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As Interpretações Teóricas da Formação Social do Brasil Gilberto Freyre e Sérgio Buarque – ao centro em pé (década de 1930)

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Apresentação em tema: "As Interpretações Teóricas da Formação Social do Brasil Gilberto Freyre e Sérgio Buarque – ao centro em pé (década de 1930)"— Transcrição da apresentação:

1 As Interpretações Teóricas da Formação Social do Brasil Gilberto Freyre e Sérgio Buarque – ao centro em pé (década de 1930)

2 A visão Liberal: Gilberto Freyre O Autor Pernambucano, nasceu em Recife em Bacharel em ciências políticas e sociais pela Universidade do Texas e mestre em ciências políticas e sociais pela Universidade da Columbia (Nova York) Recebeu forte influência da antropologia norte-americana. Dos Estados Unidos foi para a Europa participando de cursos e conferências sobre questões sócio-antropológicas. De 1926 à 1930 foi secretário particular do então governador de Pernambuco, Estácio Coimbra, a quem acompanhou no exílio em Em 1933 publica sua obra prima Casa Grande e Senzala. Preferiu a atividade de escritor à acadêmica. Em 1946 foi deputado federal constituinte criando em 1948 o Instituto Joaquim Nabuco. Em 1957 recebeu prêmio nos Estados Unidos pelo melhor trabalho mundial sobre relações raciais. Recebeu vários prêmios e condecorações no Brasil e no exterior. Faleceu no Recife aos 87 anos em julho de 1987.

3 A Visão Liberal: O patriarcalismo rural e os condicionantes sócio-ambientais na colonização do Brasil 1. Fatores Explicativos do sucesso da colonização portuguesa no Brasil Mobilidade: herança semítica na formação do povo lusitano Miscibilidade : Hibridização > colonos mestiços de brancos com índias(bandeirantes) e depois com negras Aclimatabilidade: Adaptação aos trópicos x Não adaptação dos nórdicos Predisposições culturais e raciais > Portugal mais africano do que europeu : mouros e negros 2. Limitações Vencidas: População Reduzida: 1 milhão de habitantes Alterações de hábitos alimentares: trigo x mandioca Adaptação ao clima

4 A Visão Liberal: O patriarcalismo rural e os condicionantes sócio-ambientais na colonização do Brasil 3. Características Principais: Sucesso português x fracasso da colonização inglesa inicial Colônia de plantação > ausência de especiarias e metais preciosos para mercantilização. Obra de particulares e não do Estado Portugal e Inglaterra > iniciativa particular nos séculos XVI e XVII Espanha e França >iniciativa do Estado Colonização estável e não aventureira > apesar do caráter imperfeito (escravidão), trocou o extrativismo pela produção de riqueza no país Primeiros colonos (degredados) > teriam moldado a colonização posterior > o colono português se tornou no mais rural de todos os colonos americanos. Base econômica > agricultura e trabalho escravo

5 A Visão Liberal: O patriarcalismo rural e os condicionantes sócio-ambientais na colonização do Brasil Principal Instituição da Formação Social Brasileira > Família patriarcal A família absorveu várias funções sociais inclusive o mandonismo. Dela emergiram o nepotismo, o patrimonialismo, e as oligarquias. familismo X clericalismo (Companhia de Jesus) > casa grande x república de Jesus (missões) Formação regional diferenciada Unidade entre as regiões mantida pelo catolicismo, única religião e condição para ser colono e receber sesmarias. Tendência predominante à uniformização do que ao separatismo das colônias > pouca variação de clima e solo. Cana-de-açúcar cria depois diferenciação social > senhores x vaqueiros x bandeirantes Expansão (nomadismo) X Consolidação (sedentarismo) São Paulo (bandeirantes e grandes rios) x Pernambuco (senhores de engenho e pequenos rios)

