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REVOLUÇÃO FRANCESA.

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Apresentação em tema: "REVOLUÇÃO FRANCESA."— Transcrição da apresentação:

1 REVOLUÇÃO FRANCESA

2 A França do século XVIII
Luís XIV Luís XV Luís XVI

3 As críticas ao Antigo Regime
0,5% da população 1º ESTADO 1,5% da população 2º ESTADO Baixo Clero Alto Clero 3º ESTADO Sans-culotte Nobreza

4 A população francesa no século XVIII
A composição social A população francesa no século XVIII 3º ESTADO 1700 1800 População rural 1789 População urbana 5 milhões de pessoas 16 milhões de pessoas 25 milhões de pessoas Média Burguesia Baixa Burguesia Classes populares Alta Burguesia 20 milhões de pessoas 3º Estado 1º Estado 2º Estado Artesãos Operários Camponeses Servos Sans-culottes Profissionais liberais Funcionários públicos Pequenos comerciantes Banqueiros Industriais Comerciantes 200 mil pessoas 300 mil pessoas 20 milhões de pessoas

5 Os condicionantes econômicos
Agravamento das condições socioeconômicas na França Concorrência com a indústria inglesa Revoltas violentas Ruína do comércio Fenômenos climáticos Onda de falências Secas e inundações Queda dos salários Desemprego Comprometimento da agricultura CRISE POLÍTICA Elevação dos preços dos produtos

6 A crise política na França Pela tradicional votação do Estado
249 PADRES 296 DEPUTADOS 300 DEPUTADOS 578 DEPUTADOS 47 BISPOS 1 VOTO 1 VOTO 1 VOTO Michel Etienne Turgot Lomenie de Brienne Charles Alexandre de Calonne Abertura da Assembléia dos Estados Gerais, em Versalhes (4 de maio de1789) 1º ESTADO 2º ESTADO 3º ESTADO Jacques Necker

7 O início da Revolução CONSILIADORA
BAIXA, MÉDIA, ALTA BURGUESIA e a ARISTOCRACIA RADICAL CONSERVADORA BAIXA BURGUESIA ALTA BURGUESIA ESQUERDA CENTRO DIREITA A convocação dos Estados Gerais, maio de 1789 A invasão da sala do jogo de péla da corte

8 A Assembléia Nacional Constituinte
A 9 de julho de 1789, os deputados se declararam em Assembléia Nacional Constituinte O rei, Luís XVI, reuniu forças para enfrentar a Assembléia , colocando o Barão de Bretevil como ministro. Para resistir às tropas reais, criou-se a Guarda Nacional As milícias tomaram o arsenal de armas real à procura de munição O auge do conflito, aconteceu no dia 14 de julho de 1789, conhecido como a Tomada da Bastilha

9 A Assembléia Nacional Francesa (1789-1792)
Nessa fase se destacou a atuação da burguesia nas cidades destituindo a autoridade dos nobres nas repartições públicas e criando comitês No campo esse período os revolucionários mataram incendiaram propriedades e castelos da aristocracia rural ficando conhecido como “O Grande Medo” Em Paris foi aprovada a Assembléia dos Estados Gerais, abolindo os privilégios feudais na luta pelas conquistas sociais e políticas Inspirada na Declaração de Independência dos EUA, foi aprovada a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” estabelecendo a igualdade Foram criados os Assignats, a partir do confisco de bens da Igreja e subordinando os padres ao Estado Em julho de 1790, era aprovada a Constituição Civil do Clero originando o clero juramentado e o refratário Em 1791, era aprovada a primeira Constituição Monárquica da França

10 O voto censitário O Voto Censitário proibidas associações de trabalhadores e as greves. A França se tornou um Estado burguês, eliminando os privilégios da aristocracia. Por outro lado, criou várias restrições e privilégios a seu favor. Separava-se, assim, a burguesia do Terceiro Estado . Na Assembléia Nacional, implantou-se uma disputa entre dois grupos políticos, os girondinos e os jacobinos Os girondinos eram parte da Alta burguesia, originários do sul a Gironda Os jacobinos eram a ala moderada, que se reunia no convento dominicano. Ainda existiam os feuillants que eram a burguesia financeira e os cordeliers, a camada mais baixa da população .

