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Relembrando Opinião Pública É essencialmente um produto de interação social, que nasce na opinião individual. Logo, nem ela brota com força espontânea,

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Apresentação em tema: "Relembrando Opinião Pública É essencialmente um produto de interação social, que nasce na opinião individual. Logo, nem ela brota com força espontânea,"— Transcrição da apresentação:

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2 Relembrando

3 Opinião Pública É essencialmente um produto de interação social, que nasce na opinião individual. Logo, nem ela brota com força espontânea, nem pode ser totalmente conduzida por quem quer que seja.

4 Opinião Publica Opinião Pública, é a manifestação de juízos em tal volume, intensidade e continuidade, que resulte na formação de uma corrente capaz de identificar-se no tempo e no espaço.

5 Opinião Pública O x M + H = OP O – Opinião M – Massa H – Historicidade OP – Opinião Publica

6 Sugestão de Leitura Comunicação na Pólis. Ensaios sobre mídia e política. Clóvis de Barros Filho (org.). Rio de Janeiro. Vozes

7 Sensibilidade A maioria dos indivíduos teme a desaprovação social - 68% Alguns são insensíveis a desaprovação social, sendo necessário as vezes, a aplicação de sanções para reprimir suas condutas - 16% Outros agem no sentido de que suas ações se projetem, buscando respeito e admiração da coletividade - 16%

8 Público e Opinião Observando as variedades da expressão da Opinião Pública, ao longo da história, verificamos que houve uma transformação das relações entre o Estado e o Indivíduo, a partir do século XX.

9 Público e Opinião Até ai, lutava-se pela livre expressão de opinião, hoje em dia a luta tranferiu-se para dominar o conjunto das técnicas de formação da Opinião Pública. Essa luta que opõe o Estado a diversos grupos nacionais e internacionais.

10 Público e Opinião O século passado viu um agigantamento dos meios de comunicação. A informação do indivíduo já não depende exclusivamente de suas relações com os grupos que lhe são mais próximos. Instaurou-se era da cultura de massa e da comunicação de massa.

11 Público e Opinião Para manipular tais meios de comunicação, é preciso dispor de recursos financeiros vultosos.

12 ProgramaInserção 30 Globo Novela III (das oito)R$ 380 mil Jornal NacionalR$ 381 mil Tela QuenteR$ 203 mil Big Brother BrasilR$ 285 mil SBT HebeR$ 100 mil 1 contra 100R$ 160 mil Domingo LegalR$ 185 mil Record Jornal da RecordR$ 280 mil Programa do GuguR$ 242 mil CSI especialR$ 163 mil * Cobertura nacional. Fonte

13 Controle Embora o ideal da democracia seja o controle das ações do governo pela opinião pública, na realidade o problema está colocado em termos de controle da opinião, através dos controles dos meios de informação.

14 Técnicas de Comunicação As técnicas de comunicação tem três objetivos principais: divertir, formar e informar, que podem se interpenetrar-se. A propaganda – entendida como ferramenta de formação de opinião – mais eficaz é a que se infiltra nos jornais para divertir.

15 Técnica de Comunicação O indivíduo não é mais o lutador da competição para a livre expressão do pensamento, ele agora é o objetivo dessa luta. Monique Auguras

16 Comunicação e Controle Conforme a estrutura sociológica e o tipo de governo de cada pais, vamos observar diversas modalidades de controle de opinião. Podemos agrupá-las seguindo dois pólos, o liberal e o autoritário

17 Comunicação e Controle No caso liberal, os grupos (no caso qualquer pessoa) tem toda liberdade para criar jornais, montar estações de rádio, etc... O controle do estado é remoto.

18 Comunicação e Controle No tipo autoritário, é o próprio governo que organiza, distribui e controla os meios de comunicação de massa.

19 Comunicação e Controle Nos países mais liberais nota-se às vezes um controle indireto. Por exemplo: a empresa jornalística é particular, a censura não existe, mas o monopólio do papel pertence ao estado. O sistema de subvenções também permite um controle discreto, porém eficaz.

