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Liliane Mendes Penello Coordenadora da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis IFF/Fiocruz.

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Apresentação em tema: "Liliane Mendes Penello Coordenadora da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis IFF/Fiocruz."— Transcrição da apresentação:

1 Liliane Mendes Penello Coordenadora da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis IFF/Fiocruz

2 “ Bebês e crianças pequenas não são lousas das quais o passado possa ser apagado com um espanador ou esponja, mas seres humanos que trazem em seu íntimo suas experiências anteriores e cujo comportamento no presente é profundamente afetado pelo que antes aconteceu” (Bowlby,J., 1961)

3 EXTREMA POBREZA POR IDADE: BRASIL 2009

4 Ano 2007: desafio do Governo Federal à construção de Programas de Aceleração do Crescimento e Desenvolvimento Nacionais (PAC). Ministério da Saúde: PAC Saúde – “Mais Saúde” composto de sete eixos temáticos. Eixo Promoção de Saúde: Política Nacional de Atenção Básica (ESF). Política Nacional de Humanização do SUS. Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis Breve Histórico Breve Histórico

5 Parceria entre Fundação Oswaldo Cruz e Ministério da Saúde que considera a importância, em termos de política pública, da relação entre o crescimento e o desenvolvimento de uma nação e o amadurecimento de cada um de seus cidadãos. Visa fortalecer a articulação, integração e desenvolvimento de ações voltadas à saúde da mulher e da criança até dez anos com foco nos seis anos iniciais da vida (Primeira Infância). Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis Breve Histórico Breve Histórico

6 Constituição Brasileira Estatuto da Criança e Adolescente Políticas Nacionais de Atenção Integral à Saúde da Mulher, da Criança e Aleitamento Materno, de Saúde Mental, da Atenção Primária, o Planejamento Familiar, a Política Nacional de Humanização Compromisso Brasileiro com os Objetivos do Milênio (especial o 4º, voltado para a Redução em 2/3 da mortalidade de menores de 5 anos até 2015) Pacto pela Vida (Portaria GM 325/2008) Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis MARCOS REFERENCIAIS

7 Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal (2004) Portaria MS/GM nº 2395 que formaliza a EBBS Pacto para a Redução das Desigualdades na Região Nordeste e Amazônia Legal(compromisso para acelerar a redução das desigualdades na Região Nordeste e Amazônia Legal 2009) Plano Brasil sem Miséria do Governo Federal e a Ação Brasil Carinhoso Rede Cegonha Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis MARCOS REFERENCIAIS

8 Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis MARCOS REFERENCIAIS Organização Mundial de Saúde (OMS) - Comissão dos Determinantes Sociais da Saúde Semana do Bebê (UNICEF) Organizações Não Governamentais específicas (Pastoral da Criança; Rede Nacional Primeira infância) Programa Primeira Infância Melhor/PIM/RS Mãe Coruja Pernambucana Mãe Curitibana Chile Crece Contigo

9 Linha do Tempo EBBS Planejamento FamiliarPré-natal Puerpério... Concepção biológica Parto o Transversal o Intersetorial o Baseada no vínculo entre todos os atores Primeira Infância 1 ano 3 anos 6 anos... LINHA DO TEMPO: a continuidade do cuidado para a vida

10 Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis : alguns postulados para Atenção Integral à Saúde e Qualificação da Vida “Ausência de doença pode ser saúde mas não é vida.” D. W. Winnicott “ Não existe saúde sem saúde mental.” OMS Elucidar a neurobiologia dos sentimentos e das emoções que os percebem, altera a nossa visão do problema mente-corpo, um debate central para nossa compreensão daquilo que somos” A. Damasio “Um bebê sozinho não existe. Ao avistarem um bebê, certamente também verão alguém que cuida dele.” D. W. Winnicott Só o cuidado essencial pode gerar sustentabilidade ambiental e pleno desenvolvimento L. Boff Saúde é Democracia; Democracia é Saúde RSB / SUS