6 A Visão Liberal: O patriarcalismo rural e os condicionantes sócio-ambientais na colonização do Brasil Mineração e café A descoberta do ouro no século XVIII não perturbou a igualdade de interesses agrários e escravocratas dos séculos XVI e XVII, pois manteve-se o instrumento básico de exploração – o escravo. Latifúndio e nutrição Monocultura, latifúndio e trabalho escravo > Fatores fundamentais que influenciaram a má formação do povo brasileiro. Senhores de engenho eram mal alimentados: os escravos acabavam sendo mais bem nutridos que seus proprietários. > escassês de alimentos nas fazendas e cidades > vida de aparência dos senhores e senhoras de engenho > ilusão da fartura alimentar pela ingestão da farinha. Em São Paulo desenvolveu-se uma agro policultura que juntamente com a maior utilização do trigo proporcionou uma melhor alimentação para seus habitantes que das demais colônias, onde prevaleceu a mandioca e importação de alimentos deteriorados como base da alimentação. As diferenças econômicas, sociais e ambientais de São Paulo em relação as demais colônias explica-se por São Paulo ter promovido, apesar do bandeirismo, maior equilíbrio na alimentação de sua população em função de uma maior divisão de terras para agricultura e criação.

7 A Visão Liberal: O patriarcalismo rural e os condicionantes sócio-ambientais na colonização do Brasil Miscigenação: Vantagens > Robustez e energia Desvantagens > Doenças infecciosas > sífilis Sadismo Sexual da casa grande > Mandonismo Formação Social Brasileira > Equilíbrio de antagonismos cultura européia e indígena; européia e africana; africana e indígena; economia agrária e pastoril; agrária e mineira; católico e herege; jesuíta e fazendeiro; bandeirante e senhor de engenho; paulista e emboaba; bacharel e analfabeto.

8 O predomínio dos fatores culturais: Sérgio Buarque de Holanda O autor Nasceu em São Paulo em Advogado, professor de história na Universidade do Distrito Federal, USP e ESPSP. Jornalista (Jornal do Brasil), diretor do Museu Paulista; diretor do IEB; diretor da Coleção Histórica da Civilização Brasileira. Obras mais importantes: Raízes do Brasil (1936); Monções (1945); Expansão paulista em fins do século XVI e princípio do século XVII (1948); Caminhos e fronteiras (1957) e Visões do Paraíso (1958). Faleceu em São Paulo em 1982.

9 Método e estilo em Raízes do Brasil Publicado em 1936, 3 anos depois de Casa Grande e Senzala. Estilo ensaísta, construído sobre uma admirável metodologia dos contrários que alarga e aprofunda a velha dicotomia da reflexão latino-americana (civilização x barbárie). Exploração de conceitos polares ou tipos ideais inspirado na sociologia alemã weberiana. Trabalha pares opostos de conceitos enfocando o processo histórico brasileiro, analisando-os conjuntamente, o que confere força explicativa para as principais causas de nossos problemas atuais. Analisa, portanto, os fundamentos do nosso destino histórico (as raízes), mostrando a sua manifestação nos aspectos mais diversos: trabalho e aventura; método e capricho; rural e urbano; burocracia e caudilhismo; norma impessoal e impulso afetivo.

10 Raízes do Brasil Síntese e idéias principais Fronteiras da Europa Aborda a Ibéria englobando Espanha e Portugal em uma unidade que se desmanchará parcialmente em um momento histórico posterior. Analisa a colonização da América mostrando as diferenças resultantes dos dois países que serão as origens mais remotas em que se fundamentará para mostrar os diferentes traços culturais principalmente de Portugal. Principais traços da cultura portuguesa: Tradicional personalismo: causa da frouxidão das instituições e da falta de coesão social no Brasil. > Se estes traços – considerados defeitos – característicos da origem de nossa formação, sempre existiram, não tem sentido a nostalgia de um passado hipoteticamente mais bem ordenado. Exaltação do prestígio pessoal com relação ao privilégio e ausência do princípio de hierarquia. > Diferentemente das nobrezas dos outros países, a nobreza ibérica permaneceu aberta ao mérito ou êxito, facilitando o acesso social de novos membros, o que favoreceu o mania geral de fidalguia: Em Portugal somos todos fidalgos.