20 Comunicação e Controle Na luta contra grupos econômicos, o Estado democrático lança mão de recursos indiretos, pois não está bem instrumentado para enfrentar a competição.

21 Controle Social Na tese de autores como Durkheim e Weber, o problema fundamental de qualquer sociedade é a manutenção da ordem e da coesão social. E isso é realizada através do controle social.

22 Controle Social Controle social entendido como processo empregados a fim de assegurar as normas e padrões, ou o conjunto de forças sociais destinadas a estabelecer e manter uma determinada ordem social. Podendo ser externo e interno.

23 Controle social externo O controle social externo é aquele em que o transgressor recebe a sanção. Que pode ser positiva: prêmio, condecoração, ou negativa: prisão, multa, ridículo.

24 Controle Social Interno No controle social interno, as normas e valores da sociedade são assimiladas pelo indivíduo, fazem parte de sua personalidade.

25 Controle Social Os fatores mais importantes de controle social são: 1) Opinião Pública 2) Crenças Religiosas 3) Educação 4) Personalidade

26 Grupos de Pressão Analisemos os grupos de pressão como forma de controle. De certo modo, no nível grupal, uma classe social em particular ou um líder podem controlar idéias, atitudes e atos dos demais. Os grupos de pressão agem assim, tentando restringir ou controlar os produtos dos MCM.

27 Grupos de Pressão Há vários tipos de pressão que são exercidos sobre indivíduos para mudança de opiniões. Os grupos de pressão atuam em dois níveis: de um lado utilizam pressão direta (organismos do poder, e pessoas do poder) por outro atuam de forma indireta sobre o público que pode pressionar o governo.

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29 A imprensa Em alguns países costuma-se distinguir entre a imprensa de opinião e a imprensa de informação (principalmente nos anglo-saxões). No Brasil os jornais apresentam ao mesmo tempo noticiário geral e comentários políticos.

30 A imprensa Quais são as características de uma boa notícia? Em primeiro lugar ela deve ser atual. O furo é uma noticia publicada por um jornal, antes que todos os demais o façam. É a que traz informação nova. Por isto é altamente valorizada e objeto de competição ferrenha.

31 A imprensa Em segundo lugar, deve ser sensacional, pela importância do acontecimento, ou por sua estranheza. Parece que um dos maiores trabalhos dos redatores é transformar notícias comuns em acontecimentos extraordinários através de títulos choques.

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33 A imprensa PreferenciaAssunto 1Lutas e conflitos (guerras, agitações) 2Sexo e assuntos correlatos (casamentos, crianças, divórcios) 3O extraordinário, o chocante 4Novas descobertas 5Modas e VIPs 6Situações que provocam sentimentos de simpatia 7Diversos Estudando os interesses revelados pelos artigos de jornais, Kimball Young assinala em ordem de importância:

34 A imprensa A constância desses temas sugere uma certa estereotipia e falta de variedade na matéria impressa, pois a notícia em sí, tem menos importância do que maneira como é tratada. Torna-se mero pretexto, ou pelo menos, seu aparecimento subordina-se aos interesses já estabelecidos.

35 A imprensa Todos os jornalistas principiantes aprendem a regra dos 5 Ws e do H que norteiam a redação da noticia. Cada história deve relatar: quem (who), o que (what), proque (why), onde (where), quando (when) e como (how).

36 A imprensa Mas a linguagem que desenvolve o esquema nem sempre possui essas características de objetividade. As histórias são contadas em termos, muitas vezes, lendários, embora disfarçadamente, falam em heroínas, heróis, princesas e príncipes.

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38 A imprensa O que interessa na notícia não é bem o fato, mas o mito. Verificaremos isto a respeito de todos os MCM: embora a mensagem divulgada possa ter feições de racionalidade, a linguagem utilizada é, preferencialmente, a do mito.

