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Aplicação do Espiritismo Encontro 18 Transformações pelo serviço ao próximo.

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Apresentação em tema: "Aplicação do Espiritismo Encontro 18 Transformações pelo serviço ao próximo."— Transcrição da apresentação:

1 Aplicação do Espiritismo Encontro 18 Transformações pelo serviço ao próximo

2 Qual o meio mais eficaz de se combater a predominância da natureza corpórea? - Praticar a abnegação (LE, perg. 912)

3 Compreendemos que ainda vivemos predominantemente envolvidos pela nossa natureza animal. Como tal, manifestamos paixões, desejos, anseios, sentimentos possessivos. O principio das paixões é natural, útil, faz parte da própria natureza humana, por isso não é um mal; é até uma necessidade dessa mesma natureza corpórea.

4 São elas alavancas propulsoras da nossa evolução, desde que conduzidas e aplicadas a serviço do bem. Os abusos e exageros das necessidades humanas é o que torna as paixões más, provocando consequências desastrosas pelos prejuízos deixados, quando não são governadas adequadamente pela nossa vontade.

5 Deparamo-nos, então, com a imperiosa necessidade de combater os excessos dessas nossas predominâncias animais, reduzindo os exageros descontrolados, isto é, disciplinando os nossos desejos e inclinações na direção de efeitos benéficos que elas possam realizar.

6 Nesse aspecto entendemos claramente que fazer o bem, praticar a caridade é o meio mais eficaz e de maiores resultados nessa canalização dos impulsos animais que regem, predominam, vivem, exigem e permanentemente se manifestam nas nossas ações.

7 Recordemos que abnegação é sacrifício voluntário do que há de egoístico nos desejos e tendências naturais do homem, em proveito de uma pessoa, causa ou idéia. É desinteresse, renuncia, desprendimento, devotamento. (Aurélio Buarque, Novo Dicionário da Língua Portuguesa)

8 É praticar o bem exclusivamente pelo próprio bem, sem outras intenções ocultas. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade... (ESE Cap XV, item 3) Além de recomendar a caridade, o Divino Mestre a coloca como única condição à nossa salvação, ou seja, à libertação dos nossos condicionamentos corpóreos, dos interesses pessoais que definem o ser egoísta.

9 Mas, como entender a caridade? Como caracterizá-la?

10 A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa, não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta nem se irrita com coisa alguma; não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo crê, tudo espera, tudo sofre. Agora, pois permanecem estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade; mas dentre elas a mais excelente é a caridade Paulo, I-I Corintios, 13:1-7 e 13)

11 O que nos levaria a aplicar a caridade como processo de realização da reforma intima? Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada melhor resume os deveres do homem do que esta máxima de ordem divina (Fora da caridade não há salvação)...

12 Com esta orientação o homem jamais se transviara. Dedicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o sentido profundo e as conseqüências de sua aplicação, e a procurar por vós mesmos todas as maneiras de aplicá- la. Submetei todas as vossas ações à prova da caridade, e a vossa consciência vos responderá: Não somente ela evitará que façais o mal, mas ainda vos levará a praticar o bem.

13 Quais as mudanças em nosso íntimo que a prática da caridade realizaria?

14 1o. Saindo do nosso isolamento e passando a conviver com aqueles aos quais, de alguma forma, nos propusemos colaborar, tomamos parte nas suas dificuldades e sofrimentos e não raro vemos que nem por isso reclamam eles da sorte, fazendo-nos sentir a irreverência das nossas inconformações e a improcedência das nossas queixas. Passamos a valorizar as oportunidades que a vida nos oferece e a bendizer a nossa sorte. Naturalmente deixamos de nos irritar, atenuamos ódios, magoas, reduzimos agressões, antipatias e afastamos enfermidades;

15 2o. Ocupando o nosso tempo, muitas vezes ociosamente desperdiçado em futilidades, dedicando-nos, então, a um serviço ao próximo na condição de voluntário, sentimos as grandes alegrias na nossa alma, pelo trabalho útil que nos valoriza o sentimento e nos traz as recompensas pelo cumprimento do dever de caridade. Desenvolvemos a nossa capacidade de dedicação e amor ao próximo realizando transformações profundas no nosso comportamento e na compreensão dos problemas humanos. Reagiremos com mais coragem e bom animo, renovando-se a nossa existência pelo desaparecimento das angustias e depressões que antes nos afligiam;

16 3o. Movimentando nossos braços e pernas, articulando nossas mãos, agilizando nossos dedos em atividades que promovem as criaturas humanas pelos exercícios do bem, canalizamos nossas energias interiores muitas vezes concentradas nos viciamentos da imaginação doentia que nos desequilibram emocionalmente e nos prendem aos condicionamentos nocivos. A caridade nos ajuda definitivamente a nos libertar dos vícios e a vencer os defeitos;

