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2014 / 1 Colaborador: Flávio S Francisco Prof. Responsável: Carlos Augusto G. Perlingeiro INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS Integração Mássica EQE-489 – Engenharia.

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1 2014 / 1 Colaborador: Flávio S Francisco Prof. Responsável: Carlos Augusto G. Perlingeiro INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS Integração Mássica EQE-489 – Engenharia de Processos 10/03/2014 TPQBq/EQ/UFRJ

2 Integração de Processos (IP) Redes de Transferência de Massa Diagrama de Fontes de Água (DFA): Uma ferramenta para gestão do reúso de águas na indústria Procedimento para sistemas com um contaminante Procedimento para sistemas com múltiplos contaminantes

3 O Recurso Água

4 Água: princípio ativo da sustentabilidade ambiental

5 DISTRIBUIÇÃO DAS RESERVAS DE ÁGUA NO PLANETA (Mays, 1996, apud Mierzwa e Hespanhol, 2005) Volume total de água: km 3 Oceanos – 96,50% Água salobra – 0,97% Água doce – 2,53%

6 DISTRIBUIÇÃO DAS RESERVAS DE ÁGUA NO PLANETA (Mays, 1996, apud Mierzwa e Hespanhol, 2005) Volume total de água: km 3 Escassez de reservas Conservação e uso racional Oceanos – 96,50% Água salobra – 0,97% Água doce – 2,53%

7 DISTRIBUIÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA POR ATIVIDADE (ANA, 2002) Irrigação 62,70% Uso industrial 14% Consumo humano 17,90% Consumo animal 5,40%

8 Água na Indústria Matéria-prima Uso como fluido auxiliar Uso para geração de energia Uso como fluido de aquecimento e/ou resfriamento Transporte e assimilação de contaminantes DISTRIBUIÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA POR ATIVIDADE (ANA, 2002)

9 Brasil: um país irrigado 68% da matriz energética brasileira vem da água dos rios que são barrados em usinas hidrelétricas 16% de toda a água enviada ao mar pelos rios do planeta sai da bacia Amazônica 11% de toda a água doce da Terra está no Brasil 6 milhões de km² (quase o tamanho da Austrália) é a área da bacia Amazônica, que cobre sete países Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL, Abril % do território brasileiro recebe em média entre e mm de chuvas por ano 34 milhões de litros de água po ano: é o que cada brasileiro teria à sua disposição, considerando-se toda a reserva de rios, lagos e aquíferos do país 132 litros de água é o volume diário médio consumido pelo brasileiro

10 E mais... Maior rio Amazonas (AM) km Maior Cachoeira Aracá (AM) 365 m Maior lagoa Patos (RS) km² Maior planície inundável Pantanal 210 mil km²(MT / MS)

11 Mais de 68% da água doce disponível no país encontra-se na Região Norte, habitada por menos de 7% da população ¹ Somente 32% dos recursos hídricos estão disponíveis para 93% da população ¹ Fontes: (1) (2) NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL, Abril milhões de brasileiros vivem sem coleta de esgoto ² 10% da população brasileira, ou 19 milhões de pessoas, não tem acesso à água tratada ² No entanto...

12 Além disso... O desperdício de água no Brasil chega a 40 %, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), bem acima do padrão aceito internacionalmente, em torno de 20% Irrigação Redes mal conservadas para a distribuição de água nas cidades

13 Taxas pelo uso da água de rios e pelo descarte de efluentes Necessidade atual de redução do consumo de água e da geração de efluentes (Comitês de Bacias Hidrográficas) No passado... Água considerada um recurso ilimitado e uma commodity de baixo custo Mas agora... PROCESSO Água PrimáriaEfluente Regulamentação mais Rigorosa Aumento do Custo

14 Redução da vazão de água Custo da água do processo Custo do tratamento de efluente Custo de bombeamento Custo de tubulação Quantidade de contaminante MAIOR INCENTIVO PARA A MINIMIZAÇÃO

15 VISÃO GERAL Conjunto de atividades que incluem a concepção, o dimensionamento e a avaliação de desempenho do processo para obtenção do produto desejado (GIPQ / EQ / UFRJ) Engenharia de Processos

16 SÍNTESE DE PROCESSOS ANÁLISE DE PROCESSOS OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS AVALIAÇÃO ECONÔMICA

17 Métodos gerais e sistemáticos para o projeto de sistemas de produção integrados, desde processos individuais até complexos industriais, com ênfase especial no uso eficiente de energia e na redução de efeitos ao meio ambiente. Integração de Processos (IP)

