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Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia Disciplina Personalidade III cód: 2703 1.

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1 Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia Disciplina Personalidade III cód:

2 A primeira tópica Os três registros do aparelho psíquico: O Consciente (Cs.) - No Cs. estariam as representações psíquicas das quais estamos plenamente conscientes no momento, a todo momento novas representações psíquicas estão se tornando conscientes e deixando de ser consciente. O Pré-Consciente (Pcs.) - No Pcs. se localizariam aquelas representações que podem vir a ser conscientes, mas que no momento não estão em nossa consciência. O Inconsciente (Ics.) - No Ics. estariam as representações que já estiveram no consciente e/ou no pré-consciente, mas que de lá foram expulsas por causarem muita angústia. 2

3 A Segunda Tópica do Aparelho Psíquico Insatisfeito com o modelo topográfico, porquanto esse não conseguia explicar muitos fenômenos psíquicos, em especial aqueles que emergiam na prática clínica, Freud vinha gradativamente elaborando uma nova e definitiva concepção do aparelho psíquico, conhecido como modelo estrutural (ou dinâmico). A palavra estrutura significa um conjunto de elementos que separadamente tem funções específicas, porém que são indissociados entre si, interagem permanentemente e influenciam-se reciprocamente. Essa concepção estruturalista foi apresentada em O Ego e o id (ESB, XIX, 1923). 3

4 Motivos que levaram à Segunda Tópica A divisão do psíquico em o que é consciente e o que é inconsciente constitui a premissa fundamental da psicanálise. O estudo da histeria conduziu à hipótese do recalque como função psíquica (defesa). A hipótese do recalque conduziu a uma representação da mente incluindo duas partes (modelo topográfica): Uma parte reprimida = parte inconsciente e outra parte repressora = parte consciente 4

5 Este esquema simples fundamenta todas as primeiras ideias teóricas de Freud: –Do ponto de vista funcional tem-se: uma pulsão reprimida esforçando-se em abrir caminho até a atividade, e sendo mantida sob controle por uma força repressora. –Do ponto de vista estrutural tem-se: o ego como sede da consciência se opõe ao inconsciente. O ego controla e supervisiona as ações do indivíduo. Do ego procedem também os recalques. 5

6 –Na situação clínica da análise quando exigimos a associação livre do paciente, ele entra em dificuldades; as suas associações falham quando deveriam estar-se aproximando do recalcado. –O analisando está dominado por uma resistência, mas ele se acha inteiramente inconsciente deste fato e não sabe o que é nem de onde vem essa resistência. –A fonte da resistência é a mesma do recalque ou seja o ego. –Existe algo no próprio ego que é inconsciente, que funciona a despeito da vontade do analisando e produz efeitos sem que ele próprio esteja consciente. 6

7 –A existência de uma parte inconsciente no ego, tornou impossível afirmar uma identidade do ego com a consciência e do recalcado com o inconsciente. –Por esse motivo Freud foi obrigado a revisar as relações entre consciente e inconsciente formuladas na primeira tópica. –Contudo, a primeira e a segunda tópica não são modelos excludentes, ao contrário, são complementares no sentido de que descrevem os fenômenos psíquicos sob perspectivas diferentes. 7

8 Segunda Tópica do aparelho psíquico Id ou Isso Ego ou Eu Supergo ou Supereu 8

9 O Isso (Id) George Grodeck – usou o termo Es (cuja tradução para o latim seria Id) para fazer referência a uma espécie de força vital que condicionaria toda a nossa existência. O termo Id, conceituado por Freud a partir do pronome da terceira pessoa do singular (Es), designa o que há de não pessoal no nosso ser. O id (isso) é concebido como um conjunto de conteúdos de natureza pulsional e de ordem inconsciente. O id constitui o pólo pulsional da personalidade. 9

10 As características atribuídas ao sistema Ics na primeira tópica são de um modo geral atribuídas ao Id na segunda tópica. Se na primeira tópica o conceito de Inconsciente é utilizado em forma substantiva para designar um lugar do aparelho psíquico, Na segunda tópica, o termo inconsciente é usado na sua forma descritiva (adjetiva) e relaciona-se ao conjunto de conteúdos não presentes no campo atual da consciência. 10

11 Do ponto de vista econômico, o id é, para Freud, o reservatório inicial da energia psíquica. Do ponto de vista dinâmico, ele abriga e interage com as funções do ego e com o superego, com os quais quase sempre entra em conflito. Do ponto de vista funcional, ele é regido pelo princípio do prazer; logo pelo processo primário. Não há razão no Id. A racionalidade é um modo de funcionamento psíquico a ser conquistado pelo ser humano. 11

