A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

EVENTOS ADVERSOS DA SOROTERAPIA HETERÓLOGA Benedito Barraviera Professor Titular do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem da Faculdade.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "EVENTOS ADVERSOS DA SOROTERAPIA HETERÓLOGA Benedito Barraviera Professor Titular do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem da Faculdade."— Transcrição da apresentação:

1 EVENTOS ADVERSOS DA SOROTERAPIA HETERÓLOGA Benedito Barraviera Professor Titular do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Pesquisador do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos da UNESP - CEVAP

2 Reações precoces ou imediatas – ocorrem em geral nas primeiras 24 horas após aplicação do soro: -Anafiláticas -Anafilactóides -Pirogênicas Reações tardias – ocorrem em geral 5 a 24 dias após o contato com o soro: -Doença do soro

3 Reações precoces ou imediatas – ocorrem em geral nas primeiras 24 horas após aplicação do soro: -Anafiláticas ou de hipersensibilidade do tipo I, de acordo com a classificação de Gell e Coombs -Mediadas pelas imunoglobulinas do tipo IgE -Processo em duas fases: Fase I – de sensibilização (exposição aos alérgenos do cavalo) Fase II – de reexposição

4 Reações precoces ou imediatas – ocorrem em geral nas primeiras 24 horas após aplicação do soro: -Anafilactóides -NÃO mediadas por anticorpos -NÃO depende de exposição prévia aos alérgenos -Processo – ativação do sistema complemento pela via alternativa – liberação de C3a e C5a denominadas anafilatoxinas

5 Quadro clínico das reações anafiláticas e anafilactóides -São semelhantes do ponto de vista clínico -Após início da infusão do soro – mal estar geral, mudança da voz, dificuldade respiratória (edema de glote), dispnéia e broncospasmo; -Sibilos, placas urticariformes na pele, queda da pressão arterial, choque

6 Tratamento das reações anafiláticas e anafilactóides -Adrenalina aquosa a 1:1.000 – 0,3 a 1 ml (0,01 mg/Kg de peso) – via subcutânea ou intravenosa; -Prometazina – Fenergan® – 1 a 2 ampolas IM ou IV (0,1 a 0,5 mg/Kg de peso); -Aminofilina – 7 mg/Kg de peso (0,3 ml/Kg de peso); -Hidrocortisona – Solu-cortef® - 7 mg/Kg de peso. Repetir se necessário de 6 em 6 horas; -Cateter de oxigênio – se necessário.

7 Reações precoces ou imediatas – ocorrem em geral nas primeiras 24 horas após aplicação do soro: -Pirogênicas -Interação do soro ou endotoxinas bacterianas com o sistema imune do doente (macrófagos) -NÃO mediadas por anticorpos -NÃO depende de exposição prévia aos alérgenos -Processo – liberação de IL-1 que irá atuar sobre o hipotálamo desencadeando a febre

8 Quadro clínico e tratamento das reações pirogênicas -Clinicamente – arrepios de frio, calafrios e febre -Diminuir o gotejamento do soro ou parar a infusão; -Verificar se está recebendo outro tipo de soro; -Administrar Dipirona (Novalgina®) 2 a 4 ml via intravenosa. Crianças utilizar 10 a 15 mg/Kg de peso.

9 Prevenção das reações adversas à soroterapia - Proposta Manual do MS -Pré-medicação em ambiente hospitalar cerca de 10 a 15 minutos antes da aplicação do soro; -Dextroclorfeniramina (Polaramine®) – 0,08 mg/Kg de peso via IM (máximo = 5 mg) ou Prometazina (Fenergan®) – 0,6 mg/Kg de peso via IM (máximo = 25 mg); -Hidrocortisona (Solu-cortef®) – 10 mg/Kg de peso via IV (máximo = mg); -Cimetidine (Tagamet®) – 10 mg/Kg de peso (máximo = 300 mg) ou Ranitidina (Antak®) – 2 mg/Kg de peso (máximo = 100 mg) via IV. -Aplicar o soro, sem diluição, durante 15 a 30 minutos – A vigilância médica deve ser contínua

10 Reações tardias – ocorrem em geral 5 a 24 dias após o contato com o soro – Doença do soro. -Imunocomplexos formados entre o soro e os anticorpos das classes IgM e IgG do doente; -Reação do tipo III de acordo com a classificação de Gell e Coombs; -Deposição de imunocomplexos nos glomérulos renais, vênulas, capilares cutâneos, plexo coróide, pulmões e articulações; -Ocorrência de vasculites, glomerulonefrites e sinovites.

11 Quadro clínico das reações tardias –Doença do soro. Primeiros sintomas – 4 a 21 dias após contato com soro -Exantema pruriginoso (urticariforme, maculopapular ou apenas eritematoso) -Febre, linfoadenopatia, artralgias e mialgias -Cefaléia, náuseas e vômitos -Acometimento renal e cardíaco – raros -Alterações neurológicas – neurites, polineurites, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré.

12 Diagnóstico das reações tardias –Doença do soro. -Clínico e baseado na história do doente -Hemograma – leucocitose com eosinofilia -Velocidade de hemossedimentação elevada -Imunocomplexos circulantes com níveis baixos de complemento sérico -Urinálise – hematúria e proteinúria -Elevação dos níveis séricos de transaminases

13 Tratamento das reações tardias –Doença do soro. -Doença autolimitada e benigna -Sintomáticos – Aspirina nas doses de 4 a 6 g/dia para adultos; 50 a 100 mg/kg de peso para crianças -Anti-histamínicos – Dextroclorfeniramina (Polaramine®) – 6 a 18 mg/dia para adultos; crianças 0,2 mg/kg de peso por dia -Casos graves – Corticosteróides – Prednisona (Meticorten®) 20 a 40 mg/dia para adultos; crianças 1 a 2 mg/Kg por dia – retirar o mais rápido possível! -Recuperação total em 7 a 30 dias.

14 Pela Atenção, Muito obrigado !!! Esta aula está disponível no endereço eletrônico: Sites de interesse


Carregar ppt "EVENTOS ADVERSOS DA SOROTERAPIA HETERÓLOGA Benedito Barraviera Professor Titular do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem da Faculdade."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google