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6ª aula 9- Programa Interno de Conservação de Energia CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Profª Drª Maria de Fátima Ribeiro Raia - 2012.

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1 6ª aula 9- Programa Interno de Conservação de Energia CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Profª Drª Maria de Fátima Ribeiro Raia

2 Antes: PROGRAMA INTERNO DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA Hoje: PROGRAMA DE GESTÃO ENERGÉTICA (PGE) 2

3 O PROGRAMA DE GESTÃO ENERGÉTICA apareceu baseando na ideia de que ações isoladas, por mais que apresentem bons resultados, acabam perdendo o seu efeito ao longo do tempo. 3

4 Os resultados da implementação de um PGE devem se manter ao longo do tempo, portanto ele deve ser estruturado para tal. 4

5 5 Objetivos do PGE promover a otimização da utilização de energia, através de: orientações; direcionamentos; proposições de ação e controle voltados à: recursos humanos; recursos materiais; recursos econômicos. diminuir os índices específicos e globais da energia utilizada. Visando os mesmos resultados ou produtos.

6 6 Deve-se compreender que PGE não é: racionar energia; reduzir a qualidade do que é produzido ou dos serviços prestados; agir de forma mesquinha com o fim de economizar ou poupar. E sim: O PGE é uma forma de mostrar que a empresa está se antecipando para as novas exigências de um novo mercado consumidor, criando um compromisso de: dizer não ao desperdício e, preservação do meio ambiente.

7 7 Para a solicitação de qualquer uma das certificações da Organização Internacional para Padronização, ISO 14000, Gestão Ambiental, é imperativo que a empresa implante um Programa de Gestão de Recursos. ISO a 14015– Diretrizes para a Auditoria Ambiental. A única passível de certificação Gestão Ambiental

8 8 Criação do PGE : para sua criação e implementação a empresa deve designar um grupo de funcionários responsável para tal tarefa; a alta direção da empresa deve estar comprometida com o sucesso do programa; acompanhando as ações e resultados; bem como demonstrando o seu apoio; estando ciente da importância estratégica do programa. Na criação do PGE, este deve estar, pelo menos, institucionalizado no organograma da empresa, bem como suas diretrizes e os seus componentes que são responsáveis pela seu continuidade, através de um documento formalizado.

9 9 Ainda para a criação do PGE é preciso: mudanças de hábitos; mudanças de formas de procedimentos; mudanças de rotinas de trabalho. Muitos destes, são obstáculos a serem vencidos com dificuldade, devido a resistência normal que os integrantes da empresa apresentam para este tipo de proposta.

10 10 Para que as dificuldades com relação às resistências coletivas sejam superadas, deve haver um comprometimento para a busca de um objetivo comum, da alta direção da empresa, de todos os níveis hierárquicos técnicos e administrativos, por meio de um trabalho em conjunto. Cabe a alta direção deixar bem claro os objetivos e metas para se alcançar o desempenho energético, bem como uma visão corporativista que leve a implantação bem sucedida do Programa de Gestão Energética.

11 11 Para a eficientização da empresa são propostos: ações de gestão: treinamento de pessoal visando a educação e conscientização de todos os envolvidos; estabelecimento de procedimentos na operação, manutenção, e na engenharia dos sistemas, para a continuidade do PGE. ações de atualização de tecnologias para outras mais eficientes, ou seja a troca de equipamentos.

12 12 As ações de gestão, que são medidas de treinamento e educação, apresentam um custo bem menor que o das ações de atualização de tecnologia. resultados obtidos somente em médio e longo prazo ações de atualização de tecnologia, que irão incluir a compra de novos equipamentos mais eficientes, apresentarão um custo mais alto. resultados a curto prazo

13 13 Segundo dados internacionais: as ações de treinamento e educação, geram uma redução 5% no consumo de energia, após um ano do início de sua implementação. o que representa em média um investimento de 1 % do custo total de um Programa de Gestão Energética

14 14 Curiosidade com as ações de atualização tecnológica, ou seja, troca de equipamentos por outro mais eficientes, tem-se que: o custo de 1 kWh liberado, eliminando o desperdício, é 4 vezes menos que o custo da produção deste mesmo kWh economizado

15 15 Metodologia proposta para a implantação de um Programa de Gestão Energética (PDE) Primeiramente deve ser criada uma Comissão Interna de Conservação de Energia (CICE) que irá fazer um levantamento dos principais usos finais de energia da empresa, para que seja escolhido um adequado trabalho de treinamento.