18 Uma forma sistemática para identificar e corrigir ineficiências em processos Analisa o processo global e as interações entre suas diferentes etapas no lugar de considerar operações individuais Leva em conta as restrições econômicas antes do projeto detalhado Fornece uma análise avançada com software Complementa as auditorias energéticas convencionais Integração de Processos (IP)

19 INTEGRAÇÃO MÁSSICA INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA INTEGRAÇÃO MÁSSICA E ENERGÉTICA MÁSSICA E ENERGÉTICA Minimização do uso de água Otimização no uso de hidrogênio Abordagem termodinâmica Abordagem heurística Abordagem por programação matemática Síntese de Processos Readaptação Retrofit RetrofitReadaptação ADAPTADO DE TECLIM / UFBA (2003) Integração de Processos e Prevenção da Poluição

20 Principais Etapas para um Estudo de IP 1. Obter compromisso com a gerência da planta 2. Criar uma equipe de projeto, incluindo um especialista em IP, pessoal da planta e especialista em processo 3. Obter os balanços de massa e energia 4. Aplicar metodologias de IP com software específico: Potencial para máximas economias Opções de projeto levam em conta todas as restrições do processo 5. Estudo prévio de Viabilidade Técnico-econômica 6. Seleção de projetos alinhados com as fontes da empresa e um tempo de retorno aceitável e o desenvolvimento de um plano de investimentos

21 Auxilia as indústrias em 4 aspectos interrelacionados… Tempo de retorno : 6 meses a 3 anos Potencial de economia: 10 a 40% Custo de estudo de um IP: R$ 30 mil a R$ mil Benefícios da IP Reduzir consumo de energia e emissões de gases Reduzir consumo de água e geração de efluentes Reduzir perdas de matéria-prima Aumentar a lucratividade

22 Polpa & Papel, Petróleo & Gás, Petroquímicos, Químicos, Aço & Metalúrgicas, Alimentos e bebidas são bons candidatos Quem pode se beneficiar com a IP? Integração de Processos pode ser usada por empresas que: Usam grandes quantidades de energia (petróleo, gás, carvão) Alto Custo de Energia Tem uma rede complexa de água e energia Tem gargalo nos sistemas de tratamento e utilidades Tem um alto custo de tratamento de efluentes

23 Metas da IP Custo de Investimento Custo de Energia Utilização da matéria-prima Operabilidade (Flexibilidade, Controlabilidade) Segurança Emissões Minimizar Maximizar

24 INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS e MINIMIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA e da GERAÇÃO DE EFLUENTES

25 Processos industriais necessitam rever o padrão de consumo hídrico Preocupação atual com o uso racional dos recursos hídricos Ausência de uma metodologia que proponha um mecanismo eficiente de reutilização de água na indústria Reúso por inspeção – não garante o máximo aproveitamento do potencial hídrico no processo (máximo reúso) Promover o equilíbrio entre consumo hídrico e produção industrial Diagrama de Fontes de Água (DFA – GOMES et al., 2007 & 2013) Procedimento algorítmico-heurístico – geração simultânea de fluxogramas alternativos de processo – Reúso, Regeneração e Reciclo de correntes aquosas Integração de Processos

26 1. Reduzir o volume de água 2. Reduzir o volume do efluente 3. Reduzir a quantidade de contaminantes do efluente Sem fazer mudanças fundamentais no processo! Objetivos Redução do Consumo de Água e da Vazão de Efluentes Aquosos Gerados

27 Redução da vazão de água Custo da água do processo Custo do tratamento de efluente Custo de bombeamento Custo de tubulação Quantidade de contaminante MAIOR INCENTIVO PARA A MINIMIZAÇÃO

28 OPERAÇÃO 1 OPERAÇÃO 2 OPERAÇÃO 3 ÁGUA PRIMÁRIA REJEITO OPERAÇÃO 1 OPERAÇÃO 2 OPERAÇÃO 3 ÁGUA PRIMÁRIA REJEITO REGENERAÇÃO OPERAÇÃO 1 OPERAÇÃO 2 OPERAÇÃO 3 ÁGUA PRIMÁRIA REJEITO REGENERAÇÃO Reúso Regeneração com Reúso Regeneração com Reciclo

