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Trabalho realizado por : Hugo Barros nº7. 1 O MODELO EUROPEU DO DESPORTO A partir do fim da Segunda Guerra Mundial e até meados da década de 80, coexistiam.

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1 Trabalho realizado por : Hugo Barros nº7

2 1 O MODELO EUROPEU DO DESPORTO A partir do fim da Segunda Guerra Mundial e até meados da década de 80, coexistiam na Europa dois modelos de desporto, a saber, o modelo da Europa de Leste e o modelo da Europa Ocidental. O primeiro tinha uma orientação mais ou menos ideológica: o desporto era parte integrante da propaganda. Nos países da Europa Ocidental desenvolveu-se um modelo misto, em que coexistiam as iniciativas de organizações governamentais e não governamentais. É importante sublinhar que o desenvolvimento do desporto foi paralelo ao da televisão, basicamente em condições de exclusividade da televisão pública. O desporto na Europa Ocidental é assim resultado de acções públicas e privadas. Nos países do Norte da Europa, o Estado não desempenha uma função reguladora, ao passo que, nos países do Sul, o Estado intervém na regulação do desporto.

3 Nos Estados-Membros, o desporto está organizado tradicionalmente em federações nacionais (geralmente uma por país) que, por sua vez, estão associadas em federações europeias e internacionais. Esta estrutura forma uma pirâmide hierárquica.

4 Os clubes estão na base da pirâmide. Proporcionam a toda a população a possibilidade de praticar desporto a nível local, promovendo assim o conceito do desporto para todos e apoiando a geração de desportistas. A este nível, o voluntariado é especialmente importante e benéfico para o desenvolvimento do desporto europeu. Em Portugal, por exemplo, há cerca de treinadores que não são remunerados e membros de direcções e comités que exercem as suas funções em regime de voluntariado. Uma das características do desporto europeu a este nível reside no facto de ser praticado por amadores. Tal como sublinhado por Marcelino Oreja, membro da Comissão Europeia responsável pelo desporto, no discurso proferido no 7º Fórum Europeu do Desporto, em 1997, o desporto amador reflecte o verdadeiro amor ao desporto e a participação desinteressada numa actividade desportiva. Neste domínio, o desporto exerce uma função social importante, contribuindo para aproximar as pessoas. Na Áustria, por exemplo, cerca de 39% da população é sócia de um clube ou de uma federação desportiva.

5 As federações regionais situam-se imediatamente acima dos clubes. O seu campo de acção circunscreve-se normalmente a uma região, onde são responsáveis pela organização de campeonatos e pela coordenação do desporto a nível regional. Nalguns países, por exemplo, na Alemanha, há organizações regionais onde estão filiados todos os clubes de uma região.

6 No nível seguinte situam-se as federações nacionais, uma para cada modalidade. Geralmente todas as federações regionais estão filiadas na respectiva federação nacional. Estas federações regulam todas as questões gerais da sua modalidade, representando simultaneamente essa modalidade nas federações europeias ou internacionais. Organizam também os campeonatos nacionais e actuam como órgãos reguladores. Uma vez que existe uma única federação nacional para cada modalidade, estas federações têm uma posição monopolista. Por exemplo, há uma única federação nacional de futebol em cada país. Só esta federação pode organizar campeonatos nacionais oficiais. Nalguns países, as funções da federação são reguladas pela legislação nacional.

7 No topo da pirâmide estão as federações europeias, organizadas à imagem das federações nacionais. Só se pode filiar na federação europeia uma única federação nacional de cada país. Estas organizações procuram afirmar a sua posição impondo regras que prevêem geralmente sanções para os participantes em campeonatos que não foram reconhecidos ou autorizados pela federação internacional. As federações desportiva europeias As federações desportiva nacionais As federações desportiva regionais As federações das bases / clubs Organização desporto na Europa Estrutura em pirâmide

