A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

De Onde Viemos?... Joaquim Delphino Da Motta Neto Departamento de Química, Cx. Postal 19081 Centro Politécnico, Universidade Federal do Paraná (UFPR) Curitiba,

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "De Onde Viemos?... Joaquim Delphino Da Motta Neto Departamento de Química, Cx. Postal 19081 Centro Politécnico, Universidade Federal do Paraná (UFPR) Curitiba,"— Transcrição da apresentação:

1 De Onde Viemos?... Joaquim Delphino Da Motta Neto Departamento de Química, Cx. Postal Centro Politécnico, Universidade Federal do Paraná (UFPR) Curitiba, PR , Brasil

2 Educação no Brasil, Parte I2 Os problemas da Educação no Brasil estão inseridos em um contexto maior... A própria História da nação. Como chegamos a esta situação?

3 Educação no Brasil, Parte I3 Resumo Primórdios: a Companhia de Jesus Primórdios: a Companhia de Jesus O Primeiro e o Segundo Império O Primeiro e o Segundo Império A Primeira República ( ) A Primeira República ( ) O Movimento Escola Nova (1932) O Movimento Escola Nova (1932) O Estado Novo e a Reforma Capanema O Estado Novo e a Reforma Capanema A Constituição de 1946 e após A Constituição de 1946 e após Do golpe de 64 à época do milagre Do golpe de 64 à época do milagre Uma iniciativa restrita nos anos 80 Uma iniciativa restrita nos anos 80 Últimas décadas: a LDB de 1996 Últimas décadas: a LDB de 1996 Conclusões Conclusões

4 Educação no Brasil, Parte I4 Aspectos Gerais Durante quase trezentos anos de existência da colônia, praticamente não houve educação formal. Grande parte da população era (e ainda é) analfabeta. A escravidão não ajuda. O poder estava (e ainda está) nas mãos das oligarquias locais (donos de latifúndios.) Como a economia era essencialmente agrária, a Revolução Industrial praticamente não chegou ao Brasil até a década de 1930.

5 Educação no Brasil, Parte I5 Primórdios: os Jesuítas Em 1549 chegaram ao Brasil os primeiros jesuítas, que implantaram as primeiras escolas elementares do Brasil. Seu interesse estava apenas na conversão... Para proteger os índios dos colonos, os jesuítas montaram no interior do país as missões.

6 Educação no Brasil, Parte I6 República Guarani Reconhecida pela ONU como a primeira experiência comunista do planeta.

7 Educação no Brasil, Parte I7 Para quem tiver curiosidade sobre o tema, recomendamos o ótimo filme A Missão (1987) de Roland Joffé, com Robert De Niro e Jeremy Irons.

8 Educação no Brasil, Parte I8 Assim de 1549 até 1759 os Jesuítas foram responsáveis pela educação elementar no Brasil. Até que...

9 Educação no Brasil, Parte I9 Marquês de Pombal ( ) Figura polêmica, foi o poderoso ministro de D. José I. Governou nas linhas do despotismo esclarecido. Em 1759 expulsou os jesuítas do Brasil, e extinguiu as últimas capitanias hereditárias.

10 Educação no Brasil, Parte I10 No chamado Período Pombalino ( ) toda a estrutura antes montada pelos jesuítas no Brasil foi desmontada. Os poucos professores na colônia eram despreparados e mal pagos. Conseqüentemente, na virada do século a Educação no Brasil estava reduzida a praticamente nada. Não havia instituições de ensino superior, pois estas haviam sido proibidas pelo Marquês de Pombal...

11 Educação no Brasil, Parte I11 Abertura dos Portos (1808) João Correia Picanço, um dos médicos da corte, convenceu Dom João VI da urgente necessidade de formar médicos.

12 Educação no Brasil, Parte I12 Assim foi criada a Faculdade de Medicina de Salvador, a primeira instituição de ensino superior do Brasil.

13 Educação no Brasil, Parte I13 Período Imperial ( ) Em 1822, D. Pedro I declarou a Independência.

14 Educação no Brasil, Parte I14 Em 1823, na tentativa de se suprir a falta de professores institui-se o Método Lancaster, ou do "ensino mútuo", onde um aluno treinado (decurião) ensina um grupo de dez alunos (decúria) sob a rígida vigilância de um inspetor. Em 1824 é outorgada a primeira Constituição brasileira. O Art. 179 dizia que a "instrução primária é gratuita para todos os cidadãos".

15 Educação no Brasil, Parte I15 Dom Pedro II ( ) Diferente de seu pai, tinha fortes interesses culturais e mesmo científicos. Praticou a poesia, a pintura, conheceu as línguas e freqüentou as ciências. Tinha grande amor por seu país. Apesar de seu amor pelas letras e ciências, não conseguiu efetivamente estabelecer um sistema educacional no país.