29 S ÍNTESE DE R EDES DE T RANSFERÊNCIA DE M ASSA Integração mássica

30 SÍNTESE DE REDES DE TM Necessita de um PROCEDIMENTO SISTEMÁTICO para a SÍNTESE DA REDE DE ETM (RETM) PROBLEMA COMBINATORIAL DE ENCONTRAR OS PARES DE CORRENTES E A SEQUÊNCIA DE EQUIPAMENTOS DE TM (ETM) MINIMIZAÇÃO DE ÁGUA DE PROCESSO E EFLUENTES AQUOSOS É UM PROBLEMA TÍPICO DA ENGENHARIA DE PROCESSOS AP PODE SER ORIGINADA NA PRÓPRIA PLANTA OU FORNECIDA DE FONTE EXTERNA, COMO ÁGUA PURA EM PARTICULAR, TRANSFERIR CONTAMINANTES DAS CORRENTES DE PROCESSO PARA UTILIDADES (ÁGUA DE PROCESSO => AP) GERAR, DE UMA FORMA SISTEMÁTICA, A RETM COM UM MÍNIMO CUSTO, COM O OBJETIVO DE TRANSFERIR CONTAMINANTES DE CORRENTES RICAS NESTAS ESPÉCIES PARA CORRENTES POBRES

31 CORRENTE DO PROCESSO SE TORNA MENOS CONTAMINADA ÁGUA SE TORNA MAIS CONTAMINADA TROCADOR DE MASSA PROCESSO ÁGUA fpfp fAfA C p,OUT C p,IN C A,IN C A,OUT

32 TROCADOR DE MASSA PROCESSO ÁGUA fpfp fAfA C p,OUT C p,IN C A,IN C A,OUT Concentração CargaMássica Água Processo C A, OUT C P, OUT C A, IN C P, IN f P f A (C P – C A ), em uma dada carga mássica, é a força motriz de transferência de massa A força motriz é dada pela diferença entre a concentração do processo e a da água, para uma determinada carga mássica, ou seja, ela é pontual. O objetivo é minimizar esta força motriz, tal como o Tmin, em analogia à integração energética.

33 Concentração Carga mássica Água Processo f P f A REDUÇÃO DA VAZÃO DE ÁGUA AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DE SAÍDA (menos água) C OUT, MAX REDUÇÃO DA VAZÃO DE ÁGUA Mínima vazão ou máxima concentração de saída Inclinação da reta inverso da vazão

34 CÁLCULO DA MASSA DE CONTAMINANTES TRANSFERIDA PARA O EFLUENTE AQUOSO MASSA DE CONTAMINANTES TRANSFERIDA IGUAL À VAZÃO DA ÁGUA VEZES A VARIAÇÃO DE CONCENTRAÇÃO m = F * C UNIDADES: g / h = ton / h * ppm BASE DE CÁLCULO

35 NOTA A CONCENTRAÇÃO TOMA COMO BASE A VAZÃO DE ÁGUA E NÃO A VAZÃO DA MISTURA * C = m / F * C = m / (F m + F) NÃO * C = m / (F m + F) NÃO

36 FLUXOGRAMA DO PROCESSO

37 IDENTIFICAR OS PROCESSOS QUE UTILIZAM ÁGUA E ESTABELECER O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA PRIMÁRIA EFLUENTE

38 Processo Original OPERAÇÃO 4 OPERAÇÃO 3 OPERAÇÃO 2 OPERAÇÃO 1 20 t/h 62,5 t/h 40 t/h 8 t/h 130,5 t/h 0 ppm Água tratada DM 20 t/h 62,5 t/h 40 t/h 8 t/h 100 ppm 80 ppm 750 ppm 500 ppm 130,5 t/h Efluente aquoso

39 OPERAÇÃO 4 m = 4 kg/h OPERAÇÃO 3 m = 30 kg/h OPERAÇÃO 2 m = 5 kg/h OPERAÇÃO 1 m = 2 kg/h 20 t/h 62,5 t/h 40 t/h 8 t/h 130,5 t/h 0 ppm Água tratada DM 20 t/h 62,5 t/h 40 t/h 8 t/h 100 ppm 80 ppm 750 ppm 500 ppm 130,5 t/h Efluente aquoso Processo Original Quantidade de massa transferida Δm = f L. (C out – C in )

40 OPERAÇÃO 4 m = 4 kg/h OPERAÇÃO 3 m = 30 kg/h OPERAÇÃO 2 m = 5 kg/h OPERAÇÃO 1 m = 2 kg/h Água tratada DM 100 ppm 800 ppm Efluente aquoso Novas Concentrações de Saída Valores Máximos (100 ppm) (80 ppm) (750 ppm) (500 ppm) AGORA PERMITA QUE A CONCENTRAÇÃO DE SAÍDA ATINJA O MÁXIMO