11 A Constituição Monárquica
Inspirados no modelo inglês, a Constituição de 14 de setembro de 1791 era de caráter moderado com divisão de poderes como sugeria Montesquieu. Pela lei, o rei passava a ter direitos limitados por uma Assembléia Legislativa, mas, em verdade, manteve a sua autoridade apoiado pela alta nobreza . O povo continuava excluído da vida política, sendo o voto para homens de 25 anos e com uma condição de contribuição no o valor de 3 dias de seu trabalho . Com o agravamento da situação política, Luís XVI, tentou fugir sendo preso em Verennes, na fronteira . A atitude do rei levou à sua prisão no Palácio de Tulherias e a radicalização do processo revolucionário. Os jacobinos então, proclamaram a “Pátria em Perigo”, fornecendo armas ao povo e criando a Comuna Insurrecional de Paris sob o comando de Danton, Marat e Robespierre. Por sua vez, a pressão absolutista se fez criar um exército formado pela Áustria e Prússia que marchou contra a França revolucionária. Os revolucionários franceses conseguiram conter o exército dos emigrados, nas porta de Paris, na Batalha de Valmy (20 de setembro e 1792),onde o rei foi acusado de alta traição e sentenciado à morte pela forca.

12 A reação aos revolucionários
Vindimário (do latim vindemia = vindima, colheita da uva), 22/9 a 22/10. Em 21 de janeiro de 1793 Luis XVI foi guilhotinado, após cartas comprometedoras serem encontradas, provocando diversas reações. Brumário (do francês brumas = nevoeiro), 22/10 a 20/11. Ventoso (do latim ventosus = vento), 19/02 a 20/03. Messidor (do latim messis = colheita), 19/06 a 18/07. Já a rainha, Maria Antonieta foi guilhotinada meses depois, em 16 de Outubro de 1793. Termidor (do grego therme = calor), 19/07 a 17/08. Frimário (do latim frimas = geada), 21/11 a 20/12. Germinal (do latim germem = germinação), 21/03 a 19/04. Externamente se formava 1ª coligação (Áustria, Prússia, Países Baixos, Espanha e Inglaterra), que se uniram contra os revolucionários. Futidor (do latim fructus = fruto), 18/08 a 16/09. Nivoso (do latim nivosus = neve), 21/12 a 19/01. Floreal (do latim florens = flores), 20/04 a 19/05. Pluvioso (do latim pluviosus = chuva), 20/01 a 18/02. As dificuldades econômicas se somavam às questões políticas, levando à levantes como Revolta da Vendéia, (2 de junho de 1793). Prairial (do francês prairie = prado), 20/05 a 18/06. Homens como Marat, Hébert, Danton, Robespierre e Saint-Just passaram a comandar a fase mais radical de toda a Revolução Francesa. Os girondinos foram presos e alguns líderes executados dando início à uma nova fase da revolução francesa, a Convenção Montanhesa ( ). Criou-se um nova Constituição (Constituição do Ano I) e um Comitê de Salvação Nacional apoiado por um Tribunal Revolucionário. Uma das medidas do Governo Popular foi a criação de um novo calendário com início em 22 de setembro de 1793.

13 O governo montanhês: o auge e a queda jacobina
Em meio a esse quadro houveram várias cisões dentro do governo jacobino. O período de setembro de 1793 a julho de 1794 caracterizou-se por violentas ações contra os opositores do governo revolucionário. Pessoas eram mortas pelo simples fato de ser “denunciado” por desafetos. Cerca de 17 mil pessoas foram julgadas nesses 11 meses e declaradas culpadas e, por fim, penalizadas à morte pela guilhotina. Haviam os radicais como Hébert que defendiam a intensificação da violência. Se somarmos a esses os presos políticos que morreram nas prisões chegaremos a quase 40 mil pessoas mortas nesse período. Ou aqueles que eram os moderados, como Danton, que pregavam o fim desta. O líder do partido, Robespierre, ordenou a execução de ambos. A situação havia se agravado quando líder dos sans-culottes, Marat foi morto por uma girondina (Charlote Corday). Por outro lado, as constantes ameaças de invasão, somadas à insegurança da população levou Robespierre perder o apoio e sua condição de líder. Danton, considerado um moderado, foi substituído pelo radical Robespierre, dando início a fase do Terror Sem unidade dentre os líderes jacobinos, os opositores girondinos se organizaram politicamente contra os jacobinos. Administrativamente, o governo montanhês criava a Lei do Preço Máximo, fim da escravidão nas colônias e a criação do ensino público gratuito. Em 27 de julho de 1794, 9 de Termidor no calendário revolucionário, os girondinos em Convenção derrubaram os líderes jacobinos. Com relação ao clero, o governo se buscou acabar com a supremacia da Igreja, transformando, por exemplo a Catedral de Notre Dame em “Templo da Razão”. Presos, Robespierre e Saint-Just, foram guilhotinados, era o fim da Convenção Montanhesa e início da Reação Termidoriana.