11 Raízes do Brasil Síntese e idéias principais Fronteiras da Europa Principais traços da cultura portuguesa (continuação) Repulsa ao trabalho regular e as atividades utilitárias Preponderância das veleidades individuais em detrimento do benefício do coletivo ou de princípios > Falta de organização social Renúncia à personalidade por meio de cega obediência como mecanismo de defesa à falta de disciplina para executar tarefas com senso do dever. A vontade de mandar e a disposição para cumprir ordens são-lhes, igualmente peculiares. As ditaduras e o Santo Ofício parecem ser seu caráter com inclinação à anarquia e à desordem (p.11)

12 Raízes do Brasil Síntese e idéias principais Trabalho e Aventura Tipologia básica do Livro > Trabalhador e Aventureiro representando duas éticas opostas. O aventureiro busca novas experiências, acomoda-se no provisório e prefere descobrir a consolidar. O trabalhador estima a segurança e o esforço, aceitando as compensações a longo prazo. A América foi colonizada por homens do tipo aventureiro, cabendo ao trabalhador papel muito limitado, quase nulo. Aventureiros sem apreço pelas virtudes da pertinácia e do esforço regular, foram os espanhóis, os portugueses e os próprios ingleses, que só no século XIX ganhariam perfil convencional diferente. p.14

13 Raízes do Brasil Síntese e idéias principais Trabalho e Aventura No Brasil, essas características foram positivas, pois, para o autor, dadas as circunstâncias, seria impossível para os holandeses, por exemplo, ter feito aqui o que alguns sonhadores imaginam possível. O português manifestou uma adaptabilidade excepcional, mesmo funcionando com desleixo e certo abandono. Em face da diversidade reinante, o espírito de aventura foi o elemento orquestrador por excelência. O interesse do português pelas suas conquistas foi sobretudo apego a um meio de fazer fortuna rápida, dispensando o trabalho regular, que nunca foi virtude própria dele. A lavoura de cana seria, nesse sentido, uma forma de ocupação aventureira do espaço, não correspondendo a uma civilização tipicamente agrícola, mas a uma adaptação antes primitiva ao meio, revelando baixa capacidade técnica e docilidade às condições naturais. A escravidão, requisito necessário deste estado de coisas, agravou a ação dos fatores que se opunham ao espírito de trabalho, ao matar no homem livre a necessidade de cooperar e organizar-se, submetendo-o, ao mesmo tempo, à influência amolecedora de um povo primitivo.

14 Raízes do Brasil Síntese e idéias principais Herança Rural Nesse capítulo o autor analisa a marca da vida rural na formação da sociedade brasileira, enfatizando o peso que a escravidão representou nesse processo. Apresenta uma segunda dicotomia importante: a relação rural-urbano, que marca em vários níveis a fisionomia do Brasil. Conflitos da mentalidade rural x urbana: Tudo dependia, no passado, da civilização rústica, sendo os próprios intelectuais e políticos um prolongamento dos pais fazendeiros (oposição às tradições). Predomínio da fazenda sobre a cidade > esta mero apêndice daquela. A fazenda se vinculava a uma idéia de nobreza e constituía o lugar das atividades permanentes, ao lado de cidades vazias. Ruralismo extremo devido a um instituto do colonizador e não a uma imposição do meio.

15 Raízes do Brasil Síntese e idéias principais O Homem Cordial brasileiro A facilidade de ascensão social deu a burguesia lusitana aspirações e atitudes da nobreza, à qual desejava equiparar-se, desfazendo os ensejos de formar uma mentalidade específica, a exemplo de outros países. Sérgio Buarque de Holanda emprega pela primeira vez no Brasil os conceitos weberianos de patrimonialismo e burocracia para caracterizar o homem cordial brasileiro. O homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva, não necessariamente sinceras nem profundas. O homem cordial é visceralmente inadequado às relações impessoais decorrentes da posição e função do indivíduo > prefere as relações pessoais e familiares decorrentes das atividades nascidas na intimidade dos grupos primários (família, amigos, etc).

