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As Repercussões da Crise Financeira sobre os Países em Desenvolvimento Colóquio Internacional O Capitalismo com dominância Financeira: uma análise comparada.

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1 As Repercussões da Crise Financeira sobre os Países em Desenvolvimento Colóquio Internacional O Capitalismo com dominância Financeira: uma análise comparada dos países avancados e emergentes -1 de outubro de 2009 Campinas, Instituto de Economia/Unicamp, em parceria com o Centre d'Economie de l'Universite Paris-Nord (CEPN/Universidade Paris XIII Daniela Magalhães Prates Professora do Instituto de Economia da Unicamp Marcos Antonio Macedo Cintra Diretor-Adjunto de Cooperação e Desenvolvimento do Ipea

2 Objetivo e organização Objetivo: discutir o efeito-contágio da crise e as perspectivas para os países em desenvolvimento A apresentação está organizada da seguinte forma 1.O efeito-contágio da crise 2.As respostas de política e a trajetória diferenciada em 2009

3 A crise atual se originou no centro do sistema e se espraiou para os países emergentes (entendidos aqui como os países em desenvolvimento ou periféricos que se inseriram na globalização financeira), que não tinham nenhum vínculo com os títulos relacionados às hipotecas subprime. O efeito-contágio Variações das taxas de câmbio de grupos de países selecionados (%)

4 As características do SMFI contemporâneo (caráter fiduciário e flexivel da divisa-chave e o ambiente de livre mobilidade de Ks) resultam numa instabilidade intrínseca, que atinge de forma mais perversa os países emergentes, emissores de divisas inconversíveis, que estão sujeitos a duas assimetrias intrinsecamente vinculadas Assimetria monetária: refere-se à dimensão hierárquica do sistema monetário internacional; as moedas emitidas pelos países emergentes, que são divisas inconversíveis, pois são incapazes de desempenhar, mesmo de forma secundária ou marginal, as funções da moeda em âmbito internacional Assimetria financeira Determinantes exógenos dos fluxos de capitais direcionados aos países emergentes. Inserção marginal nos fluxos O efeito-contágio

5 Assim, a crise atual revelou que a adoção de políticas macroeconômicas prudentes e o acúmulo de volumes expressivos de reservas cambiais pelos países emergentes não são suficientes para os tornar imunes aos riscos sistêmicos intrínsecos ao globalização financeira e às finanças de mercado. O efeito-contágio Variações das taxas de câmbio de países emergentes selecionados (%)

6 As assimetrias monetária e financeira, que se auto-reforçam, têm dois importantes desdobramentos para a dinâmica dos mercados cambiais e financeiros dos países emergentes. Em primeiro lugar, esses mercados são especialmente vulneráveis à volatilidade intrínseca dos fluxos de capitais. Nos momentos de reversão do ciclo e de aumento da preferência pela liquidez, os ativos financeiros emergentes, por não desempenharem a função de reserva de valor e, assim, não cumprirem o papel de receptáculo da incerteza em âmbito mundial, são os primeiros alvos dos movimentos de fuga para a qualidade dos investidores globais. Em segundo lugar, o fato de uma proporção marginal dos fluxos ser alocada nesses mercados contribui, igualmente, para a sua maior volatilidade (menor impacto sobre os portfólios globais e menor liquidez dos mercados) O efeito-contágio

7 Este efeito ocorreu mediante vários canais de transmissão, envolvendo seja a conta corrente, seja a conta financeira a queda da demanda externa e dos preços das commodities; o aumento das remessas de lucros pelas filiais das empresas transnacionais e dos bancos estrangeiros; a redução das transferências unilaterais dos imigrantes a retração dos investimentos de portfólio, a diminuição e, após a falência do Lehman Brothers, a virtual interrupção dos créditos externos e a queda dos fluxos de IDE a retração mais forte do crédito interno pelas filiais dos bancos estrangeiros. as operações com derivativos cambiais O efeito-contágio