39 A imprensa Porém o que nos interessa aqui, não é bem como é redigida a matéria de imprensa, mas sim como é percebida, ou seja, qual vai ser sua influência na formação da opinião pública.

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41 A imprensa Segundo estudos de Lazarsfeld (1942) sobre leitura de diários, as pessoas costumam ler de preferência e por ordem de importância: RankTópico 1Desenhos (incluindo HQs) e fotografias 97% 2Noticiário 3Esportes (para homens) 4Moda, divertimento e necrológico (para mulheres) 5Quase ninguém lê o editorial

42 A imprensa O editorial está diretamente ligado à formação da opinião. Quer dizer que não há percepção dos comentários políticos pelo público? É que o editorial é leitura de elites, de líderes de opinião. Estes divulgam diretamente a informação nos grupos que pertencem.

43 A imprensa Aqui vale ressaltar, que é errôneo confundir opinião pública com a expressão da imprensa. Fora os governos autoritários ninguém mais considera hoje como pernicioso o simples acesso a informação. Em tempo de guerra, porém, ou de crise grave, a informação, ainda que verdadeira pode sofrer restrições.

44 A imprensa No entanto, já que nem toda a informação é percebida e que o tratamento das notícias provoca mais o reforço dos estereótipos, a censura a rigor, deveria dirigir-se ao controle dos aspectos míticos e das implicações afetivas da linguagem utilizada.

45 O rádio Enquanto a imprensa é típica de uma civilização do papel, o rádio, é por excelência, o meio de comunicação oral.

46 O rádio O poder de sugestão do rádio tornou-se por demais evidente com a repercussão da famosa emissão de Orson Welles (a guerra dos mundos).

47 O rádio Com a televisão, os programas de rádio no mundo todo, passaram a focalizar mais o noticiário. O rádio ainda permite seguir de perto o desenrolar de um acontecimento. A TV também, mas pede recursos maiores e, por enquanto, restringe-se a acompanhar fatos realmente importantes e extraordinários.

48 O rádio Pelo envolvimento emocional que sugere, pelo acompanhamento do acontecimento, o rádio permanece entre os MCM que mais contribuem para a formação da opinião, principalmente em países onde é escasso o acesso a outras fontes.

49 O Cinema A rigor o Cinema não pode ser considerado um MCM. Contudo até o advento da televisão, representava, uma técnica que podia não só expressar o sistema de crenças e as atitudes de um povo, como também, em certo grau, contribuir para sua modificação.

50 O Cinema A de se considerar que a influência do cinema, não ocorre de maneira constante, nem provoca as mesmas reações em platéias diferentes, conforme estudos comprovaram.

51 O Cinema Em alguns casos a censura pode suprimir cenas de sexo mas deixar as crianças expostas a violência (por exemplo). No mínimo a de se levar em conta a variedade de reações objetivas aos estímulos.

52 O Cinema Devemos lembrar também do fenômeno da saturação. A intensidade das reações emocionais decresce com o aumento da freqüência das estimulações.

53 O Cinema Na perspectiva que nos interessa, o papel dos MCM na comunicação e formação da opinião, vemos que influência do cinema pode ser considerada inócua, pelo menos nos países ocidentais. A influência, se houver, atua no plano dos costumes. Monique Auguras

54 Televisão Enquanto as demais técnicas de comunicação de massa dirigem-se ao público em geral, e dentro dele a cada indivíduo, a TV introduz-se no seio da família e integra-se a esta. Passa a fazer parte dos rituais familiares.

55 Televisão A informação do mundo exterior é recebida como surgindo no interior do grupo primário. Daí seu papel privilegiado, sua aceitação. Além de seu aspecto de participação familiar a TV apresenta outra vantagem sobre os demais MCM: torna o espectador testemunha.

56 Televisão Vi ontem na Televisão. Eis o argumento que hoje estabelece sem possibilidade de dúvida, o critério de veracidade de um fato.

