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Senhoras e senhores internautas-espectadores Este programa não possui censura, é livre e foi feito especialmente para vocês!

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Apresentação em tema: "Senhoras e senhores internautas-espectadores Este programa não possui censura, é livre e foi feito especialmente para vocês!"— Transcrição da apresentação:

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2 Senhoras e senhores internautas-espectadores Este programa não possui censura, é livre e foi feito especialmente para vocês!

3 Este programa foi originalmente produzido em preto e branco…

4 Trilha sonora original Ludwig Van Beethoven

5 Novela de Benjamin Baseada na obra de Guilherme Figueiredo Tratado Geral dos Chatos Direção: Daniele Rodrigues

6 A primeira novela das 8 saudável, inteligente, útil e sem intervalo comercial !

7 O GEH respeitosamente apresenta

8

9 10º Capítulo

10 ESCLARECIMENTO Antes de iniciarmos o presente capítulo, temos que compartilhar com os espectadores um fato muito chato que ocorreu e digno de reflexão. No capítulo anterior, sobre os chatolescentes, nos comprometemos a apresentar um belo clip que expressasse uma juventude saudável e próspera. No entanto, nossa dedicada equipe de pesquisa não conseguiu apresentar à direção da novela material que pudesse fazer jus a essa afirmação. Por outras palavras, nos foi impossível localizar fotos de jovens que verdadeiramente expressassem saúde, vigor, respeito, humildade, inteligência, elegância, educação, nobreza, enfim, os atributos que compõem uma verdadeira e respeitável juventude prestes a se tornar Humanus.

11 À primeira vista, aparentemente, parece estar tudo bem. Mas quando perscrutamos os corações e atingimos o espírito dos jovens da atualidade, deparamo-nos com um triste quadro.

12 frágil e solitário frio nebuloso sem objetivo sem vida

13 Influências verdadeiramente chatânicas e peçonhentas, para quem tem olhos para ver,

14 estavam transformando os jovens em pedras.

15 perdidos… Sem ação, impotentes… presos

16 … ou seja, meras sombras do que são realmente, em essência. O que faz com que suas feições pareçam plastificadas, pasteurizadas e artificiais, por mais belos que sejam os traços fisionômicos.

17 E ainda os fazem ter certeza de que são livres, espertos, arrojados, destemidos, inteligentes, rebeldes e… democraticamente felizes!

18 Paradoxalmente, felizes são os que estão começando a sentir que há algo de podre no reino da Dinamarca.

19 Em outras palavras, mais chances tem de acordar, de encontrar a chave que lhe abre a porta para a realidade da vida - repleta das maravilhas que Deus proporciona a todos os que ela adentram - quem se sente incomodado com o (i)mundo do jeito que está.

20 Estes já podem começar a sonhar com um mundo melhor, pois as sementes do Bem já começam a brotar…

21 Fiquemos, pois, com este assunto em pauta. E com a força do pensamento, do trabalho e, sobretudo, do espírito, criemos todas as condições necessárias para fazer surgir esta juventude capaz de não só produzir um belo clip mas de viver em harmonia com a Natureza, respeitando o seu próximo, dando sem esperar recompensas, aprendendo a amar sem restrições ou condições, tendo clareza de sentimentos, nobreza de caráter, elegância e equilíbrio no agir, coragem para se comprometer, presença de espírito e vontade inquebrantável no Bem. Eis o verdadeiro tesouro da vida!

22 DA RELATIVIDADE DO CHATO O primeiro esquema de divisão que apresentamos compreende os chatos absolutos e relativos. O chato absoluto, também chamado Chatanás, é incurável, irremediável, irrecuperável, irreversível, inevitável, inenarrável, retroativo, infinito, indiscutível, implacável e imortal. É aquele chato reconhecido por toda a comunidade de chatos e não-chatos. Contra ele só se poderia, como medida profilática, aplicar o cárcere incomunicável, o assassínio – ou o suicídio da vítima. Através da História, vemo-lo não poucas vezes sucumbir ao linchamento e a diversas espécies de morte violenta. Não morre: suas partículas continuam desprendendo-se e atuando. Tais chatos levaram Augusto Comte a dizer que os vivos são sempre cada vez mais governados pelos mortos, o que se desmente ao verificar-se que os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mais vivos, isto é, os que se aproveitam de chatos mortos – por exemplo: Marco Antônio.

23 Facilitando: Marco Antônio viveu em Roma, em 83 a.C.- Alexandria, atual Egito, 30 a.C. Foi General romano e combateu nas guerras das Gálias sob as ordens de Júlio César, assim como no enfrentamento civil entre este e Pompeo Magno e participou na batalha de Farsália. Em 44 a.C. compartilhou com César o consulado. Diante do assassinato deste, pronunciou o famoso elogio fúnebre e aproveitou habilmente a leitura de seu testamento para insuflar o povo contra seus assassinos. Desta forma, até a chegada de Octávio, foi ele dono absoluto de Roma!

