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Enfrentamento do crack no cenário atual Adriana Marino Aline Godoy.

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Apresentação em tema: "Enfrentamento do crack no cenário atual Adriana Marino Aline Godoy."— Transcrição da apresentação:

1 Enfrentamento do crack no cenário atual Adriana Marino Aline Godoy

2 Linha do Tempo: leis sobre drogas l Decreto 4.294:pena de prisão para vendedores de ópio, seus derivados e cocaína. l Decreto : sanatório para toxicômanos l 1924 l Primeira lei proibicionista: penalidades aos negros vadios que fumavam maconha. l 1930 l IDEÁRIO HIGIENISTA l Criação do Ministério da Saúde :foco na vigilância sanitária e no controle das epidemias que l 1953

3 Linha do Tempo: leis sobre drogas l Convenções internacionais da ONU: reafirmação do combate ao uso e tráfico de drogas -> Guerra às Drogas l 1961 l 1971 l 1988 l Lei 5726: medidas preventivas e repressivas ao tráfico e uso de drogas. Tratamento para infratores viciados: internação em hospitais psiquiátricos -> reabilitação criminal do viciado l 1976 l Lei 6368: repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de drogas. l Avanço ->ações preventivas destinadas aos dependentes l Influência da concepção médico- psiquiátrica: usuário = doente -> hospitais psiquiátricos l Criação da SENAD: tema das drogas como assunto de Segurança Nacional - organizou-se a partir de estrutura militar. l Responsável pela formulação das políticas públicas l 1988

4 Linha do Tempo: leis sobre drogas l Política Nacional Antidrogas - Decreto l Retrata as drogas como ameaças à humanidade e à vida em sociedade. l Busca o ideal de construção de uma sociedade livre do uso de drogas ilícitas e uso indevido de drogas lícitas l 2002 l Lei : tratamento do usuário -> multiprofissional e, com a assistência de sua família. l Primeira sobre redução de danos (regulação do Ministério da Saúde). l 2003 l Política do Ministério da Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e Outras Drogas l MS reconhece a necessidade de superar o atraso histórico de assunção da responsabilidade de atendimento aos usuários de drogas pelo SUS. Esta política é considerada progressista, por influências teóricas de outros campos do conhecimento como da Saúde Coletiva, da Redução de Danos ampliada e da Promoção da Saúde. Ela também amplia o objeto das práticas ao escapar da ótica predominantemente psiquiátrica das intervenções do setor saúde na área de drogas no país (Brasil, 2004).

5 Linha do Tempo: leis sobre drogas l 2006 l Lei l 2005 l Lançamento da Política Nacional sobre Drogas - SENAD A Lei /06 aumenta a pena mínima do tráfico para cinco anos de reclusão. A Lei /06 reafirma a antecipação do momento criminalizador da produção e da distribuição das drogas qualificadas de ilícitas. Essa antecipação se revela no abandono das fronteiras entre consumação e tentativa, com a tipificação autônoma (isto é, a previsão na lei como crime) da posse, do transporte ou da expedição das substâncias ou matérias-primas proibidas. Possuir, transportar ou expedir são condutas que constituem apenas um começo da execução da venda ou de qualquer outra forma de fornecimento, que caracterizam propriamente o tráfico.

6 Princípios e objetivos da política de drogas (Lei n ) Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) e prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; Estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas Define crimes e dá outras providências.

7 Lei de Drogas, a política de drogas tem como princípios, entre outros (Art. 4º da Lei): o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana,especialmente quanto à sua autonomia e à sua liberdade, respeito também à diversidade das pessoas usuárias de drogas; a integração das ações relacionadas à prevenção do uso indevido de drogas com a atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas.

8 As ações de prevenção devem obedecer às seguintes diretrizes (Art. 19) o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade individual em relação ao uso indevido de drogas; a adoção de ações preventivas diferenciadas e adequadas às diferenças sociais e culturais das diversas populações, bem como das diferentes drogas utilizadas; o reconhecimento da redução de danos como estratégia de prevenção; o tratamento especial dirigido às parcelas mais vulneráveis da população, levando em consideração as suas necessidades; o investimento em alternativas esportivas, culturais, artísticas, profissionais, entre outras, como forma de inclusão social e de melhoria da qualidade de vida.