16 Raízes do Brasil Síntese e idéias principais O papel das Elites A elite nacional, composta pelos descendentes da aristocracia agrária – intelectuais e políticos, possui a mentalidade cordial > sociabilidade apenas aparente, individualismo exacerbado, satisfação com o saber aparente, cujo fim está em si mesmo, e por isso deixa de aplicar-se a um alvo concreto. Valorização das profissões liberais que além de permitirem as manifestações de independência individual, prestam-se ao saber de fachada. Os membros das classes dominantes, em função da crise das velhas instituições agrárias, transitam para essas profissões desligadas da necessidade de trabalho direto sobre as coisas, que lembra a condição servil. Da atividade dos políticos e intelectuais descendentes da aristocracia rural brasileira adveio muito do progresso social que acabaria por liquidar com a escravidão. O término legal do tráfico – Lei Euzébio de Queiroz- na década de 1850, propiciou o investimento de capitais ociosos em melhoramentos urbanos, sendo elemento determinante para o triunfo dos mercadores e especuladores urbanos. O fracasso inicial das atividades modernizantes no Brasil, como as iniciativas de Mauá, deveu-se à radical incompatibilidade entre as formas de vida copiadas de nações socialmente mais avançadas, de um lado, e o patriarcalismo e personalismo decorrentes de uma tradição de origem secular. A grande importância dos grupos rurais dominantes, alicerçados no latifúndio e na família, manifesta-se no plano mental pela supervalorização do talento, das atividades intelectuais que não se ligam ao trabalho material e seriam decorrentes da fidalguia.

17 Raízes do Brasil Síntese e idéias principais Conclusões Raízes do Brasil fundamentou uma reflexão da maior importância para o entendimento da nossa formação social. Seu método repousa sobre um jogo de oposições e contrastes, que impede o dogmatismo e abre campo para a meditação de tipo dialético. Quando os intérpretes do passado brasileiro ainda se preocupavam sobretudo com os aspectos de natureza biológica, manifestando mesmo que disfarçadamente, a fascinação pela raça herdada dos evolucionistas, Sérgio Buarque de Holanda focou sua análise na psicologia e na história social, com um senso agudo das estruturas. Num tempo ainda banhado pelo saudosismo patriarcalista, apontou um método de conhecimento do passado vinculado aos problemas do presente. Do ponto de vista político, sendo o nosso passado um obstáculo, a liquidação das raízes era e é um imperativo do desenvolvimento histórico.

18 A concepção marxista: Caio Prado Jr. O autor Nasceu na cidade de São Paulo em Pertencia à aristocrática família Prado, de certa tradição na sociedade paulista, dona de riquezas e importante participação na economia local, fez o secundário em São Paulo e na Inglaterra. Advogado formado pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1928, foi professor livre docente da mesma instituição. Deputado estadual em 1947, teve seu mandato cassado por ser do Partido Comunista do Brasil. Fundador e proprietário da Livraria/Editora Brasiliense em Recebeu vários prêmios, incluindo o de intelectual do ano de 1966 pelo seu livro A Revolução Brasileira. Faleceu em novembro de 1990.

19 Caio Prado Jr. Formação do Brasil contemporâneo Resumo e pontos principais Origem do Sistema colonial - expansão comercial européia - colonização: parte do processo de acumulação primitiva do capital > própria formação do capitalismo; apoio à progressiva dominação da produção pelo capital > mecanização da produção manufatureira nas metrópoles. - transição do feudalismo ao capitalismo > antigo regime: absolutismo; sociedade estamental; capitalismo comercial; política mercantilista; expansão ultramarina e comercial. Instauração do capitalismo - Pressupostos: a) ampla acumulação de capital por parte dos empresários b) crescente expansão do mercado consumidor de produtos manufaturados. c) dissolução das antigas formas de organização econômica > desenvolvimento da economia de mercado.

