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MEDICINA LEGAL TRAUMATOLOGIA FORENSE. BALÍSTICA Conceito de Balística Forense: É aquela parte do conhecimento criminalístico e médico legal, que tem por.

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1 MEDICINA LEGAL TRAUMATOLOGIA FORENSE

2 BALÍSTICA Conceito de Balística Forense: É aquela parte do conhecimento criminalístico e médico legal, que tem por objeto, especial, o estudo das armas de fogo, da munição e dos fenômenos e efeitos próprios dos tiros destas armas, no que tiverem de útil ao esclarecimento e à prova de questões de fato, no interesse da justiça tanto penal como civil. RABELLO, Eraldo – Balística Forense.Conceito de Balística Forense: É aquela parte do conhecimento criminalístico e médico legal, que tem por objeto, especial, o estudo das armas de fogo, da munição e dos fenômenos e efeitos próprios dos tiros destas armas, no que tiverem de útil ao esclarecimento e à prova de questões de fato, no interesse da justiça tanto penal como civil. RABELLO, Eraldo – Balística Forense.

3 CONCEITO É uma parte da física, compreendida dentro da Cinemática e da Dinâmica, que estuda o movimento dos corpos e projéteis no espaço. Estuda a trajetória e os efeitos dos projéteis, visando compreender os fenômenos que ocorrem desde que o projétil deixa a arma e os efeitos que o mesmo poderá causar, principalmente no alvo humano. Estudo da trajetória e efeitos dos projéteis.

4 DIVISÃO Balística Interior: Dentro do cano da arma. Balística Exterior: Deslocamento do projétil após sair da arma e antes de atingir um alvo. Balística Terminal: Efeitos dos projéteis.

5 Balística Interior Percussão; Iniciação da Espoleta; Queima da carga de projeção;

6 Vôo livre e tomada do raiamento; Aceleração do Projétil no interior do cano; Saída do Projétil.

7 Balística Exterior Fatores exógenos que influenciam na trajetória Massa e densidade do projétil; * Estabilidade do projétil; * Resistência do ar; * Gravidade; * Densidade do ar; * Forma do projétil.

8 ARMA DE FOGO Armas de fogo são engenhos mecânicos destinados a lançar projéteis no espaço pela ação da força expansiva dos gases oriundos da combustão da pólvora.Armas de fogo são engenhos mecânicos destinados a lançar projéteis no espaço pela ação da força expansiva dos gases oriundos da combustão da pólvora.

9 Armas de Fogo

10 ARMAS DE FOGO QUANTO À ALMA DE SEU CANO As armas de porte individual, também conhecidas por armas leves, dividem- se em dois grandes grupos: as armas com canos de alma (parte interna do cano) lisa, e as armas com canos de alma raiada.As armas de porte individual, também conhecidas por armas leves, dividem- se em dois grandes grupos: as armas com canos de alma (parte interna do cano) lisa, e as armas com canos de alma raiada. de alma lisade alma lisa Armas de porte individualArmas de porte individual de alma raiadade alma raiada As raias são sulcos ou escavações produzidas na parte interna do cano (alma) por meio de fresas apropriadas, dando origem a um determinado número de ressaltos e cavados, dispostos de forma helicoidal e cuja finalidade principal é imprimir ao projétil um movimento de rotação ao redor de seu próprio eixo centro-longitudinal. A ilustração mostra o raiamento no interior do cano, que pode ser dextrógiro (para a direita) ou sinistrógiro (para a esquerda) e as correspondentes marcas deixadas no projétil.As raias são sulcos ou escavações produzidas na parte interna do cano (alma) por meio de fresas apropriadas, dando origem a um determinado número de ressaltos e cavados, dispostos de forma helicoidal e cuja finalidade principal é imprimir ao projétil um movimento de rotação ao redor de seu próprio eixo centro-longitudinal. A ilustração mostra o raiamento no interior do cano, que pode ser dextrógiro (para a direita) ou sinistrógiro (para a esquerda) e as correspondentes marcas deixadas no projétil.

11 ARMAS DE ALMA RAIADA As armas de alma raiada são aquelas que utilizam cartuchos de munição com projéteis unitários. Podem ser curtas (revólveres, garruchas, pistolas, etc.), ou longas (carabinas, fuzis, etc). As armas de alma lisa são as que utilizam cartuchos de munição com projéteis múltiplos e são geralmente usadas para caça (espingardas) ou tiro esportivo.As armas de alma raiada são aquelas que utilizam cartuchos de munição com projéteis unitários. Podem ser curtas (revólveres, garruchas, pistolas, etc.), ou longas (carabinas, fuzis, etc). As armas de alma lisa são as que utilizam cartuchos de munição com projéteis múltiplos e são geralmente usadas para caça (espingardas) ou tiro esportivo.

