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Preservação de acervos culturais A importância de se elaborar uma política de segurança.

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Apresentação em tema: "Preservação de acervos culturais A importância de se elaborar uma política de segurança."— Transcrição da apresentação:

1 Preservação de acervos culturais A importância de se elaborar uma política de segurança

2 Preservação: termo que abrange todas as ações que possibilitem a garantia da integridade das informações e dos significados de um bem cultural, através de sua gestão e proteção. São ações multidisciplinares que envolvem todos os setores da Instituição.

3 Segurança: sistema preventivo ou não, para combater e evitar danos à instituição. Engloba a salvaguarda e a proteção do acervo, dos funcionários, dos usuários e do imóvel. Segurança é sinônimo de interdisciplinaridade e de ações conjuntas.

4 Por que fazer? Aspectos a serem considerados para se justificar a elaboração de uma política de Segurança:

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9 Mais de 70 quadros roubados são recuperados pela polícia argentina Quadros foram roubados em ataque violento em 2009, diz jornal.

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11 Museu de Boston Esse próximo é considerado o maior assalto a obras de arte na história. Dois homens vestidos como policiais convenceram dois guardas inexperientes (obviamente) do Museu Gardner que eles estariam respondendo a um chamado. Contrariamente a política de segurança do museu, os dois guardas deixaram os policiais entrarem no museu, descobrindo em seguida que eles haviam sido enganados e amarrados pelos policiais no porão do museu. Os dois homens passaram os próximos 81 minutos calmamente selecionando 12 obras de arte que juntas valeriam algo acima dos 300 milhões de doláres.

12 SÃO PAULO - A polícia indiciou quatro pessoas pelo roubo de obras de arte de bibliotecas públicas de São Paulo e do Rio de Janeiro e pode indiciar por receptação os sócios da livraria Carioca Babel Livros e o leiloeiro Raul Barbosa. A livraria e o leiloeiro seriam responsáveis pela venda das obras.

13 Como fazer? Delinear o perfil da instituição: a quem ela se dirige; que tipo de acervo possui e o que pretende adquirir; quais as áreas que abrange e qual a sua linha de atuação, definindo claramente suas missões e objetivos. Diagnóstico institucional - refletirá a realidade de cada órgão, departamento, setor, traçando um perfil da instituição de forma a relacionar os pontos frágeis que possui. Uma Política de Segurança deverá: ser objetiva; ter critérios claros e bem definidos; ser escrita e assinada pelo responsável maior da instituição; ser aprovada pela direção e ser acatada por todos ; ser um projeto dinâmico, com estratégias de divulgação, permanente revisão e adequação às mudanças da instituição

14 São basicamente três os pontos a serem analisados na elaboração de uma política de segurança: as pessoas; o prédio; os acervos. Programa de segurança - implica, muitas vezes, em mudanças no comportamento das pessoas: técnicos, terceirizados, visitantes, pesquisadores. Cada um deve ter suas ações esclarecidas e seus limites delineados de forma clara. A equipe tem que ter noção de que todos tem o seu papel e que são elos que se unem para compor um conjunto maior de ações preventivas. Que qualquer quebra nesses sistema implicará diretamente no bom desempenho da política e, conseqüentemente, da segurança de todos e do acervo.

15 Por isso a análise do aspecto humano é tão importante. Uma política de segurança implica, em alguns casos, em mudanças de hábitos e atitudes de cada membro da equipe. Uma boa política deve unir a tecnologia ao fator humano, bem treinado periodicamente. Não adianta ter um equipamento tecnológico de última geração para detectar movimento, por exemplo, se o guarda ou quem fica responsável pelo local não souber o que fazer ou a quem se dirigir ao ser disparado o alarme. Responsabilidade de todos, sendo o diretor/presidente o responsável nº1 em uma instituição.

16 Cabe às pessoas: Identificar riscos, ameaças e sinistros; Prevenir, minimizar ou eliminar riscos e perdas; Agir e responder em casos de violações, crimes e violências; Notificar ocorrências a equipe de segurança ou responsáveis; Obedecer regras e procedimentos de emergências; Proteger a Instituição como um todo; Cumprir e fazer cumprir regras e normas estabelecidas; Responder prontamente aos alarmes acionados ou qualquer outro tipo de alarmes de emergências; Dar o alarme em casos de emergências e/ou sinistros;

17 Itens a serem enfocados Responsabilidade Limites de proteção Segurança da área externa Segurança do prédio – portas, janelas e outras aberturas, fechaduras, chaves e outros dispositivos de segurança. Segurança do Acervo – documentação do acervo, acervo em reserva técnica, em exposição, em empréstimo e trânsito, em sala de consulta, em circulação interna, conservação e restauração, reprodução de documentos, manuseio/consulta, digitalização, priorização de acervo. Segurança das pessoas/política de pessoal – equipe de segurança, equipe de emergência, primeiros socorros. Segurança contra incêndio/plano de emergência Fiscalização e avaliação

18 Quem faz? Elaboração feita preferencialmente por alguém da casa, com o apoio da direção e de todos do corpo funcional. Perfil: conhecimento de todas as áreas de atuação da instituição, conhecimento real da situação financeira da instituição a curto e médio prazo, conhecimento no assunto segurança de acervo, disponibilidade de tempo, experiência na área de preservação (com apoio/suporte de todas as chefias e serviços institucionais) e um bom tempo de casa. Pode contar com uma consultoria externa que irá nortear os trabalhos, mas não elaborar efetivamente a política.

19 Trabalhar com memória é tornar vivo o que já aconteceu. Dessa forma, nossa responsabilidade é muito grande. A nós compete guardar e cuidar de uma parte de um passado e, sem poder manipular o tempo, convivemos com ele, entrando em túneis do tempo, vivendo e imaginando outras vidas testemunhadas em tantos documentos, ilustradas por tantos objetos e relatadas em tantos livros... Nós nos tornamos parceiros de personagens históricos, cientistas, músicos, artesãos, pintores... Somos médicos e enfermeiros do legado que nos deixaram e que escolhemos adotar. Somos cúmplices, intérpretes e administradores do que nos é confiado. Então, como não tentar fazer o melhor para preservar isso. Política de Segurança para Arquivos, Bibliotecas e Museus. 2006

20 Obrigada, Solange Rocha


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