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Dificuldades de aprendizagem Professora Luciana Arruda Campos Rodrigues Santos, 2009.

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1 Dificuldades de aprendizagem Professora Luciana Arruda Campos Rodrigues Santos, 2009

2 Portinari, Palhacinhos na Gangorra, 1957,Pintura a óleo/madeira compensada, 54 x 65cm,Rio de Janeiro, RJ

3 Dificuldades de aprendizagem O sujeito epistêmico de Piaget não tem dificuldades, mas problemas a resolver, procedimentos a construir, compreensões a formular ( compreender é fazer com o pensamento). O termo dificuldade de aprendizagem é praticamente ausente na obra de Piaget, pois se pensamos o conhecimento em relação às vicissitudes do conhecedor, a dificuldade é algo positivo, implica desafios a serem superados e não uma queixa ou frustração, porque quem quer conhecer precisa ter dificuldades. Macedo 2005.

4 Portinari, Menino com Pipa, 1954, Pintura a óleo/tela, 60 x 73cm, Rio de Janeiro, RJ.

5 Dificuldades na perspectiva da criança O que quer dizer dificuldades para ela? Quais são seus sentimentos a esse respeito? Sabe observar ou reconhecer essas dificuldades? Ela tem vontade de superá-las ou corrigi-las? Ou apenas repete palavras ou sentimentos das pessoas que denunciam ou se queixam de suas dificuldades? Como convencer uma criança de que suas dificuldades não são uma coisa feia, que não significa ser burro, lento, hiperagitado, inadequado? A criança sabe falar sobre suas dificuldades? Sabe dizer-se? Como ajudá-la a enfrentar isso como uma razão de vida, ou seja, como motivo de um trabalho do conhecimento? Macedo, 2005.

6 Portinari, Pipas, 1947, Pintura a guache e grafite/papel, 50 x 40cm, Rio de Janeiro, RJ

7 Jogos e situações-problema Situação-problema é uma situação de aprendizagem. É um desafio intelectual, algo a ser superado. É um verdadeiro enigma a ser resolvido. Sua solução requer espírito investigativo. Pede antecipação dos resultados, planejamento, correr riscos, reflexão, tematização, disputa, enfrentamento de conflitos, tensões, paradoxos, alternativas diversificadas ou argumentações. Macedo, 2002.

8 Futebol, Portinari, 1935, Pintura a óleo/tela, 97 x 130cm, Rio de Janeiro, RJ

9 Jogos no processo ensino e aprendizagem No jogo podem-se encontrar respostas ainda que provisórias, para perguntas que não se sabe responder Lino de Macedo

10 Children's Games, Peter Brueghel:1560.

11 Participação ativa do sujeito É valorizada por pelo menos dois motivos no contexto de jogos: 1. Oferece uma oportunidade para que as crianças estabeleçam uma relação positiva com a aquisição do conhecimento. 2. Possibilidade de desenvolver seu raciocínio. Jogos são instrumentos para exercitar e estimular um agir-pensar com lógica e critério. Macedo, 2000.

12 Portinari, Espantalho, 1941, Pintura a óleo/madeira, 38 x 50.5cm, Washington, D.C.

13 Crianças com dificuldades de aprendizagem na oficina de jogos Vão gradativamente modificando a imagem negativa do ato de conhecer. Relacionam aprendizagem com atividade interessante e desafiadora. Ganham autoconfiança, são incentivadas a questionar e corrigir suas ações, analisar e comparar pontos de vista, organizar e cuidar dos materiais utilizados. Macedo, 2000.

14 Portinari, Três Marias, 1940, Pintura a guache/papel, 23 x 32cm, Rio de Janeiro, RJ

15 Ação preventiva da oficina de jogos Tem a função de estimular a curiosidade, o espírito de investigação e a busca de soluções. Macedo, 2000.

16 Portinari, Espantalhos, Pipas e Balões, 1941, Pintura a óleo/tela, 80.5 x 100cm, Washington, D.C.

17 Ação curativa da oficina de jogos Possibilita identificar, quais são as principais defasagens para viabilizar a realização de tarefas e a compreensão de conteúdos. É uma oportunidade para romper o círculo vicioso ao qual vêm se sujeitando na escola para que possa estabelecer outra relação com novos conteúdos. Ser produtora de suas ações faz com que a criança construa condições internas para lidar com diferentes situações que enfrenta no seu dia-a-dia. (Observar, questionar, discutir, interpretar, solucionar e analisar) Macedo, 2000.

18 Portinari, Crianças Brincando, 1960, Pintura a óleo/tela, 60 x 72cm, Rio de Janeiro, RJ

19 Sobre o fracasso escolar Para Piaget a interdisciplinaridade é fundamental. Não há criança desinteressada e sem curiosidade o tempo todo. A proposta de Piaget é adotar uma metodologia de ensino que considere o aluno como um ser que pensa e que pode aprender qualquer matéria, desde que o conteúdo trabalhado tenha algum significado. Macedo, 2000.