57 Televisão Como são distribuídos os programas? A diversão é o que domina. A informação pura e simples é minoria. Em países onde as emissões de TV pertencem ao setor privado, dependendo dos patrocinadores, a proporção de diversão é muito superior.

58 Televisão O aspecto que queremos destacar na Tv é sua inserção dentro da elaboração de fantasias do indivíduo. Neste ponto de vista, as três categorias, diversão, informação, educação, colocam-se no mesmo plano.

59 Televisão A televisão move-se no terreno dos mitos. As personagens míticas podem ser reais ou irreais, pouco importa. Utiliza mitos já existentes, reforça-os, desenvolve-os de acordo com os temas oferecidos pelas representações coletivas.

60 Televisão Tanto através dos noticiários, publicidades e até entretenimento, a televisão está agindo na opinião pública, impondo temas para discussão e/ou omitindo-os. Vale atentar ao fato que essa informação mass-mediática já há muito transbordou da esfera propriamente 'jornalística' invadindo outros territórios.

61 Televisão Embora seja a televisão um importante veículo de informação, é o entretenimento que dita o conteúdo na maior parte do tempo e pode-se observar o fenômeno de as pessoas buscarem na programação ficcional constantemente um descanso da realidade, na realidade refletida na televisão.

62 Televisão Assim sendo, parece propiciar um meio privilegiado, entre os MCM, para a manifestação e o reforço das atitudes e opiniões.

63 Internet A conceituação da internet como meio de comunicação de massa ainda é questionável, e os estudos que buscam compreender o papel da internet no processo de formação de opinião estão se desenvolvendo.

64 Internet Antônio Fausto Neto diferenciando a sociedade dos meios da sociedade da midiatização Na sociedade dos meios, estes estariam a serviço de uma organização da interação entre os campos, sobre a qual teriam uma autonomia relativa.

65 Internet Na sociedade da midiatização, as mídias perdem essa função de auxiliaridade e passam a se constituir numa referência do modo de ser da própria sociedade e seus processos de interação.

66 Internet Qualquer um, com as novas tecnologias, pode ser fonte e divulgar uma informação por conta própria para qualquer pessoa interessada em acessar, que pode repassar a informação em um processo de expansão de alcance proporcional ao interesse que mensagem é capaz de despertar.

67 Internet Assim, a mediação do conteúdo acontece de acordo com os meios e sujeitos envolvidos, e a influência da mídia se dá na expansão e movimentação desses novos sujeitos sociais.

68 Internet A lógica da midiatização vai sendo imposta pela tendência à virtualização das relações humanas que implica novas formas de relacionamento dos indivíduos com a informação e com multiplicidade de canais ofertados na sociedade contemporânea para acesso a esses conteúdos.

69 Internet Evidentemente que essa facilidade favorece a geração de ruídos na comunicação e, mesmo no meio digital, fontes tradicionais, como jornais, ainda ocupam um lugar central nessa troca de informações na proporção de sua confiabilidade como fonte.

70 Internet Porém, o processo de midiatização do campo social vai, aos poucos, atingindo as mídias tradicionais a partir da influência exercida pelas novas tecnologias.

71 Internet As inovações digitais possibilitaram a expansão e gradual adaptação de mídias clássicas como rádio e os jornais impressos a esse novo paradigma. Com o advento de ferramentas como as câmeras fotográficas digitais, que enquadram a geração de imagens na lógica da instantaneidade midiática.

72 Internet A mídia pode, por exemplo, estar em qualquer lugar, nos olhos de qualquer indivíduo com uma máquina na mão, que, com as novas tecnologias, tem a possibilidade de divulgar seu depoimento visual para um jornal e, por conseqüência, a qualquer pessoa que o acesse.

73 Internet Através da acessibilidade ampliada pelos novos instrumentos tecnológicos e da vastidão de conteúdos que a internet dá acesso, observa-se, por exemplo, o desenvolvimento de públicos cada vez mais específicos e o surgimento de produtos de todas as categorias, atendendo de forma cada vez mais personalizada essas demandas.