16 Educação no Brasil, Parte I16 Pedro II financiou as primeiras pesquisas e se correspondeu com Louis Pasteur.

17 Educação no Brasil, Parte I17 O Imperial Colégio Pedro II Criado em 1837 para ser o modelo de ensino secundário (a jóia do Império), não conseguiu se organizar para tal nos primeiros anos.

18 Educação no Brasil, Parte I18 Dom Pedro II e Ulysses Grant abrem a exposição da Filadelfia em 1876.

19 Educação no Brasil, Parte I19 Por volta da virada do Século, na época do golpe, o índice de analfabetismo ainda era muito alto...

20 Educação no Brasil, Parte I20 Primeira República ( ) Uma nação jovem, com instituições incipientes, ainda atrelada aos interesses dos latifúndios, lutava para se manter inteira. Assim, não havia como estabelecer um sistema educacional sólido. Foi talvez o período mais desastroso da História da Educação brasileira. Diversas reformas em nível nacional se sucederam, sem atingir nenhum objetivo.

21 Educação no Brasil, Parte I21 Enquanto a Europa aproveitava os últimos tempos da belle époque, o Brasil ainda era um país rural, onde a Revolução Industrial não havia chegado...

22 Educação no Brasil, Parte I22 Reforma Benjamim Constant Tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária (estipulado na Constituição).

23 Educação no Brasil, Parte I23 Uma das intenções era transformar o ensino em formador de alunos para os cursos superiores e não apenas preparador. Outra intenção era substituir a predominância literária pela científica. Esta Reforma foi bastante criticada, tanto pelos positivistas como pelos que defendiam a predominância literária, já que o que ocorreu foi apenas o acréscimo de matérias científicas às tradicionais.

24 Educação no Brasil, Parte I24 Código Epitácio Pessoa (1901) Incluiu a lógica entre as matérias e retirou a biologia, a sociologia e a moral, acentuando, assim, a parte literária em detrimento da científica.

25 Educação no Brasil, Parte I25 Reforma Rivadávia Correa (1911) Pretendeu que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não como simples promotor a um nível seguinte. Retomou a orientação positivista. Pregou a abolição do diploma em troca de um certificado de assistência e aproveitamento e transferiu os exames de admissão ao ensino superior para as faculdades.

26 Educação no Brasil, Parte I26 A Reforma Rivadávia Correia possibilitou a abertura de cursos superiores de estrutura Universitária, algo até então inédito no Brasil... Qual foi a primeira?

27 Educação no Brasil, Parte I27 Universidade do Paraná (1913)

28 Educação no Brasil, Parte I28

29 Educação no Brasil, Parte I29 Reforma Carlos Maximiliano (1915) Introduziu a cadeira de Moral e Cívica, com a intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Arthur Bernardes. Reforma João Luiz Alves (1925) Surgiu em função de se concluir que a Reforma de Rivadávia Correa não poderia continuar. Esta reforma reoficializou o ensino no Brasil.

30 Educação no Brasil, Parte I30 No meio deste período caótico e conturbado, vale destacar algumas iniciativas que deram bons resultados...

31 Educação no Brasil, Parte I31 M.B. Lourenço Filho ( ) Forte defensor da escola para todos, antecipou o conceito de diversidade. Com apenas 24 anos reformou a rede de educação do Ceará. Entre 1932 e 1937 reformulou o curriculum do Instituto de Educação (RJ). Combinou a Estatística e a Psicologia para criar os testes ABC. Dirigiu o INEP, onde criou em 1944 a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos.

32 Educação no Brasil, Parte I32 No período foram realizadas diversas reformas de abrangência estadual: Lourenço Filho, no Ceará, 1923, Anísio Teixeira, na Bahia, 1925, Francisco Campos e Mario Casassanta, em Minas, 1927, Fernando de Azevedo, no Distrito Federal, 1928 Carneiro Leão, em Pernambuco, em 1928.

33 Educação no Brasil, Parte I33 Assim, em 1930 o Brasil ainda era um país rural. Como a Industrialização chegou ao Brasil ?...

34 Educação no Brasil, Parte I34 Getúlio D. Vargas ( ) Liderou a Revolta de Em 1937 deu um golpe de estado, e governou até Criou a CSN e concedeu diversos benefícios aos trabalhadores. Deposto, foi eleito presidente em Criou a Petrobrás.

35 Educação no Brasil, Parte I35 Vargas desejava industrializar o país. Assim, a situação de altíssimos índices de analfabetismo não era aceitável. Por isso, alguns educadores foram chamados para colaborar com o governo.