12 O raiamento tem a finalidade de imprimir ao projétil um movimento de rotação ao longo de seu eixo, para lhe dar maior estabilidade. As armas de alma lisa e portanto, sem raiamento, quando disparam projéteis únicos, não tem a mesma precisão dos projéteis expelidos por armas de cano raiado.O raiamento tem a finalidade de imprimir ao projétil um movimento de rotação ao longo de seu eixo, para lhe dar maior estabilidade. As armas de alma lisa e portanto, sem raiamento, quando disparam projéteis únicos, não tem a mesma precisão dos projéteis expelidos por armas de cano raiado.

13 TIPOS DE MUNIÇÕES

14 Reprodução em corte, dos componentes de munição

15 PROJÉTIL

16 Os projéteis de chumbo nu são geralmente cilíndricos, apresentando base plana ou côncava.Os projéteis de chumbo nu são geralmente cilíndricos, apresentando base plana ou côncava. Os projéteis encamisados, também chamados de jaquetados, e os semi-encamisados ou semi-jaquetados apresentam núcleo de chumbo ou outros metais (inclusive o aço) e uma camisa de latão denominada liga tomback, formada por 90 % de cobre e 10 % de zinco.Os projéteis encamisados, também chamados de jaquetados, e os semi-encamisados ou semi-jaquetados apresentam núcleo de chumbo ou outros metais (inclusive o aço) e uma camisa de latão denominada liga tomback, formada por 90 % de cobre e 10 % de zinco. Os projéteis semi-encamisados por vezes são dotados de ponta oca (hollow point) e a camisa com entalhes longitudinais. Essa conformação permite que o projétil se expanda, ao atingir o alvo, razão pela qual são chamados de expansíveis (ilustração). Esse tipo de projétil quando no corpo humano, produzem lesões de grande monta.Os projéteis semi-encamisados por vezes são dotados de ponta oca (hollow point) e a camisa com entalhes longitudinais. Essa conformação permite que o projétil se expanda, ao atingir o alvo, razão pela qual são chamados de expansíveis (ilustração). Esse tipo de projétil quando no corpo humano, produzem lesões de grande monta.

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18 MUNIÇÃO DE ARMAS DE FOGO (ALMA LISA) Os cartuchos de munição para as armas de alma lisa (espingardas) são geralmente municiados com projéteis múltiplos denominados "balins", podendo, excepcionalmente, abrigar um único projétil de grandes proporções denominado balote.Os cartuchos de munição para as armas de alma lisa (espingardas) são geralmente municiados com projéteis múltiplos denominados "balins", podendo, excepcionalmente, abrigar um único projétil de grandes proporções denominado balote. Os chumbos têm formato esférico e tamanho variável, sendo identificáveis por números ou letras. Não há, entretanto, uma padronização internacional relativa ao tamanho dos chumbos e cada país utiliza um sistema diferente para sua identificação.Os chumbos têm formato esférico e tamanho variável, sendo identificáveis por números ou letras. Não há, entretanto, uma padronização internacional relativa ao tamanho dos chumbos e cada país utiliza um sistema diferente para sua identificação.

19 Os calibres das espingardas foram estabelecidos há muitos anos e não foram baseados em qualquer sistema convencional de medida. Tomou-se, como base, o número de esferas de chumbo que perfazem uma libra.

20 Converteu-se uma libra (453,6 g) de chumbo puro em 12 esferas de iguais peso e diâmetro. Se uma dessas esferas se encaixava perfeitamente num determinado cano, o calibre deste era "12". Estas esferas tinha 0,730 polegada de diâmetro, ou seja, 18,5 mm. De igual peso de chumbo (1 libra), foram feitas 16 esferas e chegou-se ao calibre 16, assim procedendo-se com os demais calibres.

21 No Brasil a CBC utiliza um código misto de números e letras, conforme o quadro a seguir:

22 ILUSTRAÇÃO DO DISPARO DE CARTUCHO DE CAÇA

23 A identificação dos projéteis disparados por arma de fogo e relacionados com crimes, é um dos exames periciais de maior relevância. Essa identificação é feita utilizando-se o microscópio comparador como os reproduzidos ao lado; sendo que alguns deles são acoplados a um computador.

