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Antonio Lemos O VALOR DO TRABALHO.. Antonio Lemos 20 anos 80 anos +40 anos Trabalhando (Salário): 52 semanas x 5 dias x 8 horas = 2080 horas/ano 2080.

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1 Antonio Lemos O VALOR DO TRABALHO.

2 Antonio Lemos 20 anos 80 anos +40 anos Trabalhando (Salário): 52 semanas x 5 dias x 8 horas = 2080 horas/ano 2080 horas/ano x 40 anos = horas. Descansando(Sono/Afazeres domésticos): 10 horas x 365 dias x 40 anos = horas Laser: = horas +20 anos Aposentado/Ócio 20 anos horas +40 anos Trabalho = horas = 24% Descanso = horas = 42% Lazer = horas = 34% 76% 60 anos

3 Antonio Lemos Apesar do TRABALHO representar +/-24% do nosso tempo, o conceito está inserido no nosso inconsciente pessoal e coletivo, como algo de devorador e avassalador que está acima de todas as coisas e do qual tudo se depende.

4 Antonio Lemos No Primeiro mundo trabalham apenas 20% da população. No Terceiro Mundo os trabalhadores não representam 10%. Dos 6 bilhões de habitantes do planeta, os considerados trabalhadores não chegam a 1 bilhão. Os outros 5 bilhões são crianças, velhos, pensionistas e aposentados, donas de casa, estudantes e desocupados.

5 Antonio Lemos Na América Latina, na Índia, na China e na África, bilhões de pessoas nunca trabalharam e nunca colocaram as suas exigências acima do limite de subsistência. Essas populações tem o direito de cultivar necessidades mais propriamente humanas, como a segurança, a longevidade, o conhecimento, o bem estar e a auto- realização.

6 Antonio Lemos Milhões de pessoas se desesperam por estarem excluídas do exercício de alguma atividade, da qual entretanto não gostam, que as vezes detestam e que muitas vezes são desprezadas de tão inúteis - mas que são considerados como TRABALHO.

7 Antonio Lemos O 1 bilhão de habitantes que trabalham, se sentem mais garantidos do que os outros, são mais respeitados, podem ostentar uma profissão. O TRABALHO é um privilégio.

8 Antonio Lemos Ao TRABALHO, são atribuídos efeitos positivos, até milagrosos. Segundo alguns sociólogos, apenas quem trabalha consegue amadurecer, socializar-se, realizar-se. Segundo algumas religiões, só quem trabalha consegue se redimir do pecado original e alcançar o paraíso.

9 Antonio Lemos A Organização Social atual faz depender do TRABALHO, o direito de obter uma retribuição. Isto é, o direito a viver de um modo decente e independente, ter uma casa e filhos, ser bem aceito no convívio social.

10 Antonio Lemos Como ensinar Bilhões de cidadãos do Terceiro Mundo, habituados a centralizar toda a sua vida no não- trabalho, para que aprendam a centralizá-la também no trabalho.

11 Antonio Lemos Desempregados Postos de Trabalho Crescimento da população. Aumento da escolarização. Êxodo dos camponeses. Povos assolados. Mulheres no trabalho. Deficientes físicos. Maior tempo de vida médio. Automação crescente. Globalização. Privatizações. Inflação. Recessão.

12 Antonio Lemos Quando o TRABALHO é perigoso ou cansativo, não gera motivação, mas repulsa. Para vencê-la é usada a remuneração. Porém esta compensação não é suficiente para satisfazer ou eliminar os impulsos reprimidores. Para lubrificar-lhes a resignação, são mobilizadas ideologias, religiões, sociologia e psicologia.

13 Antonio Lemos Uma vez transformado em ideologia, o TRABALHO passa a ser um valor em si, um dever voltado para Deus, a pátria, a família e para si mesmo. Sobre ele é cultivada uma rica literatura para exaltar os efeitos liberadores, nobilizantes e santificadores.

14 Antonio Lemos Por mais que o TRABALHO enobreça o homem, tornando-o livre, belo e seguro, ainda assim não se pode dizer que a maioria das pessoas - operários, gerentes e executivos - tenha (enquanto trabalha) uma cara alegre. O TRABALHO é visto como algo que interrompe os momentos de descanso e lazer.

15 Antonio Lemos Satisfação em Função do Trabalho Coveiros Médicos Legais Agentes Funerários. Lixeiros Enfermeiros Médicos Operários Gerentes Corretores Pessoal de Escritório Funcionários de Hotel Funcionários de Club Atletas Professores Artistas Cantores Jogadores de Futebol Cronistas sociais Agentes de Turismo PROFISSÕES E SATISFAÇÃO NO TRABALHO

16 Antonio Lemos Prazer/Satisfação Criatividade Relacionamento Realização Divertimento Desafio Necessidades/ameaças. Fadiga Dor Desgosto Rotina Pesar Suor - Estresse - Enfado Cansaço - Dever - Indignação – Desgaste – Avassalador – Tédio – Aborrecimento – Carência – Depressão - Insatisfação Recompensa - Prosperidade- Bem Estar – Tranqüilidade - Sonhos - Reconhecimento – Gratificação - Orgulho Trabalho

17 Antonio Lemos A FORÇA DO TRABALHO Tudo se apóia no trabalho - a instrução, os preceitos morais, a educação familiar, a pressão social. Estudamos, aprendemos sempre pensando no trabalho, escolhemos o cônjuge, o bairro onde moramos, o tipo de automóvel os amigos, as leituras, os lugares de férias, as escolas dos filhos, os hábitos, a alimentação e até a última pousada em função do trabalho e do prestígio que esperamos tirar dele.