41 OPERAÇÃO 4 m = 4 kg/h OPERAÇÃO 3 m = 30 kg/h OPERAÇÃO 2 m = 5 kg/h OPERAÇÃO 1 m = 2 kg/h Água tratada DM 100 ppm 800 ppm Efluente aquoso Novas Concentrações de Saída Novas Vazões - m 20 t/h 50 t/h 37,5 t/h 5 t/h 112,5 t/h 20 t/h 50 t/h 37,5 t/h 5 t/h 112,5 t/h SOLUÇÃO Δm = f L. (C out – C in )

42 CONCENTRAÇÃO DE SAÍDA MÁXIMA Mínima força motriz de transferência de massa Mínima vazão requerida Limite de corrosão Limite de deposição Máxima concentração de entrada para tratamento da corrente Solubilidade máxima

43 Resumo Parcial ProcessoConsumo Água - 0 ppm (t/h) Original130,5 Novas Concentrações de Saída112,5 m constante

44 OPERAÇÃO 4 m = 4 kg/h OPERAÇÃO 3 m = 30 kg/h OPERAÇÃO 2 m = 5 kg/h OPERAÇÃO 1 m = 2 kg/h Água tratada M 100 ppm 800 ppm Efluente aquoso Novas Concentrações de Entrada Valores Máximos 0 ppm 50 ppm 400 ppm Possibilidade de Reúso

45 Resumo Processos que usam água podem ser representados em um gráfico de concentração versus QC As formas tradicionais para minimização de água, minimizando a vazão, são limitadas pelo máximo de concentração de saída

46 1 C OUT,MAX 2 C IN,MAX Δm = f. (C OUT,MAX – C IN,MAX ) Quando permitimos que a concentração de entrada em uma operação seja a máxima, isto significa que estamos permitindo um desejável reúso com água mais suja. Com C IN,MAX, C e f ; porém, esta vazão corresponde à de água mais suja (C IN,MAX ) para o reúso

47 NOVAS CONCENTRAÇÕES DE ENTRADA Qual a nova vazão de água tratada correspondente? USO DO DFA

48 Procedimento para Redução de Vazão de Efluentes Aquosos Diagrama de Fontes de Água (DFA) Sistemas Unicomponentes Máximo Reúso

49 ( GOMES, 2002; GOMES et al., 2007; GOMES et al., 2013) Procedimento algorítmico-heurístico voltado para identificação de oportunidades realinhamento de correntes hídricas para máximo reúso Conceitos da Tecnologia Pinch (WANG e SMITH, 1994) Além de máximo reúso, a análise pode considerar: Alcançar o consumo mínimo de água considerando todas as combinações possíveis entre correntes Procedimento para Redução da Vazão de Efluentes Aquosos Diagrama de Fontes de Água (DFA) Restrição de vazão Múltiplas fontes de água Perdas inerentes ao processo Regeneração com reúso Regeneração com reciclo UM CONTAMINANTEMÚLTIPLOS CONTAMINANTES

50 OperaçãoMassa de contaminante (kg/h) C IN (ppm) C OUT (ppm) Vazão limite (t/h) C IN e C OUT Melhor que sejam os máximos Tabela de Oportunidades (Wang & Smith, 1994) Exemplo

51 C = C(fea) U C(fia) = C = {0, 50, 100, 400, 800} Intervalos de concentração: Limites DFA – Máximo Reúso Passo 1

52 Concentração (ppm) Fontes internas Fonte externa i = 1 i = 2 i = 3 i = 4

53 C = C(fea) U C(fia) = C = {0, 50, 100, 400, 800} Intervalos de concentração: Limites DFA – Máximo Reúso Passo 2 Identificar as operações no DFA: concentrações de entrada e saída Passo 1

54 20 Vazão limite (t/h) Concentração (ppm) Fontes internas Fonte externa i = 1 i = 2 i = 3 i =

55 C = C(fea) U C(fia) = C = {0, 50, 100, 400, 800} Intervalos de concentração: Limites DFA – Máximo Reúso Passo 2 Identificar as operações no DFA: concentrações de entrada e saída Passo 3 Determinação da quantidade transferida por intervalo: m = f lim C Passo 1 Trocador de massa Operação (k) Corrente de processo Corrente de água C proc,ik C fk C ik C proc,fk Δm k = G k x (C proc,ik - C proc,fk ) = F k x (C fk - C ik ) Torna-se menos contaminada! Torna-se mais contaminada!