12 Ego ou Eu É um termo empregado na filosofia e na psicologia para designar a pessoa humana como consciente de si e objeto do pensamento. Na teoria freudiana, esse termo designou na primeira tópica a sede da consciência. Mas na segunda tópica o ego tornou-se em grande parte, inconsciente. Assim, na segunda tópica, o ego é mais vasto do que o sistema pré-consciente/consciente, na medida em que as suas operações defensivas são em grande parte inconscientes. 12

13 Do ponto de vista tópico, o ego está numa relação de dependência tanto para com as reivindicações do id, como para com os imperativos do superego e exigências da realidade. Do ponto de vista dinâmico, o ego representa, no conflito neurótico, o pólo defensivo da personalidade; ativa uma série de mecanismos de defesa, estes motivados pela percepção de um afeto desagradável (sinal de angústia). Do ponto de vista econômico, o ego surge como um fator de ligação dos processos psíquicos. 13

14 Contudo, embora se situe como mediador, encarregado dos interesses da totalidade da pessoa, a sua autonomia é apenas relativa. Freud compara o ego com um empregado diante de três patrões (id, superego, realidade). o ego é ameaçado por três perigos: -um proveniente do mundo exterior, -o outro da libido do id e -o terceiro da severidade do superego. 14

15 A teoria psicanalítica procura explicar a gênese do ego em dois registros distintos: –vendo o ego como um aparelho adaptativo, diferenciado a partir do contato do id com a realidade exterior, - O ego constitui-se por uma diferenciação de uma parte do id por influência do mundo exterior. - O mundo externo impõe à criança proibições que provocam o recalcamento e a busca de uma satisfação substitutiva para as pulsões. - O princípio de realidade substitui o princípio de prazer. –o ego é definido como o produto de identificações que levam à formação no seio da pessoa de um objeto de amor investido pelo id. 15

16 Superego ou Supereu Essa entidade fora objeto de uma primeira elaboração em 1914, na Introdução ao narcisismo. Freud dava então o nome de ideal do eu a uma função do eu. Nesse momento, o ideal do eu é concebido como herdeiro do narcisismo primário. Depois, em 1921, em Psicologia das massas e análise do eu, a função transformara-se numa instância, conservando o mesmo nome. Na perspectiva inaugurada em 1921, a ênfase é colocada na problemática da identificação agora aparece um novo termo, o supereu, considerado equivalente ou sinônimo do ideal do eu. 16

17 Na 33 a. conferência de introdução à psicanálise, Freud define o Superego como um censor, por delegação das instâncias sociais, junto ao ego. Freud considera dois tempos na formação do superego e de suas funções: 1.Num primeiro tempo, o superego é representado pela autoridade parental que dirige evolução infantil, alternando as provas de amor com as punições. 2.Num segundo tempo, as proibições externas são internalizadas. Esse é o momento em que o superego vem substituir a instância parental por intermédio de uma identificação. o superego é um caso bem-sucedido de identificação com a instância parental. 17

18 o supereu é concebido como o representante das exigências éticas do homem. Freud sublinhou também que o superego não se constrói segundo o modelo dos pais, mas segundo o que é constituído pelo superego dos pais. A transmissão dos valores e das tradições perpetua-se, dessa maneira, por intermédio dos superegos, de uma geração para outra. 18

19 Além da função do Superego como censor e representante das instâncias éticas junto ao ego. Freud utiliza-se desse conceito para tentar explicar os seguintes fatos clínicos: a observação da culpa na neurose obsessiva (onde as compulsões, muitas vezes, são formas de expiar a culpa por uma ação que não deveria ter realizado). Os delírios persecutórios. onde Freud vai reconhecer que a instância persecutória dos delírios dos paranóicos e esquizofrênicos se faz presente na mente de todo mundo, não só dos psicóticos. "Os Arruinados pelo Êxito - A observação de que determinadas pessoas não se permitem vencer na vida. algumas pessoas que sofrem de um imenso sentimento de culpa para o qual não consegue conceber razão alguma.

20 Lembrando: A gênese do supereu está relacionado às identificações, as da primeira infância, têm um caráter geral e duradouro. O supereu, entretanto, não é apenas a resultante das primeiras escolhas de objeto do isso, mas também uma formação reativa contra esses objetos: ao mesmo tempo, ele é ordem tens que ser assim (como o pai) e proibição: não tens direito de ser assim (como o pai). Quanto mais forte é o complexo de Édipo e quanto mais depressa se produz seu recalcamento (sob a influência da autoridade, da instrução religiosa, do ensino, das leituras), mais severa será, posteriormente, a dominação do supereu sobre o eu como consciência moral, ou até como sentimento de culpa inconsciente.