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75 Publicidade Descende do latim publicus, ou público, da idéia de distinção entre o espaço público e o privado. O termo estaria ligado a esfera pública, ao saber acessível a um grande número de pessoas.

76 Publicidade No tempos atuais, a apreensão da realidade e das informações públicas ocorre, na maioria das vezes, de maneira mediada, via publicidade.

77 Publicidade Por esta ótica o termo publicidade estaria mais relacionado com o trabalho realizado pelo jornalismo, que utiliza os MCM para levar notícias ao cidadão. Embasando o conceito utilizado em inglês para Publicity.

78 Publicidade Publicity refere-se a divulgações feitas sobre produtos e serviços, sem custos nos veículos de comunicação. Ação geralmente associadas ao marketing e às relações públicas.

79 Publicidade Pode-se dizer que para autores brasileiros que seguem a escola americana que publicidade denota a veiculação de mensagens acerca de marcas, produtos e serviços via meios noticiosos, inseridos no conteúdo do editorial destes, sem a compra do espaço comercial.

80 Publicidade Publicity: citação extensiva em meios de comunicação ou boca a boca ou outros meios de comunicação. Ganhar notoriedade pública. Informação, artigos, ou anúncios publicados de forma a obter atenção pública. O estado de ser público, aberto a observação ou conhecimento geral. licitity

81 Publicidade Comercial A publicidade comercial, correlata do Advertising, é a mensagem persuasiva claramente identificada por seu emissor. No mercado publicitário é chamada de propaganda.

82 Publicidade Comercial Advertising: a ação ou prática de chamar a atenção publica para um produto, serviço, causa, por anúncios pagos em jornais, revistas, rádios, TVs e outdoors. Anúncios pagos. ertising

83 Propaganda O termo propaganda vem do latim propagare (propagação) utilizado pela primeira vez pelo Papa Urbano VIII quando criou o órgão eclesiástico incumbido de propagar e defender os dogmas da igreja católica.

84 Propaganda Nos países de língua inglesa propaganda designa o processo de disseminar informações para fins ideológicos (políticos, filosóficos, religiosos). Nos EUA ninguém afirma fazer propaganda e sim é acusado de fazê-la.

85 Termos Propaganda: informações, idéias ou rumores deliberadamente espalhados para ajudar ou prejudicar pessoa, grupo, movimento, ou instituição. As doutrinas ou princípios propagados por uma organização ou movimento. paganda

86 Confusão! Como em português não existe os três termos presentes em inglês (Propaganda, Advertising, Publicity) mas apenas dois Publicidade e Propaganda, instalou-se uma grande confusão.

87 Confusão! No Brasil, pessoas envolvidas na atividade de planejamento, criação, compra e veiculação de mensagens comerciais nos MCM se autodenominam publicitários e trabalham em agências de propaganda. Propagandistas são funcionários de laboratórios farmacêuticos que se encarregam de apresentar seus produtos aos médicos.

88 Persuasão e Propaganda Ao observar a evolução histórica do conceito de opinião pública, verificamos que o objetivo da luta entre governo e os grupos é o individuo. E dele que se quer obter a aprovação. É ele que deverá ser persuadido a aprovar tal ou tal medida.

89 Persuasão e Propaganda Os MCM são tão onerosos, exigem tantos recursos técnicos, que somente grupos poderosos podem manejá-los. Vejamos como estes meios podem ser utilizados no intuito de reforçar, criar ou remover atitudes e opiniões. Tais técnicas costumam ser agrupadas sob o termo persuasão ou propaganda.

90 Persuasão e Propaganda O termo propaganda pode ser compreendido como ação voluntária sobre a opinião. Lasswell a define como técnica para influenciar ações humanas pela manipulação de representações.