11 Sustentabilidade & Cuidado : a Sustentabilidade & Cuidado : a transformação paradigmática do Séc XXI - do Homem Dominador ao Ser Humano Cuidador Todo ser humano precisa ser cuidado para viver e sobreviver Para que o desenvolvimento sustentável realmente aconteça, especialmente quando entra o fator humano, capaz de intervir nos processos naturais, não basta o funcionamento mecânico dos processos de interdependência e inclusão na busca por um ecossistema estável Faz-se mister que as políticas publicas considerem uma outra realidade a se compor com a sustentabilidade: o cuidado O cuidado essencial é aquela condição prévia que permite um ser vir à existência. É o orientador antecipado de nossas ações na missão de cuidadores de todo o ser como seres éticos e responsáveis, garantindo a sustentabilidade necessária à nossa Casa Comum e à nossa vida

12 Por que e para que uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança com foco na Primeira Infância? O reconhecimento mundial sobre a importância da Primeira Infância (no Brasil, 0 a 6 anos, 16 milhões de crianças) como base do desenvolvimento sustentável de um país: período em que a criança aprende mais intensamente a ser, fazer, relacionar-se e construir seus valores, justificando o foco numa política integrada, inovadora, que objetiva enfrentar as iniqüidades para seu pleno desenvolvimento A Garantia e a Qualificação da vida dependem de um ambiente facilitador a este desenvolvimento pleno. Nesta perspectiva considera-se o diálogo permanente entre os determinantes sociais de saúde e os referenciais do desenvolvimento emocional primitivo

13 Ambiente facilitador à vida como princípio de políticas públicas saudáveis Ambiente facilitador à vida refere-se ao processo que contempla o suporte ambiental com a provisão adequada às necessidades físicas e psíquicas do bebê, favorecendo o enriquecimento de experiências de vida e sua garantia. Sustenta-se na qualidade do vínculo estabelecido entre o bebê e seu cuidador, conformando o território vivencial que é base para a ampliação das chances de desenvolvimento pleno, conquista de autonomia e preparo para a vida em sociedade.

14 Políticas públicas neste campo devem considerar que o desenvolvimento saudável dos brasileiros e o desenvolvimento sustentável do país “começam no começo da vida” A Provisão Ambiental: Nestas etapas tão precoces do desenvolvimento, o bebê não existe como um ser isolado, dependendo completamente do outro para a continuidade de sua existência O Apego Seguro (sustentado) entre o recém nato brasileirinho/a e seu cuidador adulto, inserido social, histórica e culturalmente favorecerá o sucesso da tarefa de instalar e manter a conexão do bebê com o mundo Por que e para que uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança com foco na Primeira Infância?

15 Da provisão ambiental facilitadora à introjeção criativa das funções cuidadoras: a transmissão de cuidado e o desenvolvimento emocional infantil Não se pode pensar o ser humano sem pensar o contexto em que vive Winnicott: para o desenvolvimento infantil saudável pleno, é preciso uma provisão ambiental facilitadora à concretização desta tendência Função cuidadora do ambiente traduz-se pelas ofertas de sustentabilidade dirigidas ao bebê, também por meio das ações voltadas à sua mãe/cuidador a fim de que ela própria se ocupe do bebê de modo cuidadoso; Com o aumento da interação bebê - meio ambiente, haverá um momento em que ele, por ter sido cuidado, estará em condições de internalizar esta experiência tornando-se, gradativamente, capaz de cuidar de si e do outro Figueiredo: “apenas quem introjetou as funções cuidadoras e as exerce com criatividade pode transmiti-las de forma criativa e eficaz e ajudar na constituição de sujeitos responsáveis”

16 A função cuidadora primordial: a mãe/ cuidador, como ambiente facilitador à vida De início é a mãe vinculada ao seu bebê, que representa com seu corpo e sua mente o ambiente inicial da vida do filho, o primeiro território vivencial, podendo favorecer o desabrochar de suas capacidades e habilidades para a sustentabilidade das suas relações intrínsecas à vida em sociedade, levando adiante um projeto pessoal que é também civilizatório E se ela mesma, como indivíduo, encontra-se exposta a toda série de determinações sociais, como mostram os diferentes modelos, ela passa a representar o ambiente total a ser considerado, cuidado e protegido – por um dado espaço de tempo e objeto de eleição de ações promotoras de saúde

