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Disciplina FLM 5354 Aprendizagem da Tradução e Competência do Tradutor: Bases, Polêmicas, Pesquisa Docente: Heloísa Pezza Cintrão Aluna: Mariana Ribeiro.

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1 Disciplina FLM 5354 Aprendizagem da Tradução e Competência do Tradutor: Bases, Polêmicas, Pesquisa Docente: Heloísa Pezza Cintrão Aluna: Mariana Ribeiro de Souza USP/FFLCH/DLM 1º semestre de 2010

2 Construindo um modelo de competência tradutória Grupo PACTE – Universidade Autônoma de Barcelona Análise dos primeiros modelos de competência tradutória elaborados em 1998 e suas posteriores modificações

3 O grupo Pacte (Processo de Aquisição de Competência Tradutória e Avaliação) foi criado em 1997 na Universidade Autônoma de Barcelona tendo como principal investigadora Amparo Hurtado para pesquisar a aquisição de competência tradutória, doravante CT, e verificar como tradutores iniciantes aprendem a traduzir a fim de criar melhores programas de tal aprendizagem, aperfeiçoar métodos de avaliação e unir critérios pedagógicos.

4 Sua primeira tarefa foi construir um modelo das características que definam o tradutor profissional (CT) e um modelo de como esta CT é adquirida (aquisição de CT) por meio de uma possível validação empírica.

5 O PACTE compreende a tradução como uma atividade comunicativa direcionada a metas alcançáveis que envolve tomada de decisão e resolução de problemas. Este conhecimento é chamado de CT. A primeira parte da pesquisa é um estudo empírico de como funciona a CT escrita.

6 A pesquisa é baseada em dois pontos de vista complementares: 1. o processo tradutório, as competências e habilidades requeridas (processo mental); 2. o produto da tradução mediante a coleta e análise de dados obtidos em textos traduzidos pelos participantes da pesquisa.

7 Estrutura teórica e modelos – a primeira versão de um modelo de CT desenvolvido em 1998 foi holístico e de um modelo de aquisição de CT foi dinâmico. Eles compreendem 3 itens: 1. Existência de trabalhos em outras disciplinas que definiram noções relacionadas à aquisição de CT; 2. Modelos propostos para definir a CT e a sua aquisição; 3. Pesquisa empírica com tradução escrita.

8 1. Considerando a tradução como um ato de comunicação, os estudos sobre competência comunicativa marcam a diferença entre competência, como um sistema de conhecimento e habilidades, e o modo como ela é acionada através de algumas condições psicológicas e contextuais. No caso da CT, é a competência do tradutor profissional, ou seja, competência de um conhecimento especializado.

9 Conhecimento especializado é aquele definido como categórico ou abstrato e possui uma larga base de saber. É consciente e pode se tornar explícito. É organizado em estruturas complexas e pode ser usado na resolução de problemas. São de dois tipos: declarativo e procedimental. O primeiro significa saber o quê, o segundo, saber como.

10 2. Os estudos sobre modelos de CT e de aquisição de CT não criaram um modelo geral sobre o que consiste a CT e sua aquisição no âmbito dos Estudos da Tradução. Todos descrevem a CT como um conjunto de componentes linguísticos, culturais, etc, poucos pensam sobre o aspecto estratégico e nenhum considera o aspecto psíquico-fisiológico. Apenas dois estudos pesquisaram a abordagem empírica sobre CT: Lowe e Stansfield, Scott e Kenyon.

11 3. A pesquisa empírica com a tradução escrita começou cedo, mas seu foco não era exatamente a criação de um modelo de CT como um todo, apenas lançaram luz sobre alguns aspectos da mesma.

12 O modelo de CT de 1998: modelo holístico. Tem como objetivo descrever os componentes da CT e as conexões entre eles.Uma distinção importante é entre competência (conhecimento) e performance (tradução). Determina-se também que CT é uma competência qualitativamente diferente da competência bilíngue (primeira premissa), ou seja, a CT é o sistema de conhecimentos necessários à tradução (segunda premissa).

13 Para tal modelo, a CT é considerada um conhecimento especializado e, sobretudo, procedimental (terceira premissa). Dois componentes foram acrescentados ao modelo: o estratégico e o psíquico- fisiológico, além de se estabelecer um sistema de subcompetências que estão relacionadas e sujeitas à variação (quarta premissa).

14 A quinta premissa dispõe que as subcompetências estão divididas em: subcompetência linguística em duas línguas; subcompetência extralinguística; subcompetência instrumental/profissional; subcompetência psíquico-fisiológica e a subcompetência estratégica. A transferência de competência tinha um papel central no modelo de CT de 1998 e integrava as outras subcompetências.

15 Modelo de aquisição de CT: modelo dinâmico. A aquisição de CT é um processo de reestruturação e desenvolvimento de subcompetências da CT. Assim, a aquisição de CT é definida como dinâmica, espiral, em que os tipos de conhecimento declarativo e procedimental são integrados, desenvolvidos e reestruturados, bem como um processo no qual o conhecimento procedimental da subcompetência estratégica é essencial.

16 O desenho da pesquisa. Dois tipos de sujeito são usados: tradutores profissionais e bilíngues que não traduzem. Os tipos de testes são: estudos exploratórios, testes piloto e experimentos. Instrumentos usados: PROXY, TAP (Think-aloud- protocols). Os textos usados nos testes incluem indicadores de problemas de linguagem, problemas extralinguísticos, problemas profissionais ou instrumentais, problemas psíquico-fisiológicos.

17 As tarefas experimentais são as mesmas para todos os testes e consistem em: preencher o primeiro questionário sobre o sujeito, tradução de dois textos monitorada e registrada pelo PROXY, preenchimento de um segundo questionário após a tradução dos dois textos e preenchimento de uma retrospectiva guiada pelo TAP. No estudo a aquisição da competência tradutória, os sujeitos são estudantes de tradução e tradutores profissionais.

18 Estágio atual da pesquisa. Depois do estabelecimento do modelo holístico para a CT e do modelo dinâmico para a aquisição de CT, além da base metodológica, de desenho da pesquisa, dos instrumentos de avaliação e das tarefas experimentais, o foco agora é estudo empírico da CT. Para o PACTE, algumas mudanças são necessárias nos instrumentos de avaliação e, principalmente, no modelo de CT. Foram desenvolvidas atividades de observação do tradutor profissional. Contudo, só se podem observar atividades de comportamento e não mentais, que só são acionadas indiretamente.

19 Dentre as atividades de observação estão as atividades automáticas que ocorrem mais entre tradutores profissionais e demonstram que os tradutores nem sempre são conscientes do processo cognitivo. Há também a questão da resolução de problemas e tomada de decisão e a combinação de atividades quando se traduz.

20 A necessidade de redefinição do modelo de CT. A primeira etapa é rever a definição e as funções de cada subcompetência da CT, sobretudo quando se observou o uso da capacidade de transferência, percebeu-se a existência da combinação de todas as subcompetências no tradutor especializado, a separação das duas línguas no processo tradutório. Com isso, pensa-se que se CT é conhecimento especializado, então deve ser definida como conhecimento declarativo ou procedimental.

21 Conclusão: a CT é qualitativamente diferente da competência bilíngue e é conhecimento especializado, sobretudo procedimental. A CT é o conjunto de de subcompetências que se interrelacionam e são hierárquicas, tendo a subcompetência estratégica uma posição bastante dominante. Por fim quanto mais se souber sobre como a CT funciona e como é adquirida, melhor será o desenho curricular para treinar tradutores iniciantes.


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