24 A perícia irá procurar identificar o projétil denominado de suspeito, como tendo sido disparado por uma determinada arma. Para isso, a arma ou as armas levadas a exame são disparadas para se obter os projéteis padrões ou testemunhas. E seguida, é que será feito o exame de confronto propriamente dito. O exame se baseia na pesquisa de elementos de ordem geral (número de raias, sentido do raiamento, etc) e de natureza específica (microestriamento). Quando o resultado é positivo, as imagens dos projéteis comparados, formam um todo, onde existe perfeita correspondência entre esses elementos, como se vê nas reproduções fotográficas abaixo.

25 Fotografia obtida no microscópio comparador, onde se vê a perfeita coincidência das raias e do micro estriamento.

26 IDENTIFICAÇÃO DE ESTOJOS O microscópio comparador permite, também, o exame dos cartuchos das unidades de munição, principalmente na área onde é percutido, sendo possível filiar o estojo, como tendo sido disparado por determinada arma. Cada arma, tal como sucede com o raiamento, percute a espoleta de modo particular, o que possibilita a identificação.

27 RESIDUOGRAFIA METÁLICA E NÃO METÁLICA Os resíduos expelidos pelo disparo do cartucho, podem deixar as mãos do atirador impregnadas dos restos da carga propelente e de micropartículas do projétil. A pesquisa desses resíduos, quer nas mãos do atirados ou das vestes deste e da vítima, serão sempre objetos de exame importante na investigação do caso.Os resíduos expelidos pelo disparo do cartucho, podem deixar as mãos do atirador impregnadas dos restos da carga propelente e de micropartículas do projétil. A pesquisa desses resíduos, quer nas mãos do atirados ou das vestes deste e da vítima, serão sempre objetos de exame importante na investigação do caso. Convém, todavia, alertar que, nem sempre, isso ocorre. Fatores como empunhadura e tipo da arma, podem fazer com que a pesquisa residuográfica seja negativa, sem que, contudo, se possa excluir o suspeito de ter feito uso da arma.Convém, todavia, alertar que, nem sempre, isso ocorre. Fatores como empunhadura e tipo da arma, podem fazer com que a pesquisa residuográfica seja negativa, sem que, contudo, se possa excluir o suspeito de ter feito uso da arma. O revólver é o tipo de arma mais propício a deixar vestígios do disparo, tendo em vista que entre as câmaras do tambor e a entrada do cano, existe um espaço por onde os gases resultantes da detonação do cartucho saem, além é claro, da própria boca do cano.O revólver é o tipo de arma mais propício a deixar vestígios do disparo, tendo em vista que entre as câmaras do tambor e a entrada do cano, existe um espaço por onde os gases resultantes da detonação do cartucho saem, além é claro, da própria boca do cano.

28 Desenho esquemático dos resíduos expelidos por revólver.Desenho esquemático dos resíduos expelidos por revólver. R1 – resíduos expelidos pelo cano.R1 – resíduos expelidos pelo cano. R2 – resíduos expelidos pela câmara (tambor)R2 – resíduos expelidos pela câmara (tambor)

29 Fotografia de disparo realizado com revólver, onde se pode Observar a saída de resíduos pelo cano e pelo tambor. Fotografia de disparo realizado com revólver, onde se pode Observar a saída de resíduos pelo cano e pelo tambor. Momento da detonação de cartucho.38 SPL+P Verifica-se o escape dos gases entre o tambor e cone de forçamento. Após o projétil ter deixado o cano, há maior facilidade de escoamento dos gases.

30 Fotografia de disparo realizado com revólver, onde se pode observar a saída do projétil e de resíduos pelo cano e pelo tambor.

31 Comparação entre os resíduos expelidos por diversos tipos de arma

32 As pistolas semi-automáticas, por sua própria constituição, não são tão suscetíveis de expelirem resíduos na mesma quantidade; os quais saem pela janela do extrator e pelo próprio cano.As pistolas semi-automáticas, por sua própria constituição, não são tão suscetíveis de expelirem resíduos na mesma quantidade; os quais saem pela janela do extrator e pelo próprio cano. Os resíduos que se alojam nas mãos do atirador, normalmente abrangem as regiões mostradas na ilustração ao lado.Os resíduos que se alojam nas mãos do atirador, normalmente abrangem as regiões mostradas na ilustração ao lado.

33 Outros tipos de arma longas, como espingardas, carabinas metralhadoras, além dos resíduos nas mãos, geralmente impregnam outras partes do corpo e também as vestes do atirador.Outros tipos de arma longas, como espingardas, carabinas metralhadoras, além dos resíduos nas mãos, geralmente impregnam outras partes do corpo e também as vestes do atirador.

