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MPEL02 Mestrado em Pedagogia do E-Learning Modelos de Ensino a Distância Michael Grahame Moore Teoria da Distância Transaccional.

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1 MPEL02 Mestrado em Pedagogia do E-Learning Modelos de Ensino a Distância Michael Grahame Moore Teoria da Distância Transaccional

2 1. Teoria da Distância Transaccional Distância Transaccional VariáveisQualidades Extremas Diálogo Não há comunicação entre professor/aluno. Diálogos frequentes, podendo expressar-se os pré-conhecimentos, interesses e desejos de cada estudante, influenciando o ritmo. Estrutura Ensino pré-programado em todos os detalhes e prescrito compulsoriamente. Ensino feito à medida, valorizando a experiência e a expectativa de cada estudante e atendendo à sua necessidade específica. Autonomia Etapas e actividades do ensino determinados por estruturação e diálogo. Os próprios estudantes reconhecem as suas necessidades de estudo, formulam objectivos, seleccionam conteúdos, projectam estratégias de estudo, arranjam materiais e meios didácticos, identificam fontes humanas e materiais adicionais e fazem uso delas; eles próprios organizam, dirigem, controlam e avaliam o processo da aprendizagem, não sendo limitados nem por diálogos e nem por estruturas pré-estabelecidas. Adaptado de:

3 2. O Diálogo Educacional O professor e o aluno ao interagirem desenvolvem o diálogo. O diálogo envolve uma ou várias interacções entre os intervenientes na comunicação. O diálogo é uma construção intencional, na qual ambas as partes produzem e acrescentam a sua contribuição, aumentando desta forma a probabilidade de compreensão. Um factor crucial no diálogo é o meio de comunicação utilizado

4 3. Os media e a sua influência na Distância Transaccional A natureza e o tipo dos meios de comunicação utilizados no EaD tem um impacto directo na extensão e qualidade do diálogo entre professores/tutores e alunos. Media que focam numa comunicação unidireccional: Televisão; Cassete Áudio ou Vídeo; Livro auto-didáctico. Media que focam numa comunicação bidireccional: Correio electrónico; CMC; Design de ensino por correspondência.

5 Quanto mais interactivo e rápido for o canal dos media utilizados mais intenso e dinâmico é o diálogo individual e colectivo. Existem factores que influenciam o diálogo, tais como: o número de alunos por professor, a possibilidade de uma comunicação mais ou menos frequente, as características do ambiente físico no qual o aluno e o professor se situam aquando da comunicação, assim como, o ambiente emocional e a personalidade do aluno e do professor. Importante é que o professor aproveite e tire partido da sua interactividade, motivando igualmente os alunos para o diálogo, de forma a ultrapassarem juntos, a distância transaccional do ensino-aprendizagem.

6 4. Estrutura Cursos excessivamente estruturados não privilegiam a interacção com os alunos. Em programas nos quais a distância transaccional seja menos significante, os alunos têm uma amplitude de comunicação mais alargada e, portanto recebem as instruções e orientações de estudo e trabalho por meio da interacção com o próprio professor.

7 5. Autonomia do Aluno Variável Pedagógica: Autonomia VariáveisQualidades Filosófica Quem educa pratica acções, tornando-se supérfluo. Quem está a ser educado tem que aprender a fazer ele mesmo o que até então os outros fizeram por ele. (Böhm). Pedagógica Os seres humanos são, sujeitos da sua própria educação. O ser humano é obra dele mesmo. Didáctica Os estudantes são autónomos quando assumem e executam as funções pedidas pelos professores: eles mesmos reconhecem as suas necessidades de estudo, formulam objectivos para o estudo, seleccionam conteúdos, projectam estratégias de estudo, arranjam materiais e meios didácticos, identificam fontes humanas e materiais adicionais e fazem uso delas, bem como organizam, dirigem, controlam e avaliam o processo da aprendizagem. Pedagógica Podem considerar-se estudantes como autónomos somente quando são participantes metacognitiva, motivacional e comportamentalmente activos dos seus próprios processos de aprendizagem; o estudo autónomo é componente de uma qualidade tipicamente humana: a ânsia de entender e regular a si mesmo. Adaptado de:

8 A autonomia do aluno está relacionada com a distância, pois quanto maior for a distância, maior será a autonomia do aluno, a liberdade e a responsabilidade para estudar independentemente. O aluno autónomo deverá ter a capacidade de utilizar os materiais didácticos e os programas de ensino, segundo a sua própria metodologia e controlo, de forma a atingir os seus objectivos. Os professores terão como função conduzir e auxiliar os alunos a adquirem a sua própria autonomia. Em muitos dos casos é o aluno quem determina os seus objectivos

9 Para se apoiar a autonomia deve-se disponibilizar ferramentas que apoiem os alunos no processo de auto-estudo e auto-organização. Ferramentas a Recursos Tecnológicos DiálogoChats, Fóruns, Blogs, PBL. EstruturaDescrição do Curso, Fórum flexível. AutonomiaFórum, Blogs, Mapas conceptuais. Adaptado de:

10 DIÁLOGP mais menos Estrutura mais menos Distância Transaccional Capacidade para a Individualização mais menos Distância Transaccional AUTONOMIA O nível de autonomia pedida ao aluno aumenta assim como a distância transaccional

11 6. Diálogo, Estrutura e Autonomia no Ensino Através da Teleconferência A Teleconferência, veio impulsionar o Ensino a Distância, transmitindo ao diálogo uma vertente menos estruturada e mais flexível. Ao facilitar o processo de comunicação entre o professor e o aluno. Ao permitir uma cooperação e colaboração no ensino-aprendizagem mais alargada entre alunos. O aluno mais introvertido e reflexivo ganha terreno ao demorar menos tempo a interagir sobre as ideias demonstradas pelos seus colegas ou professores.

12 Diálogo maismenos Estrutura mais menos mais Distância Transaccional alto baixo A Distância Transaccional pode ser vista como um conjunto de plataformas. À medida que subimos no Diálogo e na estrutura, desenvolvemos igualmente a autonomia. A autonomia permitida/ pedida pelo método de ensino

13 Ensino Convencional numa sala de aula O professor influencia unidireccionalmente os seus alunos.

14 Formas de Ensino a Distância anteriores à introdução da Teleconferência Formas de Ensino a Distância após a introdução da Teleconferência Nota: Nos esquemas as linhas simbolizam o diálogo entre o professor e os alunos. A= Professor/Tutor B, C e D= Estudantes

15 Antes Teleconferência A B C D A B C D Ensino a Distância com mais distância e mais estrutura. Exemplo: Ensino por correspondência. Após

16 Antes Após Teleconferência A B C D A B C D Ensino a Distância com menos distância e mais estrutura. Exemplo: programas de rádio.

17 AntesApós Teleconferência Ensino a Distância com mais distância e menos estrutura. Exemplo: instrução programada. A BCD A B CD

18 Após Teleconferência Ensino a Distância com mais distância e mais estrutura. Exemplo: ensino assistido por computador. A BCD A B CD Antes

19 Após Teleconferência B C D A E B C D A E Ensino a Distância com mais distância e menos estrutura. Exemplo: tutorial.

20 Antes Após Teleconferência Ensino a Distância com menos distância e menos estrutura. Exemplo: livro-texto. B C D A E B C D A E

21 Diálogo mais menos Estrutura mais menos Distância Transaccional Capacidade de personalização more menos O gráfico mostra de que forma o diálogo e a estrutura inerentes ao ensino determinam a Distância Transaccional.

22 Mais Distância e Menos Estrutura Mais Distância e Mais Estrutura Menos Distância e Mais Estrutura Menos Distância e Menos Estrutura Menos Autonomia Menos Independência Menos Distância Mais Independência Mais Distância Mais Autonomia

23 Analisando os esquemas anteriores, é possível concluir que: Em programas com menos estrutura existem linhas (que simbolizam a comunicação) que têm origem numa mesma fonte de instrução, representando uma maior flexibilidade relativamente à posição do aluno. A introdução da teleconferência traz uma nova vertente comunicacional entre os alunos, criando redes de comunicação simples ou múltiplas.

24 O que era anteriormente uma relação bilateral entre o professor e o aluno que se encontrava distante, é agora uma relação multilateral que engloba múltiplos diálogos entre dois ou mais participantes. Na teleconferência a interacção aluno-professor é mais rica em diálogo e menos estruturada. O maior grau de participação dos alunos, consequência da ampla interactividade resulta numa aprendizagem mais autónoma.

25 BIBLIOGRAFIA KEEGAN, D. (1993). Theoretical Principles of Distance Education, Routledge SITES CONSULTADOS American Journal od Distance Education: Theory and theorists - European Distance Education Network. Dispon í vel em: Ú ltimo acesso: 26 de Mar ç o de Disputation de Alicante: Distancia transacional. Dispon í vel em: alicante.es/formacion/es/actividades/id/teleformacion/teleformacionRf.asp) Ú ltimo acesso: 25 de Mar ç o de 2007 GARRISON, R. (2000). Theoretical Challenges for Distance Education in the 21st Century: A Shift from Structural to Transactional Issues. International Review of Research in Open and Distance Learning, Vol. 1, No. 1. Dispon í vel em: Ú ltimo acesso: 24 de Mar ç o de GUADAGNIN, L.A et all. (2003). Selec ç ão e uso de recursos instruccionais aptos ao estabelecimento de distância transaccional adequada em cursos a distância. Dispon í vel em: Adaptado de: Ú ltimo acesso: 26 de Mar ç o de MOORE, M. Three Types of Interaction. Dispon í vel em: Ú ltimo acesso: 26 de Mar ç o de 2007http://www.knight-moore.com/pubs/ajde3-2.html


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