17 Um desafio: cuidado aos usuários do crack Um desafio: cuidado aos usuários do crack – 370 mil nas 26 capitais brasileiras e DF – (Pesquisa Fiocruz) - 40% vivendo em situação de rua. Jornal O Globo 29/09/2013 Na foto, bebês afastados dos pais, a maioria, adolescentes usuários. “uma epidemia não da droga, mas de abandono” diz Lemgruber. Foto Domingos Peixoto

18 O desenvolvimento humano é concebido como produto de dupla incidência: processos maturativos de ordem neurológica e genética + processos de constituição do sujeito psíquico O desenvolvimento psíquico se constrói no inicio da vida a partir de um campo social pré-existente – a historia de um povo, família, desejo dos pais – e dos encontros, intercorrências e acasos que incidem na trajetória singular da criança A mãe/cuidador e o arranjo familiar nesta etapa, representam para o bebê, esse contexto pré-existente. A qualidade desse encontro e das experiências relacionais definem padrões pessoais do viver e do conviver.Também iniciam a vivência democrática quando há respeito pelas particularidades e necessidades do bebê, permitindo que ele experimente e possa ocupar plenamente seu espaço como cidadão A Primeira Infância na construção da cidadania

19 Palestra Dr Charles Nelson III - IFF/RJ Foto Cristina Lacerda

20 “As atuações sobre os DSS devem contar com a participação de todo o poder público,sociedade civil, comunidades locais, setor empresarial, fóruns e organismos internacionais... O Ministro da Saúde e seu ministério, são essenciais para que essa mudança mundial aconteça... Podem prestar seu apoio a outros ministérios na formulação de políticas voltadas à promoção da equidade em saúde” Relatório Final da CDSS, OMS,2008 Modelo de DSS de Dahlgreen e Whitehead, 1990 Determinantes Sociais da Saúde

21 Sobre os Modelos de Determinação Social da Saúde: um indivíduo ‘desde o início’, interagindo com o ambiente externo a gerar impactos sobre sua saúde? Sobre os Modelos de Determinação Social da Saúde: um indivíduo ‘desde o início’, interagindo com o ambiente externo a gerar impactos sobre sua saúde? Alguns modelos de Determinação Social da Saúde, pautam-se na centralidade do índivíduo, amadurecido e independente, capaz de gerar, com seus hábitos, ações e interações com o ambiente, impactos sobre a sua própria saúde. A EBBS procura redimensionar essa compreensão, trazendo para o eixo de suas ações, a categoria de ‘cuidado essencial’ nesta centralidade Defende-se, portanto, que a abordagem da determinação social da saúde dos seres humanos, seja considerada junto à importância do ambiente facilitador ao seu desenvolvimento pleno. Para tanto, torna-se fundamental que pensemos na construção de ambientes facilitadores à vida para a mãe/cuidador e seu entorno, como norte para a construção de políticas públicas nesse campo

22 Fotos : Paula Johas

23 Ética do cuidado e vínculação saudável: bases para construção de políticas públicas Ética do cuidado e vínculação saudável: bases para construção de políticas públicas Da dimensão ontológica “cuidado essencial” até o sentido mais comum como atitude, ato de cuidar - só o percurso com base na confiabilidade e trato cuidadoso do ambiente e etapas expansivas do território vivencial atingidas como conquistas do próprio indivíduo indicam a probabilidade de tornar-se alguém que saiba cuidar de outrem e disseminar o que entendemos como ética do cuidado Nessa perspectiva, o problema do cuidado com o cuidador (mãe ou substituto) não pode estar separado da discussão em torno dos determinantes sociais de saúde. O investimento na construção contínua de ambientes perpassados pela ética do cuidado, gerando ambientes favoráveis à vinculação saudável, torna-se fundamental e vai ao encontro do tema da sustentabilidade das relações e da construção de políticas públicas saudáveis

