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CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis A CRISE DA RETOMADA E A CRIAÇÃO DA ANCINE SENAC.

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1 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis A CRISE DA RETOMADA E A CRIAÇÃO DA ANCINE SENAC LAPA/SCIPIÃO – PÓS-GRADUAÇÃO – LATO SENSU CURSO: ROTEIRO AUDIOVISUAL DISCIPLINA: POLÍTICA E MERCADO AUDIOVISUAL PROFESSOR: ANTÔNIO REIS

2 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis CRISE DA RETOMADA Aprofundamento da crise econômica no início do segundo mandato de FHC Incentivo fiscal – Denúncias de recompra de certificados e superfaturamento das produções Chatô de Guilherme Fontes, não finalizado O Guarani, Norma Bengell, irregularidades Reformulação da Secretaria do Audiovisual – Linha de crédito em banco privado – Fundos de investimento – Programas (Mais Cinema) – Critérios mais rígidos para emissão de certificados (avaliação curricular do proponente) - Reserva de mercado aos consagrados

3 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis Está decretada a moratória do Estado com a produção cinematográfica do final de 1998, inadimplente com o investimento para os filmes da safra de Acoplada ao déficit das empresas no país, que tiveram menos impostos a pagar no exercício passado, a captação pouco expressiva de recursos brasileiros através da Lei do Audiovisual promete um ano praticamente nulo de filmes a serem rodados. Isto demonstra a impotência do modelo em vigor e prefigura a crise cíclica que nossa cinematografia carrega como marca histórica perversa no Brasil DEPOIMENTOS DE CINEASTAS Crise da retomada do cinema brasileiro Esgotamento do modelo de isenção fiscal Cineasta Paulo Thiago (1999):

4 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis Impacto da entrada da Globo Filmes no mercado Globo Filmes Abandona projeto de distribuição, concentrando-se somente na produção Luiz Gleiser, diretor da Globo Filmes Nós somos produtores de conteúdo. É a nossa prioridade. (1999)

5 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis Impacto da entrada da Globo Filmes no mercado Fracasso das tentativas de parceria com a TV Aberta Críticas a adoção da estética e da teledramaturgia televisiva no cinema brasileiro Rogério Sganzerla, 2002 Houve um retrocesso na forma e na construção dos filmes, na estruturação. Eles se ressentem de uma espinha dorsal. A influência da televisão, a mídia hegemônica, é tão poderosa, que praticamente anula as outras expressões. A lei de mercado transforma os diretores em meros diluidores de formas. Do ponto de vista da linguagem, criatividade e fixação do comportamento, não vejo nada de significativo, nenhum tratamento adequado ao humor brasileiro

6 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis Impacto da entrada da Globo Filmes no mercado Cineasta Helvécio Ratton Nós, cineastas, sempre buscamos uma relação cinema e TV que estimulasse a associação das TVs com a produção independente, o que poderia resultar em mais filmes, mais espectadores para os filmes, mais empregos. Aí surgiu a Globo Filmes. Os filmes recentes que ultrapassaram um milhão de espectadores eram todos da Globo Filmes. Isso não quer dizer que ela só produza sucessos, porque nem todos os filmes atingem essa marca. (...) Mas todos os que tiveram um grande público eram ligados a Globo Filmes e isso tende a criar uma casta em meio à produção brasileira, como se estes fossem os grandes filmes, aqueles que devem ser vistos

7 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis ANOS 2000, RETOMADA Outra razão importante para a adoção dessas medidas foi a necessidade de se romper com a prática de tratar desiguais como iguais, ou seja, supor que quem está iniciando-se na atividade deve ter os mesmos direitos dos profissionais mais experimentados que, por exemplo, além de ter reconhecimento por sua obra, são freqüentemente premiados no país e no exterior. (...) Com efeito, não se pode tratar um iniciante da atividade cinematográfica como alguém, por exemplo, com a experiência de Luiz Carlos Barreto ou Nelson Pereira dos Santos. Por isso, foram adotados critérios que observam a qualificação dos realizadores, a capacidade de realização de suas empresas e até a sua performance em projetos anteriores. Limitação do acesso de novos realizadores aos recursos públicos estreantes: teto de R$ 120 mil para captação com mais de dois longas: teto de R$3 milhões José Álvaro Moisés, Secretário do Audiovisual (2002)

8 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis Depoimento de cineastas Gustavo Dahl Presidente da Ancine (Cinema Novo, Distribuidora Embrafilme, Congresso Brasileiro de Cinema, Sav/Minc.) Todo cinema nacional é um ato de resistência que tem como objetivo tornar-se auto-sustentável, por uma questão de direito econômico e dignidade cultural. Qualquer pessoa que produz uma imagem animada, isto é, dotada de alma, na intenção de comunicá- la ao outro, de reproduzi-la publicamente, queira ou não, entra num combate. Os enfrentamentos do século XXI são audiovisuais e já estão em curso. No mundo da imagem em movimento, não há inocência. A maneira de reproduzir a realidade e multiplicá-la é simultaneamente um esforço de identificação e manifestação de uma tentativa de hegemonia (2000)

9 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis Análise Governamental Diagnóstico governamental da Cadeia Produtiva do Audiovisual (Sav/Minc, 2002) constatou-se que o mercado, por si só, não é capaz de criar condições de sustentabilidade do setor cinematográfico, tornando indispensável a participação mais ativa do Estado para promover a maturação do setor, bem como a adoção de uma visão mais sistêmica do desenvolvimento da cadeia do audiovisual no país (Secretaria do Audiovisual, 2002)

10 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis ANCINE Ancine tem início efetivamente em 2003 fomentar, regular, fiscalizar -Garantir estrutura para a industrialização do cinema brasileiro -Autorização para emissão de certificados -Fiscalização das Leis de Incentivo -Condecine – Contribuição para o desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional -Taxação da publicidade -Taxação sobre o cinema nacional e estrangeiro comercializado no Brasil -(isenção das emissoras de TV)

11 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis ANCINE Cinema brasileiro na atualidade ANCINE – Agência Nacional do Cinema Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) – Estímulo Estatal – Mecanismo de política pública de incentivo a indústria de cinema no Brasil – Instrumento de apoio às distribuidoras brasileiras independentes – Estímulo a parceria entre empresas produtoras e distribuidoras nacionais independentes

12 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis ANCINE Cinema brasileiro na atualidade – Políticas Públicas para o setor audiovisual – Papel da Secretaria do Audiovisual (Sav/Minc) e CTAv – Centro Técnico Audiovisual – Decine, Depto de Cinema e Vídeo Fomento, acesso, preservação, modelos de negócios, aprimoramento técnico, artístico, gerencial e financeiro. Fundo Nacional de Cultura (FNC) – Incentivo a Inovação Audiovisual – Editais Edital de desenvolvimento de roteiros

13 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis QUERÔ DE Carlos Cortez, Brasil 2006

14 CRISE DA RETOMADA (1998 – 2002): POLÍTICA E MERCADO política e mercado audiovisual – professor antônio reis QUERÔ DE Carlos Cortez, Brasil 2006


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