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Richard Rorty.

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Apresentação em tema: "Richard Rorty."— Transcrição da apresentação:

1 Richard Rorty

2 Outro passo atrás Pragmatismo: Início [remoto] séc. XIX, EUA
Método “para averiguar a significação de palavras difíceis e concepções abstratas” (Peirce [ ]) “atitude de se afastar de primeiras coisas, princípios, categorias, supostas necessidades e olhar para as últimas coisas, frutos, consequências, fatos” (James [ ]) Verdade: o que “funciona”, o que “dá certo”

3 Vários passos depois: O neopragmatismo de Rorty
Crítica a “filosofia fundacional”: Mente como espelho do mundo Conhecimento como representação acurada do mundo externo Filosofia como pesquisa e posse dos fundamentos do conhecimento (Reale/Antiseri, p. 199) Filosofia como fundamento de toda cultura Filósofo profissional X filósofo “edificante” (tender para a verdade, não construir saber)

4 “Pensar que manter aberta a discussão constitua uma tarefa suficiente da filosofia, que a sabedoria consista na habilidade de sustentar uma conversação, significa considerar os seres humanos como criadores de novos discursos mais que seres a serem acuradamente descritos.” (Rorty apud Reale/Antiseri)

5 Introdução Problema da verdade da ficção ~ problema da verdade em geral; “correspondência ao real” X “assertibilidade garantida” [warranted assertibility] Linguagem como imagem X linguagem como jogo 4 soluções dadas pela filosofia para o problema da ficção Tese: pressuposto de Parmênides como ponto comum entre as abordagens da filosofia ocidental: só se pode falar sobre aquilo que existe (whatever is referred to must exist)

6 As 4 soluções B. Russell: falar sobre Holmes é falar sobre a narrativa de C. Doyle J. Searle: ficção como asserção fingida Donnellan: referência ao inexistente Parsons: referências feitas a qualquer objeto intencional (incluindo objetos inexistentes)

7 B. Russell: semântica como epistemologia
Tudo o que é referido precisa existir Asserções referentes a algo que não existe devem ser (analisadas como) abreviações de asserções referentes ao existente Ex. Holmes mora na Baker Street = há um conjunto de histórias de C. Doyle que contém a asserção “Holmes mora na Baker Street” ou outras asserções que contêm esta. Questão (duas opções de pensar a verdade) : relação entre palavras e mundo teoria de correspondência) ou compreender como o jogo de linguagem é possível (teoria pragmática / consensualismo)

8 Searle e os jogos de linguagem
Questão: como as palavras se relacionam com o mundo? Relação a ser compreendida a partir de seu uso, não a partir de seu nexo com a realidade (X Russell) Atos de fala: linguagem como comportamento determinado por convenções, como jogos, referência vista como uma das convenções a serem obedecidas para o sucesso do jogo

9 Searle X Rorty Na linguagem ficcional, regras semânticas são alteradas de alguma forma; autor finge realizar uma série de atos ilocucionários de tipo representativo (p. 117) Crítica de Rorty: Searle poderia desenvolver mais a ideia de jogo, mas ainda mantém preocupação do gancho da linguagem com a realidade. Construção da noção de “existência na ficção” e referência no discurso ficcional” para substituir a análise de Russell = p/ Rorty resultado ambíguo Capacidade de referir “Y” no discurso ficcional parece ser capacidade para manter conversação coerente sobre “Y”

10 Donnellan e semântica fisicalista
Crítica à ideia de que se usam nomes próprios para identificar objetos (reais ou ficcionais) Como, na ausência de uma convenção, é possível falar e ser compreendido quando se usa uma expressão sem referente? (ex. Papai Noel) história dos usos de um nome Separação entre saber como usar um enunciado e saber o que a proposição expressa (p. 121) Separação entre regras do mundo físico e regras do mundo ficcional; “verdade” é, de alguma forma, relativa ao mundo espaço-temporal [?] Consequência: não dizer o que enunciados inteligíveis expressam [?] – contra-intuitivo

11 Meinong e “objetos incompletos”
“Meinongian”: toda concepção da referência que considera que a referência a Gladstone e a Holmes ocorre da mesma maneira, e que a diferença entre pessoas reais e ficcionais é irrelevante para a semântica (p. 123) Terence Parsons Se houver um certo número de propriedades, não é preciso haver um objeto/referência/coisa etc. (ex. Holmes, Pégaso, etc) Consequência: pode-se referir a praticamente tudo Noção de “objeto incompleto” é contra-intuitiva

12 o problema Nos autores mencionados, noção de correspondência e referência não pode ser desassociada Alternativa: abordagem da linguagem como “jogo puro”, que dispensa tais noções Abordagem fisicalista “The alternatives are to separate semantics from epistemology so drastically that semantics will have no interesting distinctions to make between truth about fact and about fiction, or to bring semantics together with a realistic epistemology of ‘picturing’ which, in the manner of Donnellan, will disallow truth about fiction altogether.” (p. 127)

13 The Parmenidean Picture Picture
Asserções: movimentos em um jogo Referência: invenção dos filósofos Necessidade: noção de “falar sobre” Por que noção da linguagem como “jogo” não satisfaz muitos autores?

14 “Most philosophers of language want the same thing out of semantics that epistemologists from Descartes to Chisholm wanted: an account of our representations of the world which guarantees that we have not lost touch with it, an answer to the skeptic which flows from a general account of the nature of representation.” (p. 128) “The common root of all these problems ist the fear that the manifold possibilities offered by discursive thought will play us false, will make us ‘lose contact’ with the real.’ (p. 130)

15 Base da discussão: Parmênides
Receio quanto a aspectos poéticos, arbritrários da linguagem; desconfiança do discurso predicativo Ser agarrado, raptado pelo real produz conhecimento X opinião Divisão de dois tipos de discurso: ciência, saber X poesia ; discurso forte X discurso fraco

16 Fisicalismo e factualidade
Necessidade de encontrar diferenciação entre ciência e não-ciência, entre discurso representativo de primeiro-grau e discursos não-representativos de segundo-grau, entre falar do mundo e falar do que se inventou sugestão para uma substituição pragmática da referência a objetos "reais":  “Whatever is referred to must be the sort of object which we have to talk about in order to give the Ideal Causal Explanation of our saying what we say." (135)

17 Referências Marías, J. História da Filosofia. São Paulo, 2004.
Reale, G.; Antiseri. D. História da Filosofia. São Paulo, (vol. 6-7) Rorty, R. “Is There a Problem about Ficcional Discourse?” Consequences of Pragmatism (Essays: ). Minneapolis, 1982. Searle, J. “Reiterating the Differences: a Reply to Derrida”, 1977.


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