24 Mãe/Pai-Bebê Primeiro território vivencial Mãe suficientemente boa Pai/Cuidador Mãe suficientemente boa Pai/Cuidador Bebê Escola, clube, distrito, país, mundo inteiro Ambiente Emocional Facilitador Espaço potencial de Produção de Saúde Rumo à Independência. Amadurecimento individual socialmente produtivo. Teoria dos Círculos Sociais (Winnicott) por Davis & Walbridge

25 A construção da Pesquisa – intervenção EBBS : uma inovação? A idéia de inovação está sempre ligada a mudanças, a novas combinações de fatores que rompem com o equilíbrio existente (SCHUMPETER, 1998) ; fenômeno complexo que ocorre, seguramente, no âmbito social “não há inovação organizacional sem o desenvolvimento de um espírito crítico apurado que ouse desvendar outras interpretações para a realidade social, instaurando novas possibilidades de ações que permitam às pessoas exercerem sua autonomia e sua consciência de interdependência social” ( DAVEL;ALCADIPANI, 200) Organização do Trabalho no campo da Saúde: trabalho – criação, porque o repertório existente não é suficiente para responder ao movimento da vida. Ficar limitado às regras prontas é invivível (Schwartz,2003)

26 A Pesquisa – intervenção EBBS Um dispositivo no qual se afirme o ato político que toda investigação constitui Pesquisa-intervenção: tendência nas pesquisas participativas que assume uma intervenção de caráter socioanalítico e micropolítico na experiência social (Rocha e Aguiar, 2003) Procedimento de aproximação com o campo de investigação que busca interrogar os diversos sentidos cristalizados nas instituições e evidenciar o jogo de interesses e poder aí encontrados (Análise Institucional Socioanalítica - França 60/70) Instituição X Estabelecimento – instituição como um processo de produção constante de novos modos de existência, de configuração das práticas sociais: (Rodrigues, 1993, Barros, 1994a) Proposta de atuação (trans)formadora, que por sua ação crítica e implicativa, amplia as condições de um trabalho compartilhado. Mudança de parâmetros de investigação: da neutralidade e objetividade do pesquisador, ao vínculo entre gênese teórica e social, produção concomitante do sujeito e do objeto, numa relação dinâmica que determinará os próprios caminhos da pesquisa

27 A construção da Pesquisa – intervenção EBBS A questão Metodológica MÉTODO da TRÍPLICE INCLUSÃO (PNH): dos sujeitos, dos analisadores sociais, dos coletivos. Movimentos instituintes como “motores” de mudanças no instituido : a comunicação entre trabalhadores, usuários e gestores do SUS, na produção e gestão do cuidado e dos processos de trabalho, provoca movimentos de perturbação e inquietação - que também precisam ser incluídos como analisadores ( catalizadores de sentido) para a produção de saúde. A construção da EBBS e sua contribuição para uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança/CGSCAM/MS,centrda na ética do cuidado e o ideal de sustentabilidade direciona as intervenções com a inclusão destes diferentes atores - de forma coletiva, compartilhada e co-responsável - estimulando a produção de novos modos de cuidar e novas formas de organizar o trabalho. Co – engendramento, cooperação, solidariedade, confiança: “Estar com o outro para fiar juntos” (Carvalho e Barros, 2006)

28 A construção da Pesquisa – intervenção EBBS A construção da Pesquisa – intervenção EBBS a mudança paradigmática só é possível quando a mudança de mentalidade gera atitudes Pressupostos: mudanças nas mentalidades e nos processos de trabalho - uma transformação que exige experimentação com novos modos de fazer; Como Princípios se desdobram em Diretrizes, Dispositivos e Ações ? A definição de um Território Cartografia Grupalidade Cuidado (o cuidado com o cuidador) Efeitos Esperados/ Produtos