16 16 1º passo: ações de treinamento, conscientização e informação a)treinamento para a gerencia de energia metodologias de conscientização: como motivar mudanças de hábitos e de comportamentos; como influenciar os tomadores de decisão; metodologias de acompanhamento e controle; metodologias para avaliação de resultados; conhecimento de outros programas já implementados com sucesso. b)treinamento para o setor técnico da empresa devem estar envolvidos o setor de utilidades, de qualidade, de manutenção, onde deverão ser abordados aspectos da eficiência energética relacionados ao PGE.

17 17 2º passo: estruturação do PGE Deve-se partir do ponto de que é preciso primeiro, planejar para depois controlar. A.identificação dos insumos primários e secundários na empresa: primários (adquiridos na forma bruta): energia elétrica; gás natural ou GPL; óleo combustível; água industrial, etc. secundários (formas de energias utilizadas nos processos, nos usos finais e no administrativo: energia elétrica, ar comprimido, vapor de processo, etc.

18 18 B.escolha dos índices de controle Devem ser escolhidos para cada setor da empresa a ser analisado, e relacionados as sazonalidades da produção: consumos específicos; fator de carga; ou qualquer outro a ser escolhido mais especificamente. C.definição das metas para a redução do consumo Devem ser baseados nos índices de controle escolhidos.

19 19 O estabelecimento das metas pode ser feito: com base no histórico de consumo do setor a ser analisado; com base em benchmarks disponíveis (um valor de referencia para uma dada variável de controle); por meio de um percentual fixado a ser atingido, por ex: de economia de energia para um determinado período pré- estabelecido. As metas fixadas não podem ser utópicas e sim reais, com base em estudos dos índices de controle escolhidos, para que possa ser alcançada, para que seja uma ação desafiadora e não desestimulante, um ponto negativo para o PGE.

20 20 D.escolha dos métodos de medição Só poderá ser controlado o que se pode medir, então os sistemas de medição devem ser escolhido adequadamente para cada parâmetro a ser gerenciado. muitas vezes os métodos simples são baratos e apresentam bons resultados: como estimar o consumo total de um setor quando a medição não é separada, podendo ser calculado na real ou por diferença;

21 21 3º passo: procedimentos de operacionalização e de engenharia Um Programa de Gestão Energética deveria apresentar os seguintes princípios operacionais, como ser: formal apesar das instruções do dia a dia serem transmitidas de forma informal, muitas vezes oralmente; é recomendado, para uma ação contínua e de grande atuação, que as instruções, decisões, diretrizes, resultados registrados sejam feitos de forma escrita; utilizando os meios de comunicação da empresa. justificado as ações baseadas em mudanças de hábitos, devem ser justificadas, debatidas, para serem bem aceitas e pouco questionadas.

22 22 concreto o programa deve ser formado por ações concretas e específicas para cada setor ou uso final, nada de somente intenções, como: instruções para os operadores de motores; usuários de salas de ar condicionado; operadores de ferramentas que utilizam ar comprimido, etc. quantificado as metas devem ser quantificadas em valores de: energia; quantidade de produto; em reais, etc. de modo a não gerar dúvidas relativas ao objetivo final.

23 23 responsabilidades definidas cada ação deve ter o seu responsável direto, cada setor deve ter o seu responsável; recai a CICE a supervisão geral. Por ex: ação: redução do consumo de 5% de combustível por unidade de vapor produzido; tempo: próximos 3 meses; medidas: procedimento indicado pelo fabricante para manutenção e regulagem dos queimadores; responsabilidade: supervisor de caldeiras

24 24 objetivos comprometidos um bom programa deve ter objetivos fortes, realistas para que haja efetivo comprometimento dos envolvidos para a sua realização; uma redução no consumo de energético exige metas, acompanhamento, controle e principalmente, continuidade; a direção da empresa deve prover os recursos necessários para a realização do programa. dinâmico O PGE deve ser revisto de tempos em tempos, devido às inovações tecnológicas, novos requisitos legais, novas perspectivas empresariais, novas situações energéticas pelas quais a empresa, o país e o mundo passam.

