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Anastomose do cólon assistida por laparoscopia usando o anel Valtrac Um estudo animal.

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Apresentação em tema: "Anastomose do cólon assistida por laparoscopia usando o anel Valtrac Um estudo animal."— Transcrição da apresentação:

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2 Anastomose do cólon assistida por laparoscopia usando o anel Valtrac Um estudo animal

3 Utilizou-se o anel Valtrac para o realização de anastomoses intestinais em nove porcos

4 Conceitos Anastomose –Criar uma conexão entre duas pontas cortadas de um órgão oco

5 Conceitos Laparoscopia –Método cirúrgico que consiste na introdução de um tubo contendo lentes e/ou luzes para o auxílio de uma operação cirúrgica ou para a observação de orgãos internos

6 Conceitos Laparoscopia –O tubo pode ser introduzido através de uma pequena incisão no abdómen

7 Anastomoses intestinais Métodos tradicionais –Agrafador circular –Coser à mão

8 Anastomoses intestinais Novo método –Anel Biodegradável (BAR – Biofragmentable Anastomosis Ring) (Valtrac ® Ring)

9 Anel Valtrac

10 Anel usado na anastomose Utiliza materiais biodegradáveis Liga-se à parte proximal do intestino e após a conexão, liga-se à parte distal Permite a vascularização do intestino Disponível em vários tamanhos: 25mm,28mm,31mm

11 Aplicador Valtrac Permite a introdução do anel na cavidade abdominal, eliminando a necessidade de contacto manual com o anel

12 O estudo OBJECTIVO –Testar a fiabilidade do Valtrac® Ring, realizando anastomoses em 9 porcos

13 Técnica operatória Pré-operatório 1.Foram utilizados nove porcos pesando entre kg 2.Os porcos jejuaram dois dias antes da operação 3.Contudo, foi-lhes permitido beber ad libidum 4.Um enema de 2 litros de água morna imediatamente antes da operação

14 Técnica operatória Operatório –Os animais foram anestesiados e entubados Podemos dividir a operação em 2 fases –1ª fase – remoção do segmento intestinal –2ª fase – anastomose com o anel Valtrac, auxiliado pelo aplicador Valtrac

15 Técnica operatória 1ª fase 1.Estabeleceu-se o pneu- moperitoneu (12mm Hg) 2.Desvascularização do cólon descendente 3.Corte na mesentéria 4.Apertou-se o intestino com o clamp laparoscópico para suturas em bolsa de tabaco 5.Colocou-se o fio da sutura distal proximal

16 Técnica operatória 1ª fase 6.Agrafou-se o lúmen proximal 7.Efectuou-se o corte no instestino entre os agrafes e a sutura distal proximal

17 Técnica operatória 1ª fase 8.Retirou-se para fora a porção proximal através de uma minilaparotomia. 9.Colocou-se uma sutura em posição proximal aos agrafos distal proximal

18 Técnica operatória 1ª fase 10.Retirou-se a ponta com os agrafos e colocou-se o anel Valtrac na metade proximal 11.Fecho da cavidade abdominal e pneumoperitoneu reestabelecido proximal distal

19 Técnica operatória 2ª fase 1.Introduziu-se o Valtrac Applicator pelo ânus do animal 2.Avançou-se o aplicador até se projectar pela parte distal do intestino para a cavidade intra-abdominal 3.O anel, colocado na parte proximal do intestino, conectou-se ao aplicador

20 Técnica operatória 2ª fase 4.Aproximou-se a parte proximal do intestino à parte distal 5.Mantendo a sutura sob tracção, ligou-se o anel à parte distal do intestino 6.A sutura foi atada extracorporalmente proximal distal

21 2ª fase 7.O anel foi fechado devido à rotação do aplicador 8.Retirou-se o aplicador de dento do animal (desligou-se-o do anel rodando-o no sentido inverso) Técnica operatória

22 Pós-operatório Duração – min. (cinco primeiros porcos) –70-95 min. (quatro restantes animais)

23 Pós-operatório –Soro (após a operação) –Água (6 horas após a operação) –Papas de farelo (dia seguinte à operação) –Dieta normal (5 dias após a operação)

24 Pós-operatório O cólon de um dos animais ficou relativamente isquémico após a anastomose. Efectuou-se uma segunda laparoscopia, dois dias após a primeira Num segundo animal, verificou-se o rompimento do intestino sobre a metade distal do anel Não ocorreram quaisquer outros problemas com os restantes animais.