29 O Território - segundo Milton Santos de “Espaço geográfico” a “território usado” O trabalho realizado em sintonia com a sustentabilidade terá sempre como foco a realidade de um determinado território O território, hoje, pode ser formado de lugares contíguos e de lugares em rede. Porém os mesmos lugares que formam redes, formam o espaço de todos Mundo e lugar se constituem num par indissociável: lugar é o papável, que recebe os impactos do mundo, é controlado remotamente pelo mundo, e é o espaço do acontecer solidário, onde se dá a possibilidade real e efetiva da comunicação, da troca de informação e da construção política Consideração fundamental ao fortalecimento do pacto interfederativo que objetiva construir com base nas distintas realidades territoriais brasileiras, uma política pública voltada para a atenção integral às suas crianças/cidadãos e cidadães

30 Florianópolis Rio de Janeiro Sertão do Araripe - PE Campo Grande Pesquisa coordenada pelo IFF/Fiocruz: implantação da EBBS em seis municípios das cinco macrorregiões brasileiras: Rio de Janeiro, Rio Branco, Florianópolis, Campo Grande, Santa Filomena e Araripina no Sertão do Araripe Rio Branco (IDH AC: 0,751) (IDH MS: 0,802) (IDH PE: 0,718) (IDH RJ: 0,832) (IDH SC: 0,840) Dados do IBGE 2005 IDH do Brasil em 2009: 0,813 Viabilização de ações locais: projeto piloto

31 Eixo1 - Cartografia Cartografia é um modo de (re)conhecer dada realidade com caráter exploratório, implicando no acompanhamento do processo de constituição do próprio percurso que se vai traçar. E isso não pode acontecer “sem uma imersão no plano da experiência”, pois “conhecer o caminho de constituição de dado objeto, equivale a caminhar com esse objeto, constituir esse próprio caminho, constituir-se no caminho.” (Passos e Barros, 2010) A identificação dos “atores”: paisagens psicossociais também são cartografáveis. (Rolnick, 2006) A função Apoiador : presença, implicação e reserva (Figueiredo, 2009)

32 Diretriz Cartográfica formulação do plano de implantação Potencialidades Desafios Coordenação Nacional: Grupos Balint-Paidéia Fóruns Virtuais: Desenvolvimento Emocional e Avaliação e Indicadores COMUNICAÇÃO INFORMAÇÃO SENSIBILIZAÇÃO PLANO DE IMPLANTAÇÃO DA EBBS NO MUNICÍPIO Cartografia do município para cada fase Cartografia: Ministério da Saúde, outros Ministérios, marcos legais e experiências exitosas nacionais e internacionais

33 Eixo 2 - Grupalidade Ambiente Facilitador e de sustentação aos movimentos instituintes Espaço potencial de trocasExperiência compartilhadaInserção (inclusão) das diferenças Novas experimentações (construção em grupo) Co-responsabilidade com protagonismo dos sujeitos Mudança de mentalidades (desafio)Ampliação das rodas de conversa Contrato vinculado à demanda operativa do grupo Caixa de ferramentas conceituais (ofertas teóricas)

34 Eixo 3 - O cuidado O cuidado deve transversalizar as políticas; é a sua presença na construção dos vínculos entre todos os envolvidos nessa grande tarefa de produção de saúde e cidadania, que dá suporte ao chamado ambiente facilitador à vida.

35 Pesquisa Avaliativa da Implantação da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis ( IFF/ Fiocruz) A avaliação de quarta geração tem seu foco na negociação, favorecendo tomadas de decisões compartilhadas entre os avaliadores e os envolvidos na intervenção A avaliação deve ter a função de gerar análises sobre os processos de trabalho e efeitos de aprendizagens, para que, juntos, diferentes atores se responsabilizem por promoverem mudanças A articulação das ações e a proposição de inovações nos modos de fazer, isto é, a práxis construída pela Estratégia, foram destaque nos seis municípios piloto A pesquisa avaliou as mudanças ocorridas nos contextos onde foram implantadas as ações da EBBS, enfatizando questões relacionadas à concepção da intervenção e suas estratégias de operacionalização, identificando suas potencialidades e limites, com vistas a contribuir com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança e com demais iniciativas voltadas para a primeira infância