91 Persuasão e Propaganda Qualquer definição de propaganda ressalta o caráter de influência e manipulação. Focalizando-se em três aspectos: - Objetivo (quais atitudes e opiniões deseja obter) - Técnicas (princípios da campanha utilizada, materiais) Informação prévia (atitudes e opiniões já existentes na população visada, mecanismos psicológicos que a sustentam).

92 Persuasão e Propaganda O discurso da propaganda se utilizada de estereótipos verbais que leva a uma percepção padronizada dos membros do grupo. Em vez de mostrá-los como eles realmente são. (Irmãos – estereótipos positivo, Empresários Ganancioso – estereótipos negativo).

93 Persuasão e Propaganda A partir da percepção empobrecida da realidade será fácil a distorção, a interpretação tendenciosa. A propaganda explora os aspectos emocionais e irracionais.

94 Persuasão e Propaganda O propagandista canaliza um rio já existente. No deserto ele cava em vão. Aldous Huxley.

95 Leis da Propaganda O verdadeiro propagandista, aquele que quer convencer, aplica toda espécie de receitas, segundo a natureza da idéia e dos ouvintes, agindo, de início, pelo contágio de sua fé pessoal, por suas próprias virtudes de simpatia e eloqüência As leis existentes não têm caráter de necessidade: são, antes, regras de uso que podemos deduzir, a título de indicações, da história recente da propaganda política.

96 Lei do Inimigo Comum Outro elemento é a concentração – a propaganda não visa a mais de um objetivo de cada vez. As esperanças devem ser concentras em uma única pessoa. Ao mesmo tempo, deve-se mirar em um só alvo, atacar apenas um adversário, que passa a representar tudo de ruim que se quer combater.

97 Lei do Inimigo Comum Jamais a massa deve ser confundida. É preciso que a propaganda apresente um mundo maniqueísta, de fácil compreensão e de idéias simples, pois a massa deve ser conquistada através de seus sentimentos e não por sua capacidade de análise.

98 Lei da Simplificação Essa lei refere-se á busca da simplificação, da divisão da doutrina e da argumentação em alguns pontos precisos. As mensagens devem ser expressas de maneira clara, concisa e afirmativa. Evitam-se as idéias abstratas ou os conceitos imprecisos e intercalados. O slogan e o símbolo são formas típicas de emprego desta lei.

99 Lei da Simplificação O recurso ao símbolo que resuma todo o movimento é a aplicação máxima dessa lei. O símbolo permite a memorização e a uniformidade. Na história da política brasileira, alguns símbolos ou imagens tornaram-se expressivos: a vassourinha de Jânio Quadros, por exemplo.

100 Lei da Ampliação e Desfiguração Trata-se de ampliar de forma exagerada, as notícias, colocando em evidência todas as informações favoráveis, mascarando ou reduzindo as negativas e ampliando os defeitos e os limites do adversário.

101 Podemos ver sua aplicação diária nos assessores de imprensa, organizações de governo e campanhas eleitorais, através da filtragem das informações que são enviadas para mídia, da ampliação dos fatos de interesse de da diminuição da importância daqueles prejudiciais a imagem do candidato, do governo ou da organização.

102 Lei da Orquestração A primeira condição para uma boa propaganda é a infatigável repetição dos temas principais. Contudo, não se trata de uma simples repetição, que seria monótona e enfadonha, mas da insistência em temas centrais, apresentados sob diversos aspectos e através de meios distintos. Conserva-se o conteúdo, mudando- se apenas a forma.

103 Lei da Orquestração Uma grande campanha de propaganda tem êxito quando: 1) se amplifica em ecos indefinidos 2) quando consegue suscitar um pouco por toda parte a retomada do mesmo tema, e que estabelece entre os seus promotores e transmissores verdadeiro fenômeno de ressonância, cujo ritmo pode ser seguido e ampliado.