36 Educação no Brasil, Parte I36 Escola Nova (1932) Influenciados pelo norte- americano John Dewey, os educadores da linha liberal lançaram um manifesto onde defenderam o ensino público, gratuito e laico.

37 Educação no Brasil, Parte I37 Anísio S. Teixeira ( ) Em 1929 formou-se em Educação na Columbia Univ., onde foi orientado por Dewey. Foi conselheiro para o ensino superior da UNESCO ( ), e autor intelectual do projeto da Univ. de Brasília.

38 Educação no Brasil, Parte I38 Educadores do porte de Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, Carneiro Leão, Armando Hildebrand, Paschoal Leme, Paulo Freire, Lauro de Oliveira Lima e Durmeval Trigueiro fizeram um intenso trabalho que proporcionou avanços notáveis...

39 Educação no Brasil, Parte I39 Infelizmente, o período do Estado Novo foi marcado por uma tendência antidemocrática que afetou a Educação...

40 Educação no Brasil, Parte I40 Reforma Capanema (1943) A Lei Orgânica do Ensino, vulgarmente conhecida como Reforma Capanema, em nada contribuiu para a mudança do ensino secundário, mas tão somente ratificou, através da manutenção dos exames rígidos e seletivos, o papel antidemocrático do ensino brasileiro. No campo do ensino profissional houve alguma alteração a ser considerada; foram criados o SENAI e o SENAC.

41 Educação no Brasil, Parte I41 Ensinemos o brasileiro a ser humilde e miserável para sentir a eternidade. 7o. Congresso Brasileiro de Educação

42 Educação no Brasil, Parte I42 Seja como for, a geração que havia sido formada pela Escola Nova já estava mais preparada. O resultado mais importante deste movimento foi...

43 Educação no Brasil, Parte I43 A Constituição de 1946 Uma Constituição muito avançada em comparação com as de 1824, 1891 ou Nela a educação também era definida como um direito de todos: " A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola".

44 Educação no Brasil, Parte I44 A reforma da Educação também serviu como alicerce para as mais famosas realizações de Vargas:

45 Educação no Brasil, Parte I45 Petrobrás

46 Educação no Brasil, Parte I46 Cia. Siderúrgica Nacional

47 Educação no Brasil, Parte I47 Os anos seguintes foram ímpares na história do Brasil: a auto- estima da nação estava em alta, havia progresso econômico e parecia que o país afinal deixaria de ser a Ilha de Hi-Brazil...

48 Educação no Brasil, Parte I : o ano que não devia acabar

49 Educação no Brasil, Parte I49 Com Glauber Rocha e Oscar Niemeyer, o talento brasileiro foi reconhecido no mundo inteiro... E inspirava os jovens.

50 Educação no Brasil, Parte I50 Paulo Autran e Tonia Carrero brilhavam em Otelo no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC)... Maria Ester Bueno dominava em Wimbledon...

51 Educação no Brasil, Parte I51 No Rio de Janeiro, Gianni Ratto, Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Sergio Britto e Italo Rossi fundaram o Teatro dos Sete...

52 Educação no Brasil, Parte I52 A beleza de Marta Rocha conquistou o mundo... César Lattes no CBPF...

53 Educação no Brasil, Parte I53 Universidade de Brasília

54 Educação no Brasil, Parte I54 Os setores progressistas detectaram a oportuni- dade para recuperar o atraso de décadas... Para isso, era necessário (e urgente!) ensinar o povo a ler e escrever, e consequentemente pensar criticamente. E acharam o homem certo para tal.

55 Educação no Brasil, Parte I55 Paulo Freire ( ) Conheceu a pobreza e a fome durante a depressão em Em 1946 começou um trabalho de alfabetização em Recife. Em 1961 ensinou 300 cortadores de cana a ler e escrever em 45 dias, e Jango o apoiou na formação de círculos de leitura. Com o golpe de 1964, foi preso e exilado. Em 1968 escreveu Pedagogia do Oprimido, e no ano seguinte foi professor visitante em Harvard.

56 Educação no Brasil, Parte I56 Não existe educação neutra; toda educação é em si política.

57 Educação no Brasil, Parte I57 Infelizmente, as perspectivas de avanços sociais assustaram bastante os representantes das elites nacionais, levando ao...

58 Educação no Brasil, Parte I58 Período Militar ( ) Os professores responsáveis pelo fértil período anterior foram exilados, presos e/ou demitidos. Para erradicar o analfabetismo, foi criado o MOBRAL. Entre acusações de corrupção, o projeto foi extinto.