18 Antonio Lemos Se você não trabalha, não come, nem seus filhos, que dependem do seu trabalho. Para consumir, você deve primeiro produzir. Se trabalhar, poderá dispor pelo menos uma parte da riqueza que produz, mas se não produz, não terá se quer aquela parte.

19 Antonio Lemos Um vez evocadas as forças dessas novas necessidades, é preciso satisfazê-las, criando riqueza. Isso inclui educação para a organização dos métodos de trabalho e do trabalho tecnologicamente potencializado, a construção de fábricas mais eficientes, o aumento da eficiência nas fábricas existentes e uma melhor distribuição dos serviços.

20 Antonio Lemos Nós precisamos aprender a criar as riquezas necessárias para satisfazer as nossas necessidades crescentes e das nossas famílias. Através do trabalho eficiente estaremos contribuindo para este aumento de riqueza.

21 Antonio Lemos A atual Organização Social, com a valorização do TRABALHO, necessariamente determina a apreciação de novos valores, dentre eles a criatividade, a subjetividade, a emotividade, a qualidade de vida.

22 Antonio Lemos A TRISTEZA ESTÉTICA DO SEU TEATRO DE GUERRA. Muitos setores de produção continuam infernais: calor, poeira, periculosidade, sujeira, desordem, instalações sanitárias sujas e danificadas, mesas desarrumadas, barulho ensurdecedor; concorrem sempre para degradar o ambiente de trabalho.

23 Antonio Lemos CRIATIVIDADE Em uma organização criativa cada um dá o máximo e o melhor de si; em uma organização burocratizada cada um dá o mínimo e o pior de si. Criatividade, palavra chave para o crescimento de todos; empregados e empresa.

24 Antonio Lemos O FATOR COMPETITIVIDADE. Toda manhã, na África, uma Gazela desperta. Sabe que deverá correr mais depressa do que o Leão ou será morta. Toda manhã, na África, um Leão desperta. Sabe que deverá correr mais do que a Gazela ou morrerá de fome. Não importa se você é um Leão ou Gazela: é melhor que comece a correr.

25 Antonio Lemos COMPETITIVIDADE CRUEL O estímulo a este tipo de competitividade é extremamente perigoso, pois esta guerra é danosa para todos e devasta o sentido de solidariedade, os hábitos de boas maneiras, a doçura das relações humanas a estética dos lugares e o tempo de vida.

26 Antonio Lemos ATIVIDADE VITAL. O TRABALHO é atividade vital, isto é, é parte da essência do homem. O pensamento típico de que vender o trabalho é a única solução para todos os problemas existenciais, transformando o trabalho em mercadoria, o trabalhador aliena a si mesmo. Por isso, no seu trabalho ele não se afirma, mas se nega, não se sente satisfeito,mas infeliz, não desenvolve uma energia livre, física e espiritual, mas definha o seu corpo, destrói a sua mente e o seu espírito. Karl Marx

27 Antonio Lemos O Trabalho na Sociedade Pós-Industrial As mais recentes pesquisas de psicologia social, de psicologia do trabalho e de psiquiatria parecem de acordo em revelar que, a mudança que vem ocorrendo na sociedade industrial tem modificado profundamente a estrutura da personalidade, a constelação das necessidades individuais e dos valores emergentes.

28 Antonio Lemos Necessidades do tipo Existencial Alimento. Repouso. Reprodução. Todos os Seres Vivos

29 Antonio Lemos SERES HUMANOS. Necessidades Existenciais. Necessidades Qualitativas. Necessidades Quantitativas.

30 Antonio Lemos Necessidades Qualitativas. Como característica, são necessidades cuja satisfação não depende da quantidade, mas da qualidade dos objetivos a que aspiram. Necessidade de amizade. Necessidade de amor. Necessidade de diversão. Necessidade de convívio. Necessidade de reflexão pessoal.

31 Antonio Lemos Necessidades Quantitativas. Como característica, são necessidades que não derivam da caracteristica íntima do ser humano e sim da sociedade competitiva que construímos. Tendem a crescer mais do que o proporcional à sua satisfação. Necessidade de poder. Necessidade de posse. Necessidade de dinheiro. Necessidade de status social.