104 Lei da Orquestração Certos temas devem ser abandonados por serem contraditos pelos fatos ou pela propaganda adversária. Nesse caso, o propagandista não reconhece o erro – é regra evidente que a propaganda não se contradiz. Ela cala-se no pertinente aos pontos fracos. Mas, em regra, o silêncio e acompanhado de ofensivas de despistamento.

105 Lei da Orquestração A lei da orquestração está expressa na unidade das campanhas, na padronização da mensagem, das cores, das marcas, dos layouts, na reprodução da mesma mensagem de formas diferentes, em vários meios, para públicos distintos. O método necessário para criação de um posicionamento para uma entidade ou um político aproxima-se da idéia de orquestração.

106 Lei da Transfusão A maior preocupação dos técnicos publicitários reside na identificação e na exploração do gosto popular, mesmo naquilo que tem de mais perturbador e absurdo, a fim de adaptar-lhe a publicidade e apresentação de um produto. Essencial é dar imediatamente razão a clientela. Existe, portanto, na alma dos povos sentimentos conscientes e inconscientes que a propaganda apreende e explora.

107 Lei da Transfusão A propaganda não cria desejos e vontades, mas apenas canaliza os já existentes, mesmo aqueles que se encontram em estado de latência, recolhidos no inconsciente. A propaganda deve aproximar os discursos e a imagem do candidato aos anseios da população, criando identidade.

108 Lei da Unanimidade e do Contágio A propaganda deve reforçar as unanimidades aceitas socialmente e incorporadas pelos grupos. Os regimes totalitários produziram a impressão de unanimidade e dela serviram-se como uma forma de entusiasmar e aterrorizar as massas.

109 Lei da Unanimidade e do Contágio O contágio por sua vez, é um processo de atrair o consentimento para criar a impressão de unanimidade. Assim, os desfiles, os comícios, as passeatas, são forma de mostrar a participação e adesão do povo, como também, de contagiar mais pessoas ou conseguir mais adeptos. A maioria dos homens tende antes de tudo a harmonizar-se com seus semelhantes: raramente ousarão perturbar a concordância reinante em torno deles, ao omitir uma idéia geral.

110 Persuasão e Propaganda Concluindo, acreditamos que para a formação da opinião a propaganda é poderosa. Mas não toda poderosa. Monique Auguras

111 Publicidade Deixamos de lado a questão da propaganda comercial ou publicidade, pois se dirige às atitudes (comprar) e não a opiniões. Os mecanismos psicológicos são os mesmos.

112 Publicidade Vamos examinar contudo uma modalidade de publicidade que procura provocar no público a imagem agradável de uma empresa, estando portanto, ainda ligada ao estudo da opinião.

113 Relações Públicas apoio da opinião pública É uma atividade profissional especializada, que tem por função gerenciar, de modo estratégico, as políticas de relacionamento das organizações públicas e privadas com seus diversos públicos, para que sejam bem sucedidas em seus empreendimentos, tenham apoio da opinião pública e desfrutem de conceito positivo nas comunidades onde operam. (Maria Aparecida Ferrari e Fábio França)

114 Relações Públicas

115 Em termos de psicologia social, Relações Públicas consistem em proporcionar ao grupo informações sobre um subgrupo. A filosofia subjacente supõe que ao conhecer-se melhor os subgrupos, terão uma imagem mútua mais favorável.

116 Relações Públicas Esta imagem porém é um pouco ingênua, tratando- se de um campo onde a competição é feroz. A informação fornecida ao público não poderá jamais ser exaustiva. Haverá obviamente uma seleção dos dados divulgados.

117 Relações Públicas A divulgação de informações a respeito da empresa não visa unicamente torná-la mais agradável aos olhos do publico, mas também permite a organização se defender de possíveis acusações de grupos concorrentes.

118 Relações Públicas Supõe a priori que o público não é hostil, apenas mal informado. O problema da percepção favorável da empresa reduz-se ao simples problema de comunicação, no qual o emissor é a organização e o receptor o público. A utilização dos MCM já implica na utilização de recursos financeiros consideráveis.


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