59 Educação no Brasil, Parte I59 E as Universidades ?... Os governos militares procuraram isolar politicamente as Universidades, tornando-as dissociadas do convívio da sociedade. Para isto, deslocaram fisicamente os campi do centro das cidades para os subúrbios. Ainda hoje a população encara as Universidades como entidades alienígenas, incapazes de dar voz a suas aspirações.

60 Educação no Brasil, Parte I60 Universidade do Brasil (UFRJ) Um exemplo claro: em 1964 estava encravada no centro cultural do Rio de Janeiro...

61 Educação no Brasil, Parte I61 Hoje o Hospital Universitário (o maior da América Latina), as Ciências Exatas e da Terra e a Tecnologia estão na Ilha do Fundão, longe do Centro e cercadas por duas favelas e dois batalhões da PM.

62 Educação no Brasil, Parte I62 E a Educação primária e secundária?

63 Educação no Brasil, Parte I63 Lei de Diretrizes e Bases (1971) Foi criada em 1971 a Lei 4.024, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A característica mais marcante da Lei era tentar dar à formação educacional um cunho profissionalizante. O lema dos governos militares era, Estudante é pra estudar; trabalhador é pra trabalhar.

64 Educação no Brasil, Parte I64 Dentro do espírito dos vários slogans propostos pelo governo, como "Brasil grande", "ame-o ou deixe-o", "milagre econômico", etc., planejava-se fazer com que a educação contribuísse, de forma decisiva, para o aumento da produção. Conclusão: os militares sabiam que a Educação é importante, pois tentaram usá-la...

65 Educação no Brasil, Parte I65 Seja como for, a situação prosseguiu inalterada exceto por uma iniciativa revolucionária tentada na década de

66 Educação no Brasil, Parte I66 Darcy Ribeiro ( ) Educador, sociólogo e antropólogo. Criou em 1962 com Anísio Teixeira a Universidade de Brasília, da qual foi o primeiro reitor. De 1983 a 1987 projetou e implantou no Rio o projeto dos CIEPs centros de educação onde as crianças dispunham de quadras de esporte, médicos, dentistas, psicólogos e merenda.

67 Educação no Brasil, Parte I67 As elites do país acusaram o projeto dos CIEPs de ser assistencialista, comunista e revolucionário. Foi considerado inviável por seus altos custos. Quase todas as estruturas então construídas no Rio de Janeiro agora estão abandonadas ou ocupadas por famílias de favelados.

68 Educação no Brasil, Parte I68 A tradição brasileira de ausência do Estado e clientelismo político, mais a própria falta de interesse da população e a cumplicidade da imprensa, convergem para a manutenção do status quo... Com sérios prejuízos para a nação.

69 Educação no Brasil, Parte I69 Em resumo, vimos que ao longo da História as oligarquias locais continuam a boicotar qualquer iniciativa do campo da Educação, de modo a se perpetuar no poder.

70 Educação no Brasil, Parte I70 E nas últimas décadas?... A coisa pública se tornou, definitiva e repetida- mente, alvo sistemático de quadrilhas que apenas ignoram a Educação escolas e universidades não são pressionadas conquanto que não contestem a ação do poder em qualquer nível.

71 Educação no Brasil, Parte I71 Lei 9.394/96 - LDB Regularizou nas escolas os polêmicos conselhos de classe. Na prática instituiu a aprovação automática no ensino primário e secundário, o que provocou um aumento nos índices brasileiros de escolaridade.

72 Educação no Brasil, Parte I72 A evasão de cérebros para o exterior e a concentração do conhecimento em poucas Universidades (USP e UNICAMP principalmente) faz com que o progresso seja reduzido.

73 Educação no Brasil, Parte I73 Conclusões Ao longo dos Séculos, o país tem sofrido com índices de analfabetismo africanos. A Educação ou não é incentivada, ou é simplesmente boicotada pelo poder central ou pelas oligarquias locais. As poucas iniciativas dignas de nota (Jesuítas, Movimento Escola Nova, os círculos de leitura de 1962, os CIEPs) foram sistematicamente eliminadas.

74 Educação no Brasil, Parte I74 Neste ponto, parece ser uma boa idéia tentar caracterizar a atual situação... De forma a estabelecer claramente o que pode e o que deve ser mudado.

75 Educação no Brasil, Parte I75 A seguir: como estamos agora Índices de desenvolvimento Índices de desenvolvimento A Constituição atual A Constituição atual Avaliação externa Avaliação externa Administrações recentes Administrações recentes Estatísticas Estatísticas


Carregar ppt "De Onde Viemos?... Joaquim Delphino Da Motta Neto Departamento de Química, Cx. Postal 19081 Centro Politécnico, Universidade Federal do Paraná (UFPR) Curitiba,"

Apresentações semelhantes


Anúncios Google