo da cana-de-açucar

33 ECOS DA LITERATURA NO BRASIL Século XVIII: Ciclo do Ouro Minas Gerais: Exploração do ouro e Revoltas políticas contra a colonização; Inconfidência Mineira (1789). PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES LITERÁRIAS LITERATURA DE INFORMAÇÃO LITERATURA DE CATEQUESE BARROCO ARCADISMO

34 A LITERATURA DE INFORMAÇÃO CARTAS DE VIAGEM, DIÁRIOS DE NAVEGAÇÃO e TRATADOS DESCRITIVOS (PROSA); NARRAR E DESCREVER OS PRIMEIROS CONTATOS COM A TERRA E SEUS NATIVOS; DIRIGIDAS ÀS AUTORIDADES PORTUGUESAS; PEQUENO VALOR LITERÁRIO; GRANDE VALOR HISTÓRICO; REGISTRO DO CHOQUE/INTERAÇÃO CULTURAL; TEMAS: Índios, belezas naturais, origens históricas, diferentes linguagens.

35 A LITERATURA DE INFORMAÇÃO PRINCIPAIS PRODUÇÕES NO BRASIL-COLÔNIA: Carta, de Pero Vaz de Caminha; Diário de Navegação, de Pero Lopes de Sousa; Tratado da terra do Brasil e a História da Província de Santa Cruz (Brasil), de Pero de Magalhães Gândavo; Tratado descritivo do Brasil, de Gabriel Soares; Diário das grandesas do Brasil, de Ambrósio Fernandes Brandão; Cartas dos missionários jesuítas.

36 PERO GANDAVO. Tratado da Terra do Brasil Não se pode numerar nem compreender a multidão de barbaro gentio que semeou a natureza por toda esta terra do Brasil; porque ninguém pode pelo sertão dentro caminhar seguro, nem passar por terra onde não haja povoações de indios armados contra todas as nações humanas, e assi como são muitos permitiu Deos que fossem contrarios huns aos outros, e que houvesse entrelles grandes odios e discordias, porque se assi não fosse os portuguezes não poderião viver na terra nem seria possivel conquistar tamanho poder de gente. Havia muitos destes indios pela Costa junto das Capitanias, tudo enfim estava cheio deles quando começarão os portuguezes a povoar a terra; mas porque os mesmos indios se alevantarão contra eles contra elles e fazião muitas treições, os governadores e capitães da terra destruião-nos pouco a pouco e matarão muitos deles, outros figirão pera o Sertão, e assi ficou a costa despovoada de gentio ao longo das Capitanias. Unto dellas ficarão alguns indios destes que são de paz, e amigo dos portuguezes. A língua deste gentio... carece de tres letras: F,LeR... porque assi não tem Fé, nem Lei, nem Rei; e desta maneira vivem sem Justiça e desordenadamente.

37 FERNÃO CARDIM. Tratado da terra e gente do Brasil Todos andam nus assim homens como mulheres, e não têm gênero nenhum de vestido e por nenhum caso verecundant*, antes parecem que estão no estado de inocência nesta parte, pela grande honestidade e modéstia que entre si guardam, e quando algum homem fala com mulher vira-lhes as costas. Porém, para saírem galantes, usam de várias invenções, tingindo seus corpos com certo sumo de árvore com que ficam pretos, dando muitos riscos pelo corpo, braços, etc, a modo de imperiais. (* - latim: envergonham-se)

38 A LITERATURA DE CATEQUESE INTENÇÃO CATEQUÉTICA DOS JESUÍTAS; CARTAS, TRATADOS, CRÔNICAS E POEMAS; MANUEL DA NÓBREGA, FERNÃO CARDIM, … JOSÉ DE ANCHIETA (qualidades literárias): * Ilhas Canárias, Reritiba (ES), Poesia religiosa, Poesia épica, Crônica, Gramática da língua mais usada na costa do Brasil -Teatro: Autos, Peças teatrais polilíngues, Festas/ Dogmas católicos Indígenas, Soldados, Colonos, Marujos, Comerciantes

39 PADRE JOSÉ DE ANCHIETA ANTES DE TUDO, UM MISSIONÁRIO; TRABALHO DE CUNHO CATEQUÉTICO E PEDAGÓGICO; CARACTERÍSTICAS DA SUA OBRA: - Concepção teocêntrica do mundo; - Utilização de versos redondilhos; - Temática religiosa e moral; - Teatro alegórico. Brasil e governo O Brasil que sem justiça, andava mui cego e torto, vós o metereis no porto se lançar de si a cobiça que de vivo o torna morto. Pe. José de Anchieta. Poemas.