20 Caio Prado Jr. Formação do Brasil contemporâneo Resumo e pontos principais Colonização do novo mundo na Europa moderna > instrumento da acumulação primitiva da época do capitalismo mercantil. Colonização > foi um simples projeto de estabelecimento de um negócio que acabou contribuindo para o processo histórico de constituição do capitalismo e da sociedade burguesa. Caráter básico da colonização > comercial e capitalista; elemento constitutivo no processo de formação do capitalismo moderno. Exclusivo Metropolitano > instrumento de acumulação primitiva no interior do sistema colonial brasileiro. - a colonização organiza-se no sentido de promover a primitiva acumulação capitalista nos quadros da economia européia. - concentração da renda na colônia retida nas mãos dos proprietários como forma de garantir a própria continuidade da produção.

21 Caio Prado Jr. Formação do Brasil contemporâneo Resumo e pontos principais Inviabilidade do trabalho livre > negação do sentido da colonização, pois para gerar uma produção exportável com trabalho livre e terras abundantes, havia a necessidade de pagar-se salários elevados que pudessem atrair trabalhadores diante da alternativa dos mesmos se tornarem pequenos produtores independentes. Produção colonial destinada ao mercado externo e estruturada pelo comércio externo > tráfico de escravos africanos (acumulação externa) x apresamento indígena (acumulação interna). As duas concepções sobre o processo de determinação da estrutura da economia colonial - fatores externos > visão circulacionista (Caio Prado e Novais) - fatores internos > visão produtivista (Gorender)

22 Caio Prado Jr. Formação do Brasil contemporâneo Resumo e pontos principais Características principais da formação sócio-econômica brasileira Fornecedora de gêneros tropicais ao comércio europeu > elementos estruturantes essenciais para atingir esse objetivo: a) grande propriedade; b) monocultura; c) trabalho escravo; d) exportação Sentido da colonização: Constituição de uma vasta empresa comercial, mais completa que a antiga feitoria, mas sempre com o mesmo caráter que ela, destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu. Subordinação da economia brasileira ao objetivo de produzir e exportar alguns gêneros tropicais ou minerais de grande importância. O sentido da colonização determina a estrutura da economia colonial: 1) Pela função que a colônia deve preencher como parte da expansão comercial européia. 2) Pela motivação do colono português de se dispor a aventura colonial.

23 As Interpretações Teóricas da Formação Social do Brasil Conclusões Gilberto Freyre, Caio Prado Jr. e Sérgio Buarque de Holanda, inauguram na década de 1930 uma nova maneira de se entender o Brasil. A abordagem que fizeram foi favorecida pelo movimento modernista e dos tenentes dos anos 1920, consolidados com a revolução de Pode-se inferir que há uma espécie de divisão de trabalho entre os fundadores do pensamento social brasileiro. Gilberto Freyre, influenciado pela antropologia cultural norte-americana, foi dos primeiros a reconhecer a relevância da contribuição negra na formação de nossa sociedade. Sérgio Buarque de Holanda, inspirado em grande parte na sociologia weberiana e na hermenêutica alemã, chamou atenção, principalmente, para a predominância de relações primárias entre nós, fator impeditivo de nosso avanço social e político. Caio Prado Jr. foi o inaugurador no país do uso de um método relativamente novo, o materialismo histórico, fazendo com que as classes fossem pela 1ª vez consideradas nas análises interpretativas de nossa história. Seu grande mérito é ter mostrado que se pode entender o passado brasileiro sobretudo pelo sentido da colonização, fornecendo uma visão geral do que foi a nossa história. Freyre e Sérgio Buarque com estilos ensaístas, preocuparam-se em fornecer explicações de vários aspectos de nossa formação, identificando questões centrais, como o desenvolvimento de toda uma civilização a partir da família patriarcal e da ação de um tipo humano particular na colônia – o aventureiro. Família patriarcal, aventureiro e sentido da colonização: três elementos que se completam para entender nosso passado e presente.

24 FIM


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