24 Quanto aos chatos relativos, de existência palpável e reconhecível em maior dose, são os que nos levam a concluir que cada indivíduo tem o chato que merece, pois cada indivíduo é mais ou menos receptivo ou refratário a algum tipo de chateação. O chato relativo, cuja ação provoca reação em cadeia, de vítima para vítima, tem, assim, oportunidade de atuar em vários aparelhos, que armazenam suas emissões e as conduzem mais além, até diluir-se a força atuante. Ao tempo de Newton descobriu-se a lei segundo a qual o chato chateava na razão direta das massas e na inversa do quadrado da distância; em nossos dias, com o correio aéreo, o telefone, a televisão, o cabo submarino, o fax, a internet, e toda a cibernética, a lei só se aplica quando nenhum engenho mecânico, elétrico ou eletrônico reduz a distância e o tempo de entrada em ação do chato.

25 Embora o chato raramente o seja à primeira vista, isto é, não se revele imediatamente mas sim aos poucos, há determinadas locuções e frases que o identificam, ou pelo menos servem como indícios de que poderá estar se materializando diante de nós. O lugar-comum é o lugar do chato, por excelência. A linguagem evolui da metáfora inaugural aos chavões, isto é, ao estágio em que a metáfora se cristaliza em lugar-comum, em propriedade dos chatos. Pode-se organizar uma lista, sempre incompleta, de expressões, ditos, locuções, que permitem, senão diagnosticar o chato, pelo menos colocar os que as usam em prudente quarentena. Algumas vão a seguir. DOS INDÍCIOS

26 Quem é vivo sempre aparece! …Voltando à vaca-fria… E agora, que vai ser de mim? (Ameaça de queixa-crime contra curió vitorioso.) Conhece aquela do papagaio que entrou no galinheiro? (Ou qualquer outra história, iniciada sempre com o Conhece aquela…?. Ou então após iniciada a história. Por exemplo:) Segunda, sem falta, eu pago. …Dois surdos iam pescar e se encontraram… Conhece esta? (O Conhece esta, após iniciada a história, é sintomático. Sempre que você quiser contar uma história, vá até o fim, sem indagar se alguém a conhece. O mérito da história não está no ineditismo mas sobretudo na interpretação.) Não é pra me gabar, mas… Aí está fulano que não me deixa mentir!

27 Ele é fora de série! Rogamos a presença de V. S.ª para liquidar o débito… Cá pra nós… (Que ninguém nos ouça, etc.) Palmas para o Josué, que ele merece! … O humilde orador que vos fala… (Não apoiados.) Estou certo? Né? Entendeu? Percebeu? Tá? Viu? e outros inúmeros cacoetes lingüísticos. Eu não disse! Eu reconheço que errei, mas… (Não reconheceu!) Data máxima venia…

28 O indício sintomático do chato pode não despontar mediante palavras mas por simples gestos, de que damos alguns exemplos. Mão espalmada para quem fala, como quem diz: Espere, deixe-me falar… Ou mão espalmada enquanto fala, acompanhada da expressão: Vou chegar lá… Dedo apontando enquanto fala (sobretudo em discursos) e respingando as afirmações, como num mictótio. Mão coçando a nuca, em sinal de amnésia, em relação a fato ou pormenor irrelevante. Testa franzindo, sobrolho alçado, olho arregalado para proferir o óbvio. Mão no ombro do interlocutor, sacudindo-lhe o corpo, como a acondicionar os argumentos num saco. Indicador e polegar unidos em circunferência, os três outros dedos no ar, para sublinhar a frase em pequenos compassos da mão.

29 Punhos fechados apoiados nos quadris, corpo balançando nos pés, em atitude de suma satisfação consigo mesmo. Indicador puxando a pálpebra inferior do olho em sinal de suma esperteza. (O papai aqui é vivo!) Sucção e higiene lingual dos dentes à refeição; estalidos da cavidade bucal aberta, enquanto dentes, língua e saliva preparam o mingau alimentar. O indício sintomático do chato pode também surgir de pormenores de traje, observada sempre a condição necessária da repetição. Estas observações nada têm a ver propriamente com elegância. Alguns exemplos:

30 Gravata borboleta preta (salvo em garçons e smokings). Guarda-chuva fechado com abas abertas. Terno azul-marinho, sapato marrom, meia branca. Paletó permanentemente desabotoado. Casaco de quadrados, lenço de fantasia, gravata ouro-azul, meias escocesas, sapatos de camurça e calça cinza ou marrom (o chato policrômico.) Vestido de cetim azul (Mulher de funcionário nomeado para posto no exterior.) Nódoas axilares não recentes.

31 Há também objetos indicativos da chatice do dono, caso usados permanentemente. Exemplo: Coleção de auto-retratos. Calendário em sala de visitas. Patinhos de louça voando na parede. Panos de crochê nos encostos das cadeiras. Adornos caseiros de prendas domésticas (aquarelas familiares, jarros de papier-maché, abajures de papel crépon, etc). Escarradeira. Fralda no parapeito. Pinguim sobre a geladeira. Livro arrevesado, visivelmente colocado com espátula dentro, para visita ver. Dístico: Nesta casa só entra o amor, e outros.

32 Francamente…

33 Não perca no próximo capítulo:

34 DO EMPREGO DA CLASSIFICAÇÃO GERAL

35 Uma produção Sama Multimídia Educação e Arte Todos os direitos reservados


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