25 25 participativo Todos na empresa devem estar envolvidos no PGE, incluindo serviços gerais, prestadores de serviço, desde a elaboração até a execução do programa. divulgado todo o programa deve ser divulgado periodicamente: as ações a serem executadas, as metas, os resultados obtidos; resultados anteriores devem ser comparados, salientando os ganhos, para que os envolvidos e responsáveis sejam incentivados e parabenizados, podendo haver até premiações. visão de longo prazo – as ações implementadas devem ter visão de longo prazo.

26 26 continuação do 3º passo: procedimentos de operacionalização e de engenharia Procedimentos de Engenharia inclui uma variedade de procedimentos de engenharia, utilizados no programa para a troca de equipamentos e materiais por outros de maior eficiência energética, e nas atividades de operação e manutenção: elaboração de uma política de compras com: justificativas econômicas para a gerencia superior: da troca de equipamentos e materiais por outros mais eficientes; devendo ser calculado o tempo de retorno do investimento e as vantagens técnicas, como redução do consumo, custo com manutenção, considerando a vida útil do equipamento.

27 27 elaboração de especificações simplificadas para a compra de novos equipamentos e materiais; elaboração de novas instruções de operação, como por ex.: para a utilização adequada do ar comprimido, sem desperdício; o não funcionamento de motores, como de esteiras, rodando em vazio; temperatura adequada do ar condicionado para cada ambiente; não utilização de água tratada para a lavagem de áreas externas; etc. elaborações de instruções para a identificação eficaz de vazamentos em tubulações de ar comprimido, gás, etc., comunicando imediatamente o setor de manutenção tão logo verificado.

28 28 elaboração de instruções para equipamentos que ficam fora de uso por pouco tempo (modo de consumo reduzido) ou desligados., como por ex.: computadores; copiadoras; circuitos de iluminação sem sensores de presença (corredores, sanitários, etc.). Os procedimentos ou ferramentas podem ser produzidos ou aperfeiçoados na condução do PGE, e também podem contar com a colaboração de uma consultoria especializada.

29 29 4º passo da metodologia sugerida para a implantação de um PGE Avaliação dos resultados do PGE Como podem ser avaliados os resultados: verificação do cumprimento dos prazos previstos; verificação do cumprimento dos custos previstos; economia efetiva em unidades de energia por unidade de produção ou serviço; redução dos custos totais envolvidos.

30 30 Recapitulação dos passos sugeridos para a implementação do PGE 1º passo: ações de treinamento, conscientização e informação. 2º passo: estruturação do PGE. 3º passo: procedimentos de operacionalização e de engenharia. 4º passo: avaliação dos resultados do PGE.

31 31 OBS: cabe a DIREÇÃO: estabelecer objetivos claros; apoiar a implantação do PGE, dando ênfase à real necessidade e importância; aprovar e estabelecer metas a serem cumpridas ano a ano; efetuar um acompanhamento; comparar resultados obtidos com as metas previstas; propor medidas corretivas em caso de desvios; providenciar as revisões periódicas e oportunas. Todas estas ações poderá levar a um aumento da competitividade da empresa.

32 32 Pilares do PGE Fonte: baseado em PROCEL, 2005

33 33 As empresas devem estar conscientes de sua imagem pública. Um Programa de Gestão Energética bem sucedido e que, simultaneamente, contribua para a melhoria do meio ambiente promove uma significativa publicidade positiva perante seus clientes e a sociedade em geral. Fonte: PROCEL, 2005

34 34 TAREFA: O que é a ISO 50001?

35 35 CICE: Comissão Interna de Conservação de Energia é necessária a constituição de uma Comissão Interna de Conservação de Energia (CICE), para a coordenação do Programa de Gestão Energético; a CICE foi instituída pelo Decreto Federal nº , de 26/10/90, para o setor público (consumo anual > 600 MWh, ou > 15 TEP para qq combustível); pode ser aplicada a toda instalação, seja ela do setor privado ou público, em nível federal, estadual ou municipal; tem como objetivos: propor; implementar e acompanhar medidas que visam a utilização racional de energia; controlar; divulgar os resultados obtidos.