9 As ações de atenção e reinserção social devem obedecer as seguintes diretrizes (Art. 22): Respeito ao usuário e ao dependente de drogas, independentemente de quaisquer condições, observados os direitos fundamentais da pessoa humana, os princípios e diretrizes do SUS e SUAS; Definição de projeto terapêutico individualizado, orientado para a inclusão social e para a redução de riscos e de danos sociais e à saúde.

10 Mais adultos ou mais adolescentes e crianças? Que região do Brasil tem mais consumidores de crack? Qual a média de idade dos comsumidores de crack no país? Mais homens ou mais mulheres? Mais brancos, ou mais não-brancos? Qual a porcentagem de pessoas em situação de tua entre os consumidores de crack? Qual o grau de escolaridade mais comum? Como conseguem dinheiro? Qual a droga mais associada ao consumo de crack? Consumo de crack no Brasil: o que você acha?

11 Qual o tempo médio de uso do crack na vida? Quantas pedras em média os consumodores de crack usam por dia? Quais os instrumentos mais usados para consumir crack? Qual a taxa de overdose? Entre as mulheres consumidoras de crack, quantas estão grávidas? Quantas trocam sexo por dinheiro?Quantas já sofreram violência sexual na vida? Qual a porcentagem de consumidores de crack que foram presos no último ano? Por quais motivos? Consumo de crack no Brasil: o que você acha?

12 Pesquisa Fiocruz adultos (0,70%) e crianças e adolescentes usuários de crack ou similares (0,11%). Maior prevalência de usuários no Nordeste ( ). Demografia: Adultos jovens, com idade média de 30 anos (crianças e adolescentes não foram maioria nas cenas de uso). Percentual expressivo – 18 a 24 anos. Demografia: Sexo masculino (78,7%), solteiros (60%) e predominam os não brancos (80%) nas cenas de uso (sobrerrepresentação nos dados oficiais – IBGE – de negros e pardos em contextos de vulnerabilidade social). Escolaridade: estudaram até o ensino fundamental (evasão escolar). Moradia: 40% se encontravam em situação de rua (ou morava ou passava a maior parte do tempo, não acessível aos levantamentos domiciliares). Maior nas capitais (47,3%). Forma de obtenção de dinheiro: trabalhos esporádicos (bicos) ou autônomos (65%). E 7,5% trocavam sexo por dinheiro/droga (proporção elevada comparada à população geral). Sexo comercial é uma fonte de renda dessa população. Tráfico de drogas (6,4%) e furtos/roubos (9%). Uso de drogas: Articulação do uso de crack com drogas lícitas (álcool e tabaco) (80%). Maconha vem em terceiro lugar. Vulnerabilidade para problemas respiratórios.

13 Motivação subjacente ao consumo: curiosidade/acesso (58,3%); perdas afetivas e conflitos familiares (29,2%). Tempo médio de uso de crack: capitais 8 anos, municípios 5 anos. Desmente informações de baixa sobrevida. Número médio de pedras: capitais 16 pedras, municípios 11 pedras ao dia. Frequência irregular, uns dias mais outros dias menos. Apetrechos: 74,9% cachimbos, 51,8% em latas (cerveja, refrigerante), 28,3% em copo plástico. Vulnerabilidades: contaminação por alumínio, queimaduras. Mais de 70% compartilham apetrechos. Overdose: nos últimos 30 dias 7,8% relataram intoxicação aguda pelo crack (serviços de urgência, emergência – diagnóstico diferencial e manejo). Mulheres: 10% grávidas no momento da entrevista Mais da metade já havia engravidado mais de uma vez desde que iniciou o uso. Tempo de uso (7 anos), e número de pedras (média de 21/dia). Recebimento de dinheiro via sexo foi de 29,9%. Dentre elas, 44,5% dizem já ter sofrido violência sexual na vida. Detenção: 41,6% foram detidos no último ano. Motivos: posse, assalto, furto. Preservativo: 39,4 não usaram nos últimos 30 dias. Destes 53,9% nunca realizaram teste para HIV. Prevalência de HIV 8 vezes maior do que a pop. geral. Hepatite C: 2,9%.

