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PROFESSOR: Geordano Valente Raad. O fim da década de 60 assinalou o início de uma crise que atingiu a classe dominante, composta por senhores rurais e.

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1 PROFESSOR: Geordano Valente Raad

2 O fim da década de 60 assinalou o início de uma crise que atingiu a classe dominante, composta por senhores rurais e grupos de exportadores. As primeiras indústrias, o encarecimento do escravo como mão-de-obra e a utilização de imigrantes nas fazendas de café de São Paulo indicavam mudanças na ordem econômica. Por esta época, começaram a se manifestar as primeiras fraturas na até então sólida visão das elites dirigentes. O nacionalismo ufanista começou a ser questionado. Estudantes de Direito, intelectuais da classe média urbana, escritores, jornalistas e militares se davam conta da existência de uma considerável distância entre os interesses escravocratas e monarquistas dos proprietários de terras e os interesses do resto da população. Foi então que a literatura assumiu uma função crítica. Veja algumas de suas características: a)Poesia de fundo social, defensora da República, das revoluções e do Abolicionismo; b) Ênfase na função apelativa, por ser um tipo de poesia própria para ser declamado em praça pública; o objetivo é empolgar os ouvintes; c) Uso de apóstrofes, de grande efeito retórico; d) Presença constante de antíteses, hipérboles, metáforas, dando maior colorido ao texto.

3 Julio Dinis Os poemas de Júlio Dinis armam-se sobre uma tese moral e teleológica, na medida em que pressupõem uma melhoria, embora remota, para a espécie humana, frontalmente contrária à desesperação e ao amoralismo cético dos ultra- românticos, numa linguagem coerente, lírica e de imediata comunicabilidade. Conduz suas histórias, sempre a um epílogo feliz, não considerando a heroína como "mulher demônio", mas sim como "mulher anjo". Sua principal obra: As pupilas do senhor reitor.

4 Morena, morena Dos olhos castanhos, Quem te deu morena, Encantos tamanhos? Encantos tamanhos Não vi nunca assim. Morena, morena Tem pena de mim. Morena, morena Dos olhos rasgados, Teus olhos, morena, São os meus pecados. São os meus pecados Uns olhos assim. Morena, morena Tem pena de mim. Morena, morena Dos olhos galantes, Teus olhos morena São dois diamantes. São dois diamantes Olhando-me assim. Morena, morena Tem pena de mim. Morena, morena MORENA De As Pupilas do Sr. Reitor. Dos olhos morenos, O olhar desses olhos Concede-me ao menos. Concede-me ao menos Não sejas assim. Morena, morena Tem pena de mim.

5 João de Deus João de Deus foi apenas poesia. Lírico de incomum vibração interior, pôs-se à margem da falsa notoriedade e dos ruídos da vida literária e manteve-se fiel até o fim a um desígnio estético e humano que lhe transcendia a vontade e a vaidade. Contemplativo por excelência, sua poesia é a dum "exilado" na terra a mirar coisas vagas e por vezes a se deixar estimular concretamente.

6 A CIGARRA E A FORMIGA Como a cigarra o seu gosto É levar a temporada De Junho, Julho e Agosto Numa cantiga pegada, De Inverno também se come, E então rapa frio e fome! Um Inverno a infeliz Chega-se à formiga e diz: - Venho pedir-lhe o favor De me emprestar mantimento, Matar-me a necessidade; Que em chegando a novidade, Até faço um juramento, Pago-lhe seja o que for. Mas pergunta-lhe a formiga: "Pois que fez durante o Estio?" - Eu, cantar ao desafio. "Ah cantar? Pois, minha amiga, Quem leva o Estio a cantar, Leva o Inverno a dançar!"