8 Fonte: Commodity Research Bureau - Preço das Commodities

9 Volume do comércio mundial

10 Emissões de dívida – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org

11 Emissões de dívida – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org

12 Emissões de dívida – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org

13 Emissões de dívida – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org

14 Empréstimos internacionais – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org

15 Empréstimos internacionais – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org

16 Empréstimos internacionais – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org

17 Empréstimos internacionais – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org

18 Derivatives Trading Volume – millions of US dollars Source: Brazilian Mercantile & Futures Exchange (http://www.bmf.com.br)

19 Foreign-exchange meltdown – millions of US dollars Note: Large currency-trading losses by companies that bet against the US dollar have rattled investor confidence in some emerging markets Source: Wall Street Journal, Currency bets take a toll, 23/October/2008, p.10.

20 A inserção diferenciada na economia mundial na fase de boom Variação anual do valor e do volume das exportações mundiais (em %) A inserção diferenciada das principais regiões emergentes no boom do comércio e das finanças internacionais no período contribui para a compreensão desses canais de transmissão, dos impactos heterogêneos da crise financeira sobre suas respectivas moedas e economias e do grau de liberdade e eficácia das políticas econômicas anticíclicas

21 A inserção diferenciada na economia mundial na fase de boom Saldo de transações correntes das economias emergentes Total e regiões selecionadas - US$ bilhões

22 Conta Corrente do Leste Europeu (em % PIB) Fonte: FMI, World Economic Outlook, April 2009 A inserção diferenciada na economia mundial na fase de boom

23 Fluxos líquidos de capitais privados para as economias emergentes Total e regiões selecionadas - US$ bilhões

24 A inserção diferenciada na economia mundial na fase de boom Emissões brutas pelas economias emergentes - US$ bilhões

25 Acumulação de reservas – US$ bilhões Fonte: FMI, World Economic Outlook, April 2009 A inserção diferenciada na economia mundial na fase de boom

26 Fluxo e Estoque – empréstimos internacionais – Países em desenvolvimento – US$ milhões Fonte: Bank for International Settlements, June (http://www.bis.org)http://www.bis.org A inserção diferenciada na economia mundial na fase de boom

27 Em resposta ao efeito-contágio da crise, os governos de várias economias emergentes acionaram um conjunto de iniciativas para atenuar a depreciação de suas moedas, bem como seus impactos adversos sobre os sistemas financeiros domésticos Essas iniciativas têm tido como denominador comum, em sua maior parte, a ação anticíclica. Assim, outra dimensão inédita da crise atual (além da sua origem no centro do sistema) consiste na mudança de postura desses governos, que tem priorizado a sustentação da atividade econômica (salvo algumas exceções) Essas duas dimensões inéditas podem estar relacionadas. Nas crises precedentes, a adoção de políticas prócíclicas tinham o objetivo de reconquistar a credibilidade dos mercados financeiros. No contexto atual, os governos dos países emergentes parecem estar conscientes de que essas políticas, além de totalmente inócuas, contribuem para agravar seus desdobramentos indesejados, ao criarem um círculo vicioso entre depreciação cambial, contração do crédito, deflação de ativos e redução das receitas e da capacidade de pagamento das dívidas pelas empresas. As respostas de política e a trajetória diferenciada

28 Contudo, o raio de manobra dos governos no manejo dessas políticas tem sido distinto em função do regime cambial vigente e das situações externa, fiscal e financeira. Se, num primeiro momento, o efeito-contágio da crise atingiu todas as moedas emergentes de forma praticamente indiscriminada, ao longo de 2009 os resultados em transações correntes e das contas públicas e a proporção do endividamento externo ou doméstico em moeda estrangeira têm condicionado não somente as trajetórias das taxas de câmbio, mas também o grau de liberdade e a eficácia da gestão macroeconômica. As respostas de política e a trajetória diferenciada