14 Sobre caminhos de melhora, o que você acha: Quais aspectos são importantes para que possam acessar e utilizar os serviços de atenção e tratamento?

15 Aspectos que eles consideram importantes para que possam acessar e utilizar os serviços de atenção e tratamento: Distribuição de alimento no local (93,8%). Oferta de serviço de saúde básico (curativo) e banho e outros cuidados de higiene no local (93,9). Apoio para conseguir emprego (92,5%). Escola/curso (92%). Que ajude a conseguir atividades de lazer e esporte (91,7%). Que o serviço esteja aberto em horário conveniente (84,2%). Anonimato (67,4%). Serviço em lugar próximo da cena de uso (63,2%) Que a polícia não tenha acesso ao local (59,9%). Pesquisa Fiocruz

16 Política Atual Maio de Decreto nº 7.179: Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas: com vistas à prevenção do uso, ao tratamento e à reinserção social de usuários e ao enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas. Dezembro de continuidade às ações do Governo Federal - Programa Crack, É Possível Vencer, com medidas de integração de ações em três eixos: Prevenção, Cuidado e Autoridade Baseada na política do Ministério da Justiça (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD) Braços Abertos – São Paulo

17 Programa Crack, É Possível Vencer R$ 4 bilhões até 2014 para, em articulação com estados, municípios e sociedade civil, aumentar a oferta de tratamento de saúde aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar as ações de prevenção ao uso de drogas. O programa está dividido em três eixos: Cuidado: ampliação da capacidade de atendimento e atenção ao usuário e familiares; Prevenção: fortalecimento da rede de proteção contra o uso de drogas; e Autoridade: enfrentamento ao tráfico de drogas e policiamento ostensivo de proximidade.

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35 Entrevista Dartiu G1 – A Prefeitura de São Paulo começou nesta terça-feira (14) a Operação Braços Abertos, na região da Cracolândia. A ação é uma nova tentativa de solucionar o problema do uso de drogas na região central da cidade. Cerca de 300 pessoas que moram em barracos nas calçadas nas ruas Helvétia e Dino Bueno se mudarão para cinco hotéis na região e começarão a trabalhar em atividades de zeladoria em praças ainda nesta semana.São Paulo

36 Dispersões

37 A dispersão é uma oportunidade para: -discutir casos -tirar dúvidas/elaborar planos de intervenção -percorrer/mapear o território/ levantar fluxos formais e informais -fazer contato com uma equipe de um equipamento no entorno (para estreitar a relação) -identificação de dificuldades e potenciais do território. Onde ir?

38 Projetos de Intervenção Projetos de intervenção podem ser: -fortalecer o espaço da reunião de equipe -criar dispositivos para reduzir o preconceito – com o restante da equipe - em relação à atuação dos ACS/enfermeiros/equipes das UBS na comunidade referenciada pela RD etc. Instrumentais - Avaliação de Impacto: Diagnóstico Territorial: instrumento para registro das especificidades do território no que diz respeito ao tema do curso: às principais demandas e necessidades relacionadas ao consumo de álcool e/ou outras drogas. População-alvo, tipos de queixas, pedidos, problemas. Dificuldades no manejo dos casos, soluções possíveis e viáveis, dúvidas e conquistas alcançadas. Plano de intervenção territorial: instrumental que contemple uma dupla articulação: a teoria construída em sala de aula e a vivência cotidiana no território. Estrutura: Justificativa (fundamentar a relevância da intervenção a ser desenvolvida com base no mapeamento do território); Objetivos (geral e específicos); Ações/material a ser utilizado (se houver); Cronograma. De natureza interna (na unidade - ex: oficina) ou externa (entorno/comunidade). Estabelecimento de rede local: parcerias com outros serviços da saúde ou com unidades de outras secretarias (intersetorial), ou com lideranças comunitárias, associações de bairro etc. Registro de facilidades e dificuldades percebidas para a implantação do Plano.


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