14 A Convenção Termidoriana
A convenção foi, em verdade, bastante curta, de 1794 a 1795, mas permitiu a retomada do projeto político da alta burguesia. Foram anuladas várias decisões dos montanheses, como, por exemplo: a Lei do Preço Máximo e o fim do Comitê de Salvação Pública. Por outro lado, para controlar os sans-culottes, se deu início ao que ficou conhecido como Terror Branco, realizado pelos muscadins (direitistas). Em 1795, a Convenção elaborou uma nova Constituição – a Constituição do ano III. A nova constituição, elaborada pela alta burguesia girondina restabelecia o voto censitário. Quanto ao poder executivo, esse deveria ser exercido por um Diretório. Os membros do Diretório tiveram que sofrer a oposição dos jacobinos, à esquerda, e dos realistas, à direita, interessados na volta dos Bourbons. Com o Diretório, formado por cinco membros eleitos pelos deputados, se dava início à República do Diretório.

15 Liderados por Graco Babeuf, ocorria a “Conspiração dos Iguais”.
O Diretório ( ) O Diretório enfrentou levantes populares internos e a continuidade de ameaças externas de nações estrangeiras absolutistas . Em 1795, golpes realistas tentaram retomar o poder da nobreza e 1796 eclodia um movimento de esquerda pelos Sans-culottes. Liderados por Graco Babeuf, ocorria a “Conspiração dos Iguais”. Babeuf, exigia o fim das desigualdades atacando propriedades privadas e conclamando a instauração da “Ditadura dos Humildes”. Babeuf, foi um dos precursores do socialismo recebendo o apelido de “Graco” em alusão aos Irmãos Graco, da Roma Antiga. Babeuf acabou preso e executado, mas isso mostrava as instabilidades internas que vivia o Governo do Diretório . Externamente, os franceses acumulavam vitórias contra as forças absolutistas, onde se destacava a figura de um jovem oficial, Napoleão Bonaparte.

16 FINAL DO 3º CAPÍTULO O fim da revolução (1799)
Políticos burgueses perceberam que o general Bonaparte era o homem certo para consolidar o novo regime, assim promoveram o Golpe de 18 de Brumário . Os burgueses mais lúcidos e influentes perceberam que com o Diretório não teriam condição de resistir aos inimigos externos e internos . O governo não era respeitado pelas outras camadas sociais, assim só uma ditadura militar funcionaria, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros. 10 de novembro de 1799, chegava ao fim de dez anos a Revolução Francesa . A figura que sobressai no fim do período era a do general francês mais popular e famoso da época, Napoleão Bonaparte . Ao final desse período o sonho iluminista de uma sociedade igualitária não havia chegado a bons termos, como esperava a sociedade. Quando estourou a revolução, era apenas um simples, tenente que fez uma rápida carreira militar, se tornando general de brigada com apenas 24 anos. Os princípios universais de (Liberté, Egalité, Fraternité), defendida por Rousseau, contudo deixou seus frutos para a posteridade. Era amigo dos familiares de Robespierre mas, afastou-se deles quando estavam sendo depostos. França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios. Com apoio de dois diretores e de toda a grande burguesia, suprimiu o Diretório e instaurou o Consulado., baseado na política romana. O Consulado era representado por três elementos: Napoleão, o abade Emmanuel Joseph Sieyès e Roger Pierre-Roger Ducos. A grande vencedora desse conflito foi a burguesia com desmoronamento do poder do Antigo Regime e a perda da autoridade do clero e da nobreza. Entretanto, se dava início a um novo período de ditadura, a Era Napoleônica.


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