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Kécio Gonçalves LEITE 1, Carlos Mergulhão JÚNIOR 1, Fernando Luiz CARDOSO 1, Juliano Alves DE DEUS 1, Fabrício ZANCHI 2, Leonardo Gonçalves AGUIAR 1, Paulo.

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1 Kécio Gonçalves LEITE 1, Carlos Mergulhão JÚNIOR 1, Fernando Luiz CARDOSO 1, Juliano Alves DE DEUS 1, Fabrício ZANCHI 2, Leonardo Gonçalves AGUIAR 1, Paulo RENDA 1, Anderson Teixeira TELLES 1 INTRODUÇÃO Este estudo compara dados micrometeorológicos coletados em áreas de floresta tropical e de pastagem, na busca de se conhecer a influência do desmatamento na quantidade de água disponível no solo e sua implicação para o ciclo hidrológico da região amazônica, em termos de precipitação e evapotranspiração. Para isso, realizou-se uma estimativa preliminar do balanço hídrico de dois sítios experimentais do projeto LBA nas regiões de Ji-Paraná e Ouro Preto d’Oeste-RO, considerando-se as componentes de precipitação, evapotranspiração potencial e evapotranspiração real. MATERIAL e MÉTODOS Para floresta foram coletados dados na Reserva Biológica do Jaru - Rebio (10º 05’ S e 61º 55’ W), município de Ji- Paraná-RO, e para pastagem, na Fazenda Nossa Senhora - FNS (10º 45’ S e 62º 21’ W) município de Ouro Preto d’Oeste-RO, sendo que o período de coleta foi de janeiro a dezembro de Para a temperatura do ar, utilizou-se psicrômetros de resistência de platina (HI, Wallingford, UK) e para chuva, pluviômetros de báscula (Didcot Instruments Company, Abingdon, UK) instalados em estações meteorológicas automáticas, conectados a um datalogger CR10X (Campbell Scientific Instrument, Logan, Utah, USA), sendo que os dados foram lidos a cada 5 segundos e gravados a cada 30 minutos. Utilizou-se o método proposto por Thornthwaite e Matter (1957) que considera os valores médios mensais de temperatura do ar, de totais de precipitação, de evapotranspiração e da capacidade de armazenamento de água no solo. Mapa demonstrativo da microregião e, no detalhe, instrumentos para medidas de chuva e temperatura do ar. RESULTADOS e DISCUSSÕES A fig. 1 mostra o balanço hídrico do sítio de floresta. De janeiro a maio há um excedente em água de 788 mm, e a evapotranspiração real (ER) coincide com a evapotranspiração potencial (EP), totalizando para o período 556 mm. Em junho a precipitação é menor do que a evapotranspiração, sendo que este quadro se agrava nos próximos três meses, por se tratar do trimestre menos chuvoso da região (seca). De julho a setembro há uma retirada de água do solo de 128 mm, ficando a umidade do perfil considerado abaixo da capacidade de campo (225 mm). De final de junho a início de outubro há um negativo acumulado de -759 mm, sendo que, a ER fica abaixo da EP, acumulando um déficit de 155 mm no período. Com o aumento das chuvas a partir de outubro, há um excedente de água de 454 mm para os últimos meses do ano. Figura 1- Balanço hídrico da REBIO, um sítio de floresta tropical. A fig. 2 mostra o balanço hídrico da pastagem. Nota-se que de janeiro a início de abril a precipitação é maior que a evapotranspiração. A partir de meados de abril, com a queda 1. UNIR - Universidade Federal de Rondônia, Ji-Paraná. 2. IAG-USP - Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo. Maiores Informações: e CONVERSÃO DE FLORESTA TROPICAL EM PASTAGEM E SUA INFLUÊNCIA NO BALANÇO HÍDRICO DA REGIÃO DE JI-PARANÁ, RONDÔNIA. acentuada na quantidade de chuva, há um déficit de 35 mm até final de maio, havendo uma retirada de água do solo de 48 mm no período. De final de maio a meados de junho, choveu o suficiente para manter o solo em sua capacidade de campo (112 mm), havendo assim uma reposição de água ao solo. De final de junho a final de setembro, acumula-se um déficit de 113 mm. A partir de outubro a precipitação é superior à evapotranspiração, igualando-se a ER com a EP e acumulando-se um excedente de 157 mm nos últimos três meses do ano. Figura 2 - Balanço hídrico da FNS, um sítio de pastagem. A fig. 3 mostra o comportamento da ER dos dois sítios. Observa-se que no trimestre mais chuvoso (jan, fev, mar) a ER na floresta e pastagem são semelhantes, mas se diferenciam de abril a outubro, ficando a ER da floresta 80 mm superior à da pastagem de abril a agosto e inferior em 25 mm em setembro. Figura 3 - Evapotranspiração real comparada entre FNS e REBIO. CONCLUSÃO A quantidade de água armazenada no solo da floresta foi pouco alterada no período estudado, ficando abaixo da CA apenas no trimestre mais seco. Já na pastagem, houve grande variação da umidade do perfil de solo considerado, sendo que a quantidade de chuva foi insuficiente para manter o solo em sua capacidade de campo em dois períodos do ano. Em relação à pastagem, observa-se ainda que, no período de seca (julho a setembro), a EP continua alta. Assim, mesmo que houvesse uma oferta de água ao solo um pouco maior na pastagem neste período, esta seria utilizada no processo de evapotranspiração. Isso sugere que a conversão de floresta tropical em pastagem reduz a quantidade de água armazenada no solo, tendendo a apresentar secas mais severas, uma vez que há redução de chuva e a demanda de água para a evapotranspiração é alta nesse período.


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