36 Operacionalização da pesquisa Revisão bibliográfica sobre primeira infância e políticas públicas correlacionadas à EBBS e levantamento do histórico da Estratégia, com a construção do acervo/memória da intervenção Realização de entrevistas individuais com informantes privilegiados sobre a formulação da EBBS Visita aos seis municípios piloto e realização de entrevistas com: (a) gestores municipais de saúde; (b) profissionais de saúde vinculados à EBBS no município; (c) Apoiadores Locais e, (d) participantes do Grupo Executivo Local (GEL) de cada município Construção, pactuação e validação do marco teórico da EBBS e dos critérios e ferramentas da avaliação Aplicação de Instrumento de Auto-avaliação com Apoiadores Locais da EBBS Processamento dos dados e análise dos resultados Validação das recomendações em seminário com participantes da pesquisa

37 Participantes da pesquisa A pesquisa consultou 51 participantes: Gestores da saúde do âmbito federal que participaram da concepção da EBBS (2007/2011) Apoiadores locais Gestores e profissionais de saúde, representantes do GEL e/ou de outras redes inter-setoriais dos municípios piloto Assistentes de pesquisa Apoiadora regional (RJ) e articuladores locais (RJ) Apoiadora matricial junto ao Ministério da Saúde Coordenadora técnica, coordenadora adjunta e consultoras da CN/EBBS

