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O MODERNISMO EM PORTUGUAL. O MODERNISMO E A LÍNGUA Pronominais Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro.

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1 O MODERNISMO EM PORTUGUAL

2 O MODERNISMO E A LÍNGUA Pronominais Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro O gramático Os negros discutiam Que o cavalo sipantou Mas o que mais sabia Disse que era Sipantarrou.

3 O MODERNISMO E A LÍNGUA Capoeira Qué apanhá sordado? O quê? Qué apanhá? Pernas e cabeças na calçada.

4 O MODERNISMO EM PORTUGAL Inicia-se num contexto marcado pela turbulência política e econômica. O lançamento da revista Orpheu é o marco de estreia do modernismo em Portugal. Os colaboradores mais ilustres da revista eram: Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros. Devido à permanência de uma das ditaduras mais longas da história mundial, o modernistas portugueses voltam os olhos para o passado glorioso do país. O Futurismo foi o movimento de vanguarda que mais influenciou os modernistas lusos.

5 O MODERNISMO EM PORTUGAL O Modernismo português é divido em duas gerações: a primeira coincide com os principais manifestos das principais vanguardas europeias e com a edição da revista Orpheu. A segunda, de 1927 a 1930, consolida as conquistas da primeira geração e tem na revista Presença sua grande marca. O Modernismo português fica encaixado entre duas grandes guerras. A partir de 1940, a estética neorrealista entra em cena. O mais conhecido nome do Modernismo é Fernando Pessoa, que retoma formas tradicionais da poética portuguesa em tom nacionalista.

6 O MODERNISMO EM PORTUGAL Pessoa se vale do uso de vários heterônimos, como se criasse uma situação em que um único poeta se manifestassem vários outros. Para cada heterônimo, o poeta criou uma biografia, como se fosse uma pessoa real. Os principais heterônimos de Fernando Pessoa são Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

7 O MODERNISMO EM PORTUGAL Alberto Caeiro, nascido em 8 de março de 1914 e mestre dos demais, é o poeta que foge para o campo, pois, sendo poeta e nada mais, poeta por natureza, deve procurar viver simplesmente como as flores, os regatos, as fontes, os prados, etc., que são felizes apenas porque, faltando-lhes a capacidade de pensar, não sabem que o são: O essencial é saber ver. / Saber ver sem estar a pensar / Saber ver quando se vê. / E nem pensar quando se vê, / Nem ver quando se pensa.

8 O MODERNISMO EM PORTUGAL (...) Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender... O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe por que ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência não pensar...

9 O MODERNISMO EM PORTUGAL Ricardo Reis (29 de janeiro de 1914) simboliza uma forma humanística de ver o mundo, evidente na adesão ressuscitadora do espírito da Antiguidade clássica, de que o culto da ode e dum paganismo da decadência, anterior à noção de pecado, constituem apenas duas particulares mas expressivas manifestações: Assim façamos nossa vida um dia. / Inscientes, Lídia, voluntariamente / Que há noites antes e após / O pouco que duramos.

10 O MODERNISMO EM PORTUGAL Breve o dia, breve o ano, breve tudo. Não tarda nada sermos. Isto, pensado, me de a mente absorve Todos mais pensamentos. O mesmo breve ser da mágoa pesa-me, Que, inda que mágoa, é vida.

11 O MODERNISMO EM PORTUGAL Breve o dia Breve o dia, breve o ano, breve tudo. Não tarda nada sermos. Isto, pensado, me de a mente absorve Todos mais pensamentos. O mesmo breve ser da mágoa pesa-me, Que, inda que mágoa, é vida. Nada Fica Nada fica de nada. Nada somos. Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos Da irrespirável treva que nos pese Da humilde terra imposta, Cadáveres adiados que procriam. Leis feitas, estátuas vistas, odes findas Tudo tem cova sua. Se nós, carnes A que um íntimo sol dá sangue, temos Poente, por que não elas? Somos contos contando contos, nada.

12 O MODERNISMO EM PORTUGAL Álvaro de Campos (1890, engenheiro) é o poeta moderno, século XX, engenheiro de profissões, que do desespero extrai a própria razão de ser e não foge de sua condição de homem sujeito à máquina e à cegueira dos semelhantes, tudo transfundido numa revolta a um tempo atual e perene, própria dos contestadores.

13 O MODERNISMO EM PORTUGAL Poema em linha reta Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

14 O MODERNISMO EM PORTUGAL Poema em linha reta Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

15 O MODERNISMO EM PORTUGAL Ridículas Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas(*) cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos(**), São naturalmente Ridículas.)

16 O MODERNISMO EM PORTUGAL Mar Português Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quere passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.


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