7 Castro Alves Antônio Frederico de Castro Alves nasceu em 14 de março de 1847 em Curralinho, na Bahia. Em 1867 abandona definitivamente o Recife e vai para Salvador, onde é encenada a peça "Gonzaga" ou "Revolução de Minas" de sua autoria. Em 1868 vai para São Paulo acompanhado de Eugênia Câmara e do amigo Rui Barbosa, com quem fundou uma sociedade abolicionista, e matricula-se no terceiro ano da Faculdade de Direito do largo São Francisco, onde declama pela primeira vez o poema "Navio Negreiro". Ainda nesse ano é abandonado por Eugênia e, durante uma caçada, fere acidentalmente o pé com uma arma de fogo. Esse acidente provocou a amputação de seu pé e, logo em seguida, sua tuberculose agrava-se e o poeta vai para a Bahia, onde falece em 6 de julho de A obra de Castro Alves, o poeta dos escravos, foi fortemente influenciada pela literatura político-social de Vitor Hugo. O poeta cultivou o egocentrismo, porém, diferentemente dos românticos tradicionais, interessou-se também pelo mundo que o cercava e defendeu a república, a liberdade e a igualdade de classes sociais. Castro Alves, segundo Jorge Amado, teve muitos amores, porém, o maior de todos eles foi a Liberdade.

8 Se por um lado a temática social adotada por Castro Alves já o aproximam do Realismo, por outro a sua linguagem, repleta de figuras de estilo (metáforas, comparações, personificações, invocações, hipérboles, típicas do condoreirismo), o enquadra perfeitamente no movimento Romântico. Além disso, o poeta não deixou de lado a poesia de caráter lírico-amoroso, cultivada por todos os escritores de sua época. Mas, diferentemente de seus contemporâneos, raramente idealiza a figura feminina; ele nos apresenta uma mulher mais concreta, mais próxima de um ser de "carne e osso", mais sensual. A obra de Castro Alves é composta por: Espumas Flutuantes (1870); Gonzaga ou a Revolução de Minas (1875); A Cachoeira de Paulo Afonso (1876); Vozes d'África e Navio Negreiro (1880); Os Escravos (1883).

9 Poesias colegiais Ao Natalício do meu Diretor, o Ilmo. Sr. Dr. Abílio César Borges III Eia! cantemos cantemos!... Com grinaldas coroemos Neste belo e grande dia Do natalício de amor O nosso bom Diretor, Que tão zeloso nos guia. Bahia, Ginásio Baiano, 9 de setembro de 1860 POESIAS COLEGIAIS I Grato sempre à mocidade, Belo dia, hás de raiar; Sempre ela muito contente Mil flores te há de ofertar! Sempre em ti se entregará Ao prazer com expansão; Mil cultos render-te-á Nos altares d'afeição. Pois em ti, sublime dia, Do alto dos céus baixou O anjo que à mocidade Dos rigores libertou. Baixou este grande homem, Que tanto anima a instrução, Estimulando co'amor O infantil coração. II Nasceu hoje meu bom Diretor, Para honra do grande Brasil, Preparando na infância, que educa, Para a pátria futuro gentil. É por isso que o sol orgulhoso Ergue a fronte soberba e brilhante; É por isso que as flores exalam Um perfume mais doce e fragrante. É por isso que tão cristalinos Os regatos se alongam ao mar, E as aves co'as cores tão vivas Brincam ternas voando no ar. E os ventos tão meigos e frescos Sussurrando as campinas percorrem. E as abelhas em busca de mel Às florinhas contentes já correm. É por isso enfim que tão bela A natura se ostenta no mundo; É por isso que a infância já sente Regozijos do peito no fundo.

10 Tobias Barreto Tobias Barreto de Meneses (Vila de Campos do Rio Real, 7 de junho de 1839 Recife, 26 de junho de 1889) foi um filósofo, poeta, crítico e jurista brasileiro e fervoroso integrante da Escola do Recife (movimento filosófico de grande força calcado no monismo e evolucionismo europeu). Foi o fundador do condoreirismo brasileiro e patrono da cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Letras. Obras Filosofia: Suas obras completas publicadas pelo Instituto Nacional do Livro: Ensaios e estudos de filosofia e crítica (1975) Brasilien, wie es ist (1876) Ensaio de pré-história da literatura alemã, Filosofia e crítica, Estudos alemães (1879) Dias e Noites (1881) Menores e loucos (1884) Discursos (1887) Polêmicas (1901) Poesias: Que Mimo (1874) O Gênio da Humanidade (1866) A Escravidão (1868) Amar (1866) Glosa (1864)