38 Modelo Lógico da EBBS Realização de oficinas com os apoiadores locais para troca de experiências, avaliação sobre o processo de trabalho, construção de agendas, compartilhamen to de resultados e identificação de novos desafios e potencialidades Oferta teórica e metodológica para subsidiar o trabalho dos apoiadores locais Realização de oficinas com os apoiadores locais para troca de experiências, avaliação sobre o processo de trabalho, construção de agendas, compartilhamen to de resultados e identificação de novos desafios e potencialidades Oferta teórica e metodológica para subsidiar o trabalho dos apoiadores locais Realização de reuniões periódicas com representantes de setores do governo e sociedade civil de cada município piloto para planejamento, articulação, proposição e acompanhamento de ações voltadas para a primeira infância Construção de agenda integrada Realização de evento de mobilização voltado para a primeira infância Cooperação com o apoiador local para o levantamento de potencialidades e desafios da gestão e das práticas de cuidado voltadas para a primeira infância. Realização de reuniões periódicas com representantes de setores do governo e sociedade civil de cada município piloto para planejamento, articulação, proposição e acompanhamento de ações voltadas para a primeira infância Construção de agenda integrada Realização de evento de mobilização voltado para a primeira infância Cooperação com o apoiador local para o levantamento de potencialidades e desafios da gestão e das práticas de cuidado voltadas para a primeira infância. Articulação teórico- operacional entre as áreas técnicas do MS e a CN/EBBS Realização de reuniões intra- ministeriais (MS) e inter-setoriais com o objetivo de: realizar o levantamento de iniciativas voltadas para a primeira infância; favorecer o diálogo e a interação entre os atores, e construir iniciativas compartilhadas Articulação teórico- operacional entre as áreas técnicas do MS e a CN/EBBS Realização de reuniões intra- ministeriais (MS) e inter-setoriais com o objetivo de: realizar o levantamento de iniciativas voltadas para a primeira infância; favorecer o diálogo e a interação entre os atores, e construir iniciativas compartilhadas Realização de reuniões periódicas para acompanham ento da implantação da EBBS. Articulação entre as áreas técnicas do MS relacionadas à atenção integral à saúde da criança e à EBBS. Realização de reuniões periódicas para acompanham ento da implantação da EBBS. Articulação entre as áreas técnicas do MS relacionadas à atenção integral à saúde da criança e à EBBS. PRINCÍPIOS: TRANSVERSALIDADE, AMBIENTE FACILITADOR À VIDA, SINERGIA, INOVAÇÃO, INTERSETORIALIDADE E INDISSOCIABILIDADE ENTRE ATENÇÃO E GESTÃO. DIRETRIZES: FOMENTO ÀS INICIATIVAS LOCAIS, FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS, FOMENTO ÀS GRUPALIDADES, COGESTÃO PRINCÍPIOS: TRANSVERSALIDADE, AMBIENTE FACILITADOR À VIDA, SINERGIA, INOVAÇÃO, INTERSETORIALIDADE E INDISSOCIABILIDADE ENTRE ATENÇÃO E GESTÃO. DIRETRIZES: FOMENTO ÀS INICIATIVAS LOCAIS, FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS, FOMENTO ÀS GRUPALIDADES, COGESTÃO APOIADOR MATRICIAL APOIADOR LOCAL ENCONTRO DE APOIADORES GEL GEN Articulação com gestores municipais para a constituição do GEL. Levantamento de iniciativas de proteção à primeira infância, com destaque para as do setor Saúde e para as inter-setoriais (governamentais e não-governamentais). Levantamento de potencialidades e desafios da gestão e das práticas de cuidado voltadas para a primeira infância. Apoio e divulgação das iniciativas de proteção à primeira infância. Fomento e disseminação de iniciativas inovadoras de cuidado com a primeira infância. Apoio ao trabalho de grupo, incentivando a participação de todos e oferecendo suporte metodológico para a realização das ações. Utilização de metodologias de trabalho em grupo para a realização das ações. Apoio à capacitação das equipes de saúde sobre o cuidado integral à primeira infância. Promoção de ações de cuidado para a primeira infância, considerando a determinação social da saúde e o ambiente facilitador à vida. Construção de um plano de ação para operacionalização da EBBS no município. Articulação com gestores municipais para a constituição do GEL. Levantamento de iniciativas de proteção à primeira infância, com destaque para as do setor Saúde e para as inter-setoriais (governamentais e não-governamentais). Levantamento de potencialidades e desafios da gestão e das práticas de cuidado voltadas para a primeira infância. Apoio e divulgação das iniciativas de proteção à primeira infância. Fomento e disseminação de iniciativas inovadoras de cuidado com a primeira infância. Apoio ao trabalho de grupo, incentivando a participação de todos e oferecendo suporte metodológico para a realização das ações. Utilização de metodologias de trabalho em grupo para a realização das ações. Apoio à capacitação das equipes de saúde sobre o cuidado integral à primeira infância. Promoção de ações de cuidado para a primeira infância, considerando a determinação social da saúde e o ambiente facilitador à vida. Construção de um plano de ação para operacionalização da EBBS no município. ESTRATÉGIAS DISPOSITIVOS

39 Modelo Lógico / Efeitos Esperados Articulação de políticas e adequação de ações ao contexto local para o cuidado integral da primeira infância Mudança nas práticas de gestão e cuidado/produção de novas práticas a partir da inclusão do tema ambiente facilitador ao desenvolvimento infantil Aumento do protagonismo das famílias na produção de cuidado, considerando sua determinação social Desenvolvimento do trabalho inter-setorial entre diferentes atores e serviços governamentais e não-governamentais Aumento do compartilhamento das decisões entre os profissionais da atenção e da gestão Aumento do compartilhamento de práticas de cuidado e Ativação de coletivos voltados para produção de ações de planejamento familiar, gestação, parto, puerpério e desenvolvimento infantil até os seis anos

40 Síntese Avaliativa PRINCÍPIO mais contemplado: INTERSETORIALIDADE DIRETRIZ mais presente: FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS O período de um ano destinado à etapa piloto da EBBS não foi suficiente para assimilação de conteúdos teóricos tão distintos e complexos, nem efetivação de modos de fazer no cotidiano das secretarias municipais. Todavia, observamos numerosos e intensos movimentos que demonstraram o caráter inovador e amplo da proposta inicial AÇÃO que mais caracterizou o modo de fazer EBBS: ARTICULAÇÃO A aposta em novos modos de gestão e cuidado, que comportam a inclusão dos afetos, visando à promoção de um ambiente facilitador à vida, leva ao cotidiano das redes de atenção à mulher e à criança de zero a seis anos um novo olhar sobre o cuidado, o trabalho e a vida