56 20 Vazão limite (t/h) Concentração (ppm) Fontes internas Fonte externa i = 1 i = 2 i = 3 i = (1) (5) (2)(12) (4) (16)

57 20 Vazão limite (t/h) Concentração (ppm) Fontes internas Fonte externa i = 1 i = 2 i = 3 i = (1) (5) (2)(12) (4) (16)

58 C = C(fea) U C(fia) = C = {0, 50, 100, 400, 800} Intervalos de concentração: Limites DFA – Máximo Reúso Passo 2 Identificar as operações no DFA: concentrações de entrada e saída Passo 3 Determinação da quantidade transferida por intervalo: m = f lim C Passo 4 Regra 1: Uso de fontes externas quando não houver fonte interna disponível Regra 2: Priorizar o uso da fonte de água com maior concentração Regra 3: Para uma dada operação, a fonte utilizada em certo intervalo deve assimilar a quantidade de massa a ser transferida ( m do respectivo intervalo) Determinação do consumo de fontes de água: f = m/ C int Passo 1

59 As vazões requeridas pelas fontes de água p para a operação k, no intervalo de concentração i, podem ser determinadas pelas seguintes equações: FONTES EXTERNAS: onde: C ij é a concentração na qual a fonte interna j é usada no intervalo i; C e p a concentração da fonte externa p, C fi a concentração final do intervalo i, e N fia,i é o número de fontes internas i disponíveis no intervalo i. FONTES INTERNAS: Primeiramente, a fonte interna deve ser usada no intervalo, e os respectivos valores de f i jki são calculados antes de f e pki. O somatório nas equações acima representa a quantidade de contaminante removido pelas fontes internas, na operação k, no intervalo i, o qual tem preferência sobre as fontes externas. A vazão mínima da fonte externa a 0 ppm pode ser calculada pela seguinte equação:

60 20 Vazão limite (t/h) Concentração (ppm) Fontes internas Fonte externa i = 1 i = 2 i = 3 i = (1) (5) (2)(12) (4) (16) Δm = f L. (C out – C in )f = Δm / (C out – C in ) ,7 Ұ f t/h a 0 ppm Fontes disponíveis Priorizar reúso de fonte mais suja nas OPs 20 t/h a 50 ppm (OP1, i=1 OP1, i=2) Ұ f t/h a 0 ppm 20 t/h a 100 ppm (OP1) 50 t/h a 100 ppm (OP2) 20 t/h a 100 ppm (OP3, i=2 OP3, i=3) Ұ f t/h a 0 ppm 40 t/h a 400 ppm (OP3, i=3 OP3, i=4) 50 t/h a 100 ppm (OP2) Ұ f t/h a 0 ppm

61 20 Vazão limite (t/h) Concentração (ppm) Fontes internas Fonte externa i = 1 i = 2 i = 3 i = (1) (5) (2)(12) (4) (16) Δm = f L. (C out – C in )f = Δm / (C out – C in ) ,7

62 20 Vazão limite (t/h) Concentração (ppm) Fontes internas Fonte externa i = 1 i = 2 i = 3 i = (1) (5) (2)(12) (4) (16) , ,7 Pinch

63 2 D M D t/h 50 t/h 5,7 t/h 40 t/h 20 t/h 40 t/h 5,7 t/h 44,3 t/h 20 t/h 0 ppm 100 ppm 0 ppm 50 ppm 100 ppm 800 ppm Legal, mas e se eu quisesse usar somente a Operação 2 como fonte de reúso? Poderia??

64 20 Vazão limite (t/h) Concentração (ppm) Fontes internas Fonte externa i = 1 i = 2 i = 3 i = (1) (5) (2)(12) (4) (16) Δm = f L. (C out – C in )f = Δm / (C out – C in ) ,7 Outra possibilidade de seleção da fonte de reúso

65 2 D M D t/h 50 t/h 5,7 t/h 40 t/h 20 t/h 40 t/h 5,7 t/h 24,3 t/h 20 t/h 0 ppm 100 ppm 0 ppm 50 ppm 100 ppm 800 ppm 20 t/h 100 ppm Outra possibilidade de fluxograma