25 Pós-operatório Um dos animais morreu 4 dias após a operação Um outro porco morreu na quarta semana após operação Na 5ª semana após a operação, o segmento intestinal que sofreu a anastomose foi removido e analizado –Nenhum problema significativo –Apenas pequenas cicatrizes circulares na mucosa intestinal

26 Balanço 89% de sucesso89% de sucesso –1 porco com deiscência total (1 porco com peritonite)

27 Vantagens Alternativa elegante aos métodos tradicionais Economicamente favorável Manuseamento fácil do anel

28 Anastomose intestinal com o anel biodegradável (BAR) Breve relatório de 6 anos de experiência e análise dos maiores estudos publicados

29 Sumário 453 doentes ressecção intestinal e anastomose com o BAR 514 anastomoses –424 (83%) programadas –90 (18%) de emergência 4 doentes reoperados com fugas totais 1 doente reoperado em 13 com fugas parciais 4 doentes com constrição anastomótica subsequente tratados por dilatação endoscópica Este estudo, junto com outros, confirma a eficácia e segurança do método

30 Doentes 453 doentes –260 homens e 193 mulheres Idade média 63,5 anos (29-92) houveram ressecção intestinal e anastomose com o BAR entre 10/1991 e 12/1997

31 Método Cirurgia programada –Limpeza mecânica –Lactulose administrada no dia anterior –Antibiótico oral dois dias antes –Lavagem intestinal intraoperativa nunca foi usada –Dieta líquida ao 4º/5º dia Cirurgia de emergência –Deixado um tubo de silicone do abdómen –Dieta líquida ao 6º/7º dia

32 Método Anastomoses do cólon –Preferidos BARs com diâmetro externo de mm Anastomoses do intestino delgado –Preferidos BARs com diâmetro externo de 25 mm Abertura do BAR foi escolhida de acordo com a espessura da parede intestinal

33 Método Feitas suturas em bolsa de tabaco de 2.0 polipropileno nos segmentos intestinais O BAR foi colocado no lúmen das pontas proximal e distal Ataram-se as suturas O BAR foi fechado

34 Resultados

35 11 mortes (2%) no período pós-operatório –Enfarte do miocárdio 6 –Embolia pulmonar2 –Falha de múltiplos órgãos1 –Septicemia2 Doentes que houveram deiscência completa

36 Resultados Deiscência em 17 doentes, 3% –Completa em 4 casos Todos requereram nova operação –Parcial em 13 casos 1 doente requereu nova operação 4 doentes sofreram constrição anastomósica sintomática e foram tratados com dilatação endoscópica Permanência pós-operatória média no hospital – 11,5 dias (8 a 21)

37 Resultados Combinando este estudo com dez outros, obtemos uma amostra de 1690 anastomoses em 1568 doentes Dos quais: –44 (2,6%) sofreram deiscência –49 (2,9%) sofreram obstrução –9 (0,5%) sofreram constrição anastomótica tardia

38 Comentários Não houve diferenças significativas entre o grupo BAR e os grupos agrafados e cosidos à mão Baixa incidência de complicações –Quando se observaram taxas até 16% de obstrução intestinal pós-operatória, a anastomose BAR não era a causa e raramente se requereu nova operação

39 Comentários Vantagens –Segurança –Facilidade de uso –Uniformidade de aplicação, evitando pontos, enterotomias adicionais e persistência de corpos estranhos –Rápido Metade do tempo requerido para fazer uma anastomose a coser à mão –Preço


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