40 O BARROCO COMO ESTILO ACEPÇÕES 1.Relativo ao Estilo Barroco 2.Ornamentado, Sobrecarregado, Exuberante, … 3.Irregular, Extravagante, Estrambótico, … 4.Conflito entre o Espiritual e o Material 5.Modo de ser, fazer, comportar-se contraditoriamente A ARTE DA INDISCIPLINA 1.Predominou no século XVII: momento de crise espiritual na civilização ocidental; 2.Duas formas de ver o mundo: Paganismo # Sensualismo X Religiosidade (teocentrismo medieval)

41 A LINGUAGEM DO BARROCO CONTEXTO HISTÓRICO 1.Sec XVI: Renascimento Ser Humano: Senhor da terra, dos mares, da ciência e da arte. (?) 2.Sec XVII: Dualismo e Contradição BARROCO: Ressugimento de questões Religiosas, Políticas, Sociais, Espirituais, … X Valores Renascentistas BARROCO: vínculos com a cultura clássica, mas buscando caminhos próprios, condizentes com as necessidades do momento.

42 CONTEÚDO e FORMA CLASSICISMOBARROCO ANTROPOCENTRISMO # CULTURA CLÁSSICACONFLITO: ANTROPO X TEOCENTRISMO EQUILÍBRIOOPOSIÇÃO: ESPIRITUAL X MATERIAL RACIONALISMOCONFLITO: FÉ X RAZÃO PAGANISMOCRISTIANISMO INFLUÊNCIA GRECO-LATINAMORBIDEZ IDEALIZAÇÃO AMOROSA: NEOPLATONISMOIDEALIZAÇÃO AMOROSA: CULPA UNIVERSALISMOEFEMERIDADE DO TEMPO BUSCA DE CLAREZARACIOCÍNIOS COMPLEXOS: PARÁBOLAS … `CARPE DIEM GOSTO PELO SONETO EMPREGO DA MEDIDA NOVA (POESIA) BUSCA PELO EQUILÍBRIO FORMALINVERSÕES, CONSTRUÇÕES COMPLEXAS E RARAS: FIGURAS DE LINGUAGEM: ANTÍTESES, PARADOXOS, METÁFORAS, METONÍMIAS, …

43 Desenganos da vida humana metaforicamente É vaidade, Fábio, nesta vida, rosa, que da manhã lisonjeada, púrpuras mil, com ambição dourada, airosa rompe, arrasta presumida. É planta, que de abril favorecida, por mares de soberba desatada, florida galeota empavesada, sulca ufana, navega destemida. É nau enfim, que em breve ligeireza, com presunção de Fênix generosa, galhardias apresta, alentos preza: Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa de que importa, se aguarda sem defesa penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa? Gregório de Matos

44 TEXTO II Que és terra, Homem, e em terra hás de tornar-te, te lembra hoje Deus por sua Igreja, de pó te faz espelho, em que se veja a vil matéria, de que quis formar-te. Lembra-te Deus, que és pó para humilhar-te, e como o teu baixel sempre fraqueja nos mares da vaidade, onde peleja, te põe à vista a terra, onde salvar-te. Alerta, alerta pois, que o vento berra, e se assopra a vaidade, e incha o pano, na proa a terra tens, amaina e ferra. Todo o lenho mortal, baixel humano se busca a salvação, tome hoje terra, que a terra de hoje é porto soberano. Gregório de Matos

45 Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama quem queria bem Ardor em firme coração nascido; Pranto por belos olhos derramado; Incêndio em mares de água disfarçado; Rio de neve em fogo derretido. Tu, que em um peito abrasa escondido; Tu, que em um rosto corres desatado; Quando fogo em cristais aprisionado; Quando cristal, chamas derretido. Se és fogo, como passas brandamente, Se és neve, como queimas com porfia? Mas ai, que andou amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania, Como quis que aqui fosse a neve ardente, Permitiu parecesse a chama fria. Gregório de Matos

46 O MUNDO EM CRISE 1.TENSÃO NO MUNDO DA FÉ (CONTEXTO) - Dualismo (Humanide dividida) X Contraste (Conflito radicalizado) a. REFORMA PROTESTANTE - Cisão na hierquia da Igreja - Martim Lutero 95 postulados contrários (indulgências) Lucro ($$$...) não é mais pecado Adesão da burguesia b. A CONTRA-REFORMA - Tribunal da Santa Inquisição (reativação) - Teocentrismo medival (retorno ) - Deus (Céu) X Diabo (Inferno) - Salvação X Condenação 2.BARROCO: - pérola de forma irregular - expressão do dualismo conflituoso - a harmonia da dissonância

47 PROJETO LITERÁRIO DO BARROCO A POESIA TEM O DESEJO DE PRODUZIR ESPANTO OBJETIVO: Desencadear uma reação específica num determinado público 1.AGENTES DO DISCURSO - O Barroco e o público 2. O FUSIONISMO 3. O CULTO DO CONTRASTE 4. O PESSIMISMO