66 Resumo ProcessoConsumo de Água - 0 ppm (t/h) Original130,5 Novas Concentrações de Saída112,5 Com Reúso90 m constante

67 Informações Necessárias para Aplicação do DFA Fluxograma completo do processo Balanço Hídrico Caracterização dos contaminantes Vazões das fontes de abastecimento (externas e internas) Correntes de entrada e saída das operações (vazões x C) Especificações (concs máximas em cada operação)

68 Possibilidades de Aplicação do DFA Máximo reúso Restrição de vazão Múltiplas fontes de água Perdas inerentes ao processo Regeneração com reúso Regeneração com reciclo UM CONTAMINANTE MÚLTIPLOS CONTAMINANTES

69 Agora é com você!!!

70 Exemplo 2 OperaçãoMassa de contaminante (kg/h) C IN (ppm) C OUT (ppm) Vazão limite (t/h) FONTE DE ÁGUA I: 0 ppm

71 Procedimento para Minimização de Vazão de Efluentes Aquosos Diagrama de Fontes de Água (DFA) Restrição de Vazão

72 Muitos processos necessitam de uma vazão fixa de água Limpeza de vasos; Transporte hidráulico; Operações com mangueiras Alguns processos têm uma vazão fixa de água que é perdida e não pode ser reusada Make-up para torres de resfriamento; Água que sai com o produto

73 OperaçãoMassa de contaminante (kg/h) C IN (ppm) C OUT (ppm) Vazão limite (t/h) Voltando aos dados do Exemplo 1... Vamos admitir agora que as vazões das operações 1, 2, 3 e 4 sejam fixas

74 i = 1 i = 2 i = 3 i = (1) (5) (2)(12) (4) (16) ,7 4,3 50

75 2 D M D t/h 50 t/h100 t/h 10 t/h 40 t/h 20 t/h 40 t/h 10 t/h 44,3 t/h 20 t/h 0 ppm 100 ppm 0 ppm 50 ppm 100 ppm 800 ppm M 50 t/h 100 ppm 100 t/h 50 ppm 50 t/h D M 5,7 t/h 100 ppm D 5,7 t/h 800 ppm 400 ppm 4,3 t/h 800 ppm Reciclo local

76 Outra possibilidade de seleção da fonte de reúso i = 1 i = 2 i = 3 i = (1) (5) (2)(12) (4) (16) ,7 4,3 Pode-se reusar, além de 5,7 t/h, 4,3 t/h da operação 2, de modo a alcançar 10 t/h, dispensando o reciclo local 50

77 2 D M D t/h 50 t/h100 t/h 10 t/h 40 t/h 20 t/h 40 t/h 10 t/h 40 t/h 20 t/h 0 ppm 100 ppm 0 ppm 50 ppm 100 ppm 500 ppm 800 ppm M 50 t/h 100 ppm 100 t/h 50 ppm 50 t/h D 10 t/h 100 ppm Reciclo local Para este problema, mesmo com as restrições de vazão, a meta continua sendo 90 t/h

78 Quer mesmo saber ?!! Por que não? Muito bom, chefe! Mas o que acontece se o reciclo local não for aceitável?

79 Meta e projeto obtidos por outros métodos 1 111,4 t/h20 t/h 2 91,4 t/h 4 3 DMD D M M D 20 t/h 80 t/h 100 t/h 11,4 t/h 100 t/h10 t/h 28,6 t/h 40 t/h 111,4 t/h 61,4 t/h 90 t/h

80 Mas então o DFA não resolve tudo!!! Diacho!! Fui enganado!!! ha ha!!

81 DFA Ferramenta para o gerenciamento de recursos hídricos no ambiente industrial Cálculos de fácil execução (Praticidade!) Preserva o projeto existente Geração simultânea de fluxogramas alternativos para o processo Maximiza o reúso Considera outras restrições de processo Para cada situação, uma ferramenta diferente!

82 Exemplo 1 Reúso90 t/h Reúso com restrição de vazão e reciclo local Reúso com restrição de vazão e sem reciclo local 90 t/h 111,4 t/h

83 Resumo Restrição de mínima vazão fixa pode ser obtida utilizando reciclo local O procedimento é facilmente modificado para incorporar restrição de vazão usando reciclo local Se o reciclo local não for aceitável, é necessário uma solução alternativa

84 Agora é com você!!!

85 Exemplo 2 OperaçãoMassa de contaminante (kg/h) C IN (ppm) C OUT (ppm) Vazão limite (t/h) Todas as vazões estão fixadas nos seus valores limites Projete uma rede que atinja a meta especificada satisfazendo as restrições de vazão usando reciclo local


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