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O Tempo sem tempo de Divaldo Franco O dia 05 de maio de 2012, amanhece. Na Mansão do Caminho, na cidade de Salvador, o sol vence as sombras da madrugada.

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2 O Tempo sem tempo de Divaldo Franco

3 O dia 05 de maio de 2012, amanhece. Na Mansão do Caminho, na cidade de Salvador, o sol vence as sombras da madrugada e, lentamente, preenche todos os espaços, com o seu brilho habitual. Na Mansão do Caminho, na cidade de Salvador, o sol vence as sombras da madrugada e, lentamente, preenche todos os espaços, com o seu brilho habitual. Divaldo Franco, no silêncio de seu gabinete de trabalho, reflete. Mal amanheceu e ele está desperto, após uma noite quase insone. Desde a véspera que as lembranças assomaram à sua mente. Afinal está completando 85 anos de sua atual reencarnação, e mais que nunca, quase por um automatismo, vê diante de si, na tela mental, cenas e mais cenas de sua vida, como num caleidoscópio, cujo início o traz de volta ao lar paterno. Divaldo Franco, no silêncio de seu gabinete de trabalho, reflete. Mal amanheceu e ele está desperto, após uma noite quase insone. Desde a véspera que as lembranças assomaram à sua mente. Afinal está completando 85 anos de sua atual reencarnação, e mais que nunca, quase por um automatismo, vê diante de si, na tela mental, cenas e mais cenas de sua vida, como num caleidoscópio, cujo início o traz de volta ao lar paterno.

4 E aqui estou eu, que escrevo este artigo, criando, na minha imaginação, o amanhecer dessa data tão especial para todos nós, o aniversário de uma pessoa tão querida e amada pelos amigos que granjeou, em muito mais do que nos 65 países que percorreu, levando a sua palavra plena de paz, de sabedoria e de amor, pregando o evangelho do Cristo e a Doutrina dos Espíritos. Ali está o baiano Divaldo Pereira Franco, enquanto as cenas se desenrolam em sua mente. É uma viagem notável, iniciada na infância, quando a mediunidade despontou em sua vida atual. As dificuldades que se foram somando, em meio às vivências familiares, culminando com a desencarnação de sua irmã Nair e de outras dolorosas provações que os pais, D. Ana e Francisco Franco, enfrentaram com fé em Deus e a certeza de sua misericórdia. Em meio às ocorrências familiares, o menino Divaldo ia experimentando os primeiros indícios da mediunidade.

5 Um salto no tempo e eis Divaldo, já adulto, tendo sido orientado quando ainda no aconchego familiar, por pessoas que o conduziram pelos caminhos da sua iniciação ao Espiritismo e à prática equilibrada da mediunidade. Ele se vê no trabalho profissional, às voltas com a dupla vista, que lhe sendo tão natural é algo estranho para os demais. Um desfile de amigos especiais, companheiros das primeiras horas que ali estão, e ao revê-los, no painel da mente, um sentimento de saudade o envolve, convocados que foram, à época, para colaborar no processo de construção da obra missionária de Divaldo. Neste momento preciso, chega também, Nilson de Souza Pereira, o amigo das eras longínquas, pelas mãos da própria Joanna de Ângelis.

6 Em suas reminiscências Divaldo retorna à emoção vivida no dia 05 de dezembro de 1945, quando a mentora Joanna de Ângelis, que, anteriormente, ele não identificara, se apresenta, e por primeira vez, ele a vê, conscientemente, em sua beleza radiosa, ela que o acompanha e orienta desde os tempos imemoriais, tanto quanto a imensa família espiritual que ela vem agregando através das eras. Em breve fundam o Centro Espírita Caminho da Redenção, no dia 07 de setembro de Meses antes o jovem baiano, então com 20 anos, inicia a sua trajetória como orador. São 65 anos transcorridos, que perpassam vivos em sua memória, quando hesitante e inseguro, diante de um público que aguardava o seu pronunciamento, ouviu uma voz a lhe dizer: – Fala! Falaremos por ti e contigo! Era o dia 27 de março de 1947, na cidade de Aracaju (SE) e ali estava o espírito Humberto de Campos, convidando-o a iniciar a sua missão de pregar o Espiritismo e o Evangelho de Jesus. Ele se levantou e falou! E nunca mais parou.

