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As Vanguardas Européias E o Texto Literário. VANGUARDA: VANGUARDA: movimento formado por grupos de pessoas que, por seus conhecimentos ou por uma tendência.

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1 As Vanguardas Européias E o Texto Literário

2 VANGUARDA: VANGUARDA: movimento formado por grupos de pessoas que, por seus conhecimentos ou por uma tendência natural, exercem papel de precursoras ou de pioneiras em determinado movimento cultural, artístico ou científico. Assim aconteceu com o conjunto de cinco ismos: Cubismo, Futurismo, Expressionismo (Fauvismo), Dadaísmo e Surrealismo.

3 CUBISMO França

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5 Cubismo Proposta - Supressão do sentimentalismo piegas e da dor. - Nada de lamentos - Não só acentua o caráter de destruição mas acrescenta construção. - Abolição da cópia na arte. - Interesse: mudança de planos, de perspectivas, da decomposição geométrica dos objetos.

6 Hípica Saltos records Cavalos da Penha Correm jóqueis de Higienópolis Os magnatas As meninas E a orquestra toca Chá Na sala de cocktails (Poesias Reunidas – 5ª ed.- Rio de Janeiro – Civilização Brasileira, 1978 p.129) Oswald de Andrade Pintor- quadro Les demoiselles dAvignon (1907) Pablo Picasso- Mulheres da esquerda cultura ibérica Mulheres da direita influência da arte negra

7 FUTURISMO França

8 Futurismo Atitude de irreverência - Destruição de códigos e valores cristalizados, arte agressiva - Corte dos elos com o passado - Palavras em liberdade É preciso destruir a sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso, como nascem. (Manifesto Futurista, 1912) - Reunir beleza e feiúra ou o que era considerado grotesco e era excluído da poesia do passado. Criar cuidadosamente do feio na literatura. Velhice O netinho jogou os óculos na latrina. Oswald de Andrade

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10 ODE AO BURGUÊS Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, o burguês-burguês! A digestão bem feita de São Paulo! O homem-curva! o homem-nádegas! O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, é sempre um cauteloso pouco-a-pouco! Eu insulto o burguês-funesto! O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições! Fora os que algarismam os amanhãs! Olha a vida dos nossos setembros! Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! Morte ao burguês de giolhos cheirando religião e que não crê em Deus! Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! Ódio fundamento, sem perdão! Mário de Andrade. Poesias Completas. São Paulo: Circulo do Livro, sd, p Mário de Andrade Pintor - Giácomo Balla Vôo de andorinhas

11 EXPRESSIONISMO Alemanha

12 O meu tempo O meu tempo Cantos e metrópoles, lavinas febris, Terras descoradas, pólos sem glória, Miséria, heróis e mulheres da escória, Sobrolhos espectrais, tumulto em carris. Soam ventoinhas em nuvens perdidas. Os livros são bruxas. Povos desconexos. A alma reduz-se a mínimos complexos. A arte está morta. As horas reduzidas. (Wilheim Klem) Edvard Munch - O Grito

13 Expressionismo Cores intensas, simbólicas, imagens sugestivas - Deformação da realidade, representada subjetivamente - Mostra seus aspectos hediondos, terríveis e dolorosos. - Valorização dos conteúdos subjetivos que adquirem maior importância do que a técnica.

14 FAUVISMO França

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16 Fauvismo Assim como o Expressionismo, há predomínio das cores intensas e distorções ousadas. - Fauves (selvagens) no sentido de libertação e experimento. - Equilíbrio novo e radical em Matisse, seu principal líder.

17 POÉTICA MANUEL BANDEIRA Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo. Abaixo os puristas. Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo. De resto não é lirismo Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às agraves mulheres, etc. Quero antes o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbados O lirismo difícil e pungente dos bêbados O lirismo dos clowns de Shakespeare. - Não quero saber do lirismo que não é libertação. Henry Matisse - Harmonia em vermelho

18 DADAÍSMO Suíça

19 MATURIDADE O Sr. E a Sra. Amadeu Participam a V. Exa. O Feliz nascimento De sua filha Gilberta Oswald de Andrade Marcel Duchamp Roda de Bicicleta

20 Dadaísmo Romper com o bom senso, a lógica e o significado compreensível, repudiar tudo aquilo que é do domínio da consciência. O mais radical dos movimentos de vanguarda, procura a antiarte e a antiliteratura, algo diferente de tudo que já tivesse sido feito até então.

21 SURREALISMO França

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23 ( a costela do Dadaísmo) Surrealismo ( a costela do Dadaísmo) CARACTERÍSTICAS COMUNS - Amor ao protesto - Valorização do improviso - Espontaneidade no manejo da linguagem SURREALISTAS EXPLORARAM - A relação da linguagem e da arte com o inconsciente, os sonhos, o sobrenatural, a loucura e os estados alucinatórios. Tudo o que fosse o reverso da lógica e fora do controle da consciência. - O emprego passional e irracional das imagens, em busca de representar um mundo em que a realidade e a força inconsciente da imaginação se misturem.

24 Pré-história Mamãe vestida de rendas Tocava piano no caos Uma noite abriu as asas Cansada de tanto som, Equilibrou-se no azul, De tonta não mais olhou Para mim, para ninguém! Cai no álbum de retratos. Murilo Mendes Salvador Dali - Criança Geopolítica assistindo ao nascimento do novo homem (1943)

25 Os Amantes Magritte

26 Tabacaria Álvaro de Campos Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo Fiz de mim o que não soube E o que podia fazer de mim não o fiz. O dominó que vesti era errado. Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me Quando quis tirar a máscara, Estava pregada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido. Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado

27 Golconda - Magritte

28 De Chirico – Heitor e Andrômaca

29 Abaporu – Tarsila Antropofagia – Tarsila

30 O Elefante Celebes – Max Ernst

31 O Homem Amarelo – Anita Malfatti


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