36 36 Sugestão de estrutura para a criação da CICE Fonte: baseado em PROCEL, 2005

37 37 assim como o PGE, a criação da CICE deve ser formalizada mediante a edição de uma resolução da Diretoria. todas as ações decididas pela CICE devem ser formalizadas em: atas de reunião; relatórios de atividade; documentos/circulares da empresa. a documentação será importante para acompanhamento, retrabalhos futuros; apoio e aprendizagem de terceiros e para a disseminação da cultura da eficiência energética; formulários padrões devem ser criados, assim como os processos de levantamento e acompanhamento de dados;

38 38 A CICE deverá apresentar plano de trabalho, com a descrição de: objetivos; metas; cronograma de execução, e estratégia de ação. a elaboração do plano de trabalho é necessário, visto que a CICE deve ser uma comissão proativa (comportamento em que o membro busca eficiêntização de seu ambiente de trabalho, solucionando e antecipando- se aos problemas, visando metas que beneficiam a empresa). o plano poderá ser estruturado nas atas de reunião, mas deverá, necessariamente, estar em um documento separado.

39 39 Atribuições da CICE realizar ou contratar um diagnóstico energético: o que permite conhecer as condições operacionais dos equipamentos e dos processos. controlar e acompanhar a compra de energia, por meio de seu extrato de faturamento, grandezas como: consumo (kWh); demanda (kW); fator de carga e de potência; por meio da confecção de gráficos, tabelas, relatórios; objetivando subsidiar o acompanhamento e tomadas de decisões.

40 40 avaliar, em cada reunião: os dados levantados; o cumprimento das metas fixadas no plano de trabalho; estudar os casos de desperdício; analisar os potenciais de conservação de energia, etc. propor novas medidas de gestão: para o diagnóstico; avaliação; medidas corretivas a serem implantadas, etc. realizar, periodicamente, visando identificar melhorias e desperdícios: inspeções nas instalações inspeções nos procedimentos das tarefas; avaliação dos procedimentos e modos de operação.

41 41 conscientizar e motivar os empregados divulgar informações relativas ao uso racional de energia elétrica; divulgar os resultados alcançados, em função das metas que forem estabelecidas; a melhor forma de despertar o interesse e o envolvimento dos colaboradores é por meio da comunicação; a comunicação poderá ser feita por meio de: informativos internos e mensagens eletrônicas; folhetos; treinamentos, palestras; cartazes; slogans, adesivos concursos com prêmios de visitas, viagens, etc.;

42 42 participar de aquisições e especificações técnicas que envolvam o consumo de energia: orientar e subsidiar as comissões de licitações. designar representantes, agentes, ou coordenadores para atividades específicas relativas à eficiência energética.

43 43 Com as atribuições da CICE, ela poderá realizar as seguintes ações: controlar o consumo específico de energia elétrica e total, por setor e ou unidade; controlar o custo específico de energia elétrica e total, por setor e ou unidade; gerenciar a demanda total, por setor e ou unidade; articular-se com os órgãos do governo e outros responsáveis pelos programas de eficiência energética, com objetivo de obtenção de orientação e captação de subsídios;

44 44 providenciar cursos específicos para o treinamento e a capacitação do pessoal; promover ou propor alterações nos sistemas de utilização de energia, visando adequar seu consumo; e avaliar os resultados e propor novas metas para os períodos seguintes.

45 45 Programa interno da CICE de divulgação e conscientização Deve ser constante visando um envolvimento de todos com a empresa: colaboradores, clientes e visitantes. Pode ser feito por meio de: informativos; jornais; correio eletrônico; cartazes, adesivos; faixas, placas, etc.; use ilustrações, fotos e frases de efeito; faça uso do bom humor para tornar o informativo mais atraente; explique as atividades com: campanhas; palestras, peças teatrais; eventos e capacitação (cursos, seminários, visitas);

46 46 concursos e premiações, podem ser feitos para: slogan da CICE. mascote ou logotipo da CICE e/ou PGE. frase do cartaz do mês. sugestões de melhoria. Fonte: PROCEL, 2005

47 47 colocar sempre nos jornais, dicas para economizar energia e água; mostre o sucesso das ações desenvolvidas e cite os nomes dos envolvidos; peça sugestões a todos os envolvidos; faça palestras envolvendo o consumo de energia, água e gás na casa dos colaboradores: dando orientações de consumo em geral; mostrando a diferença entre racionamento e racionalização. Fonte: baseado em PROCEL, 2005

48 48 Fonte: PROCEL, 2005

49 49 É necessário que o pessoal adquira um grau de formação e conhecimento adequado à sua função, a começar por aqueles que mais podem influir na economia de energia elétrica por operarem equipamentos de maior consumo. Assim, pode haver necessidade de se ministrar desde cursos de informação básica até cursos de aperfeiçoamento profissional. Além da conscientização:


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