7 Muitas vezes, nestes 55 anos de nosso abençoado convívio, ouvi Divaldo mencionar que, acima de tudo, queria falar de Jesus para as pessoas. Estava traçado, portanto, o mapa-mundi das palestras de Divaldo, que já pregou em 65 países nos cinco continentes. Ele revê os detalhes de todas as programações, sempre antecipadamente preparadas, sob a égide de Joanna de Ângelis, que convida, inclusive, os Espíritos protetores de cada país, ensejando um tempo para que transmitam mensagens, que Divaldo psicografa nos hotéis ou lares onde se hospeda, nos intervalos dos compromissos e atividades. Porque a missão transcende o plano físico e adentra o espaço espiritual de cada país.

8 De repente, no rio das recordações, surge a Mansão do Caminho, e Divaldo sente, como outrora, a emoção do instante em que teve a visão extraordinária da obra, que seria um marco em sua vida. Ali estava ele, na vidência psíquica, idoso, cercado de crianças, vivendo por antecipação o trabalho que deveria realizar, numa projeção mental realmente notável, que Joanna de Ângelis lhe proporcionou. Pouco tempo depois da visão, atendendo ao chamado, surge a Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, na cidade do Salvador. O calendário assinala o dia 15 de agosto de 1952.

9 As cenas mentais que o fio da memória rebobinava, começam agora a se sobrepor e se misturam: viagens, países, livros psicografados, pessoas, público, auditórios superlotados; milhares de crianças na Mansão, que estudam, que crescem, crianças que nascem na Mansão e cujo primeiro choro é música celestial; trabalhos dia e noite, reuniões mediúnicas, entrevistas, passes em enfermos, estudos contínuos, amigos, muitos amigos, multidão de amigos, conversas em várias línguas nas ruas do mundo, enquanto passa, qual cometa luminoso e itinerante; milhares de pessoas, milhões de pessoas, livros e livros, compromissos, Espíritos que desfilam através de sua mediunidade, dores que sua palavra aliviou, curas espirituais; Espíritos nobres que o cercam, movimento espírita, Dr. Bezerra de Menezes, Manoel Philomeno de Miranda, Amélia Rodrigues – Joanna de Ângelis! E muito mais. Divaldo se enternece. Olha através da janela os jardins floridos, o recanto de Joanna com suas frondosas árvores, as salas de aula, o ginásio de esportes, o ambulatório, onde médicos, dentistas e enfermeiros atendem ao bairro, a padaria, a creche A Manjedoura, o lar das idosas, a gráfica, as construções que foram surgindo, o Centro Espírita Caminho da Redenção, onde Nilson assinalou o pórtico com o símbolo que relembra as mãos em oração, a lanchonete, a livraria, a enorme cozinha e todas as suas dependências, o lindo refeitório onde se reúnem os trabalhadores, as centenas de voluntários, o memorial, a campanha Auta de Souza, salas e mais salas para a administração desse imenso complexo que alguém denominou ( e realmente é) de A Mansão do Amor e, por fim, e por enquanto, a Casa de Parto!... Pelas alamedas floridas, pelas ruas da Mansão paira a certeza de que é possível criar aqui na Terra um recanto de paz e fraternidade, no qual o pensamento de Jesus e sua mensagem de amor estejam sendo vividos ali, a cada dia.

10 Parabéns, Divaldo Franco! Você faz aniversário mas quem recebe os presentes somos nós. Você vem e entrega a cada um o mimo especial da sua presença, da sua palavra plena de sabedoria e amor, sempre amiga e afetuosa e dessa alegria irradiante que a todos contagia. Quando você se despede e se vai para cumprir outros compromissos, o seu psiquismo perdura, numa vibração superior, deixando em todos a sensação de um novo tempo, que começa agora. No tempo sem tempo, Divaldo caminha, semeando estrelas, que brilham, que cintilam no seu rastro. No tempo sem tempo, Divaldo caminha, semeando estrelas, que brilham, que cintilam no seu rastro. SUELY CALDAS SCHUBERT

11 Montagem: Lucas Milagre Imagens: Google


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