29 As respostas de política: política cambial Reservas Internacionais (exceto ouro) - US$ bilhões A maioria dos países utilizou suas reservas para conter a depreciação de suas moedas (nos regimes de flutuação suja) ou manter a paridade cambial (caso dos regimes de câmbio fixo). Estratégias mais agressivas de intervenção nos países da Europa Central e do Leste e da CEI, com elevado grau de descasamento de moedas De forma geral, países asiáticos foram mais ousados que os latino-americanos no uso de suas reservas cambiais

30 As respostas de política: política cambial Em 2009, trajetória praticamente generalizada de apreciação Real foi a moeda emergente que mais se apreciou em até o dia 17/09 diferencial de juros, alto grau de abertura financeira,alta dos preços das commodities Variação das taxas de câmbio - 31/12/08 a 17/09/09

31 As respostas de política: política cambial Volatilidade das taxas de câmbio - 31/12/08 a 17/09/09

32 TED Spread Source: Federal Reserve Difference between 3-month Treasury bill secondary market rate discount basis (annualized using a 360-day year or bank interest) and 3-month Euro-dollar deposit rate" (annualized using a 360-day year or bank interest) Trajetória de apreciação associada à progressiva redução do risco sistêmico e da aversão dos riscos

33 VIX Trajetória de apreciação associada à progressiva redução do risco sistêmico e da aversão dos riscos

34 Spreads de Mercados Emergentes Indicadores J. P. Morgan – em pontos básicos

35 CDS – 5 anos

36 As respostas de política: política monetária Na maioria dos países, os bancos centrais reduziram as taxas de juros básicas. Todavia, o timing e a velocidade foram heterogêneos Gestão anticíclica também envolveu outros instrumentos, dentre os quais: diminuição dos compulsórios; fornecimento de liquidez em moeda doméstica e garantias aos depósitos bancários Variação em pontos percentuais dos juros básicos entre set/08 e jun/09

37 As respostas de política: política fiscal Ações anticíclicas também predominaram. Dois tipos de iniciativas medidas voltadas para a redução da carga tributária, cuja implementação é, em geral, mais fácil e ágil, tem predominado em vários países Medidas voltadas para a expansão dos gastos, cuja eficácia a ser maior, já que num ambiente de incerteza e baixo grau de confiança (das famílias e empresas) o benefício fiscal não necessariamente se converte em expansão do consumo e/ou investimento

38 Países do G-20: Resultado Fiscal em % do PIB Fonte: Extraído de Horton; Kumar & Mauro, 2009, p. 26 in Carta IEDI n O Custo Fiscal da Crise Global e as Estratégias de Ajustamento nos Países do G-20.

39 Países do G-20 – Dinâmica da Divida e Resultado Primário Estabilizador da Divida (Em % do PIB) Fonte: Extraído de Horton; Kumar & Mauro, 2009, p. 26 in Carta IEDI n O Custo Fiscal da Crise Global e as Estratégias de Ajustamento nos Países do G-20.

40 O impacto sobre a atividade econômica A interação entre a natureza da inserção comercial e financeira no período precedente, a situação macroeconômica e a gestão da política econômica frente ao efeito-contágio da crise, condicionaram o seu impacto sobre a atividade econômica Crescimento do PIB - contra o mesmo trimestre do ano anterior (%)

41 Fonte: Banco Mundial O impacto sobre a atividade econômica

42 Planos de Resgate: EUA (US$) Fontes:

43 Planos de resgate do sistema bancário: Zona Euro ( 2 trilhões) Source: BNP Paribas, Market Economics/Credit Strategy/Interest Rate Strategy, 19 January 2009.

44 Planos de resgate dos sistemas bancários: outros países ( billion) Source: BNP Paribas, Market Economics/Credit Strategy/Interest Rate Strategy, 19 January 2009.

45 Indicadores Selecionados do Tamanho dos Mercados de Capitais, 2007 Fonte: IMF, Global Financial Stability Report, October 2008, Washington, D.C., p. 187.


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