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ANGÉLICA ROSA Estruturas e clínica psicanalítica.

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1 ANGÉLICA ROSA Estruturas e clínica psicanalítica

2 Sintoma, diagnóstico e traços estruturais Em toda prática clínica, é usual procurar estabelecer correlações entre a especificidade do sintomas e a identificação de um diagnóstico. Mesmo sendo esse princípio observável em diversos campos da clínica médica, não o é, absolutamente, no espaço da clínica psicanalítica. Isso se dá por conta do determinismo particular que opera no nível dos processos psíquicos, ou seja, a causalidade psíquica, que procede por outras vias.

3 Será necessário, então, partir deste estado de fatos que nos obriga a constatar não haver interferências estáveis entre as causas psíquicas e os efeitos sintomáticos na determinação de um diagnóstico. É no dizer que algo do sujeito é localizável. Ora é com a estrutura que se deve contar para se estabelecer um diagnóstico. As correlações que existem entre um sintoma e a identificação diagnóstica supõem a entrada em cena de uma cadeia de procedimentos intrapsíquicos e intersubjetivos, que dependem da dinâmica do inconsciente.

4 Essa descontinuidade entre a observação do sintoma e a avaliação diagnóstica impõe que se veja o problema diferentemente, sobretudo à luz da especificidade dos processos inconscientes, que não podem ser objeto de uma observação direta sem que se exija a participação ativa do paciente, quer dizer, uma participação de palavras.

5 A investigação diagnóstica precisa, então se prolongar aquém do sintoma, isto é, num espaço intersubjetivo, aquele que Freud definia como comunicação de inconsciente, com sua célebre metáfora telefônica. Este espaço intersubjetivo é, em outras palavras, aquele ordenado pela articulação da palavra. Como tais, só podem fornecer informações quanto ao funcionamento da estrutura porque representam painéis de significação impostos pela dinâmica do desejo.

6 As referências diagnósticas estruturais aparecem, então, como indícios codificados pelos traços da estrutura que são, eles próprios, testemunhas da economia do desejo. Traços: percurso, caminho, pontos percorridos pela cadeia de Significantes. Da idéia da estrutura, mas não a determina. Estrutura: Conjunto de elementos que se constituem na relação e que são rigorosas/interdependentes. É estruturante o que contribui para a constituição do ICS.

7 Função paterna e as estruturas psíquicas É em função dos amores edipianos que se constitui, para todos, a entrada em cena de uma estrutura psíquica, ou, como assinalava Freud a escolha da sua própria neurose. A dinâmica edipiana, na dialética do ter e do ser, leva o sujeito de uma posição em que está identificado com o falo da mãe, a uma outra posição onde, renunciando a esta identificação, aceitando, então, a castração simbólica, ele tende a se identificar, seja como o sujeito suporto não tê-lo, seja pelo contrário com aquele que suposto tê-lo.

8 No que regula o curso do édipo, a função fálica supões quatro protagonistas: mãe, pai, criança e o falo. Constituindo este último termo elemento central em torno do qual vem gravitar os desejos respectivos dos tres outros. Trata-se de referencia única que permite ao sujeito regular seu desejo com referência ao desejo de um outro.

9 Trata-se ai de uma vivência identificatória primordial onde a criança é radicalmente identificada com o objeto único de desejo da mãe, o objeto do desejo do Outro, o seu falo. Não se trata da figura paterna enquanto presença paterna, mas enquanto instância mediadora do desejo.

10 O Pai Real é o psi na realidade do seu ser, isto é o pai do aqui e agora, seja ou não genitor. Ora no aqui e agora da sua história, esse pai real nunca é o que intervem no curso do complexo de édipo. O que intercede, é o pai imaginário. Encontramos ai, em toda a sua significação,mo termo imago (imagem), no sentido em que Freud lhe atribui. O pai nunca é captado ou apreendido senão sob a forma dessa imago paterna, isto é, uma figura do pai tal como a criança tem interesse de perceber na economia do seu desejo, mas também, tal como consegue uma representação a partir do discurso que a mãe lhe sustenta.

11 O pai sempre deve ser significado à criança, mesmo não sendo esta confrontada á presença real do pai. É preciso estar presente no discurso da mãe, pois a criança começa a adivinhar que a mãe não deseja só a ela, a criança transforma imaginariamente essa constatação em um jogo de rivalidade. Mamãe te ama, mas preciso ir se não meu chefe me mata.

12 Imaginário: Imagem que eu vou criar a interpretação da realidade. Simbólico: Representação da lei, da mediação. É função que ele executa, o interditor. Real: é o pai de fato, concreto.


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