32 Antonio Lemos Modelo de Organização Industrial Século XX Modelo baseado nos seguintes Valores Industriais: 1-Padronização dos Produtos e Processos. 2-Parcelização das Tarefas com especialização. 3-O gigantismo da Economia de Escala. 4-Sincronização dos tempos de trabalho e de vida. 5-Informações centralizadas - estrutura piramidal. 6-Maximização da Eficiência e Produtividade. 7-Concorrência. 8-Capacidade de execução.

33 Antonio Lemos Modelo de Organização Industrial Século XXI Modelo baseado em uma progressiva intelectualização de toda atividade humana. Toda coisa, no trabalho ou no lazer, já se fez um dia com as mãos e energia muscular. Hoje, todas as coisas devem ser feitas com o cérebro e requerem inteligência, criatividade e preparação cultural.

34 Antonio Lemos Valores Emergentes para o novo Século. CONFIANÇA E ÉTICA Indispensáveis sobretudo no mundo dos serviços, pois requer a precisão - atendimento no prazo e na quantidade contratada; a qualidade - produto e serviço dentro das características desejadas pelo cliente e a confiabilidade no serviço e/ou produto.

35 Antonio Lemos Valores Emergentes para o novo Século. BOAS MANEIRAS BOM RELACIONAMENTO Indispensáveis sobretudo para o convívio e o desenvolvimento de um ambiente de trabalho de equipe, confiança mútua, solidariedade profissional, desenvolvimento pessoal, entendimento e proatividade.

36 Antonio Lemos Valores Emergentes para o novo Século. SUBJETIVIDADE Durante anos estivemos preocupados em parecer com os outros, em vestir como os outros, falar como os outros, agir como os outros, unidos em coletividades ( o partido, o sindicato, o club), capazes de exaltar as afinidades e reduzir as diferenças. Hoje sentimos também a necessidade de afirmar a nossa subjetividade, as particularidades que nos distinguem dos outros, o direito de ser respeitado na nossa dignidade individual.

37 Antonio Lemos Valores Emergentes para o novo Século. EMOÇÃO A afirmação da Razão permitiu o progresso industrial mas depois provocou um amortecimento da esfera emotiva, sepultada sob um excesso de racionalismo. Essa aberração passava inobservada quando as empresas tinham necessidade apenas de trabalhadores de execução, mas pareceu intolerável quando, delegadas às máquinas as tarefas repetitivas, tornaram-se indispensáveis a contribuição criativa dos trabalhadores e a flexibilidade.

38 Antonio Lemos Valores Emergentes para o novo Século. A criatividade nasce da síntese da nossa esfera Racional e da nossa esfera Emotiva. Uma ou outra sózinha não basta. Portanto, a organização pós- industrial, se quer ser CRIATIVA, deve reabilitar a esfera emotiva. Daí o emergente interesse pelas paixões, pelas emoções, pelos sentimentos. O nascimento de criatividade...

39 Antonio Lemos Na sociedade industrial, os trabalhadores que queriam se livrar da exploração lutavam por aumentos salariais; hoje, os trabalhadores que querem ser donos do seu futuro devem apropriar-se do SABER e intervir nas seções decisórias, lá onde por exemplo, se escolhe SE e COMO produzir. Na produção, as responsabilidades devem ser compartilhadas com todos os trabalhadores.

40 Antonio Lemos EFICIENCIA x SATISFAÇÃO É tão certo que as organizações mais eficientes são as que têm funcionários menos INSATISFEITOS e o clima mais participativo.

41 Antonio Lemos Muitos homens e mulheres se entregam contentes ao TRABALHO, sentindo que provêem, com a sua contribuição, não só a si mesmos mas também à sociedade em que vivem... Todo trabalhador procura instintivamente a alegria no seu trabalho.

42 Antonio Lemos Forças que se contrapõem à SATISFAÇÃO NO TRABALHO RepetitividadeFadiga Má Organização TécnicaHierarquia Salário Horário Férias Trabalho por Produção Condição Familiar Insegurança Escasso prestígio do ofício Ambiente do Trabalho

43 Antonio Lemos RAZÃO X EMOÇÃO As exigências de máxima criatividade deixam a nu os limites do racionalismo e fazem avaliar o papel imprescindível da esfera emotiva e afetiva ao lado daquela puramente racional. Toma-se consciência da riqueza criativa que desvia cada sistema quando promove a mistura de lógicas diferentes.

44 Antonio Lemos A SOCIEDADE PÓS-INDUSTRIAL. A evolução das características da sociedade, indica em todo o mundo, o aparecimento de um modelo inteiramente novo de sociedade, que se move sob o signo da conexão e da reintegração de trabalho e vida, casa e escritório, quantidade e qualidade, ética e negócio, bens e serviços.

45 Antonio Lemos A NOVA LIDERANÇA. O atenuar-se das diferenças culturais entre chefes e dependentes determinou a passagem de formas hierárquicas a formas funcionais e informais de liderança. A organização por objetivos e a autonomia profissional dos trabalhadores permitem aos chefes controlar os resultados mais do que os processos.


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