41 Contribuição para a construção da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança, com a inclusão de atores estaduais, DF e das capitais brasileiras. Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis FASES 2 a 4 ( )

42 A construção da PNAISC acontece de forma processual, com duas estratégias complementares: Encontros presenciais, Fóruns, Seminários e Oficinas, com intervalo de três meses, em diferentes regiões do país e Acompanhamento à Distância por meio da Plataforma UNIVERSUS, customizada para atender as necessidades do grupo Trabalha com instâncias dos três níveis da Federação: MS,SES, SMS A Fiocruz/IFF/EBBS é responsável pelo eixo Capacitação/Formação A escolha dos profissionais e instâncias para iniciar o processo considerou a importância do fortalecimento de um Pacto Inter-federativo que pudesse sustentar não só a construção mas a efetiva implantação da Política em território nacional A Sociedade civil, suas diferentes organizações, conselhos e sociedades profissionais e Organismos Multilaterais participam com suas expertises diretamente nas Oficinas Ampliadas e nos Grupos Técnicos e Temáticos de Trabalho O Processo de Construção da PNAISC e o fortalecimento de Pacto Inter-federativo

43 Cuidado com o Cuidador Formação, Gestão e Avaliação – eixos articulados em processo permanente A partir do conceito de clinica ampliada, o cuidado com o cuidador é uma das diretrizes que define a escolha metodológica de valorização e inclusão dos afetos que permite a co-construção de todo o processo. Ser cuidado possibilita ao cuidador a transmissão do cuidar vinculado às boas práticas Processo de trabalho: organização de cinco grupos definidos por macrorregião do país. Cada grupo comporta o número de consultores estaduais da CGSCAM de sua região, um consultor nacional( Eixo da Gestão), um tutor (Eixo Formação) e um profissional do Eixo Avaliação Atores envolvidos neste processo: Equipe CGSCAM (20), Equipe da EBBS/IFF/Fiocruz (13), Coordenadores Estaduais da ATSCAM (27), Coordenadores das Capitais da ATSCAM (27), Consultores Nacionais (5), Consultores Estaduais e DF da CGSCAM/MS (27) e GTE para formulação da Política Categorias centrais: potencialidades e desafios enfrentados pelo consultor estadual ( apoiador) em seu território trabalhadas por meio de casos institucionais apresentados para discussão

44 Foto : Paula Johas VI Oficina dos Consultores da ATSCAM nos Estados – Brasília –

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47 JUNTOS!!!! Fotos : Paula Johas e Cristina Lacerda

48 Produtos EBBS

49 “ Tenho que ser cuidadoso. Ao descrever com tanta desenvoltura o que as crianças muito pequenas necessitam, pode parecer que espero dos pais a impecável conduta de anjos altruístas num mundo ideal, como um jardim suburbano no verão, com o pai cortando grama, a mãe preparando o jantar dominical e o cão ladrando por cima da cerca para o cão do vizinho. Pode-se dizer das crianças, mesmo bebês,que não lhes interessa a perfeição mecânica. Precisam de seres humanos à sua volta, que tenham êxitos e fracassos. Gosto de usar as palavras “suficientemente bons”, que significam eu e você, sendo nós mesmos e ocupando um lugar especial como meio ambiente e como provedor ambiental ao crescimento e desenvolvimento saudável de nossas crianças” D. W.Winnicott Nossas Brasileirinhas e Brasileirinhos agradecem! Coordenadora Técnica Liliane Mendes Penello

50 Contatos: Links para download gratuito do e-book do Livro: “A Contribuição da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis para a construção de uma política de atenção integral à saúde da criança” BRASILEIRINHAS-E-BRASILEIRINHOS-SAUDAVE/


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