20 Portinari, Meninos na gangorra, 1944 Pintura a óleo/tela, 45 x 56cm, Rio de Janeiro, RJ

21 O erro do aluno, na oficina de jogos Pode servir como fonte de informações, permitindo analisar o que a criança fez e como o fez para realizar a tarefa. É fecundo e positivo, pois faz parte do mecanismo de aquisição de conhecimento. Julgamos interessante estimular a criança a classificar suas respostas, selecionando as que considera certas. A proposta é que a criança desenvolva uma atitude de pesquisadora, que se torne um leitor crítico de sua própria produção, construindo assim sua autonomia. Como transformar o erro em um processo observável para o aluno? Macedo 1997.

22 Como lidar com o erro Ter uma atitude de pesquisa e reflexão com relação a eles. Saber observá-los na prática pedagógica. Saber interpretá-los. Poder torná-los um instrumento de trabalho; não algo do qual se quer ficar livre – o mais fácil e rapidamente possível -, mas que nos coloca uma questão cujo desenlace poderá ter como resultante o desenvolvimento da criança e de nós mesmos. Macedo, 1996.

23 Os jogos e sua importância psicopedagógica Os jogos são uma espécie de folga no esforço adaptativo. A folga é importante na perspectiva social, cultural e antropológica do ser humano. Quando este aprendeu a amansar o cavalo, pôde locomover-se mais depressa. No contexto do jogo, a criança pode encontrar o ócio digno, espaço e tempo para pensar. Trabalha a regra de forma significativa e a inserção no mundo social e cultural. Macedo, 1997.

24 A importância do jogo no futuro da criança O futuro da criança envolve a inserção no mundo do trabalho. Nessa inserção, o jogo representa um papel crucial. O termo trabalho diz respeito ao seu sentido pleno, como proposto por Granger (1968), ou seja, não alienado, pois envolve produção, compromisso, regra, transformação, processo, participação, cooperação. E que também envolve, por outro lado, prazer: de servir, participar e produzir, prazer cujo desafio é justamente construir condições para um trabalho criativo. Macedo, 1997.

25 A importância do jogo para a psicopedagogia Ex.: O jogo de damas requer da criança a construção de: Relações espaciais topológicas, euclidianas e projetivas. Relações lógicas. Estratégias. Relações matemáticas de tipo aritmético, na medida em que faz junções, separações, bijeções, associações. Relações algébricas, pelas relações abstratas, que se estruturam pouco a pouco no seu contexto. Relações psicológicas: perder ou ganhar, competir, admirar o adversário, aprender com ele, ser solidário, cooperativo. Macedo, 1997.

26 É necessário estabelecer relações entre jogar e atuar como estudante. Ex.: pega-varetas Bom jogador Ganhar o jogo Fazer o maior número de pontos Observar a configuração das varetas espalhadas. Planejar as ações. Decidir a primeira vareta a ser pega. Definir os critérios de resgate (primeiro as mais soltas, depois as com um contato apenas, etc.). Analisar as possíveis formas de pegar cada vareta e escolher a preferida (preensão, alavanca, rolamento, etc.). Observar atentamente o ambiente do jogo e as ações dos adversários. Aprender com as jogadas alheias: as táticas, os erros a serem evitados. Participar mesmo quando não é sua vez de resgatar as varetas. Saber o que está acontecendo, acompanhar o jogo. Bom aluno Tirar boas notas. Olhar as tarefas do dia da agenda, ou atender às solicitações do professor. Planejar as ações. Decidir que lição fazer primeiro. Definir os critérios de estudo (primeiro as lições de amanhã e as mais difíceis, pedir ajuda depois de tentar, etc.). Analisar as formas de estudar que prefere (ler, sublinhar, escrever resumos, etc.). Observar o ambiente da sala de aula e as ações do professor e dos colegas. Aprender com as dúvidas dos outros, ouvir, fazer perguntas. Participar mesmo quando não está falando. Saber o que está acontecendo, acompanhar a aula. Macedo, 2005.

27 Construtivismo e fracasso escolar O construtivismo nos ajuda a analisar o fracasso escolar de uma forma original e válida. Original porque, ainda que centrado nas ações da criança e suas significações, valoriza nestas não seus limites e impossibilidades (o que corresponde à leitura tradicional), mas toda sua riqueza de construções e de superações. Válida, porque apoiada em uma outra forma de conceber o ser humano e o sentido de suas realizações. Macedo, 1994.

28 O processo de construção do conhecimento passa por quatro etapas na oficina de jogos: Exploração dos materiais e aprendizagem das regras (jogar certo é um problema de aprendizagem); Prática do jogo e construção de estratégias (jogar bem é um problema de desenvolvimento, refere-se à decisões e à escolhas ); Resolução de situações-problema; Análise das implicações do jogar (jogar com êxito). Macedo, 2006.

29 Para incluir todas as crianças na escola: É essencial reconhecer a interdependência entre jogo e projeto educacional. Como proteger o jogo e seu sentido próprio? Como não agir no antijogo seduzido pelos fins, isto é, pelo projeto que justifica sua utilização? Como não esquecer do projeto que justifica o uso do jogo, realizando no contexto educacional ou clínico o que as vezes chamamos de o jogo pelo jogo? Macedo, 2006.

30 Oficina de jogos Trilha do resto, Borin e Smole.


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