34 LESÕES PÉRFURO-CONTUSAS Lesões que causam perfuração e ruptura dos tecidos C aracterísticas do ferimento bordas irregulares predomínio da profundidade caráter penetrante ou transfixante

35 LESÕES PÉRFUROCONTUSAS Ao atingir o corpo, o projétil provoca rompimento na pele, formando um orifício em forma tubular no qual se enxuga de seus detritos (orla de enxugo) arrancamento da epiderme (orla de contusão) Ao se formar o túnel de entrada pequenos vasos se rompem formando equimoses em torno do ferimento (orla equimótica)

36 EFEITOS DOS PROJÉTEIS NO CORPO HUMANO:

37 ORIFÍCIO DE ENTRADA – ORLAS (SEMPRE PRESENTES) ORLA DE CONTUSÃO: a pele se invagina e se rompe devido à diferença de elasticidade de derme e epiderme ORLA EQUIMÓTICA: zona da hemorragia oriunda da ruptura de pequenos vasos ORLA DE ENXUGO: zona de cor escura que se adaptou às faces do projétil, limpando-os dos resíduos da pólvora

38 ORIFÍCIO DE ENTRADA - ZONAS ZONA DE TATUAGEM: é resultante da impregnação de partículas de pólvora incombusta que alcançam o corpo ZONA DE ESFUMAÇAMENTO: é produzida pelo depósito de fuligem da pólvora ao redor do orifício de entrada ZONA DE CHAMUSCAMENTO: tem como responsável a ação superaquecida dos gases que atingem e queimam o alvo

39 Orla de contusão - A Orla de enxugo - B Zona tatuada - C Zona de chamuscamento - D Câmara de mina - tiro encostado ORLAS E ZONAS DE CONTORNO A B C D

40 ORLA DE CONTUSÃO E ENXUGO ANEL DE FISH

41 ORIFÍCIOS DE ENTRADA Podem ser circulares (90°) ovais ou arredondados (ângulo diverso de 90°) ou tangencial, de acordo com o ângulo de incidência

42 TIRO ENCOSTADO

43 ORIFÍCIOS DE ENTRADA – TIRO ENCOSTADO a)forma irregular (estrelado) pela dilaceração dos tecidos pelos gases explosivos (mina de Hoffmann) b)sem zona de tatuagem ou de esfumaçamento c)diâmetro do ferimento maior que o projétil (explosão dos gases) d)halo fuliginoso nos ossos: (sinal de Benassi) e)impressão (pressão) do cano da arma (sinal de Werkgaertner) f)quando transfixante: trajeto com orifício de entrada e saída

44 Sinal do Funil de Bonnet (define entrada e saída de projéteis em crânio)

45 Sinal de Benassi halo fuliginoso

46 Câmara de Mina de Hofmann

47 Sinal de Pupe Werkgaetner

48 ORIFÍCIO DE ENTRADA – TIRO A CURTA DISTÂNCIA a)cone de dispersão do tiro b)forma arredondada ou circular c)orla de escoriação ou contusão d)orla equimótica e)orla de enxugo f)zona de tatuagem g)zona de esfumaçamento (removível) h)zona de queimadura (chamuscamento)

49 Zona de Esfumaçamento

50 Chamuscamento e Esfumaçamento

51 Zona de Tatuagem

52 ORIFÍCIO DE ENTRADA TIRO À DISTÂNCIA a)forma arredondada b)diâmetro menor que o do projétil c)com orla de escoriação d)com orla equimótica

53 ORIFÍCIO DE ENTRADA TIRO À DISTÂNCIA

54 ORIFÍCIO DE SAÍDA a)de forma irregular ou dilacerado b)maior que orifício de entrada c)maior sangramento d)ausência de orlas, zonas e halos e)bordos evertidos

55 Lesões Pérfurocontusas Orifício de Entrada x Orifício de Saída Exceções podem ocorrer: tiro encostado ricochete, o projétil perde sua propulsão (bala perdida) dois ou mais projéteis sucessivos atingem o mesmo ponto na pele EntradaSaída RegularDilacerado InvertidoEvertido Normalmente proporcional ao diâmetro do projétil (exceção aos projéteis de ponta oca, principalmente os expansivos) Desproporcional ao diâmetro do projétil Com orlas e zonasSem orlas e zonas

56 TRAJETO/TRAJETÓRIA Trajeto: é o caminho percorrido pelo projétil dentro do corpo da vítima pode ser transfixante não transfixante (projétil retido) Trajetória: é o caminho percorrido pelo projétil fora do corpo (da arma até a superfície atingida) por ser trajeto simples: resultante de projétil único trajeto múltiplo: resultante de projéteis múltiplos

57 FERIMENTOS POR PROJÉTEIS MÚLTIPLOS

58 FIM


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