48 PROJETO LITERÁRIO DO BARROCO 5. O FEÍSMO 6. O REBUSCAMENTO 7. DINAMISMO E TEATRALIDADE 8. REFLEXÃO SOBRE A FRAGILIDADE HUMANA

49 PROJETO LITERÁRIO DO BARROCO 9. LINGUAGEM: Agudeza e Engenho - A RETÓRICA DA SEDUÇÃO AMOROSA - A FÁBRICA DE METÁFORAS - OUTROS RECURSOS DA LINGUAGEM

50 PROJETO LITERÁRIO DO BARROCO 10. A ESTRUTURA DOS POEMAS 11. AS CORRENTES DO BARROCO - CULTISMO - CONCEPTISMO

51 BARROCO: Competências e Habilidades O que você deverá saber ao final do 3o. Bimestre: 1.Por que a Reforma e a Contrarreforma influenciaram o surgimento da arte barroca? 2.O que foi (é) o Barroco? - Projeto literário do barroco - Conceitos: agudeza, rebuscamento e contraste - Cultismo e Conceptismo - Metáforas x Estética 3.Marcas da produção barroca no Brasil - Sermões do Padre Antonio Vieira - Poesia de Gregório de Matos

52 O BARROCO NO BRASIL LITERATURA NACIONAL – Pré-condições atendidas: Presença de escritores ativos (colonos letrados) Meios de publicação e circulação (academias lit.) Público leitor ( incipiente crescimento lento) 1601: Bento Teixeira PROSOPOPEIA – poema épico Marco inicial do Barroco brasileiro Pe. ANTÔNIO VIEIRA ( ) * Homem de ação * Visionário * Orador GREGÓRIO DE MATOS E GUERRA (1633 – 1696) * Irreverência e Esquecimento * Lírica * Sátira

53 ARCADISMO (NEOCLASSICISMO) HISTÓRIA SOCIAL DO ARCADISMO 1.FRASES PARA LEITURA E REFLEXÃO ( J. ROUSSEAU): - O homem não foi feito para meditar, mas para agir. - O homem nasceu livre e por toda parte vive acorrentado. - As leis são sempre úteis aos que têm posses e nocivas aos que nada têm. 2.CONSTATAÇÕES (HISTÓRICAS): - O homem parece estar sempre insatisfeito com o rumo dos acontecimentos do seu tempo e, por isso, rompe com o presente, propondo algo novo. - Ao analisarmos o novo, verifica-se: É o velho que, misturado a certas tendências, volta à tona como novidade.

54 A LINGUAGEM DO ARCADISMO Sec XVII: Reforma X Contrarreforma BARROCO Sec XVIII: Combate à Contrarreforma NEOCLASSICISMO ou ARCADISMO: - resposta artística que a burguesia pode dar à necessidade de expressão humana daquele momento, contrapondo-se ao Barroco; - procura resgatar o racionalismo e o equilíbrio do Classicismo do Sec XVI, ou seja, inspirando-se no Renascimento. - BUCOLISMO e PASTORALISMO VÍDEO ESTUDO DE TEXTOS

55 O ARCADISMO NO BRASIL O INTELECTUAL BRASILEIRO DO Sec XVIII - Influências da Literatura europeia / Iluminismo - Sentimento nativista e sonhos de Liberdade ORIGEM e FUNDAMENTOS - Vila Rica Ouro Preto – MG - Crescimento urbano X extração do ouro - Marquês de Pombal: iluminismo / inovações - COIMBRA: cursos / vida político-cultural - Independência dos EUA (1776)

56 ARCADISMO: Origens e Fundamentos COLÔNIA: LOCAL X UNIVERSAL - Princípios estabelecidos pelas Academias - Inspiração nos autores clássicos - Eliminar vestígios locais e pessoais Aspectos diferentes dos prescritos - mito do homem natural (indianismo) - expressões espontâneas e não convencionais - influências barrocas - prenúncios do Romantismo (Idt. Nacional)

57 ARCADISMO BRASILEIRO POESIA AUTORES (DESTAQUES) LÍRICA CLÁUDIO MANOEL DA COSTA, TOMÁS A. GONZAGA SILVA ALVARENGA ÉPICA BASÍLIO DA GAMA SANTA RITA DURÃO CLÁUDIO MANOEL DA COSTA SATÍRICA TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ECONOMIÁSTICA SILVA ALVARENGA ALVARENGA PEIXOTO