21 O Édipo pode ser interpretado como a personificação da relação que produz a entrada da criança no mundo social. Ela deve renunciar a uma satisfação e aceitar a lei que introduz limites à sua satisfação. Mais, a dissolução do édipo introduz um outro aspecto: O superego além de lembrar iinterrupatamente ao sujeito que ele não pode gozar de tudo, vai culpá-lo por um dia ter gozado daquela mulher que só pertencia ao pai.

22 Ou seja, além do aspecto limitador, o superego não nos deixa sentirmo-nos inocentes. É por isso que na sua eterna culpabilização do sujeito, ele faz com que muitos não se sintam em condições de usufruir da vida, pois cada pequeno gozo parcial passa a ser significado como uma rememoração do gozo incestuoso proibido. A culpa e a punição (expiação da culpa) decorre do incesto precoce com a mãe.

23 23 2a. Tópica do Aparelho Psíquico REALIDADE ID SUPEREGO EU Polo Pulsional Princípio de prazer Príncipio de realidade Polo defensivo presonalidade Ética Imperativos Morais Crítica

24 As tensões conflituosas que se produzem entre o ego, o id e o superego, cujas exigências são contraditórias, têm uma influência duradoura sobre a formação da personalidade: esta última é a resultante de forças respectivas presentes e de seu equilíbrio dinâmico. 24

25 O funcionamento psíquico Enfoque psicodi­nâmico da personalidade – procura relacionar o comportamento: com impulsos, emoções, pensamentos e percepções Estes elementos determinam e atua do mesmo modo na previsão de novos comportamentos. O aparelho psíquico é com­posto de três partes: id, ego e superego. 25

26 O Id – é a parte original desse aparelho a partir da qual, posteriormente desenvolvem-se as outras duas. É a totalidade do apa­relho psíquico do indivíduo ao nascer e está voltado para a satis­fação das necessidades básicas da criança no começo de sua vida. A atividade do id consiste de impulsos que obedecem ao princípio do prazer, isto é, que buscam o prazer e evitam a dor. 26

27 O Ego Ao defrontar-se com as imposições do mundo externo, a criança precisa gradualmente redirigir os impulsos do id, de modo que estes sejam satisfeitos dentro das possiblidades impostas pela realidade. Desenvolve-se, então, um outro princípio: o princípio da realidade. Isto significa que o indivíduo deve suportar as condições apropriadas para alcançar o prazer e para isso deve renunciar a um prazer imediato, mas que poderá ter como consequência o sofrimento. No entanto, ambos os princípios visam o mesmo fim alcançar a satisfação e evitar a dor. 27

28 Pode-se considerar o princípjo da realidade como o princípio do prazer modificado pelas imposições do mundo externo e o desen­ volvimento da razão. O Ego tem como principal função agir como intermediário entre o id e o mundo externo. controlar as demandas dos impulsos e seus modos de satisfação. proteger-se dos estímulos percebidos como perigosos, aproveitar os estímulos favo­ráveis e realiza modificações no meio, que possam resultar em benefício da própria pessoa. 28

29 O Superego À medida que se desenvolve, a criança descobre que certas demandas do meio persistem sob a forma de normas e regras. O ego tem que lidar repetidamente com problemas e aprender a encontrar para estes soluções socialmente aceitas. As regras e normas impostas pelo mundo externo vão se incorporar na estrutura psíquica, constituindo o superego. O superego representa a herança sócio-cultural. 29

30 Id, Ego e Superego são interdependentes. O ego desempenha papel de inte­grador lidando simultaneamente com as demandas do id, do superego e do mundo externo. O id incita uma ação imediata e irrefletida buscando de forma indiscriminada o prazer. O superego atua de forma imediata impondo uma regra e críticando atomaticamente. O Ego tenta decide: o que fazer, quando e de que forma, visando sempre o bem estar integral da pessoa. 30

31 O ego é (espera-se que seja) a parte do aparelho psíquico que: busca um equibíbrio, entre as forças dos impulsos primitivos e irracionais do id e as forças das exigências do superego e imposições do mundo externo, considerando os aspectos individuais e o contexto social em que o indivíduo está inserido, O superego incorporou-se ao ego como um controle automático devido às exigências impostas pelo mundo externo. 31


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