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CSO 089 – Sociologia das Artes Aula 6 – 09/04/2012 auladesociologia.wordpress.com.

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1 CSO 089 – Sociologia das Artes Aula 6 – 09/04/2012 auladesociologia.wordpress.com

2 Theodor W. Adorno ( ) 1924 – Instituto de Pesquisa Social - Escola de Frankfurt (Félix Weil). Estudos sobre a sociedade mesclando empiria e filosofia em marxismo inovador (1931). Max Hokheimer (diretor), Herbert Marcuse, Walter Benjamin, Theodor Adorno. Em 1934 IPS se muda para a Suiça, depois para os EUA. Adorno: Trabalhos sobre música, artes em geral e filosofia.

3 Dialética do Esclarecimento (1947) Texto colaborativo entre Adorno e Horkheimer. Tese central: procura compreender o modo pelo qual a razão burguesa, ao combater o mito de modo irrefletido, converte-se em mito sem deixar de se apresentar como razão. Origens mitológicas do domínio da natureza (pavor dos fenômenos naturais, consciência da diferenciação do homem para outras espécies, auto-preservação).

4 Mito e Racionalidade Possuem origem comum e continuidade: No lugar dos espíritos locais e demônios entrou o céu e sua hierarquia; no lugar das práticas de conjuração do feiticeiro e da tribo, o sacrifício bem qualificado e o trabalho dos não-livres mediados pelo comando. Teorias viram crenças, necessitando ser derrubadas. Intervenção irrefletida sobre a natureza (o progresso inexorável é a regressão inexorável). Repetibilidade da ciência (explicação mitólógica).

5 Iluminismo Preocupação é com critica interna ao Iluminismo, à cobrança de suas promessas, de seus princípios, não de antirracionalismo. Se o Iluminismo não incorporar a reflexão sobre esse seu momento regressivo, então ele estará selando seu destino. Iluminismo se propôs a combater o medo; no entanto, ele é presa de seu medo, o de sua verdade (a de que ele contém o mito). Daí o progresso desenfreado da Razão, irrefletido, autodestrutivo da humanidade.

6 Odisséia: símbolo da Razão atada Ulisses, o mastro, a cera, as sereias e a auto- conservação. Demostração de pânico relacionado às forças da natureza, que podem destruir o ego ocidental em seu início (não devemos nos entregar à vida, sob risco de recairmos na pré-história, na pré- civilização). Ouvidos abertos para ouvir, membros impedidos para agir: situação dos senhores, dos escravos e das massas.

7 Alto grau de civilização, alto grau de barbárie A regressão das massas hoje é a incapacidade de ouvir o inaudito com seus própios ouvidos, de poder tocar com suas próprias mãos o intocado, a nova forma de cegueira, que substitui toda aquela derrotada, mítica. Questão é decifrar a manutenção ideológica da dominação da imensa maioria por uns poucos no capitalismo monopolista, isto é, de como o sistema se mantém. Aqui entra a análise da indústria cultural e de sua função em tal sociedade.

8 Indústria Cultural Termo Indústria cultural une dois elementos aparentemente díspares: um relacionado à serialidade, outro à unicidade. Ideía de Adorno e Horkheimer era justamente a de se contrapor ao termo cultura de massa, arte de massa ou arte popular, usuais no período e amiúde elogiadores de tal estado de coisas.

9 Sistema Ideológico Unificado Pretenso caos cultural não se verifica com o declínio da religião. Surge em seu lugar um sistema de cooptação ideológico composto pelo cinema, rádio e revistas ilustradas, que formavam um todo. Não há possibilidade individual que retroaja sobre a totalidade social. Até mesmo as manifestações estéticas de tendências políticas opostas entoam o mesmo louvor do ritmo de aço. As decorativas sedes de administração e representação da indústria são muito pouco diferentes nos países autoritários e nos outros.

10 Só se dá o que o povo quer? Projetamos algo para além de nossas funções metabólicas e reprodutivas: fato. Padronização e baixo nível dos produtos culturais seriam apenas reflexo do que o público deseja? Círculo de manipulação se cala sobre o fato de que meios tecnológicos, de propriedade e a concentração de capital forjaram o baixo nivel das massas e o mantêm.

11 Capitalismo Liberal – Capitalismo Monopolista Telefone era liberal (pessoas desempenhavam papéis de sujeitos); rádio democrático (meros ouvintes; não há réplica). E a televisão (obra de arte total às avessas)? Indústria cultural é criação do capitalismo em sua era monopolista, quando lei de oferta e procura tornou-se mera ideologia. IC é dependente de ramos econômicos mais fortes, que lidam com a infra-estrutura. Todos estes ramos, no entanto, imbricam-se entre si.

12 Classes A, B, C… Produtos da IC são guiados pelo consumo: a qual camada social ele pode corresponder e ser consumido? Hierarquia de qualidades dos objetos (Filmes A, B, Revistas A, B) serve apenas para a quantificação mais completa, não para a qualificação artística. Autonomia artistica vê-se abolida pela IC (a cultura deveria servir de contraponto à condição esclerosada; agora, ela torna-se integrada a essa condição).