58 OS ÁRCADES E A INCONFIDÊNCIA MINEIRA INFLUÊNCIAS - Ideias iluministas / enciclopedistas - movimento de independência dos EUA CAUSAS - exploração do povo pelo erário régio (tributos) - confisco da maior parte do ouro extraído - sonhos e anseios de Liberdade política GRUPO DE INCONFIDENTES (participaçação direta) - Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Cláudio Manoel da Costa e Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes:dentita prático, militar, masson)

59 CLÁUDIO M. DA COSTA: a consciência árcade Iniciou estudos com os Jesuítas Curso de Direito na Universidade de Coimbra Influências: Arcádia lusitana, Pombal e Verney Vila Rica: advogado e administrador OBRAS POÉTICAS: afinidade c/ a lírica de Camões, influências barrocas (inversões e figuração), cultivou a poesia Épica (saga dos bandeirantes) e Lírica (neoplatonismo : desilusão amorosa) Introdutor do Arcadismo no Brasil GLAUCESTE (eu lírico) X NISE (musa inspiradora)

60 TOMÁS A. GONZAGA: a renovação árcade O mais popular (inovador) dos poetas árcades; Nascido no Porto-PT, criado na Bahia; Formado em Coimbra (Direito) / ideias iluministas; Escreveu: Tratado de Direito Natural, em homenagem ao Marquês de Pombal; Vila Rica: função de ouvidor / romance com Maria Doroteia de Seixas (cantada em versos como Marília); Acusado de ser Inconfidente, foi preso, encarcerado e expatriado para Moçambique, onde casou, enriqueceu e fez política local; Transição para o Romantismo: subjetividade, espontaneidade e emotividade. Poesia lírica (Marília de Dirceu) e satírica (reunidas em Cartas chilenas)

61 BASÍLIO DA GAMA: nativismo indianista mineiro de Tiradentes (1741 – 1795) estudou com os jesuítas intenção de seguir carreira eclesiástica completou so estudos em Portugal e Itália ingressou na Arcádia Romana: Termindo Sipílio amizade e proteção do Marquês de Pombal Obra de referência: O URUGUAI - (portugueses + espanhóis) X (índios + jesuítas) - modelo clássico ( 5 cantos) - vitória dos europeus (tratado de Madri) - valorização dos índios (7 povos das Missões)

62 SANTA RITA DURÃO: apego ao modelo clássico nasceu em Mariana-MG ( ) colégio dos jesuítas vida e estudos em Portugal vida religiosa: professor de Teologia Obra de referência: CARAMURU - valoriza ação catequética sobre os índios - modelo camoniano (10 cantos, oitava rima, … ) - qualidades da terra # costumes indígenas - tema universal: Morte por Amor LINDÓIA - triângulo amoroso: Paraguaçu # Diogo # Moema

63 ENQUANTO ISSO, EM PORTUGAL … O MARQUÊS DE POMBAL REEDUCA O PAÍS - O primeiro-ministro de D. José I – chefe e líder - Reposicionar Portugal no concerto das Nações - Reconstrução de Lisboa (Iluminismo + ouro MG) - Laicização ensino # Retorno dos estrangeirados - VERNEY: Verdadeiro método de estudar (1746) - Arcádia Lusitana Arcádias : Nova Arcádia - Retória: perspectiva da razão (-) - Poesia: ramo da Retórica - Poeta de maior destaque: M. M. B. du Bocage: além dos limites do modelo árcade: transição …

64 Convite à Marília - poesia árcade Já se afastou de nós o Inverno agreste Envolto nos seus úmidos vapores; A fértil Primavera, a mãe das flores O prado ameno de boninas veste: Varrendo os ares o sutil nordeste Os torna azuis; as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros, e Amores, E torna o fresco Tejo a cor celeste: Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza Destas copadas árvores o abrigo: Deixa louvar da corte a vã grandeza: Quanto me agrada mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza!

65 Esperança amorosa – transição … Grato silêncio, trêmulo arvoredo Sombra propícia aos crimes, e aos amores, Hoje serei feliz! – Longe temores, Longe, fantasmas, ilusões de medo. Sabei, amigos Zéfiros, que cedo, Entre os braços de Nise, entre as flores, Furtivas glórias, tácitos favores, Hei de enfim possuir: porém, segredo! Nas asas frouxos ais, brandos queixumes Não leveis, não façais isto patente, Quem nem quero que o saiba o pai dos numes. Cale-se o caso a Jove omnipotente; Porque, se ele o souber, terá ciúmes, Vibrará contra mim seu raio ardente.


Carregar ppt "LITERATURA NO BRASIL CONTEXTO HISTÓRICO IDADE MÉDIA: ALTA IDADE MÉDIA: Sec V / Sec XI-XII BAIXA IDADE MÉDIA: Sec XI-XII / XV - QUEDA DE ROMA (476) (Fim."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google