8 A estrutura em pirâmide implica a interdependência entre os diferentes níveis, não só do ponto de vista da organização, como também do da competição, uma vez que são organizadas competições a todos os níveis. Um clube de futebol que joga a nível regional pode qualificar-se para os campeonatos a nível nacional ou mesmo internacional (por exemplo, a taça UEFA), ganhando jogos e sendo promovido. Por outro lado, um clube pode ser despromovido, quando não consegue qualificar-se. A despromoção e a promoção são características comuns a todos os campeonatos nacionais. Essa abertura a novos participantes torna os campeonatos nacionais mais interessantes do que se fossem competições fechadas. Este sistema de promoção e despromoção existe também a nível europeu. As federações nacionais de todas as modalidades (ou seja, o topo da pirâmide) estão filiadas nas respectivas federações europeia e internacional que, por seu turno, organizam campeonatos europeus e internacionais. Contudo, a qualificação para essas competições é decidida geralmente a nível nacional. Este sistema de promoção e despromoção é uma das principais características do modelo europeu do desporto. Os Estados Unidos criaram um modelo de campeonatos fechados e de federações desportivas múltiplas. As mesmas equipas que participam num campeonato continuam a jogar sempre na mesma liga. Na Europa, a tendência vai no sentido da combinação dos dois sistemas. Numa proposta recente da UEFA, os clubes qualificar-se-iam não só através de um sistema de promoção e despromoção, como também preenchendo determinados critérios económicos e técnicos.

9 Uma das características do desporto europeu reside no facto de assentar numa abordagem que parte das bases. O desporto desenvolve-se a partir do nível dos clubes, que organizam o desporto a nível local, não estando tradicionalmente ligado ao Estado ou a uma empresa. Tal como comprovado pelo facto de o desporto europeu ser geralmente dirigido por amadores e por voluntários não remunerados, que são responsáveis pela organização do desporto na Europa e para quem o desporto representa um passatempo e um contributo prestado à sociedade. Neste aspecto, o desporto europeu difere do desporto americano, que é uma actividade comercial. Nos Estados Unidos, o desporto baseia-se numa abordagem mais profissional.

10 Como sublinhado na Declaração de Amesterdão, o desporto na Europa tem um significado social importante. A declaração refere explicitamente que o desporto desempenha um papel na formação da identidade e na aproximação das pessoas. O desporto representa e reforça a identidade nacional e regional, dando às pessoas a sensação de pertencerem a um grupo. Aproxima jogadores e espectadores, proporcionando a estes últimos a possibilidade de se identificarem com a sua nação, contribui para a estabilidade social e é um símbolo da cultura e da identidade nacionais. Embora, entretanto, globalização também já tenha começado a afectar o desporto europeu, este pode ser considerado como uma das últimas paixões nacionais. A ligação à identidade nacional ou mesmo regional é, consequentemente, uma das características do desporto na Europa.

11 Considera-se que as equipas nacionais representam a nação e é de tradição na Europa que os diferentes países entrem em competição entre si e organizem competições internacionais. Na Europa, o desporto é uma das últimas paixões nacionais. Há uma necessidade psicológica de confronto entre os países e o desporto é uma forma de confronto sem derramamento de sangue. As competições internacionais constituem para os países europeus uma oportunidade de afirmarem a sua cultura e as suas tradições, salvaguardando assim a diversidade cultural que é uma das características da Europa. Neste aspecto a Europa difere dos Estados Unidos, onde não há necessidade de competições entre os estados federais. A Califórnia, por exemplo, não tem de competir com o Texas.

12 A função social de formação da identidade pode ter aspectos negativos, tais como o ultra nacionalismo, o racismo e a intolerância. No passado, as ditaduras tiraram partido da popularidade do desporto para promover a sua própria ideologia. O regime nazi, por exemplo, utilizou os Jogos Olímpicos de Berlim como instrumento de promoção da sua ideologia. As vitórias das equipas nacionais são frequentemente utilizadas como um instrumento de propaganda. O regime de Mussolini apresentou as vitórias da Itália nos campeonatos do mundo de futebol de 1934 e 1935 como prova da superioridade do fascismo sobre a democracia. E nos países do antigo bloco de Leste o desporto tinha também uma orientação ideológica e era utilizado para fins de propaganda. A violência dos hooligans é um problema com que se confronta actualmente o desporto europeu. O hooliganismo nem sempre tem conotações políticas: alguns espectadores vítimas da exclusão económica ou social aproveitam as manifestações desportivas para dar largas à sua frustração. Estas consequências negativas do desporto são desconhecidas nos Estados Unidos.


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