11 Tu és morena e sublime Como a hora do sol posto. E, no crepúsculo eterno Que te envolve o lindo rosto, O céu desfolha canduras De alvoradas e jasmins, E passam roçando n'alma As asas dos querubins... Teu corpo que tem o cheiro De cem capelas de rosas, Que t'enche a roupa de quebros, De ondulações graciosas, Teu corpo derrama essências Como uma campina em flor: Beijá-lo!... fôra loucura; Gozá-lo!... morrer de amor... Que Mimo!...

12 Sousândrade Joaquim de Souza Andrade nasceu no Maranhão em 9 de junho de 1833 e passou a vida dividida entre o Brasil, a Europa e os Estados Unidos. A originalidade e o caráter inovador de sua poesia são as marcas principais de sua obra poética, que ficou esquecida durante décadas, sendo resgatada somente em 1950 por um grupo de críticos literários. Essas características, aliadas a um lirismo reflexivo, influência dos poetas alemães, somadas ao fato de Sousândre ter iniciado sua produção artística no período que corresponde à segunda geração Romântica, dificultam o enquadramento de sua obra dentro das gerações desse período. No entanto, as suas preocupações sociais o aproximam da terceira geração e a maioria dos críticos classificam o poeta com pertencente a geração condoreira. Sua primeira obra foi "Harpas Selvagens" (1850), porém, foi com "Guesa Errante", que não chegou a ser terminada, que Sousândre conseguiu o Reconhecimento da critica.

13 E para os que têm fome e sede de justiça, O verso condor, chama, alárum, de carniça, D'harpas d'Ésquilus, de Hugo, a dor, a tempestade: Que, embora contra um deus "Figaro" impiedade Vesgo olhinho a piscar diga tambour- major, Restruge alto acordando os cândidos espíritos Às glórias do oceano e percutindo os gritos Réus. Ao belo trovoar do magno Trovador Ouve-se afinação no mundo brasileiro, Acorde tão formoso, hodierno, hospitaleiro, Flamívomo social, encantador. Fulgura Luz de dia primeiro, a nota formosura, Que ao jeová-grande-abrir faz novo Éden luzir. Elogio do Alexandrino Asclepiádeo verso: à evolução do poema Das sestas, cadenciar d'altas antigüidades, já porque bipartido em fúlgidas metades Reata em conjunção opostos de um dilema, E já por ser de gala a forma do matiz Heleno na escultura e lácio na linguagem Reacesda, de Alexandre, em fogos de Paris: Paris o tom da moda, o bom gosto, a roupagem; Que desperta aos tocsins, galo às estrelas d'alva, Que faz revoluções de Filadélfia às salvas E o verso-luz, fardeur das formas, de grandeza, o verso-formosura, adornos, lauta mesa Ond' tokay, champanh', flor, copos cristal- diamantes Sobrelevam roast-beef e os queijos e o pudding. Porém, mens divinior, poesia é o férreo guante: Ao das delícias tempo, o fácil verso ovante, o verso cor de rosa, o de oiro, o de carmim, Dos raios que o astro veste em dia azul-celeste;

14 Bernardo Guimarães Nome do Escritor: Bernardo Joaquim da Silva Guimarães Data de Nascimento...: 15/08/1825 Data de Falecimento..: 10/03/1884 Local de Nascimento..: Ouro Preto MG Formação Acadêmica: Direito - São Paulo SP Obras Publicadas : 1852 Cantos da Solidão 1864 O Ermitão de Munquém 1865 Poesias 1867 Inspirações da Tarde 1871 Lendas e Romances 1872 O Seminarista; História e Tradições da Província de Minas Gerais; O Garimpeiro 1873 O Índio Afonso 1875 A ESCRAVA ISAURA 1876 Novas Poesias 1877 Maurício ou Os Paulistas em São João d'El Rei 1879 A Ilha Maldita e O Pão de Ouro 1883 Folhas de Outono; Rosaura, a Enjeitada


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