13 Esquematismo de Kant? Instância exterior ao sujeito, industrialmente organizada no sentido de proporcionar rentabilidade ao capital investido usurpa do homem a capacidade de interpretar dados fornecidos pelos sentidos por padrões que lhes eram antes internos. Para os consumidores nada há mais para classificar, que não tenha sido antecipado no esquematismo da produção.

14 Arte autônoma, arte autômata O ouvido treinado é capaz, desde os primeiros compassos, de adivinhar o desenvolvimento do tema e sente-se feliz quando ele tem lugar como previsto. Emancipando-se, o detalhe tornara-se rebelde, e do romantismo ao expressionismo, afirmara-se como expressão indômita, como veículo do protesto contra a organização. (…) A indústria cultural ataca o todo e as partes em igual medida. O todo se apresenta aos detalhes inexoravelmente e sem relação.

15 Cinema Tornou-se prolongamento da vida cotidiana, a ponto de esta mercadoria cultural não mais se distinguir da realidade. Necessidade mencionada de transcendência é, portanto, preenchida sem qualquer crescimento espiritual dos indivíduos, que regridem (criança de onze anos). Não há reconciliação com a correta idéia de universalidade, mas sim com a falsa totalidade forjada pela IC, isto é, um redobramento do existente.

16 Dupla necessidade da IC Por um lado, devem ofertar certa possibilidade de escolha; Por outro, devem garantir a lucratividade e a adesão ao sistema do qual o IC faz parte (capitalismo monopolista). Resultado: deve haver encrustado nos produtos o estímulo de um conformismo, base para a não- ocorrência de inovação na IC. O amor funesto do povo pelo mal que a ele se faz chega a se antecipar às instâncias de controle (masoquismo social). O novo deve ser afastado pelo risco que representa.

17 Técnica da IC IC vive de impor a técnica extra-artística (remuneração do capital, produção de bens materiais) sem se importar com o resultado na forma intra-artística ou a autonomia do domínio artístico. Daí a mistura de elementos de reprodução da realidade fotográfica e de certo romantismo putrefato, de uma aura em decomposição.

18 Popular X Erudito? IC também mescla elementos de arte erudita, ou séria, com a leve, ou popular, estragando a autenticidade das duas formas. Sendo que elas possuem elementos reais das sociedades das quais foram engendradas, arte leve e séria fundidas aumentam o espectro do sucesso de vendas, pois guardam a seriedade de uma e a popularidade de outra, com um toque de distração e conformidade ao status quo.

19 Repetição ad nauseam Características das mercadorias da IC, infinitamente repetitivas, assemelham-se a um prolongamento, durante o ócio, dos procedimentos da fábrica ou do escritório. Toda ligação lógica que pressuponha um esforço intelectual é escrupulosamente evitada. Os desenvolvimentos devem resultar tanto possível da situação imediatamente anterior, e não da idéia do todo.

20 Princípio de castração e masoquismo A IC também é disciplina para o trabalho nos momentos de folga. A tendência masoquista é estimulada: Assim como o Pato Donald nos cartoons, também os desgraçados na vida real recebem a sua sova para que os espectadores possam se acostumar com a que eles próprios recebem. Princípio de Castração (mostrar o que jamais se terá e estimular o desejo por aquilo) é o princípio fundamental do capitalismo, que é incutido pela IC.

21 Divindade do Real Formas ideológicas tradicionais eram veiculadas mediante interpretações da realidade (religiosas etc.). Hoje, para demontrar a divindade do real, a indústria cultural limita-se a repeti-lo cinicamente. Há uma reconstrução do mundo que dispensa interpretações, ele é dado como é, confundido e escamoteado com o que deve ser (novelas, produtos anunciados).

22 Liquidação do Trágico Trágica era a situação em que o indivíduo se defrontava com forças muito mais poderosas do que ele. Na era da IC esse sentido foi invertido: o trágico é aquele que será destruído por não cooperar, não o que deixou sua própria marca de indivíduo e serviu de inspiração para os que vieram depois. Liberdade formal é garantida, porém, quem não se adequa e ama o sistema é eliminado dele. Tal movimento de resignação incrusta-se nas obras da IC (jazz, p. e., filmes com finais felizes etc.).

23 Liquidação do Indivíduo Todos podem ser como a sociedade todo-poderosa, todos podem se tornar felizes, desde que se entreguem de corpo e alma, desde que renunciem à pretensão de felicidade. Indivíduos não têm mais o menor poder de decisão, mesmo sobre o mais íntimo de suas vidas particulares. Público, já atordoado de tanto sofrimento no trabalho e na vida social bárbara, agradece à IC por não ter que se esforçar, por não ter que sofrer o doloroso processo de individualização (seguir personalidades).

24 Falta de utilidade da arte? Aparente falta de utilidade dos produtos artísticos da IC, proveniente da lógica do mundo estético, são convertidos em glamour, em consumo supérfluo, logo, nobre, ostentatório. Fora isso, há todo um sistema de imposição de tais necessidades interligado no rádio, na televisão, nas revistas etc.

25 Caráter Publicitário Publicidade enceta eterno fluxo de promessas e frustrações que mantém economia capitalista em funcionamento. Linguagem superobjetiva da publicidade desemboca em espécie de sortilégio mágico, representação exata do mito habitando a razão. A palavra, que não deve significar mais nada e agora só pode designar, fica tão fixada na coisa que ela se torna uma fórmula petrificada. (mágica)


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