17 4o. Embora possamos utilizar razoável tempo em profundas auto análises, na descoberta das recônditas origens dos nossos comportamentos conflitivos, as horas empregadas na caridade nos proporcionam os importantes treinamentos da benevolência, da piedade, da generosidade, da afabilidade, doçura, abnegação e devotamento, virtudes que só a prática constante nos fará adificá-las em nosso espírito;

18 5o. A prática da caridade por todos os meios é igualmente um esforço de auto remodelação interior, cujos resultados agirão em nós de modo semelhante ao trabalho de um exímio escultor que retira de dentro de um bloco de rocha a imagem delicada de uma angelical madona.

19 Podemos considerar, finalmente, que o trabalho de transformação interior só será completado pela aplicação da caridade em todas as nossas ações. Sem ela não atingiremos nossas metas de ascensão espiritual, e apenas por sua senda veremos um dia as criaturas humanas irmanadas no bem comum, vivendo e convivendo com igualdade, solidariedade e tolerância.

20 A Prática da assistência ao próximo Dispomos de estudos frequentes, de reuniões sistemáticas, de preces diárias... Por que não instituir em nossas tarefas doutrinarias o culto semanal da assistência fraterna? Procuremos, assim, os meios de, nem que seja por algumas horas de um dia na semana, prestarmos o nosso serviço ao próximo como um dever cristão. Desse modo, em primeiro lugar, vamos escolher o campo de trabalho em que melhor possamos produzir. Depois de estabelecermos o local a desempenhar o serviço, programaremos, então, o dia da semana e o horário.

21 Os Campos de Serviço ao Próximo Embora as Casas Espíritas ofereçam sempre muitas oportunidades de assistência ao próximo, podemos dedicar nossa ajuda a outras instituições de caráter assistencial, como indicaremos mais adiante. Dessa maneira, vejamos quais os principais campos de serviço cristão que possamos escolher para o nosso voluntariado.

22 Iniciar com um Estágio É recomendável sermos cautelosos, até mesmo com os nossos repentes de entusiasmo, quando decidirmos ardentemente nos dedicar, de todo o coração, a uma obra assistencial. Importantes são esses bons impulsos, mas a realidade poderá nos constranger e certamente arrefecerá a nossa possível euforia ao entregarmo-nos a tão bons propósitos.

23 Um estágio inicial para testarmos nossa resistência e averiguar nossos anseios de benevolência é muito necessário, em qualquer serviço assistencial que tenhamos escolhido. No contato direto com o trabalho vamos enfrentar as naturais dificuldades que as imperfeições das organizações assistenciais e dos próprios colaboradores apresentam. São condições até comuns que nos facão confirmar os ideais de realização.

24 Ninguém produz sem contar com o concurso de outros companheiros que conjuguem esforços no mesmo sentido e, onde está a criatura humana, estará também a imperfeição. Com ela vamos ainda conviver por muito tempo e precisamos aceitá-la como situação normal, sem que isso nos cause quaisquer dissabores ou nos afaste da tarefa abraçada.

25 Depois de um período de estágio experimental de trinta, sessenta ou noventa dias, reexaminemos nosso animo, reavaliemos nossos propósitos e daí sigamos com mais firmeza e segurança, ao termos sido bem sucedidos nos testes pelos quais passamos.

26 A Caridade começa dentro de casa Está ao alcance de qualquer criatura praticar a caridade, e devemos considerar que mais valor terá quanto mais nos fizer falta o que estivermos a outrem oferecendo, isto é, tirando do que nos sobra não fazemos mais do que obrigação; tirando do que nos falta, praticamos a renúncia. Embora possamos prestar os nossos serviços ao próximo, em locais carente, a criaturas necessitadas, longe do nosso núcleo doméstico, indagaríamos: Quem são os nossos próximos mais próximos?

27 A resposta nos conduz a atenção para os familiares diretos e os secundários. Quase sempre temos à nossa volta, sem darmos muitos passos, aqueles que estão à espera de nosso carinho, compreensão e tolerância. Uma palavra, um olhar, um gesto, uma mão estendida, uma conversa reconfortante, uma visita de apoio, uma colaboração financeira silenciosa, um farnel em dias de penúria, um agasalho para as noites frias, enfim, em mil oportunidades existentes com relativa frequência, no seio de qualquer família.

28 É isso mesmo, olhemos primeiro à nossa volta, e averiguemos se não estaríamos nos omitindo em nossos deveres de caridade para com os próximos mais próximos. Vale fazer esse primeiro exame e, discretamente, sem alaridos, correspondermos com o nosso concurso fraterno, dentro de casa, e para com a parentela da qual fazemos parte.


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